Capitulo 35: Desesperança
Quer deixar uma coisa bem clara, esse foi um dos caps mais difíceis de escrever, ele aconteceu de três maneiras diferente e por fim decidi deixar assim. Foi muito, muito pesado escrevê-lo então espero que quem leia tenha ao menos a CONSIDERAÇÃO de comentar já que foi um dos caps mais pesados, difíceis e complicados de escrever. Além do que você perde no máximo 1 minuto comentando, bem menos do que leva ao ler.
Outra coisa, esse cap está muito, muito pesado. As cenas de violência estão fortes então você foi avisado. A classificação da fic não é só pela NC, que isso fique bem claro.
Penúltimo aviso, no último parágrafo tem o link de uma música do Imagine Dragons chamada Demons. Quem não conseguir abrir o link procura no youtube e escute quando estiver lendo. Foi ao som dela que escrevi a última parte.
Ultimo e não menos importante, está sem betagem, mas foi relido e feito com muito, muito carinho. Espero que curtam. Kisses and enjoy!
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"A escuridão tomou minha alma, agora ela não passa de ódio, desespero e agonia. Eu fui contaminada pelo ambiente sujo e isso é o que mais me mata por dentro"
Uma batida na porta e Mellani abriu os olhos. Estava jogada de atravessado na cama
-Entra.- O barulho da porta abrindo e fechando foi alto e logo depois a voz de seu tio soou suavemente pelo quarto
-Podemos conversar?- Mellani deu de ombros e não abriu os olhos
-Tenho opção?
-Não.- Ele parecia hesitar e ela abriu os olhos. Sentou e seu tio a encarou preocupado
-Ainda estou muito decepcionado Mellani e sabe como posso ser... Muito duro às vezes.
-Está mesmo se sentindo culpado ou a mãe te mandou?- Charlus adorava quando a sobrinha os tratava por pai e mãe. Era um sentimento sublime que sentia.
-Os dois. Me sentindo culpado por ter deixado a véspera de natal com um clima pesado. Me sentindo apreensivo por você... Eu posso ter sido um tanto quanto duro e talvez eu continue sendo assim por mais um tempo, mas eu não te odeio eu só... Acho que você precisa sentir as conseqüências de suas ações. Eu também gosto muito do Sirius quase tanto quanto gosto de você e do James, o garoto tem um espaço e tanto em meu coração, mas...Estou me sentindo traído e mais uma vez entra o fato de tanto você quanto ele precisarem...
-Sentir as conseqüências dos nossos atos.
-É.- O mais velho suspirou e olhou bem para sua sobrinha. Ela era uma garota incrível, tinha aquela coisa menina mulher que Clarice nunca teve. O homem lembrou da irmã e sentiu os olhos marejarem. – Você lembra de mais a sua mãe. Parecem irmãs. Ela faleceu apenas alguns anos mais velha que você.- Mellani engoliu em seco. Charlus segurou o rosto da sobrinha e sentiu o peito comprimir ao lembrar da irmã. Mellani era idêntica a mãe, tendo do pai apenas o tom mais claro do cabelo e obviamente o temperamento teimoso e sem limites.- Clarice era doce, amável e gentil, parecia uma brisa tocando a vida de todos, aquelas de verão, que refrescam e alegram a tarde.- Mellani sorriu sentindo saudades da mãe. Lembrava-se pouco dela e a cada dia parecia se esquecer mais - Já você, é como um furacão. Chega, bagunça tudo e deixa marcas...
-De dor.
-De renovação. De certezas... Você...- Abraçou a sobrinha- É horrível! Horrível!- Mellani deitou a cabeça no ombro do tio- Mas eu te amo. De maneira tão intensa quanto sua personalidade e eu...- Suspirou segurando o choro- Eu peço perdão por qualquer eventual problema que venha a ter.
-Do que está falando tio?
-Do futuro Mel.
-Eu te amo pai.- Murmurou- Desculpa por te por ser horrível. Eu não faço de propósito. Eu só... Eu só quero aproveitar as coisas.
-Oh pequena.- Murmurou desfazendo o abraço e olhando-a seriamente- Você pode se ferir com essa vontade tão grande de viver.
-Eu sei.- Ela murmurou lembrando dos sentimentos novos que tinha toda as vezes que olhava para Sirius- Tio...O que aconteceu com a minha mãe?
-Como assim?- A tensão dele foi nítida
-Eu estava em Hogsmead quando aconteceu o ataque. Todos os estudantes estavam. Eu ouvi uma pessoa falando que ela foi assassinada! Assassinada por ser uma inominável muito competente.- O mais velho suspirou- Por que nunca me disse a verdade?
-Porque queríamos te poupar de mais dor e revolta. Sabe o pai da Dorcas? As atitudes que ele está tendo?- Mellani assentiu- Seu pai fez exatamente a mesma coisa e agora... Agora está pagando o preço por ter escolhido mal.
-Ele devia estar aqui se quer se redimir de algum jeito. Não sumir de novo porque não o aceitei bem. Ele queria o que? Que eu o abraçasse e chorasse feliz depois de anos de abandono?
-Ele não se ausentou novamente por opção. Ele está trabalhando para a ordem sob o meu comando. É algo bem maior do que vontade e vingança pessoal. Ele está continuando o trabalho de sua mãe. Ela avançou muito em pesquisas e estava descobrindo algo sobre South Hampton quando foi assassinada.- Mellani suspirou- Ela descobriu o evento que culminou na morte dos pais de suas amigas. E ela estava na pista sobre os poderes de Voldemort, mas não posso sair falando tudo que ficamos sabendo devido aos projetos dela porque você e James são inconseqüentes e... Não os quero no meio disso.- Mellani teve uma leve ideia de onde estariam aqueles projetos- Estamos tentando acabar com isso para que vocês tenham uma vida segura e sem ameaças.
-Todos esses anos e só agora decidiu me contar a verdade sobre a minha mãe?
-Você entende o peso que teria dizer que mataram sua mãe? Agora você está mais velha, já entende muitas coisas, mas mesmo assim... Olha só como isso é pesado e ruim. Não queríamos que crescesse com isso.- Mellani entendeu, mas nem por isso aceitou. Ela esperaria o silêncio da madrugada para vasculhar as coisas do tio. Queria respostas e quanto mais soubesse mais seu grupo se prepararia. O mais velho passou a mão pelo rosto da sobrinha e murmurou com receio- Quanto a você e Sirius...
