Capitulo 36: Revelações para o anjo.

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-Olá, vô…

Marius franziu o cenho no homem que estava sentado em SUA cadeira e pondo as patas em SEU escritório.

-Que está a fazer aqui, Santino? - sibilou.

-Mandou-me, Lestat. - encolheu-se de ombros, baixando os pés do escritório. - Quer que ronde o castelo até o final das classes… para segurança de Harry. - levantou uma sobrancelha ao ver o que trazia em mãos o maior. - E esse coelho bebê?

O vampiro acercou a seu peito ao coelho bebê branco de olhos vermelhos que trazia na mão, de modo defensor.

-Queria uma mascota e comprei em Hogsmeade faz um momento…

-Awww… nunca pensei que pudesses ser tão terno! Que passa…? Como seus netinhos já estão grandes, agora precisas uma mascota à qual mimar?

-Cala-te! E vá fazer o que te disse Lestat!

-Sim… sim… que mau génio… - murmurou, antes de saltar pela janela.

Depois disso, o tempo passou voando, as férias de Semana Santa as passaram no castelo, porque Harry não queria que seu pai lhe dissesse nada sobre a vassoura, já lhe tinha mandado uma carta onde lhe dizia que iam Falar a respeito desse presente, quando se revissem. Não vá ser que seu sonho se convertesse em realidade!

Por sorte, (ou má, depende de como o vejam) os montões de deveres mais a final de Quidditch afastaram a Harry dos pensamentos do que lhe esperava em casa, uma vez que terminasse o curso. Wood e todos os Gryffindors pareciam obsedados com a partida, e Harry, que não estava acostumado a que exercessem pressão sobre sua pessoa, tinha terminado lhe gritando a todos que o deixassem em paz e se foi refugiar no despacho de seu avô, onde conheceu à nova mascota de seu vô.

. da Partida.:.

-Hey… se segue sorrindo dessa maneira, vão-te a partir o lábios.

Harry sacou-lhe a língua a seu pai e acercou-se a abraçá-lo.

-Uma rapariga que gosto me deu de boa sorte… - sussurrou. - Se é que ganhamos… lhe vou dizer que me de meu prêmio.

Lestat levantou uma sobrancelha. Sorriu, mas por dentro estava horrorizado ao ver que seu filho era tão… "independente". Era bem como sentia-se seu Lou quando ele costumava ter essas aventuras no passado? Pobrezinho!

-Bom… bom… acho que será melhor que vá. Esse Wood parecia à beira de um ataque de nervos.

*No Campo*

-Hey, Malfoy… suponho que vai jogar limpo, não? Não queremos que seu papai se enfade contigo…

Draco fulminou com a mirada a Harry.

-Eu sempre jogo limpo, Potter. Que você e eu não tenhamos os mesmos conceitos de jogo é uma coisa muito diferente…

-Bem… - Harry estreitou seus olhos. - Então que ganhe o melhor.

Se o loiro disse aquilo só para justificar seu jogo sujo, Harry não o sabia, mas podia ver que todo o estádio estava indignado pelas armadilhas que fazia. A Malfoy não parecia lhe importar que Remus olhasse a seu filho adotado com a boca aberta e seus olhos furiosos, pela indignação.

No entanto, como passa sempre (N/A: Na ficção ¬¬) a justiça prevaleceu e Gryffindor ganhou a taça de Quidditch.

-Ga-Ganhamos, papai! Fizemos!

Dentro de toda a gritaria e a avalanche de pessoas que os assaltaram na grama do campo, Harry pôde encontrar a seu pai e se abraçou a ele com todas suas forças. Lestat riu, encrespou o cabelo de Harry e depois, fazendo uso de sua força vampirice, levantou ao adolescente de treze anos e começou a girá-lo.

-Sei-o… petit chat. Sei-o… - murmurou contra sua cabeça, satisfeito ao ver a Harry tão feliz.

*Lembrança*

Harry de dois anos sentava-se em sua cadeira alta de comer, com a maioria de seus familiares ao redor dele. Encontrava-se comendo um pouco de frango com puré de batata, tinha manchada um canto de sua boca e luzia adorável com sua colher de plástico na mão. Enfrente dele estava seu papi Lou, babando por seu bebê.

