Surpresa


Quando finalmente acordei sábado pela manhã estava feliz e contente, nem parecia que tinha tido a sexta-feira mais confusa de toda a minha vida, com emoções como tristeza, medo, desespero, felicidade, alegria, tudo em tão pouco espaço de tempo.

Acordamos tarde, eu esperava me sentir moída por causa dos vômitos do dia e da madrugada passada, mas estava bem, com um Edward ainda mais protetor ao meu lado, completamente babão beijando minha barriga.

– Vamos Edward, você não vai ser tão babão assim, vai?

– Ainda mais. Você tem noção do quanto eu te amo? Do quanto mudou minha vida? Do quanto me faz feliz? – Mas, eu não consegui responder por que ele me beijou a cada pergunta feita.

E, como os hormônios de grávida são algo enlouquecedor, minha fome de Edward estava ainda mais acentuada não resisti e o ataquei beijando-o mostrando o quanto eu o quero e desejo. E nos amamos até o inicio da tarde, quando outro tipo de fome nos atacou.

Eu não aguentei sentir o cheiro do café. Não vomitei porque assim que percebeu que eu estava enjoando Edward desligou a cafeteira e jogou o café no ralo da pia e imediatamente me senti melhor. Tomávamos café da manhã com suco de laranja quando o telefone tocou e ele atendeu.

– Oi mãe, sim está tudo bem... – Ele me olhava – Ela está bem, enjoou de madrugada, mas está bem... – Ele meneou com a cabeça sorrindo – Mãe, você pode preparar um jantar aí hoje? Para a família, Alice e Jazz? Pode ser? – Ele me olhou e eu afirmei com a cabeça. – Precisamos contar do bebê. – Ele sorria ao falar do filho – Também amo você, até a noite. – Edward sentou ao meu lado no banco alto do balcão da cozinha. – Ela pediu pra você se cuidar e chupar limão, disse que melhora o enjoo. – Eu o olhei fazendo careta e ele riu.

Foi desligar e o telefone desligar começou a tocar novamente.

– Alô? - Edward sorriu ao atender – Hum... Tudo bem? – Ele não tirava os olhos de mim – Sim, estamos bem, muito bem... Não se preocupe... Vou passar pra ela.

– Pra você... E prepare-se. – Oh Deus não é possível. Tão cedo. Ok, cedo não é o termo, mas para mim o dia começou agora. Resignada peguei o telefone.

– Alô? – Eu estava com medo. Edward puxou seu banco sentando-se comigo entre suas pernas, alisando minha barriga e beijando meu ombro.

– Bella, você lembra que ficou de falar comigo mais tarde, e eu sei que não estava bem ontem, quer me contar o que aconteceu? – Eu respirei profundamente olhando para Edward buscando sua ajuda, mas o traidor levantou as mãos no ar se rendendo e sorrindo. – E não me enrole dizendo que tem que cozinhar porque são 02:00h da tarde.

– Mãe, não aconteceu nada ontem. Foi apenas o fuso horário, pare de pensar bobagens, por favor. – Edward meneou a cabeça me olhando sério.

– Sei. Se é o que está dizendo vou acreditar, mais pela voz do Edward do que pela sua. – Eu revirei os olhos. – Me conte como foi tudo na lua de mel?

– Foi ótimo mãe, e não tem muito que contar. Fomos para Roma, e a cidade é linda e antiga, mas isso todo mundo sabe. Depois fomos para Veneza e passeamos de gôndola e pegamos o Orient Express até Paris de onde voltamos para casa. – Eu não falei com minha mãe durante a lua de mel, apenas avisamos por mensagem que havíamos chegado bem.

– Orient Express? O da Agatha Christie? – Eu olhava para Edward e ele estava sorrindo beijando meu pescoço e sussurrando em meu ouvido "conte". – Oh, Bella tão lindo, você sabe que esse é o trem, não... – Ela não parava de falar e eu já não ouvia nada perdida no olhar desafiador de Edward.

– Estou grávida – Eu praticamente cuspi, enquanto ouvia primeiro o silêncio, do outro lado da linha, depois um grito e em seguida um barulho. Eu arregalei meus olhos tencionando os músculos assim como Edward que também se assustou. Nós conseguíamos ouvir claramente minha mãe gritando mesmo que não desse pra entender nada do que ela falava.

