Capítulo 34

O Último Rei

Lord Jon Connington, não mais Lord Griffin's Roost nas Terras Da Tempestade, em sua juventude, o melhor amigo do Príncipe Rhaegar Targaryen e com uma lealdade inabalável a Casa Targaryen, tanto que em seu momento mais escuro durante a Rebelião Do Usurpador, foi Mão Do Rei para Aerys Targaryen II, mas, ele havia falhado com o seu príncipe, havia falhado com o seu rei na Batalha Dos Sinos onde ele poderia ter terminado as pretensões do usurpador e de seus cachorros naquele momento, mas, ele escolheu matar pessoalmente Robert Baratheon e pagou caro por isso no exílio nas Cidades Livres onde soube do fim trágico da Casa Targaryen através de Tywin Lannister a quem já foi chamado de amigo pela Casa Targaryen; esse foi o fundo do poço para Jon, ele lamentou a morte da família de seu Príncipe De Prata, mesmo achando que Elia nunca foi digna de Rhaegar e Jon nunca mudou dessa opinião.

Jon somente podia se recriminar, toda às vezes em todos os dias ficava em suas memórias imaginando o que deveria ter sido e o que nunca deveria ter acontecido; não adiantava ficar remoendo o passado e agora, ele somente podia pensar no futuro, mas, no passado quando havia perdido todas as esperanças, ele com alegria que ele recebeu de Varys que no pedido da Princesa Elia havia trocado os bebês tendo ela ficado com o Falso Aegon enquanto ele criaria e guiaria o Verdadeiro Aegon; uma esperança de fato e uma chance de Jon expiar os seus pecados; tudo teria que ser planejado, nada podia ser ignorado e deixado de lado, nada na educação do jovem Aegon, de seu treinamento e no trabalho em esconder as vistas de todos os apoiantes, espiões e assassinos contratados do usurpador, infelizmente eles teriam que usar Viserys e Daenerys Targaryen como iscas em longo prazo para assim garantir a proteção completa do Verdadeiro Rei Aegon Targaryen VI; Jon não tinha escolha a não ser confiar em Lord Varys na proteção e cuidado nos dois últimos membros da família de Aegon.

Jon sabia que isso não aconteceu, não totalmente, nos primeiros anos eles tinham a proteção, a educação e o cuidado necessário, mas, depois da morte do protetor deles, os empregados da casa os expulsaram e assim Jon perdeu qualquer tipo de contato deles; Varys somente podia conseguir algumas informações que nas melhores intenções tinham poucos dias de diferença em que o fato aconteceu até a informação chegar até ele; quando Jon ficou sabendo do que aconteceu a Viserys e a Daenerys, ele desviou de seu disfarce na hora e logo foi para Bravos onde sem piedade executou todos os empregados, a casa ainda teria uso para a Causa Targaryen, mas, infelizmente devido aos cuidados ao Jovem Aegon, Jon mais uma vez teve que confiar a Varys para encontrar e prover cuidados aos dois membros da família de Aegon, agora com alguma desconfiança, por isso Jon passou a cultivar sua própria rede de informação, pequena, mas, totalmente desligado de Lord Varys ou assim Jon espera.

Jon suspirou de alívio quando Daenerys e Viserys foram encontrados e acolhidos pelo Magíster Illyrio Mopatis em Pentos, um pouco de confiança foi restaurada, mas, então depois de anos, Jon teve que encarar o fato que o próprio Magíster junto com Viserys organizaram um casamento entre a Princesa Daenerys e Khal Drogo, um líder Dothraki; Jon ficou consternado, incrédulo e totalmente surpreso com o que aprendeu; Jon não podia dizer o que estava acontecendo, ninguém em Westeros apoiaria qualquer Reivindicação Targaryen com um exército propenso à destruição, especialmente se for o Povo Dothraki, mas, isso não importa, contra um exército bem treinado de Westeros; qualquer exército, os Dothrakis seriam massacrados, Jon somente teria que admitir que Viserys Targaryen se tornasse louco como o seu pai; Jon percebeu que tinha o seu trabalho aumentado para livrar o Príncipe Aegon da alcunha que seus parentes iriam ganhar logo que pisasse nas terras de Westeros, invasores, saqueadores, estupradores; tanto Viserys e Daenerys seriam mortos junto com os Dothrakis; qualquer coisa parecida remotamente com confiança para Varys e consequentemente Illyrio havia sido completamente perdida; Jon cortou os laços com Varys e Illyrio e qualquer aliado deles, apenas ele com alguns leiais a Aegon; Haldon, tutor para Aegon; Ser Rolly Duckfield, um cavaleiro; Septã Lemore, para ensinar sobre a fé. Poucos, mas, são mais do que o suficiente se eles não queriam chamar a atenção.

