(Cap. 36) Me Deixas Louca

Notas do capítulo
Primeiro capítulo extra dos 3 prometidos depois do final.

Me Deixas Louca

"Quando caminho pela rua lado a lado com você

Me deixas louca

E quando escuto o som alegre do teu riso

Que me dá tanta alegria

Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia

Pouco a pouco entardecer

E chega a hora de ir pro quarto escutar

As coisas lindas que começas a dizer

Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague

Me deixas louca

Quando transmites o calor de tuas mãos

Pro meu corpo que te espera

Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas

Desaparecem as palavras

Outros sons enchem o espaço

Você me abraça, a noite passa

E me deixas louca"

Composição: Armando Manzanero / Versão: Paulo Coelho

Kent beijava os meus seios. Eu gemia, estava toda arrepiada ansiando por mais e ele foi descendo. Tirou a minha calça e calcinha, me deixando completamente nua, já estava excitada e o queria muito. Ele colocou a mão entre as minhas pernas e acariciou delicadamente as minhas coxas. Um calafrio subiu pelo meu corpo e eu gritei de tesão.

Ele me olhou com desejo e continuou. Pensei que colocaria a cabeça entre minhas coxas, mas ele me virou, me posicionando de lado. Com um braço em minha cintura, ele me mantinha junto dele, eu sentia a sua pele contra mim, o seu calor, e seu pênis excitado entre as minhas pernas.

Eu suspirei, e ele soltou um gemido em meu ouvido. Depois começou a beijar a minha orelha, atingiu o pescoço e finalmente a nuca onde ele ficou por mais tempo. Ele sabia que eu gostava de carinhos naquela região. De leve, ele passava os lábios, e o rosto, eu sentia os fios da sua barba por fazer roçando em minha nuca. Ele estava me levando à loucura, estava toda arrepiada e gemia cada vez mais alto.

Então ele afastou o seu peitoral das minhas costas, e começou a passar os dedos em minha coluna. Os passava bem de leve quase como se não estivesse tocando a minha pele, mas fazia movimentos amplos, começando da nuca e chegando quase nas minhas nádegas. Primeiro eu comecei a sentir cócegas, que logo se transformaram em comichões, e depois arrepios que pareciam percorrer a minha coluna e propagar por todo o meu corpo.

Os arrepios ficaram mais intensos, pareciam quase choques, era como se o dedo de Kent depositasse eletricidade em meu corpo. Era maravilhoso. Meus gemidos ficaram tão altos que poderiam ser confundidos com gritos. Eu estava ficando fraca, cada vez mais entregue a ele, as vezes me contorcia e espasmos fortes e constantes me dominavam. Era muito prazer para mim.

Então ele desfez o laço de seu braço que me agarrava na cintura e enquanto a outra mão me tocava na coluna, ele colocou os dedos da primeira em minha vagina, e começou a mexê-los dentro de mim. Fazia movimentos calmos, e mais sensações começaram a percorrer o meu corpo. Algumas iniciando na coluna e outras nas minhas partes baixas. Eram estímulos demais para mim, eu gritava, já não conseguia me controlar. Parecia que Kent não queria me deixar só louca, ele queria me matar. Mas seria uma morte maravilhosa, com o corpo fervendo, o coração explodindo de tão rápido que batia, e a respiração vertiginosa. Morreria de prazer.

Eu já não conseguia mais me dominar, quando ele parou de mexer as mãos, pressionou seu corpo contra o meu, agarrou meu quadril inclinando-o e me penetrou fundo na vagina. Ele gemia em meu ouvido, enquanto se movia dentro de mim. Começou devagar o que postergou a minha sensação de prazer.

Nós gemíamos alto, enquanto ele se afundava e recuava em mim. Ficamos nos movimentando um tempo, a velocidade foi aumentando, os gemidos ficaram mais altos e freqüentes. Então ele parou e disse com a respiração entrecortada:

– Não quero gozar agora!

– Por quê? – perguntei surpresa e ainda em chamas

– Quero gozar enquanto vejo o seu rosto! – eu não pensei duas vezes, me deitei de costas na cama e abri as minhas pernas

– Vem.

Ele me deu um sorriso sensual e travesso, e se colocou dentro de mim. Começamos a nos mover novamente, enquanto seus maravilhosos olhos verdes estavam fixos nos meus olhos. Eu gostava de vê-los tão perto dos meus. Kent me penetrava e recuava. Fechei minhas pernas em volta da sua cintura e nossos movimentos se tornaram menos amplos, mas mais rápidos. Nossos gemidos foram ficando cada vez mais altos, então soltamos um grito e ele despencou saciado em cima de mim (eu também estava saciada), enquanto me inundava com seu sêmen.