-A ver Harry… diga-me… onde está Marius? - Harry gritou e assinalou com um dedinho rechonchudo o lugar onde se encontrava o vampiro maior, quem sorriu. - Muito bem! Agora diga-me… onde está o tio Armand? - o menino sorriu, mostrando seus dentinhos pequenos e alvos, assinalando ao vampiro ruivo. - E o tio Daniel? - desta vez assinalou ao vampiro junto ao anterior. Daniel sorriu-lhe radiante. - E agora quero saber… onde está seu papi?

De repente, o sorriso de Harry apagou-se e seu cenho pequeno franziu-se. Seus olhos verdes esmeraldas viajaram desde Louis até Lestat, que estava sentado junto a ele. Seu lábio inferior se encrespou para fora, luzia adoravelmente confundido.

-Harry…? - chamou Louis, algo alarmado.

E o menino sorriu, como se tivesse chegado a uma resolução.

-Papi Lou… - anunciou assinalando a onde estava este, depois girou, para ligar miradas com Lestat. - E papi Let!

Louis arquejou e compartilhou uma mirada com Lestat. Mas o loiro não o olhava, estava demasiado ocupado em olhar com incredulidade ao menino que lhe sorria de orelha a orelha. Da pouco, um sorriso bobo formou-se nos lábios de Lestat e tomou a Harry em seus braços.

-Isso é… muito bem bebê… eu sou teu papi Let. - murmurou, antes de levar sua boca à pancinha de Harry e soprar.

Harry gritou e riu nervosamente ao sentir as cócegas em sua pele.

Essa foi a primeira vez que chamou papai a Lestat…

*Fim da Lembrança*

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Em Hogwarts, acercava-se o fim de curso e, junto com isso, os exames finais. Até agora, Harry tinha passado com muito boas qualificações Transfiguração, Encantos e Cuidado de Criaturas Mágicas e sua nota mais alta era em Defesa contra as Artes Escuras. Agora, se encontrava com seu amigo esperando para poder render Adivinhação e esperavam conversando sobre o estranho horário de Hermione. Como era que a castanha poderia render dois exames na mesma hora?

Finalmente, sem chegar a nada em conclusão, chegou o turno de Ron e depois lhe seguiu Harry. Era evidente as poucas vontades que tinha de render esta matéria, se perguntava se não era melhor a abandonar, tal como fez sua amiga ou como lhe recomendaram sua primo e vô. Mas, algo lhe dizia que não devia abandonar e esta noite inteirar-se-ia por que.

*Despacho do Professor de DCAT*

-Não, Derrick!

Remus fechou os olhos, para não ver como sua poção caía ao andar. Agora que seu bebê aprendeu a caminhar, tinha gosto de trepar por lugares insuspeitados. E sua taça de ouro à beira de seu escritório foi demasiada tentação para o menino.

-Que sucedeu? - perguntou Lucius, entrando ao despacho, seguido de Lucas. Tinha escutado o grito no corredor.

-Derrick… - murmurou Remus, levantando a seu filho em seus braços, seus lábios franzidos pelo enojo. - Atirou minha poção Matalobos…

-Hn. - grunhiu o loiro. - Deseja que lhe vá pedir mais a Severus?

-Não, meu amor... já vou eu… estava por sair rumo à Casa dos Gritos, após tudo. Posso passar um momento pelas Masmorras e saio.

-De acordo. - beijou seus lábios. - Pode ir-te tranquilo, eu fico com os meninos.

-Ok… obrigado. - voltou a beijar a seu esposo e saiu do despacho.

Remus caminhou tranquilamente, olhando pela janela como o sol baixava da pouco. Sorriu ao ver que Harry e seus amigos saíam do castelo para visitar a Hagrid. Ele tinha sido convidado à reunião que o semi gigante fazia, porque iam celebrar que Buckbeak tinha passado a prova do Ministério e poderia ficar em Hogwarts. Estava alegre de que não sacrificassem ao animal pela tolice que cometeu seu filho.

A meio caminho de seu destino, encontrou-se com os gêmeos Weasley, que pareciam muito contrariados.

-Olá, rapazes… Por que essas caras?

-Oh… Olá, professor! - disseram ao uníssono. - Nossas caras…? - olharam-se entre eles e fizeram um gesto de asco. - Fomos a visitar a nosso papito, mas escutamos gemidos… - disse Fred, estremecendo-se.

-E arquejos… - agregou George, imitando o gesto de seu gêmeo.