Quando Jon Connington chegou a Companhia Dourada para se filiar e convenceu através de um contrato com Myles Toyne a ajuda-lo a retornar a Westeros; o contrato permaneceu em segredo enquanto Jon trabalhou para a companhia com o nome de Griff pintando o cabelo de azul onde poderia dizer que ele tinha um filho, o Jovem Griff que também tinha cabelo azul. Jon Connington agora como o mercenário Griff subiu na hierarquia da Companhia Dourada ao ponto de ser o segundo em comando com apenas Myles Toyne acima de sua posição, infelizmente ele morreu e Griff não teve escolha a não ser manter tudo o que combinou com Myles em segredo, tanto que recusou o cargo de Capitão General, a esse título passou para Harry Strickland, que diferente de Myles Toyne, Harry foi tesoureiro antes de ser o Capitão General e como um homem que contava as moedas de ouro e prata da companhia sempre vai tratar as negociações de contratos para que traga a melhor vantagem para a companhia. Logo no primeiro contrato feito por Harry Strickland, todos puderam ver que haveria muito ouro em seus bolsos quando ele fosse cumprido, depois disso, ninguém mais teve nada a dizer contra Harry Strickland.

Infelizmente as notícias que chegaram até ele e seu grupo colocou tudo em movimento rápido, eles não estavam prontos, Aegon não estava pronto, mas, infelizmente eles tiveram que deixar os eventos seguirem o seu curso e agora, mais do que nunca eles teriam que fazer acontecer os seus planos, as previsões que ele tinha feito com seus aliados por todos esses anos não estavam acontecendo e agora, algo muito pior para a sua causa estava acontecendo que ameaça colocar tudo o que ele planejou a ser desfeito; tudo começou com a notícia da morte de Jon Arryn, o mentor e o alicerce do Usurpador na sua vida e reinado havia morrido e Griff sabia que esse é o primeiro passo para a queda do Governo Do Usurpador, estava acontecendo, finalmente estava acontecendo e Jon poderia colocar os seus planos para serem iniciados; outras notícias vieram, como o fato do gordura do usurpador tinha feito Eddard Stark como Mão Do Rei, o cachorro do usurpador e irmão da prostituta que seduziu o seu Rhaegar estaria em Porto Real onde poderia ser derrotado e pagar por seus crimes, mais do que nunca Jon tinha que trazer os seus planos a frente se queria que isso fosse realizado.

Mas, infelizmente para Jon Connington não é para acontecer, Robert Baratheon morreu em um acidente de caça; serve para o bastardo gordura bêbado, Eddard Stark foi executado acusado de traição e golpe contra a coroa e o Rei Joffrey Baratheon; uma morte apropriada para o tão "honrado" Eddard Stark, então veio à notícia de guerra; uma guerra civil devastando Westeros, felizmente para Jon e seus planos é um terreno perfeito para tomar o Trono De Ferro, quando todos estiverem cansados de lutar e sem recursos humanos, financeiros e de guerra, Jon poderia capitular sobre os seus inimigos e teria Aegon no trono em pouco tempo; Joffrey Baratheon é o rei, mas, também Stannis e Renly, os irmãos do Usurpador além de Balon Greyjoy, mas, então surgiu um nome que deixou Jon e seus partidários surpresos, incrédulos e em estado de negação; Jon Targaryen, o filho do Príncipe Rhaegar e de Lyanna Stark; Griff não via o filho de seu amado Rhaegar, mas, simplesmente uma mancha fedida de sua pessoa que tinha que ser erradicada para o bem.

Infelizmente para Griff a cada notícia que recebia sobre ele se tornava mais difícil mata-lo, sendo coroado pelo Norte, Vale e Terras Fluviais e além de parcelas da Campina e de Dorne a quem Griff contava com o seu mais forte aliado, mas, agora, não tinha certeza; esses cinco reis se levantaram em guerra e agora somente Jon Targaryen restava e pelo que soube estava cada vez mais próximo de se sentar no Trono De Ferro e isso não podia acontecer, por isso, Griff estava em navio com os seus aliados mais poderosos e o Jovem Griff para se encontrar com Harry Strickland para revelar a ele sobre o contrato que fez com Myles Toyne e convencê-lo a voltar para Westeros, mas, antes disso, eles teriam que falar com Daenerys Targaryen:

- Então pai, quais são as notícias de Daenerys Targaryen? – perguntou o Jovem Griff.

Griff saiu de seus pensamentos, eles e a seus aliados mais próximos estavam em um barco em direção a Volon Therys para um encontro com Harry Strickland para finalmente fazer valer o contrato que tinha feito com Myles Toyne, Griff depois de muitos anos tinha desfeito a tintura de seu cabelo voltando a ser Jon Connington e o Jovem Griff agora tinha se tornado o Rei Aegon VI:

- Vossa graça; tenho que lembrar que não precisa me chamar de pai mais! - disse Jon:

- Um costume que não vai sumir tão cedo Lord Connington! - justificou Aegon.

Jon entendia muito bem, levaria muito tempo para não ver Aegon como o seu filho, tinha agora que se lembrar de constantemente que ele é o filho verdadeiro do Príncipe Rhaegar:

- Daenerys sabe governar! – disse Jon olhando para Aegon – Ela conquistou Qarth e agora o governa trazendo riqueza e paz, libertando os escravos e fazendo da cidade uma força a ser reconhecida!