– Bella, filha... Você está bem? O que está acontecendo? – Senti a voz preocupada do meu pai e relaxei, mas Edward não, apenas escondeu seu rosto em meu pescoço, e eu pude ouvi-lo murmurando, "É agora que o Charlie me mata", e foi impossível não rir, enquanto fazia cafuné em sua nuca.

– Pai, está tudo bem, não se preocupe. Como você está?

– Bem. Edward está aí com você? Ele está bem?

– Estamos bem, e ele está ao meu lado agora. – Ele me olhou envergonhado. Covarde.

– Então o que houve? Porque sua mãe está histérica, chorando e falando sem parar?

– Porque eu contei que estou grávida... – Eu falei tão baixo que minha voz era quase um sussurro. Certo agora era eu a covarde.

– Eu vou ser avô? Bella que maravilha, que noticia incrível. Filha... Você está se cuidando? Edward está tomando conta de você? – Eu sorri ouvindo as preocupações dele e vendo meu marido suspirar aliviado. – Quanto tempo? – Ok, o alivio passou rápido demais e ele estava tenso de novo.

– Pai, sim, você vai ser avô, ainda não sabemos de quanto tempo, vou à médica só na próxima semana e está tudo bem. Diga à mamãe para não surtar, por favor. Está tudo bem e, não se preocupem, vou mantê-los informados de tudo, está bem?

– Sim, filha... E Bella se cuide, por favor, agora você não está mais só... Deixe-me falar com o Edward. – Eu gargalhei vendo-o de olhos arregalados e negando com a cabeça, mas pegou o aparelho.

– Charlie? – Sua voz era incerta. – Ela está bem... Não, apenas um pouco de enjoo o que é normal. – Ele parecia bem mais aliviado agora. – Eu vou tomar conta dela sim... – Ele suspirou sorrindo – E do bebê. Não se preocupe. Pode deixar – Ele riu. – Obrigado vovô.

– Recomendações? – Eu perguntei assim que Edward desligou o telefone.

– Mandou tomar conta de você e do bebê e nos deu os parabéns. – Eu ainda ria dele, por ter ficado com medo do meu pai.

Depois de nos arrumarmos, entramos no elevador e Edward encostou-se à parede dos fundos me colocando a sua frente pondo as mãos em minha barriga, protetoramente.

O caminho até Newton não poderia ter sido mais tranquilo Edward segurava minha mão e dirigia um pouco mais lento que o habitual. Pra variar todos já nos esperavam.

– Eu não entendo como Emmett sempre é o primeiro a chegar para os encontros na casa da minha mãe se ele seria capaz de se atrasar para o próprio enterro. – Edward reclamou assim que viu o Cadillac SRX Crossover prata de Emm parado na frente de mansão.

– Vamos Edward... E você conta.

– Porque eu?

– Porque são seus pais. E você é o pai. – Ele me olhou erguendo a sobrancelha, com seu sorriso torto, me puxando para um beijo e passando a mão na minha barriga.

– Eles conseguiram sobreviver à lua de mel, isso é incrível... – Todos na sala se viraram em nossa direção assim que Emmett falou e o Ben, com seus passinhos incertos, caminhou até nós se segurando no sofá, e Edward o pegou no colo. - Principalmente depois de toda a diversão que a minha ursinha e a baixinha providenciaram. Será que vocês não souberam brincar? - Ele nos olhava com uma cara maliciosa, enquanto eu segurava a mão de Edward e me escondia atrás de seu braço completamente vermelha.

– Eu não vou falar sobre isso Emmett e a lua de mel foi maravilhosa. – Agora eu suspirei resignada, talvez seja melhor não contarmos. Daqui a 09 meses eles vão saber mesmo.

– Filho como está? – Esme olhou inquiridora para Edward e sorriu para mim cúmplice, me abraçando com cuidado e carinho. – E você, como está se sentindo Bella?

– Estou bem – Sussurrei em seu ouvido e ela sorriu.

Cumprimentamos todos e distribuímos os presentes que trouxemos, um vaso de Murano para Esme, um livro de fotografias para Carlisle, quebra-cabeça em 3D de uma ponte de Leonardo da Vinci para o Emm e uma linda máscara veneziana para Rose, uma tela de um artista de rua para Alice e um vinho italiano para o Jazz. Eu me sentei no sofá ao lado de Edward que tinha Ben nos braços brincando, com seu Pinóquio de pelúcia, completamente relaxado e feliz.

