Título: Muito Bem Acompanhada
Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Dany Fabra
Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon
Rated: M – Cenas de Sexo (NC)
Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos.
Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Universal Pictures. Mas a fanfic Muito Bem Acompanhada, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 33 e nos presentearam com suas reviews: Coraline D. Snape, Emily Farias, Gisele Weasley Potter, Eris, Olg'Austen, Lady McFadden, KaoriH, Sakura Kh, Menina Maru, Lady Aredhel Anarion, Bab's90 e Leather00Jacket.
Resumo do Capítulo: Um elo se quebra.
– CAPÍTULO TRINTA E QUATRO –
ELO QUEBRADO
– A ponte de Londres está caindo... A ponte de Londres está caindo... – Mulciber cantava enquanto ia saindo do quarto. – A ponte de Londres está caindo...
E Severus apenas se virou para ver tudo o que ele menos desejava naquele momento: a expressão furiosa de Marlene. Ele a encarou, o rosto lívido tamanho susto; ainda queria acreditar que ela não estava mesmo ali, que era apenas uma alucinação, que aquilo não estava acontecendo. Mas estava. Obviamente, Marlene tinha ouvido toda a conversa dele com Mulciber e sua única alternativa era manter a máscara de frieza que estava utilizando, para que as coisas não piorassem ainda mais. E foi o que ele fez.
– Foi o Black que ajudou você a entrar aqui? – ele perguntou impassível.
A boca de Marlene se escancarou momentaneamente num "O". Diferentemente do que pensara, Severus não correra até ela para implorar pelo seu perdão, o que só comprovava que ele realmente não tinha defesas e muito menos explicações sobre o que havia acabado de dizer, por mais que ela desejasse ardentemente que ele as tivesse.
– Não interessa! – Marlene respondeu firme, dando um passo a frente. – O seu amigo disse que eu tinha direito a algumas últimas palavras. Eu estou esperando!
– Não há palavras a serem ditas – Severus disse cínico; queria encerrar a conversa para que ela fosse embora dali o mais rápido possível. – Tudo o que eu tinha a lhe dizer, de uma forma ou de outra, já foi dito.
Marlene piscou chocada. Ele não ia mesmo nem tentar se explicar? Talvez, porque realmente nem houvesse mais o que explicar, pensou ela.
– Eu tinha vindo aqui te pedir desculpas! – ela disparou. – Eu estava me achando a maior idiota do mundo por ter te falado aquelas coisas, porque quando eu disse que você tinha sido falso comigo, eu ainda tinha uma esperança de que lá no fundo, bem no fundo, isso não fosse verdade... – e concluiu triste: – Só que mais uma vez, eu me enganei...
– Tão... dramática, Marlene? – ele continuou cínico.
Ela adquiriu o mesmo tom de cinismo dele.
– Mas eu não te culpo por isso... Você é um sonserino! – ela disse com desprezo. – E eu só fui estúpida o suficiente por achar que você poderia ser diferente!
Ele riu de uma forma totalmente desacreditada.
– Talvez você esteja coberta de razão – Severus debochou, acrescentando friamente: – Eu realmente não sou quem você pensa.
Marlene parecia petrificada com a frieza daquelas palavras, talvez com algo entalado na garganta. Não era possível, ele só podia estar mentindo. E ela não entendia o porquê disso; só estavam eles dois ali, por que ele mentia daquela maneira?
– O que quer dizer com isso? – ela perguntou sem se intimidar, mesmo com medo da resposta. – Que durante esse tempo todo, você realmente só ficou comigo porque...?
– ... porque eu queria sexo e algumas informações? – ele completou a frase dela, respondendo com sarcasmo: – Exato.
Marlene piscou confusa pela segunda vez. Então não era mentira...,ela pensava. Essa era mesmo a verdade. Aquela verdade que ela tanto temia, que por fim tinha vindo à tona. Ela só não pensou que seria assim, dessa forma tão dolorosa.
– Ah, é? – Marlene perguntou com sarcasmo. Por outro lado, estava feliz e mais aliviada por Severus finalmente mostrar o que realmente era, e o que ela havia significado para ele em todo esse tempo. – Então por que não me disse isso ontem? Eu ainda te dei uma oportunidade de me contar o que mais havia naquela sua "listinha", mas não! Você continuou mentindo pra mim!
– É, eu menti. E daí? – Severus continuou agindo cinicamente. – Se você for brigar com todas as pessoas que mentiram pra você, vai arrumar briga com metade da escola, inclusive com seus amados amigos grifinórios...