-De modo que achamos que estava em companhia de nossa querida mãe…

-E tivemos que nos dar meia volta para não disturbarmos…

-Oh… - os ombros de Remus caíram. Ele também não poderia os ir interromper! Mordeu seu lábio inferior e depois suspirou. - Bem… acho que visitarei em outra oportunidade, então.

-Precisava algo importante?

-Não… não… - sorriu. - Nada importante.

Ele não sabia quão equivocado estava.

. noite.:.

Na casa de Hagrid tinha-se apresentado uma situação interessante. Descobriram a Scabbers habitando numa das louças do professor novo, mas a chegada de Crookshanks arruinou-o tudo. E, num abrir e fechar de olhos, Hermione e Harry encontraram-se separados de seu amigo, que foi depois da rata e foi atacado pelo cão negro que Harry visse faz nuns dias junto ao gato da castanha, quem arrastou a Ron para um buraco dentro de Salgueiro Boxeador e agora ambos estavam feridos, porque tinham sido atacados pela árvore.

-E agora que fazemos?

-Pedir ajuda! - gritou Hermione. - Socorro, socorro!

Os sentidos afiados de Santino escutaram o sinal de ajuda e seus olhos agudos olharam para a fonte do som, pôde dizer que não foi uma surpresa ver a sua afilhado convulsionado e assustado. Gritou para chamar sua atenção, mas estava demasiado longe. Seus olhos abriram-se como pratos ao notar que se metiam na árvore gigante. Deixou sair uma maldição em sua língua materna e correu para poder seguir a esses meninos insensatos.

*Casa dos Gritos*

Hermione e Harry estavam parados protetor em frente a seu amigo Ron, enquanto Sirius Black assinalava-os com a varinha do ruivo. Pelo canto de olho, o moreno pôde ver um coelho branco trêmulo num canto do lugar.

-De modo que você é Black… - murmurou Harry, sem temor. Se tivesse-o querido matar, já o tivesse feito. Verdade? - Que é o que quer…?

Um brilho estranho passou pelos olhos de Black, ao olhar a atitude de Harry.

-Harry… ele quer te matar… - sussurrou Ron.

-Ele não me vai matar, Ron… levo aqui cinco minutos e não o fez… - olhou a Black com os olhos entrecerrados. - Que deseja de nós? De mim…?

-De ti nada… o que quero o tem teu amigo…

-Eu...? - gritou Ron.

De repente, escutaram-se uns passos acercando-se onde estavam e a porta se abriu para revelar a Remus Lupin-Malfoy.

-Rapazes! - exclamou, foi nesse momento que Harry tomou a varinha de Hermione e a apontou a Black… por se talvez. - Sirius! Que está a passar aqui…?

-Remus… - grunhiu Sirius com alienação, ao olhar a túnica cara de seu amigo. Quase deu-lhe um infarto quando leu num jornal que seu querido Moony era esposo do loiro arrogante de Slytherin!

-Oh… Sirius. Sempre soube que era insensato… mas não a este grau. A que tem vindo?

-Professor…? - perguntaram os outros três. Como era que seu querido professor falava com tanta familiaridade com o preso?

-Viemos para procurar minha liberdade…

-Viemos? - Foi nesse momento que todos puderam apreciar ao coelho de olhos azuis que veio saltando lentamente até ficar junto aos pés de Sirius. - Oh, Merlin!- os olhos de Remus abriram-se como pratos. - É um animago…? Mas como…?

-Puseram-no junto a minha cela quando o pegaram. - murmurou Sirius, agachando-se para tomar ao coelho em suas mãos. - Fui eu o primeiro em me dar conta, falamos e ele me disse o arrependido que estava, se sentia culpado por não ter podido fazer nada por meu irmão quando o mataram… e decidi o ajudar a que se convertesse… para que pudesse o passar melhor… como eu…

-Então ele não é mais um fiel servidor…?

O coelho removeu-se nos braços de Sirius e o animago deixou-o no chão. Do pouco, o coelho foi mudando até tomar a forma de um homem que luzia tão sujo e desgabado como Black.

-Não, Senhor Malfoy. - respondeu com voz grossa. - Nunca mais voltarei a ser um comensal, não após que ele me tirou a Regulus…

-Oh… Rabastan, estou tão feliz. -murmurou Remus, acercando-se a abraçar ao garoto.

Rabastan Lestrange abriu os olhos como pratos e respondeu torpe ao abraço do homem-lobo. Após tantos anos em prisão, tinha perdido a sensação de ser tocado por outra pessoa.