-Já disse que não existe Sirius e eu. Não temos nada um com o outro.- O homem suspirou
-Eu até entendo porque você insiste em esconder.- Ele a encarou- Tem medo, orgulho, muito orgulho... Mas negar não vai mudar o que aconteceu e muito menos meu conhecimento sobre tudo.- A adolescente abaixou o olhar. – Mesmo depois de todos esses anos você e James ainda ficam surpresos em como os conheço. Eu sei quase tudo que se passa com vocês. Sei como se sente sozinha, sei da sua insegurança disfarçada com esse humor maldoso e essa arrogância sem fim.- Segurou o queixo da sobrinha- E sei quando algo está diferente, tão diferente e tão bem escondido que nem você enxergava... Até agora.
-Eu te odeio.- Ela sussurrou tentando conter as lágrimas
-Eu também te amo pequena
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-Papai Noel!-Dorcas acordou num pulo quando ouviu a voz de sua irmã gritar. Sentou na cama jogando o cobertor para longe. A pequena Amanda já estava pendurada na maçaneta tentando abrir a porta.
-Hey mocinha, onde você vai? Esqueceu que tem que tirar o pijama e pentear os cabelos?- A menina fingiu não ouvir- Pode vir aqui Mandy ou você não vai descer...- A porta se abriu e James e Remus apareceram com toucas vermelhas e de pijamas.
-Feliz natal.- Gritaram e Dorcas sentiu uma nostalgia ao se lembrar do Halloween no terceiro ano. Remus pegou Mandy no colo e os três sumiram.
-Ela precisa tirar o pijama!
-Natal não é natal se você desce sem pijama! Vamos Dorcas, para de ser chata!- James gritou e começou a balançar um sino gritando feliz natal pela casa inteira. O moreno pegou outra touca e colocou na cabeça de Mandy. Os três desceram gritando. Quando Dorcas terminou de descer viu que Lílian já estava lá embaixo colando um prato de biscoitos na mesa de centro da sala enquanto Mellani e Margaret enfeitavam uma enorme árvore. Harry mexia no rádio até que sintonizou uma estação trouxa e Jingle Bells Rock começou a tocar enchendo o ambiente com uma sensação agradável.
-Por que só a Lily está com um chapéu verde?- Dorcas questionou rindo
-Por que aparentemente eu sou um elfo.- Resmungou e James se aproximou
-É porque você fica linda de verde.
-Ruiva de verde. Que original.- Debochou. Dorcas olhou em volta vendo luzes de natal e visgos pendurados. James sorriu de lado com a provocação da namorada e a puxou pelo pulso fazendo-a quase derrubar a jarra de suco.- O que você está fazendo Potter?
-Bem... Tem um visgo aqui.- Lílian olhou para cima vendo a mão dele segurar a planta no alto. A ruiva não aguentou e começou a rir
-Estou embaixo de um visgo com o Potter? Merlim me ajude a passar por esse tormento.
-Você é tão cruel Evans.
-Lembra como me perseguiu com isso? Eu tenho motivos suficientes para um trauma.
-Então está na hora do tratamento de choque.-Murmurou puxando-a para si e jogando o visgo no sofá.
-Hey. Eu estou segurando uma jarra!- Ele piscou e tomou o objeto das mãos dela relegando-a a mesa de centro. Não queria absolutamente nada entre os dois. Deslizou a mão pelo rosto dela até a nuca e puxou-a carinhosamente para um beijo. Sentiu o coração disparar quando as mãos da garota enlaçaram seu pescoço. Seus lábios tocaram os dela e ele sorriu entre o beijo "Obrigado papai Noel" pensou enquanto sentia a boca macia contra a sua. Lílian suspirou sentindo a língua dele contra a sua e achegou-se mais ao Maroto. Apartou o beijo ao lembrar que tinham muitas pessoas em volta provavelmente olhando-os. Encostou a testa a dele e sorriu bobamente
-Feliz natal.- Ela sussurrou de olhos fechados
-Feliz natal.- Ele murmurou de volta e começou a se balançar ao ritmo da música.
-Eu lembro do meu avô quando ouço essa música.- Lílian começou- Ele sempre dançava Jingle Bells Rock comigo. O Almoço de natal era sempre na choupana com muita neve acumulada na janela.- Sorriu quando James a rodopiou. Olhou em volta vendo uma cena que muito lhe agradou. Mellani e Margaret rindo enquanto olhavam Harry e Amanda dançando. Remus e Dorcas dançando em outro canto da sala. Lílian sentiu os olhos lacrimejarem porque era exatamente assim que sua família passava aquela data, sorrindo, dançando e sendo feliz. Algumas lágrimas teimosas escorreram de seus olhos e ela as limpou rapidamente
-Hey... Vai ficar tudo bem.- James murmurou puxando-a para si e beijando-lhe o topo da cabeleira ruiva
-Não estou triste.- Ela riu deixando mais lágrimas cair- Só estou feliz por estar aqui com vocês... E com saudades. Muitas saudades. Meus pais adorariam o natal daqui...- Ela o olhou e sorriu com os olhos ainda marejados- Sou uma boba.- Beijou o rapaz com carinho- Só estou com saudades.- James a olhou profundamente nos olhos e por um instante teve um vislumbre de canecas com chocolate quente com marshmallow e muitas risadas agradáveis. Uma sensação de expulsão o tomou e quando se deu conta estava encarando aqueles olhos verdes- O-o que você fez?
-Desculpa.- Ele murmurou- Tive umas noções de legilimencia, mas... Nunca pensei que...
-Você entrou na minha mente assim? Tão fácil?- A ruiva parecia assustada
-Estava muito concentrado em você. E você muito concentrada na sua família. Eu não entrei na sua mente, eu caí nela.- Lílian o olhou confusa
-Eu devia aprender oclumencia.
-Remus é muito bom nisso. Por sermos impulsivos, eu e a Mel temos dificuldade de erguer um bloqueio.- Lílian sorriu calmamente e passou a mão pelo rosto dele. O rapaz fechou os olhos e beijou a mão dela
-Confesso que em alguns momentos eu pensei que nunca teria você comigo...- James continuaria falando, mas um barulho estridente de explosão e ferro se retorcendo o fez parar. Harry desligou o rádio no mesmo instante e com a mesma rapidez que a explosão no portão os surpreendeu outra explosão na porta da frente se fez presente. Com um movimento ágil de varinha o senhor Potter empurrou todos os jovens para dentro de seu escritório trancando a porta logo em seguida. Dorcas bateu a cabeça no móvel e caiu sentada no carpete da sala. A loira viu como em câmera lenta Mellani e James levantarem do chão e correrem para a porta tentando abrir de qualquer jeito e Lílian auxiliar Remus. Ficou confusa e viu as lágrimas escorrerem dos olhos de Mellani enquanto ela gritava algo que Dorcas não conseguia ouvir. De uma hora para outra todos os seus sentidos voltaram ao normal. Os gritos e o barulho a atingiram de maneira assustadora
-Mandy!- Onde está a Mandy?- Começou a ficar desesperada e a menina saiu debaixo da mesa correndo até a irmã. O coração de Dorcas aliviou, mas só um pouco. O barulho de feitiços e coisas quebrando do lado de fora era o que mais assustava. Um segundo de silêncio e os estampidos voltaram.
