Capítulo XXXVI – Pesadelo

Narrado por Michael

Minha longa espera tinha finalmente chegado ao fim. Eu tinha brincado com os nervos do doutorzinho durante os últimos meses e tinha me divertido muito com as reações dele. Eu sabia que Isabella estava protegida por seguranças, mas eu tinha uma aliada que me passava todas as informações que eu precisava. Bastou convencê-la de que a menina era minha e de que tudo o que eu queria era formar uma família com ela e a idiota fez tudo o que eu mandei sem nunca me questionar. Nada como tirar vantagem da doce fragilidade de uma mulher estéril! Hoje ela traria a pirralha para mim. O dia da minha vingança finalmente tinha chegado. O doutorzinho idiota ia sentir na própria pele o que significava perder alguém importante. Ele perderia ao mesmo tempo a mulher e a filha. Sim, eu usaria a pirralha para fazer com que Bella viesse até mim.

Assim que eu recebi a ligação com a informação de que a pirralha já estava a caminho, comecei a colocar a segunda parte do meu plano em ação. Em pouco tempo Isabella estaria comigo. Seríamos somente eu e ela novamente. A pirralha e a idiota que a estava trazendo seriam descartadas quando não tivessem mais utilidade para mim. Se ela queria tanto assim ter uma filha que morresse junto com a garota. Eu não me importava.

Minhas mãos suavam de ansiedade quando disquei aquele número. Depois de um longo tempo eu finalmente ouviria a voz de Isabella novamente. Não deixaria que ela tivesse tempo para pensar. Diria exatamente o que eu queria e deixaria bem claro que ela não tinha escolha.

Narrado por Bella

Eu já estava ficando inquieta. Edward tinha saído dizendo que não demoraria a voltar, mas isso tinha sido há quase meia hora. Eu já havia acabado de tomar meu banho e me arrumado. Não via a hora de ir para casa com minha filha e meu marido e curtir minha família em um ambiente mais íntimo. A enfermeira que tinha levado Sofia para tomar banho e dar baixa no registro do berçário também não tinha voltado ainda e eu já sentia saudades da minha bonequinha.

Meu celular tocou. Ansiosa, atendi sem olhar o identificador de chamadas. A voz do outro lado da linha fez meu coração gelar para depois acelerar no peito.

_ Isabella, não diga uma só palavra ou sua filha morre. Você sabe quem está falando então finja que está conversando com uma amiga. Dê uma desculpa qualquer, afaste-se de todos e quando estiver sozinha me avise.

_ Estou sozinha Michael. O que você quer? – perguntei receosa.

_ Simples, Isabella! Eu quero você. Sempre quis. Sua filha está comigo. Você volta pra mim e eu devolvo a menina inteira. Fique com o seu doutorzinho e eu a devolvo aos pedaços. – ele disse calmamente.

_ Meu Deus, Michael! Você ficou louco? Sofia é só uma criança inocente. Se você me queria porque não veio atrás de mim? Por que pegou a minha filha? Pra que tudo isso? – eu tentava controlar minha voz para que ele não percebesse o desespero que eu sentia.

_ Você acha mesmo que eu seria burro o bastante pra não arrumar uma distração pro seu doutorzinho? Eu sei que ele não desgruda de você, Isabella. Eu tenho observado o casalzinho. Enquanto o idiota procura a menina pelo hospital inteiro, você tem tempo pra fugir daí e vir ao meu encontro sozinha. Isso se você quiser que a menina continue viva. Eu pessoalmente preferiria matá-la agora mesmo. Me vingaria do pai dela e de você. Ou você pensa que ele vai conseguir olhar na sua cara quando souber que a filha morreu por sua culpa?

Ele queria vingança. E que maneira mais doce de se vingar do que me tirando as pessoas mais importantes da minha vida? Matando Sofia ele me tiraria também Edward.