- Nunca gostei de escravos! – disse Aegon:

- Eu também! – disse Jon:

- Tia Daenerys está muito longe de sua verdadeira casa! – disse Aegon:

- Como muitos de nós; vossa graça! – disse Jon Connington – Mas, diante disso, a Princesa Daenerys perseverou, ela enfrentou um combinado das cidades escravas e os derrotou; agora ela estabeleceu a paz e está mais forte do que nunca!

- Por isso vamos até ela! – afirmou Aegon:

- Devido às notícias de seu falso irmão usurpando seu direito, mais do que nunca precisamos da sua tia e da força dela para garantir que você tenha a mais forte reivindicação! – disse Jon:

- Eu sou o verdadeiro rei Lord Connington; ela que deveria vir até mim! – disse Aegon de uma forma arrogante:

- Ela não sabe sobre você! – disse Jon Connington – Mas, tenho certeza que você a fará sua rainha e assim vai combinar as forças de ambos que tornarão os dois imparáveis!

Aegon sorriu com as expectativas de ter Daenerys como a sua rainha, se qualquer coisa que ouviu sobre a sua beleza, então ele estaria em um grande favorecimento pelo resto de sua vida:

- Por isso estamos indo tratar com a Companhia Dourada! – disse Jon – Para garantirmos a sua força!

- Vamos fazer isso; vamos conseguir! – disse Aegon com convicção.

Jon Connington gostou dessa determinação de seu protegido, mas, agora, ele tinha que ter forças para fazer o acordo que fez com a Companhia Dourada; Harry Strickland tinha todo o direito de recusar, mas, claro que a Companhia Dourada mantém a honra de nunca recusar um contrato, qualquer tipo que seja e isso valeria muito durante a negociação; eles chegaram a Volantis; por causa da ponte, eles não poderiam continuar e por isso compraram cavalos e uma carroça e seguiram viagem rio acima até que chegaram finalmente a Volon Therys; descansando na cidade seguiram viagem até que finalmente avistaram tendas, homens andando para todos os lados e além de alguns milhares estarem em formação e elefantes sendo pastoreados; eles finalmente chegaram ao acampamento da Companhia Dourada.

Assim que entraram no acampamento, eles puderam descansar, limpos e descansados eles se dirigiram para a tenda central onde seria a reunião; Jon foi o primeiro a entrar e logo viu Harry Strickland, corpulento, cabeça redonda, olhos cinzentos, cabelos cinza nas laterais, sem nenhum cabelo na parte de cima:

- Griff! – disse o Capitão General Strickland – Ou seria Jon Connington!

Isso pegou os outros presentes de surpresa dentro da sala:

- Você sabia? – perguntou Connington:

- Você pode pintar o cabelo de azul, mas, eu sempre soube quem é Jon Connington; eu sempre o vigiei esperando que revelasse a sua intenção e agora que vejo que abandonou a tinta, acho que está preste a revelar para nós! – respondeu Harry Strickland.

Jon deveria ter desconfiado que Strickland soubesse; fazendo uma careta, ele devia saber que ninguém idiota se torna o tesoureiro da companhia sem ter um pingo de senso ou tato, além de Harry estava também Black Balaq, Comandante Dos Arqueiros da companhia, nativo das Ilhas De Verão, pele preta, cabelos grisalhos, usando um manto de penas verde e laranjas e se destaca pelos braceletes de ouro, Lysono Maar, o Mestre Espião da companhia; ele realmente se destaca pelos seus olhos lilases, cabelos branco ouro, lábios cheios, Jon logo vê as suas unhas pintadas de roxo e suas duas orelhas enfeitadas com pérolas e ametistas, Gorys Edoryen a quem Jon nunca se acostumou com sua face cadavérica, a barba preta e pontiaguda que foi adicionada recentemente que contrasta com os seus cabelos vermelho cacheados que chegam até os ombros, também estavam o barrigudo e grande, Ser Franklyn Flowers, o sisudo Ser Tristan River que ele entrou há um ano e com suas cicatrizes no rosto além dos buracos Ser Marq Mandrake:

- Sim senhores, Griff aqui a quem confiamos por tanto tempo é na verdade Jon Connington, Mão Do Rei em desgraça de Aerys Targaryen II! – disse Strickland:

- Por que você nunca disse? – perguntou Ser Flowers:

- Por que nunca o vi de cabelo vermelho para confirmar! – respondeu Strickland – Não queria fazer falsas acusações!

- Ele está certo! – disse Lysono Maar.

Deixando isso de lado por um momento, Jon tinha que prender esse conselho ao que interessa e convencê-los a aderir a sua causa:

- Por que agora? – perguntou Harry Strickland:

- Por que, agora eu tenho algo a apresentar a vocês! - respondeu Jon Connington entregando um papel bem cuidado a Harry Strickland, ele então começou a ler:

- Um contrato! - disse Strickland - Que você fez com Myles Toyne!

Isso pegou os presentes de surpresa, aqueles que não sabiam disso:

- O que diz? - perguntou Ser Tristan Rivers:

- Que vamos auxiliar Aegon Targaryen VI em uma guerra de conquista do Trono De Ferro em Westeros! - respondeu Harry Strickland.