-Sim… sim… tudo muito lindo, mas agora eu quero saber que os traz por aqui. - disse uma voz irritada.

Todos giraram à porta e olharam a Santino, que se parava no marco da porta, luzindo muito enfadado.

-Você! - grunhiu Remus, seus sentidos de lobo que estavam aumentados, o faziam se sentir irritado com o vampiro.

-Sim eu! - murmurou, fulminando ao licantropo com a mirada, seus próprios sentidos que o faziam estar alerta. Girou-se para fazer frente a Sirius. - Diga-me por que está aqui… e desejo uma boa razão para isso…

-A resposta que procura está nas mãos do ruivo. - grunhiu Sirius, para nada intimidado. A raiva e revelação que sentia nesse momento nublava seu julgamento.

Remus girou bruscamente a olhar a Ron e seus olhos abriram-se como pratos. Santino parecia confundido.

-Merlin!

-Que…? Que passa com minha rata? – piou Ron

-Sim! Que passa com a rata? - gritou Harry, estampando um pé no andar, demonstrando o menino estragado que era. Mas é que o incomodava que todo mundo falasse de algo que não entendia!

-Essa não é uma rata. - voltou a rosnar Sirius. - É um animago… chamado Peter Pettigrew.

-Absurdo! - gritou Ron.

-Cala-te, Ron! - grunhiu Harry, fulminando com a mirada a seu amigo. - A ver você… - assinalou a Sirius com a varinha. - Dê-me uma versão resumida de seus motivos para vir aqui… minha paciência está a chegar a seu limite.

-Igual a Lestat… - murmurou Santino, mas Harry ignorou-o.

Foi então que Sirius e Remus se puseram a explicar os motivos que os levaram à situação nas que estavam agora.

-Apreciou-me sentir seu cheiro… mas não podia ou não quis o crer…

-Como que seu cheiro? - perguntou Harry.

-O professor é um homem-lobo, Harry. - disse Hermione, pondo os olhos em alvo.

-Que…? - pestanejou. - Oh, recordo-o! Ouvi-o dizer em casa…! Mas como o sabem vocês?

-Eh… todo mundo o sabe, Harry. - disse Ron, luzindo incômodo. Sua perna doía! - Quando Lucius Malfoy se casou com ele, se armou um escândalo no Mundo Mágico, porque um sangue puro se atreveu a unir com uma criatura escura…

-Mas o Senhor Malfoy os ignorou a todos e é mais, desde então tem lutado pelos direitos dos licantropos e eles agora têm melhores direitos no Mundo Mágico, até podem conseguir trabalhos decentes, desde que se tomem a poção Matalobos… suponho que é bem como o professor conseguiu este trabalho.

-Excelente como sempre, Hermione. - alabou Remus, fazendo que a castanha se ruborizara.

-E…? - pediu Santino, com impaciência.

Remus tomou uma longa respiração e seguiu com seu relato a respeito de seus anos em Hogwarts, sem ser interrompido por ninguém.

-Sabia que era inocente?

Remus olhou com culpabilidade a seu amigo.

-Sim… Luc disse-me… mas não sabia o dos muggles e Peter! - agregou, ao ver a mirada de traição de seu amigo.

Sirius não sabia que pensar, por um lado entendia a seu amigo, mas não podia deixar de sentir algo de rancor ao saber que Remus esteve ao tanto de parte de sua inocência.

-Wow… um animago, uh? - a voz de Harry interrompeu seus pensamentos.

-Conheço esse brilho em seus olhos, Harry de Lioncurt e de agora te advirto que te vá esquecendo de isso… - advertiu Santino.

-Hmph. - bufou Harry. Como se fosse que seu tio poderia o deter de viver essa experiência.

Desta vez foi Sirius quem continuou o relato. Um sentimento estranho se alojou no coração de Harry, ao escutar algo sobre a vida de seus verdadeiros pais. Talvez seja nostalgia e algo de pena, ao pensar o que terão sofrido ao se saber traídos por um de seus melhores amigos.

-Então… querem dizer que meu Scabbers é Pettigrew?

Sirius pareceu deixar de enfurnar-se e luziu animado ante as palavras de Ron.

-Se deixa-lo no chão… demonstrarei.

E, efetivamente, após um simples movimento de varinha, a rata revelou-se como um homem gordo e dentuço. Harry fez um gesto de asco.

