Nota da Autora: Oi! Obrigada a todos que comentaram e favoritaram o capítulo anterior. Fiquei muito feliz em saber que gostaram! Lamento a demora mas, aqui está mais um. Espero que gostem! Bjs :D

S.L.

Capítulo 36

Uma Visita a Hogsmeade

Hermione acordou e se espreguiçou. Olhou para o lado e, percebendo que Severus não estava, se levantou. Vestiu o roupão, saiu do quarto e se dirigiu para o quarto de seu filho. Se encostou na ombreira, observando seu marido embalando Gabriel. Era uma bela cena de um retrato. Seu filho soltou um gritinho, estava com muita fome, e Severus sussurrou:

– Calma, filho. Já vamos ter com sua mãe. – Pegou em um cobertor e enrolou em redor do corpo do filho, para que ele não sentisse frio. Se virou e viu Hermione na porta. Ela sorriu para ele, que sorriu de volta. Severus se aproximou dela e lhe deu um beijo suave nos lábios.

– Bom dia. – Cumprimentou, e ela respondeu:

– Bom dia. Como ele está?

– Gabriel está bem, mas tem fome. – Comentou Severus e lhe entregou o bebê. Hermione falou carinhosamente para seu filho, enquanto o colocava junto a seu peito e o amamentava.

Ele olhou com carinho para sua mulher e seu filho, as razões de sua vida ser tão boa. Saíram do quarto e desceram as escadas e se dirigiram para o jardim. Se sentaram em cadeiras de madeira, com uma mesinha em frente deles, e aproveitaram aquela bela manhã de sol. Gabriel bebia sofregamente, enquanto sua mãe o observava calidamente. Olhou para Severus, que a observava com atenção, e sorriram. Penny, com um delicado vestido roxo, apareceu ao lado do casal com uma grande bandeja, com o café da manhã, e colocou em cima da mesa. A bandeja trazia duas xícaras de café, torradas e bolinhos de chocolate.

– Bom dia. – Falou ela, entregando o Profeta Diário, que deu uma rápida vista de olhos, mas logo o pousou.

– Bom dia, Penny. – Responderam eles, e a elfa se aproximou de Gabriel, que acabava de comer. O bebê tinha o rosto sujo de leite e ela limpou com um guardanapo, que tinha trazido na bandeja.

– Como vai meu bebê fofinho? – Hermione sorriu e disse, com uma voz mais fina:

– Eu vou bem, Penny. – A elfa ergueu suas mãos e a mulher lhe entregou Gabriel, começando a falar suavemente para ele, enquanto se afastava. Gabriel arrotou e Penny deu uma risadinha, enquanto sussurrava palavras em seu ouvido. Entraram em casa e Hermione pegou em uma xícara, começando a comer. Precisava de comer para ficar forte, e ter força para amamentar seu filho, que descarregava suas energias. Conversavam sobre o bebê, Gabriel, que naquele momento era o centro deu suas vidas. O bebê que tinham desejado durante muito tempo e que, finalmente, estava com eles. Gabriel era o mais importante de todos na vida do casal, que fariam de tudo para o ver saudável, em segurança, e feliz. Quando terminaram, entraram em casa e subiram as escadas. Passaram pelo quarto do filho e viram que Penny estava limpando o bebê, com uma toalha felpuda. Ela tinha lhe dado banho, aplicou a pomada no bumbum e, de seguida, colocou a fralda. Eles se dirigiram para o banheiro e realizaram sua higiene pessoal. De volta ao quarto, Severus escolheu umas caças azuis e uma camisa branca, enquanto calçou uns sapatos negros. O negro era uma cor que, muito dificilmente, sairia de sua vida. Usava sempre uma peça que fosse daquela cor.

– Que fazemos hoje? – Perguntou Hermione – Eu gostava de ir ao Beco Diagonal dar um passeio. Preciso de esticar as pernas, e estou farta de estar entre quatro paredes.

Severus pensou um pouco, mas sabia que sua mulher precisava de sair, de se distrair.

– A gente tem de ter cuidado com o Profeta. Eles, de certeza, que irão importunar-nos, mas não haverá problema. Podemos ir.

Hermione sorriu em resposta e retiraram suas roupas do armário. Ela escolheu uma larga e azul, que escondia sua barriga, ainda um pouco grande pela gravidez e umas calças branca. Calçou uns sapatos negros e uma bolsa da mesma cor.

