N/T: Hey povo, foi mal a demora! Bom está aí outro chap! A continuação dessa já está terminada e a autora (Kurinoone) começou uma terceira... Quanto trabalho!!! Mas é gostoso traduzir!!
Snake´s Princess: Considere-se na lista do casamento e cruze os dedos.
Juli-Chan: Vlw pelo feliz ano novo, para vc tbm! Que bom que vc gostou da tradução, eu agradeço. Continue lendo!
Aluada The Original: Esse chap é mtooo 'quente'... Já se vê pelo nome! Cara, minhas orelhas já são feias... quem sabe elas até melhoram, Hehehehehehe : )
Pamela Black: Nesse não tem tanto Damy, mas vale a penas mesmo assim. O Harry nos dá uma surpresa também. O HG começa mais para frente, tem umas ceninhas bem fluffys!
Lord Zero X: Hey... Que bom que vc resolveu testar a fic... eu a acho bem legal! Harry malvado, mas mesmo assim bonzinho é tudoooo de bom. Pois é, exstem muitas autoras e poucos autores, mas tem dois caras que eu considero muito bons, o Mark Evans (que escreve Slash) e o Bernardo (ele escreveu 'Nove Anos' e 'Quadribol', que são muito boas). O nome da continuação é "A part of me" ( Uma parte de mim). Exitem muitas fics em inglês aonde o Harry é menos idiota, eu amo todas elas (claro que só as bem escritas, porque tem umas...).
Lily: Que bom que você está lendo a fic. Realmente, a infância do Harry é mega triste, mas tudo melhora! O Damy é um fofo!!! Tá aí o chap... Parte HG, espera mais um pouquinho que a coisa dá uma ingrenada, não muito forte, mas dá... Obrigada por gostar da tradução!
Cuca Malfoy: Eu tbm amooooooo essa fic! Huahuahuahua, nem sei quantas vezes eu já disse/escrevi isso! Pode deixar que eu continuarei com a tradução!
Infalliblegirl: Não vai demorar muito mais não... só mais ou menos uns 3 chaps e ele descobre! Eu tbm fico triste quando o James sofre, mas fazer o que... é a vida!!!
Jade Weasley Potter: Eu tbm adoro a idéia do Harry ser filho do Voldie, tem várias fics em inglês desse tipo, mas eu acho que essa é uma das melhores!!! Que bom que vc está gostando!
Bom pessoas, é isso! Até o próximo chap! Bjus Brielle.
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Capítulo Trinta e Cinco: A memória secreta de Harry
Fazendo juz a sua palavra, Hermione visitou Damien e levou Ron e Ginny também. Não houve muito estudo, já que eles ficaram conversando sobre Harry.
"Por quanto tempo você acha que ele vai conseguir se esconder?" Hermione perguntou.
"Todo mundo está procurando por ele. Mais cedo ou mais tarde, Harry vai ser pego." Ela continuou dizendo.
"Não, Harry não vai ser pego. Ele disse que ninguém o encontrará se ele não quiser." Damien disse baixinho.
Ninguém quis corrigir Damien. Seria péssimo deixá-lo chateado. Porém, os outros três Gryffindors sabiam que o moreno de olhos verdes não podia se esconder para sempre.
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Harry ficou pensando nas palavras de Potter. Ele queria esquecê-las, mas de algum modo, elas continuavam lá. Por que Potter o deixou ir embora? Por que ele não conseguia se lembrar de Damien? O que Potter quis dizer sobre o Comensal mais leal de seu pai?
Harry lembrava claramente das palavras.
'Eu pesquisaria isso Harry. Você pode encontrar a verdade embaixo das mentiras.'
Harry tentou clarear sua mente. Seu pai não mentiria para ele, o garoto tinha certeza disso. Lorde Voldemort não tinha razão nenhuma para mentir. Afinal, foi ele quem pegou Harry quando o garoto tinha quatro anos. Voldemort o fez ficar forte fazendo-o o herdeiro de Slytherin. O Lorde das Trevas que o fez ficar desse jeito: Um guerreiro. Harry era um bruxo muito poderoso sem dúvida alguma. De qualquer modo, o garoto ainda estava refletindo sobre as palavras de Potter. Sobre qual possível verdade ele estava falando?
Harry decidiu que iria achar o Comensal chamdo Wormtail, ou Peter Pettigrew. Ao menos para tirar essas dúvidas que Potter implantou em sua cabeça.
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Fazia agora um mês desde quando James viu Harry no Beco Diagonal. O Auror continuou procurando o clube do pequeno John. Ele sabia que se encontrasse o clube, encontraria Harry. O que James não esperava era encontrar muito mais do que seu filho.
Era de tardezinha e James, Sirius, Remus e Dumbledore estavam encaminhando-se para outro clube, ele tinham conseguido algumas pistas. O gerente desse estabelecimento em particular, sabia sobre o clube do pequeno John. Ele disse aos quatro bruxos que conversou com o homem naquele dia e que o clube dele estaria apenas há alguns metros de distância dali.
