Espero que tenham gostado!
Agradeço aos comentários de todos e não percam...
UM TOQUE DO DESTINO!
Minha nova fic.
Beijos Lu.
EPILOGO
POV JAZZ
O que aconteceu com Bella foi hediondo! Não entendia como um ser humano pode ser tão cruel? Será que Bella conseguiria superar mais este trauma? Porque uma mulher tão boa como ela, tinha que passar por tantas provações? Assim como meu cunhado... Coitado, podia entender perfeitamente o que se passava com ele, encontrar a esposa naquele estado, acho que enlouqueceria. Como minha Alie irá reagir quando souber o que houve? Fui tirado de meus devaneios pelo som do meu celular.
- Marshall?
"Jasper, temos uma novidade no caso, acho melhor vir até a delegacia."
- Tudo bem, estou a caminho?
- O que houve dessa vez? – perguntou Emm que estava ao meu lado em meu apartamento, Edward estava com Bella.
- Segundo Marshall há novidades no caso.
- Que tipo de novidade pode haver neste caso?
- É isso que vou descobrir. – ele somente assentiu indo pra junto da minha irmã.
O homem que vimos na cabana era Phill Sanders o pai de James, o que havia matado a mãe de Bella, ele a havia seqüestrado com mais três homens. Em seu depoimento Tanya disse que as primeiras mensagens foi idéia de Lauren, assim como o acidente que jogou Bella pra fora da estrada. Alistair a ajudou a encontrar James e Phill, quando Tanya abriu seus planos, tanto ele quanto Lauren, saltaram fora.
Minha Alice esteve certa o tempo todo, ela sempre acreditou que as duas estavam envolvidas em tudo isso! Meu cunhado iria surtar com toda a certeza, Tanya havia perdido a razão, já Lauren agiu com uma frieza assustadora, sem contar o quanto era uma dissimulada.
POV BELLA
Sentia meus olhos pesados, com dificuldade os abri, forcei a vista a se ajustar a claridade, olhei para o lado e vi meu marido adormecido, todo torto na poltrona ao lado da cama. Sorri ao notar que sempre nos víamos naquela situação, o conheci dessa forma, em um quarto de hospital. Olhava para aquele rosto tão lindo, estava abatido, com olheiras e a barba por fazer, mas mesmo assim, lindo! Toquei sua mão e Edward se assustou.
- Oi! Dorminhoco! – brinquei quando despertou.
- Bella? Oh Bella que bom que acordou amor. – disse vindo pra junto de mim, distribuindo beijos por todo o meu rosto. - Como se sente? – perguntou com os olhos fixos aos meus.
- Acho que estou bem, notou que sempre nos encontramos nessa situação? – falei divertida, Edward franziu o cenho, me olhava confuso. - Acho que é porque nos conhecemos assim, foi em um hospital que te vi pela primeira vez, que me encantei por esses olhos verdes que eu tanto amo. – disse acariciando seu rosto. - O que aconteceu? – perguntei por fim.
- Não se lembra Bella? – sua voz saiu estranha e seu semblante estava pesado.
- Do que exatamente? A única coisa de que me lembro é de estar no parque, o que eu fazia mesmo lá? – só então me dei conta de que meus pulsos estavam enfaixados, assim como meus tornozelos, havia um curativo em meu pescoço também. – O que foi que eu fiz? O que aconteceu? – perguntei assustada.
- Acho melhor chamar o médico. – Edward disse apertando a companhia.
- O que foi Edward? Porque ta com essa cara? O que ta acontecendo? – ele desviou o olhar e nada disse, ficamos em total silêncio até o médico aparecer com Carlisle ao seu lado.
POV EDWARD
Bella dormia há dois dias já, me assustei quando ela me tocou, estava sorrindo? Parecia não se recordar do que ouve, até brincou com o fato de estar em um hospital. Insistia que a última coisa que se lembrava era de estar no parque, me perguntando o que fazia ali?
Era como se todo esse tempo em que passou na mão dos seqüestradores tivesse sido apagado de sua mente, assim como o dia em que foi levada, Bella não se deu conta de que quase duas semanas haviam se passado.