Todos do conselho da companhia não podiam segurar as faces de surpresa, eles não estavam esperando por essa:

- Mentira! - gritou Ser Marq Mandrake - Aegon VI não passa de um bebê que morreu no Saque De Porto Real!

- Eu concordo! - disse Strickland - O que você está jogando conosco Connington?

- Não é nenhum jogo! - respondeu Jon - Eu fiz esse contrato com Myles Toyne!

- Em segredo, sem avisar a ninguém! - disse Harry Strickland - Por mais que eu ache que você apresentou provas para convencer ele, isso não quer dizer que temos que levar esse contrato a sério; foi feito sem a presença do conselho na época e não há testemunhas no contrato, por isso, podemos muito bem ignorá-lo e matar você por essa ofensa!

- Você estaria nesse direito! - disse Jon - Mas, tem que levar em consideração que eu tive que proteger e levantar aquele bebê para que se torne um verdadeiro rei!

- E onde ele está? - perguntou Harry Strickland.

Jon ficou de lado dando a abertura para que Aegon entrasse junto com Lemore, Haldon e Duck:

- Você sabe disso Duck? – perguntou Harry:

- Sim general! – disse Duck.

Harry não queria pressionar mais sobre Duck, ele apenas olhou para Aegon com desinteresse querendo acabar logo com isso, ele somente viu um garoto de cabelos claros, quase brancos, olhos azuis, mas, que se podia ver a cor lilás se a luz estivesse de outro lugar batendo em seu rosto:

- Bem garoto! – disse Harry – O que tem a dizer sobre si mesmo, talvez acreditando em você ajude a validar o contrato que Connington fez com Toyne!

- O que posso dizer para validar esse contrato, além de que eu sou Aegon Targaryen, filho de Rhaegar Targaryen e Elia Martell; sou o verdadeiro Rei De Westeros e estou aqui para que juntos possamos tomar Westeros para nós e vocês possam voltar para casa! – disse Aegon:

- Boas palavras! – disse Harry – Funcionaria se as forças inimigas estivessem tão fracas, mas, o que você propõe é que atacamos Westeros que certamente vai nos levar a morte!

- Teremos o apoio do povo e dos pequenos lordes e para além de alguns senhores que verão ganho em apoiar a nossa causa, e aqueles com um senso apurado de sobrevivência! – disse Aegon.

Harry Strickland olhou longamente para o Aegon como se o medisse, esperando algum tipo de reação, Jon sabia que Harry sempre fez isso; ele sempre soube apertar os botões certos para tirar o melhor de cada contrato que cuidou nesse tempo todo:

- O quanto você sabe sobre a situação de Westeros? – perguntou Harry sorrindo:

- "Não é bom"! – pensou Jon Connington:

- Lysono, por favor! – disse Strickland:

- Você fala e tenta nos convencer que é Aegon Targaryen, o único rei e verdadeiro dragão, mas, esquece que sua tia Daenerys governa Qarth muito bem e parece que não vai olhar para Westeros tão cedo ou nunca vai olhar; nesse momento ela quebrou uma aliança militar entre as Cidades Escravas e mais se preocupa com possíveis ataques do que sair para conquistar, sem falar que seus dragões são pequenos e sem uso ainda! – explicou Lysono – Illyrio Mopatis não fez nenhum favor com esse jogo! Em Westeros a palavra veio da morte de Joffrey Baratheon, envenenado em seu casamento; parece que casar em Westeros não é uma boa ideia no momento!

Os presentes da companhia riram, mas, o riso terminou:

- Assim, o trono fica vago até que os Lannister coloquem o seu segundo filho Tommen no trono, mas, já analisando a situação, Jon Targaryen, aquele que é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark, confessado por Eddard Stark antes de morrer no Septo De Baelor, que todos acreditam nele; esse Targaryen praticamente ganhou a guerra e ao contrário do que Aegon disse, o povo o apoia, os pequenos lordes e os grandes lordes, além do fato dele ter deixado a Família Real totalmente isolada, até mesmo de seus aliados! – disse Lysono.

Jon Connington descobriu um gosto amargo na boca e logo percebeu que fazia uma careta de fúria, mas, ele não estava sozinho, Aegon também está fazendo uma careta de fúria e seu rosto vermelho ao ponto que Jon temia que ele caísse a qualquer momento morto:

- Bem Jon! – disse Harry Strickland chamando a atenção de Connington – O que impede que Companhia Dourada envie um emissário para Jon Targaryen ou Daenerys Targaryen?

Jon não tinha palavras para formular uma resposta aqui e agora, ele sabia que se não respondesse, certamente seriam mortos ou pior, presos e entregues como presentes de boa fé para o Falso Dragão ou a Mãe Dos Dragões, mas, antes que Jon pudesse falar qualquer coisa, Aegon deu um passo à frente totalmente decidido:

- Se você quer uma resposta, eu posso dar uma resposta! – disse Aegon com uma voz cheia de fúria – Posso prometer que todos vocês vão ser recompensados por me ajudar e tomar o que é meu por direito, posso prometer riqueza e prestígio, mas, o mais importante; posso prometer uma casa a vocês todos; um pedaço de terra onde poderão ter riqueza em abundância, qualquer mulher que quiserem, sabe-se que ao conseguirem, muitos não estarão vivos para aproveitar os ganhos, mas, para cada um de nós que caírem, mataremos dez em vingança; eu posso prometer que todos vocês vão voltar para casa!