Minha filha... pensar em minha bonequinha nas mãos de Michael me aterrorizava. O que aquele animal estaria fazendo com ela neste exato momento? Minha menina, tão pequena, tão frágil, tão inocente, tão pura! O que meu bebê estaria sentindo? Medo? Frio? Fome? Sede? E o pior, estaria ainda viva? Este último pensamento me fez estremecer. Eu quase havia enlouquecido uma vez, eu sei quais são meus limites. Desta vez não teria volta. Minha sanidade iria definitivamente para o espaço se o pior acontecesse. A imagem de Sofia sendo morta por Michael invadiu a minha cabeça.

_ Se eu fosse você, sairia daí agora mesmo, Isabella! Sua filha não tem muito tempo! – ele disse e desligou.

Eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo comigo. Não era verdade. Não podia ser verdade. Será que era por isso que Edward ainda não tinha voltado? Era por isso que a enfermeira estava demorando a me trazer a minha filha de volta? Eu tentava fazer com que meu lado racional dominasse meu desespero, mas estava fracassando vergonhosamente. Eu tinha que sair dali. Tinha que saber se o que ele havia dito era verdade. De repente me dei conta de que não estava mais sozinha. Jake estava ali, paralisado, mudo. Ele me olhava como se tentasse encontrar um meio de me dizer alguma coisa e o que eu mais queria era que ele me dissesse que estava tudo bem, que tudo não tinha passado de um pesadelo. Eu pedi, implorei para que ele me dissesse que aquilo não era real, mas Jake não disse nada. A forma como ele me abraçou, como se quisesse me deter, me deu a certeza de que eu não estava sonhando. Meu maior pesadelo estava acontecendo de verdade e eu desmoronei. Deixei que o desespero tomasse conta de mim e chorei como nunca pensei que poderia chorar em toda a minha vida. Eu me agarrava a Jake como um náufrago que se agarra em sua tábua de salvação. Eu estava afundando. Era sofrimento demais para uma pessoa só agüentar. Se minha filha não voltasse para mim eu não ia sobreviver.

Narrado por Edward

Nós já tínhamos percorrido cada canto daquele hospital e não tínhamos encontrado nada. Eu tentava ligar para Heidi, Marcus e Demetri, mas os telefones estavam sempre ocupados. Emmett também não conseguia falar com ninguém. Que droga! Minha cabeça girava com mil pensamentos apavorantes. Eu só conseguia pensar em minha filha e no desespero de Bella ao saber de seu desaparecimento.

_ Edward, você precisa voltar para Bella! Ela já deve estar preocupada a essa altura! – a voz de Emmett me tirou de meus pensamentos.

_ Como é que eu posso voltar para aquele quarto sem a minha filha, Emmett? – eu perguntei desesperado – Como é que eu vou encarar a minha mulher e dizer a ela que a nossa filha sumiu?

Encostei-me na parede e deixei que minhas costas escorregassem até o chão. Abracei minhas pernas e deixei que as lágrimas saíssem. Eu não tinha mais forças para me manter de pé. Eu não tinha mais forças para nada. Eu não queria mais ser forte, eu só queria que de alguma forma aquela dor que eu estava sentindo desaparecesse. Eu queria que por algum milagre a minha filha aparecesse diante dos meus olhos ou que alguém surgisse de repente com ela nos braços me dizendo que aquilo não tinha passado de uma brincadeira de 1º de abril. Mas eu sabia que nada disso ia acontecer. Minha filha já deveria estar longe dali e eu não fazia ideia de para onde ela teria sido levada.

Emmett estava agachado diante de mim tentando me fazer reagir. Ele também tinha os olhos cheios de lágrimas, mas ainda assim se mantinha forte por mim.

_ Vamos, Edward! Eu vou com você até lá! Eu vou ficar ao seu lado o tempo todo, mas você precisa voltar, meu irmão! – ele disse me puxando para me levantar do chão frio.