Ficamos parados assim por alguns momentos até que Kent moveu, deitou-se de costas na cama e eu descansei minha cabeça em seu peito. Ele ainda estava quente, e molhado de suor. Aliás, eu também estava. Passei a mão em seu peito, subi até o rosto, peguei em seu cabelo, que também estava úmido:

– Você está tão molhado que parece que saiu da chuva nesse instante... Só não está frio.

– Se eu soubesse que para você mudar de idéia, seria necessário eu tomar uma chuva na porta da sua casa, já teria providenciado uma, nem que fosse através de aerodeslizadores jogando baldes d' água em cima de mim – ele riu

– Kent? – falei irritada, levantei a minha cabeça e olhei nos seus olhos

– Que foi? Eu sofri muito, Hope!- ele disse direto e sem tom de brincadeira

– Me desculpa, não era a minha intenção. Mas se serve de consolo, eu também sofri - isso era verdade e gostei de admitir, dei um selinho em sua boca e voltei a deitar em seu peito

Ele começou fazer um cafuné em mim e disse:

– Mas isso é passado, né?

– É , vamos dormir agora. O amanhã nos aguarda!- apaguei a luz do quarto, puxei a coberta para cima da gente e me aconcheguei mais em seu corpo, queria dormir sentindo-o bem junto a mim

– Vamos! – eu estava com um pé no degrau da escada e segurando a mão de Kent, quase o puxando para descer comigo

– Vai ser estranho eu aparecer para tomar café da manhã depois de dormirmos juntos– eu ri, era bom vê-lo desconfortável para variar, nas situações constrangedoras, ele normalmente agia com a maior tranqüilidade

– Você prefere fugir pela minha janela em plena luz do dia? Aí sim seria motivo de uma bela fofoca! –eu falei

– Seu pai não vai gostar de me ver saindo do seu quarto, Hope!

– Meu pai? Como sempre ele não está. E se estivesse, duvido que fosse se importar, mesmo se eu aparecesse com um homem diferente a cada dia!

– Não fala assim, é o seu pai! E você pode estar sendo injusta – ele falou de forma tão firme que eu achei um pouco estranho

– Duvido. Você sabe alguma coisa que eu não sei?

– Bem... sei. Seu pai te patrocinou desde o início nos Jogos Vorazes!

– Você está falando sério? – eu achei aquilo realmente surpreendente

– Sim, Hope, mesmo quando você não tinha tantos fãs, ele deu dinheiro para te mandar presentes. Ele não deve ser tão ruim como você pensa.

– Talvez. Bem... isso é estranho!- eu pensei por um momento e voltei a falar- tá bom, ele não queria que eu morresse, mas isso não diz muita coisa e não conserta a falta de interesse que ele teve por mim durante a minha vida -falei firme

– Será que não pode amenizar?– falou Kent, isso me confundia e resolvi acabar com o assunto por enquanto

– Vamos parar com o papo furado! Isso tá me deixando nervosa. Vamos descer! Provavelmente você só terá que encarar Zala.

– Isso também não me atrai, Hope. Ela praticamente te criou e nos últimos dias, bateu a porta na minha cara várias vezes. Não acho que vai gostar de eu ter passado a noite com você.

– Tá como medo de uma senhora, é?- falei brincando

– Não é isso!

– Então vamos deixar de lenga-lenga, uma hora ela terá que saber.

– Preferia que fosse numa ocasião diferente.

– Vamos! – falei impaciente, eu puxei sua mão e dessa vez ele desceu as escadas comigo

Ao chegarmos à sala, vi Zala de costas, a sua frente, estava a mesa do café da manhã cheia de coisas deliciosas. Minha boca até salivou quando avistei aquilo. Eu estava com muita fome e iria me esbanjar. Zala notou a nossa chegada e começou a falar enquanto se virava para gente:

– Hope, que bom ... – ela arregalou os olhos, realmente ficou surpresa, é claro que eu não esperava outra reação dela ao me ver vindo do quarto de mãos dadas com Kent Wayne, o cara que eu recusei tanto a receber e que matara a minha irmã

– Bom dia – falei tentando demonstrar naturalidade

– Bom dia – Kent falou um pouco desconfortável

Eu me sentei numa cadeira que estava em volta a mesa, e ele se sentou ao meu lado. Só assim Zala conseguiu retribuir a nossa saudação e perguntou se queríamos comer ou beber alguma coisa. Ela ainda agia de forma estranha e Kent ainda estava um pouco tenso. Mas ele passou a agir com espontaneidade em pouco tempo. E se mostrou bem encantador. Ele era muito bom nisso!

Fora uma situação constrangedora, mas até que era engraçado. A verdade é que eu deveria passar por várias situações parecidas com ele. E resolvi me portar do jeito que Kent normalmente fazia, agir como se o fato de estarmos juntos fosse a coisa mais natural do mundo.