Título: OF ELVES AND HUMANS

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Lembro aos que estão lendo esta fanfic, que é a mesma história de senhor dos anéis, sendo que escolhi contá-la a partir do ponto de vista de Legolas. E para não ficar absolutamente cansativo os capitulos serão curtos.

NOTA DA AUTORA 2: Como parte deste capítulo está na perspectiva de Gmili. Estou chamando o ISTARI de Gandalf e não MITHRANDIR.

Cap. 37. O TUMULO DE BALIN

GMILI

ANO 3020 da terceira era.

CARAS GALADHON

Estávamos em Caras Galadhon. E na realidade Gmili parecia não ter pressa de sair dali, apesar da ausência da Senhora Galadriel e do senhor Celeborn. Desde a coroação de Elessar que a amizade entre Elfos e Anões já não era apenas um desejo. Era uma realidade.

"Vamos lá mestre Elfo, você não pretende me enrolar. O que aconteceu com sua Deirdre?" foi a primeira coisa que o anão disse após terminar o café da manhã. Não contente ele acendeu o cachimbo fedorento.

Antes que Legolas pudesse falar Gmili disse:

"E qual o objetivo do rei, ao tornar conhecido, depois de tantos anos passados, as habilidades dele como guerreiro?" Indagou o anão.

Internamente Legolas riu. Aquele era Gmili. Incapaz de deixar passar uma única oportunidade de falar o que pensava.

"Você não quer me fazer acreditar que o rei Thranduil não tinha nenhum objetivo em mente?"

Legolas olhou para o anão. Era como se de repente aquela criatura, tivesse adquirido uma segunda cabeça.

"Se você tiver paciência meu caro Gmili, filho de Glóin, eu prometo terminar toda a história."

"Certo. Estou pronto. Pode começar." Ao que ele começou a soltar anéis de fumaça, exatamente como Mithrandir fazia.

MIRKWOOD

THRANDUIL

"Pergunto-me meu amigo. Se você trouxe sua iel-nin para o conselho apenas para nos testar?" Indagou Thargon.

O conselho de guerra havia terminado. E Thranduil convidara Thargon para jantar.

"E agora você me questiona meu amigo? E porque você faz isso quando você já sabe a resposta?"

"Então você admite. A presença de sua ield-nin foi um teste."

"Sim. Admito. Quando essa moça veio para o reino, ferida após uma emboscada orc, eu temi, por não conseguir entender o que isso significava. Hoje eu sei que nessa jovem firieth, a melethril de meu ion, se encaram três coisas de que precisamos muito agora, Thargon."

Os dois pararam de convesar momentaneamente quando Galion se aproximou.

"Sirva-se meu amigo." Disse Thranduil no que o mordomo Galion serviu mais vinho a Thargon.

"Evermead." Disse Thargon ao provar a bebida.

"Excelente escolha meu bom Galion."

"Obrigada senhor." Respondeu o mordomo afastando-se em seguida.

"Mas quais as qualidades de sua idel-nin meu rei. Você não mas disse. Conhecemo-nos há muito tempo Thranduil Oropherion. Vamos lá diga? Insistiu o ellon.

"Deirdre encarna a política, a estratégia e o afeto com perfeição. Legolas não poderia ter escolhido melhor."

MORIA

GMILI

Tudo iniciou com a subida de 200 degraus. Quando Gandalf iluminou o lugar, pode-se perceber isso. Gmili estava ao lado do Istari, do modo como Gandalf havia dito que deveria ser.

Acatando uma sugestão de Frodo, pararam para descansar. Gandalf deu a todos um terceiro gole de Miruvor, pois ele entendeu que todos pareciam precisar de mais força e coragem. Ele estimava três ou quatro marchas no total para atravessarem Moria. Mas antes descansariam brevemente. Boromir e Aragorn sentados lado a lado, conversaram. Os hobbits conversavam baixinho.

Quando retomaram a caminhada Gmili mais uma vez assumiu seu posto de ajudante de Gandalf Os dois conversavam sempre. Embora no final fosse Gandalf quem decidisse o caminho a ser seguido. O anão tentava inspirar a todos da companhia do anel, de que não havia nada a temer na travessia.