Severus se decidiu por uma camisa verde musgo, umas calças negras e uns sapatos da mesma cor. Se vestiram, saíram do quarto e desceram as escadas. Penny estava com Gabriel no colo e, à sua frente, tinha o carrinho. O bebê vestia um casaquinho de lã azul debaixo do bodie da mesma cor. Ela trazia no braço uma bolsa com o necessário para Gabriel, desde a mamadeira, fraldas, um pacote de toalhinhas úmidas, um creme para assaduras, um protetor solar, já que sua pele era muito sensível, uma muda de roupa, uma chupeta, entre outras coisas que poderiam precisar.

Colocaram o bebê na cadeirinha, juntamente com a bolsa e o casal se despediu de Penny, aparatando no Beco Diagon-Al.

OoOoO

As ruas do Beco Diagon-Al estavam lotadas de pessoas. Severus e Hermione caminhavam calmamente, e Snape lançava olhares ameaçadores aos transeuntes, como aviso. As pessoas olhavam para eles fixamente e comentavam, curiosas, querendo conhecer o novo integrante da família, mas com medo do homem.

Passaram pelas lojas, vendo cartazes com o rosto de Draco, inaugurando a exposição. De fundo branco, o rosto sério do sobrinho de Severus surgia no centro. À sua volta, estavam frases estampadas, que diziam: " Exposição de Fotografia", Inauguração amanhã à noite", "Aberta durante os próximos três dias", "Venha conhecer os fantásticos trabalhos do mais promissor fotógrafo" " No Museu Mágico, a partir das 20 horas".

O Museu Bruxo estava situado em Hogsmeade, um grande edifício, de arquitetura jônica, com formas fluidas e uma leveza geral. Tinha sido construído depois da Segunda Guerra Bruxa, um marco histórico no mundo mágico, para demostrar às gerações futuras o terror deixado por Lord Voldemort e seus Comensais da Morte. Através de fotografias, recortes de jornais, entrevistas, memórias, entre outros, eram utilizados para demostrar como se vivia naquela época. Muitas pessoas, principalmente jovens, ficavam horrorizadas com o que liam, como o Lord das Trevas tinha sido tão cruel ao perseguir nascidos trouxas e Muggles, simplesmente porque não pertenciam a um estatuto de sangue, porque seus familiares não eram aquilo que eles queriam.

O fato de Draco conseguir fazer uma exposição naquele local era um grande avanço em sua carreira profissional. Severus observou a foto de seu afilhado com orgulho. Sabia que Lucius e Narcissa estavam orgulhosos dele, que se tinha tornado um indivíduo respeitado na sociedade, por seus próprios meios.

Entraram no "Boticário" , uma loja de Poções e Severus procurou os ingredientes que precisava para suas poções. Colocou tudo em sacos, falou com o funcionário, que os olhava com curiosidade, pagou e saíram.

Algumas pessoas, as mais corajosas, acenaram para o casal, e eles retribuíram educadamente. Hermione estava espantada por ainda não ter visto nenhum repórter. Como se tivesse lido sua mente, seu marido se virou para ela de repente, e sussurrou em seu ouvido:

– O Profeta está vigiando a gente.

– Sério? – Perguntou Hermione, curiosa – Onde eles estão?

– Estão escondidos em vários sítios. – Respondeu ele, seus sentidos aguçados em alerta. Anos de espionagem lhe davam a certeza de que estava sendo observado, e onde essas pessoas estavam. Segurou em seu braço, e continuaram o passeio, como não soubessem de nada. Se dirigiram para Hogsmeade e, como tinha acontecido no beco Diagon-Al, as pessoas paravam e comentavam umas com as outras.

O casal caminhou em direção do "Três Vassouras", o pub estava com algumas pessoas naquela manhã. Entraram e todos olharam para eles. Ignorando os olhares, entraram pelo estabelecimento e se sentaram no centro do pub.

À frente deles estavam duas jovens ruivas lendo o "Bruxa Semanal" embora, de vez em quando, olhassem para eles com curiosidade. Madame Rosmerta se aproximou, sorridente e olhou para o bebê, falando suavemente:

– Que bebê mais fofo! – Olhou para o casal e disse, entusiasmadaa – Parabéns pelo nascimento! Estou muito feliz por vocês!