James correu para o local indicado, junto com os outros três bruxos. O plano era esperar Harry aparecer. Eles pensaram em conversar com John sobre 'Alex' e sobre como ele apareceu no clube. De qualquer modo, Dumbledore decidiu contra isso, já que não queria que Harry soubesse que estavam perguntando sobre ele. Isso poderia resultar no garoto sumindo pelo mundo trouxa.
James foi o primeiro a ver a rua onde estava o clube. O local parecia que ia cair a qualquer momento e o Auror pensou em como eles conseguiam comportar tal evento ali. A porta foi aberta e os quatro bruxos escutaram as regras sendo gritadas. James percebeu um estranho veículo há alguns passos de distância do lado de fora. Era maior que a maioria dos carros trouxas. Ele sabia, por causa de Lily, que aquilo era um trailer. Era bem grande e parecia ser bem espaçoso por dentro.
Os quatro bruxos decidiram entrar no clube e perguntar que horas começava a luta. Eles planejaram em se comportar como turistas que escutaram sobre esse fantástico clube por amigos. Isso explicaria o comportamento deles. Bem no momento em que Dumbledore entrou, eles escutaram um grito vindo do trailer.
"Nigel! Nigel querido, não faça isso. Venha aqui agora!"
Os quatro bruxos pararam e observaram o garotinho correr para fora do trailer, rindo e esperneando de alegria. James virou-se e viu a criança pular, todo o tempo rindo feliz. Um sorriso apareceu em seus lábios, a criança era linda. Ele parecia ter uns catorze, talvez quinze meses de idade e ainda não tinha equilíbrio, já que caía constantemente com as mãozinhas no chão, mas ele sempre levantava e tentava andar novamente. Obviamente o garotinho estava tentando brincar de esconde-esconde. A voz da mulher soou novamente e o garotinho gritou enquanto tentava se esconder.
"Nigel! Querido. Volte para dentro de casa!"
Dumbledore estava olhando atentamente para a criança. Seus olhos azuis estavam focados no garotinho, eles nem mesmo piscavam.
"Dumledore! Qual é o problema?" James perguntou ao olhar para bruxo mais velho.
"Essa criança me parece familiar... vocês não acham que ele se parece com... Neville Longbottom?"
James virou-se para ver o garotinho novamente. Ele tinha cabelos e grandes olhos castanhos. Fora aquilo, o Auror não conseguia ver semelhança alguma. Todas as crianças eram daquele jeito.
"Não... eu não consigo ver nenhuma semelhança." James disse e Remus o cortou.
"Não, James, Dumbledore está certo. Essa criança parece exatamente com Neville quando ele tinha essa idade."
Sirius concordou com Remus. Os quatro homens ficaram parados, observando o garotinho tentar se esconder.
"Creio que deveríamos olhar mais de perto." Dumbledore disse e andou até o trailer. James estava quase o chamando de volta, quando Sirius sinalizou para que ele fosse junto. O Auror estava ficando irritado. Grande coisa que aquela criança parecia Neville, eles estavam lá para achar Harry. James não conseguiu argumentar e ficou surpreso ao ver Dumbledore apontar sua varinha para Sirius e murmurar algo, que o fez ficar transparente. Ele não ficou invisível, mas sim, transparente. O Diretor repetiu o mesmo feitiço em Remus e em James, antes de lançar em si mesmo.
Agora, ninguém poderia detectar a presença deles. Eles estavam se aproximando do trailer. Os quatro pararam quando estavam há apenas alguns passos de distância do garotinho, que ainda estava correndo por lá.
"Cara, essa criança é elétrica." Sirius sussurrou para James. O homem de olhos avelã riu, a criança o lembrava de Harry. Quando o garoto tinha essa idade, ele era bem ativo e elétrico.
De repente, a criança começou a correr até que parou. Ele olhou para a direita, aonde haviam algumas árvores e arbustos, estava bem escuro ali. O garotinho parou naquela região por alguns minutos e de repente, deu um gritinho e saiu correndo por entre as árvores.
James não conseguia enxergar o que a criança viu, mas seja o que fosse, o deixou muito afobado.
"Lex! Lex! Leexx!" O garotinho gritou enquanto corria entre as árvores.
"O que acontece com essa criança? Será que todas as crianças trouxas são assim?" Sirius perguntou.
"Como nós podemos saber." Remus murmurou.
"Certo! Por que nós estamos aqui observando uma criança? Nós temos que procurar Harry, então vamos e..." As palavras de James foram cortadas uma forma apareceu entre as árvores.
A forma saiu da escuridão e a criança lançou-se para cima das pernas da pessoa, James percebeu que todos pararam de respirar e ele sussurrou algo para Sirius. Todos haviam reconhecido quem era.
Harry parou por um momento para pegar o garotinho do chão. A criança lançou seus braços em volta do moreno.