Saber que ele tinha certa razão no que dissera deixou Marlene enfurecida.
– Pelo menos, eles não espionavam a minha família! – ela vociferou entre dentes. – Agora só falta você dizer que também pretendia nos matar!
Severus não respondeu, sequer se mexeu e aquilo fazia aumentar ainda mais a fúria dela. Marlene esperava tudo: que ele risse dela, que ainda tentasse se explicar talvez, mas nada, nenhuma palavra ou reação dele, fosse contrária ou não. Então ela voltou a quebrar aquele silêncio frio e perturbador.
– VAMOS, DIGA ALGUMA COISA! – Marlene exasperou e agora grossas lágrimas rolavam de seus olhos. Não aguentava mais segurá-las. – Era isso o que você pretendia?
"O que responder?" – Severus pensou. Tocar no nome dos McKinnons anteriormente tinha sido imperdoável, mas será que já não tinham discutido o suficiente para que Marlene se convencesse? Presumindo que não, ele elaborou sua resposta enquanto a olhava de cima, como se ela fosse insignificante, um inseto.
– Eu já matei pessoas antes – ele anunciou em tom perverso, concluindo com desprezo: – Seria muito fácil te matar também.
– Eu... EU TE ODEIO SEVERUS SNAPE! – Marlene vociferou completamente possessa. – Argh! Eu te odeio! Te odeio! Te odeio!
Ela aproximou-se de Severus e começou a bater com ambas as mãos sobre o peito dele, como se fosse uma muralha de aço que aparentemente não conseguia ultrapassar. Marlene queria feri-lo, não só fisicamente, mas também seu coração. Queria que ele sentisse toda a dor que ela estava sentindo. E Severus então reagiu: segurou ambos os pulsos de Marlene, que parou de gritar e lhe estapear, porém continuava a chorar copiosamente. Ele afastou-a de si quase com repugnância. Precisava ser convincente no que ia dizer e então, havia um brilho frio e indiferente em seus olhos negros quando ele se pronunciou.
– Não odeia não... – Severus afirmou de modo sórdido e triunfante. – Por isso, acho que deveria tomar mais cuidado da próxima vez; cuidado com a pessoa a quem vai entregar o seu coraçãozinho puro de cristal... – ele completou com desdém.
Aquilo, mais do que qualquer coisa que havia sido dita antes, fez uma onda de fúria subir a cabeça de Marlene. Ela desvencilhou-se de Severus, seus olhos castanhos faiscaram perigosamente num brilho frio como metal e automaticamente ela ergueu a mão para esbofeteá-lo.
Severus nada disse ou fez e tampouco a impediu; no fundo sabia que merecia aquilo e apenas sentiu peso daquela mão espalmada em sua face. Ainda sem se mover, ele apenas fitou os olhos castanhos a sua frente, aqueles olhos outrora doces, e que agora cintilavam um brilho frio como metal, o metal de uma espada afiada. Uma espada afiada que cintilava querendo cravar-se em seu peito. O que Marlene não sabia, era que mesmo sem nenhum esforço por parte dela, o coração dele sangrava em silêncio.
– Creio que isso encerra a nossa conversa, não? – ele perguntou debochado, mesmo sabendo que ela tinha absoluta razão no que tinha feito e apenas levou a ponta dos dedos até o lado esquerdo do rosto, onde um fino filete de sangue escorria.
Marlene enxugou suas lágrimas com as costas das mãos, sentindo novamente aquele nó em sua garganta ser desatado, e a necessidade de dizer tudo o que estava sentindo naquele momento.
– Ainda não! – afirmou Marlene, mesmo sem saber de fato o que dizer. – Eu... Talvez eu tenha sido uma idiota mesmo, porque eu me apaixonei por você! – ela não se atreveria a dizer que o havia amado, não agora. – Mas se você não foi capaz de sentir o mesmo, se realmente acha que o que fizemos, como você mesmo disse, não foi mais do que sexo, eu não posso fazer mais nada a respeito, não vou mais insistir, não vou mais ser um empecilho pro que você realmente deseja! Se é Voldemort que você quer, vá em frente! – e ergueu o queixo para concluir com orgulho: – Porque a partir de agora, eu acabo de sair da sua vida, mas por vontade e iniciativa própria!
Assim que disse isso, Marlene ajuntou a capa de invisibilidade do chão e então deu as costas para Severus, saindo. Mas quando ela mal tinha dado dois passos, ele a impediu de sair.
