N/a: Oieee

Mais um cap bem cumprido!

Obrigada pelas reviews!

amanha teremos mais!

Beijoss

Vic.


PARTE 5 (VI)

O QUE VEM DEPOIS

Capitulo 46 – Reuniões

- Bernard...- disse Hell depositando a papelada em uma mesa próxima.

- Quando, Helena?- exclamou Bernard percebidamente nervoso.

- Bernard, você está entendendo errado, me escuta...

- Escutar o que? Que você vai se casar e abandonar a nossa família!?- ele começou a vir em direção dela, furioso.

- Não! Você está entendendo errado, meu já disse.- falou Hell também se alterando.

- Quem é o cara? É o tal do Zackery, não é? Você gosta dele? Você já foi pra cama com ele, já?- perguntou Bernard raivosamente a centímetros do rosto de Hell e ela ficou furiosa, rosnou pra ele e explodiu em raiva.

- Escuta aqui, eu não admito que você fale assim comigo!- disse ela com os olhos injetados apontando o dedo indicador pra ele.- Sim, eu teria que me casar com ele se este maldito contrato ainda fosse válido, o que não é, desde que meus pais se casaram e eu nasci!- agora Bernard havia trocado de expressão, estava mais com medo dela, e escutando bem o que ela dizia.- Bernard, eu, eu sou a herdeira citada neste contrato! Meu pai, um Koleston, se casou com uma herdeira de sangue Swift, minha mãe, e eles tiveram a mim! Fim de história, o contrato já era! As provas estão aqui!- disse ela mostrando as pilhas de papeis que ela tinha trazido da ala norte e ele começou a se sentir envergonhado.- O que me resta a fazer agora é apresentá-las aos dois velhotes que querem que eu me case com Zackery! Algo que eu jamais cogitei em fazer, mas você prefere pensar que eu vou pra cama com todas as criaturas do mundo que possuem o gênero masculino no DNA, não é!?- ele tentou falar mas ela o cortou.- Se eu não falei nada pra você antes era porque eu estava procurando uma saída, uma brecha neste contrato que me fizesse escapar, pra que pudéssemos ter o nosso outro bebê tranquilamente e que fizesse que minha confusa vida seguisse adiante!- virou-se de costas pra ele segurando as têmporas enquanto ele absorvia o que ela tinha lhe dito.

- Verdade!?- disse ele ainda dando passos inseguros em direção a ela.- Por Merlin, me perdoe, eu...- tocou delicadamente em seu ombro e ela se afastou e virou de novo pra ele, raivosa.

- Não ouse encostar em mim! Eu jamais pude imaginar que você duvidaria do amor que eu sinto por você e me chamaria de puta!- disse ela.

- Helena!Eu nunca disse que você era uma puta!- disse ele em sua defesa.

- É, literalmente você não disse, mas pra bom entendedor, meia palavra basta!- disse ela alterada.

- Helena, você está exagerando, eu exagerei, me desculpa!- disse ele tentando apaziguar a situação e se aproximar dela de novo, tocá-la.

- Eu já disse pra você não encostar em mim!- explodiu Hell e ela o arremessou ao outro lado da sala. Bernard voou longe e bateu com tudo em uma das prateleiras lotadas de livros, que veio a baixo e se desfez em pedaços com o peso do corpo dele.- Byrdie! Byrdie, me perdoa, meu amor, fala comigo!

- Estupefaça!- disse ele com a varinha no pescoço de Helena e ela caiu desmaiada sobre o corpo dele.- Me perdoe, meu amor, me perdoe..- disse ele abraçando-a delicadamente.

...

HellPOV.

Eu vi Byrdie ser raivosamente arremessado por mim, vi ele atingir a prateleira de livros, vi ele cair desacordado no chão, me vi correr até ele, vi meu mundo acabar. Ele me parou.

Acordei com uma gigantesca dor de cabeça, no meu quarto.

- Olá?- chamei e logo Byrdie colocou a cabeça pra dentro do meu quarto.- Byrdie! Você está bem? Me desculpa!

- Você é você mesma? Não vai querer me jogar longe, né?- perguntou ele com um sorriso nervoso.