"Hey, o que você está fazendo aqui fora homenzinho? Você deveria estar lá dentro. Veja como está escuro." Harry disse, levando a criança de volta para o trailer.
James observou a cena em choque. Era por isso que a criança estava gritando 'Lex', ele queria dizer 'Alex'.
"Nigel! Nigel, vá para dentro de casa, está muito escuro... oh, olá Alex. Que surpresa boa."
Uma mulher saiu do trailer e parou perto da porta. Ela estava de costas para os quatro bruxos, sendo assim, eles não conseguia ver sua face.
"Passei para ver John novamente. Como vai você Fiona?" Harry perguntou e devolveu o garotinho para os braços da mãe.
"Oh, você sabe, ocupada como sempre. John está lá dentro." A mulher apontou para o prédio.
"Você vai participar essa noite?" A mulher perguntou.
"É sobre isso que eu preciso conversar com ele." Harry disse sorrindo.
James percebeu que essa era a mulher de John e o garotinho era seu filho. Ele se lembrou de que disseram à ele que Harry era próximo à essa família, mas ficou surpreso ao ver o quão solto o garoto era com eles. De qualquer modo, o Auror não estava preparado para o choque que veio a seguir, ele quase urrou de incredulidade ao ver a face da mulher que Harry chamou de 'Fiona'. Assim que ela se virou para colocar seu filho no chão, James, Sirius, Remus e Dumbledore viram seu rosto claramente.
Ela se parecia exatamente como na última vez. A mulher ainda tinha longos cabelos e grandes olhos castanhos. Tinha uma face arredondada e ainda conservava um brilho gentil no olhar. James estava olhando para Alice Longbottom.
"Isso... isso não pode... oh Merlin! Isso não pode ser verdade." James ouviu Sirius murmurar. O moreno de olhos avelã podia ver a expressão dos outros. Dumbledore ainda estava em silêncio.
"Entre Alex, está congelando aqui fora." Alice disse sinalizando para que o moreno entrasse.
"Não, eu não posso. Estou meio sem tempo hoje, talvez mais tarde." Harry disse se afastando do trailer.
"Alex, nós não te vimos durante quatro meses e agora você aparece quase toda semana, mas você ainda não passa um tempinho conosco. Veja o quão afobado Nigel ficou em vê-lo." Alice sinalizou para a criança, que estava puxando a mão dela querendo brincar de esconde-esconde.
Harry olhou com afeição para ele.
"Eu não acho que seja apenas eu que o deixo afobado." Harry brincou.
Bem nesse momento um som foi ouvido vindo do prédio. Alguém acabara de sair. James virou-se para ver quem chamou Harry.
"Alex! Veja só como nós estamos abençoados. Três visitas em uma semana!"
James teve que colocar a mão na boca para não gritar de surpresa.
Frank Longbottom estava encaminhando-se em direção à Harry. Ele parecia um pouco cansado e mais velho, mas de qualquer modo estava muito saudável.
"Eu tenho que cobrir os quatro meses." Harry disse ao apertar a mão de Frank.
"Você nunca disse para onde foi. O que você estava fazendo?" Frank perguntou ao pegar o garotinho do chão.
Harry olhou para Nigel que brincava com os braços de seu pai e sorriu.
"Eu estava meio ocupado, não conseguia me livrar, mas no final tudo deu certo." Harry riu.
"Eu não vou nem perguntar!" Frank riu junto.
"Escuta John, eu preciso discutir uma coisa com você. Se importa se nós tivermos uma conversinha?" Harry perguntou e Frank entregou seu filho imediatamente para Alice. Ambos encaminharam-se para o prédio. Alice pegou Nigel, entrou no trailer e fechou a porta.
Os quatro bruxos ficaram lá parados, refletindo sobre o que tinham acabado de presenciar.
"Creio que deveríamos nos sentar." Dumbledore disse.
O feitiço foi retirado, desse modo eles poderiam se ver novamente. James olhou para a face dos outros. Suas expressões eram parecidas com a dele. Confusão, choque e surpresa. Mesmo Dumbledore, parecia que ia desmaiar. Os quatro rapidamente foram para entre as árvores e colocaram um feitiço silenciador para que ninguém os escutasse.
Quando escondidos nas sombras, os bruxos tentaram encontrar algum sentido no que acabara de acontecer.
"Ok, o que aconteceu lá?" James perguntou em voz alta.
"Bem, parece que Frank e Alice não estão mortos, mas sim muito vivos e tem agora uma vida no mundo trouxa como John e Fiona!" Sirius respondeu.
"Sirius! Agora não é hora." James avisou.
"Nós temos que descobrir o que está acontecendo. Se de fato eles são Frank e Alice e o por que deles não terem contactado ninguém da Ordem para ajudá-los. Faz dois anos que eles foram declarados mortos." Remus adicionou.
Os três bruxos olharam para Dumbledore esperando respostas.
