Regina pegou suas malas e caminhou até a calçada, onde chamou um taxi. O taxista ajudou-a a colocar as malas no carro, e ela estava prestes a entrar no carro quando viu Ruby vindo em sua direção, chamando-a.

"Regina!"

"Querida." Sussurrou Regina, abraçando-a. "Eu sinto muito."

"Não por mim, Regina. Não sinta muito por mim. Eu ouvi a discussão toda, me perdoe." Ela baixou os olhos e segurou na mão da prefeita, lhe entregando um molho de chaves. "Vá para o meu apartamento. Eu irei em breve."

"Você não precisa sair da casa, Ruby. David não vai expulsá-la."

"Eu estava naquela casa por você, Regina. E seguirei você até o fim do mundo, se precisar."

Regina a abraçou, forte e então a beijou delicadamente no rosto.

"Obrigada, Ruby. Eu não vou me esquecer disso."

"Só estou retribuindo um favor. Te vejo muito em breve."


"Acho que bebemos o suficiente, David."

Ele a beijou no pescoço.

"Está preocupada, Mary?"

"Não, eu" Ela ofegou quando as mãos dele apertaram vigorosamente sua bunda por cima do vestido leve. "David, eu" Ele mordeu a jugular dela. "Você está me deixando confusa."

"Vamos para casa."

Opa. Entrar na casa da prefeita com o marido dela era entrar na cova dos leões vestida de carne. Não. Ela podia ter bebido um pouco, mas tinha sensatez. Era arriscado demais. Mas David colocou a mão entre as pernas dela, e ela esqueceu imediatamente de que tinha bom senso. O dedo dele escorregou para dentro dela, masturbando-a enquanto ele lambia seu pescoço.

Ela estava prestes a gozar quando ele parou, retirando a mão e deixando-a frustrada.

"David." Ela choramingou, esfregando uma coxa na outra.

"Se quiser o resto, vai ter que vir comigo."

Mary Margareth mordeu o lábio inferior e o encarou. David tinha um sorriso safado e os olhos nublados pelo álcool. Irresistível, como sempre.


Assim que encontrou um quarto extra no apartamento de Ruby, Regina instalou-se com eficácia. Pendurou suas roupas e ligou para algumas prestadoras de serviço. Afinal, queria roupa lavada e impecável, comida e todos os luxos que lhe pertenciam. Ela ainda era a prefeita, afinal.

Seu celular tocou e ela atendeu.

"Regina."

"É o Sidney." Ela revirou os olhos.

"Sidney, não estou querendo conversar no momento."

"Estou ligando como funcionário."

"O que houve?"

"Achei que gostaria de saber que David está levando a professorinha para a sua casa."

"Quê?"

"Neste momento."

"Ruby não está lá?"

"A senhorita Lucas saiu há quinze minutos com uma porção de malas."

Regina contabilizou o tempo de viagem. Ruby estava chegando a qualquer momento.

"Tudo bem. Obrigada Sidney."


"Wonderland Investigações."

"Olá, aqui quem fala é a prefeita Nolan. Preciso de um fotógrafo investigativo."

"Claro, senhora Prefeita. O Jefferson é o melhor que nós temos. O colocaremos na linha, imediatamente."

Regina aguardou na linha por alguns segundos. Uma voz viril a abordou.

"Jefferson."

"Jefferson, preciso de um trabalho um pouco sujo. Tudo bem?"

Houve um silêncio na linha, então ele assumiu um tom mais controlado. "O valor é mais caro."

"Não tenho problema com dinheiro. Apenas com a sua discrição."

"Eu sou extremamente profissional, senhora."

"Ótimo. Pagarei uma quantia muito generosa se você me der bons resultados."

"Isso eu lhe garanto."

"Preciso que fotografe meu marido. Vou lhe passar o endereço e os detalhes."


David encostou Mary Margareth na porta, enfiando as mãos por baixo de seu vestido, rasgando sua calcinha. Ela sorriu contra os lábios dele e esticou os dedos contra seu jeans, abrindo o botão e deslizando o zíper, colocando as mãos em volta do volume dele logo em seguida. Era quente, úmido e enorme.

"Você é uma delícia, Mary."

Mary empurrou a calça dele até o chão com os pés e David abriu o vestido, botões caindo pelo chão do quarto. Ele arrancou o vestido com pressa, apertando seus seios e pressionando-a contra a porta. As bocas se encontraram novamente quando Mary conseguiu descer a cueca boxer e começou a masturba-lo, a mão subindo e descendo sobre a ereção dele.

