Chichi desperta e sente-se triste ao perceber que Kakarotto não está ao seu lado.

Enquanto isso, em Bejiita, Bulma ...

Capítulo 36 - Sentimentos

Longe dali, na suntuosa e imensa suíte requintada, Chichi desperta, passando a mão na cama ao lado dela, constatando que Kakarotto não estava ali e fica visivelmente chateada, pois desejava acordar em seus braços.

Após alguns minutos de indignação, bufa e se levanta abruptamente, decidindo tomar um banho para ver se o seu humor melhorava, o que ela duvidava.

Ao se levantar, sente o incomodo abaixo de sua cintura e cora, ao se recordar do motivo de se sentir um pouco dolorida, mas, nem tanto, ainda mais em uma nova região do seu corpo.

Enche a imensa e espaçosa banheira com água quente e vira essência de rosas na água, antes de entrar e ligar a hidromassagem, sentindo-se relaxar, fazendo-a suspirar com um doce sorriso nos lábios, cerrando os olhos.

Fica assim por algum tempo, para depois se erguer da banheira e lavar os seus cabelos com um shampoo e condicionador perfumado, tornando a ficar submersa, só com a cabeça para fora por um longo tempo.

Satisfeita e se sentindo relaxada pelo prazeroso banho, seca-se com uma toalha alva grande e felpuda para depois colocar um roupão de banho e sair do luxuoso banheiro e se trocar, pegando um dos vestidos leves e floridos que trouxera, chegando até os seus tornozelos, assim como calçando uma sandália delicada com tiras pequenas, ornamentadas com flores, penteando em seguida as suas longas melenas, deixando-as solta, assim como usando uma maquiagem bem leve.

Em seguida, pede o desjejum e espera na espaçosa cobertura, evitando olhar para a piscina, pois, cada vez que fazia se arrependia, pois corava ao se recordar do que fizeram ali.

Mesmo após o luxuoso banho e a vista magnífica que tinha, assim como o requintado, farto e diversificado café da manhã que fora trazido, a mesma sentia-se ainda triste, pois, não sabia aonde ele tinha ido, além de que, tinha desejado que acordasse ao seu lado.

Considerava que se sentia completamente sozinha em todo aquele luxo.

Há milhões de anos-luz dali, em Bejiita, Bulma havia saído para espairecer, enquanto desenvolvia um novo aparelho em conjunto com o seu pai para aprimorar as comunicações intergalácticas.

Solta um leve suspiro de contentamento ao sentar em uma pedra próxima da imensa casa que mais parecia uma mansão.

Pega o colar que usava na mão e o fitava, após erguê-lo um pouco acima do seu colo, onde estivera repousado momentos antes. O mesmo colar com o dispositivo que a localizava e que evitava de ser esmagada na gravidade elevada do "planeta da morte", como se referia a ele.

Podia ser uma escrava, mas, pelo menos, sua vida mudara, para melhor, ao menos um pouco. Podia sair e andar por aí, desde que não tentasse fugir de Bejiita e prestasse contas quase todos os dias, assim como lançar alguma novidade tecnológica ou aprimoramento de alguma existente, passando a fazer relatórios regulares da mesma.

Embora, ainda não compreendesse o motivo da "bondade" do imperador para com eles. Pois, pelo que se lembrava dele, tudo vinha "atado" a um preço e até agora não pedira nada em troca, considerando os relatórios e comunicação, o esperado já que estavam fora do castelo.

Não que estivesse reclamando e desejasse ser obrigada a pagar algum "tributo" pela "gentileza" prestada a ela e a sua família. Somente considerava estranho o ato para com eles, sem pedir nada em troca, como fora no passado, que em troca de ser estuprada, quando esse desejasse, algo que tremia só de se recordar, além do imenso asco que sentia, automaticamente, em troca de certas "regalias", como os pais juntos dela, os seus pais no mesmo dormitório e a proteção a eles, contra castigos e afins. Tudo, em troca de seu corpo, na cama.

Observa a imensa casa próxima dali, não arriscando-se a se afastar muito, por receio, temendo que algum saiya-jin a atacasse, pois sabia da óbvia diferença de poderes, enquanto pensava em algum jeito de criar algum mecanismo para se proteger ao menos da maioria, pois estes possuíam um poder baixo para os padrões medianos dos saiya-jins. Ou seja, eram meros terceira classe, tendo decidido comunicar isso ao imperador, conforme era obrigada, enquanto perguntava-se se ele aceitaria ou não a criação de tal dispositivo de proteção pessoal.

Normalmente, deixava as comunicações para o seu pai, pois odiava até ouvir a voz dele, preferindo se ausentar nesses momentos.

Nisso, acaricia o ventre, que aumentara consideravelmente, sorrindo, embora não estivesse, ainda, gerando algum desconforto a ela, que começara a falar com o seu bebê em um timbre doce, como se ele pudesse ouvi-la, vendo que se agitava conforme o som da sua voz, enquanto acarinhava o seu ventre. Nunca o culparia ou o odiaria por ter sido concebido através de um estupro. Além disso, das classes de escravos, os cientistas estavam em uma posição melhor que as demais, acreditando que ele herdaria a inteligência de sua família.

Porém, um som chama a atenção dela e vê dois saiya-jins se aproximando.

A chikyuu-jin fica de pé e começa a temer, pois, o sorriso deles e a face, suscitava o medo e podia sentir seu filho alterado em seu ventre, como se sentisse o pavor da mãe para a figura intimidadora dos dois estranhos.

- Ora, veja o que temos aqui... Que bela chikyuu-jin... Diga-me, onde está o seu dono? - um deles pergunta, sorrindo maliciosamente.

- Meu dono é o Imperador Vegeta. - fala se enchendo de coragem, na esperança da menção do nome e título, eles se afastassem.

Porém, estava errada, pois começaram a gargalhar, enquanto o maior e que parecia o mais burro de ambos, se pronuncia, notando que as vozes deles estavam empapadas em álcool:

- Mentira! Se fosse escrava dele, estaria no castelo... Para mim, é uma escrava fugitiva... Não acha, amigo?

- Concordo... Teremos prazer, muito prazer mesmo em ensina-la a se comportar como uma escrava exemplar, em nome do seu dono pela tentativa de fuga e pela mentira. – fala passando a língua nos lábios com um sorriso repleto de malícia.

- Ela está grávida... Temos que tomar cuidado para não matar o bebê no ato, ou teremos que indenizar o dono dela por dano a propriedade. Não se esqueça. Já basta aquela que você matou enquanto transava. – o menor fala para o maior, que devorava a chikyuu-jin com o olhar repleto de cobiça.

- Não se preocupe. Não matarei o verme no ventre dela, apesar de ser uma napke (inferior).