"Acho que a primeira coisa que devemos fazer é confrontar Frank ou Alice. É necessário descobrir a verdadeira identidade dessas pessoas. Apenas quando comprovarmos que esses são os verdadeiros Longbottoms, é que podemos fazer alguma coisa." James disse baixinho.
"Ok, como nós vamos fazer isso?" Sirius perguntou.
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Sirius estava parado na frente da porta do trailer, o homem amaldiçoou sua grande boca antes de bater na porta. Alice abriu e ele sentiu como se não conseguisse falar. Sirius era um grande amigo da mulher, os Longbottoms eram muito amigos da família Potter e sendo assim, muito amigos dele e de Remus. O homem não viu nenhum sinal de reconhecimento nos olhos da mulher.
"Sim. Posso ajudar em alguma coisa?" Alice perguntou.
Sirius saiu de seu estopor e perguntou à Alice se havia algum telefone público por ali, já que seu carro havia quebrado e ele precisava de ajuda. O homem tentou lembrar dos termos trouxas que James e Remus lhe explicaram.
Alice deu-lhe as direções para o telefona mais próximo.
"Muito obrigado! Oh, esse é seu filho?" Sirius disse quando o garotinho hiperativo apareceu na porta.
Alice olhou para seu filho e sorriu.
"Sim." Alice respondeu. Ela não parecia se importar em estar falando com um completo estranho. Essa era a mesma Alice de antes, que amava fazer amigos e conversar com todo mundo.
"Você só tem um filho?" Sirius perguntou. Ele queria saber a respota, já que não acreditava que Frank e Alice abandonariam seu filho mais velho, Neville, no meio da guerra do mundo mágico.
"Sim, apenas um. Acredite, um é o suficiente." Ela brincou e Sirius sentiu seu coração apertar. O que estava acontecendo? Essa não podia ser Alice Longbottom. Ela nunca negaria a existência de Neville. E por que ela não o reconheceu?
Sirius andou até Dumbledore e seus dois amigos e contou sobre a conversa com Alice.
Dumbledore escutou cautelosamente e começou a falar depois de alguns minutos.
"Essa é Alice Longbottom. Eu posso sentir sua magia, ela era uma bruxa brilhante, eu mesmo a ensinei, sendo assim, posso sentir sua aura mágica. Por que ela está agindo como trouxa, eu não sei, mas tenho certexa de que nenhuma mãe deixaria seu filho no meio de uma guerra. Se Alice não está com Neville, então tenho certeza de que a razão é porque ela não se lembra dele. Meu palpite é que Alice e Frank estão sob um poderoso feitiço de memória. Possivelmente, ambos foram 'obliviados', isso explicaria o modo como eles pensam ser John e Fiona, como eles não tem nenhuma memória sobre Sirius e como eles veêm Harry como Alex, já que os dois com certeza reconheceriam o garoto como filho de James em um segundo." Dumbledore explicou.
James concordou. Frank e Alice teriam reconhecido Harry imediatamente.
"Então o que aconteceu naquela noite na residência dos Longbottoms? A casa deles foi realmente queimada? E sobre aqueles..." Remus parou.
Ele estava quase mencionando os corpos de Frank e Alice, quando lembrou-se de que não havia nenhum corpo. Tudo o que eles acharam foram cinzas. Eles pensaram que o Príncipe Negro colocou fogo na casa e ateou fogo contra os Longbottoms, com eles ainda vivos. As pessoas que estavam por lá disseram que ouviram os gritos de angústia que vinham da casa, gritos que, eles acreditavam, eram dos Longbottoms.
James sentiu sua cabeça rodar. Então Harry não matou os Longbottoms, ele os salvou! Mas por que? O garoto não tinha nenhuma razão para fazer isso. Ainda por cima, ele apagou a memória deles e colocou outra no lugar, deixando-os como John e Fiona. Nada disso fazia sentido.
Dumbledore parecia estar lendo os pensamentos de James quando falou.
"Creio que a memória que Harry quer esconder, é o que aconteceu verdadeiramente com os Longbottoms."
James ficou surpreso. Claro! Fazia sentido agora. Damien contou que Harry disse que se Voldemort descobrisse sobre essas memórias, ele o mataria. O menino contou também que seu irmão entrou em pânico e implorou para que ele devolvesse a penseira. Tudo fazia sentido.
Harry matou e usou as maldições Imperdoáveis, mas era apenas a morte dos Longbottoms que fazia os Aurores o perseguirem. Isso poderia assegurar a sobrevivência do garoto em relação ao Ministério.
"Nós temos que trazer Frank e Alice de volta para o mundo mágico." James começou. Isso iria mudar muito a sentença de Harry.
"Temo que não possamos fazer isso, James." Dumbledore disse o olhando tristemente.
"O que? Por que não? Nós não podemos deixar os Longbottoms aqui! Eles tem que voltar para casa." James argumentou. Ele não conseguia entender Dumbledore.