Jon se sentia com orgulho pelas palavras de seu protegido, mas, ninguém do conselho disse nada:

- Está bem! – disse Harry Strickland – Vocês são nossos convidados nesse acampamento, por enquanto vamos levar as suas palavras a sério Príncipe Aegon, por isso gostaríamos de discutir mais; sozinhos, por favor!

Eles saíram deixando o conselho da companhia sozinho e em silêncio:

- Você pensa em aceitar isso Harry? – perguntou Ser Marq Mandrake quebrando o silêncio da tenda:

- Seria muita idiotice! – afirmou Ser Franklyn Flowers.

Harry Strickland estava em silêncio:

- Esse garoto é um meio para um fim! – disse Harry quebrando o seu silêncio:

- Como assim? – perguntou Ser Tristan Rivers:

- Há muito tempo eu soube que ele é um dragão falso! - respondeu Harry:

- Como? - perguntou Ser Mandrake.

Harry tirou um pergaminho em seu bolso, liso, de tanto mantê-lo aberto lendo a mesma mensagem tantas vezes, parecia que Harry Strickland estava se convencendo das palavras escritas até que alcançou um entendimento:

- Essa carta chegou até mim detalhando sobre como Myles Toyne havia chegado a um acordo com Jon Connington sobre a assistência para recuperar o Trono De Ferro para Aegon Targaryen VI, surpreso como qualquer um ficaria; não me preparei para o que sentiria nas próximas palavras da carta dizendo que esse "Aegon" é falso, ele é filho de Illyrio Mopatis, descendente de um Blackfyre, com uma lyseni e tanto ele como Varys pretendiam usá-lo como uma substituição caso as coisas não desse certo, eu teria a escolha de seguir acreditando que esse Aegon é um Verdadeiro Targaryen ou matá-lo e ser feito com isso! - explicou Harry Strickland - Nesse momento Daenerys Targaryen prospera em Qarth e Jon Targaryen está preste a vencer em Westeros, eu decidi minha própria opção, ir com esse Aegon e entregá-lo a Rainha Daenerys como prova de nossa adesão e lealdade e ter uma real chance de voltar a Westeros ou realmente fazer Qarth uma verdadeira casa, mas, isso sou eu, qualquer coisa que vocês decidam, eu vou acatar, posso ser o líder dessa Companhia, mas, estou disposto a escutar vocês sobre esse assunto!

Os presentes no conselho se olharam, trocando olhares significativos entre si, não é preciso dizer que eles estavam decidindo; diante do que tinham em mãos, eles sabiam qual é a escolha acertada:

- Vou ficar com sua opinião Harry! – disse Ser Franklyn Flowers:

- Eu também! – disse Ser Marq Mandrake:

- Eu também! – disse Lysono Maar:

- Eu também! – disse Ser Tristan Rivers:

- Eu também! – disse Gorys Edoryen:

- Eu também! – disse Black Balaq.

Harry Strickland respirou aliviado:

- Ótimo! – disse Harry – Mande alguém chamá-los de volta, temos muito trabalho a fazer!

Daenerys Targaryen, a Rainha De Qarth e detentora de muitos títulos ao qual ela já está achando demais, mas, eles vinham com seus atos e conquistas e então teria que carrega-los por toda a sua vida, no momento, Qarth estava recuperado, depois da tentativa das cidades escravas de atacar Qarth e saqueá-la ao qual eles falharam dando uma vitória que Daenerys a muito queria e assim comprovando sua capacidade militar na frente dos homens, especialmente os escravagistas que muito se acham superiores, mas, agora, ela havia batido neles destruindo as empresas mercenárias que foram contratadas, claro que sabia que eles tentariam mais uma e que atacariam, o que não falta, são homens dispostos a balançar a espada por ouro e prata; Daenerys poderia levar a luta até eles, mas, ela tinha que pensar no seu povo, na sua cidade, tinha que garantir a segurança de todos; a saúde e a felicidade e também a liberdade, então teria que resistir atrás dos muros e deixá-los atravessar o deserto morrendo de cansaço e sede e em seguida abater todos eles; seus conselheiros já haviam avisado para temer se a Companhia Dourada fosse contratada, seria o seu maior desafio militar, mas, ela está pronta, tinha a certeza disso.

De fato, ela tinha que lidar com outros problemas antes de lidar com os senhores de escravos, problemas que estes mesmo estão causando dentro da cidade de Qarth; Valir Meisoth, o seu Mestre Espião estava lidando com alguns tumultos que começaram a surgir:

- O que está acontecendo nas ruas de Qarth Valir? – perguntou Daenerys:

- Assaltos e assassinatos, minha senhora! – respondeu Valir – Todos propagados por aliados das Cidades Escravas da Baía Dos Escravos! Aleatórios, pegando o povo e os Imaculados onde eles não esperam esses arruaceiros estão colocando muita pressão sobre nós para manter a ordem na cidade, em breve não vamos conseguir garantir a segurança e a ordem do povo!