-Bem… bem… de modo que o pequeno traidor esteve todo este tempo em nossa habitação e nós sem o saber. - murmurou Harry, seus olhos entrecerrados.

-Faz favor, Harry… não me mate. - piou a rata, pateticamente.

-Não, se não o vou fazer… - disse Harry, fazendo uma careta.

Quando o garoto levantou a varinha, Peter gritou como uma rapariga e tentou escapulir-se, mas Santino se moveu rapidíssimo e o pegou da sobrepõe da camisa que levava.

-Que… rápido. - murmurou Rabastan.

-Vampiro… - foi todo o que disse Santino, sorrindo vitorioso, mostrando suas pressas alongadas.

-Desmaius!

-Não! - gritou Sirius. - Tivesse deixado a mim!

-Por suposto que não! - exclamou Remus, interpondo entre o corpo do traidor e Sirius. - Não há necessidade de cometer um assassinato em frente aos meninos, Sirius!

-Que?! Desejo minha vingança, Remus!

-Que melhor vingança que o levar a Azkaban? Que sofra o mesmo que você sofreu todos estes anos por sua culpa? E diremos que é um animago, assim não terá possibilidades de escapar.

-E você será livre… - agregou Hermione.

Sirius congelou ante essas quatro palavras e podia-se ver o conflito de emoções em seu rosto. Rabastan viu isso e se acercou para tomar um de suas mãos.

-Escuta-a, Sirius. Estar livre de cargos e poder viver a vida que te tiraram é muito melhor que te manchar suas mãos com seu sangue sem valor.

Isso pareceu terminar de convencer a Sirius e ele mesmo convocou umas sensatas sobre o corpo desmaiado de Pettigrew.

-Bem, então larguemo-nos daqui! - exclamou Santino. Seus sentidos tinham aumentado ao máximo e algo lhe dizia que o licantropo lhe ia dar problemas, por isso se localizou junto a Remus, para prevenir qualquer contrariedade.

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-Algo mau…?

Louis deixou de esfregar sua pele e olhou com apreensão a seu amante.

-Minha pele está zumbando… quase igual como quando sinto que nosso filho pode estar em perigo… não tem recebido palavra de Santino?

-Não, não ainda… esperava uma coruja para manhã.

-Acha que poderemos ir a Hogwarts agora? Tenho um pressentimento…

*Hogwarts*

-Parecem que te criaram bem, Harry.

-Sabe com que tipo de pessoas vivo?

-Inteirei-me… - assentiu seriamente. Tinha sido um choque para ele se entrar que seu querido afilhado tinha sido adotado por uns vampiros, mas vendo ao menino durante todo este ano, teve que admitir que tinham feito um excelente trabalho. - É feliz com eles?

-Por suposto! Se não fosse por meus pais… quem sabe onde teria ido parar. Tenho tios, tias e até avôs. Sempre me deram tudo o que quero e o principal… amor. Por que…?

-Bem… entregar a Pettigrew significaria minha liberdade e… - tossiu. - Seus pais nomearam-me seu padrinho e tutor quando nasceu… é meu dever velar por tua felicidade…

-Me alegro que os Potter se tenham preocupado por isso… mas sou feliz com meus pais e não mudaria por nada. E tenho já um padrinho… - assentiu em direção de Santino, que não tirava seus olhos de Remus.

-Não há necessidade de ser tão duro, colega. - murmurou Ron, que era ajudado por ambos para caminhar.

-Não… ele tem razão… se é feliz onde está, não tenho direito ao tirar dali.

Harry fez uma careta de dor ao ver a expressão desgraçada do animago, só pôde compadecer-se ele.

-Talvez… talvez você possa vir a minha casa… - murmurou.

Os olhos de Sirius abriram-se como pratos. Santino, ao escutá-lo, olhou com incredulidade ao rapaz.

-Não acho que seus pais tomem bem que ande fazendo esse tipo de convites, Harry. - assegurou.

O garoto só se encolheu de ombros, já veria ele que fazer para os convencer. Ao fim chegaram ao final do túnel e Hermione e Rabastan foram os primeiros em sair. No entanto, quando Rabastan ficou congelado na saída ao ver o céu, foi demasiado tarde para advertir a Remus que não saísse. Lá fora, a lua cheia estava grande e reboante e foi inevitável que o licantropo se transformava. Os dois animagos reagiram em seguida e arremeteram contra o lobo, enquanto Santino protegia aos meninos. Mas seus esforços resultaram inúteis, Longears foi o primeiro em cair inconsciente e o cão teve que correr, para não ser devorado pelo lobo.

