Minhas flores, obrigada pelas reviews!
Agosto acabou e nossa rotina seguia escondida dos outros.
Edward a todo o momento queria contar, mas eu não. Gostava da sensação de "namorar" escondido.
No dia 24 – véspera da minha amada festa – eu sairia mais cedo do trabalho pra comprar um vestido pra festa, já que quase todos os meus não estavam dando em mim.
Eu precisava fazer uma dieta urgente.
Fui almoçar com Ely.
- Não vai comer baby? – ele me perguntou quando sentamos a mesa.
- Não...só vou tomar uma limonada. – respondi.
- Ainda mal? – ele questionou.
- Estou...não há remédio no mundo que passe essa maldita azia. – respondi passando a mão por cima do estômago.
- Será que você não está grávida baby? Mulhere grávida tem azia. – ele piscou pra mim.
- Impossivel Ely eu uso implante! – estiquei o pulso onde o implante ficava pra ele.
- Não custa nada descartar! – ele deu de ombros.
- Eu vou ao banheiro! – me levantei e perguntei ao garçom onde ficava o banheiro ele me apontou e eu fui.
Não era possível! Era?
Olhei o meu pulso e vi a marca da cápsula que antes não ficava ali. Levantei minha blusa e olhei minha barriga e fiquei assustada.
Oh Deus! Isso não pode ter acontecido!
Pra todos os efeitos eu sou uma mulher separada...e minha filha tem 1 ano e 1 mês.
Oh não, não, não e não!
Senti uma náusea súbita e vomitei toda minha limonada.
Isso não pode estar acontecendo! – repetia como um mantra.
Lavei minha boca e olhei de novo minha barriga no espelho.
Como eu não percebi! Como. Eu. Não. Percebi. Uma. Coisa. Dessas!
Azia, cansaço, ganho de peso mesmo sem estar comendo praticamente nada e agora esse enjôo.
O implante? Olhei meus pulsos e passei o polegar na pequena cápsula protusa ali.
Não é possível! Se eu realmente estiver grávida eu sou a rainha da falha dos métodos contraceptivos. Primeiro a injeção e depois o implante.
Sai do banheiro ainda nauseada.
- Ely, avisa que eu não voltei por estar indisposta. Eu vou ao médico! – peguei minha bolsa e coloquei umas notas em cima da mesa.
- Ok, não faça nenhuma besteira baby! – ele disse.
- Não farei! – me virei e sai.
Fui direto ao consultório da Dr. Clara.
- Oi Liv. – falei com a recepcionista – Preciso de uma consulta.
- Desculpe Sra. Cullen, mas hoje ela está cheia. – ela sorriu.
- Você não está entendendo, é uma emergência. – falei baixinho.
- Só um minuto! – ela pegou o telefone e sussurrou algumas coisas que eu não ouvi. – Ela pediu que espere. Ela já vem falar com você.
Quase uma hora depois a paciente saiu e Dra. Clara apareceu na porta do consultório.
- Isabella, o que traz você por aqui? – ela veio em minha direção e me abraçou. Eu retribui. – Aconteceu alguma coisa?
- Acho que sim. – forcei um sorriso – Não sei se estou ficando louca, mas acho que posso estar grávida de novo.
Ela fez uma expressão de surpresa e mandou que eu entrasse.
Fui ao banheiro tirei minha roupa e coloquei aquele bendito roupão.
Ela disse que ao invés de fazer um exame de sangue ou urina preferia fazer uma ultrassom.
Quase gritei quando aquele negócio gelado entrou em mim.
- Sua suspeita esta correta Isabella. Você está grávida. – ela sorriu pra mim e mexeu em uns botões enquanto rodava o aparelho dentro de mim. – Pela medida do feto e meus cálculos, são quase 4 meses.
4 meses? 4 meses e eu não percebi que estava grávida?
Agora eu me sinto ótima.
Ela me amostrou o bebê no aparelho e ele já estava todo formadinho. Pude ver suas mãos, os pezinhos e o formato perfeito da sua cabecinha.
