Capítulo 36

Acabou

Snape olhou para Dumbledore e então para Florence.

– O que há, Severus? – perguntou o diretor.

– Algo está errado, Diretor... não haveria reunião esta noite. – murmurou Snape.

– Eu deveria ir à casa de Lily... – falou Florence, aflita.

– Não temos o que nos preocupar, Flor, Sirius está aqui. – falou Remus, mas Sirius olhava para eles, preocupado. – Você não contou pra ninguém, não é mesmo?

– Não... mas... – gaguejou Sirius.

– Mas, o quê? – perguntou Florence.

– Black não é o Fiel. – rosnou Snape, tentando controlar a dor no braço esquerdo.

– O quê? Quem é o Fiel? – ela avançou sobre Sirius.

– P–Peter. – respondeu Sirius.

Peter? – vociferou Florence, antes de sair correndo para o pátio, em direção aos portões. Dumbledore, Remus, Sirius e Snape a seguindo.

– Aparatem, agora! – gritou o diretor. – As proteções foram abaixadas!

E três estampidos foram ouvidos.


Godric´s Hollow

O portão e a porta da frente da casa dos Potter estavam abertos. Florence correu para dentro.

– James?! – ela o encontrou caído o chão da sala, imóvel, morto. – Não... – mas uma risada, seguida de gritos, foi ouvida. – Lily? – ela chamou e foi em direção às escadas, mas Snape a segurou. – Me larga, Severus!

– Eu não posso deixar você subir!

– Como se você pudesse me impedir! – e Snape voou até o outro lado da sala. – Lily! – e Florence seguiu escada acima, batendo à porta do quarto de Harry, que estava trancada. Ela podia ouvir vozes do lado de dentro do quarto, aparentemente, Lily estava conversando com Voldemort. – Bombarda Maxima! – lançou Florence.

Mas ao mesmo tempo que ela lançpu o feitiço um outro foi lançado de dentro do quarto:

Avada Kedavra!

E tudo explodiu em um clarão verde. Florence foi atirada para trás, batendo na parede do corredor, e tudo ficou preto.


Snape se levantou rapidamente, correndo escada acima. Quando ele alcoançou os topo das escadas tudo explodiu. Ele se jogou no chão, protegendo a cabeça dos escombros. Quando a poeira baixou, ele viu Florence caída no chão e correu até ela.

" Não morra, não morra, não esteja morta, por favor. Não." Ele pensava sem parar enquanto procurava sentir o pulso dela. Achou e respirou aliviado. Ela estava viva. Snape a pegou nos braços e foi para as escadas. Mas passos no andar de baixo fizeram-no parar, a varinha apontada para o último degrau.

– Severus? – chamou Remus do andar de baixo.

Snape baixou a varinha e respondeu:

– Aqui em cima. – foi quando ele ouviu um chorinho vindo do quarto do bebê. – Lupin! Corra aqui! Eu acho que... Harry ainda está vivo!

Remus correu escada acima, parando ao ver Florence nos braços de Snape.

– O que aconteceu com ela?

– A Maldição da Morte, eu não sei porquê, explodiu o quarto e ela estava na porta. – respondeu Snape.

– Ela está...?

– Sim, ela está viva, ainda. Eu vou levá-la para o castelo... pegue Harry, ele está chorando.

Remus concordou com a cabeça e entrou no quarto do bebê.

Os dois aparataram de volta para Hogwarts.


Hogwarts

Ala hospitalar

Snape deitou Florence numa cama e chamou Pomfrey, que veio correndo.

– Nada bom, nada bom... – murmurava a medibruxa, correndo a varinha sobre a mulher desmaiada.

– Dá pra para de repetir isso e me dizer o que há com ela? – Snape perguntou, furioso.

– Aparentemente... – disse Pomfrey. – Florence está... estava grávida, mais ou menos cinco semanas...

– Grávida? – repetiu Snape, sentando na cadeira que havia próximo à cama. – Cinco semanas. – ele repetiu. Ele haviam feito amor há mais ou menos cinco semanas atrás. Ele se levantou rapidamente. – E como ela está? E o bebê?

– Acho que ela perdeu o bebê, Severus. – murmurou Pomfrey.

Snape se deixou cair na cadeira novamente, a cabeça nas mãos; ele passou ambas as mãos pelos cabelos, a cabeça baixa, quase encostando nos joelhos e os ombros dele tremeram. Pomfrey soube então que ele estava chorando; ela sentia vontade de chorar também ao vê-lo daquele jeito, ele estava desolado.

