Descrevendo uma história:

Cap.36. – A última tentativa.

Sexta tentativa para conquistar sua amada: A dança fervente.

O bolero de dois para lá dois para cá.

Eu confesso que estava ficando sem idéias. Mizuki me odiava completamente. Ela não atendia meus telefonemas. Ela desviava quando me via na rua. Fingia que eu não estava ao seu lado. Eu cheguei até a ver jogando fora uma carta que ela pensou que eu tinha escrito. Ah, e ela odiava definitivamente flores. Eu estava começando a ficar sem idéias quando eu participei de um sorteio idiota que concorria a uma noitada de dança. Eu nem acreditei quando eu fui buscar os dois ingressos para o baile. Achei que seria genial! Eu até comprei um terno – eu simplesmente odiava ternos, mas achei que ia ser ótimo. Supus que Mizuki gostaria que eu me mostrasse mais polido, mais sério, em trajes mais descentes. Eu até vibrei quando soube que seria de domingo o baile. Eu de alguma forma ou de outra tinha mergulhado em meus dois serviços. Trabalhando arduamente de segunda a sábado. Aliás, eu estava trabalhando muito mais do que podia me lembrar em toda a minha vida. Eu estava ficando até mesmo cansado. Muito cansado. Também não havia mais assaltado ninguém. Estava limpo por mais tempo do que podia recordar. Eu nem mesmo furtei absolutamente nada. Nem sabia o que era passar tanto tempo sem ter a mínima vontade de roubar. Eu mal podia acreditar que era eu mesmo. Não mesmo. Justo eu.

Resolvi pedir para um garoto entregar o convite para mim junto a um bilhete. Eu a chamava para ir se encontrar comigo às sete da noite do domingo para irmos bailar. Era ridículo, eu nem sabia dançar. Eu não vi o garoto entregar o convite, mas ele me garantiu que ela o pegou junto ao bilhete. O bilhete dizia: "Venha dançar comigo, Tadao". Só isso. Preferi dessa vez abreviar tudo. Ser direto e rápido. E rápido passou o tempo. Quando vi já era domingo. Quando percebi eu já estava usando meu novo terno e quando olhei no relógio ainda era cinco da tarde. Eu fui adiantado demais. As duas horas que se passaram a seguir foram massacrantes. Eu estava na frente da porta do baile. Esperando... Esperando... Esperando... E nada. Quando deu sete e meia eu comecei a perder as esperanças. Eu não tinha mais esperança alguma, então eu a vi. Ela não estava com nenhum traje de dança. Usava jeans e camiseta branca. Parou na minha frente sem sorrir. Aqueles mesmos olhos azuis. Aqueles olhos azuis que eu queria que só olhassem para mim... Alguma coisa estava fazendo meu coração acelerar, eu não conseguia compreender completamente.

- Eu vim aqui te dizer para me esquecer. – ela falou dura e seca. Sem pestanejar, sem gaguejar, a voz era forte que nem aço. Saiu até mesmo mais grave do que o habitual. A voz aguda e melódica foi obscurecida pela firmeza da fala.

Eu não falei nada. Eu estava começando a perceber que Mizuki estava cansada da minha insistência. Não que naquele momento eu tenha ligado muito. Eu realmente não estava me importando.

- Me esqueça, certo? Esqueça tudo o que passou. Não me procure mais. Apague logo dessa sua memória a minha existência. – ela pareceu suplicar.

De alguma forma aquilo doeu em mim. Era como levar uma facada pelas costas. Eu não conseguia entender como podia doer tanto isso.

- Volte para mim. – eu disse murmurando. Não pensei. Talvez se eu tivesse pensado eu não teria feito o que fiz. Eu a puxei para mim. Eu a agarrei pela cintura com muita forma e segurei uma das suas mãos. – Volte e dance bolero comigo.

Eu comecei a me chacoalhar. Para lá e para cá. Dois para lá e dois para cá. Mizuki começou a se debater. Ela parecia uma minhoca presa ao anzol. Balançava-se com desespero tentando se soltar do meu agarro. Era em vão. Parecia que ela buscava viver. Era como se eu fosse um bagre faminto que a encarava com vontade de comer. Parecia que eu ia comê-la viva. Mas, era extremamente cômico como ela se balançava tentando se soltar. Realmente me lembrando agora ela parecia uma minhoca tentando fugir do anzol. Mizuki bufou irritada e juntando toda a sua força ela me empurrou.