Eu caminhava pelos corredores como um zumbi enquanto Emmett me amparava pelos ombros. Tinha a vaga impressão de que as pessoas me diziam algo, mas não conseguia me concentrar e nem entender palavra alguma. Meus pensamentos estavam todos voltados para como eu iria olhar para os olhos de Bella e suportar ver a dor e o desespero devastando seu rosto enquanto ela desmoronava diante de mim ao saber de tudo. Eu não sabia o que ia acontecer, mas sabia apenas de uma coisa: se Bella caísse eu cairia junto com ela.

Depois do que pareceu uma eternidade, parei em frente à porta do quarto de Bella. As vozes alteradas que vinham do lado de dentro me tiraram daquele torpor. Bella e Jake pareciam discutir. Abri a porta do quarto com a adrenalina correndo a mil por hora em meu corpo.

_ Eu tenho que ir, Jake! Pelo amor de Deus, me solta! – Bella gritava e se debatia nos braços de Jake.

_ Bella, eu não posso deixar você fazer isso! É loucura! Ele vai matar você! – Jake tentava convencê-la enquanto a segurava com força tentando impedi-la de sair.

_ Ele vai matá-la, Jake! Eu não posso ficar sem a minha filha! – ela gritou e meu sangue gelou nas veias. Bella já sabia de tudo.

Corri até eles e arranquei Bella dos braços de Jake apertando-a contra o meu corpo com toda a força que eu tinha. Bella tremia em meus braços e chorava descontroladamente. Olhei para Jake que nos observava calado e ele entendeu o meu olhar.

_ Ele ligou para ela, Edward! Quando eu entrei aqui ela estava com ele ao telefone! – ele disse com a voz trêmula olhando para um canto do quarto.

Acompanhei o seu olhar e vi o celular de Bella em pedaços espalhados pelo chão. Bella, que até então tinha o rosto enterrado em meu peito, levantou o rosto banhado de lagrimas e me fitou com os olhos suplicantes.

_ Eu tenho que ir até ele, Edward! É isso o que ele quer! – ela disse aos soluços.

_ Não, Bella! Você não vai chegar perto daquele monstro! Isso está fora de cogitação! – minha voz saiu mais alta do que eu esperava.

O rosto de Bella se contorceu em uma expressão de desespero e ela tentou se soltar dos meus braços, mas eu a apertei ainda mais contra o meu corpo.

_ Por favor, Edward, me deixe ir? – sua voz era quase um sussurro – Se eu não for ele vai matá-la! Eu não vou suportar perder a nossa filha, amor! Me deixe ir?

_ Amor, tem muita coisa que você ainda não sabe sobre ele! Ele está usando a nossa filha como isca para atrair você! Bella, se você for até ele, ele vai matar vocês duas! Não faça isso comigo, por favor! Eu não vou conseguir viver se algo acontecer a vocês duas! – eu enterrei meu rosto nos cabelos de Bella e deixei que ela visse todo o medo que eu estava sentindo.

Bella se agarrou novamente a mim e choramos juntos. Não era mais o momento de ser forte e fingir que estava tudo bem. Era o momento de deixá-la saber toda a verdade por mais horrível que ela fosse.

Narrado por Jacob

Bella chorou durante muito tempo abraçada a Edward. Doía vê-los sofrendo daquela forma. Edward estava sentado na poltrona do quarto com Bella em seu colo. Ela agora estava calada, parecia cansada de tanto chorar. Edward me olhava com uma expressão preocupada enquanto acariciava os cabelos de Bella. Eu sabia que tinha chegado a hora de contar toda a verdade que havíamos escondido dela durante todos esses meses. Eu só esperava que Bella fosse forte o bastante para absorver o choque, mas eu não estava tão certo disso. Edward levantou-se da poltrona com Bella ainda nos braços e a sentou sobre a cama ficando de frente para ela.

_ Amor, eu preciso lhe contar algumas coisas. São coisas muito graves e, antes de mais nada, eu quero que você saiba que eu só não disse a verdade antes porque eu queria proteger você e a nossa filha. – Edward tentava preparar o espírito de Bella para receber toda aquela loucura.