- Não. Me desculpe por aquilo, fico feliz que você tenha me parado...você tem razão, eu exagerei.

- Hey, eu também, meu amor..- disse ele se sentando na cama em frente a mim.

- Há quanto tempo eu estou aqui?- perguntei. Por Merlin, que dor de cabeça.

- Faz uma meia hora..

- E os meninos?- eles devem ter ouvido.

- Lá em baixo, tomando café da manhã, sem você, o Maximo que eu consegui foi cereal... não se preocupe, eles não ouviram nada, não sabem de nada, acordaram faz pouco... fui rápido.

- Imagino que sim, e os meus documentos?

- Ali.- apontou para a escrivaninha e se aproximou mais de mim.- Hell, me perdoa, de verdade... te perder ou a idéia disso me assustou.. eu tentei me expressar..

- Oh, da próxima vez tente não se expressar me chamando de puta!- me lembrei porque eu tinha ficado tão furiosa.

- Eu nunca disse tal palavra, Helena!

- Mas pensou, Bernard! Acredite, eu tenho que conviver com isso o tempo todo, todos, quando comentam sobre mim, me chamam de "puta super poderosa" e eu pensei que não precisava ouvir isso de você, mesmo que você não tenha "dito" a palavra!

- Hell, meu amor, não seja absurda... Você nunca deu bola pra isso antes, porque agora?

- Porque foi a primeira vez que eu me senti uma "puta super poderosa"! Passei meses me torturando pensando no que aconteceria com meus filhos caso eu realmente tivesse que cumprir com aquele contrato...- me senti envergonhada e ele me abraçou com carinho, descansei minha cabeça em seu peito e seu coração me acalmou.- Eu me senti tão sozinha.. tendo que esconder isso de você, de todo mundo... Tendo que olhar pro Zack todos os dias na eminência de que se eu não tivesse uma saída, eu teria que me casar e ter um filho com ele... Zack sempre foi compreensivo, mas ainda assim... Isso quase me destruiu Byrdie, eu não me vejo e nunca me vi não estar com você e nossa família e não poder contar com a sua ajuda e sua presença nesse tempo todo foi tão ruim..- eu estava chorando.

- Meu amor, não chore mais, passou e eu não vou mais a lugar nenhum...

- Mas eu quero que você vá. Quero que você e os meninos venham comigo à Londres, eu quero e preciso acabar com esta história de uma vez por todas!

...

ZackPOV.

Estávamos tomando café da manha nos jardins da casa de Indra, foi quando ela chegou trazendo os filhos e um cara que eu achei ser o outro marido dela e era mesmo, Bernard Lovegood, pai de William,da famosa família de escritores.

- Vô, senhor Theodore, Zack, por favor, me acompanhem, é importante.- disse ela e depois nós quatro seguimos para o escritório de Indra. Chegando lá nos dirigimos à mesa de reuniões e definitivamente ela estava diferente, parecia realizada.

- Sobre o que você gostaria de falar conosco, Helena?- perguntou Indra ainda um pouco tristonho, mas Helena pegou as mãos deles por sobre a mesa e ele sorriu emocionado.

- É algo realmente muito simples..- disse ela com um lindo sorriso.- Senhor Theodore, eu tenho um presente para o senhor...- então tirou da bolsa uma linda caixinha de varinha e deu para o meu avô, que abriu e lá dentro havia uma linda varinha de pura turquesa e meu avô olhou para ela tão confuso quanto eu estava.- Esta bela varinha pertenceu à Eva Swift..

- Eva!?- perguntaram Indra e meu avô e eu fiquei boiando.

- Eva era irmã da minha bisavó, a mais nova... ela desapareceu aos 16 anos e nunca mais foi encontrada apesar das buscas.. mas como você conseguiu esta varinha?- perguntou meu avô.

- Para mim, senhor Theodore, Eva Swift é Eva Mentz..- disse ela e os olhos dos dois velhotes esbugalharam-se.- E Eva Mentz é minha avó. Se o senhor tem alguma duvida, por favor, leia a carta que há dentro desta caixa.. esse contrato já não possui validade nenhuma, meu pai se casou com uma herdeira de sangue Swift e teve um filho com ela. Fim de história! Vou deixar com o senhor os documentos que encontrei em minha casa e caso ainda tenha duvidas depois, eu estou disposta a fazer um teste de DNA.

