Soaring Black Bird – Chapter 34

Old Friendships Gone Bad - Velha Amiade Acabou Mal


Rayvenne supôs que o Salão de Entrada dos Malfoy era luxuoso e requintado – apenas supôs pois corria inacreditavelmente rápido pelo lugar, seguindo Sarah Copperclock que guiava o grupo de resgate ao local que Sadie encontrava-se aprisionada. O alarme soava cada vez mais alto, o que aumentava a tensão sobre os garotos.

Numa olhada periférica rapida, Rayvenne conseguiu distinguir três figuras negras, posicionadas em frente à uma enorme lareira de mármore, que pareciam muito surpresas com a presença dos galinheirenses. Eram Comensais da Morte. Eles provavelmente esperavam que os alunos de Hogwarts usassem o sistema de Flu para chegar à Mansão dos Malfoy. Rayvenne não pôde observar os movimentos seguintes dos três, pois sua atenção logo voltou à direção que Sarah tomava. Mas pelas exclamações e xingamentos de seus colegas, supôs que estes também haviam notado a presença dos servidores do Lorde das Trevas, e que estes os seguiam.

Sarah parou de supetão quando chegou perto o suficiente de uma porta de carvalho velho, com dobradiças, fechadura e maçaneta de ferro escurecido. A equipe a imitou.

-É aqui! – Copperclock exclamou.

-Só abra a porta de uma vez! – Phillip disse – Eles estão se aproximando!

Edward Awgrin, Olívia Cloverfield e Hannah Crossbound sacaram suas varinhas e colocaram-se em posição de defesa. Rayvenne não pensou duas vezes.

-BOMBARDIA! – ela proferiu apontando a própria varinha para a porta do porão que ,como sua irmã na frente da mansão, explodiu em enormes lascas chamuscadas que voaram por todos os cantos.

Um jato de luz vermelha passou raspando pela orelha de Rayvenne no momento seguinte. Ela virou-se rapidamente e deparou-se com os três Comensais há menos de cinco metros de distância da equipe.

-NEM PENSE NISSO, CAMARADA! – Copperclock gritou do seu lado e adentrou o porão. Rayvenne supôs estar falando com alguém dentro do lugar que fazia mal à Sadie, mas a loira não teve muito tempo para pensar nisso.

Phillip e Hannah estavam na frente, enfrentando os três comensais da morte cara-a –cara. A quantidade de feitiços que os dois lançavam era imensurável – apesar de não estarem surtindo tanto efeito nos três encapuzados - eles apenas defendiam ou se esquivavam dos feitiços dos dois.

- RAPIDO GENTE, ENTREM NO PORÃO! – Rayvenne gritou. Olívia e Edward assentiram e, sem fazer cerimônia, passaram correndo por Rayvenne.

Com um movimentos rápido, um dos comensais desarmou Phillip que empalideceu. Rayvenne não pensou duas vezes – investiu contra os três, com a varinha em mãos. O comensal do meio percebeu a agitação e sorriu malignamente. Ele levantou a varinha e a loira pôde ler a palavra Avada se formando em seus lábios quando um clarão azul claro acertou os três, fazendo-s caírem nocauteados no chão. Hannah riu.

-Minhas tardes lendo aqueles livros de Defesa Contra as Artes das Trevas não terão sido em vão! – a grifinória falou – Mas vamos entrar rápido nesse porão e acabar logo com isso que o feitiço não durará muito tempo!

Rayvennes e Phillip assentiram e correram para dentro do local. Ele era escuro e um tanto fétido – o que contrastava bastante com a atmosfera do Salão Principal. A loira até demorou um pouco para acostumar-se com a mudança de luz. Quando ela finalmente conseguiu, viu Malfoy nocauteado no chão e uma outra menina que Rayvenne desconhecida, ainda lutando para libertar-se do feitiço. A pequena sonserina rapidamente pulou na frente dela e reforçou o o tal feitiço com um Imobilus. Phillip correu para ajudar Sadie a se levantar.