"James, eles tem vivido por uns dois anos aqui, portanto estão seguros. Não acho que seja seguro levá-los de volta agora, Harry ainda está com Voldemort. A notícia da sobrevivência dos Longbottoms chegará até ele mais cedo ou mais tarde. Até lá, é melhor que eles fiquem aonde estão. Ninguém mencionará isso, você não pode nem mesmo contar isso para Lily, James. Nós não podemos arriscar que a informação se espalhe. Existem muitos espiões no Ministério, nós sabemos disso. Se o Minitro descobrir sobre os Longbottoms, Voldemort também irá." Dumbledore disse.
James olhou Dumbledore derrotado. Ele realmente queria os Longbottoms de volta, de volta para Neville e de volta para a vida deles. Porém, ele entendia que Harry ficaria em perigo por causa disso. Quando o garoto estivesse com eles de novo, os Longbottoms voltariam e com sorte, suas memórias seriam restauradas.
Qualquer que fosse a razão para Harry ter salvo Frank e Alice, ele manteve em segredo. Se Lorde Voldemort descobrisse, o garoto seria punido severamente.
"Vamos, nós temos que entrar naquele prédio antes que Harry vá embora." Remus disse baixinho.
Os quatro bruxos começaram rapidamente a encaminhar-se em direção ao prédio. Antes que eles entrassem, Dumbledore aponrou sua varinha para James e mudou sua aparência. Ele deu a ele um cabelo loito curto e mudou a forma de seus nariz.
"Assim Frank não vai ligar sua aparência com 'Alex' e ficar desconfiado." Ele explicou.
James suspirou e abraçou a si mesmo. Assim que eles entraram no clube, viram Frank falando para dois homens tomarem seus lugares. James sentiu suas emoções ficarem turbulenteas, Frank era um bom amigo. Ele nunca pensou que o veria novamente, que falaria com ele novamente.
Frank viu os quatro homens parados na porta e correu até eles.
"Desculpa gente, mas o clube não vai abrir pelas próximas duas horas. Vocês são bem-vindos para voltar depois." Frank disse ao aproximar-se dos homens.
James encontrou-se encapaz de dizer alguma coisa. Dumbledore respondeu por ele.
"Desculpe, nós não sabíamos os horários. Nós estavámos nos perguntando se Alex vai fazer parte da luta dessa noite."
A expressão feliz de Frank mudou para uma de preocupação.
"Como vocês sabem sobre Alex?" Frank perguntou.
"Nós não o conhecemos pessoalmente, apenas ouvimos falar dele por alguns amigos. Ouvimos que ele vem até aqui frequentemente. Nós estavámos nos perguntando se ele estaria aqui." Dumbledore explicou.
A expressão de Frank se tranqulizou.
"Oh... Bem, Alex não vai fazer parte da luta de hoje a noite. Ele está ocupado com algumas coisas, portanto não virá aqui por um bom tempo."
James notou que Harry não estava em nenhum lugar ali perto.
"Você sabe aonde podemos encontrá-lo?" James perguntou.
"Não, é ele quem vem me ver. Eu não o procuro. Você acabou de perdê-lo. Ele saiu daqui faz uns dez minutos." Frank respondeu.
James xingou. Com toda aquela discussão sobre Alice e Frank, os quatro bruxos não perceberam a ida de Harry.
"Posso te perguntar uma coisa, senhor? Você está comprando esse lugar para reformá-lo e tranformar no seu clube?" Remus perguntou de repente.
Frank riu e respondeu.
"Esse lugar? Não, eu estou apenas alugando por um tempo. Eu gosto de me mover, ir para locais difrentes. Londres é tão grande que você deveria ver tudo."
"Oh... você sempre levou seus negócios desse jeito?" Remus perguntou.
"Sim, bem as coisas sempre foram assim, mesmo com o dono antigo. Eu apenas faço a mesma coisa."
"Dono antigo? Você herdou os negócios de outra pessoa?" Remus perguntou.
Frank riu novamente.
"Sim, sim. Tudo isso pertenceu à John Allen. Ele era um homem muito gentil, me tratava como um filho. Mas estava ficando velho para ficar mudando de lugar o tempo inteiro, então eu comecei a fazer isso por ele. Ele meio que deixou tudo para mim quando morreu. John não tinha família, por isso que as pessoas me conhecem como pequeno John. Eles pensam que eu sou filho dele, eu deixo as pessoas pensarem o que quiserem, isso não me incomoda."
Dumbledore agradeceu à Frank e saiu do local com os outros. Eles tinham muito que discutir ao chegarem em casa. James sabia que o Diretor estava certo, ninguém além deles podia descobrir sobre os Longbottoms. Não até que Harry estivesse longe de Voldemort. James não conseguia entender porque o garoto foi contra as ordens de Voldemort e salvou Alice e Frank. 'Creio que apenas Harry pode responder isso.' James pensou silenciosamente consigo ao voltar para Godric´s Hollow.
