Título: Chances
Capítulos: 34/?
Completa: [ ] Sim [X] Não
N/a: De volta, e essas férias foram uma ótima pedida pra minha inspiração! o/
Àqueles que haviam me perguntado e comentado... saiu não só um, mas dois capítulos novos de Brennan's Song. Pretendo retomar o esquema de postagem de capítulo novo todos os domingos. ;)
Ingrid, Lilyzinha, Fraan Marques, Tamara Cortez, Mikaelly, Angie, Sra Monster, Ivyn Bones, Neita, muito obrigado pelo apoio! Sua energia positiva pra eu voltar inspirada das férias funcionou!
*Tamara, simpatizei com seu comentário. Sofri muito com essas borrachinhas, não gosto nem de lembrar!
*Fraan, que baita poder mental! Algo aconteceu que me inspirou profundamente pra continuar BS!
*Ivyn, obrigada! Até convite para patrocínio recebi! O.o A previsão dessa história era ter uns 5 capítulos no máximo. Depois subi pra 10. Depois parei de fazer previsões, por que vi que de nada adiantava... o que posso te dizer é que vamos caminhar ao menos até retornarmos ao prólogo, onde as meninas tem dois anos e meio de idade. Mas não garanto que eu vá parar aí...
CHANCES
Capítulo 34
Booth tirou as mechas de cabelo que caíam sobre o rosto de Parker, carinhosamente mirando seu rosto. O garoto havia adormecido depois de brincar por horas com as duas irmãs. Ele deixou um beijo no rosto dele e voltou para a sala.
O murmurar suave lhe dizia que Brennan ainda estava ali. Talvez ela fizesse sem perceber, ou talvez fosse algo consciente, mas sempre que ela ninava as meninas, acabava por cantarolar algumas notas suaves, sem pronunciar palavras ou mesmo abrir a boca, como se estivesse distraída.
-Ela dormiu. - disse Brennan baixinho, ao se deparar com ele.
Delicadamente ela tirou a mamadeira da boca da criança adormecida, e Booth se aproximou para pegar Alexis, a última a ser colocada no berço.
Brennan viu ele sumir pelo quarto escuro, e de repente se sentiu nervosa. Sem as crianças, eram apenas ela e Booth... ora, ela não era mais uma adolescente, certo? Poderia muito bem lidar com o pai de suas filhas...
-Todos na cama! - disse ele, voltando pra sala – Ei, onde está indo?
-Para casa. Está tarde. - disse ela, a bolsa e as chaves do carro já em mãos.
-Certo. - murmurou Booth, lançando um olhar para o relógio de pulso – Não havia percebido quão tarde já era.
Mas algo fez os dois permanecerem congelados no mesmo lugar, mesmo depois das aparentes palavras de encerrar a noite terem sido proferidas.
-Booth...
-Bones...
Os dois interromperam o que iam dizer, esperando que o outro falasse primeiro. Depois de alguns segundos de impasse, Brennan falou.
-Espero que esteja achando aprazível sua estadia em Nova York. É uma cidade superpopulacionada, mas com um vasto leque de opções culturais. Meu editor vive me dizendo que eu deveria morar lá.
Booth sorriu. Era a forma de Brennan perguntar, "O que você está achando de Nova York?"
-Eu gosto de morar lá. Não tanto como eu gosto de morar aqui. São cidades tão diferentes, me habituei à quietude e organização da capital e me esqueci quão fervilhante pode ser uma cidade grande.
Brennan fez um meneio. Se lembrava de, certa vez, ele lhe contar que havia crescido na Philadelphia.
Booth esperou. Era a vez dela falar algo no jogo de pingue pongue em que estavam, mas ela estava tomando algum tempo. Talvez ambos soubessem que aquela conversa era uma mera formalidade, para chegar em um assunto diferente. Booth repensou. Talvez ele soubesse, mas não Brennan, não conscientemente. Ela sempre era completamente sincera com o que falava.
-Vou fazer um café para nós antes que você tenha que ir. - disse Booth, por algum motivo querendo prolongar o impasse.
Os dois se sentaram à cozinha, apreciando a quietude da casa.
-As meninas vão fazer um ano em seis semanas, hã? - disse Booth com um sorriso, trazendo a caneca de café de Brennan, com creme, sem açúcar, como ele sabia que ela gostava. - Quem diria que o tempo passaria tão rápido?
-Apesar de saber que o tempo é uma variável mesurável e constante que sempre passa da mesma forma, entendo sua metáfora.
-Então, o que você vai fazer para o aniversário delas?
-O que você quer dizer?
-Para comemorar o aniversário delas, oras.
-Há alguma regra social ditando o que se fazer a esse respeito?
Booth riu.