-Merda! Isto é inútil! - exclamou Santino.

Ante as miradas aterrorizadas de Ron e Hermione, os olhos de Santino injetaram-se de sangue e suas presas cresceram até sobressair de sua boca.

-Deseja um luta, lobo?! - perguntou, com uma voz fria que fez tremer aos três Gryffindors. - Vêem aqui, luta contra mim!

E o lobo atacou. A luta era feroz e os três sabiam que esses já não eram o professor Malfoy ou o tio de Harry, senão duas criaturas escuras que eram inimigas desde faz séculos. Santino conseguiu levar ao lobo ao bosque, afastando dos meninos. No entanto, sua ida não afastou o perigo deles, porque justo no momento que tentaram suspirar aliviados, centenas de Dementadores começaram a vir desde o céu.

-Maldição! - gritou Harry, antes de começar a correr.

-Harry! Aonde vai?!

-Vigia a Pettigrew e a Ron, Hermione. - gritou, desapreciando depois de um colina. - Tenho que ajudar a Sirius…

No entanto, esta noite não parecia favorecer aos bons, senão só aos maus. Não bem Hermione deixou de olhar com angústia o lugar onde desapareceu seu amigo, congelou ao sentir a Peter se remover, não passou muito tempo até que o homem abriu os olhos e riu com malícia ao ver que seu único vigilante era uma menina com uma varinha que tremia em suas mãos.

-Vemo-nos… preciosa. - sibilou, antes de transformar em sua forma animaga e fugir.

-Oh, não! - exclamou, tento ir depois dele, mas Ron deixo sair um gemido e ela girou a cabeça, para ver a seu amigo muito pálido.

-Não… não me sinto bem, Hermi… - sussurrou. Ela viu, com horror, que a ferida na perna voltava a sangrar.

-Aguenta, Ron! Ajuda! POR FAVOR, AJUDA!

Lá dentro

-Tsk… como sempre, esse Dumbledore não sabe nada… - se queixou Louis.

-É que talvez não passou nada. - agregou Marius, que vinha caminhando depois deles. Por suposto, o casal tinha chegado por Rede Flu, pela lareira do despacho de Marius, que estava ligada com a da mansão dos Vampiros.

-Hmph.

-Anima-te! Ao menos deu-nos a senha da Sala Comum e vamos poder ir desconcertá-lo em frente a seus amigos!

-POR FAVOR, AJUDA!

A pele dos três Vampiros arrepiou-se ao escutar o sinal de socorro e correram até onde provia. Todos a tinham reconhecido, se tratava da voz da melhor amiga de Harry, Hermione Granger.

*Cerca do Lago*

Harry desesperou-se ao ver como os Dementadores começavam aos rodear, como a frialdade se apoderava de sua pele e como os gritos de Lily Potter cresciam mais fortes em sua mente. No andar, junto a ele, estava um desmaiado Sirius Black, pálido pela ferida que lhe tinha deixado o licantropo em sua luta.

-Tenho que os parar… - se disse com decisão. Levantou-se e fechou os olhos. Pensou na felicidade que teve quando ganharam a taça, em todas as vezes que sua papi Lou lhe cantava para dormir quando era pequeno, quando lhe diziam que o amavam e quando compartilhavam com papi Let uma saída familiar. Quando voltou a abrir seus olhos, estes eram mais brilhantes do normal e de sua varinha já se podia ver sair uma fumaça prateado. - EXPECTO PATRONUS! - bramou.

Ante seus olhos incrédulos, da luz prata de sua varinha, começou a formar-se um cervo macho enorme, mais alto que ele. Os Dementadores começaram a gritar e fugiram do lugar a toda a pressa, o poder do Patronus até destruiu alguns deles. A sua mente veio a lembrança do que seu professor lhe disse não faz mais de uma hora e sorriu.

-Aí está minha homenagem e agradecimento por dar-me a vida… James Potter.

-Harry!

O moreno giro com brusquidão ao escutar o grito e sorriu revelado. Não era surpresa ver chegar a seu papai nos momentos onde ele estava em perigo. E bem como seus olhos ligaram com os verdes, cedo o cansaço e a tensão tomaram partida em seu corpo e caiu desmaiado, salvando-se de estrelar-se contra o corpo de Sirius pela rápida ação de Louis.