"David"

Rebolando contra a mão dela, ele apertou os dedos contra sua nuca e a beijou novamente, mordendo seu lábio inferior, sussurrando todo tipo de sacanagem suja contra os lábios dela. David a virou contra a porta, enfiando seus dedos nos cabelos negros e curtos, puxando-os com força enquanto roçava sua ereção dura contra as nádegas redondas. A fricção fez com que Mary gemesse dolorosamente contra a porta, o que se intensificou quando ele arrancou seu sutiã e seus mamilos começaram a se arrastar pela madeira, a cada investida que ele fazia ao esfregar-se nela.

"Deus, eu não vou aguentar muito" Sussurrou ele, a voz rouca e trepidada de malícia.

"Me fode, David"

"A professora gosta de sexo bruto, então?"

Ele a puxou e jogou na cama, abrindo-lhe as pernas e a beijando novamente, chupando sua língua.

"Eu gosto que você me foda"

"Eu não te fodi ainda, Mary. Não com o meu pau."

Ela sorriu e ele beijou seu pescoço, a língua descendo lenta e preguiçosamente até chegar em seus mamilos. Ele abocanhou um dos mamilos e apertou o outro, a boca fazendo sucção e ondulando com a língua. David sorriu ao ouvi-la gemendo alto, perdendo o controle e colocou uma das coxas entre as pernas dela, friccionando o clitóris já inchado. Ele começou a movimentar a perna, aumentando a pressão enquanto mordia seus mamilos.

"David, você é tão bom nisso."

E mesmo assim, perdi minha mulher para o Robin. Ele afastou esse pensamento, e então beijou-a novamente, posicionando-se para penetrá-la. Mary passou as unhas pela costa dele, arranhando-o e gemeu baixinho contra a orelha dele.

"David, por favor"

"Calma, mocinha."

Ele ergueu o corpo e o desceu rapidamente, entrando nela com profundidade. A estocada atingiu fundo, e ela passou o braço pelo pescoço dele, buscando algo em que se segurar. A cada estocada, lenta e profunda, ela gemia chorosa. David entrelaçou os dedos nos dedos dela, mantendo-os imóveis contra os lençóis brancos.

Aqueles lençóis caríssimos, escolhidos pessoalmente por ela.

Mary mordeu seu lábio inferior enquanto sentia um calor assombroso tomando conta do seu ventre, formigando toda a extensão do seu corpo. Ele continuou estocando, cada segundo mais forte e mais bruto, seu corpo todo contraído a fim de acertar algum ponto íntimo dentro dela e fazê-la explodir. E ele havia encontrado.

Gemendo sorrateiramente, Mary soltou os dedos dele e fincou as unhas nas costas dele, apertando a carne até machucar. Ela estava prestes a perder o controle. Abriu os olhos e olhou em volta. Na prateleira, havia um par de Louboutins altíssimos. Sapatos dela. Ela estava fodendo o marido da prefeita, na cama dela. O pensamento a deixou ainda mais excitada, e assim que David pressionou o polegar contra seu clitóris, ela desmanchou-se em prazer, recebendo um orgasmo forte e avassalador. David debruçou-se sobre ela, e continuou estocando-a, com os olhos fincados em uma foto que estava sobre seu criado mudo.

Regina vestia um biquíni branco, e estava sexy e linda. Ao seu lado, David sorria, usando apenas uma bermuda. Ambos sentados na areia, na beira do mar.

Com essa visão, ele sentiu o corpo todo se contraindo e gozou em seguida.


Regina deixou Ruby no apartamento, e tomou um taxi até a casa de Robin. Ela ainda não se sentia bem o suficiente para dirigir, e achava melhor não forçar. Estava anoitecendo rápido e ela queria apenas checar se ele estaria bem. Provavelmente, Marian o odiava ainda mais depois de saber de tudo, e Robin teria que cuidar de si mesmo sozinho. Ela sabia que ele jamais contrataria uma enfermeira. Era másculo demais para isso.

Tocou a campainha, e apertou a jaqueta contra o corpo. O inverno estava chegando mais cedo este ano.

Dois minutos depois, as lâmpadas da frente se acenderam e ela ouviu o barulho da chave. Seu sorriso iluminou-se e então a porta se abriu.

"Marian?"

Marian vestia uma camisola de seda por baixo do robe de chiffon. Ela sorriu presunçosamente.

"Esperava outra pessoa, não é?"

"O que faz aqui?"

"O que você acha? Estou cuidando do meu marido. Você deveria cuidar do seu, também. Se é que você ainda tem um." O sorriso dela envenenou ainda mais suas palavras.

"Você e o Robin?"

"Regina, você é mais inteligente que isso."

Os olhos dela se encheram de lágrimas, mas ela não ia chorar. Não na frente dela.

"Diga a ele que passei para ver como ele estava. Melhoras."

"Eu direi."

E então a porta de madeira esculpida fechou-se. Regina olhou para a madeira, tocando-a antes de descer a escada. Ela olhou para a rua deserta, e pela segunda vez na vida, sentiu-se verdadeiramente sozinha.