- Você é um idiota! – a boca dela fez um traço esquisito - Não entende nada! – berrou desesperada e saiu correndo.

Eu pisquei os olhos sem crer. O que foi aquilo? Indaguei. Eu juro que eu a vi sorrir, rapidamente. Mas, eu vi. Eu realmente vi. Mizuki sorriu e fugiu.

- Acho que estou perto...

Era estranho, mas meu coração parecia que ia pular do meu peito. Eu estava estranho. Eu estava soando frio. Eu estava me sentindo diferente.

Kagome fechou o livro e foi atender um cliente na floricultura. Depois que falou com o Kouga resolveu entrar e dormir. Ela precisava colocar seus pensamentos em ordem. Ela tinha finalmente desabafado tudo o que estava engasgado em sua garganta por tantos anos. Mal podia crer que fizera isso. Fez um lindo buquê para o homem e cobrou o valor dele.

- Obrigado, hoje é meu aniversário de casamento e quero surpreender minha esposa. – o homem disse.

Kagome sorriu e acenou quando ele foi embora. Também tinha Inuyasha. Ele havia ido embora sem entender muito bem o que estava acontecendo. Ela precisava ir atrás dele. Colocou a mão dentro do bolso do avental segurando a carta que ele havia a dado. Ela estava com medo de abri-la. Tinha medo do que esperar. Mas, ao mesmo tempo ela queria tanto ler algo dele. Ela não sabia muito bem como explicar essas suas vontades.

Ayame vibrou quando finalmente estava empregada. Estava finalmente alugando um apartamento minúsculo. Em um tempo extremamente curto. Ela mal podia acreditar que em apenas um dia ela havia conseguido duas coisas ao mesmo tempo. Ela estava realmente surpresa consigo mesma. Ela mal podia acreditar que estava conseguindo se superar.

- Bom dia Senhor! No que posso te ajudar? – ela questionou o cliente que entrou na pequena loja de jóias. Ela agradecia por sempre ter gostado de jóias e ter um grande conhecimento no assunto.

- Eu queria um colar... – a voz do homem foi sumindo. Ayame o olhou direito. Era Kouga. Ela não esperava revê-lo tão cedo.

- Um colar? Qual tipo de colar? – a voz dela não falhou. Ela queria parecer forte. Ou melhor, ela era forte o suficiente.

- Ayame! Eu pensei que nunca mais ia te achar. – ele disse aliviado.

- Então, Senhor que tipo de colar você quer? – ela perguntou novamente.

Ele segurou os ombros dela.

- Desculpa Senhor, você está me machucando. Se você não me largar serei obrigada a ligar para a polícia. – ela não queria conversar.

- Pare de falar asneiras! Eu quero que você volte comigo. Eu sinto sua falta!

- Não sei do que está falando. – Ayame negou.

Kouga a soltou revoltado e bateu as mãos na própria cabeça. – Pare de brincar comigo.

- Sinto muito Senhor, é melhor você voltar outra hora.

Kouga deu um sorriso torto. Era assim que ia ser. – Se você quer assim. – disse. A voz saiu num misto de raiva e ironia.

- O quê? – Ayame sentiu seus pêlos da nuca se eriçar ao ver o sorriso estranho de Kouga nos lábios.

- Eu quero um colar bonito, um colar para uma mulher.

Ayame o olhou desconfiada. Ele já tem outra? Não evitou pensar. Canalha. Completou mentalmente. – Qual tipo de colar?

- Ah, não sei, um colar para uma mulher bonita.

Vem me pedir para voltar com ele, mas no fim ele quer dar um colar para outra. Seria Kagome? Ayame não queria pensar essas coisas, mas não evitou.

- Tem que ser de esmeralda. – ele disse.

Ele nunca me deu um colar de esmeraldas, Maldito! Ela exclamou mentalmente e se direcionou para o balcão. Já estava arrependida de ter aceitado trabalhar num lugar tão perto do apartamento que Kouga estava. O apartamento que ela corrompeu para que pudesse ficar com ele. Em vão. Ele nunca parecia esquecer Kagome. A dor que estava querendo apagar voltou. Era por causa disso que ela tinha ido embora. Ela queria o esquecer, mas ele fazia questão de voltar. Quase uma praga. Ela pensou quando apontou para alguns colares na vitrine do balcão. – Temos esses três, algum lhe interessa Senhor?