Não trocaram muitas palavras pois a ação foi toda muito rápida. Phillip e Olívia ajudavam Sadie a se levantar e já a traziam escada acima enquanto que os outros permaneciam alertas com as varinhas em mãos. O alarme ainda tocava alto por toda parte, o que, provavelmente, atrairia mais comensais em pouco tempo.

A equipe toda saiu do porão a passos largos – pois Sadie não conseguia correr ainda - começando direcionar-se para fora da Mansão dos Malfoy. Até que Rayvenne sentiu um calafrio. Um que começou na nuca e desceu até o lombar. Isso a fez parar de se movimentar. Um a um, os companheiro a sua volta foram parando também – todos sentiam a mesma coisa.

De repente, o alarme parou de tocar e um silêncio quase mórbido se instalou no Salão de Entrada, cortado apenas pelo som das respirações arfantes da equipe. A luz diminuiu e, ao centro do lugar, bem em frente ao grupo, uma massa negra disforme surgiu. E, do centro dessa massa disforme, um ser de vestes negras, pele extremamente alva e feições ofídicas apareceu, fazendo a massa dissipar-se.

Rayvenne reconheceu o antigo companheiro de travessuras do avô, senhor Tom Marvolo Riddle.

Voldemort.

-Ora ora ora, eu conheço você – o lorde das trevas sibilou – Não é a neta do Goldenwing?

Rayvenne apertou sua varinha e não respondeu. Estava suando frio, o que Voldemort estava fazendo ali? O que ganharia interrompendo o resgate de uma aluna de Hogwarts? Espera um pouco! Não era hora para pensar nos motivos do lorde das trevas, mas sim no fato que ele podia matar todos ali presentes num piscar de olhos.

-Vejo que anda seguindo os passos do avô, mas parece muito adiantada... Já está até invadindo mansões... – ele disse – E salvando sangues-ruins, pelo que eu vejo...

-Você veio nos impedir? – Rayvenne perguntou olhando fixamente para Voldemort.

O lorde riu.

-Impedir meros alunos de salvar uma sangue-ruim? Não seja tola! – ele disse – O que eu quero, Goldenwing, é você!

Rayvenne arqueou uma sobrancelha. O que ele acabara de dizer? Voldemort tinha assuntos para tratar com ela? Seriam as pendências de seu avô? Rayvenne olhou de relance para os amigos. Todos tinham um semblante confuso no rosto. A menina voltou no olhar para o Lorde das Trevas; por mais que desejava, um grupo de bruxos de 16 anos não tinha muitas chances contra um dos maiores bruxos de todos os tempos. A loira suspirou, ele só tinha negócios a resolver com ela. Se o obedecesse, havia uma pequena chance de este não encostar no resto do grupo.

-Ainda pensa em se vingar de meu avô? – a sonserina perguntou num tom sério.

-Vingança é um termo muito forte, pequena Goldenwing – ele sibilou – Tudo não passa apenas de mais uma peça, como diria Joseph, agora venha. IMPERIUS! – ele proferiu sacando a varinha branca.

Rayvenne não teve nem tempo de sacar a própria varinha para se defender, por sorte, Hannah já estava com a sua aposta.

-IMPEDIMENTA! – ela disse, fazendo o feitiço de Voldemort desviar, milésimos antes deste acertar Rayvenne em cheio. Mas o Lorde das Trevas não perdeu tempo.

-ESTUPEFAÇA! – ele disse e um jato vermelho saiu da ponta de sua varinha, acertando Hannah. Esta teve sua varinha arrancada de sua mão enquanto era arremessada no chão. Edward foi a seu socorro.

Voldemort começou a se aproximar do grupo a passos vagarosos. O grupo começou a tentar lançar feitiços contra o Lorde, mas este levantou ao redor de si uma espécie de barreira, onde todos os jatos lançados pelos galinheirenses apenas ricocheteavam.