- É o nosso dever garantir a segurança do povo Valir! – disse Daenerys – Não seremos bons governantes se não conseguirmos que o povo tenha a segurança de andar pelas ruas de Qarth sem olhar para trás com desconfiança a cada momento!

- Tem razão, minha senhora! – disse Valir:

- Qualquer outra notícia? – perguntou Daenerys.

Inesperadamente, Daenerys viu Valir aparentemente nervoso:

- Informações chegam até mim sobre os Dothrakis, Khals estão se deslocando em massa para Vaes Dothraki! – disse Valir:

- Com que razão? – perguntou Daenerys:

- Sussurros chegam que estão a discutir sobre você Khaleesi! – respondeu Valir – O fato que depois da morte de Khal Drogo, minha senhora não se dirigiu para Vaes Dothraki e se tornou uma Dosh Khaleen como dito o costume causou um descontentamento geral entre os Khals que parecem deixar as diferenças de lado e discutir sobre um problema em comum que é você, sua graça!

Daenerys suspirou cansada:

- Não falta mais nada! – disse Daenerys frustrada – Quais são as chances de eles se unirem e atacar Qarth para me arrastar até Vaes Dothraki?

- Eles foram capazes de deixar as diferenças de lado por você não está cumprindo os costumes deles, sua graça! – responde Valir – Eu digo que as chances são bastante altas; especialmente com a riqueza material e humana que Qarth tem! Eles virão Khaleesi!

Daenerys olhou para o mapa que está na mesa na frente dela, ela colocou um bloco em cima do mapa onde seria Vaes Dothraki:

- Eu tenho Khals se reunindo decidindo me atacar! – disse Daenerys e em seguida colocando mais blocos de madeiras em cima onde estariam várias cidades – E eu tenho as cidades escravas com os seus Mestres planejando outro ataque contra mim! Decididamente estou cercada!

- Esta sim, sua graça! – disse Valir.

Daenerys suspirou, ela não gostava dessa situação, mesmo que tinha tudo voltado ao normal dentro de Qarth, ela tinha que lidar com dissidentes e além de dois exércitos que queriam atacar a sua cidade, ele estava torcendo que os dois exércitos se enfrentassem e acabassem destruindo um ao outro, mas, lá no fundo ela não se acha com tanta sorte assim:

- Vamos começar a trabalhar nas medidas de defesa da cidade, além de estocar suprimentos para todos dentro de Qarth para aguentar cerco, além de que o quartel esteja completamente abastecido de armas e armaduras! – ordenou Daenerys – Faça que os navios já prontos estejam na água e devidamente tripulados e prontos para a guerra; um cerco por mar será catastrófico, não sobreviveríamos em ataques por dois lados ao mesmo tempo!

- Será feito, minha rainha! – disse Valir:

- Quais notícias de Westeros! – perguntou Daenerys mudando de assunto:

- Mais do que nunca, a Casa Lannister fez todo o trabalho para consolidar a aliança com a Casa Tyrell e conseguir meios de vencer a guerra Khaleesi! – disse Valir e começando a tecer um conto sobre o que aconteceu em Westeros, o Casamento Vermelho que quase levou a derrota de Jon Targaryen, a derrota ficou a um passo com essa trama entre a Casa Lannister e a Casa Frey que com consequência foi exterminada das casas nobres de Westeros; Daenerys ficou surpresa que seu sobrinho não teria problemas em exterminar uma casa nobre da raiz as folhas, mas, segundo Valir, quebrar o Direito Sagrado Do Convidado em Westeros é um dos crimes de maior ofensa que se pode fazer e por isso ninguém em Westeros reagiu negativamente contra o que Jon Targaryen fez; exterminar totalmente a Casa Frey; sabendo disso, Daenerys se um dia chegasse a Westeros garantiria com o seu sobrinho que a morada da Casa Frey fosse totalmente destruída.

Daenerys voltou a escutar o que Valir tinha a dizer, os acontecimentos do Casamento Vermelho seguiram para uma ofensiva militar da Aliança Lannister Tyrell em invadir as Terras Fluviais e segundo Valir, seu sobrinho teve força para impedir essa invasão e mandar os inimigos derrotados de volta para Porto Real; o que se soube é que tentaram trazer o casamento do Rei Joffrey com a Margaery Tyrell para acontecer no primeiro dia desse ano como um símbolo de um novo começo e uma nova onda de vitórias que segundo Valir não deu certo já que segundo o seu Mestre Espião envenenaram o bastardo do usurpador o matando em sua festa de casamento e segundo Valir, o povo de Westeros declarou que Jon Targaryen venceu a chamada Guerra Dos Cincos Reis.