Eu me perguntava se o choque teria sido tão grande que teria afetado seu juízo? Chamei o médico para examiná-la e meu pai veio com ele, Doutor Jones a encheu de perguntas e Bella simplesmente dizia, não me lembro.
- Senhor Edward? Podemos conversar?
- Volto já meu amor, fica com ela pai? – ele somente assentiu.
- Vão conversar sobre o que? O que está acontecendo? – perguntou preocupada.
- Se acalme amor, eu volto já, prometo!
-Não demora ta bem? – assenti depositando um beijo em seus lábios.
- Sua esposa apresenta um quadro um tanto comum nesses casos. Pelo que vi em seu histórico, Isabella tem uma auto defesa e em situações de estrema tensão, seu cérebro simplesmente bloqueia as memórias que afetam sua esposa. Neste caso em si, parece que sua esposa simplesmente apagou de sua memória todos os acontecimentos desde seu desaparecimento, pra ela é como se tivesse se passado algumas horas, entende?
-Está me dizendo que ela não se lembra de nada?
- Estou dizendo que ela bloqueou as lembranças, uma hora elas podem vir à tona...
- Como no dia em que... – me calei relembrando o que havia acontecido. Bella levou quase dois anos para lembrar o que ouve no acidente dela com Erick.
- O que o senhor sugere?
- Tratamento! É melhor que um psicólogo a ajude a trazer aos poucos as lembranças, o trauma que sua esposa sofreu foi muito agressivo, se a memória vier à tona de uma só vez, ela pode entrar em colapso, entende?
- Perfeitamente, acha que ela pode ir pra casa?
- Oh sim claro, mas não esqueça de que sua esposa tem que passar com o obstetra, para que acompanhe sua gravidez.
- Pode deixar, quanto a anemia meu pai cuidará dela pessoalmente. – o agradeci por tudo, voltando para o quarto.
- O que ele disse? – Bella disparou assim que me viu, meu pai sorriu meneando a cabeça.
- Que a senhora está liberada!
- Posso ir pra casa?
- Pode! Desde que mantenha uma dieta balanceada, devido a sua anemia, no seu estado tem que tomar muito cuidado.
- Meu estado? Que estado?
- Você está grávida Bella! – seus olhos praticamente saltaram.
- Grávida? Mas como? Oh meu Deus! - sorri indo pra junto dela.
- Não tem idéia do quanto estou feliz meu amor. – falei depositando um beijo em seus lábios.
- Mas eles são tão pequenos!
-Assim a diferença de idade não fica tão grande. – meu pai disse divertido.
- Isso é maravilhoso! Outro bebê... Meu Deus! Será que damos conta?
- Claro que sim, não encaramos aqueles dois? Com esse vai ser fácil! - ela gargalhou jogando a cabeça pra trás, era tão bom vê-la sorrir.
Jazz contou sobre Phill e que a idéia inicial foi de Lauren, até o atentado contra Bella, segundo Tanya ela é quem dirigia o carro. Queria destruir Bella, acabar com nosso casamento e se uniu a sua rival para poder nos atingir. Já Tanya perdeu completamente o juízo, seu ódio por Bella era tão grande que foi capaz das maiores atrocidades.
Lauren responderia o processo em liberdade, por ser ré primária, já Tanya foi internada em uma clínica para doentes mentais. Eleazar e Carmen estavam desolados, assim como Kate, mas o que me importava mesmo era a saúde da minha esposa.
A pedido da psicóloga, evitávamos pronunciar o nome de James, Phill, Tanya e Lauren diante dela, eles poderiam trazer tudo a tona de uma só vez. Aos poucos Bella se lembrava de uma coisa ou outra. Como os disparos contra Embry, o telefonema que deu a Charlotte assim como o que deu pra mim. Lembrou-se de ter passado antes da aula na farmácia e comprado um teste, o qual fez na universidade.
- Quando vi o resultado, quase surtei! – disse perdida em pensamento, estava sentada na poltrona com um livro na mão. – Ainda bem que o doutor Seth disse que está tudo bem.