-Vão entrar aqui.- Dorcas falou, estamos presos justamente onde eles querem chegar.
-Eu sei!- Mellani murmurou tentando manter a calma. James, Lílian e Remus estavam com as orelhas encostadas na porta. Dorcas tentava acalmar Amanda e todos estavam com as varinhas em punho.
-James... Onde está a capa?
-No meu quarto.- Murmurou apavorado- Por que?
-Você sabe fazer um bom feitiço de desilusão?
-Sim Mel, para de viajar e explica o que quer.
-Proteger a Mandy. Petrificá-la e deixá-la invisível enquanto estivermos em perigo.
-Você está louca? A coitadinha vai morrer de medo!- Dorcas gritou
-Tem uma saída melhor? Ela não vai parar de chorar tão cedo... Por que estão demorando tanto para arrombarem a porta?- Os barulhos se intensificaram de maneira estrondosa. Mellani não conseguia parar de pensar em seus tios mortos. Começou a andar de um lado para o outro.
-Atenção.- James começou- Vamos fazer o seguinte. Peguem todo e qualquer documento que acharem e vamos diminuir... Depois podemos enfiar no sutiã, na cueca sei lá! Vamos dar um jeito de esconder e livrar... -Um estrondo na porta fez Mandy gemer de susto e todos olharem assustados.- Não temos tanto tempo! O que estão esperando?- Todos começaram a se movimentar. Dorcas deixou Mandy sentada na poltrona e a menina soluçava com medo enquanto seguia Remus e a irmã com os olhos por todo o canto. Uma movimentação de gavetas, armários e tudo que estava ao alcance começou. Eles corriam para todo o lado. O que achavam encolhiam e amontoavam na mesa. No meio do processo mais um estrondo na porta aconteceu fazendo os parafusos das dobraduras saírem um pouco do lugar. Todos pararam e olharam para a porta com tensão. Fora isso os barulhos de batalha continuavam.
-Acho que acabou.- Lílian disse olhando para James com medo
-Sim.- Mellani murmurou e arfou- O que faremos agora?- Começou a andar de um lado para o outro- O que faremos?
-Filtro de percepção! – Remus sugeriu empolgado- É obvio. Um filtro de percepção!
-Perfeito! Mas não sei lançar completamente.
-Nem eu!- Ele murmurou e se entreolharam
-Juntos?- Ela perguntou e ele assentiu
-Prestem atenção!- O rapaz chamou a atenção de todos- Fiquem olhando para esses papeis. Não parem de olhar se não vão perdê-los!- Até Mandy fixou seus olhos na mesa. Mellani e Remus ergueram as varinhas enquanto murmuravam de maneira concentrada um feitiço complicado. Cerca de dois minutos depois e um completo silencio a não ser pelos sussurros deles Mellani suspirou
-Está feito?
-O que?- Lílian questionou
-Guardem os papeis nos bolsos dos roupões. Estão pequenos o suficiente para isso. Assim que perdemos o contato visual com eles vamos esquecer completamente. É um filtro de percepção. Feitiço bem útil. A coisa está ali e visível, mas é como se não existisse. Quando um de nós tocar vai lembrar e poderemos resgatar todos. Desde os mapas até os recibos de passagens dos agentes. Nenhuma legilimencia pega o que foi esquecido- Mellani concluiu e todos passaram a guardar os arquivos nos bolsos. Ao terminarem se encararam em confusão e Remus gritou
-O que estão esperando? Os arquivos!
-Está tudo revirado!- James murmurou sem lembrar que eles mesmos tinham feito aquilo.- Meu pai deve ter tirado tudo daqui antes.
-Tem algo estranho.- Mellani murmurou e um silencio descomunal se apossou da casa
- Que silencio é esse?-James questionou desconfiado- Se entrarem aqui escondam as varinhas e ataquem num momento oportuno...- Era meio obvio que ele tinha uma liderança natural.
-Shiiiiiiuuu.- Lílian pediu e se aproximou da porta com receio. Assim que ela encostou a orelha na madeira um estrondo maior se fez e a ruiva voou para trás com o impacto da explosão. Com um ótimo reflexo, fruto do quadribol, James se jogou na direção dela e caiu por baixo aparando o impacto da jovem com o chão.
-Todo mundo em pé agora!- Uma voz forte e sombria gritou- Ou esse aqui morre.- Todos levantaram e Dorcas pegou Mandy no colo. Remus colocou-as atrás de si de um jeito protetor.- O que nós temos aqui hum?- James ficou gelado quando viu seu pai sob a mira da varinha daquele homem e mais uns cinco entrando no escritório e vasculhando tudo- Mãos pra cima. Coloca a criança em cima da mesa!- Dorcas o fez com receio e outro homem mascarado começou a passar um artefato mágico pelo rosto de cada presente. Quando passou por Lílian ele apitou
-Uma sangue ruim e um mestiço chefe. O resto é puro sangue.
-Eu vou te dar mais uma chance Charlus, me dá as porras dos arquivos, me entregue um ou dois ratos nojentos que trabalham para o Dumbledore e sua família patética será poupada.
-Onde está minha mulher?
-Amarrada na cozinha como você pediu. Agora, quem você quer ver morrer primeiro? A sangue ruim ou a criança?- Mandy estava paralisada em cima da mesa, agarrando as vestes de Remus como se pudesse se salvar. Todos estavam esperando a hora de agir- Onde estão suas varinhas crianças?
-No quarto.- James murmurou com a voz propositalmente temerosa
-Por quê?
-É natal seu grande estúpido!- Mellani respondeu tentando ganhar tempo
-Eu te conheço docinho.- O comensal com ao artefato mágico segurou o queixo dela- Cuidem dessa aqui.- Separou Mellani do grupo e ela foi jogada nas mãos de dois comensais- Ela me fez belos machucados em Hogsmead.- A garota trocou um olhar com James
-Vamos lá Charlus, ninguém quer sangue mágico derramado... Mas...-Outro homem ficou com a missão de ameaçar o pescoço do senhor Potter enquanto o que falava puxou Lílian pelo braço bruscamente. James fez um movimento involuntário indo para frente e levou um feitiço que lhe deu uma forte dor nos ossos, mas não era uma maldição. A dor foi forte suficiente para fazê-lo cair de joelhos.