- Como eu não percebi? – perguntei mais pra mim mesmo.
- Isso é normal querida! Como você não menstruava mais por causa do implante, você não se deu conta. – ela disse serenamente.
- Me sinto uma idiota! – falei exausta.
- Não se sinta, tem mulheres que só descobrem a gravidez na hora do parto. – eu a olhei assustada – É sério. Eu juro! – nós rimos.
- Mas e o implante? Eu não entendo...ele pode falhar? – perguntei.
- Já vamos cuidar dele e ver o que ouve. – ela me ajudou a descer da maca e fui até o banheiro me vestir.
Pediu que eu sentasse em uma cadeira e ela se aproximou com uma bandeja.
Me deu uma anestesia no pulso, fez um pequeno corte e tirou o implante com uma pinça.
- Como eu suspeitava! – ela disse fazendo um curativo no minúsculo corte – Ele saiu do lugar. Ao invés de ficar no seu músculo que é onde ele era absorvido ele estava no subcutâneo, ou seja, em uma camada de gordura onde tem pouca absorção, por isso a falha.
Ah ótimo! Mais uma prova de que o universo conspira contra mim.
- Sei que você deve estar assustada... – ela disse – Seu último bebê ainda é bem pequeno não é?
- Ela tem 1 ano. – falei num fio de voz.
- Isso acontece mais do que você imagina. – ela deu uns tapinhas na minha mão em cima do joelho. – Logo você se acostuma...vai ser bom, você vai ver.
- Não estou chateada...só estou assustada por ter que cuidar de dois bebês...é...é assustador demais. – forcei um sorriso – Jude é tão dependente de mim.
- Eu sei querida...também sei que você tem ajuda e isso é muito bom. – ela se levantou e foi pra sua cadeira.
Passou um monte de vitaminas, um remédio pra azia que ela me garantiu que passa e me entregou meu famoso e conhecido cartão de gestante.
Eu estava perdida! 3 filhos...eu ainda nem tinha feito 25 anos.
- Você disse que seu bebê é uma menina? – fui tirada de meus pensamentos pela pergunta de Dra. Clara.
- Sim.
- Você quer saber o sexo desse bebê? Eu consegui ver no ultrassom. – ela sorriu satisfeita.
- Lógico que eu quero. – sorri animada.
- Bom, você não precisará se preocupar com a diferença de idade entre sua filha e seu bebê...garanto que serão grandes amigas.
- É uma menina? – quase gritei.
- Isso mesmo. Viu como será bom, Jude logo, logo terá com quem brincar. – ela disse.
- Obrigada! – pedi sinceramente.
- De nada querida! Nos vemos mês que vem pra ver como está sua próxima princesa.
Nos abraçamos e eu sai. Marquei a consulta do mês que vem e fui até a 5ª avenida, afinal eu ainda precisava comprar um vestido que desse em mim, mas que ao mesmo tempo não amostrasse minha barriga.
Deixaria pra contar a Edward quando chegasse a hora certa e juntos resolveríamos o momento de contar a nossa família.
Não consegui comprar nada, estava passando mal e suava frio. Achei melhor deixar pra amanhã.
Andando na calçada encontrei Josh. Havia meses que não o via.
- Hey! Josh! – o chamei. Ele estava há alguns passos a minha frente.
Ele se virou e deu um sorriso quando me viu.
- Bells! Que bom te ver! – ele me deu um abraço.
Era bom saber que aquele beijo sem noção ficou no passado.
- Como você está? Não te vejo desde junho! – perguntei.
- Estou bem...a banda está um sucesso e você? Está tão bonita! – ele disse e eu corei.
Me senti mal de repente. Segurei com a mão no seu braço, mas foi ficando tudo preto e a última coisa que senti foi meu corpo se chocando no chão.
Acordei ouvindo vozes e algumas mãos me sacudindo. Abri o rosto e vi Josh.