- Pelo menos dessa vez é um só.
- É verdade, mais dois e enlouqueceríamos. – falou entre risos, nossas vidas aos poucos foi voltando ao normal, Bella dividia seu tempo entre o trabalho e as crianças, já que estava de férias ainda.
Era dedicada e muito atenciosa com nossos filhos, mas minha esposa havia mudado em uma coisa, ficou distante, sempre que a procurava, Bella fugia... Nossos beijos não passavam de simples roçar de lábios, quando tentava aprofundar a sentia tensa e parava no mesmo instante. Sentia falta da minha mulher, Bella sempre foi uma amante excepcional, faminta, mas a entendia bem e respeitaria seu tempo.
POV BELLA
A sensação que eu tinha era de que algo estava errado, sabia perfeitamente que me escondiam algo, só não fazia idéia do que seria. A notícia da gravidez me deixou super feliz e ao mesmo tempo assustada, mas sei que daríamos conta, Edward estava tão feliz.
Passei por uma consulta com doutor Seth e desta vez esperava um só, meu marido e Carlisle praticamente me obrigaram a passar por uma psicóloga, Edward me acompanhava a todas as seções e aos poucos eu me lembrava do que havia realmente acontecido...
As lembranças vinham de estalos, ao me lembrar do que houve com Embry fui visitá-lo no hospital, ele estava melhorando segundo os médicos e agradeci a Deus por isso. Era estranho saber que quase duas semanas simplesmente desapareceram da minha mente, mas Tinna garantiu que aos poucos eu me lembraria.
Voltei ao trabalho e dividia meu tempo entre ele e meus filhos que estavam cada vez mais lindos e espertos, falavam pelos cotovelos. Nossa vida estava voltando ao normal... Quer dizer nem tudo é claro!
De certa forma Edward estava cada vez mais distante, mas a culpa era minha, eu o estava afastando de mim... Não entendia porque sentia tanto medo aos seus toques? Meu corpo ficava tenso, chegava a ficar rígida... Aqueles mesmos toques que me faziam estremecer, aquela boca que me levava à loucura, quando me beijava, sentia medo, pavor. Por mais que tentasse, não conseguia compreender o porquê daquilo, sempre tivemos uma vida sexual bem atribulada e nunca havia sentido aquilo.
- Não entendo o porquê meu corpo reage dessa forma a ele agora? – disse para Tinna, havia pedido uma consulta sem a presença dele.
- Deve ser pelo trauma que sofreu Isabella! Isso é comum nestes casos. – dizia me deixando mais confusa ainda.
- Que casos? Porque não vai logo ao ponto? Estou farta desse jogo de todos vocês, fale claro Tinna. – exigi.
- Não está pronta ainda Isabella, quando chegar à hora irá compreender. – insistiu.
- Ótimo e até lá fico sem meu marido? – ela segurou o riso, meneando a cabeça.
- Não vai perder seu marido Bella, aquele homem te ama demais. – revirei os olhos impaciente.
- Eu sei Tinna, mas o desejo, o desejo e muito, mas algo me impede... É como se eu não fosse ele ali me tocando... Não me sinto digna dele, me entende?
- Disse isso a ele?
- Não! Ele parou de me procurar, raramente me da um beijo e quando o faz é somente um roçar de lábios... Quero o que tínhamos Tinna, mal podíamos nos tocar e o desejo explodia em ambos, no mínimo toque.
- De tempo ao tempo Bella, tudo vai voltar ao normal. – garantiu me deixando na mesma.
- Como foi à consulta? – Charlotte perguntou assim que cheguei, estávamos às vésperas do meu aniversário.
- Disse que tenho que ser paciente! – resmunguei estalando a língua. - Estou subindo pelas paredes sabia? – ela riu meneando a cabeça.
- O que sente quando ele te toca Bella? – perguntou sentando-se ao meu lado.
- Prazer, muito prazer, o desejo mais que tudo Charlotte, mas ao mesmo tempo algo me bloqueia, sinto como se não fosse ele me tocando ali e sim outro homem. – notei Charlotte ficar tensa.