-Filho! - chamou com apreensão, mas suspirou revelado ao ver que só estava desmaiado. Depois seus olhos se estreitaram ao ver o corpo no chão. - E este quem é?

-Diria que é Black. - contestou Lestat.

Os lábios de Louis formaram uma linha fina, de descontentamento.

-E daí faremos com ele?

-Levá-lo a casa… - contestou uma voz atrás deles. Tratava-se de Santino, que vinha coxeando e tinha uma grande ferida no peito.

-E a ti que te passou? - perguntou o loiro.

-Enfrentei-me com o lobo residente do castelo. - fez uma careta. - Devo dizer, muito a minha vergonha, que se não fora pelo hipogrifo que estava a caçar nesses momentos, o licano me tivesse derrotado. Maldito! É forte o condenado…

-Referes-te a Malfoy?

-Ajap. - sorriu ao ver a cara de Louis. - Não se preocupe… o deixei para perto de a choça do guarda bosque, quando se acorde, seguro será visto por ele.

-Bom… - suspirou o moreno, levantando a seu filho em braços. - E daí é isso de nos levar a Black a casa?

-Teu filho concedeu-lhe asilo. - encolheu-se de ombros.

-Que?!

*Cerca do Salgueiro*

-Um… professor? - disse Hermione, tentativa, olhando com apreensão o coelho nos braços de Marius. Ron, desmaiado pela dor, vinha sendo levitado por sua própria varinha. - Esse não é um coelho normal…

-Eu sei, pequena. - sorriu. - Vou levar-me ele a meu despacho e espero que me guarde o segredo, ok?

-Oh… seguro.

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*Enfermaria*

-Lioncurt tinha que ser. - disse Severus com desprezo, enquanto deixava suas poções na mesa de Pomfrey, para que curasse a Ron.

-Que quer dizer com isso? - perguntou Louis à defensiva.

-Disse o que quis dizer, Senhores. - murmurou. - Seu filho tem um estranho complexo do herói que deveriam tratar de conter, sendo ambos seus guardas.

-Como se atreve! Temos criado bem a nosso filho!

-Não lhe faças caso, Louis. - disse Lestat, fulminando com a mirada a Severus, este lhe devolveu. - O importante agora é saber se Harry e Ron estarão bem.

-Estarão. - disse Pomfrey, com fastio. - Bem como esses meninos tendem a pôr-se em sumo perigo, também curam muito rápido. Não há nada do que se preocupar.

-E você onde estive todo este tempo, Severus, meu rapaz? - quis saber Dumbledore. Segundo palavras do próprio Severus, ele se tinha autoproclamado vigilante de Harry Potter, mas hoje nem suas luzes.

Snape se ruborizou, tossiu nervoso e olhou para outro lado.

-Tinha uma visita. - sussurrou, mas todos os ouviram.

-Oh… - os olhos azuis de Dumbledore brilharam, dando a entender que sabia que classe de "visita" se tratava.

As portas abriram-se, para revelar a um muito contrariado Lucius Malfoy, que chegava com Remus inconsciente, e Bill Weasley que trazia a Camila e Derrick, o seguiam Lucas e os gêmeos Weasley.

-…Bill. - disse Severus, com voz estrangulada. - Que faz aqui?

-Os gêmeos estavam a acompanhar-me até o lugar de Aparecimento, quando nos encontramos com Remus neste estado. Trazíamo-lo ao castelo quando nos topamos com Malfoy e sua família. - respondeu o ruivo, tomando um dos braços do pocionista.

-Mamãe estará bem…?- perguntou Lucas, choroso.

-Sim, filho. - respondeu distraído. Snape se horrorizou ao ver como Lucius levantava uma sobrancelha em curiosidade.

-Hey… Que lhe passou a nosso tio querido? - perguntaram os gêmeos ao uníssono.

-Nada que lhes interesse. - sibilou Ron.

-Awww… feres-nos. - arrolaram.

-Em fim… vamo-nos, temos que organizar nossa última broma, antes de final de ano. - disse Fred. Quando ambos giraram, sorriram nervosos ao notar a Dumbledore na enfermaria.

-Eu não escutei nada. - disse o maior, piscando um olho.

-Obrigado! - exclamaram, com uma reverência. - Vemo-nos depois, Pa, Ma!