- O que houve? – perguntei confusa.
- Você desmaiou Bells...já chamamos uma ambulância. – ele disse.
- Não, por favor, me leve pra casa. – pedi.
- Não acho uma boa ideia Bells...você... – o cortei.
- Estou grávida Josh...isso é normal em pessoas grávidas. – forcei um sorriso.
- Onde está seu carro? – ele perguntou.
- Logo ali. – apontei.
Ele me pegou no colo e me colocou no banco do passageiro. Eu o guiei e logo estávamos na minha casa.
- Eu acho que consigo andar. – disse quando ele me pegou no colo.
- De jeito nenhum. – ele me ignorou e entrou. Me colocando no sofá.
- O que houve senhora? – Carmem apareceu vinda da cozinha desesperada.
- Está tudo bem Carmem. – a tranqüilizei.
- Acho que ela precisa comer. – Josh disse a Carmem.
- Carmem, faz aquela sua sopa pra mim, por favor. – pedi.
Josh se sentou ao meu lado e olhou no relógio.
- Acho melhor eu ir. Não quero que Edward me veja aqui. – ele disse. – Com certeza arrumaria confusão pra você.
- Verdade! – sorri e me levantei. – Obrigada! – o abracei.
- Que isso Bells...fiquei feliz de ter te encontrado hoje. – ele retribuiu o abraço.
A porta foi aberta. Era Edward.
Ahhh merda! Pode ficar pior do que já está?
Descubro que to grávida do 3º filho, desmaio na rua e pra completar meu marido me vê abraçada na sala de casa com um ex-quase-caso.
Ótimo!
- Edward! – falei assustada.
- Já vou indo Bells. – Josh se afastou e saiu.
Ele passou por mim sem nem ao menos me olhar.
- Edward, não é o que você está pensando, pelo amor de Deus! – falei entrando no quarto.
- E o que eu estou pensando Isabella? – ele perguntou me olhando com raiva nos olhos.
- Eu passei mal na rua, desmaiei...segundos depois de ver Josh e graças a Deus ele estava comigo quando desmaiei...ele me trouxe pra casa porque eu não tinha condições de dirigir. Foi isso. – expliquei.
- Você tem sempre uma desculpa na ponta da língua não é Bella? – ele sorriu sem humor.
- Edward, por favor, não duvide do meu amor por você! – pedi derrotada.
- Eu vou pro apartamento! – ele disse saindo do quarto.
- Não, não vai...você precisa me ouvir! – falei.
Ele parou e cruzou os braços na frente do peito.
- Eu estou ouvindo! – ele disse com sarcasmo.
- Porque você não acredita em mim Jude? Porque é mais fácil inventar essas coisas na sua cabeça? – perguntei chorosa.
- Estou indo pro apartamento Bella. Amanhã estarei aqui pra sua festa. – ele se virou.
- Assim? – apontei pra ele – Eu prefiro que você não venha. – eu disse com raiva.
- Você que sabe! – ele saiu do quarto.
Ai que ódio! Porque Edward é tão cabeça dura?
Qual a dificuldade dele acreditar em mim?
Carmem bateu na porta com uma bandeja nas mãos.
Eu comi a sopa e deitei pra descançar um pouco, mas acabei dormindo.
Quando acordei foi o tempo de cuidar das crianças e dormirmos de novo.
Edward realmente não voltou, não ligou e eu também não ligaria pra ele.
Estava cansada disso...
Cansada de ele duvidar do meu amor por ele, de suas crises de ciúmes e tudo mais.
No dia seguinte liguei pra Alice pra me acompanhar até a 5º avenida, mas ela disse que não ia poder ir por conta da festa.
Meus pais e a família de Edward chegaram e até agora nem sinal dele.
As babás já estavam com as crianças aqui em casa.
Eu deixei todos a vontade e fui até NY ver se conseguia fazer compras. Estava bem mais disposta essa manhã.