– Você ainda tem algo que me pertence – ele disse com autoridade.
Marlene voltou-se a Severus novamente, então parou e involuntariamente olhou para a mão direita. Ela observou atentamente o anel, a singularidade daquelas três alianças entrelaçadas que representava o relacionamento deles até então. Aquele anel era um símbolo de união, por mais que tivesse sido uma união falsa e mentirosa.
– Se fala do anel – ela respondeu sarcástica –, saiba que, tecnicamente, ele é muito mais meu do que seu, já que foi o meu pai que deu pra sua mãe! Mas isso também não interessa: pode ficar! – esbravejou ela enquanto tirava o anel do dedo.
Marlene sentiu um pesar ao tirar o anel de seu dedo e estendê-lo para Severus, mas se surpreendeu completamente ao ver que, assim que ele tocou a jóia, uma das três alianças havia enegrecido e então se quebrado.
Ambos olharam perplexos para o anel esfacelado. Sem dúvidas, aquela era a representação mais fiel do que havia acontecido entre eles: um elo havia se quebrado.
Amor. Respeito. Confiança. Qual deles teria sido?
Porém, nenhum dos dois se preocupou em responder a aquilo. Já tinham discutido demais, além do quê, o incidente com o anel só reforçava que o relacionamento tinha chegado ao fim.
Marlene saiu a passos rápidos dali e a porta do quarto bateu, se fechando num estrondo. Mas Severus ainda ouvia os soluços e o choro alto dela, som este que ele podia perfeitamente escutar, mesmo estando do outro lado.
Ou tinha sido tudo tão insanamente difícil que ele já não conseguia mais distinguir se era do corredor ou de dentro da sua cabeça que vinham os soluços e o choro dela?
Severus abaixou-se lentamente, encostando as costas na porta fechada e sentou-se no chão. Imediatamente, todas as lembranças que tinha dela invadiram seus pensamentos e ele não conseguia mais parar de pensar em Marlene, no seu jeito de rir, no seu jeito tão menina de fazer caretas e no seu jeito tão mulher de fazer amor. Nunca sentira isso por ninguém.
E mesmo assim, ele conseguira tratá-la daquela maneira inominável, como se ela não significasse absolutamente nada. Ter feito Marlene se desesperar daquele jeito e a certeza de que a tinha feito sofrer, era uma ferida aberta em seu peito. Ela deveria odiá-lo agora. Depois de tudo o que dissera, seria impossível para ela lembrar-se dele sem sentir repugnância. Mas esse era o preço a ser pago, ele bem sabia.
Severus não queria ter dito nada daquilo a Marlene e tampouco tratá-la da forma que a tratou, mas estava feito, não podia mais mudar aquela situação. Ele sabia que se explicasse a real situação, ela não se afastaria dele, e tudo o que ele não podia permitir era que Marlene continuasse correndo riscos, principalmente quanto àquela fixação que Mulciber tinha em querer matá-la. Longe dele ela estaria segura, estaria bem, estaria viva. E ele preferia que fosse assim.
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Foi como uma sonâmbula que Marlene conseguiu voltar para a Torre Corvinal. Ainda sentia-se alucinada, cega, surda. Tudo o que mais queria naquele momento era evaporar, sumir daquele castelo. Arrastando-se até o seu dormitório, ela largou-se na cama, abaixou a cabeça apoiando-a em ambas as mãos e chorou, chorou sem parar, como se jamais conseguisse cessar aquelas lágrimas doloridas que pareciam fazer um rasgo em seu peito a cada gota derrubada.
Como aquilo doía... Sangrava, latejava e talvez jamais se fechasse, uma ferida aberta e eternamente regada de dor.
De repente, um emaranhado de vozes invadiram seus pensamentos, sem que ela pudesse impedir.
"Tem certeza que isso vale a pena?" – Emmeline lhe perguntava.
"E além disso, você sabe muito bem o que Snape gosta de fazer... E você já parou para pensar que as pessoas falam essas coisas negativas sobre ele porque têm motivos para isso?" – Mike lhe advertia.
"Não importa o quão certo alguém esteja do que o outro é... Ou do que é certo ou errado, às vezes a gente descobre que esse alguém não é exatamente o que a gente esperava que essa pessoa fosse..." – Sirius lhe falava.
"Mas é claro que ninguém pode acreditar nas promessas de um sonserino!" – Dorcas reclamava.
– CHEGA! CHEGA! CHEGA! – Marlene gritou para si mesma. – EU NÃO AGUENTO MAIS!
