Fanfic: Amor Sublime Amor.
Autora: Viola Psique Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M

N.A: Há acharam que seria apenas um capítulo? Aqui vai a segunda atualização do dia! Esse capítulo é curtinho... É a introdução do próximo... Aproveitem girls! E para esclarecer: Eu NÃO sei tirar cartas; então o que acontece no capítulo anterior é apenas mais uma das minhas demonstrações de criatividade... Sem mais, sirvam-se!

36º Capítulo: Páscoa, Amor e Chocolate

Eu acordei feliz porque hoje era sexta-feira, e domingo seria Páscoa. A semana demorou mais que o habitual para passar. De forma que eu estava eufórica por esperar a chegada da noite e poder ficar à sós com Severo. Me arrumei e desci para o café da manhã. Viam-se estudantes eufóricos por toda a escola, a maioria feliz pelo alívio nas horas de estudo e pressão da iminente guerra se aproximando.

Caminhando pelos corredores eu encontrei Luna Lovegood, convocando magicamente um par de livros deixados no batente da última janela do corredor do primeiro andar.

-Bom dia, Luna. O que está fazendo? –Perguntei vendo-a abrir o livro e encarar a própria assinatura identificando seu pertencimento a aluna.

-Procurando meus livros. As pessoas gostam de escondê-los, mas depois eu sempre os encontro. –Comentou satisfeita por tê-lo achado, e o guardou na mochila.

-Acham engraçado? –Perguntei chocada, que tipo de estupido acharia graça nisso?

-Aparentemente. –Comentou e acenou com a mão me convidando a acompanha-la para o Salão Principal.

-Você acharia engraçado ver alunos com as mãos manchadas de tinta verde? –Luna riu me encarando e finalmente respondeu:

-Essa seria uma peça e tanto para o Pirraça. –Comentou apontando para o fantasma que flutuava por perto de nós, indo na direção contrária. Ele estancou ouvindo seu nome e nos observou. Eu sorri um sorriso ácido e apontando a varinha para a mochila de Luna murmurei um feitiço. A mochila brilhou por alguns instantes e em seguida voltou ao normal.

-Pronto, juro por Pirraça que essa será a peça mais bem pregada nesta escola desde que os gêmeos Weasley saíram daqui. –O Fantasma circulou ao nosso redor e começou a cantarolar uma canção baixinha, eu quase podia ouvir sua mente criando um verso para desmascarar os grosseirões que faziam brincadeiras sem graça com Luna.

-Obrigada, mas o que vai acontecer com quem mexer em minha mochila?

-Com quem mexer nada, com quem pegar suas coisas uma descontraída coloração verde por todo o fim de semana da Páscoa. -Luna riu e comentou:

-Parecerão com ladrões de ovos de Páscoa. Sabe aqueles ovos cozidos? –Eu ri concordando e em seguida estanquei em meu caminho. Luna era brilhante! Sorri ao encontrar minha resposta ao problema da Páscoa. Severo certamente não aceitaria os ovos de chocolate que eu lhe desse, mas não recusaria esses ovos cozidos. Ele sempre gostara de saboreá-los no almoço...

-Luna você é brilhante! –Sorri feliz estalando os dedos.

-Sou? Como? –Perguntou surpresa com minha reação.

-Ovos cozidos de Páscoa, é isso! Obrigada. –Agradeci e acenei com a cabeça quando passamos pela mesa da Grifinória. Ela acenou com a mão, e sentou-se com Gina e Hermione. Eu continuei meu caminho até a mesa dos professores.

-Bom dia. –Sorri para Sprout de um lado e depois para Severo do outro lado.

-Bom dia. –Responderam juntos. Eu já fazia planos para o final da tarde e início da noite, quando as aulas terminassem.

SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Quando o último aluno saiu de minha sala eu subi a escada adjacente aos meus aposentos. Dentro de meu quarto procurei por minha carteira vermelha de couro de dragão chinês. Adicionei alguns galeões e pus minha capa de viagem. Fora do castelo parecia frio para sair desagasalhada.

-Judy. –Chamei por minha elfo, e em segundos ela aparatava em minha frente com uma leve reverência.

-A Srta. Psiquê chamou Judy? –Eu sorri para minha elfo e respondi:

-Sim, você gostaria de ir até Hogsmead comprar alguns ovos comigo? –Judy me olhou bastante surpresa pela pergunta incomum e respondeu:

-Sim, Judy gostaria. Mas porque a senhorita precisa de ovos? E porque não pediu a Judy? Judy poderia comprar para a senhorita. –Eu ri de seu tom e disse:

-É porque esses ovos são especiais, Judy. Não são para mim. E prefiro que saiamos juntas. –Judy sorriu e me ofereceu a mão, eu a aceitei e logo desaparatávamos no meio do vilarejo de Hogsmead.