Mas pouco se conversou durante a travessia. Ouvia-se apenas o sussurro da água que corria veloz em alguns pontos, o plique plique que o gotejar da mesma produzia, e em alguns pontos, era facilmente audível, os passos firmes de Aragorn.

"Eu não me recordo desse lugar." Disse Gandalf ao se deparar com três grandes portas.

Então todos pararam. Nem Gandalf nem Gmili, como seu ajudante nesse momento foram capazes de discernir qual caminho seguiriam.

Mais uma vez Gandalf decidida descansar. Então acenderam uma fogueira, com a permissão do Istari, e passaram o resto da noite ali. Foi uma noite triste, preocupante. Vigiaram por turnos. Mas na realidade nenhum deles, inclusive os hobbits, conseguiu dormir.

Gandalf acordou a todos

"Ele se lembrou!" Exclamou Meriadoc.

"Não. Mas o ar não fede tanto aqui embaixo. Quando estiver em duvida Meriadoc, siga sempre o seu nariz."

Mais degraus. Infinitos degraus. Foi o que eles encontraram ao passar pela porta conduzidos por Gandalf. E retomaram a caminhada por mais oito horas ininterruptas. Era o que os hobbits podiam aguentar e o Istari os forçara a isso.

"Vou arriscar um pouco mais de luz". Disse Gandalf subitamente satisfeito pela sua escolha oito horas atrás. E tudo se iluminou. Como se um relâmpago tivesse clareado o lugar.

"Contemplem. O grande reino e a cidade da Mina dos anões!"

Os olhos de Gmili brilhavam. Era evidente o apreço dele por todo o trabalho de esculpir os milhares de pilares que haviam naquela caverna.

Eram um salão vazio com milhares de corredores. Eram gigantescos. As paredes de pedra era polidas como vidro e cintilavam. E pela primeira vez, Legolas começou a sentir que uma caverna, podia ser bonita sim.

Gandalf decidiu passar a noite, que chegava ali. Animado com essa perspectiva Gmili se levantou e cantou.

O mundo jovem, verde o monte,

e limpa era da lua a forinte;

sem peia pedra e rio então,

vagava Durin na solidão

a monte e vale nomes deu;

De fonte nova ele bebeu;

No Lago espelho foi se mirar

e viu um diadema estelar;

Gemas em linha prateada

Sobre a fronte ensombreada

O mundo belo, os montes altos,

Nos Dias Antigos sem sobressalto

Em Gondoleiro e Nargothond,

Dos fortes reis que agora vão

No Mar do Oeste além do dia:

Belo o Mundo que Durin via.

Rei era ele em trono entalhado,

Salão de pedra encolunado,

No teto ouro, prata no chão,

E as fortes runas no portão.

A luz da lua, de estrela e sol

Presa em lâmpada de cristal,

Por noite ou nuvem não tolhida,

Brilhava bela toda a vida.

Lá martelava-se a bigorna,

Lá se esculpia a letra que orna;

Lá se forjavam punho e espada,

Abria-se a mina, erguia-se a casa.

Perla, berilo e opala bela,

Metal plasmado feito tela,

Broquel, couraça, punhal, machado,

Lança em monte, tudo guardado.

O povo então não se cansava;

Toda a montanha retumbava

Ao som de harpas e canções

E trombetas junto aos portões.

O mundo é cinza e velho o monte,

Da forja o fogo em cinza insonte;

Sem som de harpa ou martelada:

No lar de Durin, sombra e nada.

Sobre a tumba raio nenhum

Em Moria, em KhaZAD-DÛM.

Mas inda há estrela que reluz

No Lago-espelho, sem vento e luz

A sua coroa no lago fundo

E Durin dorme sono profundo.

Sam mostrou grande apreço pela música. E então Gmili explicou ao Hobbit que a grande riqueza de Moria, não eram as gemas preciosas, objeto de saque dos Orcs, mas sim o Mithril.

Dormiram e de novo foram acordados por Gandalf.

"Ainda não sei exatamente onde estamos. A não ser que esteja redondamente enganado, suponho que estejamos acima e ao Norte dos Grandes Portões, e pode não ser fácil encontrar a estrada certa que desce até eles. Vamos em direção aquela luz na Porta Norte. Se pudéssemos encontrar uma janela, isso ajudaria bastante, mas receio que a luz só chegue atá aqui através de passagens de ar."