– Bella posso falar com você em particular? – Edward me olhou arqueando as sobrancelhas, assim que Esme perguntou e eu me levantei seguindo-a até a cozinha amarela com armários em madeira branca e eletrodomésticos modernos. Fomos deixadas a sós pela empregada. – Conte-me, como estão as coisas entre vocês? Edward chegou ontem completamente desesperado na instituição e me deu um grande trabalho acalmá-lo para que voltasse para casa e conversasse com você.

– Esme você fez mesmo um grande trabalho, porque ele chegou em casa completamente diferente. Pediu-me desculpas e aceitou o bebê tranquilamente. Na verdade ele está bem feliz e muito protetor com a ideia de ser pai. – Esme me olhava de lado de uma forma curiosa.

– Que bom, então, não é? – Ela sorriu – Fico feliz que tudo tenha se resolvido. - Eu e Esme trocamos mais algumas informações sobre enjoo, sonolência e começo de gravidez. – Eu me sentia tão enjoada quando fiquei grávida do Edward. Já o Emmett parecia estar treinando algum esporte dentro de mim, eram dores insuportáveis e o Carlisle achava lindo poder sentir o filho. – Eu sorria com as lembranças dela.

– Mãe, esse jantar sai ou não? – Edward entrou na cozinha sentando-se ao meu lado no balcão.

– Claro que sai Edward. Vamos jantar antes que eu mate uma grávida de fome. Falar nisso eu sentia muita fome quando estava grávida dele. – Esme olhou para Edward sorrindo e ele me abraçou por trás.

– Então você me alimentou muito bem, não é vovó?

Nós jantamos tranquilamente, Edward não largou o Ben um só minuto, dando comida e se sujando bastante.

– Edward, por um acaso você está treinando para ser pai com o seu sobrinho? – Deus, porque a Alice é tão observadora?

– Você não faz ideia do quanto Alice. – Todos pararam e olharam para ele o único que continuou com o que estava fazendo foi o Ben. O silencio era cada vez maior, e definitivamente foi estranho.

– Edward, o que andou aprontando nessa lua de mel?

– Nada que você não tenha feito na sua, Emmett.

– Mas, a Rose não voltou grávida da lua de mel, Edward. Bella pode, por favor, explicar isso?

– Eu? – Eu respondi meio tom acima, completamente em pânico por ter que explicar a eles que estava grávida. A única que sorria era Esme, todos os outros estavam sérios esperando uma confirmação.

– Sinal de que sou melhor de mira do que meu irmãozinho... – Edward falou com cara de menino levado olhando para Emmett enquanto eu corava violentamente com a cabeça baixa e me escondendo atrás do Ben, que estava entre nós.

– Bella você está grávida? – Alice praticamente berrou ao meu lado, batendo palminhas toda feliz. E Edward abriu um sorriso orgulhoso.

– Cabeçudo. Você vai ser pai? – Todos riram da pergunta de Emmett, enquanto Edward colocou a mão nas minhas costas fazendo carinho afirmando com a cabeça rindo para o irmão.

– A água da Fontana de Trevi é tão fértil assim?

– Rose eu acho que a água do rio Charlie é mais fértil.

– Vamos brindar a chegada de mais um Cullen e que ele ou ela venha com muita saúde – Carlisle sempre conciliador pediu que trouxessem champagne para eles e suco de laranja para mim. – Que esse bebê traga mais alegria, felicidade e união a nossa família, e que seus pais sejam sempre abençoados com sabedoria para criá-lo da melhor forma possível. - O brinde foi feito e definitivamente todos estavam muito felizes com a minha gravidez.

– Jasper, boa sorte. – Edward disse depois de um tempo, fazendo Jazz olhar juntando as sobrancelhas sem entender nada. – Agora só faltam vocês. E Alice vai se empolgar ainda mais. – Minha amiga olhou de cara feia estirando a língua e seu marido gargalhou indo em sua direção e lhe dando um beijo.

– Amor veja pelo lado bom... – Alice olhou para Jasper – Vamos treinar bastante para ter certeza que teremos o bebê mais lindo do mundo. – Todos nós rimos e parece que minha amiga ficou feliz com a ideia do treinamento.

– É... E nós que pensávamos que a Bella era santinha. – Eu baixei a cabeça no ombro do Edward, sentindo sua mão deslizando na minha perna, ao ouvir o que a Rose havia falado. - Agora o cargo de santinha está com você Alice. – E a baixinha apenas semicerrou os olhos e estirou a língua para Rosalie.