– Me desculpe, mas... não há nada que eu possa fazer. – disse Pomfrey, a voz baixa, tentando fazê-lo entender. – Ela perdeu muito sangue... e acho que algum resquício da maldição da morte deve tê-la atingido quando tudo explodiu... – ela pausou, olhando para ele. – Sinto muito, Severus... – ela pausou novamente. – Eu vou medicá-la e... você teria algum vidro de Poção Abortiva?

Snape levantou a cabeça rapidamente, o semblante confuso.

– Para quê diabos você precisa disso? – perguntou ele, sem entender.

– Para limpar o útero dela... se eu não fizer isso logo, um quadro infeccioso se formará e aí ela poderá morrer ou ficar estéril. Você prepararia...?

– Não me peça para preparar uma Poção Abortiva para usar contra meu próprio filho, Pomfrey. – disse ele, a voz carregada de dor.

– Mas ele já... já esta morto, Severus. – Pomfrey murmurou, tentando controlar as lágrimas.

– Eu sei... – murmurou Snape. – Acho que... mandei alguns vidros pra enfermaria, um pouco antes do início deste semestre.

– Ah, sim, para falar a verdade tem duas caixas que você me mandou que eu ainda não abri... vou procurar. Eu uso para ajudar as meninas quando elas tem uma menstruação muito longa, sabe? – e Pomfrey entrou na sala de estoque da enfermaria.

Snape puxou a cadeira mais para perto da cama e segurou a mão esquerda de Florence entre as dele. Ele não podia impedir as lágrimas que lhe desciam pelo rosto.


Alguns minutos depois de Pomfrey ter lhe dado uma Poção Anestésica, Florence se mexeu, acordando. Ela abriu os olhos lentamente, se sentindo enjoada.

– Onde eu... o que...? – ela tentou falar.

– Oh, minha querida. – disse Pomfrey. – Você, finalmente, acordou.

Florence olhou para o lado e viu Snape ali, o rosto marcadao por lágrimas. Ela nunca tinha viste ele chorar antes.

– Mas... o que aconteceu? – Florence perguntou.

– Como você está se sentindo, querida? – perguntou Pomfrey, ignorando a pergunta dela.

– Tonta... enjoada e com cólicas. Mas... – ela pareceu lembrar de algo e olhou para Snape. – Lily e James?

– Ambos mortos. – foi tudo o que Snape falou, sem olhar para ela.

Ela fechou os olhos, respirou fundo e os abriu novamente, olhando para ele.

– Espero que esteja satisfeito, agora... – Florence acusou ele. – A culpa é sua!

– Não o culpe, Florence... – Dumbledore entrou na enfermaria. – Se alguém tem culpa, é Sirius. Ele mentiu para nós, mentiu ao Ministério quando o Segredo foi feito.

– Onde ele está? – perguntou Florence, tentando evitar que as lágrimas rolassem.

– Ele foi levado para Azkaban, como traidor e assassino. – disse Dumbledore.

– Azkaban? Mas ele não era o Fiel, era Pettigrew! – exclamou Florence.

– Nós sabemos, mas ele... alguns dizem ainda que ele matou Pettigrew. – disse o diretor.

– E Harry? – perguntou Florence, temendo a resposta.

– Vivo, inacreditavelmente. – falou Snape, apontando para o pequeno berço próximo à janela. – Apenas um corte na testa, nada mais.

– E meu... e Voldemort? – Florence perguntou para Dumbledore.

– Sumiu. – respondeu Snape.

– Como "sumiu"? – perguntou Florence.

– Alguns estão dizendo que ele morreu, mas eu não acredito nisso. – disse Dumbledore. – Acho que ele apenas está fraco e leverá bastante tempo para que retome os poderes. Ao menos é isso que eu espero. Mas um dia ele encontrará uma forma de voltar, nem tenho dúvidas disso.

– Como é possível Harry estar vivo?

– Lily se jogou entre o filho e o feitiço. Ela deu a vida dela pelo filho. O amor dela por ele o salvou.

– Eu entendo a atitude dela. – Florence sorriu, olhando para o pequeno no berço. – É totalmente compreensível uma mãe dar a vida por seu filho... – ela pensou nos seus pequenos, sim, daria a vida por eles, assim como pelo pai deles... tratou de afastar o pensamento. – Harry irá morar comigo de agora em diante; eu vou cuidar dele. – Florence olhou para Dumbledore.

