N/A: Oi gente! Primeiramente quero dizer que ADOREI as idéias! hahaha, me diverti com todas! Bem, to aqui na pressa, pq eu não tenho mto tempo... mas infelizmente esse cap é Dark.. :\! Bem, mesmo assim, leiam e ENJOY!

Capítulo 33 – Abdicar o amor.

"Digníssimo senhor Edward Cullen,

Segundo consta sua carta anterior á esta data, o senhor comprometia-se em aceitar as requisições e compromissos de defender perante o tribunal e o júri popular á senhorita Isabella Swan, de 22 anos de idade. Foi elaborado seu pedido, e aceitamos sua requisição. Informamos que dentro de dois meses a suprema corte do estado de Illinois presidirá o julgamento.

Atenciosamente, Suprema Corte do Mundo da Moda.

Era praticamente a décima vez que eu via a carta que me fora remetida pela Suprema Corte. Amacei-a em minha mão fazendo uma bolinha de papel e joguei na lareira do meu escritório, enquanto rodava a cadeira giratória e permanecia com a mão no queixo querendo encaixar meus pensamentos.

Fazia duas semanas desde o tal dia que parecia que havia sido o pior da minha vida. As coisas não haviam mudado muito de lá para cá.

Bella ainda continuava sem se lembrar de mim, Laurent continuava indo vê-la todos os dias, e continuava dizendo que ainda não podia dizer nada sobre o assunto.

Bella havia pegado uma fobia á mim. Algumas vezes que eu tentara ir vê-la na inutil tentativa que ela conseguisse se recordar, ela simplesmente virava a cara ou pedia para algum médico me afastar dali. Eu não conseguia decifrar seus olhos, mas sentia que algo estava lá.

Tanya havia voltado para Chicago dois dias depois DO dia. Sua barriga estava visivelmente aparecendo, o que ela realmente queria esfregar na minha cara.

Depois que eu dera uma surra em Mike eu nunca mais o vi ou tive notícias dele. Sabia que a imprensa queria conversar com ele á respeito da "briga", mas ele tinha "sumido". O que era bom e ruim, lembrando que é sempre bom saber onde seus inimigos estão.

- Eddie! – Tanya entrou. Ou seus óculos entraram, corrigindo, de tão grandes que eram. Ela trazia várias sacolas na mão e um sorriso enorme na face.

- Tanya... – Rangi os dentes. – Já não lhe disse para que não entrasse sem permissão? Quer dizer... Já não te disse para nem aparecer por aqui?

- Credo, Eddie. Não seja assim. Vim só mostrar algumas coisinhas legais que eu comprei para nós e o bebê.

Bufei enquanto ela começava a dar detalhes das roupinhas, sapinhos, babadores, e diversos outros itens que ela havia comprado.

- Eu vi um pônei de madeira tão lindo na casa de sua mãe outro dia... Foi seu, segundo ela. Acho que podemos usar com o Ed. Jr, não acha?

- Tanto faz. – Disse impaciente. – Será que você poderia parar de me encher o saco...? Eu estou no trabalho e...

- E você vai mesmo continuar agindo comigo assim...? Só para defender aquela lacraiazinha da Bellinha? Ah, se liga, ela parece um pato. Nem acredito que chegaram a dizer que ela havia surgido para ME substituir. Mas como? Eu sou única...

- Eu agradeceria se você calasse essa sua boca, Tanya...

- Certo. Bem... – Ela pegou uma lixa de unhas na bolsa e começou a lixar, se sentando em uma poltrona. – Acabei de dar uma entrevistinha para um jornal que está de plantão ai fora...

- Uhum... – Disse prestando mais atenção na ponta da minha caneta. – E você disse que sua barriga está te deixando com estrias gigantes?

Ela ignorou e continuou lixando suas unhas. – Não... Só disse que você só está defendendo esse caso do projeto de modelo porque você quer provar para o mundo que você não é só um cara bonito e gostoso. Mas sim que você tem talento também...

Revirei meus olhos para ela. Com tantos problemas ela acharia mesmo que eu ligaria para algo como isso?

- E você não liga...? – ela disse vendo a minha não-reação.