Pai – Edward falou depois de um tempo. – Você pode me dar à moeda e as joias?

– Claro filho, vou buscar no cofre – Carlisle se levantou indo em direção ao escritório onde pegou as joias e voltou de lá com duas caixas pretas de veludo, entregando a Edward.

Ainda ficamos um tempo na mansão dos Cullen, porém eu estava com sono e pedi a Edward para irmos embora. No carro ele cantarolou para mim e me acordou quando chegamos, me abraçando e trazendo a maior parte do meu peso em seus braços. Ao passarmos da porta ele me pegou no colo e me levou para cama, onde eu realmente caí no sono.

– Edward... – Eu sussurrei perto dele.

– Hum – Edward gemeu no meio do sono. – Bella, você está passando mal? – Ele perguntou preocupado.

– Eu estou com desejo – Respondi manhosa.

–Desejo? – Edward se sentou me encarando. – Desejo de que Bella? – Eu fiquei corada só em pensar.

– De você – Edward semicerrou os olhos sorrindo e balançando a cabeça.

– Bella, Bella, o que eu faço com você? – Edward se aproximou de mim, passando seu nariz em meu pescoço da orelha ao ombro, na clavícula, até chegar à minha boca me beijando faminto.

– Me... Fode... – Eu suspirei falando manhosamente.

– Você será uma grávida linda, dorminhoca, chorona e incontrolável no sexo?

– A culpa é sua. – Ele me olhou desconfiado, e sua mão tocou em meu seio delicadamente. – Quem manda ser tão gostoso? – Edward gargalhou jogando a cabeça para trás e quando voltou para mim subiu sua camisa que eu vestia e beijou minha barriga e seios.

Ele retirou a boxer e seu membro estava ganhando vida rapidamente. Ele tirou minha calcinha e me deixou nua, seus olhos não saiam do meu corpo me olhando com adoração e um sorriso travesso no rosto. Suas mãos passeavam me arrepiando, me fazendo arquear a coluna e esfregar uma perna na outra.

– Edward... Por favor... Eu... Quero... Você... – Gemi enquanto seus dedos passeavam levemente do meu seio ao meu clitóris.

– Eu sou todo seu, bebê. – Oh, voz sexy como o inferno. Eu sentia a respiração pesada e sabia que ele estava me torturando.

Minha boca foi beijada com paixão e depois todo o meu corpo, sem faltar uma pequena parte sequer, sugado, chupado, lambido, se detendo nos meus pontos fracos. Até que a ultima parte, meu clitóris foi tocado com sua boca eu já estava completamente mole, gemendo e chamando por ele. Desejando que ele me levasse ao prazer que só Edward sabe me dar.

Meu clitóris foi levemente mordiscado por seus dentes, sem que seus olhos largassem os meus. Sua língua subia e descia em toda minha extensão a partir do períneo. Eu estava louca. Dizia palavras desconexas e via o sorriso maroto de Edward que lentamente enfiou um dedo, mas sem parar com sua língua que sugava meu clitóris, enquanto eu pedia mais e era atendida, sentindo seus dedos entrando e saindo. Minha respiração estava pesada, meus dedinhos do pé arqueados, assim como minha coluna, minhas mãos presas no cabelo dele.

– Edward... – Mais um pouquinho e eu vou gozar. Ele não parou até eu atingir meu prazer, sorrindo como uma boba.

Eu ainda queria mais e, rapidamente, me sentei olhando nos olhos de Edward, fazendo-o girar na cama e se deitar olhando para mim enquanto eu tocava em seu pau, acariciando-o para cima e para baixo, fazendo-o fechar os olhos e gemer com meu toque.

Deitando-me de bruços no meio de suas pernas abertas eu pus seu testículo na boca sugando-o delicadamente, enquanto movimentava minha mão em seu pau para cima e para baixo. Minha língua acompanhou o desenho de sua veia até a cabeça e meus olhos encontraram os dele, que sorria descaradamente.

Eu passei a língua na cabeça, dando uma voltinha e o abocanhei com paixão, indo cada vez mais fundo, sem parar de movimentar minha mão, ouvindo seus gemidos, sugando ora lento ora rápido, arfando e acarinhando seu testículo, aumentando a velocidade à medida que o sentia inchar em minha boca.

