Enfim, o soberano daquele planeta anuncia o motivo da reunião, surpreendendo a todos.

Porém, quatro saiya-jins, permanecem desconfiados, especialmente Bardock, após a sua visão inesperada...

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– Convoquei essa reunião para informa-lhes que me encontrei com o líder de um clã da raça Arcosiana, mas, que domina o lado oposto da galáxia. Seu nome é Frieeza. Fizemos uma aliança que ajudará mutuamente ambos os lados. E para celebra- la, iremos dar um dia de comemoração no planeta, onde será servida comida de graça e muita bebida. Enquanto estou comunicando a vocês, ordenei que todos os saiya-jins retornem a Bejiita, desde que tenham terminado a invasão dos planetas designados.

Todos murmuram entre si, enquanto viam a face orgulhosa do Rei e sua rainha, menos, claro, os príncipes e Bardock.

Inclusive, este vira em suas visões um ser dessa raça, que uma vez pesquisou, estranhando não ter encontrado muitas informações sobre essa raça, que parecia ser semelhante a de mutantes.

Além disso, ele parecia atacar um saiya-jin, não sabendo se os demais da sua visão também eram saiya-jins, pois só vira a cauda daquele que o enfrentava. Mas, não podia falar nada, ainda. Precisava pesquisar mais.

Quanto a Kakarotto, Vegeta e Tarble, eles não gostaram disso.

Vegeta arqueou o cenho, mas, sua irritação era palpável, pois, ouvira alguns boatos que estes pareciam se transformar não somente em um único ser e sim, em vários.

Inclusive, soubera que havia uma diferença considerável de poder e embora acreditasse o quanto a sua raça era poderosa, era preocupante e desconcertante fazer alianças sem conhecer as características das raças que seriam aliadas, como os seus pais idiotas fizeram.

Tarble desconfiava dessa aliança, afinal, as informações sobre essa raça eram escassas, enquanto que preocupava o fato, de que as informações sobre os saiya-jins eram abundantes e praticamente, conhecidas, menos a fraqueza nas caudas que muitos tinham, se ela fosse segurada, se orgulhando de não tê-la, assim como todos da sala, embora não tivesse muita certeza em relação aos seus pais.

Afinal, raramente, os via lutar. Na verdade, nunca os vira, nem sequer treinar, pois, agora que podia lidar com o Ki e senti- lo percebia o quanto eles eram fracos, compreendendo que eles usavam gestos e atos imponentes para mascarar a falta de poder, sendo que não se importavam em treinar como muitos saiya-jins faziam, diariamente.

Kakarotto se recordava de pesquisar sobre a raça, mas, estranhara a ausência de informações acerca da mesma, além de alguns boatos que conseguiu encontrar, enquanto considerava que fazer uma aliança com uma raça, praticamente desconhecida e sem conhecer as habilidades desta, era perigoso demais.

Não que se importava com a sua raça, saiya-jin. A considerava desmerecedora de viver devido às maldades que praticava as demais. Mas, tinha amigos e uma família que era composta por ele, Nyei, já que a marcara e sua querida imouto. Preocupava-se, somente por causa deles.

Mas, com exceção deles, todos os demais pareciam murmurar extasiados, pois, sabiam o quanto os contatos de Frieeza se rivalizavam com os deles e se unissem o de ambos, seria uma aliança imbatível, pois, eram famosos pela tecnologia também.

– Mas, não acha estranho o fato de termos informações escassas deles, meu rei? Uma vez que há muitas informações sobre nós? - Bardock pergunta, preocupado.

– Nós decidimos assim. Muitas informações sobre nós são liberadas para mostrar nossa superioridade, Bardock. Para que quando formos invadir um planeta, essa raça já esteja apavorada antes de chegarmos. O cheiro de medo é muito bom... Somos a raça mais poderosa do universo e é sabido, que raças voltadas para a tecnologia como os Arcosianos, acabam se tornando fracas fisicamente, pois, desenvolvem mais o cérebro do que a força. Não precisamos ir longe, veja os próprios tsufurujins - e nisso, o rei ri gostosamente - Portanto, não é necessário temê-los e sim, eles nos temerem e acredito que foram por isso que ofereçam uma aliança e inclusive com muitas vantagens, acrescentando o fato que devem ser tão fracos que precisam usar outros alienígenas como soldados.

Nisso, fala sobre o acordo e todas as vantagens, regorjeando- se, confirmando a opinião dele que eles estavam com medo dos saiya-jins e que preferiam uma aliança vantajosa para os mesmos em vez do perigo de invadirem o planeta deles ou a sua área de comércio, sendo tal pensamento compartilhado por quase todos. Menos, como esperado, de Bardock, Kakarotto, Vegeta e Tarble.

Vegeta arqueou o cenho e bufou, cruzando os braços e murmurando: "velho estúpido", tomando o devido cuidado que seu pai ouvisse, sabendo que este somente poderia fazer junta feia e nada mais.

Afinal, era o mais poderoso deles.

Bardock revira os olhos e massageia as têmporas, pois, a visão continuava fresca em sua mente e agora ficara ainda mais preocupado, pois tivera a visão antes de ser anunciado o motivo da reunião e acreditava que o ser fazia parte dos arcosianos, mas, não tinha certeza, embora tivesse uma vaga sensação, mais, para pressentimento, que de fato, fosse um deles em suas visões preocupantes.

Tarble troca um olhar preocupado com Kakarotto, que passa a olhar para os reis. Tinha a intuição que isso não acabaria bem. Era quase uma certeza que fazia os pêlos da cauda dele eriçarem, embora não compreendesse como algo assim era possível.

– E para quando é esse grande evento, meu rei? - um dos saiya-jins bajuladores pergunta com um olhar beirando a admiração ao pensar no quanto o monarca deles foi esperto em conseguir tal aliança vantajosa.

– Para daqui a quatro dias, pois Freeza estará vindo até Bejiita com sua delegação para celebrarmos a aliança. - o rei fala orgulhosamente e com um sorriso arrogante para depois olhar para a sua companheira que sorri igual a ele.

Seu sorriso e animação são contagiantes para quase todos os presentes, com exceção do conselheiro real, Bardock e os príncipes, que continuavam igualmente preocupados.

Nisso, Vegeta se levanta abruptamente, surpreendo a todos e assustando alguns devido ao som seco e audível da cadeira se arrastando, para se levantar da mesa e sair, sem antes olhar para Kakarotto com cara de poucos amigos, para depois virar o olhar para os seus pais, falando com um sorriso maligno que os fez se encolherem:

– Irei treinar. Já perdi tempo o suficiente com essa besteira. - mas, era mentira, pois a preocupação crescente dele permeava sua mente, assim como a de Kakarotto, que pede licença respeitosamente e o segue.

Em seguida, Tarble pede, recebendo de seus genitores nada menos que um olhar irritado para responder a eles, não verbalmente, através de um sorriso extremamente confiante e um olhar de superioridade, que os deixa embasbacados, pois, somente viam esse olhar nos olhos de Vegeta.

Enquanto isso, Bardock olhava tristemente por onde seu filho saíra acompanhado de Vegeta, estranhando o fato de Tarble olhar para ele, com um olhar piedoso antes de se retirar do ambiente.

Ele sacode a cabeça para os lados e decide contar aos monarcas a sua visão, que tanto o atormentava, mesmo sabendo ser cedo demais.

Afinal, ainda não possuía informações suficientes.