-GENTE! PAREM! – Rayvenne tentou berrar, mas sua voz foi abafada pelos zunidos dos vários feitiços lançados por seus amigos.

Era uma questão de tempo até o ser ofídico matar todos ali presentes.

De repente, Voldemort parou. Parecia ter ouvido alguma coisa que o perturbou. Por um instante, ele olhou para um espaço randômico no teto da mansão e logo voltou o olhar para o grupo, com um semblante de poucos amigos no rosto.

-Vejo você uma outra hora, Goldenwing. Potter me chama...

E com isso, ele aparatou, deixando apenas um grupo de galinheirenses perplexos e aterrorizados na mansão. O grupo ficou um minuto parado, atordoados pelo que tinha acabado de acontecer.

Até que Olívia se lembrou que ainda estavam invadindo uma propriedade privada, resgatando a amiga corvinal.

-Vamos, gente! Pra fora! Anda! – ela disse, tomando a dianteira. Os colegas logo a seguiram para fora da mansão, pegando suas vassouras e decolando o mais rápido possível para longe dali.

Ao sobrevoarem Hogwarts em direção ao Galinheiro, Rayvenne e o grupo depararam-se com uma cena quase inédita: O Galinheiro vazio. Vestígios de uma árdua batalha contrastavam-se com o ar pacífico do lugar. Vários galhos e folhas de Johanna jaziam em seus arredores, prováveis vítimas de Feitiços perdidos.

Ao pousarem, os garotos observavam o cenário, perplexos. Ninguém falava; o único som que quebrava o silêncio eram os ventos de uma noite de fim de outono e o crepitar das chamas das tochas.

— Eles foram pegos! — Exclamou Olivia.

— Eles quem? — Sadie perguntou, assim que desceu da vassoura.

— O bando de gente que ficou aqui esperando nós irmos catar você naquele porãozinho nojento, Cottonwealth! Isso foi Hannah quem falou. Mas nem deu tempo de dizer mais nada, porque uma voz de garoto vinda do topo da figueira sobressaltou os sete galinheirenses:

— Olha, a coisa foi tensa.

Era Brendan quem estava empoleirado na árvore, de onde podia ter uma visão ampla dos arredores do Galinheiro, e parecia não estar nem um pouco preocupado. Enquanto falava, o menino desceu da árvore e foi encontrar o grupo.

— Assim que vocês saíram, não passaram dois minutos até a turma do Malfoy chegar e começar uma briga épica. Vocês precisavam ver como a gente fez bonito, mas no fim aquele povinho acabou saindo daqui com um ou dois galinheirenses cada um, e o resto conseguiu fugir... Mas o único motivo de eles terem conseguido levar aquela gente toda foi que a maior parte do pessoal que ficou por aqui estava sem varinha, então eram poucos armados e muita gente pra defender. Foi tenso.

O grupo continuou a fazer perguntas a Brendan, todos preocupados com o paradeiro dos colegas. O choque de ver o Galinheiro quase em escombros deve ter retirados as várias perguntas que deviam ter brotado na cabeça dos colegas sobre o porque Voldemort queria alguma coisa com Rayvenne, o que fez a loira aliviar-se.

-Gente! – uma voz à distância berrou. A passagem que ligava o Galinheiro á área externa do castelo estava aberta e Rayvenne pôde ver Yunna Soyhill correndo na direção do grupo – A Umbridge caiu! O grupo do Potter levou ela pra Floresta Proibida e ela não voltou ainda! Deu tempo de contra-atacar a Brigada!

-Então ta todo mundo bem já? – Edward perguntou, dando inicio a um diálogo entre Yunna e os recém chegados galinheirenses. Rayvenne não quis dar muita atenção; ela girou em seus calcanhares e se pôs a andar para o castelo. Tinha uma carta para enviar à um certo lobisomem.


N/A: Não gostei mutio desse capitulo - demorei demais para escrevê-lo e ele ficou meio desconexo. Mas me focarei mais nos próximos u.u