– Receio que não será possível. – falou Dumbledore, sacodindo a cabeça em negação.

– Por que não? Eu sou a madrinha dele, a guarda dele pertence à mim, legalmente. – exclamou Florence.

– Essa proteção sanguínea que, sem saber, Lily deu ao filho, apenas tem valor na companhia de outros de mesmo sangue. – disse Dumbledore, calmamente.

– Eu acho que não posso ter entendido, Diretor, mas... você quer deixar o menino com os Dursley? – perguntou Snape, contrariado.

– Sim, Severus. É o certo a fazer.

– Você está louco! Eu não vou permitir isso! Petúnia vai maltratar o garoto! – revoltou–se Florence.

– Eu concordo com a Florence, Diretor! – disse Snape.

– Aquela mulher é cheia de ódio! Petunia odeia tudo que é mágico e Harry já demonstrou possuir poderes... ela irá machucar a criança por ele ser algo que ela não é! – gritou Florence.

– Você estará condenando o menino a uma vida infeliz, Dumbledore.

– Eu adoraria poder entregá-lo à você, Florence. – Dumbledore disse, sério. – Mas essa proteção sanguínea apenas funcionará se ele estiver ao lado daqueles que possuem o sangue de Lily. Nós manteremos o olho no menino, ele não estará sozinho lá. E caso esta proteção se mostre falha, Harry irá morar com você. Do contrário, ficará com os Dursley, até os onze anos quando teremos ele aqui no castelo.

Florence ficou quieta, os braços cruzados em frente ao peito, em revolta. Pomfrey se aproximou da cama dela e lhe deu um copo com água e outro com uma poção arroxeada.

– Aqui, querida, beba a poção e depois a água para passar o gosto. – disse a medibruxa.

– O que é isso? – perguntou Florence, ela levou o vidro até o rosto e reconheceu o cheiro e a coloração da poção. – Por que você está me dando isso para beber? – perguntou horrorizada.

– É... – Pomfrey olhou para Snape, Florence acompanhou o olhar da enfermeira.

– Você estava grávida. – disse Snape, sem olhar para ela.

– Grávida? – Florence passou a mão sobre o ventre e olhou Snape, vendo novamente os olhos vermelhos, a expressão triste dele, e ela compreendeu: – Eu... perdi o bebê?

– Sim. – interviu Pomfrey. – Agora, beba. É necessário que se limpe o seu útero.

– Por isso eu estou com cólicas... – murmurou Florence.

– Exatamente, querida. Agora, beba. – pediu Pomfrey

E Florence bebeu a poção. Logo que o vidro deixou de tocar os lábios dela, ela desabou em lágrimas. Snape a abraçou, deixando-a chorar contra o peito dele.

– Isso é tudo culpa sua... – Florence murmurou, em meio a soluços.

– Eu... – Snape retesou. – ...não vou negar.

– Se você não tivesse se juntado a eles... tudo seria diferente... – e as lágrimas não a permitiram de terminar, ela o empurrou e deitou na cama, abraçando o travesseiro.

– Eu sei... – e Snape se afastou da cama em que Florence estava e foi para a porta. – Eu sei... – repetiu ele antes de sair.

Ele seguiu para as masmorras. Um único pensamento em mente, um buraco no peito, um gosto amargo na boca. Ele havia matado o próprio filho. "Meu único filho." Não fora ele quem empunhara a varinha, mas... tivera culpa, se as coisas chegaram ao ponto em que chegaram foi porque ele fez para que assim fosse! Voldemort só fora à Godric's Hollow naquela noite porque Snape contara a ele sobre a Profecia. "E agora meu único filho está morto. Minha única chance de ter uma família ao lado de Florence."

Ele passou pelos laboratórios de Poções e entrou nos quartos priativos dele. Todas as velas estavam apagadas. Snape caminhou até a poltrona em frente à lareira apagada e se sentou, deixando a escuridão tomar conta dele. Permitiu que as lágrimas e o desespero controlassem-lhe o corpo. E a morte nunca lhe parecera tão doce.


Madrugada de 1º de Novembro de 1981

Rua dos Alfeneiros

Ruas escuras, completamente escuras.

Dumbledore aguardava por Hagrid, em frente à casa de número 4.