Consegui comprar um vestido preto meio solto que escondia perfeitamente minha barriga, um par de sapatos pra eles e algumas bijuterias pra colocar na festa.
Resolvi comer alguma coisa e dei uma parada em uma Starbucks.
- Bella? – me chamaram.
Olhei e era um amigo de Edward de quando ele trabalhava na broadoway, mas não conseguia lembrar seu nome.
- Lembra de mim? Robert...trabalho com Edward. – ele estendeu a mão e eu a apertei.
- Oh...claro...tudo bem? – perguntei por educação.
- Na verdade está ótimo. Foi um anjo que colocou você no meu caminho. – eu o olhei confusa e ele pegou um papel na pasta. – Preciso entregar isso a Edward, na verdade esse relatório tinha que ser entregue ontem, mas ele saiu mais cedo...pode entregar a ele por mim? – ele pediu.
- O que é isso? – perguntei desconfiada olhando o papel.
- É o balanço do espetáculo de ontem e dessa temporada também. É importante! Pode dar a ele? – perguntou mais uma vez.
Naquele momento minha voz sumiu. Balanço de ontem?
Edward não trabalha mais na broadoway! Tive vontade de falar isso com Robert, mas me calei.
Ele mentiu? Durante 1 mês ele mentiu pra mim? Fingia todo maldito dia ir dar aulas particulares e estava indo pra broadoway?
Dei mais uma olhada no papel e uma parte me chamou atenção.
Elenco: Cindy Fox.
Ainda bem que estava sentada ou certamente cairia.
- Bella? Bella? Esta tudo bem? – Robert perguntou.
- Tu-tudo. – respondi. – Edward anda trabalhando muito Robert? – forcei um sorriso e o olhei com cara de ex-esposa querendo saber da vida do ex-marido.
- Ah sim! Ele tem trabalhado bastante...sem ele não haveria espetáculo. – ele olhou pra fora da Starbucks. – Tenho que ir, minha esposa está esperando. Obrigada.
- Nada! – sorri – Pode deixar que estregarei a ele.
Ele se virou e saiu.
Eu não estava acreditando no que tinha acabado de acontecer. Edward mentiu pra mim!
Minhas mãos tremiam e eu estava bastante nervosa.
Deus! Será que ele estava tendo um caso com ela também?
Eu precisava ir pra casa. Coloquei o papel cuidadosamente na bolsa e sai da Starbucks.
Peguei um táxi deixando meu carro em NY e fui pra casa.
Entrei direto e fui pro meu quarto.
Será que alguém ai em cima pode olhar por mim e me deixar ser feliz?
Quando eu conseguiria isso?
Parece que eu sou um para raio de desgraça...tudo de ruim que tem que acontecer, tem que ser comigo?
Deitei exausta na cama e peguei no sono.
Acordei um uma mão alisando meus cabelos. Era Edward.
Talvez ele fosse bipolar e eu não sabia.
- Desculpe te acordar. Alice que pediu... – ele deu meu sorriso torto.
- Tudo bem! – me levantei.
- Bella, precisamos conversar...eu tenho que te pedir desculpas por ontem..eu...- o cortei.
- Estou cansada das suas desculpas Edward. – o olhei – Das suas desconfianças e do seu ciúme. Quantas vezes mais você irá me pedir desculpas por causa dele. – fui até meu closet – Você não acredita no meu amor por você...se acreditasse não sentiria esse ciúme doentio.
Peguei meu vestido e estiquei na cama.
- Eu sei Bella, mas é mais forte do que eu...quando entrei aqui ontem e vi você abraçada a ele...eu perdi o juízo. – ele disse me olhando.
Eu fui até minha bolsa pra pegar o papel.
- Sabe...eu encontrei Robert hoje. – me virei pra ele com o papel na mão e ele arregalou os dois olhos. – Ele pediu que eu te entregasse isso...nós conversamos bastante sobre seu trabalho na Broadway. – joguei o papel nele.
- Bella...me deixe explicar... – ele ficou de pé.