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Harry estava sentado em seu quarto, feliz por ter falado com Frank, assim ele podia ficar longe por um tempo. O garoto adorava ir ver os Longbottoms, mas toda vez que ele ia até lá, lembrava-se daquela terrivel noite. Harry retirou seu anel e o transfigurou em sua penseira, ele a havia checado para ver se todas suas memórias estavam lá. Tudo parecia estar normal, nenhum dos feitiços em volta de sua lembrança secreta foram destruídos. O garoto checou-a mais de dez vezes e estava feliz ao constatar que nada foi revelado.
Ele estava grato por não ter matado Frank, nem Alice e se tudo acontecesse novamente, ele não mudaria nada. Mas uma grande parte dele ainda estava envergonhada por ter falhado em cumprir as ordens de seu Pai. Harry assistiu quando a névoa dentro de sua penseira girou, por alguma razão ele queria ver sua memória de novo, assim sendo, entrou de cabeça na lembrança.
Harryobservou a memória. Ele estava na sala de estar dos Longbottoms, haviam cinco Comensais da Morte diante das formas caídas de Frank e Alice. Eles estavam lançando maldições Cruciatus em ambos. O garoto lembrava de cada um deles. Malfoy, Riley, Bella e Bergeon. O moreno assistiu quando ele mesmo apareceu na porta, ele havia sido instruído a ficar lá fora por um tempo. Harry se arrepiou com o som de Frank e Alice gritando e assistiu quando ele entrou na sala, sua face estava coberta pela máscara prateada.
"Basta!" Ele disse.
Os Comensais da Morte levantaram suas varinhas e olharam para o Príncipe Negro.
"Nós já perdemos tempo demais." O garoto máscarado disse.
Os Comensais afastaram-se e aproximaram-se do Príncipe. Harry levantou sua varinha e apontou para o rosto sangrento de Frank.
"Você tem uma última chance Longbottom. Una-se à nós e nós pouparemos você e sua família." Ele disse.
Frank olhou para o garoto a sua frente e dolorosamente virou sua cabeça para olhar sua esposa. Ao ver a reação de Alice, ele voltou a encarar Harry.
"Nunca!" O homem respondeu com uma voz rouca.
"Muito bem." O Príncipe Negro respondeu.
"Saiam." Ele ordenou aos Comensais da Morte. Os cinco homens sairam e os Longbottoms ficaram sozinhos com o Príncipe Negro.
Essas foram as instruções que Lorde Voldemort deu a ele. Harry lembrava exatamente de tudo. Voldemort pediu para que ele acompanhasse os Comensais até a residência dos Longbottoms e então, dar a chance para que o Auror e sua esposa se unissem à eles. Se eles recusassem, seriam mortos por Harry. O Lorde das Trevas falou com seu filho em particular.
"Harry, antes que você os mate, eu quero que você remova sua máscara e deixe o casal ver seu rosto."
Harry ficou surpreso com a ordem. Primeiramente ele não sabia porque estava sendo mandado para matar os Longbottoms, ele estava com catorze anos na época, tinha acabado de começar com as suas missões. O garoto já estava lidando com os Comensais que davam problemas e ele nunca tinha reclamado. Ele era o soldado de seu Pai. Qualquer coisa que seu Pai pedisse e qualquer coisa que ele instruísse, Harry obedecia sem questionar.
O moreno assentiu e disse à seu pai que tiraria a máscara quando fosse matar os Longbottoms.
"Mas Pai, e os Comensais da Morte?! Você disse para manter a máscara na frente deles." Harry perguntou.
A não ser os Comensais do circulo interno, ninguém sabia que Harry existia. Lorde Voldemort prometeu que o apresentaria logo. O fato de que a maioria dos Comensais não sabiam sobre o Príncipe Negro, apenas aumentava o medo em relação ao misterioso assassino que matava qualquer um que ousasse desafiar o Lorde das Trevas.
"Não se preocupe, é só você mandá-los sair, mesmo Malfoy. Ninguém irá contradizer suas ordens." Voldemort respondeu.
Harry parou diante de Frank e Alice.
Sem dizer mais nada, Harry retirou sua máscara prateada. No primeiro momento, Frank e Alice não reagiram, mas então, vagarosamente, ambos focaram-se no moreno a sua frente.
"Oh! Meu Deus, Alice! É... é... o Harry! Alice, olhe é o Harry!" Frank começou a falar.
Alice olhou para os olhos de Harry. Ela estava incapaz de dizer alguma coisa. Vagarosamente, Frank levantou-se e ajudou sua esposa na mesma tarefa.
"Harry! O que você... Eu não entendo, como isso é possível?!" Frank disse tentando sustentar seu peso para ajudar sua esposa.
Harry ficou em silêncio enquanto assistia a reação deles. 'Eles conhecem os Potters! Por isso meu Pai quis que eu mostrasse minha face. Assim eles saberão quem os matou.' O garoto pensou.