- Você acha que eu tenho 7 anos? Eu estou pouco me lixando para o que escrevem ou deixam de escrever de mim. Só me importo com uma coisa agora!

- Claro! Bella! Sempre ela! Porque você vai defendê-la? – Ela já estava gritando agora e todo o suposto autocontrole que tinha nela havia se dissipado. – Ela SE ESQUECEU DE VOCÊ, para sempre! Ela não VAI LEMBRAR MAIS! Ela te ODEIA! Ela não te AMA! Por que você vai acabar com SUA vida por causa dela? Por quê? Eu que TE AMO! EU que espero um filho seu! COMIGO que você deveria estar se preocupando agora! VOCÊ A AMA... – Ela disse abaixando a voz a medida que ela falava. – Mas ela nem sequer se lembra de você...

Confesso que nunca liguei muito para as palavras de Tanya, mas aquilo me abalou profundamente. Bella não se lembrava de mim, Bella não me amava mais... E por quê? Mesmo assim eu estava ali respirando por ela, vivendo por ela, tentando tirá-la de uma situação... Sendo que ela nem se importava... Ela nem sabia o que se passava... Ela vivia há três meses... E há três meses o Edward amor da vida dela não existia... E eu aqui... E por que tudo isso?

- Eu vejo você com olheiras o tempo todo, vejo você não conseguindo dormir ou comer, vejo você se enfurnando nesse escritório só para conseguir achar uma solução para salvar ela... Sendo que ela está lá vivendo em outro calendário, em uma data que você não existe, na verdade existe, porém ela não se lembra de você, de nenhum jeito... Por que você acha que ela não se lembra de você? Mas lembra de Alice e de todos? Ela te conhecia há dois anos quando foi trabalhar em nossa casa... Mas por que ela não se lembrou? Justamente de você...? – Tanya parecia àquelas serpentes venenosas dos filmes que tentavam as pessoas querendo convencê-las a fazer outras coisas... – Sabe por quê? Porque ela não te ama! Ela se lembra de você, mas ela está se aproveitando para te esquecer! Para você esquecer ela!

- Pára...

- Por que você acha que ela fugiu de você em Paris? Você mesmo acredita que tenha sido bobagem... Você admitiu isso. Ligue os fatos... Isso não está muito estranho...?

- Pára...

- Agora você estraga sua vida por ela, fique sem dormir, sem comer, sem cuidar de seu patrimônio, de mim e de seu filho, por alguém... Que em cuja mente... Você é... Simplesmente inexistente.

As lágrimas queriam cair dos meus olhos mais eu não podia me submeter á isso na frente de Tanya. Suas palavras me feriram terrivelmente e eu tinha medo de... Que fossem verdades. Mas pareciam ser.

Havia se passado duas semanas da amnésia de Bella, e nenhum progresso havia sido feito... Isso significava que a mente dela poderia querer "protegê-la" para o resto da vida...

Laurent disse que isso era possível, que o trauma havia sido muito forte, que ela havia se esquecido do momento em que ela se lembrou do trauma do passado. Mas se ela se esqueceu de mim seria por que eu era alguém... Prejudicial para ela? Analisando bem, eu trouxe vários problemas para a vida dela. A minha busca por ela enquanto ela estava na dela, Paris, o sofrimento, os desfiles... Se ela estava nessa situação, por toda essa pressão por Tom, Danielle, Gabriella, era por minha causa. Se eu não tivesse interferido na vida dela, ela não estaria naquela situação. E talvez eu estivesse feliz ao lado de Tanya, não, outra mulher.

Era por isso que ela tinha se esquecido de mim. Por eu ser alguém ruim para ela. Alguém que a mente dela se encarregaria de esquecer.

Tanya saiu lentamente da sala com um sorriso no rosto levando os seus óculos e as várias sacolas. Ela sabia que o estrago já havia sido feito, ela sabia que já tinha tocado no meu ponto mais fraco.

Decidi sair dali, o escritório só me fazia lembrar cada vez mais do que eu estava indo fazer, e do que acontecia em minha vida.

Entrei no escritório de Laurent e vi que tudo estava vazio. Provavelmente ele estava tomando um café ou no banheiro. Sentei-me no divã e fiquei pensando nas coisas que Tanya havia me dito.