- Não tem explicação Edward...você mentiu! Você ainda trabalha na broadoway...como você conseguia olhar nos meus olhos de manhã e dizer que ia dar aula Edward? – peguntei friamente.
- Bella...eu não podia largar a temporada, mas você me pediu e eu não queria te aborrecer, por isso iria ficar lá até o final de outubro que é quando acaba a temporada.
- Você já reparou Edward que tudo que você acha que eu faço com você...é você que faz comigo? – perguntei – Mentiras, traições...e etc. – fiz um gesto de descaso com as mãos.
- Bella, por favor, me perdoa? – ele veio na minha direção.
- Não toque em mim! – pedi.
A minha calma me assustava.
- Bella... – ele me chamou.
- Você também continua dormindo com ela Edward? – perguntei cruzando os braços na frente do peito.
- Não! NÃO! Pelo amor de Deus...não pense isso...eu jamais faria isso com você John... – o cortei.
- Não minta pra mim...assim como eu descobri essa... – apontei pro papel – Eu posso decobrir outras mentiras suas...
- Eu juro Bella...eu juro pela vida dos nossos filhos que eu não encostei nela de novo. Por favor, acredite em mim.
Eu ri...ri não...gargalhei.
- Você não tem direito de pedir que eu acredite em você Edward! – joguei na sua cara – Saia do meu quarto, por favor.
- John, esse quarto é nosso! – ele disse choroso.
- Não Edward, esse quarto é meu...saia, por favor. – apontei pra porta e ele saiu.
Foi o tempo de ele sair do quarto e eu desabar a chorar.
Eu o amava tanto, mas essas brigas estavam me matando.
Primeiro foi minha mãe, Josh e agora a merda do emprego dele.
E pra completar eu estava grávida e sinceramente não sabia se queria manter meu casamento de apenas 1 ano de vida.
Fui correndo pro banheiro e vomitei tudo que tinha no meu estômago.
- Você está grávida não está? – ouvi a voz de Alice quando eu me sentava no chão.
- Estou Lice! – abaixei minha cabeça.
- E é do meu irmão não é? – eu apenas assenti. – Bella o que está acontecendo? Edward desceu transtornado...eu sou sua amiga, me conte por favor. – ela pediu agachando ao meu lado.
- A gente voltou Alice. Desde quando cheguei de Los Angeles em junho, que por sinal foi quando eu engravidei...mas hoje descobri uma mentira grande dele...ah, eu estou tão confusa! – a abracei.
- Junho? Você já está com quatro meses Bella? Quando pretendia nos contar? – ela disse com um tom de voz frio.
- Eu descobri ontem Lice, eu juro. – olhei nos seus olhos.
- Edward sabe? – ela quis saber.
- Não! – falei simplesmente – Eu nem sei mais se eu quero que ele saiba...eu não sei mais se quero ficar com ele Alice...esse pensamento machuca demais...eu o amo tanto... – eu chorava copiosamente em seu abraço.
- Shiii minha amiga vai ficar tudo bem! – ela me embalava como se eu fosse um bebê.
Ficamos alguns minutos em silêncio.
- Esta tudo bem? – ouvi a voz de Esme e levantei minha cabeça pra olhá-la.
- Está. – eu disse – Esme você será avó outra vez. – sorri tentando enxugar minhas lágrimas.
- Oh querida você está grávida? – ela se abaixou e me abraçou – De quanto tempo? Quando soube?
- Soube ontem e estou de quatro meses. – amostrei minha pequena barriga a elas. – É uma menina.
Ficamos alguns minutos no banheiro enquanto Esme e Alice alisavam e faziam carinho na minha barriga. Contei pra Esme e Alice sobre mim e Edward e o que aconteceu nos últimos dias.
Minha garotinha já dava uns pequenos sinais de vida.
Pedi as duas que não contasse a mais ninguém, principalmente a Edward, pois eu fazia questão de contar pessoalmente.
Alice me ajudou a me arrumar e como eu pensei, o vestido disfarçou minha pequena barriga de 4 meses.