Gmili correu ao avistar uma porta aberta a sua direita. Gandalf gritou para que ele não fosse. Mas um anão decidido é algo dificil de se demover.

Havia uma janela e por ela entrava um grande facho luminoso. A lua brilhava exatamente sobre uma sepultura. O anão ajoelhou-se. Gandalf entrou logo depois com os Hobbits e o restante da companhia do anel. Gmili lamentava-se.

"Estas são as runas de Deron, como as que eram usadas antigamente em Moria_ disse Gandalf_ aqui está escrito, nas línguas dos homens e dos anões:"

BALIN, FILHO DE FUNDIN

SENHOR DE MORIA

"Então ele está morto"_ disse Frodo_ "Receava que fosse verdade".

Gmili cobriu o rosto com o capuz.

Ao olhar em torno todos perceberam que uma grande batalha acontecera naquele local. Anões mortos em todo canto. Um deles segurava um livro. Gandalf não se fez de rogado e pegou-o. O volume, malconservado, ao ser tocado, começou a desfazer-se. Páginas e página foram ao chão.

"Precisamos seguir em frente. Não podemos nos demorar". Disse Legolas, para Aragorn. O guardião assentiu.

Enquanto Gandalf lia, Pipin caminhou em direção a um poço que havia na sala. O hobbit tocou no cadáver que ali jazia e a cabeça rolou caindo no poço com estrondo. Em princípio nada aconteceu. Depois o resto do cadáver caiu, levando consigo um balde e uma pesada corrente.

"TUK TOLO!" Disse Gandaru. "Jogue a si mesmo da próxima vez e nos livre da sua estupidez!"

Então o som de tambores foi ouvido. Tambores que cresciam. Cujo som se elevava e indicava aquilo que eles mais temiam. Não estavam sozinhos nas Minas de Moria.

Ouviram um som. Não parecia uma voz. Mas era um som.

Instintivamente Frodo puxou Ferroada da bainha e ela emitia uma luz azul.

"ORCS!" Disse Legolas reconhecendo o som das bestas.

Boromir correu até as portas da sala. E quando olhou para a esquerda quase foi atingido por duas setas.

"Recuem, fiquem perto de Gandalf!" Disse Aragorn para os hobbits.

"Eles têm um troll das cavernas." Disse Boromir a Aragorn quando o guardião veio ajudá-lo a bloquear a porta. O fizeram com dois grandes machados dos anões, que Legolas jogou para eles.

Então todos recuaram. Gmili subiu no túmulo de Balin e brandia seu machado. Gandalf desembainhou Glamdring.

"Podem vir! Ainda há um anão em MORIA que respira."

Os orcs começaram a forçar a porta. Quando o primeiro pedaço da madeira caiu Legolas enviou uma flecha diretamente através da abertura. Ouviu-se o guincho de um orc sendo atingido. Mais duas outras flechas seguiram a primeira. Ao seu lado Aragorn também estava com um arco a postos. Eles se revezaram e atingiram os orcs. Gritos eram ouvidos.

A porta cedeu e os orcs entraram. Aragorn e Legolas atingiram dois orcs assim que penetraram na sala. Quando os orcs estavam próximos as espadas foram utilizadas. Boromir golpeava a esquerda e a direita, atacando-os. Argorn trocou o arco pela espada e Gandalf e os hobbits atacaram em conjunto.

O pequeno Sam e os demais atacavam com ferocidade. O arco de Legolas não parava um instante. Aragorn decepou a cabeça de um orc que visava Sam e o pequeno hobbit viu-se frente a frente com outro orc que segurava uma corrente. Ele a puxava e por ela, quebrando o que restava da porta, veio o troll das cavernas.

Era uma criatura grande, de aparência tola e disforme. Mas brandia um martelo de pedra e mirou em Sam, o hobbit passou por debaixo das pernas da criatura. O troll olhou para o lugar onde estava o hobbit e não o achou. De cima do túmulo de Balin, Gmili jogou seu machado que atingiu a criatura, ele urrou e brandindo o machado de pedra tentou atingir o anão. Gmili pulou para o chão e caiu rolando, a pedra que cobria o túmulo foi quebrada ao meio. O troll continuou a tentar atingir Gmili, contudo o anão se esquivava, e o troll atingia outros orcs. O som de algo sendo esmagado era ouvido. Aquele martelo quebrava ossos com muita facilidade. O troll insistia em atingir Gmili que tentava evitar ser esmagado.