Como Laurent demorava decidi explorar o escritório. Aliás, eu era dono daquilo ali, então poderia fazer o que quisesse.

Dentre as inúmeras coisas que eu procurei, eu achei uma gaveta em especial que estava lacrada com chave. Fiquei curioso e tentei ver se eu achava a chave em algum lugar na sala. Mas aparentemente ela não estava ali.

Ouvi Laurent se aproximando e logo me sentei no divã novamente. Ele abriu a porta e se mostrou surpreso por eu estar ali.

Laurent parecia que tinha saído e acabado de voltar para o escritório.

- Edward, acabei de voltar do hospital. – A dor que me consumia voltou mais forte.

- E como ela está...? – Perguntei com um peso na garganta.

- Não houve progressos, infelizmente. Mas tenho certeza de que logo uma recuperação... – Ele abriu sua maleta e retirou alguns papéis ali de dentro. Vi de relance que tinha o nome de Bella. Assisti ele pegar uma chave e abrir a gaveta que eu havia visto minutos antes, e colocar os papéis ali dentro.

- É...

- Talvez ela saia do hospital e faça uma recuperação em casa... Acho que lá não é um bom ambiente para ela se lembrar... Talvez ela indo aos lugares que ela freqüentou nesses últimos três meses... Você tem alguma sugestão...?

- Não. Não tenho nenhuma. – E saí correndo da sala dele. Eu sabia que poderia ter deixado Laurent confuso com minha reação, mas na verdade aquilo não me importava.

Avisei Andressa que não me esperasse mais por hoje e rumei para o lugar onde eu queria ir.

Chegando ao hospital, o médico logo me reconheceu e gentilmente explicou que eu não poderia entrar ali, devido ao estado em que Bella ficava toda vez que eu ia ali. Eu consegui contornar e ele acabou deixando no período em que ela estivesse dormindo.

Esperei na cafeteria e acho que tomei umas dez xícaras de café forte, depois o médico me chamou para ir ao quarto, onde ela já havia dormido.

Entrando, eu fechei a porta cuidadosamente atrás de mim. Bella dormia como um anjo, e ela permanecia encolhida em seus lençóis, como sempre ela estava. Seus olhos pareciam bem fechados e seus lábios estavam entre abertos. Tive uma imensa vontade de tocá-los de beijá-los, porém eu sabia que se ela acordasse, eu teria que sair dali ouvindo mais uma vez as palavras "Eu não te conheço".

Coloquei uma mecha que estava cobrindo seus olhos e coloquei gentilmente para trás de suas orelhas.

Aproximei-me de seu rosto e murmurei gentilmente enquanto algumas lágrimas saiam dos meus olhos.

"Eu te amo, mas você nem se lembra de mim. No seu mundo eu sou inexistente. Porém no meu... Você viverá eternamente, Bella."

Suspirei e saí do quarto e do hospital. Doía-me o que eu estava fazendo, porém eu acreditava que era a melhor coisa que eu tinha para fazer.

Fui até a casa dos meus pais para mudar um pouco de cenário e tentar esquecer as coisas, porém tudo foi motivo de mais recordações dolorosas.

A piscina lembrava Bella tomando banho com Alice no mesmo dia do almoço com minha família. Os coqueiros lembravam Bella caída logo após de ter sido picada pela aranha, o meu quarto lembrava o dia em que eu fiz as pazes com ela pela primeira vez e logo depois nós marcamos as viagens para Paris.

A dor aumentou cada vez mais, e minha mãe que me viu encolhido nas escadas da casa, e logo veio me abraçar me dando apoio.

Eu não lembro muito bem do que se passou depois, só lembro-me de uma frase que Esme disse para mim, antes de eu ir embora.

"Deus não permite que seus filhos sofram eternamente. Se as coisas acontecem em nossas vidas, é porque tem um propósito maior. Nunca se esqueça disso".

Saí de lá e fui até meu apartamento. Tanya ainda não estava lá, mas eu via as sacolinhas e as inúmeras roupinhas de bebês que ela havia comprado. Por que aquelas roupinhas tinham que ser de Tanya? E não de Bella? Porque não era Bella que morava ali comigo, quem era minha noiva?