- Não será necessário, eu acredito em você..- disse meu avô ainda surpreso e eu interrompi todos eles pensando alto demais.

- Helena.. somos parentes?- sim, que ótimo, eu tinha me apaixonado por uma parenta! Vivas pra mim! Mas ai foi minha vez de ter mas mãos agarradas por ela e ela sorriu serenamente enquanto isso.

- Não. Não se preocupe com isso, sim...- respirei mais aliviado.- E quanto a você, vô, você não vai dizer nada?- perguntou para Indra que estava verificando a varinha e os papeis que Helena havia trazido e eu não consegui tirar os olhos de nossas mãos ainda juntas. Coisa que Indra também notou quando olhou de volta pra nós, o que fez ela se separar de mim.

- É claro que eu estou feliz, minha querida, mas eu gostaria de verificar na fonte, se não se importar...- disse ele.

- Verificar na fonte? Não entendi..- disse ela.

- Bom, você terá que confiar em mim, por ora eu não posso te dizer nada..-disse Indra.- Rapazes, posso ficar à sós com minha neta?

...

Saímos eu e meu avô do escritório de Indra deixando-os lá. Meu avô ainda parecia meio chocado, mas também feliz de certa forma. Eu tinha contado à ela que Helena não estava feliz com a idéia de se casar comigo e que estava procurando por uma saída e no fim ela realmente encontrou, o mais surpreendente foi que a saída era ela mesma.

Ao voltarmos para os jardins, o marido e os filhos de Helena estava sentado à mesa, tomando café em companhia de minha avó que estava fingindo-se distraída ao ler os jornais.

- Já voltaram!- disse dona Carolina alegre por nos ter ali.- Ted, me ajude com nossas bagagens..- pediu. Meus avós estão indo esta tarde para a casa do senhor Byron no interior da Inglaterra, eu vou ficar por aqui.

- Fiquei sabendo que vocês foram convidados para o casamento do meu pai...- disse Bernard em um tom não muito legal.

- Sim.- respondi. Ele não estava fazendo questão de ser muito simpático, mas eu fiz de conta que não era nada.

- DeeDee, eu estou com sono ainda..- disse Peter.- Posso ir tirar um cochilo?

- Também estou com sono, pai..- disse William.

- Peçam para Trish preparar o quarto de vocês. Hell pode demorar um pouco, não é, Zackery?- disse Bernard novamente sendo sarcástico e novamente eu me fiz de louco.

- É. Ela e Indra estão conversando..- eu disse e logo os garotos subiram deixando apenas eu e Bernard à farta mesa.

...

ShanePOV.

- Shane, liga pra ela!- exclamou Maria.

- Maria eu já disse! É impossível que aquela garota seja a nossa irmã! Você está equivocada, não é possível que Claudia seja aquela garota! Me deixa trabalhar e volta daqui uns dez anos ta!- resmunguei.

- Shane, é ela, me escuta! Deve haver uma explicação para ela estar assim tão grande, mas é ela!- disse Maria.

- Sim, aham..

- Shane, o impossível existe! Eu estou aqui com você, não estou?

- Escute você, Maria! Eu preciso trabalhar! Se você for embora eu prometo ligar para ela e marcar um encontro para o fim do dia, o que você acha, ta legal pra você?- tentei enrolar pra ver se ela ia embora.

- Nem vem, eu conheço você! Liga e marca, depois eu sumo!

- Me diz, o que você faz enquanto não está ao redor de mim, me perturbando?- perguntei enquanto eu procurava na jaqueta o cartão que a garota tinha me dado na manha anterior.

- Fico morta, sei lá...- disse ela dando de ombros.- Não há muito que eu possa fazer do lado de cá..

- Poxa, que saco.

- GO figure!- disse Maria enquanto eu esperava a garota atender ao telefone.

- Alo!?- perguntaram ao outro lado da linha.

...