Bella o olhava calada e eu não conseguia decifrar a expressão em seu rosto. Edward começou a lhe contar de tudo o que aconteceu desde que eles voltaram da lua-de-mel.

_ Bella, quando nós voltamos da nossa lua-de-mel eu fiquei sabendo que Michael tinha nos mandado uma nova remessa de fotos. Uma delas mostrava você no estacionamento do hospital. Nós percebemos pelo ângulo da foto que ela tinha sido tirada de daqui de dentro... - ele hesitou observando a reação de Bella e completou – ...de dentro da sala do Emmett.

Bella arregalou os olhos e arfou com o susto. Ela tinha percebido que o inimigo tinha estado mais perto dela do que ela jamais tinha imaginado. Edward continuou depois de se certificar que ela agüentaria ouvir o resto.

_ Foi por isso que eu insisti tanto para que você se afastasse do hospital, amor! Eu queria que você ficasse longe porque nós não sabíamos quem era essa pessoa! – ele acariciava o rosto de Bella que o encarava com os olhos marejados.

_ Eu deveria ter desconfiado que houvesse algo por trás daquela sua insistência. Não podia ser somente por causa da minha gravidez porque eu estava bem. – ela disse mais para si mesma.

– Nós mandamos instalar câmeras de segurança ocultas na sala de Emmett e no seu consultório. Eu monitorava você o tempo todo do meu laptop pra ter certeza de que você estava segura! Bella, há uma coisa que você ainda não sabe sobre os seguranças: Jane e Heidi não trabalham para a firma de Caius. – Bella franziu o cenho confusa - Elas são agentes do FBI, amor!

_ FBI? – Bella disse alarmada – Edward, o que vocês estão escondendo de mim? O FBI não se envolveria nesse caso se não fosse algo muito grave!

Edward permaneceu calado durante alguns segundos talvez ponderando se deveria ou não contar a verdade sobre Michael. Bella o encarava aflita, ele não tinha escolha. Agora que ele tinha começado teria que ir até o fim.

_ Bella, no Natal, depois que você teve aquela crise eu fui com Emmett, Jasper e Jake até a casa do Michael – ele confessou apreensivo – Ele não estava lá e nós invadimos a casa e o que nós encontramos lá nos deixou preocupados. A casa inteira tinha porta-retratos com fotos suas espalhadas e no quarto dele tinha uma espécie de altar com uma foto sua, como se você fosse uma santa ou coisa assim... quando nós saímos de lá Jasper ligou para uns amigos do FBI e pediu para que eles mandassem a ficha completa de Michael porque ele percebeu que Michael era... – ele hesitou.

_ Era o que, Edward? – ela perguntou com medo da resposta.

Edward levantou-se da cama e ficou de pé de frente para Bella segurando seu rosto com as duas mãos. Ele a fitou diretamente nos olhos antes de falar.

_ Ele é um psicopata, Bella! – ele disse com um fio de voz e fechou os olhos com medo de ver a reação de Bella, mas voltou a abri-los quando percebeu que ela não tinha reagido.

Bella o olhava sem parecer realmente enxergá-lo. Ela não dizia nada, não se movia e apesar de continuar olhando nos olhos de Edward era como se seus olhos fitassem o vazio. Edward a olhava ansioso enquanto ela parecia estar em transe.

_ Bella? – ela não respondeu – Amor, fala alguma coisa? – nada – Bella, fala comigo, por favor? – Edward estava começando a perder o controle – Deus, o que foi que eu fiz?

Edward se agarrou ao corpo imóvel de Bella afundando o rosto em seus cabelos e chorando como eu nunca tinha visto um homem chorar em toda a minha vida. Ele sentia que a estava perdendo e estava desmoronando. Emmett e eu nos entreolhamos. Nós precisávamos agir antes que os dois se perdessem de vez. Corremos até eles e Emmett separou Edward de Bella puxando-o para si e o abraçando com toda a força que tinha. Edward tremia e chorava abraçado ao irmão, completamente fora de controle. Bella continuava catatônica. Eu me posicionei diante dela e segurei seu rosto como Edward fizera antes. Eu precisava trazê-la de volta.