Um pequeno sorriso perpassou meus lábios ao observar o canto da rua que levava ao Pearl Chalé. Meu ninho de amor com Severo estava fechado desde segunda de manhã quando voltamos para Hogwarts.

De mãos dadas com Judy passamos por algumas lojas em direção ao pequeno mercado que Hogsmead possuía. Ao passar pela Dedos de Mel a vendedora sorriu e acenou para mim de dentro da loja. Eu sorri e acenei de volta, parando alguns instantes para observar a fachada bem decorada da vitrine. Havia todo tipo de chocolate exposto, o conjunto era lindo e fiquei com água na boca em pouco tempo.

-Boa noite. A senhorita gostaria de entrar? Nós renovamos todos os estoques para a Páscoa, e os Ovos de Chocolate estão realmente gostosos esse ano. –Briana a moça ruiva de cabelos curtos e volumosos que sempre me atendia saiu e me perguntou.

-Boa noite, infelizmente hoje estou apressada. Mas certamente darei uma passada por aqui amanhã para ver esses ovos. –A atendente sorriu e concordou eu acenei com a cabeça e recomecei a andar com Judy.

O mercado parecia estar prestes a fechar quando eu entrei, por isso logo perguntei ao senhor idoso que parecia ser o dono do lugar:

-Boa noite. O senhor já está fechando?

-Boa noite senhorita, fecharei em quinze minutos. Deseja algo? –Eu sorri e acenei com a cabeça.

-Sim, ovos de codorna. –O senhor acenou em concordância e falou:

-Está com sorte, hoje mesmo chegou um carregamento de ovos. Estão fresquinhos. –Eu concordei levemente surpresa e alegre com a informação.

-Que ótimo! Então eu vou querer uma dúzia deles, por favor. –Os ovos de codorna estavam bem empilhados numa prateleira baixa e realmente pareciam ter sido colocados no local à pouco tempo.

O senhor puxou a varinha e separou uma pequena caixa com a quantidade certa, embalou e me entregou dizendo:

-Aqui está, são oito sicles. –Eu entreguei um galeão a ele e falei:

-Obrigada. Guarde o troco e tenha uma Feliz Páscoa. –O idoso recebeu surpreso e desejou:

-Feliz Páscoa. –Acenou com a mão enquanto eu saía com Judy para voltar ao castelo.

Depois de aparatar para meus aposentos eu pedi a Judy que guardasse os ovos até amanhã, quando eu os cozinharia para meu namorado. Desci para o Salão Principal, quando comecei a comer o jantar já ia pela metade. Severo que estava ao meu lado apenas me observava, ele havia terminado de comer enquanto eu ainda me servia.

Quando me servi de sobremesa ele finalmente comentou:

-Você chegou tarde para o jantar hoje...

-É, eu estive ocupada com os preparativos da Páscoa. –Ele levantou uma sobrancelha e voltou a me observar.

Eu ria internamente de sua expressão, parecia muito concentrado em pensar ou especular sobre algo. Quando terminei a sobremesa me despedi dele e segui para meus aposentos. Apenas alguns minutos separaram a minha chegada da dele, que saiu de dentro da lareira e espanou a fuligem da própria capa. Eu sorri e comentei displicente:

-Está atrasado. –Ele levantou uma sobrancelha se aproximando; depois de um beijo lento e ávido ele comentou:

-Atrasado? E você, o que estava aprontando? –Eu ri de seu tom e passei a mão por seu queixo num carinho afetuoso. Respondi:

-Atrasado para me abraçar, me beijar. Estou com saudades. E estou "aprontando" sua surpresa de Páscoa.

-Sabe que eu não gosto de surpresas, não? E que quilos de chocolate pelo chalé não é exatamente uma imagem agradável para mim. –Eu voltei a rir imaginando o que ele achava que eu lhe daria de Páscoa. Neguei com a cabeça e disse:

-Dessa surpresa você gostará. Venha aqui, sente-se enquanto preparo um chá para nós dois. –Ele sentou em meu sofá, quando a água entrou em ebulição eu apaguei o fogo e pus um sachê de chá preto para Severo e um de camomila para mim, adicionei a água e nos servi.

Severo me observou durante todo o tempo, eu sorria vez ou outra. Ele certamente estava ficando mais estressado com meu silencio. Sentei-me próxima a ele e passei os braços em volta de seu pescoço. Comentei:

-Sabe que só é surpresa se você não souber certo? –Ele bufou, mas aceitou meu abraço contornando os próprios braços em minha cintura.

-É claro que sim. –Ainda parecia inconformado por isso sussurrei baixinho:

-Nada de chocolates para você. –Ele levantou uma sobrancelha e replicou no mesmo tom baixo:

-Sem chocolates? Nenhum? –Eu sorri e concordei com a cabeça, repliquei:

-Mas isso é um segredo.

-Um segredo?