Desabei na cama e comecei a chorar. Há duas semanas eu não havia me permitido pensar na amnésia de Bella, porém as palavras de Tanya abriram uma ferida que estava se desenvolvendo sem eu nem ao menos perceber isso. De todos os pensamentos que haviam passado por minha cabeça naquele momento, eu cheguei á somente uma conclusão:

Bella se esquecera de mim, porque eu fazia mal á ela. Portanto só me restava uma coisa á fazer. Tirá-la de todo esse mal e depois permitir que ela vivesse sua própria vida. Sem o mal que a cercava. Eu.

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Um mês depois.

FANFICS TWILIGHT. COLUNA DANIELLE SPARKLE, OPS, ISABELLA SWAN.

Falta apenas duas semanas, queridos leitores, para o julgamento de Isabella Swan que todos conhecem como a modelo revelação Danielle Sparkle.

Ela vai ser julgada por falsas identidades ideológicas, processo de caráter contra o mundo da moda, e outros requisitos que incluem "como os fãs reagiram", a decepção, o desapego e inúmeras outras causas. Seu advogado será o famoso Edward Cullen, modelo também da Bella's Week que defenderá sua "colega de passarela". Isso realmente é muito estranho, caros leitores, muitos acham que existem muitos envolvimentos por trás disso tudo. Digo amorosos. Na última semana, o advogado da ré, fez uma declaração de que Isabella Swan estaria em más condições psicológicas. Segundo fontes, alguns médicos e especialistas da corte foram averiguar a veracidade dos fatos. E segundo conseguiram provar Isabella realmente não tem condições para comparecer ao julgamento, por motivos não declarados.

Realmente a situação está preta para Isabella Swan, e queremos ver como o seu advogado irá conseguir ganhar esta batalha. Talvez com todo seu charme, e andar elegante, mas será que a suprema corte permitirá "juradas" no julgamento? Bem, achamos que não.

Voltamos depois com notícias quentes da coluna de DANIELLE SPARKLE, OPS, ISABELLA SWAN. Mais informações, COLUNA DO GOSTOSO DO EDWARD CULLEN.

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- Edward eu realmente estou tentando arranjar aquelas coisas que você me pediu, mas é meio difícil, cara. – Jasper falou colocando as mãos nos meus ombros. Estávamos na empresa e ele estava debruçado em vários papéis assim como eu. – Você tem certeza de que vai conseguir argumentos suficientes para tirá-la dessa?

- Claro que vamos. – Disse convicto. Precisava ser assim... – Olha cara, se você não se sente bem com isso você pode ir embora, eu vou entender...

- Não. – Ele disse rindo pela primeira vez naquele dia. – Cara, além de eu acreditar que Bella foi enganada, e mesmo se não tivesse sido que ela não merece ser punida por isso, Alice me mataria também. Concluindo, eu estou com você. Só te digo que eles vão pegar pesado.

- Eu sei... O material que a gente tem é bom... A mãe dela já chegou?

- Ela chega hoje. Emmet vai pegar ela no aeroporto, o pai dela se recuperou do tal acidente. Eles bem estão bem transtornados com isso.

- Eles sabem de tudo...?

- Sabem. Alice contou a eles por telefone. Eles não achavam que tudo aquilo do passado voltaria á tona ágora.

- Ninguém imaginava. E Tom...?

- Ele realmente sumiu do mapa. Mas acho que ele foi convocado para o julgamento, ele é praticamente essencial.

- É... – Bufei na cadeira.

- Você sabe que o julgamento lá na França aquele entre os espanhóis vai ser daqui três semanas. Eu tenho um material pronto se você quiser ver...

- Ah ok. Eu dou uma olhada depois. Vai ser bom para eu ir até esse julgamento.

- Ah... E Laurent falou que precisa falar com você depois.

- Sobre?

- Não sei se é sobre Bella, cara. Realmente não sei.

- Se for diga á ele que não. Estou cansado de ouvir que "talvez" tenha recuperações, "talvez" ela não perca a memória para sempre.

- Ok. Bem... Vou indo ver se eu descubro mais alguma coisa, quer algo?