- Eu quero um para uma mulher teimosa.

Idiota. Ayame pensou e pegou o colar que tinha várias pedrinhas de esmeralda. Era de ouro branco e ouro amarelo. Extremamente lindo. Lindo. Ayame pensou ao colocar o colar no balcão.

- Realmente lindo. – Kouga falou pegando o colar e olhando a pequena etiqueta com o preço. Caramba! Que facada! Exclamou mentalmente e engoliu o seco. Esse colar ia fazê-lo falir. – Vou levar.

Babaca, nunca me deu um colar se quer e agora vem aqui comprar esse colar caro para caramba para Kagome ou uma outra aí. Realmente Kouga eu te odeio mais do que tudo nesse mundo a partir de agora. Ayame pensou com raiva enquanto pegava a máquina do cartão. – Crédito ou Débito?

Kouga pensou um pouco. – Débi... Crédito. – ele não podia pagar em débito isso. – Pode ser em duas vezes? – perguntou envergonhado.

Idiota! Ayame pensou vitoriosa. – Sim.

Ela passou o cartão e ele colocou a senha sem fazer questão de escondê-la. Quando eles moravam juntos, ela vire e mexe usava o cartão dele.

- Sabe...

Ayame o olhou sem entender.

Kouga abriu o colar, passou a mão pelo pescoço de Ayame, que tentou fugir, mas não conseguiu, e fechou o colar. Deixou-o ali no pescoço de Ayame.

- Espero que tenha gostado.

Depois que disse isso deu de ombros e foi embora.

Ayame piscou os olhos sem entender. Sem ao menos saber o que fazer exatamente. O seu coração estava palpitando. Parecia que ele ia explodir a qualquer minuto. Pensou em sair correndo e abraçar Kouga. Afinal, pelo que parecia ele tinha a dado um colar caríssimo. Mas... Ela deu de ombros. Não queria saber. Ele que viesse a ver novamente. Eles podiam começar de novo. Talvez agora de outro jeito.

Sétima e última tentativa para conquistar sua amada: Os balões de amor.

Porque não consegui mais pensar em absolutamente nada...

O sorriso era minha última esperança. Ele havia me enchido de esperança, me mostrado uma única luz. A última luz. Lembrar daquele sorrisinho me fazia ter forças, mesmo que não me fizesse ter idéias. Eu estava desesperado. Havia jurado que sete era o número da perfeição e já bastava. Mais que isso não nada. Até mesmo um gato só tem sete vidas, por que meus planos deveriam prosseguir mais do que isso?Mas, o que eu deveria fazer?Aí estava o ponto! Eu não sabia! Não fazia nenhuma idéia. Minha mente fervilhou pelas duas semanas de vazio que se seguiram após o sorriso. Eu estava no desespero. Afundando-me no trabalho, no cansaço, sem dormir. Eu não comia direito. Eu estava obcecado. Louco!Eu realmente estava levando uma vida de cão.

Eu queria a Mizuki, pensei enquanto andava indo para meu segundo emprego. Aliás, esse era o meu maior pensamento. Eu quero aquele sorriso só para mim, eu completava insano. Eu estou enlouquecendo, era a minha certeza. Já conseguia me imaginar batendo a cabeça num poste, na parede, numa árvore em um momento de furor. Eu estava doido, completamente enlouquecido, ensandecido e faminto pela atenção e pelo amor dela. Mas, eu só recebia o desprezo. Ela me ignora, evitando-me a todo tempo. Eu mal conseguia imaginar algum momento em que eu e ela ficaríamos a sós e eu pudesse por meu último plano em ação. Minha última esperança. Além disso, eu estava começando a me sentir desestimulado, pois não tinha idéia alguma do que fazer. Estava certo que seria minha última tentativa, entretanto faltavam-me idéias. O que eu vou fazer? Perguntei-me desesperando.

A resposta veio do céu.

Eu coloquei a mão em minha testa para afastar a imensa claridade do sol. Sorri feito um demente. A resposta estava ali.

Já era meu salário desse mês afinal.

Cheguei em meu segundo emprego, já sabendo o que fazer e arquitetando tudo em minha cabeça. Eu queria que tudo desse certo.