Marlene não conseguia pensar mais, e se transformar em sua forma animaga era uma forma de calar as vozes em sua cabeça. Transformar-se em animago era uma forma de não sentir dor. E foi o que ela fez: no instante seguinte, uma puma completamente negra se enrodilhava sobre a cama.
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Duas horas depois, Emmeline voltou ao dormitório, mas assim que adentrou o mesmo, ela se assustou completamente com o animal que via repousar sobre a cama de Marlene. Assumindo uma postura defensiva, a loira ergueu a varinha antes de caminhar até a cama.
– Lene... é você? – ela perguntou temerosa.
A primeira resposta não foi verbal. Marlene voltou a sua forma humana e só então respondeu a amiga.
– Claro que sou eu, Emme! – ela respondeu num misto de surpresa e irritação. – Não me reconheceu como animago?
– Não! – Emmeline respondeu com sinceridade, agora abaixando a varinha. – Da última vez que eu te vi como animago, você era uma puma cinza, não uma puma negra! – ela observou. – Está tudo bem?
Mas Marlene não estava mais ouvindo. A compreensão do que acontecia chegou logo a sua mente. Ela sempre achara tão lindo os olhos de Sirius, que quando descobrira que seu animago tinha a mesma cor dos olhos de seu ex-namorado, atribuíra esse fato ao amor que achava sentir por ele. E agora... Agora até mesmo o seu animago mudara por causa do amor que sentia por Severus. Nem tinha percebido isso. E, embora quisesse negar isso com todas as suas forças, bem no seu íntimo, Marlene tinha a certeza de que pertencia inteiramente a Severus sem haver um pingo de dúvida nessa constatação.
– Da cor dos olhos dele, Emme! – ela respondeu transtornada. – Daquele MALDITO! – gritou ela.
Tomada de raiva, Marlene começou a atirar na parede todos os objetos que estavam ao alcance de suas mãos, tão possessa que até Emmeline teve que se desviar. Desorientada com o que via, a loira correu na direção da amiga e a segurou pelos ombros.
– Lene, pára! – ela pediu, perguntando preocupada: – O que aconteceu?
Marlene desvencilhou-se da amiga e num desequilíbrio, acabou sentando na cama outra vez.
– Acabou, Emme – ela respondeu num fio de voz, mostrando para a amiga a mão direita que estava livre do anel. – Acabou TUDO!
Emmeline apenas sentou ao lado de Marlene. E já sabendo do que se tratava, ela apenas indagou:
– Acabou... Porque Snape não quis nem te escutar?
– Não – Marlene respondeu num soluço. – Acabou porque ele não era nada do que eu pensei!
Com lágrimas nos olhos, Marlene contou a Emmeline tudo o que ouvira quando esteve no quarto de Severus, sem omitir detalhes da conversa dele com Mulciber e tampouco da conversa que ela tivera com ele.
Emmeline não sabia nem o que dizer ao fim do relato da amiga. Não sabia exatamente o que sentia diante daquele desabafo, pois sempre tivera um pé atrás em relação ao namoro de Marlene com Severus. Na verdade, ela sempre teve medo de que a amiga se machucasse e muito por causa do envolvimento com alguém como ele, o que fatalmente acabou acontecendo no fim de tudo. Porém, não era hora de julgar coisa alguma, de criticar, mas sim, de apoiar a amiga, de ser novamente aquele ombro amigo que sempre fora.
Ali sentada naquela cama, quase que encolhida e com os olhos cheios d'água, Marlene mais parecia uma garotinha triste e desprotegida. Emmeline chegou mais perto da amiga e a abraçou carinhosamente, colocando a cabeça dela em seu colo.
– Vai ficar tudo bem, Lene – Emmeline disse, passando a mão em seus cabelos. – Sempre fica, mesmo quando a gente nem tem mais esperanças...
E Marlene chorou, chorou e chorou em silêncio no colo da amiga por longos minutos.
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O resto da tarde, como era de se esperar, foi cansativo e irritantemente longo. Marlene não tinha vontade de sequer se levantar daquela cama onde havia se instalado logo depois do almoço. Isso também ela não tivera vontade de fazer, e muito menos teria comido alguma coisa se tivesse que descer até o Salão Principal como todos os dias. Não queria receber olhares de deboche e tampouco olhares de pena das outras pessoas. Assim, ela fez a refeição em seu quarto, já que Emmeline, como sempre preocupada, resolveu passar na cozinha da escola e trazer a comida até si. Depois disso, voltara para a cama e ali permanecera até a noite.