- Um café seria ótimo. – Disse.

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- Senhor Cullen, tem chamada na linha dois.

- Obrigada Andressa. Alô? – disse batucando a caneta da mesa de carvalho.

- Edward! – Era a voz de Alice. Suspirei.

- Oi Alice.

- Edward, como que vão as investigações, o julgamento é daqui duas semanas?

- É... – mordi a ponta da caneta. – Não vai muito bem Alice. Não tem muitos fatos que comprovam absolutamente nada. É como se não tivesse alguma causa para defender.

- Que pena... Bem, eu meio que queria saber se... Quando Bella voltar á si... – Fechei meus olhos com aquelas palavras de Alice. – Ou se ela não voltar á si, o que vai acontecer com ela? Digo se você não conseguir provar nada e ela for condenada o que vai acontecer com ela nem se lembrando do que fez...?

- O júri ainda não decidiu sobre isso. Talvez quando ela acordar ela receba a pena, ou se não, não sei o que pode acontecer... Mas não vai acontecer nada disso. Eu vou conseguir defendê-la.

- Espero que sim. Ah, você não sabe, eu e Laurent descobrimos que Bella...

- Alice! – Falei exasperado. – Eu não quero saber... Eu já te disse que vou defendê-la e pronto. Eu vou deixá-la em paz depois desse julgamento... E eu não preciso saber nada dela. – Desliguei o telefone na cara de Alice.

Na verdade eu queria saber como as coisas estavam indo, se tinha pelo menos uma evolução sequer nesse um mês que havia se passado. Mas eu sabia que isso só me acarretaria sofrimento. E que para deixá-la eu tinha que cortar meus laços de pouquinho em pouquinho. E o último deles seria o julgamento.

Bella

- Eu não quero pizza Alice! – Gritei para ela, enquanto ela queria ligar para um delivery boy.

- Não gosta mais Bella? – Ela disse cínica.

- Gosto. Mas eu estou ficando uma baleia não percebe? Eu não sei por que isso, e com certeza é por causa dessas comidas que eu como aqui com você.

- Prefere a comida de hospital então? Ok, eu ligo agora mesmo para...

- Não. Ok. Mas não pizza. Eu se não eu vou ficar mais enorme. – Eu disse. Alice revirou os olhos e foi até a varanda da minha casa. Há duas semanas eu havia saído do hospital, na verdade eu não via necessidade nenhuma de ter que ficar lá nem que fosse só por uma hora.

O doutor Laurent vinha em casa todos os dias para conversar comigo, e cada vez mais eu estava convencida de que não tinha nada para eu me lembrar, simplesmente.

Alice voltou com o celular nas mãos e parecia aborrecida. Ultimamente ela andava muito assim, apesar de seu extremo bom humor. De vez em quando ela olhava para mim estranhamente, e fazia perguntas estranhas. Realmente ela tinha mudado.

Antes que a comida chegasse decidi por subir ao meu quarto e arrumar um pouco as coisas. Meu pai e minha mãe chegariam de Washington amanhã e eu queria esperá-los bem. Alice me disse que eles estavam de férias lá, e que eles visitaram Forks minha morada quando criança.

Eu estava feliz por eles, depois de tanto tempo curtindo uma viagem juntos.

Subi para o quarto de minha mãe e no meio de seus armários encontrei um livrinho preto todo encadernado de fitas coloridas. No centro dele havia um coração vermelho e rosa e dentro estava escrito: "Para meu amor".

Abri curiosamente e fiquei super emocionada com o que eu encontrei ali dentro. Era como se fosse um diário em que meus pais reuniram as cartas de amor quando jovens, os bilhetes, algumas expressões, relatos de dias importantes e até pedaços de rosas envelhecidos com o tempo.

Senti as lágrimas descendo dos meus olhos. Era tão bonito! "Eu queria ter um amor assim um dia..."

Fechei cuidadosamente e rumei até o meu quarto. Minha mãe sempre teve o hábito de escrever diários, e eu sempre queria escrever o meu também.

Eu lembrava que quando eu havia acabado de chegar a Chicago eu havia começado a escrever um, como se fosse uma nova vida. E na verdade era.