-Você não precisa seguir uma etiqueta, Bones. Só reúna as pessoas de quem gosta, compre um bolo, cante parabéns... esse tipo de costume social, sabe?
-Tudo isso seria pouco prático. O aniversário delas vai cair em uma quinta-feira, sendo complicado fazer todos estes arranjos.
-Então faça no sábado. Não precisa exagerar, só chame as pessoas de quem elas gostam na sua casa e tenha uma pequena comemoração. Não preciso dizer que eu e Parker já temos nossa presença confirmada no evento.
-Você terá esse final de semana de folga?
-Eu não sei ainda. Mas para o aniversário de um ano das minhas meninas, eu faço qualquer coisa para estar lá.
-Você é um bom pai, Booth.
Ele a mirou impressionado, sem saber bem de onde aquilo havia vindo, tão repentinamente.
-Obrigado pelo elogio, Bones.
-Não é um elogio. É uma constatação. Você coloca sua prole em primeiro lugar em sua lista de prioridades, e eu o admiro por isso.
-Você também faz isso. - disse ele suavemente.
-Antes das meninas nascerem não achei que seria capaz. - confessou Brennan, sem mirá-lo - Mas agora que as tenho... elas sempre serão minha primeira prioridade.
Booth sorriu.
-Você é uma ótima mãe, Bones.
Ela baixou os olhos para o café, aparentemene envergonhada pela 'constatação' dele. Ele achou que aquele era um bom momento para inserir um assunto que há muito tempo queria discutir com ela. Quando estariam novamente juntos, na mesma cidade, e sem a crianças por perto?
-Bones, eu quero me desculpar... me desculpar por meu comportamento logo depois que as meninas nasceram. Se eu pareci apressado ao tomar como certo algo que não estava certo para você.
-Do que está falando?
-Desde o começo, mesmo com a briga eu achei... eu sempre achei que nós éramos perfeitos um para o outro. E logo que as meninas nasceram, achei que o passo lógico a se dar seria ficarmos juntos. Mas eu nunca lhe perguntei o que você achava, o que se passava na sua cabeça.
-Eu não estava pronta para um relacionamento. Eu não estou. - corrigiu-se ela.
-Nossa amizade é muito importante para mim. - ele continuou – Se eu tivesse o tipo de relacionamento que tenho com você com Rebecca, as coisas seriam tão diferentes para mim e Parker. Eu lhe respeito como pessoa e como mãe, você é alguém incrível. Eu só...
Eu não quero ser só um amigo. Eu quero ser seu melhor amigo, e mais.
Ele suspirou.
-Bones, nós somos adultos. Eu quero saber se algum dia haverá uma chance para nós dois. Ou se você quer deixar os limites de nossa amizade delimitados. Uma ou outra resposta, eu aceito. Só não posso viver diariamente com a dúvida, com o medo de estragar as coisas de novo.
Ele está pedindo minha permissão para ver alguém, pensou Brennan,
-Booth, você não precisa pedir minha permissão para ver alguém.
-O quê? Não, não é disso que estou falando.
-Em seu tempo morando sozinho aposto como fez um novo círculo de amigos, como é de sua característica social. Como aquele que você disse estar em um bar no outro dia. E se isso inclui sair com mulheres, você tem todo o direito, Booth. Só recomendaria que você usasse proteção ao ter intercurso sexual, já que já tem uma média de filhos maior que a média americana.
Booth olhava para ela abobalhado. O quê... como... como a cuidadosa conversa que ele iniciara havia virado aquilo?
-Eu não... eu não tenho amigos com quem saio em Nova York, não como aqui. Não como você. - ele conseguiu responder. - E definitivamente não estou vendo mulheres.
-Não sei por que, você é uma espécime masculina atraetente.
-Bones, é isso. O assunto encerra aqui, está bem? - ele estava começando a se irritar com todas as aparentes lógicas deduções dela.
Brennan pousou a xícara sobre a mesa, percebendo que ele estava irritado. Mas ela precisava fazer uma pergunta.
-Booth. Você voltou a jogar?
-Mas o quê... - disse ele, erguendo os olhos irritado com mais uma inferência dela.
Mas ao erguer os olhos ele viu os olhos dela. A expressão dela. Ele conseguia lê-los como um livro. Ela estava perguntado por que estava realmente preocupada.
-Não. Nunca mais joguei desde aquela noite que você me encontrou no bar. E por mais que a vida em Nova York não seja exatamente fácil, com ninguém que eu conheça e me importe por perto, eu não me rendi ao jogo novamente.
Ela sorriu.
-Fico feliz, Booth.
Então ela se levantou, agradeceu o café, colocou sua xícara na pia e pegou as chaves do carro.
Ele não se mexeu.
Ela deu-lhe um beijo na bochecha e um suave boa noite.
E saiu.