"Eu fiz o que meu Pai me pediu. Agora, você tem uma última chance! Una-se à nós, ou morra." Harry disse com uma voz controlada.
Frank e Alice olharam-se confusos, mas finalmente entenderam e suas expressões demonstraram isso. Lorde Voldemort não matou Harry, mas sim o criou como seu filho, assim o garoto cumpriria todas as suas ordens.
"Nós nunca nós uniríamos a um monstro que sequestra o filho de alguém e o corrompe, como ele fez com você." Frank disse claramente, apesar de suas feridas.
Harry lançou um feitiço ferroda no braço do Auror, o homem engasgou-se de dor. Alice segurou seu marido e tentou protegê-lo de outras maldições.
Harry olhou para a coragem dela e pensou o quão tola ela era. O garoto levantou sua varinha, apontou-a para Frank e começou a formar as palavras da maldição da morte.
"Não! Se você vai matar alguém, me mate primeiro! Eu não vou assistir meu marido morrer!" Gritou Alice histericamente.
"Não!... Alice... saia do caminho!" Frank gritou e tentou tirá-la do caminho. Porém a mulher teimosa continuou aonde estava.
"Que diferença isso vai fazer? Vocês dois vão morrer de qualquer jeito." Harry disse.
"Me mate primeiro!" Alice disse com lágrimas rolando em seu rosto. Frank tentou empurrá-la, mas ela não se movia. Toda hora ele a empurrava, mas ela sempre voltava para protegê-lo.
Harry riu, ele estava achando patético as tentativas que cada um fazia para salvar o outro.
O moreno apontou sua varinha para Alice.
"Não!" Gritou Frank, ele tentou segurá-la. Harry lançou a maldição do corpo preso no Auror e o homem caiu no chão, incapaz de proteger sua esposa.
O garoto apontou sua varinha para o peito de Alice.
"AVADA KEDAV…" Harry parou na metade da maldição.
Os olhos verdes de Harry abriram-se em choque. Ele apontou sua varinha novamente para Alice, mas parecia incapaz de dizer alguma coisa. Sua mão começou a tremer e por mais que ele tentasse a maldição não saía. Era como se Harry tivesse perdido a capacidade de falar.
O garoto de repente soltou um urro de raiva e lançou um jato de luz branca em uma das janelas, fazendo com que ela se estilhaçasse. Harry deu um passo para frente e apontou sua varinha para Frank, ele estava quase lançando o jato de luz verde quando Alice lançou-se para cima de seu marido. O moreno parou e olhou furioso para ela.
"Saia do caminho mulher." Harry gritou, mas ela, chorando, não soltou seu martido e recusava-se a se afastar.
"Príncipe! Príncipe está tudo bem?" A voz de Malfoy soou pela janela quebrada.
Harry estava entrando em pânico, ele levantou sua varinha em direção à mulher teimosa, mas novamente foi incapaz de dizer a maldição da morte.
"Eu estou entrando!" A voz de Malfoy soou.
"NÃO!" Gritou Harry.
"Eu estou lidando com eles!" Harry urrou. Mesmo após ter dito essas palavras, o garoto escutou Malfoy tentando entrar. O moreno agiu por instinto. Ele lançou um feitiço para trancar a porta e rapidamente segurou a mulher. Harry apontou para parede que estava a sua frente e gritou.
"TRANSFERO PORTALINE"
Um portal enorme abriu e os itens do cômodo começaram a voar para dentro dele. Harry levitou Frank e o jogou para dentro do portal, ele tentou jogar Alice também, mas ela segurou suas vestes.
"O que você está fazendo? Para onde está nos mandando?" Ela gritou.
"Se você não quer morrer hoje, sugiro que fique quieta e faça o que eu mando!" Harry comandou e tentou fazer com que ela o soltasse.
"Por que eu devo acreditar em você? Há um minuto atrás você estava pronto para nos matar e agora está salvando minha vida?" Alice perguntou.
Harry olhou diretamente para ela.
"Você tem uma força vital que eu nunca poderei destruir."
Dito aquilo Harry a empurrou para dentro do portal. Assim que ela desapareceu e tudo voltou ao normal, Malfoy entrou.
"O que está acontecendo? Aonde estão os Longbottoms!?" Ele perguntou, seus olhos cinzas estavam procurando pelos corpos que deveriam estar lá.
Harry olhou friamente para Malfoy.
"Príncipe, aonde estão os Longbottoms? O que você fez? Você completou a missão?" Malfoy perguntou com uma voz temerosa.
"Essa missão não pode ser completa. Meu Pai não iria querer três vidas perdidas, já que ele me mandou destruir apenas duas." Harry respondeu.
"Príncipe! O Lorde das Trevas deu uma ordem. Nós temos que completá-la ou as consequências serão pesadas!" Malfoy gritou.
Harry sabia que o loiro estava certo. Ele deveria ao menos ter sido capaz de matar Frank Longbottom, se não pudesse matar Alice.