-Paradinho aí fedelho... Como eu ia dizendo, com essa aqui... Nós não temos que nos controlar. Podemos matar se isso for te fazer abrir o bico.- E lambeu o rosto de Lílian que engoliu em seco. James se levantou com dificuldade e encarou a namorada tentando lhe passar segurança- Embora eu sinta falta de umas diversões... Ter um brinquedo seria interessante.- O apanhador arfou.- Aquele mestiço retardado também já nos deu trabalho, matá-lo será fácil. Vamos logo Charlus! Vamos!
-AGORA!- Mellani gritou surpreendendo os comensais. Os jovens atacaram ao mesmo tempo. Uma confusão de feitiços se fez presente, maldições ricocheteavam e Dorcas tentava sair da sala deixando Mandy protegida. Um feitiço atingiu a Loira e sua mão soltou a da irmã. Remus preocupadíssimo tentou ir atrás de Mandy que parou no meio da confusão chorando num ataque de pânico. Dorcas sentia muita dor e sangue saia de sua boca. Tentou levantar e tirar a irmã do meio das maldições. Charlus roubou a varinha de um comensal e lutava ao lado de Lílian. James e Mellani faziam uma dupla incrível e o senhor Potter estava extremamente surpreso com o desempenho deles. Mais comensais vieram para o escritório e a confusão foi grande. O líder deles, que tinha dado uma lambida em Lílian, lançou uma maldição da morte que Charlus desviou, o feitiço ricocheteou no mármore do chão explodindo e lançando Mandy para longe fazendo a pequena bater a cabeça com força na parede. Com um baque seco a menina caiu no chão e Dorcas gritou seu nome com tanto desespero que por dois segundos todos pararam de lutar. A jovem correu até a irmã que jazia paralisada no chão, os olhos tão brilhosos agora opacos e fixos num único lugar, uma poça de sangue em volta de sua cabeça espalhando pelo chão e manchando os fios loiros de vermelho. O choque de ver Amanda morta deixou Remus sem ação e logo a pequena resistência que faziam foi rendida novamente. Mellani foi amarrada com um incarcerous na poltrona, James e Harry rendidos, o mais novo todo amarrado com cordas caído no chão como um porco na ceia de natal. Remus paralisado por um feitiço do corpo preso, grudado no armário. Dorcas segurou o corpo da irmã no colo, um cheiro forte de sangue estava na sala e a garota sentiu o calor abandonar a irmãzinha enquanto chorava em cima dela. Sentiu-se ser puxada por um feitiço e começou a gritar o nome da irmã e esticar a mão tentando alcançá-la enquanto era grudada ao armário ao lado de Remus. Harry estava de joelhos no chão, um comensal apoiando o joelho nas costas dele e a varinha de atravessado em sua garganta.
-A Mandy, Remus eles mataram a Mandy, eles mataram a minha pequena Remus...-O choro sentido de Dorcas deixou a todos os amigos dela desolados.
-Alguém cala a boca dessa menina! Tá me dando nos nervos.- O comensal de voz tenebrosa pediu e com um feitiço um dos homens tirou a voz de Dorcas. James arregalou os olhos com pavor quando viu Lílian ser pendurada de ponta cabeça exatamente no mesmo feitiço que ele usava em Severus, que tinha roubado do livro dele.
-Senhor, lembre-se do que Madame Lestrange nos disse. Se falharmos tomaremos conta com...
-Eu sei o que ela disse e é melhor não ficar citando nomes por aqui. Vamos lá Charlus...- Segurou o rosto de Lílian que já estava toda vermelha de ficar de ponta cabeça. – Quer que mais uma de suas preciosas crianças morram?- As lágrimas de Dorcas escorriam torrencialmente naquele momento.
-Estão aqui. Todos nessa sala. Podem pegar, armário 3, gavetas, estão aí.- Harry disse cansado e o homem estalou os dedos, todos os comensais que não estavam ameaçando alguém começaram a procurar. Alguns minutos depois o homem veio furiosamente na direção do senhor Potter e lhe dispensou um soco com muita selvageria. Em seguida lançou uma maldição da dor em Lílian que gritou de maneira desesperadora
-Não façam isso!- James gritou sentindo os olhos marejaram. Assim que a maldição cessou o comensal soltou o corpo da ruiva que caiu no chão com um baque machucando o ombro. A garota não tinha forças para se mover tamanha a dor que sentiu com a maldição. James tentou arrastar-se até ela, mas foi estuporado batendo a cabeça no chão com força. Outro comensal o acordou com um feitiço e segurou seu rosto.
-Fica vendo o que ele vai fazer com sua vadia sangue ruim.-E o líder deles puxou Lílian pelos cabelos com violência, fazendo-a arrastar pelo chão o ombro machucado. Ela gemeu de dor.
-Crucio!- Lílian gritou de novo e parou quando ele cessou o feitiço- Agora vamos revezar. No seu filinho também...- Crucio.- James se contorceu. A dor era tão intensa que gritar foi inevitável. Remus ouviu um barulho na poltrona e viu que Mellani tinha conseguido soltar um braço das cordas e agora tentava se desamarrar. Ele ficou tenso esperando que todos estivessem entretidos o suficiente com Lílian para não perceberem o que a loira pretendia. Remus sentia tanta dor em seu peito pela perda de Amanda, por saber que seu corpinho frágil estava jogado a poucos centímetros de seus pés que não conseguia raciocinar direito. Era como se a dor que Dorcas sentisse triplicasse dentro de si e ele sabia que isso acontecia por ela ser sua companheira. O grito agudo de Lílian cortou o recinto e o comensal gritou irritado
-Está mentindo POTTER! NÃO EXISTE DOCUMENTO NENHUM AQUI! EU QUERO NOMES! Quero saber quem está patrocinando essa merda de resistência! QUERO RESULTADOS AGORA!- E desceu um soco no rosto de James. Charlus implorava dizendo não saber o que aconteceu com todos os arquivos. – Acaso acha que estou brincando quando falo em matar? Eu vou acabar com essa vadiazinha de sangue ruim e aí você vai perceber que eu não estou brincando. AVADA KEDAVRA!
-LÍLIAN!- James gritou desesperado quando o raio de luz verde saiu da varinha do comensal. Tudo aconteceu em dois segundos. A ruiva olhou para James, uma lágrima escorreu de seu olho, mas ao invés do gelo da maldição ela sentiu um corpo cair em cima de si. O corpo de Harry Charlus Potter. O corpo do homem que deu a vida para que ela tivesse o mínimo de chance. James arfou como se o feitiço tivesse atingindo a ele próprio e gritou de maneira sofrida. Mellani gritou um não com tanto sofrimento que foi como se a própria casa tivesse sofrido com ela tamanho o desespero.