De cima de uma plataforma Legolas mirou e atirou duas flechas no troll das cavernas. A criatura cambaleou. Gandalf continuava a combater os orcs. Merry e Pipin protegiam Frodo. Do alto Legolas tinha abdicado do arco e com as facas gêmas, feria os orcs que estavam a sua frente; quando o troll resolveu usar a corrente que o prendia como arma. Ele jogou-a como um chicote contra Legolas. O edhel abaixou-se evitando o golpe. E começou um jogo de gato e rato, caçador e caça. O troll tentava acertá-lo e Legolas desviava. Ele parou e olhou o troll. Quando num movimento errado o troll atingiu a base de uma coluna, e a corrente se prendeu ali, Legolas viu a chance de que precisava. Com a agilidade própria de um escalador, ele usou a corrente como escada e subiu até os ombros da criatura. Mais uma vez, setas duplas foram disparadas. Agora contra a nuca do troll. Ele cambaleou e Legolas aproveitou o momento para pular para o chão.

Só que o troll machucado acabou se movendo e ficou frente a frente com Frodo. Os hobbits gritaram.

"FRODO!" Gritou Aragorn.

Merry e Pipin foram para um lado e Frodo para o outro atrás de uma coluna. O troll o seguia. Na realidade a besta parecia fareja-lo, como um cão de caça faria.

Aragorn lutava e tentava chegar onde Frodo estava. Mas o Troll encurralou o hobbit, que caiu ao chão. Ele puxou Frodo pelo pé enquanto o hobbit gritava.

"ARAGORN! ARAGORN!"

Com muito custo, Frodo conseguiu espetar o troll com Ferroada, e foi largado ao chão novamente. Aragorn conseguiu se posicionar defronte ao troll, e o atacou com uma lança. Ele fez força para perfurar o corpo da criatura; que cambaleou. Merry e Pippin jogaram pedras no rosto do troll. Com um golpe do braço a criatura derrubou aragorn, que caiu desacordado. Frodo correu para perto do guardião e o Troll levantando a lança tentou acertar o hobbit. Primeiro ele conseguiu barrar-lhe o caminho. Frodo se viu obrigado a recurar e a criatura o feriu.

Gandalf, Merry e Pipin pararam momentaneamente a luta, ao som de Frodo. A criatura tornou a feri-lo e Frodo desmaiou. Num gesto de furia, Merry e Pipin pularam nas costas do troll, ferindo-o com suas pequenas espadas. Por segundos Gandalf ficou inerte. Os olhos do Istari custavam a crer no que ele via. Então Sam gritou por Frodo e o Istari voltou a lutar com forças renovadas. Gmili e Gandalf atacaram o troll. Merry ainda nos ombros da criatura esfaqueava-o. Legolas aproximou-se e acertou-o sucessivas vezes. Gmili feria-o com o machado. O troll começou a cambalear e por fim caiu morto. Merry caiu ao chão.

Gandalf, Aragorn e Sam aproximaram-se de Frodo. O rosto de Sam traduzia a tristeza que ele sentia ao ver seu amigo, ferido ou morto provavelmente. Quando Aragorn virou-o Frodo gemeu. Sam correu para junto do amigo, visivelmente aliviado.

"Estou bem. Não estou ferido", disse Frodo com a mão no peito.

"Devia estar," disse Aragorn. "Aquela lança teria furado um javali."

"Acho que os hobbits são mais fortes do que parece", disse Gandalf.

E então Frodo abriu a camisa, e revelou um dos presentes de Bilbo. Um colete prateado.

"MITRHIL." Disse Gmili ao reconhecer o metal. "É cheio de surpresas senhor bolseiro". Continuou o anão. "Seu tio lhe deu um presente de rei."

Então ouviram novamente os sons dos orcs.

"Para a ponte de Khazad-Dûm", disse Gandalf e todos o seguiram para fora da sala.

A SER CONTINUADO...

GLOSSÁRIO

Edhel-elfo

melethril-amada

Ield-filha

nin-meu/minha