Sempre era interessante ver o que a gente escrevia no passado, e ver as mudanças que aconteceram com a gente ao longo do tempo, eu sabia que isso poderia ser legal para mim talvez até para Alice. Porém eu não me lembrava onde eu havia colocado meu diário, mas eu me lembraria qualquer hora dessas. Não era algo tão importante.

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Edward

Entrei no escritório de Laurent e me deparei com ele lendo um monte de papéis. Logo constatei que sua gaveta trancada com chave, na verdade agora estava aberta e que os papéis que ele lia eram de lá.

- Chamou-me Laurent? – Perguntei me sentindo estressado de estar ali naquele ambiente "psicológico".

- Aham. – Ele não tirou os olhos dos papéis por longos dois minutos e eu me sentia cada vez mais impaciente. – Bem... – Ele esticou os braços e apoiou-os na mesa enquanto batucava os dedos como se fosse a um piano na mesa.

- Fale logo então, porque eu tenho coisas do julgamento para acertar...

- Vou ser breve, prometo. – Ele disse retirando seus óculos. – Edward, você se lembra que eu lhe disse que todos os documentos dos meus pacientes eram confidenciais?

- Claro. – Disse não sabendo onde aquilo iria chegar.

- Porém, ao analisar o caso, as circunstâncias tudo. Eu decidi burlar essa regra, pela primeira vez em minha vida. Por um motivo maior.

- Que motivo maior?

- Você e Bella.

- E o que seria?

- Simplesmente leia esses documentos Edward. – Ele estendeu para mim os papéis que ele estava analisando anteriormente. – Acho que você vai gostar do que ler... Ou não.

Bella

- Alice! Isso não é uma pizza, nem uma comida de hospital, mas até que está boa. – Disse á ela.

- Veja o que você quer. Não quer pizza porque engorda. Não quer comida de hospital porque é ruim... E ainda me fala que a comida é "até que boa"... – Ela disse me fazendo rir.

- Eu estou brincando. Mas olha depois daqui você me ajuda a procurar uma coisa em meu quarto...?

- O quê? – Ela disse enquanto mandava uma mensagem de texto.

- Um diário. – Disse mastigando calmamente a comida. Alice me fitou com os olhos assombrados e deixou o celular totalmente de lado.

- Um... Diário? – ela disse pausadamente.

- Aham. Por que a cara...?

- E porque essa vontade agora...? Nunca soube que você tinha um diário!

- Ah, não sei. Eu vi uma coisa da minha mãe e tive vontade de ver o meu. Eu sei que eu escrevi algum, só não me lembro onde ele está...

- Você sabe se você sempre o escreveu?

- Eu sempre tive esse hábito pelo que eu me lembre. – Disse não entendendo o porquê da cara de Alice.

- Bella! – Ela quase gritou e começou a pular que nem uma doida. – Estou tão feliz! Vou ligar para Laurent agora mesmo!

- E por quê?

- Por uma coisa que é bem melhor do que ver meu noivo vestido com o terno branco do meu irmão! – Ela disse me deixando extremamente confusa. As coisas estavam bem confusas, mas eu deixei de lado e terminei de comer a deliciosa refeição não engordativa.

Edward

A semana se passou correndo. Eu nem estava vendo o tempo passar. Nesse meio tempo eu tive que acompanhar Tanya em uma ultra cenografia, e minhas últimas esperanças que aquilo fosse uma barriga implantada internamente haviam se dissipado. Mesmo assim eu me senti contente em ver o meu filho ali. Sim era um menino. Apesar da mãe que tinha ele era meu filho, e eu quase experimentei a sensação de derramar algumas lágrimas com os primeiros exames.

As investigações transcorreram bem, agora eu precisava somente afirmar a minha defesa para dali á sete dias, no dia do julgamento.

Laurent havia me dado um trunfo imenso, e eu estava satisfeito com isso. Aumentei o salário em dez vezes e Andressa quase que me agarrou de felicidade quando eu contei isso á ela.

A minha defesa estava praticamente pronta e eu tinha que admitir que não estava certo sobre sua consistência. Mas eu havia feito o meu melhor.

Os pais de Bella haviam chegado e eu tive uma longa conversa com eles em meu escritório, expliquei toda a situação e eles pareceram entender apesar de chocados. Eles iriam depor no julgamento.

