Oi meus amores! (:
Como estão? Sinto muito pela demora, mais uma vez, mas estou sem net já faz umas três semanas, no mínimo.
Acabei escrevendo a fic num caderno para quando ela voltasse, eu pudesse postar rapidão.
Infelizmente ainda estou sem net, mas dei um jeito de arranjar um computador conectado pra postar a fic pra vocês e receber os parabéns. [Não, meu ego não está dessa tamanhão, gente. Os parabéns não é pela minha escrita divina e minha fic glamourosa (aham, tá... heuaheoaheahe) mas porque hoje é meu aniversário! *-*]
Portanto, esse capitulo fica como um'presente' pelo meu aniversário. hahahaha
Espero que vocês gostem! Pra falar a verdade, é um dos meus favoritos.
Sei que ainda está meio confuso, mas aposto que já dá pra tirar do que cada um significa, não?
As coisas vão acabar se desenrolando logo logo, mas espero, do fundo do meu coração, que vocês continuem gostando da estória.
Rezo para que vocês não se decepcionem comigo! De verdade mesmo *-*
Bom, por hoje é isso! Espero que gostem mesmo.
Sempre que possível vou fazer da casa de algum amigo uma lan house pra responder minhas lindas reviews!
Espero que minha net volte logo para eu conseguir postar o próximo capitulo rapidinho pra vocês, tá?
Um grande beijo!
/Izadoora (:
Edward Pov
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Depois de me despedir de Bella, a minha intenção seguinte era cair na cama e só acordar no ultimo minuto para ir pro colégio, mas assim que entrei na casa, percebi o ar pesado que meu pai carregava.
Eu havia achado que era algum problema no hospital, pois ele estava assim quando voltou de lá antes, mas vendo-o da mesma maneira agora, sabia que ia além.
Sentados na sala, tanto Esme quanto meus irmãos pareciam ter percebido seu jeito, já que o encaravam da mesma maneira que eu.
- Aconteceu alguma coisa, Carlisle? – Esme perguntou baixinho, mas num tom suficientemente alto para que todos nós ouvíssemos.
Fora como se ele tivesse saído de um transe. Piscando rapidamente os olhos, sua visão voltou a foco.
- Não é nada, querida – não havia como não ser nada. Carlisle nunca ficava desse jeito, muito menos sem motivos.
Talvez ele não quisesse compartilhar aquilo com a gente. Talvez ele quisesse esperar mais um tempo para nós contar ou simplesmente não nos contar.
Só podia ter a certeza de que era alguma coisa séria.
Séria o bastante para tirar todo o brilho de seus olhos.
- Tem certeza? Você... – não havia mais como ouvir o que Esme falava e pra falar a verdade, não me esforcei para entender.
- Você acha? – Carlisle falou mais alto depois de um tempo.
- Melhor por você, meu amor... Se eles forem mesmo amigos, não?
- Tudo bem – ele virou para nos encarar. Depois de alguns segundos de sua respiração pesada, ele disse por fim – Sábado eu perdi um paciente e é por isso estou agindo um tanto estranho. Na verdade aconteceu um acidente e ele chegou lá sem muito o que pudesse ser feito... Ele tinha a idade de vocês mais ou menos. Pra falar a verdade, eu fiquei tão, sei lá, fragilizado com ele, com o que aconteceu e com a cena de logo mais que eu não quis ver sua ficha. Eu só sei seu nome e pelo o pouco que ele conseguiu dizer, sabia o meu e por isso, penso que talvez ele possa ser amigo de algum de vocês...
O desconforto e mal estar foi geral. Alice se acomodou em cima de suas pernas dobradas em cima do sofá enquanto Jasper a abraçava.
Não podia ser Jacob, já que ele ainda estava no hospital e uma certa leveza me pegou por esse pensamento. Uma perda dessas acabaria com a Bella! Mas ainda assim, o fato de alguém que eu conheça morrer dessa maneira não seria nada... é.
- Qual o nome dele, Carlisle? – Rosalie perguntou.
- Alec.
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Alec POV
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Hotel de Forks, 13 de setembro.
Aniversário da Bella.
- Vamos? - era a terceira vez que Jane me chamava. Eu estava demorando de propósito, fazendo com que meu banho e minha troca de roupa demorassem o triplo do tempo de Jane, que já não era pouco.
- Só mais alguns minutos – falei, arrumando minuciosamente meu cabelo diante do espelho do pequeno banheiro, coisa que eu dificilmente fazia, sem olhá-la.
Não, eu não queria ter que olhar Jane nesse momento... Eu não queria sentir de novo aquele turbilhão de sentimentos confusos que sempre sentia ao vê-la. Eu precisava tomar coragem, mantê-la e entrar num personagem, coisas que há muito tempo eu não era obrigado a fazer, felizmente.
Talvez ela soubesse disso, talvez não... De qualquer forma, Jane se posicionou alguns centímetros ao meu lado, assim, entrando em meu campo de visão através de sua imagem refletida no espelho.