- Entendo.
- O que está acontecendo? Porque ninguém me diz nada? Estou farta disso tudo, por mais que eu me esforce não consigo lembrar o que houve nesses malditos dias. – falei irritada. – Foi assim quando o peguei naquela sala com a... – me calei no mesmo instante em que imagens invadiam minha mente.
Minha cabeça deu um estalo e foi como se um filme passasse diante dos meus olhos, um filme de terror... O momento em que entrei na farmácia, a aflição enquanto esperava o resultado, o parque... A mensagem que dizia: "Pode dar adeus a tudo que mais ama vagabunda! Sua hora chegou!" Minha conversa com Charlotte, em seguida com Edward, o momento em que entrei no carro.
A abordagem daqueles homens, o modo como me jogaram no outro carro, os disparos que ouvi contra Embry, aquele quarto fétido e frio, as algemas... Olhei para os meus pulsos que ainda tinham curativos assim como meus tornozelos. A agonia, o medo e o desespero de não saber o que estava acontecendo... Aquela maldita voz, as coisas que me disse, o tiro, Phill, James e as coisas horrendas que fez comigo, mas o que me tocou foi o olhar de Edward ao me ver ali naquela situação, a dor em seu olhar... Aquilo fez meu estômago se comprimir, cai sentada novamente despertando com a voz agoniada de Charlotte.
-Bella? Bella? Oh Deus! Bella por favor, reaja. – pediu passando a mão diante do meu rosto, as lágrimas escorriam por ele. – O que foi menina?
- Edward... Preciso falar com Edward. – ela me olhou confusa.
- O que aconteceu? Está tremendo menina.
- Tenho que ir, preciso vê-lo Charlotte. – falei me pondo de pé, peguei minha bolsa e as chaves do carro.
- Não pode sair assim Bella.
- Preciso ver meu marido! – afirmei saindo porta a fora.
POV EDWARD
Estava em meu escritório quando meu celular tocou insistentemente, era de casa e o atendi rapidamente.
- Bella?
"Não menino, sou eu." – disse Charlotte parecia aflita.
- Aconteceu alguma coisa?
"Aconteceu alguma coisa com Bella, ela me contava sobre a consulta quando de repente perdeu o foco, ficou estática, a chamei, mas Bella não atendia. Quando despertou disse que precisava ver você." – dizia aflita.
- Então ela foi à consulta?
"Chegou a pouco, estava me contando como foi, contava sobre o dia em que o flagrou com Tanya e perdeu o foco completamente, quando voltou a si disse que precisava ver você, saiu desesperada."
- Será que se lembrou de algo?
"Não sei menino, mas ela está indo pra ai." – avisou desligando em seguida.
Não demorou muito e Bella entrou esbaforida em minha sala, ficou ali parada como se me visse pela primeira vez.
- Edward? – chamou correndo na minha direção se atirando em meus braços. – Deus! Pensei que nunca mais o veria novamente! – eu estava completamente perdido, só a apertei em meus braços, Victória discretamente fechou a porta nos deixando a sós.
- Porque achou que jamais me veria novamente? O que aconteceu meu amor?
- Eu... Eu me lembrei Edward... – estava agitada demais. – Me lembrei de tudo... Me perdoa, por favor me perdoa. – pedia agarrada a mim.
- Te perdoar pelo que?
- Por tudo que passou por minha causa... Pensei que morreria ali naquele quarto escuro! – definitivamente ela havia se lembrado. – Achei que nunca mais veria esses olhos verdes que eu tanto amo... – Bella segurou meu rosto entre suas mãos. – Que jamais sentiria suas mãos me tocando, ou sua boca na minha...
- Shhh... Tem que se acalmar Bella, isso não faz bem pro bebê. – pedi tentando acalmá-la.
- Ele queria... Ele quase... Ele me tocou Edward... – ela mal conseguia falar tamanha era sua ansiedade.