Há muito tempo havia anoitecido e eu não tinha mais nada para fazer no escritório. Desci até a garagem e andei pelas ruas de Chicago. Passei por uma em particular em que Bella havia me dado um chute na virilha no mesmo dia do jantar dos Smirks. Sorri tristemente com a memória.

Fui até o aeroporto e comprei as passagens só de ida para França para dali três semanas. O julgamento me faria bem.

Saí de lá e continuei vagando pelas ruas e quando dei por mim eu estava na frente da casa de Bella. As luzes estavam apagadas e eu me permiti ficar ali contemplando aquela imagem. Talvez eu pudesse ver Bella... Talvez eu pudesse vê-la e ela se lembrasse de mim. Mas não! Não! Eu fazia mal á ela. Eu era mal á vida dela. Eu só a prejudicava. Não podia ficar perto dela desse jeito.

Abanei a cabeça e dei a partida para sair dali, mas algo me impediu. Uma luz se acendeu na casa e eu fiquei meio que hipnotizado com aquilo.

Depois de longos minutos vi um vulto através das cortinas da cozinha aparentemente bebendo um copo de água. Vi ela mexendo nos cabelos e só por esse toque vi que era Bella.

Meu coração parou literalmente e minha respiração ficou suspensa. Desliguei o farol rapidamente ao ver que poderia me denunciar, mas já era tarde, Bella abriu a cortina para ver o que se passava e seus olhos se encontraram com os meus.

Por um momento achei que ela tivesse me reconhecido devido á intensidade de seu olhar, por um momento desisti de tudo e corri para seus braços para beijá-la e tê-la de novo.

Porém, Bella mudou sua expressão, para uma de raiva, e até medo, e logo fechou a cortina e apagou as luzes. E tudo ficou na escuridão.

Suspirei. Dei a partida no carro e corri o mais rápido que pude. Lembrei-me de uma frase que nunca havia saído de minha cabeça.

"A única pessoa que pode separá-los são eles mesmos".

Era o que estava acontecendo agora... A mente de Bella queria que ela me esquecesse, e eu – apesar da dor que me consumia e da vontade de gritar para ela que eu a amava e que ela era minha – simplesmente estava a ajudando. Porque uma vez eu li que amor estava implantado nos sacrifícios. Só não sabia que dentre eles incluía abdicar de meu amor por ela.

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N/A: ÉÉ... *snif, snif* , bem, infelizmente né... é assim que as coisas andam! o prox cap já é o julgamento e prometo fortes emoções!

Me digam o que acharam do cap!

AGRADECENDO A TODAS AS REVIEWS! ADOOOREI AS IDÉIAS! IOAHEIOHAEO, e como é fim de fic, QUEM TÁ DE BBB DÁ UM OI NÉ! hioahoihaeo...

Hoje não vai dar tempo para respondeu uma por uma, eu tenho que fazer um monte de coisas aqui e quase que eu não consegui postar o cap hoje.. mas enfim, quero agradecer á vocês: Dani, Ana Carolina P.,Bibi,Elise Garcia , Menega, Bells C, Thays, viike0!

Já anotei todas as idéias no meu caderninho ;)

Aaah e como prometido aqui a sinopse da nova fic! :

De repente... Religiosa: Bella se vê no pior momento de sua vida quando descobre que seu namorado, Mike Newton, a trai descaradamente, nada mais nada menos, do que com praticamente todas as garotas de Nova York. Isso porque ele participa de uma espécie de 'clã', cuja única função é pegar todas, não importando as namoradas, esposas, ou quaisquer outros relacionamentos. Bella, portanto, decidi fazer de tudo para se reerguer... Decidi beber, arranjar outros, porém ela é muito destrambelhada e é muito influenciada pelos outros. Até que um dia em um telefonema, alguém diz que o que ela precisa é "Jesus"... E ela vai procurar então Jesus, na igreja. Mas ao invés disso, suas concepções de religião mudam completamente, ao avistar o maravilhoso, perfeito, lindo e totalmente PADRE, Edward Cullen... (EM BREVE)

Beeeijos,

NAT.