-… eles disseram Pa…? - disse Lucius, a cada vez mais confundido.

-Um… acho que devemos deixar a enfermaria. - disse Bill.

Assim, os três abandonaram a enfermaria. Deixando a Lucas olhando com apreensão a Remus e a Derrick dormindo na cama junto a sua mãe. Camila tinha tomado lugar junto a Hermione numa cadeira.

-Seus filhos?!

O grito horrorizado fez saltar a todas as pessoas que estavam na enfermaria, menos a Dumbledore claro, que riu sem razão aparente.

*Em outro lugar*

Marius saiu de seu banho e depois foi à jaula que agora continha a dois coelhos, um bebê e outro mais crescido. O vampiro tomo ao maior e olhou-o aos olhos.

-Vou levar-te ao banho… - comentou, enquanto caminhava até o lugar. - Ali tem elementos de limpeza e roupa. Sei que é um animago e gostaria de ver-te com sua verdadeira forma… se é possível.

Com paciência, Marius deixou ao coelho no chão do banheiro e fechou a porta. Passaram mais de cinco minutos até que ao fim escutou a água da chuveiro correr e sorriu. Uma hora depois, a porta do banheiro abriu-se para revelar a um rapaz de não mais de trinta anos. Os olhos eram celestes como os conhecia, o cabelo agora curto era castanho escuro, a barba também estava desaparecida, revelando um queixo fino e pálido. Seus pómulos e olhos estavam algo sobressaído pela desnutrição, mas isso poderia remediar com algo de comida e Marius se ficaria feliz de ver como seriam mais recheados. A altura era média e as roupas que lhe tinha emprestado eram algo grande.

-Assim está melhor. - alabou Marius.

-Um… Obrigado. - disse Rabastan, algo incômodo.

*Mansão dos Vampiros*

-De modo que esse é Black. - disse Jesse desde a porta.

O animago tinha sido curado por Santino e agora dormia placidamente em sua cama. Roncava, muito à diversão da ruiva, que espiava desde a ombreira.

-Assim é… e será nosso hóspede, ao menos até que Louis e Lestat falem com Harry.

-Oh… e por que o trouxeste a sua habitação?

Santino removeu-se incômodo em seu lugar e olhou para outro lado.

-Não tenho uma razão em particular. - murmurou.

-Oh, vejo. - disse Jesse, sorrindo com sabedoria.

*Hogwarts*

Segundo a versão de Dumbledore, o Trio de Ouro tinha resultado ferido ao tentar refugiar-se do licantropo enlouquecido que quis os atacar, porque disturbaram seu refúgio. Lucius não estava muito feliz de que lhe jogassem a culpa a seu esposo, mas até o mesmo Remus disse que era o melhor, porque preferia isso a que dissessem a verdade sobre seu amigo e Rabastan. Ademais, Lucius deixou de protestar quando seu esposo lhe disse não voltaria a ensinar a Hogwarts no ano seguinte, devido a essa desculpa.

-Não posso achar que me tenha ocultado algo assim todo o ano, Severus.

-Deixa de molestar com o mesmo, Lucius. Disse-te, não?

-Porque não te ficou outro remédio.

-Basta os dois, faz favor? Quero ter meu banquete de despedida sem os dois que brigam como meninos. – repreendia Remus.

Eventualmente, as classes terminaram e os alunos abandonaram Hogwarts. No comboio, Harry Hermione, Ron e Neville olhavam com estranheza a Marius, quem acompanhava-os no mesmo vagão. O motivo era o coelho branco que descansava em sua perna e dormia, enquanto ele o acariciava.

-Um… professor?

-Diga-me, Hermione…

-Acho que… - agacho a cabeça. - Abandonarei sua classe no ano que vem. - suspirou. - É demasiado para mim… nem sequer com o Giratempo poderei seguir o ritmo.

-Não tem por que se preocupar, Hermione. Eu entendo.

-Obrigado!

-Maltrata! - disse Neville, chasqueando os dedos. - Sabia que tinha gato encerrado em seus aparecimentos e desaparecimentos misteriosos em classes.

-Não entendo… Que é um Giratempo? - perguntou Harry.

Continuará…

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Nota tradutor:

Mas um capitulo pronto e esse Harry se faz de tonto com perguntas obvias!

Espero ver vocês nos próximos capítulos

Ate breve

Fui…