Um gato de olhos manchados o encarava enfurecido.

– Eu sabia que a encontraria aqui, Minerva. – falou o diretor, baixinho, sorrindo.

E o gato se transformou na austera professora.

– Você não pode estar falando sério, Albus... vai realmente deixar o pequeno Harry com esses trouxas? – exclamou ela.

– Sim.

– Ele poderia crescer com todo o amor que sabemos que Florence dará a ele, e você quer condená-lo à uma vida de... – ela respirou fundo. – O menino não pode ficar aqui! São os piores tipos de trouxas que há! São...

– A única família de sangue que ele tem. – interrompeu Dumbledore. E um barulho alto cortou o ar. Hagrid vinha aterrissando a motocicleta de Sirius. – Boa noite, Hagrid.

– Boa noite, Dumbledore. Boa noite, Prof. McGonagall. – ele desceu da motocicleta, carregando um pequeno embrulho agarrado ao corpanzil. – Pomfrey o revirou e disse que ele está bem. Ele dormiu, há pouco.

– Me passe ele, Hagrid.

E o meio-gigante desenroscou o pequeno menino dos panos e o passou para Dumbledore, chorando.

– Acalme-se, Hagrid. Não é um adeus, de qualquer forma. – disse Dumbledore.

– Eu sei...

– Por Merlin, Albus, leve esse menino para Florence! – exasperou–se McGonagall.

– Nós sabemos o porquê de isso não poder ser feito. – Dumbledore caminhava até a porta da casa de número 4, abaixando-se para colocar o menino na soleira, junto com uma carta. – Florence acabará se casando com Severus num futuro próximo, nós dois sabemos disso. Voldemort irá retornar e não podemos ter o menino-que-sobreviveu sendo criado como filho do mais apreciado dos comensais.

McGonagal não disse mais nada; e ela e o diretor aparataram.

Hagrid desabara em lágrimas, montando na motocicleta, novamente, o som ensurdecedor do motor cortando a noite, no momento em que as luzes retornavam aos postes.


Hogsmeade

Casa da Florence

Florence caminhou para fora da grande lareira e encarou a sala de estar silenciosa da casa. Pomfrey havia deixado ela sair do castelo com a condição de que ela ficaria em repouso por alguns dias.

Florence subiu as escadas lentamente e foi até o quarto dos gêmeos. Ela os observou dormir por um tempo e decidiu ir para o próprio quarto. Ela tomou um longo banho quente, tentando não pensar nos acontecimentos daquele dia; mas quando ela viu os resquícios de sangue na parte de dentro das coxas ela não pode evitar as lágrimas. Ela saiu do banho, vestiu um pijama confortável e deitou na cama. Mas não conseguia dormir. Tentou ler, mas tinha muitos pensamentos em mente.

Decidiu sair do quarto. Ela desceu novamente as escadas e foi para a cozinha. Lá ela encontrou Melody ainda acordada e pediu um chá calmante para a pequena elfa. O chá ficou pronto rapidamente e Florence sentou no chão em frente à lareira da sala para tomá-lo, os olhos perdidos nas chamas que dançavam e estalavam a madeira.

Alguns minutos, ou talvez horas depois – ela não sabia dizer – ela ouviu gritos e fogos de artifícios na rua. Florence fechou os olhos; ela sabia porquê o mundo estava celebrando, mas ela não conseguia ter forças para se sentir feliz.

Eileen apareceu no topo das escadas.

– Flor... o que está acontecendo? – perguntou Eileen, descendo as escadas. – Por que você está senatda no chão, no escuro, querida? – Eileen sentou no sofá próximo à ela e bocejou. – Esses barulhos são... fogos de artifício?

– São, sim, madrinha. Lord Voldemort foi derrotado.

– O quê? Sério? Quem o matou?

– Harry.

– Harry? – repetiu Eileen, sem entender. – Peraí! O único Harry que conhecemos é o bebê Potter...

– Exatamente. O Lord atacou o pequeno Harry, Lily se jogou na frente, o feitiço destruiu metade da casa dos Potter e matou Lily. Mas Harry sobreviveu. Meu pai, aparentemente, está morto. – explicou Florence.

– Isso é... loucura.