-Você se desamarrou não é sua vadiazinha esperta? Uma pena que um sangue tão puro quanto o seu precise ser desperdiçado assim. Bom já que eu vim até aqui...- Hum esse cheiro está me irritando- Apontou a varinha para o corpo de Amanda e murmurou um feitiço, uma luz azulada tomou conta do corpo da menina e ela desapareceu. Remus gritou inconformado enquanto Dorcas chorava e gritava, ninguém podia ouvi-la, estava sem voz
-Que tipo de monstro você é?- Mellani gritou deixando as lágrimas escorrerem- Meu tio estava falando a verdade, ele não colocaria a família em risco.- O homem revirou os olhos e fez o mesmo feitiço com o corpo do senhor Potter- E não nos dará a chance ao menos de enterrá-los?
-Pra que isso sirva de lição. Por falar em lição. AVERY!- Mellani sentiu o corpo gelar. Lílian se arrastou até James e sentou ao lado dele. O rapaz estava paralisado em completo estado de choque. O líder dos comensais segurou o braço de Mellani com rudeza- Nós não vamos conseguir nada com esses pirralhos mesmo. Vamos lá seu pervertidozinho, escolha uma das três e nos divirta!
-Pra fazer o que eu quiser?- Uma voz conhecida para os jovens soou avida
-Será sua!- Avery passou a mão em Mellani puxando-a bruscamente para si e dando a volta na mesa
-Agora presta atenção Grant.- O mais velho começou- Seus amigos estão na mira dos meus homens. Nós acabamos com uma criancinha, por que não acabaríamos com eles? Primeiro seu precioso primo, depois seu outro amiguinho e as meninas ficam um tempinho para nossa diversão! Agora se você quer seu priminho vivo é melhor ser uma boa menina para o meu aluno ok?- A loira engoliu em seco.
-Pra que se vai matar a todos nós depois?- Empurrou Avery com força. O jovem comensal a puxou de volta com tanta brutalidade que a garota sentiu dor em alguns ossos
-Posso ser bondoso e te matar também quando tudo acabar. Mas se você for mal criada vou te dar de presente pro Avery e será dele até que se canse da sua presença.
-Eu nunca vou me cansar de você Mellani Grant.- O Sonserino disse salivando e a empurrou na mesa deixando-a escorada na madeira e parando atrás dela. Estavam no ponto "principal" frente para todo o escritório, James podia ver exatamente o rosto da prima e o comensal posicionado atrás dela. Podiam ver perfeitamente o que aconteceria. Avery enrolou a mão no cabelo dela e com a mão livre abriu a braguilha da calça. James começou a arfar e Mellani estava paralisada olhando para o chão.
-Não façam isso...-Lílian pediu e levou um soco na boca
-Cala a boca sangue de lama.-O líder rosnou e a ruiva caiu ao lado de James.- Vem aqui Potter.- E puxou James pelo cabelo fazendo-o sentar. Deixou o rapaz de frente para Mellani sentado no chão e segurou o cabelo dele com força obrigando-o a encarar o rosto da prima- Você está vendo o que acontece com gente que está do lado errado?-Avery levantou o roupão de Mellani e murmurou gemendo
-Assim você facilita muito querida.- Referiu-se ao fato dela estar de camisola por baixo. Lílian olhou em volta e viu alguns homens sorrirem com malicia e se tocarem enquanto viam aquela cena.- Você não vai nem soltar uma lágrima como daquela vez?- Dorcas chorava abertamente e Mellani apenas travou o maxilar. Remus desviou o olhar e o comensal que tomava conta dele o forçou a olhar para a cena como o líder fazia com James- Não vai nem reclamar?- Ele cheirou o pescoço da jovem. Mellani sentiu a mão dele arrastando sua calcinha para o lado e quando ele a tomou para si ela se fechou na própria concha. Sua mente sumiu como se ela não estivesse ali sentindo as estocadas secas que Avery dava contra si. Não sentia a mesa fria contra seu estomago e nem mesmo a dor de ser tomada a força. Lílian começou a chorar e James tentou se soltar de qualquer jeito. Começou gritar com ódio do que via amaldiçoando Avery de todas as maneiras que podia verbalmente.
-Ah, eles estão me atrapalhando.- O rapaz reclamou deixando Mellani um pouco de lado. Quando ele saiu de dentro dela a menina pareceu voltar por um instante. O Líder jogou James no chão com força, o moreno bateu o rosto no mármore frio e sentiu o gosto de sangue na boca. O líder apontou a varinha para Lílian lançando um Cruciatus atrás do outro enquanto ela se contorcia no chão e gritava de dor cuspindo sangue. O homem andou até James puxando-lhe os cabelos do topo da cabeça e fazendo-o encarar a prima
-Agora você vai observar essa cena sem dar um pio ou a sua vadia sangue de lama vai morrer me chupando! Você ouviu bem? Se você não calar essa boca... E isso vale até pra mudinha!- Debochou de Dorcas que estava enfeitiçada- Eu vou arrombar a sua vadia com tanta força que ela não vai precisar de uma maldição para morrer, está me entendo?- Sacudiu a cabeça de James- Está me entendendo?- James continuou calado.-Acho bom. Avery, continue o show estava bem excitante, mas tire as roupas dessa gostosa, quero um espetáculo completo!- Remus sentia um gelo cobrindo seu coração. James tinha tanto ódio na alma que sentiu os olhos molharem. Avery passou a mão rasteira pelos ombros de Mellani deslizando o roupão. Ela ficou apenas de camisola, que estava levantada até sua barriga. James olhou nos olhos de Mellani e mexeu os lábios "Olha pra mim" nenhum som saiu da boca dele e ela entendeu mesmo assim. O moreno viu o corpo da prima dar solavancos para frente enquanto sua cabeça estava travada, a mão de Avery puxava seu cabelo a todo instante. Ela não esboçou reação alguma. Olhava para os olhos do primo como se assim pudesse escapar do que estava acontecendo. Sua mente foi para longe novamente enquanto Avery lhe machucava física e emocionalmente. James tentou não chorar enquanto via a prima ser violada cada vez com mais violência. Avery falava coisas incoerentes e começou a bater com força no traseiro da menina enquanto ela não esboçava reação alguma. A visão de seu corpo balançando contra a mesa era terrível e James sentiu tanto ódio e desespero que pensou poder desmaiar. Dorcas estava prestes a vomitar. O líder deles largou James e puxou Lílian pelo braço machucado