– Bella... Para... – Eu não parei, eu não conseguia parar, eu queria mais dele. – Amor... Por favor... – Edward pegou minha mão e me trouxe para ele, beijando minha boca e me girando na cama. – Eu quero gozar dentro de você, bebê. – Eu gemi sentindo os beijos espalhados por meu corpo. – Vira.

Eu fiquei de bruços e manhosamente me coloquei de quatro, sentindo o tapa de Edward na minha bunda e depois o beijo no lugar onde ele bateu.

– Tão gostosa. – Edward sentou-se em seus joelhos, me trazendo para seu colo, enquanto atacava minha nuca com seus beijos e meus seios com sua mão.

Eu peguei em seu pau e deslizei para dentro de mim, sentando nele, entrando e saindo e fui inclinada para frente, ficando de quatro, com as mãos de Edward em meu quadril me trazendo e me afastando dele. Meus gemidos eram incontroláveis

– Deita, amor... – Deus... Ele entrava e saia aumentando a velocidade – Fodidamente apertada... – Edward urrava de prazer, e eu sentia meu ventre apertado, enquanto arqueava minha coluna, e chamava seu nome como uma oração – Goza pra mim bebê... Me dá mais um. – E eu explodi como fogos de artifício, e havia apenas seu rosto em minha mente, enquanto sorria como uma boba, tentando controlar minha respiração. Edward caiu em cima de mim, e girou ao meu lado me olhando. – Seus desejos serão sempre tão intensos assim? – Eu gargalhei e fui puxada para seu peito – Durma bebê, você precisa descansar.

Nosso domingo não poderia ter sido mais tranquilo, nada nos incomodou. Eu comecei o dia no orquidário, depois assistimos filmes na TV enrolados no edredom, comemos sanduíches feitos por Edward e fizemos amor no meio da tarde. Minha mãe ligou e conseguiu ser coerente dessa vez, tomamos banho juntos, nos arrumamos e jantamos no Restaurante Asana, que fica no próprio prédio em que moramos, e nossa noite terminou comigo recebendo uma deliciosa massagem em todo meu corpo. Meu atencioso marido estava decidido a cuidar de mim na gravidez, e isso incluía atenção redobrada ao meu corpo, que seria massageado e hidratado regularmente.

Minha segunda-feira não poderia ter começado mais estranha. A cólica voltou e eu me agarrei a Edward para que o calor de seu corpo ajudasse com o incomodo e, quando finalmente passou eu senti a vontade louca de colocar tudo pra fora. Enjoo matinal, isso é realmente horrível.

Edward veio atrás de mim, sentando-se no chão comigo, segurando meu cabelo, alisando minhas costas, me reconfortando.

– Queria tanto que não precisasse passar por isso. – Ele sussurrou assim que terminei de vomitar e me encostei em seu peito.

– Não vai durar pra sempre... – Edward me ajudou a levantar, escovar os dentes e tomar banho.

Eu estava arrumada para ir ao trabalho usando uma calça verde musgo, blusa branca, bolerinho preto e salto 06 preto, enquanto me movimentava pela cozinha preparando nosso café da manhã vendo Edward à minha frente vestindo uma camiseta de manga longa cinza claro que realçava seu peitoral, calça jeans azul e mocassim de couro preto. Eu cheguei a salivar, mas não tínhamos tempo então respirando profundamente consegui me controlar.

Ganhei uma carona do meu marido. Chegando na instituição fomos recepcionados por Carmen e eu segui com eles até a biblioteca.

– Carmen como foi tudo por aqui enquanto estive fora?

– Tudo bem. E, pela cara de vocês dá para perceber que aproveitaram bastante à lua de mel... – Edward me trouxe para seu corpo, pondo sua mão em meu quadril. – Ethan fez amizade com mais alguém – Ela me informou. – Agora ele está encantado pela Esme ela foi à única que conseguiu acalmá-lo na sua ausência. Ele gosta muito dela.

– Quem não gosta?

– Minha mãe chega a que horas?

– Já deve estar... Olha ela. – Esme estava linda e feliz em um vestido roxo, me abraçou carinhosamente, fazendo o mesmo com Edward.

– Você promete que vai se cuidar? – Edward sussurrou em meu ouvido, me abraçando. – Mãe, qualquer coisa me avisa, por favor. – Esme afirmou com a cabeça. – Tenho que ir. Eu amo você – Ele me beijou e tocou minha barriga. – Carmen posso falar com você? – Eles saíram e eu fiquei com Esme na biblioteca.