- Como estou? – perguntou, mostrando seus dentes incrivelmente brancos em um sorriso, que para muitos seria misterioso (assim como tudo que a envolvia), mas eu conhecia Jane, ou pelo menos conhecia tudo o que ela me permitia conhecer. Isso era o bastante para entender o misto de sinceridade, incerteza e até mesmo maldade na grande maioria de seus gestos. Sabia também que ali havia dor, maior ou na mesma proporção que a que ela me proporcionava.
- Você está...linda – meus olhos se demoraram nos dela por mais tempo do que eu gostaria.
- Obrigada! – ela falou, abrindo mais seu sorriso e entortando sua cabeça de um jeito gracioso – Você também está muito bonito! Mas agora vamos, tá?
Eu joguei a escova em cima da pia enquanto Jane me puxava pelo braço.
Ali, deixava minha dignidade e no meu bolso, dentro de um envelope pardo, levava meu caráter.
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Edward Pov
Eu senti meu queixo cair ao ouvir o nome sair da boca de Carlisle. Não era possível! Alec não podia estar... morto. Assim, simplesmente morto! Do nada!
Uma parte do meu cérebro foi capaz de processar o olhar de Alice e de Emmett recaídos sobre mim, mas essa parte era pequena demais para que eu me importasse.
Eu não sabia como agir, o quê falar... Pra falar a verdade, eu poderia apostar que eles não estavam mais aqui! Não depois do acidente e do que eles aprontaram no hospital. Aquilo já teria sido o suficiente, não? Pelo menos, fora muito mais do que eles costumavam fazer antes.
Por mais horrível, tenebroso, macabro e absurdo que pudesse parecer, um pensamento não saia da minha cabeça: quem devia estar ali, no lugar de Alec, era Jane.
Eu não podia falar um porque, afinal, ambos eram horríveis tanto comigo quanto com meus irmãos, mas algo em Jane, me dizia que era ela... Era ela que tinha um real problema.
Mesmo com toda a raiva que eu tinha de Alec por ele ter beijado Bella e todas as outras 'traquinagens' de antes, eu só conseguia sentir pena dele. Ele era apenas um ano mais velho que eu! Ele era novo demais pra morrer de um jeito tão intenso... Horrível o suficiente para abalar Carlisle.
Eu queria perguntar o que havia acontecido realmente... Queria saber se Jane estava junto com ele... Mas eu ainda parecia ter assimilado tudo aquilo apenas superficialmente. Como se essa parte não fosse suficiente para que eu pudesse formular uma pergunta.
Não havia percebido que não piscara até sentir meus olhos arderem. Não havia percebido que não fechara a boca até esta se tornar incrivelmente seca.
Mas eu sabia que ninguém faria nenhuma pergunta. Sabia que meus irmãos estavam também num estado igual, ou pelo menos, parecido com o meu.
Sabia também que eles esperariam até que eu me manifestasse.
- O que houve, Carlisle?
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Alec POV
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Port Angeles, Sábado
Dia do Acidente.
Fazia quase dois meses que eu estava naquela cidade, longe dos meus amigos, longe de tudo que realmente me importava.
Bom, quase tudo.
Jane não parecia se importar de estar perdendo aulas. Todos os dias, ela chegava tarde, cheia de compras como se quisesse compensar... É, ela tinha o direito, não?
Deitado no quarto de hotel, tentava manter minha rotina de estudos e meus planos de entrar na faculdade que cultivava antes dela entrar na minha vida.
Colocando o livro de física pro lado, pude ver aquele velho pedaço de jornal rasgado que eu fazia questão de guardar para sempre lembrar o que, indiretamente, causei.
Setembro, 14
Jornal de Forks
Na madrugada dessa quarta-feira, um acidente envolvendo uma Mercedes e um Volkswagen Rabbit causou três vitimas, felizmente, nenhuma fatal.
Edward Cullen e Isabella Swan voltavam de uma festa quando tiveram seu carro arrasado pelo Rabbit, dirigido por Jacob Black, um adolescente que vive em La Push.
Todos os envolvidos foram encaminhados para o Hospital geral da cidade. A situação em que cada um se encontra ainda não foi divulgada.
Havia uma foto de dois carros arrasados e uma pequena nota dizendo que a reportagem continuaria na próxima página. Eu não precisava daquela parte... A minha culpa cabia o suficiente nesse pedaço.
Eu já havia lido aquela reportagem milhares de vezes e todas as vezes, a culpa me consumia, fazendo com que eu mal conseguisse respirar.
Se eu não tivesse ido àquela festa, se eu não tivesse feito o que fiz com Bella, eles não teriam saído mais cedo e conseqüentemente, não teriam sofrido aquele maldito acidente!
Mas havia alguma coisa ali que me incomodava, mas eu não conseguia saber o que era... Talvez, se eu lesse alguma outra coisa sobre o acidente.... Afinal, era quase impossível não haver mais nada escrito sobre aquilo! É, eu precisava dos outros jornais daquela semana e aí, provavelmente, eu encontraria o que estava faltando.