Kagome soltou um longo suspiro. Puxando a carta do bolso de seu avental. O que ela podia fazer? Pensou em colocar a carta contra luz para tentar ver se enxergaria alguma palavra, uma única que fosse que sugerisse algum assunto. Seu corpo estremeceu de susto quando um cliente falou com ela. Ela deu um sorriso tímido e foi atendê-lo. Colocou a carta mais uma vez sobre o avental.

O cliente não quis levar as flores, mas deixou pago e disse para deixar separado o buquê. Ia fazer uma surpresa para a futura noiva. Colocou uma caixinha escondida no buquê. Obviamente era um anel.

Kagome ficou olhando fixamente para o buquê após a ida do cliente. Ela não conseguia desviar o olhar. Um anel... Lembrou-se do seu anel de noivado com Kouga. Estava tão aliviada depois da conversa que eles tiveram. Parecia que depois de anos ela havia tirado um peso das costas. Porém, não queria mais pensar e voltou a se afundar na leitura.

Eu a esperei do lado de fora da faculdade. A verdade era que eu havia faltado no meu emprego que havia mudado o meu horário, mas tudo bem. Eu estava segurando cem balões de ar. Na verdade, eu havia os colocado presos no chão com fita crepe. Era tanto balão que mal dava para me ver atrás deles. Eu estava praticamente bloqueando a passagem da faculdade. Mas, eu não estava ligando. Era a minha última tentativa.

Então, eu a vi.

Aproximando-se. Quando ela saiu pelo portão, eu o fiz. Peguei minha tesoura e fui cortando os fios que estavam presos nos balões, que eram todos vermelhos e forma de coração. Eu havia posto todos em uma altura que se eu passasse a tesoura rapidamente não haveria risco de furá-los. Então, eu saí correndo, cortando todos os fios. Os balões assim que estavam livres começavam a flutuar alcançando o céu. Atrás daqueles balões eu havia escrito no chão:

MIZUKI,

VOLTA COMIGO.

Com tinta.

Os fios do balão após cortados caiam desfalecidos sobre o chão, presos pela fita crepe.

Mizuki soltou um berro cheio de dor. Então, ela me viu.

Piscou os olhos.

Mas, eu podia ler, eu podia ler o desprezo em seus olhos.

Ela se aproximou.

- Eu já disse para você me esquecer. – falou com raiva.

Eu suspirei.

Eu estava realmente cansado dessa história. Eu não sabia o que fazer. Eu nunca havia sido domado desse jeito. Eu sempre havia sido um verdadeiro vira-lata, não um poodle mimado.

Eu virei de costas para ela. Doía no meu coração vê-la me desprezar. Ainda mais depois de eu estar sem um único vintém. Ainda mais depois de eu ter pensado sete formas – mesmo que inúteis, de conquistá-la outra vez. Depois de sete vezes desprezado. Agarrar a um único sorriso, não me parecia a coisa certa a fazer. Estava quase pensando que era um sorriso falso, um sorriso que me caçoava e não me enchia porcaria nenhuma de esperança. Era a minha cabeça que tinha imaginado isso! Conclui com raiva.

- Merda! – berrei. Muitas pessoas me olharam com medo. Eu estava fervendo.

Eu virei e a segurei pelos ombros. Ela ficou tão assustada com a minha atitude que eu vi seus olhos lacrimejarem.

- Está me machucando, Tadao. – ela disse quase sem força.

- Mizuki... – eu disse uivando, sentindo tanta dor.

Ela piscou aqueles olhos azuis.

- Eu vou te esquecer. – afirmei.

Eu podia jurar que vi a decepção em seus olhos, porém eu tinha certeza que era uma simples impressão equivoca minha.

- Mas... Deixe-me esclarecer algo. Não se arrependa depois. Não me odeie depois. Não me culpe depois. Eu vou simplesmente fazer de tudo para você se arrepender, me odiar e me culpar.

Eu sei não fazia muita lógica o que eu dizia.

Ela prendeu o ar quando viu que meu rosto estava se aproximando do dela. Eu soltei um uivo de prazer assim que meus lábios tocaram o dela. Eu estava ignorando o fato de todos que saiam da faculdade nos ver. Eu realmente não ligava para isso.