– Obrigada, Rosmerta. – Agradeceu Hermione, olhando com doçura para Gabriel, que observava a mulher com atenção. Ela sorriu para Severus e perguntou:

– Você deve estar muito feliz, Severus. Noto que está mais calmo, menos resmungão. Até seu rosto está mais sereno.

– É verdade. – Concordou ele – Estou muito feliz.

Ela ficou satisfeita com sua resposta e perguntou:

– Que desejam? – Severus respondeu, prontamente:

– Um suco de laranja. – Olharam para a mulher, que respondeu:

– Eu também.

– E para comer?

– Não queremos nada, obrigada. – Respondeu Hermione. Madame Rosmerta se afastou. O casal observou atentamente o local. Um grupo de jovens entrava no pub, conversando animadamente, trazendo nas mãos jornais, como o "Pasquim", o "Profeta" e revistas, como o "Bruxa Semanal", e o "Transfiguração Hoje". Olharam com espanto para o casal e comentavam entre eles, enquanto se sentavam. Alguns deles até tentaram ver o bebê e ficaram extasiados quando viram, contando a seus amigos, que também tentavam ver. O casal nada fez, percebendo que eram jovens curiosos.

Madame Rosmerta se aproximou com dois copos, colocou em cima da mesa e começou falando animadamente, querendo saber mais sobre o bebê. As notícias do jornal não lhe tinham saciado a curiosidade. Severus e Hermione se entreolharam, mas começaram a falar.

OoOoO

A conversa estava animada, Madame Rosmerta estava sentada ao lado deles, tomando uma xícara de chá de limão. Hermione estava acabando de amamentar Gabriel, e estava colocando o bebê no carrinho, quando olhou para a porta. Se apercebendo da movimentação excessiva, se virou para seu marido e disse:

– Sev, querido. Está na hora do almoço. – Madame Rosmerta olhou em volta, se levantou rapidamente e se despediu do casal, para fazer seus afazeres. Severus comentou:

– É melhor a gente ir. - Eles se levantaram e Severus percebeu que os repórteres estavam sentados no fundo do pub, escondidos nas sombras, escrevendo em pergaminhos com penas de Repetição Rápida. Severus pegou nos sacos e saíram rapidamente do pub, aparatando de imediato. A mesa já estava colocada, à espera que eles chegassem. Penny, como a boa elfa que era, já trazia uma panela com um delicioso subji, uma refeição indiana, popular entre os vegetarianos. Podia ser usado em conexão com qualquer vegetal. A aparência era deliciosa e cheirava divinalmente.

Em cima da mesa havia alguns pratos com chamuça, também conhecida como samosa ou samusa. Era uma especialidade de origem indiana constituída por fritos de forma triangular recheados com uma mistura condimentada de feijão ou grão, batata ou carne picada, ervas aromáticas e vegetais.

– Boa tarde. – Cumprimentou a elfa, pousando a panela – Como correu a visita?

– Correu bem. – Respondeu Hermione, entregando o bebê à elfa, que o ninou – Os repórteres do Profeta estiveram atrás da gente, mas não se aproximaram demasiado.

– Algumas pessoas viram o bebê. – Adicionou Severus – As mais corajosas. Os restantes só comentavam.

– Tiveram receio de Severus. – Concluiu a mulher, e ele sorriu maldosamente, sabendo que era verdade. Pousou seu saco de compras e se sentaram na mesa, começando a comer.

OoOoO

Comeram descansados e se deliciaram com um sorvete de manga indiano, o Kulfi. Nenhum deles sabia de onde Penny tirava suas ideias para as refeições. Muitas vezes ela presenteava-os com deliciosas refeições internacionais, por vezes, de lugares que nunca tinha ouvido falar. Mas era bom comer outro tipo de culinárias.

Gabriel dormia nos braços da elfa, suas bochechas rosadas. Eles tinham terminado de almoçar e estavam descansando no sofá, quando a lareira se acendeu de o casal Malfoy apareceu, ambos trajavam vestes bruxas, e se cumprimentaram:

– Oi, padrinho. Hermione. – Cumprimentou Draco, polidamente. Astória se aproximou e deu um beijo no rosto dos dois.

– Oi, Draco. – Respondeu Hermione – Oi, Astória. Como vão?

– Vamos bem, obrigada. – Respondeu a mulher, e Draco continuou – Viemos entregar os convites para minha primeira exposição.