Em alguns segundos no Google, fui capaz de achar o site oficial de Forks e rezava para que eles mantivessem um histórico das noticias impressas no jornal.
Voi là! O jornal do dia 15 de setembro estava ali, em sua versão virtual.
Não foi surpresa alguma em ver que a reportagem de primeira página era mais uma vez sobre o acidente.
Setembro, 15
Jornal de Forks
O acidente que ontem chocou a cidade e cuja causa permanecia ainda um mistério, finalmente, revelada. Devido ao trabalho extraordinário feito por especialistas e comandado pelo Chefe Swan, pai de uma das vitimas, foi possível esclarecer o ocorrido.
Como nenhum fator externo apresentou problemas, como a pista e o clima, ambos os carros foram rigorosamente revistados.
A Mercedes, dirigida por Edward Cullen, que embora tenha sofrido perda total, fora detectada sem problemas técnicos. Já o carro dirigido por Jacob Black, os especialistas foram capazes de descobrir a inexistência do freio e uma trava de segurança que, por algum motivo, prendeu a direção.
Sendo assim, a policia não foi capaz de acusar nenhum dos motoristas por esse acidente, embora a falta de freio e a trava, que muitos afirmam não poder estar ali obviamente, agucem ainda mais os instintos dos investigadores envolvidos no caso.
Por enquanto, não há nada a ser feito devido ao estado dos envolvidos, que fora revelado pelo hospital hoje mais cedo.
O estado de Jacob Black é o mais critico de todos, tendo sofrido paradas cardíacas, uma fratura no crânio e múltiplos ossos quebrados, assim como cortes por todo o corpo. Ele se encontra em coma desde sua entrada no hospital.
Edward Cullen, filho do Dr. Carlisle Cullen, um dos melhores e mais renomados médicos da atualidade, teve uma perna e um braço fraturado e um de seus pulmões perfurados. Devido a rápida ação de seu pai e novas técnicas usadas por este, seu estado é o mais estável no momento.
Isabella Swan apresentou alguns ossos fraturados e cortes por todo o corpo. Seu abdome fora também perfurado, mas, felizmente, nenhum órgão foi afetado.
(...)
Eu não fui capaz de terminar de ler a partir daí. Meus olhos ardiam enquanto minha visão se tornava cada vez mais sem foco, mais nebulosa. Não, não podia ser!
Agora eu sabia o que estava me incomodando e, ao contrário do que esperava, eu não senti alivio algum em saber o motivo.
- Jane.... – eu deixei escapar minha voz fraca, sentindo minhas lagrimas escorrerem pelo meu rosto.
- Alec? – num sobressalto, me dei conta de que não estava sozinha naquele quarto e juntei forças para encará-la. Eu não sabia há quanto tempo ela estava ali, mas podia ter certeza de que ela não fazia idéia do porque do meu estado.
Eu me senti enjoado! Eu me sentia usado... Finalmente havia percebido que todo aquele sentimento que nutria por ela, toda a culpa, a pena... Tudo isso não valia pelo o que ela estava fazendo com que eu fizesse. Não eram o suficiente para que eu fizesse tudo aquilo!
- Como você pôde? – eu deixei minha raiva e minha magoa transparecer em cada letra, cada silaba daquela frase.
- Do que você está falando? – eu podia ver o choque em seus olhos.
- Jacob! Jacob Black! Eu sabia que conhecia aquele nome! Como você foi capaz de fazer uma coisa dessas? – eu a segurava pelos ombros, chacoalhando-a - Vamos, me responda!
- Eu não sei do que você está falando, Alec! Eu não fiz nada! – havia terror em sua voz, medo. Havia também lágrimas...
Meu coração doía ao ver aquilo e a dor era praticamente insuportável, mas eu já havia feito muito por ela, acreditado muito nela, em que um dia ela fosse mudar... Não, não dava mais! Eu tinha que pensar nos outros também! Eu tinha que pensar em mim também!
Eu não era uma pessoa má no final das contas, mesmo sendo um absurdo dizer isso depois de tudo o que havia feito!
Não, eu tinha que fazer alguma coisa pra mudar isso e tinha que ser feito agora!
- Eu queria muito acreditar em você, Jane! De verdade... – eu a soltei, percebendo que chorava e soluçava feito uma criança.
- Onde você está indo? – Jane tentava segurar meu braço enquanto eu me desvencilhava dela.
- Eu vou contar tudo para eles! Eles não têm culpa de nada! Eles não merecem isso, Jane! Infelizmente, eu só fui capaz de perceber isso agora, Você me cegou com a sua dor, Jane. Você me fez basear todos os meus sentidos em você!
- Não, não faça isso! Por favor, não! Não vá! Você não pode me deixar aqui! Você me deve! Eles me devem!
- Eu sinto muito, Jane.