-Vem aqui sua vadia sangue de lama
-Não, a Lily não, não, a Lily não...- O Apanhador dizia desesperado tentando sair da posição ruim em que estava, com as mãos amarradas nas costas e cara no chão além das pernas amarradas
-Não faça isso, não!- Lílian gritou chorosa tentando sair do aperto nojento que o comensal lhe dava. Os rapazes estavam completamente desesperados. Lílian foi jogada no chão e o homem deitou em cima dela. A ruiva começou a se debater e o homem lançou um feitiço do corte em James. Ela gritou o nome do Maroto com pavor- Seja boazinha e eu paro os cortes dele.- Lílian assentiu tremula e outro comensal curou James. O rapaz mal sentia os pulsos, sua circulação presa devido às cordas. James viu o homem abaixar a calça do pijama de sua garota. No mesmo instante Mellani percebeu que seu tormento estava acabando, Avery estava prestes a se satisfazer com seu corpo e aquilo pareceu pior do que tudo que já estava acontecendo. Olhou para baixo e viu Lílian no chão tendo as roupas arrancadas pelo homem mascarado. Ela não queria que a amiga passasse pelo mesmo. Quando Sebastian se tornou mais violento perto de se satisfazer ela se viu livre e entendeu apenas alguns segundos depois. O comensal foi arremessado para longe e o líder deles foi estuporado. Avery bateu a cabeça na parede e ficou zonzo. No meio de uma confusão de feitiços e membros da ordem Mellani viu Sirius andando apressado em sua direção. A varinha em riste, atravessando o caminho e se defendendo de qualquer coisa que lhe atacasse. Ele a olhava com tanta determinação que ela soube no mesmo segundo, nada o pararia até que chegasse até aquela mesa. Sem ao menos olhar para os lados, com a atenção completamente voltada para o rosto da loira ele lançou feitiços poderosos enquanto comensais caiam aos seus pés. Carter, Ted Tonks, Alastor Moody e tantos outros também estavam na sala dando um jeito nos comensais. James, Remus e Dorcas estavam livres. O apanhador correu até a ruiva em estado de choque no chão e ajudou-a a se vestir. Mellani ainda estava encostada na mesa, chocada. Sirius continuava andando e sua direção, o líder dos comensais tentou ataca-lo e o rapaz retirou os olhos dela por dois segundos. A loira viu fúria na expressão dele e sem dificuldades o rapaz que acabará de completar 16 anos lutou como um igual com o experiente guerreiro das trevas. Assim que ele caiu o Black apontou a varinha num ponto atrás de Mellani e Avery flutuou de ponta cabeça vindo em sua direção. Quando o comensal chegou no ponto que o Black queria ele começou a movimentar a varinha para cima e depois pra baixo com muita força. Avery parecia uma bola quicando no chão, ia até praticamente o teto e depois voltava de cara até o chão, o ódio de Sirius era tão grande que não via nada a sua frente além de Avery e a cena que presenciou antes de atacar a todos. Sem dizer uma palavra o Black cessou o feitiço e andou até Sebastian. Pisou no rosto dele virando o comensal. O Sonserino o encarou quase sem força e riu, os dentes quebrados, o sangue escorrendo. O nariz dele torto, mas mesmo assim ele ainda sorria vitorioso. Mellani viu os lábios de Sirius tremerem e um rosnado de ódio sair de sua garganta. Logo depois um feitiço muito claro atingiu Avery e em seguida mais outro e com um intervalo de dois segundos para cada feitiço, Sirius tentava machucá-lo.
-ARGHHHHH.- Ele gritou descontrolado e lançou um feitiço forte e obscuro, o corpo de Avery encheu-se de bolhas e ele começou a se debater gritando de dor. Logo em seguida o comensal entrou em combustão espontânea e seu corpo pegava fogo de maneira horrenda. As chamas refletiam nos olhos de Sirius e o rapaz continuava com a varinha em riste mandando mais dor ao comensal "morra" o rapaz pensou enquanto a cena de Mellani sendo violentada continuava passando por sua mente. Levou um baque na cabeça e Avery ficou livre do feitiço, quando olhou para trás viu um dos comensais com um livro grosso na mão. Ele virou lentamente e o seu atacante se arrependeu no mesmo instante. Havia um demônio nos olhos de Sirius, um demônio sedento de sangue e repleto de ódio.- Não foi um bom dia cara...-Ele sussurrou- Vocês mexeram com a garota errada, com a família errada, vocês são uns merdas... Avada Kedavra!- E o homem caiu morto, ele viu mais dois comensais e não hesitou, os torturou, os matou e olhou em volta. Estava com tato ódio que sua magia o envolveu, um vento advindo de sua mágica fez sua capa e seus cabelos mexerem. Os comensais sentiram medo e a distração deles foi o suficiente para os outros membros da ordem capturarem os fujões do grupo. Precisariam de informações e Sirius não se importava nenhum pouco de torturá-los para que isso acontecesse. Assim que o local ficou seguro ele voltou seus olhos para Mellani. Andou em passos firmes até a garota e a abraçou protetoramente. A loira suspirou aliviada e o encarou com os olhos marejados. Ele passou a mão pelo rosto dela tirando os fios loiros dos olhos. Beijou-lhe os lábios castamente e ela arfou sentindo-se acabada por dentro
-Eu pensei que ia morrer.- Sussurrou deixando as lágrimas escaparem de maneira turbulenta. Sirius abraçou-a com força enquanto ela chorava em seu ombro.
-Mel...-Ele sussurrou com ódio- Eles não vão nos controlar, eles não vão nos dominar pelo medo. Somos melhores que isso. Você é melhor que isso.- O choro dela se intensificou e de um modo pesado o silencio se instalou por toda a casa.
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-Então vocês chegaram.- Remus murmurou terminando de relatar o que ocorreu. Estavam na casa de Carter, a nova sede da ordem. Ninguém sabia onde o rapaz morava. Ele, Ted e mais três amigos abandonaram o ministério da magia. Tudo estava ruindo em corrupção e mentiras e a cada dia Voldemort estava mais perto de dominar tudo. O licantropo enfiou a mão no bolso do roupão e subitamente lembrou-se de algo- Tem mais. Eu e Mellani escondemos os arquivos com um feitiço de percepção. Aqui... Tem mais com todos eles. James, Lily e Dorcas tem arquivos também.