A festa foi ótima. Eu estava super bem disposta. Consegui comer algumas coisas e bebi bastante suco.
Contei a novidade pra Sue e meu pai que também ficaram super contentes com o novo bebê.
Edward bebeu a noite inteira e quando ele se aproximava de mim eu desviava dele.
No início da madrugada, quando a casa de Alice já estava quase vazia, eu pedi que Carlisle me levasse em casa. Eu estava exausta.
Cheguei e fui tomar um banho. Coloquei uma camisola de seda lilás e comecei a desforrar a cama pra dormir.
Foi quando Edward entrou no nosso quarto.
- Eu quero falar com você. – ele disse visivelmente alterado.
- Mais eu não quero...vou dormir. – falei colocando umas almofadas em cima da poltrona.
- Eu sei que sou um idiota e que você merece coisa melhor, mas não posso te perder John. – ele disse.
- Edward vá embora! Não temos mais nada pra conversar, você mentiu! – falei.
- Ahm? Você está dizendo que vai me deixar de novo? – ele quase gritou.
- Fale baixo, as crianças estão dormindo! – pedi.
- Você não pode fazer isso comigo Bella, eu to te pedindo perdão. – ele segurou meu braço com força.
- Vá embora Edward quando você estiver sóbrio a gente conversa. – falei mais uma vez.
- O que você queria que eu fizesse quando te vi agarrada naquele babaca? – ele disse exasperado. - Ehn?
Tipico de Edward, mudar o foco de culpa da conversa.
- Não vou discutir com você Edward! – falei calmamente.
- Para de falar isso! Pára! – ele gritou.
- Não grita comigo! – apontei o dedo pra ele.
- Então me perdoa! – ele pediu mais uma vez.
- Estou cansada de te perdoar Edward! – me deitei na cama – Vá embora, por favor, depois a gente conversa.
Ele ficou alguns minutos em silêncio e segurou a maçaneta da porta.
- Eu prefiro morrer a perder você! – ele disse me encarando e então puxou a porta e saiu.
Eu me aconcheguei na cama e logo dormi.
Acordei com o telefone de casa tocando insistentemente.
Me estiquei e peguei ele no criado mudo.
- Alô? – atendi.
- Boa noite e da residência do Sr. Cullen? – um homem com uma voz grossa perguntou.
- Sim, mas ele não está. Quem está falando? – perguntei.
- A senhora é o que dele? – ele perguntou ignorando minha pergunta.
Me sentei na cama. Estava ficando preocupada.
- Esposa. Aconteceu alguma coisa? Onde está Edward? – perguntei a ele.
- É melhor a senhora comparecer ao Presbyterian pra conversarmos pessoalmente. – ele disse calmamente.
Meu Deus! Estavam me ligando de um hospital pra falar sobre Edward.
Meu coração chegou a acelerar.
Eu já estava no closet colocando qualquer roupa.
- O que houve me diga, por favor! – pedi desesperada.
- Senhora seu marido sofreu um acidente, mas precisamos conversar pessoalmente. – ele pausou – Tenho que ir! Estamos te aguardando.
Joguei o telefone em cima da cama e peguei minha bolsa.
Peguei a chave do carro alugado que meu pai usava pra ir até NY.
No caminho liguei pra casa de Alice.
- Alô? – ela atendeu sonolenta.
- Lice...é Edward...ele sofreu um acidente e está no Presbyterian, já estou indo pra lá...avise seus pais.
Desliguei antes dela falar alguma coisa. Já chorava desesperadamente.
Eu só pedia que ele estivesse bem.
Ele tem que estar bem! – repetia como um mantra.
Não podia perdê-lo assim.
Fui uma idiota de ter mandado ele bêbado ir embora de casa, mas eu juro que pensava que ele ia pra casa de Alice e não que ia dirigir até NY.
As suas últimas palavras pra mim vieram a minha mente.
"Eu prefiro morrer a perder você!"