– Mas é a verdade. Lily e James estão mortos, Sirius está em Azkaban porque ele matou Pettigrew, que era o verdadeiro Fiel do Segredo dos Potter. Remus está na enfermaria de Hogwarts, machucado pra cacete porque depois de deixar Harry no castelo ele foi ajudar os Logbottom... Alice e Frank foram torturados por Bellatriz e Bartô Crouch Jr.. Eles foram levados para o St. Mungus com danos permanentes; o pequeno Neville agora será criado pela avó. E o Harry foi morar com os Dursley. – disse Florence.

– Eu... nossa, que história maluca.

– Ah... e eu perdi o bebê que eu não sabia que estava carregando. – murmurou Florence, brincando com a xícara que tinha nas mãos.

– O quê?!

– Eu estava grávida e não sabia, madrinha. Pomfrey disse que o feitiço da morte, ao explodir uma parte da casa, me atingiu. Mas eu não morro com uma Avada... só que o bebê não resistiu. – e as lágrimas desceram.

– Minha querida... – Eileen a abraçou.

– Ai, é um sensação tão horrível... eu perdi um filho... – Florence estava aos prantos.

– Eu nem posso imaginar... e Severus, ele soube?

– Sim. Ele estava lá. Foi ele quem me levou para o castelo. – Florence não queria pensar nele; ela sabia que ele deveria estar tão desesperado quanto ela, porque não era difícil de deduzir que o bebê que ela perdera era dele.

– Lily e James mortos... – murmurou Eileen. – Eu não posso acreditar. E Sirius em Azkaban!

– Sirius é inocente! Ele não deveria estar em Azkaban! – exclamou Florence.

– Não, se ele realmente matou Pettigrew. Por mais que fosse vingança, não é assim que nossas leis funcionam, Flor...

– Não é justo.

E depois de um tempo que elas ficaram em silêncio, uma coruja entrou voando pela janela da biblioteca, largando uma edição especial do Profeta Diário na mesa de centro e saindo. Florence pegou o jornal e abriu, lendo as manchetes de capa em voz alta:

O MENINO–QUE–SOBREVIVEU

Nesta noite de Dia das Bruxas foi celebrada a derrota do Lord das Trevas. Durante um confronto com o casal de aurores James e Lily Potter, Você-sabe-quem perdeu os poderes. Tal fato se deu após ele ter tentado matar o menino dos Potter, Harry, de apenas um ano de idade. Não sabemos ainda como o menino sobreviveu. A Maldição da Morte deferida por Você-sabe-quem o deixou com apenas uma cicatriz curiosa em forma de raio na testa. É com pesar que informamos que o casal Potter morreu, James e Lily deram a vida para proteger seu único filho. Saiba mais sobre os Potter e Harry, o menino-que-sobreviveu, na página 9.

– E, aqui, fala sobre Severus... – continuou Florence:

DUMBLEDORE REITERA: SNAPE É INOCENTE

Apesar das várias evidências que surgiram nos últimos anos, o diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Albus Dumbledore, continua afirmando que Severus Snape, Mestre de Poções da referida instituição, não mais se encontra a serviço de Você-sabe-quem há mais de um ano. O "Caso Snape", como ficou conhecido, foi arquivado pelo Minitério da Magia desde que provas da inocência do réu, relativas aos acontecimentos dos quais foi acusado, foram entregues ao Ministério e anexadas ao caso. "Severus Snape foi um Comensal da Morte, mas veio para o nosso lado e se tornou um espião para nós, colocando em risco a própria vida. Ele é tão Comensal hoje quanto eu."

Nossa nova colunista, Rita Skeeter, escreveu uma pequena nota sobre o Diretor de Hogwarts: "Albus Dumbledore é conhecido por confiar nas pessoas erradas, ter gostos duvidosos para amizades e não respeitar nossas leis institucionais."

Leia mais sobre Snape e Dumbledore na página 14.

Florence largou o jornal sobre a mesa.

– O que pretende fazer agora, Flor? – perguntou Eileen.

– A primeira coisa que tenho em mente é ajudar Remus a ficar bom... e vou continuar preparando a Mata-Cão dele todos os meses, é claro. – Florence suspirou pesarosa. – Sobre o futuro... no momento, eu não faço a menor ideia do que eu vou fazer, madrinha. Vou viver um dia de cada vez.


Nota da autora: e aqui termina a Primeira Parte da fic. Nossa esse capítulo foi difícil de aumentar e atualizar. E este não é final, esta fic tem 87 capítulos então, ainda tem muita coisa para acontecer, não se preocupem.