Segundo Valir, Jon Targaryen tinha entrado nas Terras da Coroa e avançava em silêncio com a clara intenção de não alertar os Lannisters sobre a sua presença, ao mesmo tempo em que a Casa Martell mandou uma força que avançava em uma direção diferente de Jon Targaryen; durante a guerra inicialmente, seu sobrinho tinha traçado alianças com as casas das Terras Da Coroa garantindo a lealdade da maioria delas e assim obtendo passagem por suas terras sem ser perturbado e assim se aproximando de Porto Real sem problemas, mas, Valir avisou que a algumas casas das Terras Da Coroa ainda estavam jurando aos usurpadores e que qualquer sinal da bandeira Targaryen, eles causariam problemas; por isso o plano é simplesmente bastante perigoso e que seu sobrinho e seus conselheiros estavam arriscando muito:

- Quais as chances de esse suposto meu sobrinho conquistar Porto Real? - perguntou Daenerys:

- Altas, minha rainha! - respondeu Valir - Seu sobrinho está em uma boa posição para vencer essa guerra!

- O que me aconselha? - perguntou Daenerys:

- Uma aliança! - respondeu Valir:

- Eu teria que me casar com ele! - disse Daenerys:

- Seria o último casamento dentro da Casa Targaryen! - disse Valir - Mas, assim garantiria que não houvesse uma guerra civil entre vocês e Westeros se dividisse em duas facções!

Daenerys ficou em silêncio pensativa; ela não tinha muito que pensar quando tomou essa decisão:

- Vou escrever uma carta! - disse Daenerys - Mande para o meu sobrinho, vamos abrir um canal de comunicação e começar a negociar!

- Assim será feito, minha rainha! - disse Valir; em seguida os outros membros de seu conselho entraram, no momento, Daenerys tinha outros problemas de imediato para resolver.

Jon Targaryen o Rei De Westeros, ele havia vencido a Guerra Dos Cinco Reis; com a morte de Joffrey Baratheon ou Waters agora; muitos diriam que ele venceu a guerra, mas, ele ainda não tinha conquistado Porto Real; a capital do reino, então em sua mente ele não havia vencido a guerra, por mais que todos em sua volta haviam dito que sim e somente faltava um passo para a vitória total; todos eles haviam recebido a notícia da morte de Joffrey durante o seu casamento enquanto conduziam o exército pelas Terras Da Coroa, eles estavam em Rollingford da Casa Rollingford; é o mais perto de que todos estavam de Porto Real, um batedor que se infiltrou em Porto Real havia chegado relatando que havia conseguido sair com muito custo, e cavalgou muito rápido e quase sem descanso para chegar até todos estavam, depois que o colocaram em sua frente e Jon encheu o seu copo de vinho, o batedor com o nome de Rufian lhe havia dito sobre o casamento de Joffrey e Margaery Tyrell e como a festa se sucedeu e com a morte do loiro idiota bebendo uma taça de vinho, envenenada; agora que todos podiam dizer.

Porto Real está fechado; para todos os efeitos, essa se apresentou em boa hora, todos os olhos estariam voltados para dentro da cidade, procurando os culpados, achando testemunhas, isso significa que não havia nenhum olho em cima dele e de seus movimentos; Jon Targaryen poderia se aproximar de Porto Real sem preocupação com nenhum espião; claro que a movimentação de um exército do tamanho que ele está conduzindo e a invasão de Dorne pelo sul sendo conduzido por sua futura rainha; dois exércitos ao mesmo tempo dentro de um só reino não passaria despercebido, especialmente para um rei, mas, Jon tinha Varys a agradecer por manter o escuro sobre esse fato.

No momento, ele estava conduzindo o exército ao lado de Robb com a guarda real ao seu lado se aproximando cada vez mais de Porto Real; o conselho dado foi para manter a estrada livre e manter o povo em suas casas e acima de tudo garantir a proteção de seus castelos, pelo menos foi assim que Jon disse a cada senhor das Terras Da Coroa quando visitou em seu caminho, por mais que quisessem mandar homens para o combate, Jon sabia e assim como o seu conselho que Joffrey havia tirado o grosso de homens aptos para o combate dentro das Terras Da Coroa e deixando o mínimo para os senhores protegerem as suas terras, os seus castelos, o seu povo contra ladrões, saqueadores e mercenários, não; Jon usaria soldados das Terras Da Coroa, ele usaria soldados do Norte, Terras Fluviais, Dorne e Vale, enquanto Randyl Tarly levaria os soldados da Campina para bloquear qualquer reforço que Mace Tyrell tinha a intenção de trazer para Porto Real; eles não estavam perto da capital para matar os corvos e assim impedir que a mensagem chegasse; Jon teria que contar com a capacidade militar de Lord Tarly até que chegasse perto o suficiente para abater os corvos.

De longe Jon já podia ver Porto Real; de fato, é uma grande cidade, a Fortaleza Vermelha se destaca na Colina De Aegon com vista para Blackwater Rush, mas, aqui seria o máximo que chegaria sem alertar os guardas; aqui ele teria que planejar com o seu conselho como tomar a cidade e de preferência com quase ou nenhum derramamento de sangue:

- É realmente grande! – disse Robb que estava ao seu lado; claro que é a primeira vez que via a cidade, assim como Jon:

- De fato! – disse Jon – Paramos aqui e acampamos! Sem fogueira!