Ela não abriu a boca, nem ao menos se mexeu diante ao meu ato. Algo que me sentir um verdadeiro lixo. Então, num ato impensado, eu mordisquei seu lábio inferior com força. Mizuki me empurrou com as duas mãos e me olhou de forma assustada.

- Eu... – eu pus minha mão atrás de sua cabeça, em sua nuca pressionando-a com a ponta dos meus dedos, fazendo-a se aproximar de mim, mesmo que ela relutasse. Eu estava sem ligar para isso. Talvez, alguém visse a cena e imaginasse que eu estava realmente a forçado – o que era verdade. Mas, quem sabe, talvez alguém já tivesse me acusado de ser um tarado, perseguidor, talvez a polícia estivesse se aproximando.

Eu ouvi alguém sugerindo isso.

"Oh Deus! Alguém ajude aquela menina!" uma menina disse.

"Algum menino afaste esse cara de Mizuki"

-... te quero tanto. – falei murmurando. – Como eu quero poder te abraçar. Beijar você! – eu não estava pensando muito ao falar. Fechei meus olhos e pus minha boca bem perto do ouvido de Mizuki.

- Pare com isso. – ela protestou, mas sua fala foi tão baixa que não me preocupou muito.

- Eu te a... a... mo. – eu disse gaguejando, com medo.

Então, eu me afastei.

Mizuki me olhou sem entender.

Eu lhe mostrei a língua e falei:

- Você vai se arrepender.

Então, eu fiz algo totalmente pensando, mas completamente imbecil.

Eu me aproximei da primeira garota que eu vi. Uma loura, baixa, de imensos olhos verdes. Peguei a pelo ombro e a puxei para mim.

A garota soltou um berro assustada. Eu cochichei algo no ouvido dela. Algo para deixar Mizuki completamente irada.

- Vamos, vamos sair? Eu...

A garota piscou os imensos olhos. – Mas, você e Mizuki...

- Eu fui rejeitado. – eu estava falando baixo de propósito.

- Você foi? E agora quer me usar como segunda opção? – a garota perguntou se divertindo com a situação.

Eu ri. Ri de uma forma extremamente gostosa.

Hmm... Talvez, essa seja a minha oitava opção.

Kagome apertou o livro contra seus dedos. Era completamente estúpido isso. Mas... Mas... Será que Inuyasha estava escrevendo isso inspirado em alguma coisa? A dúvida foi plantada em sua mente. Formulando-se a cada pensamento cheio de angústia.

Olhou no relógio. O tempo havia corrido. Começou a ajeitar as coisas para fechar a floricultura. Havia sido um dia pouco movimentado. Suspirou cansada, sem conseguir pensar se Inuyasha estava usando essa parte da história de forma pensada ou se era de fato algo real, como ele havia feito com ela.

Arrumou tudo e fechou o portão de ferro da floricultura, pondo o cadeado e começou a andar, indo para a casa. Nas mãos, a carta de Inuyasha. Estava decidida: não ia abri-la nunca.

O livro estava em sua bolsa, só esperando ela chegar em casa para voltar a lê-lo. Oitava tentativa.

Não cumprimentou absolutamente ninguém e correu para o seu quarto.

Sua mãe bateu na porta.

- Kagome, está tudo bem? – perguntou preocupada.

- Está mãe, eu já vou sair, só me deixe fazer algo que eu realmente preciso fazer.

- Filha, estou preocupada.

- Eu só vou terminar de ler o livro do Inuyasha. – ela disse de forma tímida.

Houve um silêncio do outro lado da porta. – Ah, certo. – enfim, sua mãe respondeu. Kagome ouviu um riso do outro lado e os passos.

Então, deitou sobre sua cama e abriu o livro.

Então, aconteceu.

Mizuki me puxou pelo braço e saiu correndo. Eu estava morrendo de rir. Rindo que nem um louco. Completamente insano!

Ela não parou de correr e eu a acompanhava de bom grado. Afinal, eu podia muito bem pará-la, era mais forte, mais alto...

Ela parou.

Estávamos em uma praça.

Ela sentou-se sobre o banco e eu a acompanhei.

Eu ri. Ri muito.

- Fica quieto. - ela disse.

Eu a olhei estranhando isso, mas só me fez rir mais ainda.

Eu a encarei sem pestanejar.