– Draco, eu e Hermione vimos os cartazes. – Disse Severus - Parabéns!

– Obrigado. – Agradeceu ele, polidamente, com evidente orgulho. Retirou um envelope de dentro do bolso das calças e entregou a Hermione. Ela abriu e viu dois bilhetes para a exposição de fotografia, juntamente com um convite a letras elegantes e prateadas, em um papel negro, que dizia: "Draco Lucius Malfoy tem a honra de convidar na família Snape para a exposição de fotografia que está sendo realizado no Mundo Mágico, a partir das 21 horas.

No fim, informava: "Nessa noite, será entregue a revista "Wizard Style" aos convidados, com todos os trabalhos do fotógrafo. Espera-se que possa vir e apreciar a mais moderna arte de beleza da imagem em movimento. Draco Malfoy."

– Draco, obrigada. – Disse Hermione, e Severus sorriu, antes de se aproximar de seu afilhado e o abraçar. Draco ficou tenso por uns momentos, admirados com o gesto de seu padrinho, mas relaxou, e o abraçou de volta.

Parabéns. Espero que Lucius e Narcissa venham ver você. Tenho certeza que estão muito orgulhosos de seu trabalho. - Sussurrou ele, e Draco fechou os olhos, emocionado com suas palavras. Hermione e Astória observaram a interação entre eles e ficaram em silêncio. Por fim, Hermione perguntou:

– Vocês querem ficar o resto da tarde? Até podem jantar com a gente. – Draco hesitou, mas Severus pediu:

– Seria bom termos uma tarde. Há muito que não conversamos. Você está tão ocupado com seu trabalho que mal vejo você.

– Me desculpe, padrinho. – Pediu Draco, e continuou. Olhou para Astória, que fez um gesto imperfectível, e disse – Aceitamos.

Se sentaram no sofá e passaram o resto da tarde conversando sobre os trabalhos e a exposição de Draco, que falava sobre suas fotografias e como estava sua vida, tal como algumas notícias que leram do Profeta Diário. Astória e Hermione conversavam sobre Gabriel, que estava no colo da Srª Malfoy, dormindo. Só acordava para amamentar, ou mudar sua fralda.

Na hora do jantar perceberam que iriam provar a culinária japonesa. Em cima da mesa haviam paus de madeira e pratos com gunkan, arroz enrolado por algas marinhas e recheado com peixe cru, frutos do mar, ovas de peixes ou legumes. Temaki, um cone de algas recheado com arroz, peixe cru ou frutos do mar e legumes, chirashi, frutos do mar espalhados por sobre o arroz de sushi, e o principal tempero japonês, o Wasabi, que era feito de raiz forte e servido na forma de uma pasta verde, utilizada como condimento em sashimis e sushis. Os Malfoys ficaram espantados com a diversidade culinária de Penny, que estava muito orgulhosa de si

Os quatro estavam sentados e ficaram observando os paus, sem saberem o que fazer. Penny, pacientemente, explicou como se utilizavam. Eles praticaram algumas vezes, deixando cair os paus de vez em quando, mas melhoravam cada vez mais. Os rostos deles estavam franzidos de pura concentração. Lentamente pegavam nos rolos e molhavam no condimento. Tinham de colocar a mão por baixo pois, por vezes, o rolo caía, sujando a toalha. De vez em quando, praguejavam baixinho, frustrados. A elfa tentava abafar o riso mas, às vezes não conseguia, soltando sonoras gargalhadas. Snape rosnou para ela, como nos velhos tempos, mas Penny não conseguia se controlar.

Quando conseguiram, festejaram com um delicioso vinho tinto. Embora tenha sido uma experiência inusitada, decidiram nunca mais repetir, para tristeza da ela, que tinha adorado fazer o jantar, e gargalhado das reações deles. Comeram, de sobremesa, um delicioso molotof de caramelo e, para a felicidade de todos eles, com uma colher.

Se despediram pelas dez da noite e o casal subiu as escadas com Gabriel e o colocou a dormir. Tomaram banho e foram dormir, um pouco cansados daquele dia.

Continua…

Nota da Autora: Oi! O que acharam do capítulo? Gostaram? Detestaram? Tenho que dizer que adorei escrever esse capítulo, principalmente a parte final. Já imaginaram Snape e Draco tentando comer de pauzinhos? Impagável! Comentem, por favor, dizendo o que acharam. Bjs :D