O garoto sabia que tinha estragado tudo. Ele falhou com seu Pai, mas sabia que de qualquer modo, ele não conseguiria ferir a mulher devido à sua condição.
"Eu sei que falhei. Meu Pai vai entender, a mulher, Alice Longbottom, estava em uma condição tão delicada que mesmo meu Pai não iria machucá-la." Harry disse já próximo da porta.
"Você diz isso por causa da criança?" Malfoy perguntou de repente.
Harry parou, um olhar de furia estava em sua expressão.
"Você sabia!?" Ele perguntou com raiva.
"Sim, eu sabia e o Lorde das Trevas também. Ele o mandou para essa missão, mesmo ciente desse fato." O loiro disse nervoso.
Harry sentiu como se estivesse caindo. Seu Pai sabia! Ele sabia que a mulher estava carregando uma criança e ainda assim ordenou para que a torturassem e a matassem. O garoto não podia acreditar.
"Você está mentindo! Meu Pai nunca iria ordenar tal coisa. Ele não quer destruir vidas inocentes!" Harry disse.
Para a surpresa do moreno, Malfoy começou a rir de sua inocência.
"Inocente? Príncipe, ninguém é inocente. Isso é a guerra Harry, você tem que perceber isso se for servir o Lorde das Trevas!" Malfoy vociferou.
Harry teve o suficiente, ele apontou sua varinha para o loiro e gritou.
"OBLIVATE!"
Assim que o feitiço acertou o Malfoy, ele ficou com um olhar distante. O garoto disse para o loiro esperá-lo lá fora. O Comensal ainda no seu estado distante, saiu da casa e esperou lá fora obediente.
Harry encheu a casa com gritos de agústia e transformou duas mesas em dois corpos desfigurados. O garoto andou até a porta, pegou sua máscara prateada, colocou-a e retirou um objeto triangular de seu bolso. O moreno segurou-o nas mãos e o jogou contra a parede, imediatamente formou-se uma bola de fogo e a casa foi consumida pelas chamas. Harry saiu de lá e sinalizou para que os Comensais da Morte o seguissem. O garoto voltou para casa.
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Harry sentiu quando seus pés bateram no chão, ele estava fora da penseira e de volta em seu quarto. O garoto tremia e tentava recuperar-se da memória, ele se lembrou que aquele dia mudou sua vida. Não apenas ele desobedeceu uma ordem de seu Pai, mas aprendeu uma verdade sobre Lorde Voldemort. Seu Pai não se preocupava com vidas inocente, como Harry. Depois daquilo, o garoto resolveu que iria discutir as táticas de guerra novamente com ele. O garoto nunca poderia ir contra uma ordem de Voldemort novamente. Se seu Pai não se preocupava com vidas inocente, não havia nada que Harry pudesse fazer.
O moreno nunca sonhou em confrontar seu Pai sobre esse fato, Lorde Voldemort o criou e deu-lhe poderes para deixá-lo ficar mais forte que qualquer outro bruxo. Harry sempre ficaria ao seu lado, mas ele não poderia tirar a vida de uma criança. Ele era incapaz de tal ato.
Harry abriu o portal aonde estavam Frank e Alice na mesma noite. Ele lançou poderosos feitiços de memória em ambos, dando a eles uma falsa vida no mundo trouxa e um trabalho. O garoto conhecia John Allen por causa de seu treino no clube de luta e apresentou a ele os dois Longbottoms, dizendo que eles eram vitmas de um acidente que resultou na perda de suas memórias. O fato de Alice estar grávida ajudou Frank a conseguir o trabalho no clube.
Harry nunca pensou que manteria contato com os Longbottoms, mas a chegada de Nigel o manteve por perto. Nigel era a razão de Frank e Alice estarem vivos. O garoto sentiu a força do bebê, quando ele estava dentro de sua mãe ao apontar sua varinha para ela. Por isso ele não pode matá-la. Harry não sabia como descobriu que Alice estava grávida, ela tinha apenas alguns dias na época e o moreno suspeitava que ninguém além dos pais sabia sobre a gravidez. O garoto tinha certeza, já que isso seria reportado na época da 'morte' da mulher.
Harry aprendeu a prestar atenção em todas as ordens de seu Pai e com isso conseguiu salvar muitas vidas, como os filhos de Poppy, Ginny Weasley e muitas outras. O garoto ouviu todas as ordens de ataque. Ele sabia que estava mexendo com fogo. Seu Pai nunca o perdoaria se descobrisse sobre os Lonbottoms. Harry achava que tinha cumprido sua missão, Voldemort queria Frank e Alice mortos, bem, eles estavam mortos, o mundo bruxo os considerava em tal situação, portanto o casal já não estava mais no caminho do Lorde das Trevas. Os pais de Nigel eram John e Fiona e eles viviam felizes no mundo trouxa e continuariam vivendo se ninguém descobrisse sua memória secreta. Tudo continuaria normal, ou assim Harry pensava.
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