E nem mesmo durante a noite, Marlene não conseguiu dormir e também não tivera sonhos ou pesadelos no pouco tempo que conseguira pregar os olhos. Em sua mente pairava a dúvida: Teria sido verdade, ou apenas fruto de sua imaginação? Assim como teria sido verdade tudo aquilo que Severus havia lhe dito? Eram muitas as indagações em sua mente...
Se as palavras dele eram vãs, se para ele os seus beijos eram mesmo mecânicos e sem gosto, Marlene jamais iria saber. Severus nunca lhe dissera com clareza o que sentia, estava sempre escondendo dela os seus reais sentimentos. E aquilo a estava deixando maluca, porque ela tinha absoluta certeza de que não tinha sido falso. Não tinha sido falso para ela e exatamente por isso não conseguia acreditar que podia ter sido falso para ele, que ele tinha sido falso.
Sua mente gritava que ela não podia ter se enganado tanto, que seu coração não podia ter se enganado tanto assim, pois mesmo que Severus não tivesse lhe dito palavra alguma, ela sentiu tudo o que ele sentia, sentiu que tinha sido real. Aquilo a confundia, porque mesmo depois de tudo, Marlene sentia que tudo o que acontecera entre eles havia sido verdadeiro. Quando se lembrava dos beijos dele, de seus abraços, de suas palavras e sussurros, algo lhe dizia que aquilo tudo era real, ainda que de uma forma absurda diante do que havia acontecido, mas ainda assim, real.
Simplesmente não acreditava que ele era outra pessoa, um Severus totalmente diferente do que ela conhecera. Marlene começava a pensar e desejava ter quase certeza de que ele havia mentido apenas no final, utilizando os fatos como uma grande desculpa esfarrapada. E aceitar isso era ainda mais doloroso. Era aceitar que ele tinha ignorado tudo o que sentia por ela e estava se escondendo atrás de uma grande mentira para poder deixá-la sem sentir remorso e fazer o que realmente queria fazer, o que ele sempre quis fazer: se juntar ao "Lorde das Trevas".
E mesmo que não quisesse acreditar, lembrar daquilo a fazia se sentir suja, usada, uma idiota por ter se entregado de corpo e alma ao amor que sentia por ele. Ela se virava de um lado para o outro na cama, tentando não se lembrar disso, mas não conseguia. E assim ela passou a noite toda, perdida entre suas lembranças e frustrações.
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No outro dia, Marlene saiu da cama muito cedo, quando resolvera tomar um banho revigorante e por fim, fazer algo mais do que relembrar da dor em seu peito e chorar. Ela já estava saindo do banheiro devidamente arrumada quando viu a amiga se espreguiçar sonolenta.
– Lene...? – Emmeline murmurou cheia de sono. – Aonde você vai...?
– Ao corujal, Emme – Marlene respondeu com simplicidade, se dirigindo até a porta. – Preciso mandar uma carta com urgência.
Dizendo isso, Marlene saiu, deixando Emmeline ainda mais confusa. Ela sabia que a amiga ainda não estava bem depois de todo o acontecido, mas em sua mente, apenas uma questão: Para quem seria essa tal carta, que necessitava de tanta urgência assim?
SSMMSSMMSSMM
Notas das Autoras
– TATI –
1. Oi pessoal! Para vocês, deixo a mesmo a pergunta que a Emme fez: Para quem vocês acham que é a carta que a Lene foi mandar? Bem, por enquanto as coisas ainda estão difíceis, tendem a ficarem um pouco mais amenas, mas lembrem-se de que o final vai ser feliz! Por isso, volto a pedir: NÃO ODEIEM AS AUTORAS e nem a mãe do Sev! RSRRS. Afinal, sabemos o quanto a "Dona Eileen" é legal! RSRSR.
2. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!
3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
Nem vou falar que esse cap TAMBÉM tá MUITO DIGNO de reviews não tá? HAHA
E agora um recadinho MUITO especial:
GENTEE! COMO A TATI CONTOU PRA VOCÊS O DIA DO MEU NÍVER, AGORA EU CONTO PRA VOCÊS:
O NÍVER DELA É DIA 13/10!
ENTÃO FAÇAM O FAVOR DE CAPRICHAR NAS REVIEWS QUE ELA MERECE!
MERECE MESMO! ;)
E aquele recadinho que vocês já sabem:
GENTILEZA GERA GENTILEZA
REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