A manhã passou tranquilamente e na hora do almoço eu estava terminando meu prato de frango grelhado, salada de legumes e limonada sem açúcar, dando todo crédito para Esme que estava à minha frente e tinha toda razão, limão ajuda a diminuir o enjoo.

A volta ao trabalho foi doce. Eu não sabia que estava com tantas saudades. De tudo, das crianças, dos funcionários, do contato diário com a Esme, da biblioteca, dos livros, da rotina. Foi maravilhoso o tempo que eu e Edward passamos em lua de mel, mas a volta e ainda mais agora, com essa pessoinha dentro de mim, não poderia ser mais perfeita.

No final do dia Edward chegou para me buscar, e trouxe uma única orquídea, eu olhei desconfiada arqueando a sobrancelha, até porque a minha flor deve estar na porta de casa esperando por mim como todos os dias.

– Quis fazer uma surpresa hoje. – Eu afirmei com a cabeça sorrindo.

– Tem um cartão?

– Sim. – Ele se aproximou de mim para sussurrar em meu ouvido. – Para a futura mamãe mais linda e gostosa do mundo – Eu gargalhei e fui atacada por seus beijos apaixonados.

– Olha o exemplo... O que as crianças vão pensar? – Esme estava tentando ficar séria, mas não conseguiu por muito tempo e sorriu nos abraçando – Ela passou o dia bem, não se preocupe – Disse ao Edward. – Bella descobriu que limão funciona. – Ele me olhou curioso.

– Vamos, quero ir para casa – Eu sussurrei em seu ouvido, assim que tive uma chance. Nos despedimos de todos e fomos embora. – Como foi o seu dia? – Perguntei assim que chegamos em casa.

– Sua consulta será quarta-feira, tudo bem? – Tem algo errado aqui. Ele não respondeu minha pergunta.

– Tudo bem, você vai comigo?

– Claro, não vou sair do seu lado por nada.

– Qual o problema Edward? – Eu parei a sua frente encarando-o para que não tivesse chance de mentir para mim.

– Jessica – Eu arregalei os olhos. – Ela voltou a trabalhar...

– Se voltou é porque está curada não é?

– Vamos ver. Só sei é que eu quero que ela fique bem longe de você e do bebê.

– Ela achou que amava você, amor e não a mim.

Eu cozinhei. Estava disposta e preparei um jantar a base de salada, e churrasco. Usei muito limão no meu prato. Pude ver a careta que Edward fez ao me ver espremer a fruta, mas eu apenas balancei a cabeça. Estava salivando só de pensar em comer.

Quarta-feira chegou voando, fui com Edward ao hospital, paramos no 4º andar e eu ri ao me lembrar da única vez em que estive aqui, quando o Ben nasceu.

– Do que está rindo Sra. Cullen? – Edward perguntou curioso assim que o elevador abriu no andar da ginecologia e obstetrícia.

– Quando viemos conhecer o Ben e você me levou de volta ao meu quarto tive pensamentos muito interessantes envolvendo eu, você e o elevador.

– Bella, Bella.

Fomos para a sala da Tanya, minha ginecologista, ela foi muito simpática e paciente. Eu e Edward queríamos saber tudo, exames, como seriam esses 09 meses, sobre minha barriga, seios, desejos, enjoos, alimentação, medicamentos, quando o bebê mexeria, quando saberíamos o sexo, enfim, pais de primeira viagem.

Ela nos respondeu sempre sorrindo, me pesou, mediu e constatou que estou em perfeitas condições. E eu disse que queria meu parto normal, e ela falou sobre parto na água. Eu adorei a ideia, mesmo Edward parecendo contrariado com a possibilidade.

Depois da consulta e de todas as indicações e dicas fui até a instituição sozinha, e nossos dias foram assim, graças a Deus, seguindo na mais perfeita normalidade, Edward e eu estávamos encantados com tudo o que envolvia a maternidade. Um dia ele chegou em casa com vários livros e nos dedicamos a devorar todas as informações sobre gestação.

A normalidade foi quebrada na última sexta-feira de outubro, quando seria comemorado o aniversário do Ben. A festa foi na casa de Emmett e Rosalie numa festa para a família e os amigos mais próximos.