- Claro! – disse Robb virando para trás para espalhar a ordem.

Tão perto de Porto Real e mesmo com a cobertura das árvores e ainda vendo que a cidade estava fechada, vigias com patrulhas constantes foram montadas ao redor do acampamento e nas proximidades na floresta, batedores foram mandados para todas as direções; seu trabalho mais do que importante agora, são eles que estão tirando forças Lannisters que estão andando pelas Terras Da Coroa e assim impedindo que qualquer tipo de ajuda seja arranjado para o lado Lannister; o acampamento teria que ser rápido, Jon havia proibido fogueira, eles pararam para decidir os próximos passos em conquistar a cidade e descansar da marcha; a tenda para a reunião estava pronto e Jon se dirigiu para lá, os lordes presentes quando ele entrou:

- Vamos começar! - disse Jon - Temos muito a decidir e vamos decidir agora! Falem!

- Atacamos diretamente os portões! - disse Lord Jon Umber:

- Quero o mínimo de baixas possíveis Lord Umber! - disse Jon Targaryen:

- Entramos a noite e matamos todos os Mantos Dourados e de manhã teremos tomado a cidade! - sugeriu Lord Tarly:

- Bom! - disse Jon - Mas, devemos explorar mais detalhes! Por onde vamos entrar?

- Há muitas passagens em que podemos entrar, podemos usar uma delas e muitas delas! - respondeu Robb; Jon estava olhando o mapa de Porto real atentamente:

- Usamos os túneis e entramos, matamos todos os Mantos Dourados possíveis, boa parte será rendida é claro! - disse Jon - Tomamos o lugar deles e nos aproximamos dos guardas Lannister e os matamos e mais uma vez tomamos o lugar deles!

- Assim podemos render a cidade e a Fortaleza Vermelha sem problemas! - disse Ser Brynden Tully - É um ótimo plano!

- Se fizermos isso, teremos que garantir os portões e abri-los para os restos dos soldados entrarem! - disse Lord Royce - Esse plano não tem que envolver todos os soldados!

- Mas, como vamos entrar? - perguntou Robb Stark:

- Podemos guiar Lord Stark! - disse Ser Arthur Dayne - Como Guarda Real há muitos anos eu soube de várias passagens que podem ser usadas para entrar e sair da cidade com segurança e sem serem vistos!

- Assim como eu! - disse Ser Barristan Selmy:

- Muito bem! Vamos fazer isso e vamos selecionar os mais capacitados para essa missão e em seguida distribuir os restantes dos soldados para entrar nos portões; todos os portões devem ser cobertos e os soldados devem imediatamente estabelecer o controle da cidade! - disse Jon Targaryen - Saques e estupros são expressamente proibidos e as punições serão dadas aos infratores de acordo com a gravidade de seus crimes!

Agora os lordes estavam todos falando ao mesmo tempo, uns com os outros ou com o rei; depois que Jon acalmou a todos a discussão se seguiu sobre quem seria dado determinada tarefa, detalhes foram discutidos; nada foi deixado de fora, cada lorde presente garantiu isso; o plano tinha que sair em conformidade, tinha que dar certo e agora, que todos estavam perto de terminar essa guerra; não havia espaço para erros; todos concordaram em não esperar muito; eles começariam o ataque na escuridão da noite e quando não houvesse uma lua no céu.

O plano definido e os detalhes discutidos Jon dispensou o conselho e assim seguiu os preparos para o ataque a Porto Real; discutir e resolver como agir podem ser fáceis, mais a maior dificuldade é preparar tudo para que saísse de acordo com os planos definidos, esperar o momento certo para agir e além de colocar os atores certos em cada posição definida para agir no momento certo; a vigília do acampamento se estendia por campos, um grupo de soldados vigiava um campo e esse sistema se estendia por vários campos ao ponto de se ter a Companhia Sombra que mesmo com cinquenta membros patrulha perto de Porto Real, na verdade eles tinham quarenta e cinco; Jon junto com Robb concordaram em mandar seu tio Benjen a frente para se infiltrar na cidade e assistir ao casamento real entre Joffrey Baratheon e Margaery Tyrell e se assim surgir uma chance; tirar Sansa de lá; em breve eles saberiam se deu certo.

Jon podia ver Porto Real de longe com suas ruas escuras e as poucas luzes vindas de fogueiras e braseiros no alto dos muros e das janelas de algumas casas; ele via o grande prêmio a sua frente; não; a sua maior responsabilidade; não um direito seu, não um prêmio, não uma conquista, a sua responsabilidade de ter o Trono De Ferro e de levar os Setes Reinos nas suas costas e governar com sabedoria e justiça; Jon tinha medo e não tinha nenhum problema em admitir isso, ele somente esperava ter sabedoria em se cercar com um conselho competente e que sabia o que fazer; por que quando tudo isso terminasse ele conseguir sentar no trono, ele teria muitas coisas para resolver; trazer os reinos unidos e reconstruir; Porto Real estava a sua frente a um passo de ser tomado.