-Sim, um segredo "segredado". Tem de prometer silencio. –Ele acenou positivamente com a cabeça e finalmente nós dois rimos. Eu rocei meu nariz no dele e comentei em tom normal:

-É Páscoa, Severo. Não faz sentido se você ficar aborrecido. –Acarinhei sua bochecha e o encarei.

-Eu não ficarei. –Prometeu sério. Levantei o dedo mindinho por alguns instantes, quando ele entendeu o significado levantou a mão e entrelaçou o mindinho ao meu. Estava prometido. Eu sorri e o beijei, quando finalmente lembramos do chá este já estava morno e no ponto de ser bebido.

-Me pergunto quantos anos você realmente têm moça. –Severo meditou alto me puxando para outro abraço. Eu deitei a cabeça em seu peito e sorri.

-Não sei, talvez eu seja bem velha; se considerarmos o tempo que você demorou para demonstrar qualquer interesse por mim... –Ele fez uma cara de zanga cômica e eu voltei a rir. Os risos terminaram em outro beijo, intercalado por outro, e outro.

Eu realmente estava descomposta quando dei por mim. Severo segurava meus cachos firmemente e beijava meu maxilar. Sentia tantas saudades dos momentos íntimos que compartilhamos na semana anterior. Suspirei e o abracei, enfim a semana chegava ao fim e eu poderia aproveitar outros momentos íntimos com ele.

-Esse fim de semana nunca pareceu tão distante. –Comentei deitada em seu peitoral.

-Na verdade sim, a semana passada pareceu bem mais longa. –Severo comentou me encarando, eu fiquei corada com seu olhar. Ele estava falando sério sobre isso, esteve realmente tão ansioso sobre nossa noite juntos no chalé? Ele certamente não parecia quando eu voltava a lembrar da noite em questão.

Voltei a beijá-lo com carinho, passeei as mãos por seu peitoral e o ouvi arquejar quando o beijei no pescoço e desci as mãos para seu abdômen. As mãos dele eram firmes em minha cintura. Encaixei minha coxa entre suas pernas e subi beijos por seu queixo.

-Não me tente moça. –Me alertou, era a segunda vez que me dizia isso. Continuei a acarinhá-lo.

Severo nos virou no sofá e logo ficava sobre mim, suas mãos eram desejosas e firmes em meu corpo. Foi minha vez de arquejar desconcertada e abraça-lo. Por quê estava tão quente? Era um calor bem vindo, porém intenso e inebriante. Se continuasse assim logo não haveria controle algum sobre minhas ações. Severo percebeu isso quando deixei escapar um gemido baixinho e trêmulo. Nossos corpos pareciam vibrar em contato mútuo. Voltei a deitar em seu peitoral quando ele nos virou novamente no sofá. Entrelaçamos nossos dedos, as corujas piavam livremente lá fora. Anunciando a hora tardia, em breve ele partiria e só nos veríamos na manhã seguinte. Eu tinha ânsias de prendê-lo no sofá, para que não partisse.

Quando a manhã chegou me levantei e fiz a toalete. Vesti-me e chamei por Judy; estava na hora de começar a preparar os ovos de Páscoa de Severo.

-Judy, agora que pegamos tudo que precisaremos acho que podemos começar... –Sorri para minha elfo e contei os materiais que tínhamos: uma panela com água para cozinhar os ovos, uma mini cesta, fitas de cetim verde claro, pincéis e tinta para pintar os mini ovos. Estava tudo pronto para ser usado.

Liguei o fogo e pus a panela com água e os ovos, Judy me ajudou a decorar a cesta com as fitas de cetim. Quando os ovos finalmente cozinharam os separei para esfriar, e quando esfriaram peguei um e comecei a pintar; decidi que um pouquinho de cor e graça não faria mal aos ovos que daria a Severo. Quando finalmente terminei de pintar o último eu os coloquei para secar, e quando a tinta finalmente secou os guardei na mini cesta. Estava tudo pronto, e eu e Judy tínhamos tinta pelas mãos, braços e rosto. Ela havia tirado uma foto enquanto eu pintava um dos ovinhos, eu ria observando a foto da polaroide mágica que ela tirara. Guardei a foto e fui me lavar novamente, tirar toda a tinta. Pedi a Judy que aparatasse para o chalé e guardasse a surpresa de Severo no armário.

Depois de limpa eu fui via floo aos aposentos de Severo. Quando cheguei ele lia sério um exemplar da "Potion's and People". Levantou uma sobrancelha, largou a revista e se levantou. Dei-lhe um abraço e ouvi sua alfinetada:

-Achei que não viria mais.

-Eu disse que demoraria um pouco; estava ocupada com algumas coisas... –Outra levantada de sobrancelhas, nenhum comentário dessa vez.

Eu sorri e o acompanhei até a lareira...

Continua...

N.A: Tãdãdãdã... Que será que acontece nessa Páscoa em Hogsmead? Esperem e lerão... :D

(E não esqueçam dos reviews!)