A sala foi toda decorada com bichinhos da fazendo, uma coisa que ele adora, e ele estava lindo vestido de fazendeiro, em uma calça jeans e camisa xadrez laranja. Andando apoiado num andador que ganhou de presente dos avós paternos e assim que viu Edward, seus bracinhos o chamaram.

– Ele te adora... – eu comentei.

– E eu a ele.

Nós o presenteamos, para desespero de Rosalie, com um pequeno piano e Edward passou boa parte da noite ensinando, ou achando que estava fazendo isso, a tocar.

Não sei quem estava mais animado com a ideia. Se Edward sentado no chão apoiado no sofá, comigo afagando seus cabelos, ou o Ben que apertava cada uma das teclas e sorria batendo palminhas.

– Edward, eu adorei o piano é lindo, mas andei pensando... – Rose disse ao sentar ao meu lado – Não quer levar para sua casa? – Ele se virou olhando para ela divertido – Assim quando ele for lá já tem com o que brincar.

– Ele tem um piano maior pra brincar quando for lá em casa Rose, esse pode ficar aqui. – Ela semicerrou os olhos e suspirou.

– Que Deus tenha piedade de mim.

– Rose, você pode ter um grande pianista em casa e não sabe, não tolha os movimentos do menino. – Eu não resisti ao comentário.

– Você será mãe Isabella, e eu juro que darei uma bateria a essa criança. – Edward gargalhou ouvindo o que a cunhada disse.

Ben ganhou muitos presentes, todos queriam mimá-lo. Rose estava maluca com a quantidade de gente para entreter em sua casa. Emmett estava se divertindo com tudo e Alice feliz por ter organizado mais uma festa.

Cantamos os parabéns, Edward me abraçava por trás, falando sobre nosso bebê, muitas fotos foram tiradas. Benjamin estava encantando a todos, com seus rizinhos e palminhas. Na hora que começamos a bater palmas ele parou e olhou para nós e quando paramos foi sua vez o que nos fez rir e a ele também. Eu ataquei o bolo sem a menor cerimônia.

Uma vez cantado os parabéns, a velinha apagada, o bolo servido, Ben veio até mim e me pediu colo, eu achei estranho, mas jamais recusaria, ele se aconchegou em meu colo pondo sua cabecinha em meu peito, a mãozinha em meu ombro e simplesmente adormeceu, com Edward cantando para acelerar o processo enquanto eu chorava vendo a cena.

– Minha bebê chorona – Edward sorriu para mim. – Rose, já posso levá-lo para o quarto?

– Espere só mais um pouco, me deixe organizar as coisas por lá – Mas, eu me levantei com ele nos braços.

– Rose, pode deixar... – ela concordou com a cabeça agradecida.

– Vão brincar de casinha?

– Nós já brincamos Emmett.

Eu e Edward fomos até o quarto do Ben e ele organizou o bercinho enquanto eu me sentava na cadeira de amamentação e ninava meu afilhado. Quando estava tudo pronto coloquei o bebê ali e me sentei no colo do meu marido admirando o pequenino e chorando mais um pouco, tendo minha barriga acariciada.

SPOILER

– Não estrague a criança. – Ele me olhou tentando ficar serio. – Será um lindo bebê se for exatamente como você. – Eu estava pronta para reclamar quando fui distraída por sua boca e seu beijo urgente. – Vamos? Quero te dar o meu presente de natal.

– Quero ver os dois aqui amanhã, ouviram meninos? – Esme falou nos abraçando. – No ultimo ano não tive nenhum dos dois por aqui.

– Estávamos no hospital mamãe...

– Eu nunca entendi como vocês dois foram parar tão rápido no hospital. Por acaso Bella passou mal dentro do seu quarto Edward? – Porque Emmett as vezes é tão certeiro?

– Ela me ligou Emm, não esqueça que eu era o medico dela.

O caminho foi feito com nossas mãos entrelaçadas, e eu não pude deixar de rir me lembrando da primeira vez que estivemos em seu carro. E ele riu do mesmo motivo, beijando minha mão e se desculpando por seus modos. Edward será sempre Edward, incrivelmente educado e autodepreciativo.

– Meu presente primeiro – Eu disse assim que entramos em casa, e pude ouvir seu protesto, mas ele sentou-se no sofá me olhando enquanto apontei para baixo da arvore de natal, mostrando a imensa caixa.


Aí gente a Carol sempre me surpreende com essas cenas... Elas sabe escrever uma coisa HOT!

Até o próximo beijos :*