- Repete. – ela disse.

- O quê?

- Aquilo que você disse.

- Aquilo o quê?

- Aquilo que agora a pouco você me disse.

Eu coloquei minha mão atrás da cabeça dela mais uma vez. – Que eu te quero?

- Não.

- Que eu quero beijar você... – disse me aproximando mais.

- Não! – ela virou o rosto corada.

- Que eu... Eu... Te...

- É!

- Te amo. Te amo. Te amo. Te amo! – eu repeti vária e várias vezes.

- Eu pensei que você nunca ia me falar isso. Eu estava cansada dessas tentativas que só me faziam passar vergonha.

Eu ri com essa declaração. Por que eu não pude ser tão simples? Era só dizer a verdade! A mais pura verdade! E eu aqui me prendendo a esses fatos, a essas pequenos idiotices.

- Eu te amo.

- Repete de novo.

- Eu te amo. – disse me aproximando dos lábios dela.

Meus lábios tocaram nos dela.

- Eu te amo. – eu murmurei quase sem mexer meus lábios.

Mizuki abriu a boca com delicadeza. Eu estava ávido por isso. Finalmente eu ia matar essa vontade.

Aprofundei o beijo.

O beijo me fez explodir em satisfação. Eu estava explodindo de felicidade.

- Agora vamos pra casa. – ela disse se levantando, após se afastar do beijo. – Você tem que me explicar muita coisa. – ela me estendeu a mão. Eu a peguei com delicadeza e levantei, passei meu braço sobre o ombro dela. – Pedir desculpa pro meu irmão também, adequadamente. – ela completou.

Eu beijei sua testa. – Você que tem que me explicar muita coisa! Diz pra mim que não sentiu minha falta.

Ela corou violentamente. – Sabe... Não muito... Eu...

Eu ri. – Deixa pra lá.

- Vamos. – ela disse com suavidade e beijou minha bochecha.

O resto do caminho nós caminhamos em silêncio, pegamos o ônibus silenciosamente e chegamos à casa dela em silêncio.

Não era um silêncio opressor. Era o silêncio da certeza. A certeza de que tudo estava caminhando corretamente.

Fim.

Kagome suspirou. O final não lhe parecia uma certeza de forma alguma. Mas, não era como se ele fosse imperfeito de alguma forma. Fechou o livro e o colocou em sua cômoda.

Depois pegou a envelope e tomou coragem abrindo-o.

A carta estava dobrada em quatro, na parte de trás não parecia ter absolutamente nada escrito. Na frente... Não havia uma única palavra. Só uma mancha de tinta azul no centro.

Ela olhou a carta sem entender.

Depois, correu os olhos até o final e viu uma única frase em uma letra miúda. A letra de Inuyasha.

"Não é como se fossemos apagar o passado, mas ainda existe a possibilidade de começarmos novamente."

Kagome deu um sorriso. Agora tudo fazia mais sentido. Abriu a porta do quarto e saiu correndo. Pegou a chave e abriu a porta da sala.

- Mãe, estou saindo! – exclamou sem dar tempo de ninguém lhe perguntar o que ia fazer ou de impedi-la. Ela correu pelas ruas já sabendo o que fazer. Correu contra o tempo.

Continua...

Olá pessoal! Como vão? Depois de quase um ano sem notícias minhas, eu voltei. Eu realmente nunca pensei em abandonar a fic, eu só precisei de um tempo para me estabilizar. Lamento a minha sumida. Eu realmente fui muito grossa e sem educação de não mandar nenhuma notícia. Não é como se ao dizer tudo o que está acontecendo, eu fosse pedir desculpas e esperar ser desculpada. Sinceramente, eu peço desculpas, mas de forma alguma desejo ser desculpada. Afinal, eu podia ter tido um pouco mais de força de vontade. Mas, caso alguém se interesse por saber tudo o que há vou falar.