-Muito esperto. Isso vai nos ajudar a derrubar muitos esquemas.- Dumbledore murmurou. Um silencio anormal se instalou no recinto. Lílian estava no sofá ao lado de James ouvindo o que Remus disse. Dorcas tomava um banho tentando não surtar- Nós vamos... Providenciar dois túmulos simbólicos.-Levou a mão ao ombro de James- Eu sinto muito James. Meus sentimentos a vocês e a senhora Potter- Margaret estava na cozinha junto com Andromeda , a Black tinha fugido recentemente para junto de Ted. Margaret ainda tentava assimilar o que tinha acontecido. Tudo era muito doloroso, Amanda e seu marido mortos, Mellani violentada, seu filho torturado. Ela só queria ter protegido todos eles daquilo. – Onde a senhorita Grant está?
-Lá em cima com Sirius.- James murmurou. Tudo estava muito recente e pesado para que alguém conseguisse fazer algo.
-Professor...-Lílian murmurou com a voz chorosa- Posso entrar para ordem?- James a olhou apoiando
-Serão bem vindos assim que terminarem a escola.- Ele murmurou e ela assentiu- Bom, eu vou reunir esses arquivos e poderemos estudar... Estratégias. Terão proteção da ordem o tempo inteiro.- Encarou os três jovens com pesar- Eu realmente sinto muito que... Precisem passar por essa dor tão jovens. Eu gostaria de ter o poder de poupá-los de todo esse peso. Quanto ao caso da senhorita Grant... Avery não estuda mais em Hogwarts. Eu sinto muito que a lei não possa ajudá-los no momento, a corrupção está muito forte no poder publico, Voldemort está no comando de tudo. Eu realmente sinto muito por tudo que houve. Com licença.- Pela primeira vez o diretor parecia derrotado. Remus sentiu-se temeroso por isso. Dumbledore era segurança e aquilo, aquela derrota em seu olhar, era terrível.
James se levantou do sofá e Lílian foi atrás. O rapaz encontrou a mãe na cozinha e correu abraçando-a. Margaret apertou o filho contra si
-Oh James, não sabe como temi, não sabe como temi pela vida de vocês.
-O que nós faremos agora mãe?- A voz chorosa dele acertou Lílian em cheio. Naquele momento ela teria que ser a pessoa forte, para erguer James, para que ele continuasse- Foi tão pesado, a Mel... a Mellll mãe.- A voz embargada pelo choro foi tão sofrida que Margaret começou a chorar junto- O que faremos sem o pai?- A mulher separou-se do filho e segurou seu rosto. Ele soluçou
-Nós temos você James. Você foi incrível e continuara sendo. E eu te amo por isso e seu pai te ama por isso. Você é tudo para mim.- Beijou a testa do filho- E é forte o suficiente para agüentar.
-Eu não sei se posso mãe.- Murmurou com medo deitando a cabeça no ombro dela
-Eu estarei aqui para te lembrar que há muito trabalho a fazer. O ódio não é a melhor resposta. Não deixe seu coração encher-se de ódio.
-Mas é difícil.- Andromeda e Lílian saíram da cozinha dando privacidade para mãe e filho-Eu não sei se vou aguentar.
-Não se preocupe James. Eu estarei aqui. Você precisa se manter calmo, a Mel deve estar sofrendo muito.
-Eu vou matar aquele desgraçado. Eu vou matá-lo por ter feito o que fez com a minha irmãzinha. Com a minha pequena.- Ele sussurrou com dor. Margaret ficou preocupada
-Oh James... Tão jovem e tão marcado. Eu sinto muito, sinto muito por não conseguir te proteger disso.- Ele encarou a mãe e murmurou com sofrimento
-Não foi sua culpa mãe. A culpa é da guerra.
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Música do parágrafo - watch?v=GFQYaoiIFh8
Quando os dias são frios. E as cartas todas se abaixam. E os santos que vemos. São todos feitos de ouro. Quando todos os seus sonhos falham. E aqueles que saudamos. São os piores de todos. E o sangue fica seco...
Sirius e Mellani estavam deitados um de frente para o outro na cama pequena do quarto de hospedes. Os olhos de ambos fixos um no outro. A mão dele subiu enlaçando a dela e a preocupação em seus olhos era visível. Ele passou a mão livre pelos traços bonitos dela como se quisesse gravá-los. Podia ver os olhos tristes. Uma dor que vinha além da violência que sofreu. Vinha da perda, da dor de não ter mais o tio ao seu lado
Quero esconder a verdade. Quero abrigar você, mas com a fera dentro. Não há onde nos escondermos. Não importa o que criamos, ainda somos feitos de ganância. Este é o meu fim. Quando você sentir meu calor Olhe dentro dos meus olhos. É onde meus demônios se escondem. Não se aproxime muito. É escuro por dentro. É onde meus demônios se escondem
-Eu...- Ele murmurou. Mellani apertou a mão dele de maneira carinhosa e ficou olhando para elas, entrelaçadas daquele jeito pareciam certas- Queria saber como ajudar.- Viu uma lágrima escorrer nos olhos dela e a limpou- Olhe aqui...-Ela assim o fez- Por que eu me preocupo tanto com você?
-Porque está errado.- Ela sussurrou- Olha pra mim Sirius. Olha bem pra mim.- Ele obedeceu encarando-a com uma seriedade nunca usada antes- Eu nunca mais vou ser o que você conheceu.- Sussurrou com dor e o rapaz sentiu o coração apertar- Eu tenho tanto ódio dentro de mim agora, tanto ódio e tanta tristeza...- Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto dela e ele suspirou- Eu nunca soube lidar comigo, mas até que levava, agora...- Suspirou chorosa
Quando o fim chama. É o termino de tudo. Quando as luzes se apagam. Todos os pecadores rastejarão. Então eles cavarão suas covas. E fingiram. Serão julgados. Pela bagunça que fizeram
O rapaz suspirou e acariciou a mão dela. Mellani suspirou sentindo tristeza- Ontem a noite, meu tio veio falar comigo...-Fechou os olhos e tentou controlar o choro- Disse que eu estava diferente, que eu tinha mudado e que ele sabia o motivo. Hoje eu entendo.- Os olhos dela se abriram e o azul molhado atingiu o rapaz de um jeito que ele nunca pensou ser capaz de sentir. Os olhos de Sirius marejaram. Ela passou a mão pelo rosto dele e intensificou o aperto na mão como se fosse sobreviver com aquele gesto- Eu gosto de você, mais do que deveria, mais do que precisaria e mais do que eu queria deixar, gosto tanto que...-Suspirou- Que me sinto doente. Gosto de você de um jeito que cada atitude minha, mesmo as que eu pensei através da raiva, foram todas para você. Do dia que te conheci até agora. - Ele engoliu em seco e deixou uma lágrima escapar- Mas isso fazia parte de algo que eu era antes disso tudo acontecer...- A última frase saiu num sussurro
-E agora?- Cochichou ansioso. Sirius sentia como se aquilo fosse uma realidade alternativa onde conseguia sentir mais coisas do que ódio, revolta e dor.