_ Pequena? – eu a chamei – Eu preciso que você reaja! Edward precisa de você, Bella! Ele não vai conseguir sem você! Sofia também precisa de você, pequena! Você tem que cuidar dela! Só você pode cuidar dela, Bella!

De repente os olhos de Bella se voltaram para os meus e começaram a esquadrinhar todo o meu rosto como se ela tentasse me reconhecer. Não sei se tinha sido o nome de Edward ou o de Sofia que a tinha feito reagir, talvez os dois. Aos poucos ela parecia voltar à realidade. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela virou a cabeça na direção de Emmett que permanecia abraçado ao irmão. Ver Edward naquele estado pareceu tirá-la de vez daquele transe. Bella pulou da cama e correu na direção de Edward e praticamente o arrancou dos braços de Emmett. Edward a abraçou com tanta força que eu tive a impressão de que Bella não conseguiria respirar, mas ela não reclamou.

_ Nunca mais faça isso comigo, Bella! Sem você eu não existo, minha vida! – ele dizia aos soluços.

_ Eu estou aqui, amor! Eu estou aqui! – ela respondeu quase num sussurro.

Ainda havia muita coisa que Bella não sabia, mas eu tinha certeza de que Edward não diria mais nada, pelo menos por enquanto. Ela precisava se recuperar do choque antes de saber o resto da história. Eles ainda estavam abraçados quando o celular de Edward começou a tocar. Ele parecia não ouvi-lo. Apenas olhava para o rosto de Bella como se quisesse memorizar cada traço dele. Emmett pegou o celular e o atendeu.

_ Alô? – sua voz estava trêmula.

Eu o observava enquanto ele ouvia a pessoa do outro lado falar.

_ Onde vocês estão? Nós estamos tentando falar com vocês e todos sumiram! – ele dizia irritado.

A pessoa do outro lado da linha disse algo que fez com que Emmett arregalasse os olhos. Sua respiração estava ofegante.

_ Eu direi a ele! – Emmett disse antes de desligar.

Emmett respirou fundo algumas vezes e nós olhávamos para ele na expectativa de alguma notícia, mas foi Bella quem quebrou o silêncio.

_ Pelo amor de Deus, Emmett, fale logo! O que aconteceu? – Emmett olhou para cada um de nós antes de responder.

_ Era o Marcus. Ele pediu para que vocês esperassem aqui até que Caius e Alec venham buscá-los. Os outros seguranças tiveram que sair às pressas e ele não conseguiu falar conosco para avisar.

_ Onde eles estão? – Edward perguntou.

_ Eles estão seguindo a Tânia! – Emmett explicou – Ela vai levá-los até Michael!

_ Tânia? – a voz trêmula de Bella chamou a nossa atenção – Eu deveria ter confiado mais nos meus instintos. Eu sempre achei que ela não era quem dizia ser!

_ Seus instintos estavam certos, Bella! Ela não é quem dizia ser, mas ainda há muita coisa que você não sabe! – Emmett respondeu recebendo um olhar repreensivo de Edward.

Bella olhou para Edward como se pedisse explicações. Edward a abraçou acariciando seus cabelos e apoiando o queixo no alto de sua cabeça.

_ Depois eu lhe conto tudo, amor! Eles logo vão pegar o Michael e trazer a nossa filha de volta! – Edward disse apertando ainda mais o corpo de Bella em seus braços.

Bella não disse nada. Ninguém disse nada. Eu olhava para Edward e Bella abraçados e tentava me imaginar naquela situação. Um arrepio passou por minha espinha só de pensar em minha Leah tendo que enfrentar tamanho sofrimento. Espantei os pensamentos ruins da cabeça e comecei a pedir a Deus que tudo desse certo. Eu só esperava que os seguranças chegassem a tempo e rezava para que Deus permitisse que para Sofia não fosse tarde demais.