- Não pensa nisso Bella, acabou. James está morto e jamais vai tocar em você novamente, Phill voltou para a cadeia e não creio que saia tão cedo. – falei segurando seu rosto em minhas mãos.
- Jura?
- Juro meu amor! – ela sorriu me abraçando de novo.
-Acabou então? – sua voz saiu abafada, já que seu rosto estava cravado em meu peito.
- Acabou... – afirmei. -Ele está morto e Tanya em uma clinica para doentes mentais, jamais irão nos atormentar novamente. – segurei seu queixo fazendo com que olhasse pra mim. – Sente-se bem?
- Sinto sua falta. – sorri com a carinha que ela fez.
- Sente? – perguntei divertido.
- Muita, mas muita falta mesmo, mas algo me impedia de me entregar...
- Eu sei. –minha voz saiu sussurrada.
- Nunca deixei de desejar você, jamais... Só não me sentia digna de você, me sentia suja e não entendia o por quê?
- Por isso respeitei seu espaço, sabia que voltaria pra mim.
- Preciso de você Edward... Desesperadamente! – tomei seus lábios em um beijo voraz o qual Bella retribuiu agarrando meus cabelos. Sem cortar o beijo a levei até a porta passando a chave nela.
As mãos de Bella abandonaram meus cabelos afrouxando o nó da gravata, nos despimos entre beijos enlouquecedores, seus lábios abandonaram os meus deslizando pela minha mandíbula, mordeu levemente meu queixo, distribuindo beijos pelo meu pescoço descendo pelo meu peito e abdômen. Estava sentada sobre mim me levando a loucura, ergueu-se segurando firme meu membro em sua mão, descendo sobre ele, unindo nossos corpos, nos tornando um só.
Nos entregamos ao desejo e a saudade que sentíamos um do outro, ela estava de volta, sedenta, insaciável como sempre. Não sei precisar quanto tempo ficamos ali, só sei que foi sublime, uma vez foi pouco para tanto desejo e paixão... Era a terceira vez que atingíamos o ápice juntos. Bella caiu sobre meu peito, estávamos no pequeno sofá que havia no canto da sala.
- Não tem idéia do quando senti sua falta. – falei acariciando seus cabelos, estava meio ofegante e exausto.
- Também senti a sua... Estava subindo pelas paredes, acho que foi isso que fez com que me lembrar de tudo. – dizia brincando com os pelos do meu peito.
- Como se sente?
- Feliz... Completa. – revirei os olhos.
- Com relação às lembranças, Bella.
-Acho que devemos deixá-las no passado, não quero falar sobre o que houve... – disse olhando fixamente em meus olhos. - Aquilo foi aterrorizante, mas o que mais me doeu em toda aquela situação, foi o seu olhar... Havia tanta dor neles... Me sentia suja, indigna de você e...
- Jamais repita isso. – pedi levando meu dedo aos seus lábios. – Jamais ouviu bem. – ela sorriu beijando meu dedo. Sorri meneando a cabeça, esperávamos que Bella sustasse e, no entanto ela estava ali em meus braços, fazendo gracinha.
- Estava pensando... – um sorriso maroto se fez em seus lábios. – O senhor me deve uma viagem se lembra? Prometeu que ficaríamos sozinhos em um lugar especial!
- É verdade! Pra onde quer ir?
- Qualquer lugar, desde que esteja ao meu lado e possamos nos amar muito.
- É uma promessa? – perguntei mordendo seus lábios de leve.
- Uma constatação meu caro, vou fazê-lo enlouquecer de prazer, prometo. - dizia de um modo provocativo. – Imagine só eu e você, como daquela vez no Caribe. – só a lembrança fez meu desejo reacender. – Wow! Pelo visto se lembra muito bem não é? – brincou ao sentir o quanto estava excitado, acabamos nos amando novamente.
Comemoramos seu aniversário em casa, uma reunião simples somente com a família e amigos bem íntimos, como Angie e Ben, Jéssica e Mike, Jacob e Leah, Embry foi com sua noiva assim como Jared e Quill levaram suas namoradas. Lilian e Alfred também foram, como disse somente amigos e familiares.