-Agora eu estou no inferno.- Falou baixinho, de maneira desesperada- E longe de você.- O coração de Sirius apertou e ficou pesado. Ele não conseguiu conter as lágrimas que seguiram.
Não quero te deixar triste, Mas eu sou destinado ao inferno. Embora tudo seja pra você. Não quero esconder a verdade, Não importa o que alimentamos, Ainda somos feitos de cobiça. Esse é o meu reinado vindo
-Por que está me dizendo isso agora?- A voz chorosa dele cortou mais ainda o coração ferido dela
-Porque eu estou me despedindo.- Ela sussurrou com culpa- De algo que eu nunca pude ter.- Levou a mão livre até o coração dele e o rapaz entendeu perfeitamente- E de algo que eu não posso voltar a ser.- As lágrimas dele a machucaram
-Não me diga que morreu, eu me recuso a acreditar que aquela pessoa livre, intensa e incrível que você é se foi...- Ele a olhou profundamente- Você só está assustada de mais e escondida embaixo desses sentimentos ruins...- Encostou os lábios nos dela de um jeito desesperado. Beijou-a repetidas vezes por todo o rosto, com carinho e devoção- Eu não acredito que foi embora e eu não vou me despedir.- Beijou-a finalmente. Ela correspondeu de maneira calma, queria aproveitar cada segundo. Assim que ele se afastou ela se desvencilhou dele e fechou os olhos com força
-Por favor Sirius, só saí da minha vida. Só isso.- Sussurrou. Ele sentiu um gelo na barriga e um nó na garganta
-Eu nunca pensei que fosse ser covarde.
-Eu não estou sendo covarde!- Ela gritou e sentou abruptamente encarando-o- Eu preciso de carinho, preciso de colo e muita atenção. Eu estou quebrada por dentro. Você acha mesmo que pode me oferecer isso? Acha que pode me oferecer segurança com sua instabilidade? Acha que pode me ajudar quando não tem compromisso nem com você mesmo?- Ela suspirou- Eu não posso mais lidar com esse conflito interno. Eu não consigo mais fingir que é só sexo e eu não quero mais só isso. Eu preciso de alguém ao meu lado. Responda com sinceridade! Você seria capaz de cuidar de mim, de me ajudar a me recuperar e não me machucar?
-Eu sempre te vi como uma pessoa capaz de se cuidar.
-Acontece que eu não sou. Eu sou carente, impulsiva, sozinha... E agora mais do que nunca eu preciso de alguém perto de mim então, por favor... -Ela saiu da cama e abriu a porta do quarto- Saí da minha vida antes que eu me machuque num ponto que não tem mais volta!- Ele levantou e parou na frente dela
-Tem certeza disso?
-Não.- Murmurou e ele queria que ela tivesse dito que sim, seria mais fácil se ela soubesse o que estava fazendo, um dos dois precisava saber. Estava cansado de ser um inconsequente
-Você já chegou num ponto que não tem mais volta, mas não agora... Chegou quando propôs aquele acordo.- E saiu, Mellani fechou a porta e se jogou no chão encostada na madeira fria. Sirius jogou-se no chão no corredor encostando na porta fechada praticamente em sua cara. Sentia tanta confusão e angustia dentro de si que não conseguiu se controlar. Era tudo pesado e sufocante. Odiava a todos, menos Mellani, odiava tudo menos ficar com ela, odiava o mundo, menos o fato de ter conhecido-a. Soluçou e as lágrimas escorreram, era uma dor tão forte que não conseguiu se conter. Do outro lado, com as costas apoiadas na mesma porta estava Mellani, chorando de maneira tão intensa quanto ele. Eles tinham ido longe de mais com tudo, o mundo estava indo longe de mais com as coisas, estavam completamente destruídos.
Esse é o meu reinado vindo. Quando você sentir meu calor. Olhe dentro dos meus olhos. É onde meus demônios se escondem. Não se aproxime muito. É escuro por dentro. É onde meus demônios se escondem
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N/A: AÍ AÍ! Eu espero que tenham ouvido a música enquanto liam, ela foi fundamental pra sair essa loucura que leram no último parágrafo. E aí o que acharam? Então me odiando muito? Eu espero sinceramente que sim porque eu me odiaria depois desse cap. Estou me odiando muito por ter feito o que fiz com a Mel. Na primeira versão o Sirius chega antes, mas eu estava ouvindo Muse (ótima banda escutem) e bem, acabou que deu duas mortes e um estupro. Pesado? Acharam que classificação da fic era só pelas ncs? Não galera, não foi. O que acharam? Vamos me DETONEM! Eu to merecendo por ter feito isso com a Mel. E tem mais, daqui pra frente as coisas só vão piorar ;)
Ahhhhh suas lindas muito obrigada pelos comentários maravilhosos e espero que tenham curtido o cap. Até a próxima att. Bjs.
Respostas a reviwes sem login e a floreios
MBLAK- Me chamou de do mal por causa do contrato? MERLIM! Vai me chamar de monstro então por causa do cap 35 (q já está on). Sério fiquei com dó de vc pelo q vai ler. Que bom que gosta de drama, prepare seu lencinho pq no 35 lágrimas rolarão.
Que bom que gosta das cenas de ação, talvez n me mate pelo q acontece nesse novo cap. Aunnn eu tb achei super nenis Jily falando sobre "aquilo". Eu quis justamente passar isso, que a primeira geralmente é uma BOSTA e acontece num lugar não pensado, tipo mesmo que for com o amor da sua vida. Nada é como um filme, sempre quis uma fic que Jily soasse mais "natural" e não algo tipo "te salvei e agora vc me ama" ou "te esnobei e agora vc me quer" sei lá. Algo que mostrasse que a Lily sempre gostou, só n admitiu. Ficou com pena da Mel? Céus! Não me mate pelo cap que acabou de ler, sério! Obrigada por elogiar minha escrita *_* fico muito feliz com seus coments e ADORO reviews longas que fazem analises do cap. Sérião. É pq eu falo de mais. Olha os tamanhos dos meus caps. Acha que ligo pra reviews longas? Nem pensar. Muito obrigada por comentar. Bjs até a prox att.
MP_Potter- Ounnn que bom q amou o cap. Fico muito feliz! Envolvente? Ah que bom! Tenho outras fics na conta do , ta com mesmo nome, mas elas são horríveis, preciso editar pra postar na floreios e no Nyah. Bom espero que tenha curtido esse cap. Bjs e obrigada por comentar. Até a prox att.