Eu comecei a trabalhar, enfrentei algumas dificuldades pessoais, a faculdade me sugou até o último fio de cabelo, ao ponto de eu entrar em um colapso nervoso, no final do ano passado. Esse ano eu realmente precisei pensar e parar um pouco. Afinal, eu acabo de completar vinte anos. Duas décadas nas costas, é tempo suficiente pra gente começar a pensar no que vamos fazer daqui pra frente. Pra piorar meu PC andava uma carroça e me fez perder tudo o que eu havia escrito no capítulo, eu até achei algumas partes por aí, mas fiquei desestimulada por um tempo para voltar a escrever. Então, eu acordei nesse domingo, depois de um sábado de 12horas e meia de ter trabalhado, depois de ter ido dormir depois da uma da manhã, e o sol estava lá no céu brilhando, eu sentei na cadeira e comecei a digitar as últimas páginas desse capítulo. Ah, isso me faz pensar que estamos chegando ao final. Como vocês se sentem diante disso? Eu fico feliz e emocionada.

Ah, dessa vez eu não vou me esquecer de mostrar um pedaço do próximo capítulo:

- Eu li o livro todo. – Kagome falou rapidamente, já entrando pela porta do apartamento dele.

Inuyasha soltou um "ah" de exclamação e deu passagem para ela entrar.

- Já li sua carta. – ela declarou.

Ele levantou uma sobrancelha cheio de surpresa. A hora havia chegado afinal.

Ayame puxou Kouga pela gola da camisa. – Eu acho que está na hora de te fazer sofrer um pouco.

Inuyasha fechou a porta atrás de si e encarou Kagome que o olhava sem entender.

- Sabe, Kagome, está na hora do seu castigo. – dizendo isso ele tirou a camisa pólo que vestia.

Opa! As coisas vão definitivamente esquentar.

Agora deixa eu parar de enrolar e agradecer (correndo porque ainda preciso tomar um bom banho e sair para almoçar):

Obrigada

Gabi – opa sim, ele apareceu na pior hora! Mas, parece que Kouga vai ter seu castigo.

Anny T – Vou continuar sempre, mesmo que eu demore.

Cosette – E todo mundo ficando bravo com o Kouga! Amei, realmente deveria chama "Insanidades do Amor" faria mais lógica.

Katryna Greenleaf - Espero que tenha gostado. Talvez eu brinque com muitas gravidezes pra Sango também. Vai saber.

Sophie-sama – Ainda bem que gostou. Eu realmente gosto desse trecho também. Eu levo-o no meu coração e na minha mente sempre.

Krol-chan – Paro de escrever nada! Eu amo escrever. Só demoro um bocado.

Aline L – Concordo, é a vez do Kouga sofrer um pouco. Parece que o sofrimento será o ápice no próximo capítulo, não é mesmo?

Gege ups – Continue escrevendo sempre. Aos poucos você se acostuma e vai ter muito prazer em por tudo no computador. Eu também demoro pra tirar do papel.

Sangozinha – Oh, vou falar um pouco sobre o meu livro mais abaixo. Ah, como fico feliz de saber que gosta do livro.

Pamii vieira – Mossoro? Nunca ouvi falar! Mas, pelo que li no Google e vi parece uma cidade legal.

Agome chan – Ah há! Realmente seria hilário ele seguir os passos do livro. Mas, acho que Inuyasha tem seus próprios planos daqui pra frente.

Gente, muito obrigada mesmo! Eu estou muito feliz com tanto apoio. Não sei nem explicar em palavras.

Espero que mesmo depois de tanto tempo ainda haja quem leia essa minha história.

Momento divulgação:

Para quem quiser me seguir no twitter:

dan_alves

Para quem quiser ver meus pensamentos tortos no meu blog:

Dani-i .

Para quem quiser ver meus pensamentos com os dos meus amigos (tem muita coisa legal, gente)

mimimiespertinho .

Sobre o meu livro:

Eu comecei a escrevê-lo faz um bocado de tempo. É uma comédia/romântica.

Mas, ainda não vou falar muito sobre ele. Só que conta a história da descoberta de amor por parte de uma mulher de 30 anos que nunca antes se apaixonou.

Estou pensando em duas opções:

O livro impresso – que resultaria num valor meio salgado.

Ou o livro em pdf. – aí eu só cobraria pela minha escrita, e mandaria o arquivo por email. Mas, eu sei que isso resultaria numa divulgação da história, e eu não ia adquirir nenhum lucro sobre isso no final. Mas, sinceramente, o livro impresso custa caro. Até pensei no envio de um CD com arquivos do livro. Mas, estou pensando o que vou fazer.

Alguma sugestão?

Bem pessoal, ótimo final de semana!

Preciso voar.

Beijos

Dani