Bella estava feliz, radiante, fomos para a casa do lago dos Hale, passamos uma semana por lá. Foi uma semana inesquecível, onde nos divertimos muito e minha esposa quase me leva a loucura de tanto prazer. Lá contei a Bella detalhadamente o que aconteceu desde que recebi seu telefonema, assim como o envolvimento de Lauren em toda aquela sujeira.
Minha esposa fez questão de agradecer pessoalmente a Marshall e seus homens, cruzamos com Lauren e seus pais no clube por diversas vezes, mas ela se mantinha distante de mim e de qualquer membro da minha família, havia uma ordem judicial que garantia isso.
A barriga de Rose crescia a olhos vistos assim como a de Bella, Lizze e Thony adoravam passar a mãozinha na barriga dela. Eu tentava explicar pra eles que ali estava a irmãzinha deles, que nasceria em meados de abril, já o priminho em meados de janeiro como eles.
No aniversário de dois anos deles, Bella decidiu adotar um cachorro o que fez a alegria dos dois. Rose deu a luz a um garotão, Dylan era mesmo grande, parecia muito com Emm, meu primo estava todo babão.
Minha outra princesinha nasceu no dia 13 de abril, com três quilos e duzentos e trinta e nove centímetros, era uma garotona, seu nome era Reneesme, mas a chamávamos de Nessie. Tinha os cabelos castanhos da mãe e os olhos verdes como os meus, era uma mistura perfeita de nós dois, os irmãos adoravam brincar com ela.
Bella finalmente se formou e se tornou uma profissional de ponta, premiada várias vezes por suas idéias inovadoras, agora gerenciava o setor de planejamento na vaga que pertencia a Tanya. Com seu jeitinho descontraído e cativante, convencia os clientes rapidamente sem o menor esforço sequer.
Os anos se passaram e Alice finalmente decidiu ter um bebê, para a alegria de Jazz, meu sobrinho nasceu forte e saudável, seu nome era Brendan. Meus pais se derretiam para os cinco netos, assim como Lilian e Alfred.
Claro que temos nossas discussões, minha esposa é um tanto ciumenta, mas confesso que também sou. Bella além de uma mulher linda é inteligente e extremamente sedutora mesmo sem se dar conta. Jamais imaginei que ao entrar naquele quarto 128, minha vida fosse mudar de tal forma. Perdi meu irmão amado, mas ganhei uma mulher formidável, que me ama incondicionalmente, assim como eu a ela, que me deu tudo, algo pelo que lutar... Filhos lindos e uma família que me enche de orgulho.
Sempre visitamos o túmulo deles, a família toda, já se passaram dez anos desde que nos deixaram, era fim de ano, o natal estava chegando e Emm se vestiria de papai Noel de novo! Ele fazia aquilo todo o ano desde que meus filhos nasceram e agora a casa estava cheia de crianças, já que Rose teve os gêmeos Thomas e Bill, duas verdadeiras pestes.
Bella está grávida do nosso quarto filho, desta vez seria um menino, Thony estava feliz, já que as duas viviam grudadas pra cima e pra baixo o deixando um pouco de lado. Meu filho fazia o tipo intelectual, era muito carinhoso com a mãe e as irmãs, minha mãe costuma dizer que era igualzinho a mim na idade dele, já Lizze lembra muito minha mãe Elizabeth.
Aquele acidente no qual perdi meu irmão, mudou a minha vida por completo, descobri o amor verdadeiro e absoluto, uma paixão enlouquecedora e um desejo avassalador. Ao lado de Bella vivi de tudo um pouco, passei por experiências incríveis como a emoção de ser pai. A amo com a mesma intensidade do início, a sensação que tenho é que nos apaixonamos por várias e várias vezes ao longo desses anos e tenho certeza de que vai ser assim até meu último suspiro, temos nossos altos e baixos, mas a vida é assim mesmo e agradeço todos os dias ao meu amado irmão por ter trazido Bella para minha vida.
Obrigado Erick, onde quer que esteja!
FIM
