Notas da Autora
Frente à aproximação inusitada de Bardock das kiba-jins, Gine decide...
Por causa da mentira de Bardock, Gine acaba tendo que...
Enquanto isso, Bardock começa a elaborar um plano para...
Capítulo 36 - Gine e as kiba-jins
Após algumas horas, com ambos já acordados, Bardock nota que a intensidade do odor de sua fêmea diminuía, indicando que já havia ocorrido a concepção.
Então, sentados na cama, ele conta o ocorrido e a desculpa que usou para com os demais, enquanto ignorava estoicamente o olhar de censura dela, para depois a mesma suspirar e falar:
- Tudo bem... Em público, agirei como se tivesse batido nelas.
- É a única forma de tornar crível a minha reação.
- Bem, tendo em vista essa aproximação, você vai poder chegar perto delas. Peço que me faça companhia em alguns momentos, nem que seja, ficando sentado na mesa, quando ninguém estiver vendo.
Bardock estranha o pedido, mas, dá de ombros, pois, de fato, conseguia se aproximar delas para usar a técnica.
- Vai ser ótimo você fazer isso, pois, quero me focar em tentar conversar com elas. Por serem filhotes, devem ser capazes de assimilar e compreenderem rapidamente o nosso idioma. Com certeza, acharei algo no banco de dados de nossa raça, oriunda de outra raça, para ajudar na adaptação do idioma. Mas, depois, vou querer aprender a técnica que vai usar nelas. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã.
- Bem, há muitos dados, que nenhum saiyajin se interessa. Mesmo assim, sempre lançam algumas informações, nem que sejam através das raças aliadas de Freeza, que não se importa de censurar conhecimento para nós, pois, sabe que a nossa raça somente se interessa por luta e treino e nada mais, com exceção de alguns, sendo que saiyajins de Primeira classe e de Elite são poucos.
- Com exceção de você, né? Se bem, que acredito que vou ganhar o gosto de pesquisar com o scouter.
- É um tanto chato e monótono, mas, com o tempo, você se acostuma. – ele fala dando de ombros.
- Bem, vou comer algo e depois, irei levar comida para elas. E assim que for coloca-las para dormir, vá para o quarto, para que elas se acostumem ainda mais com você.
Ele não estava gostando da ideia de Gine, mas, por ela, faria tudo.
Portanto, se a sua parceira de procriação queria que ele ficasse no quarto com elas, quando fosse coloca-las para dormir, assim seria, enquanto que compreendia que a sua parceira de procriação queria se focar em conversar com as kiba-jins e por causa disso, decidiu rever sobre aprender a técnica.
Além disso, o fato de conseguir se aproximar delas, a auxiliou nessa decisão e compreendia o motivo disso.
Afinal, quanto mais rápido ela conseguisse superar o bloqueio linguístico, melhor seria.
- Lembre-se. Como eles pensam que fiz isso com elas, caso encontre algum deles, simule estar irada comigo e se perguntar, fale o que eles pensam que eu fiz.
Gine suspira cansada, mas, concorda, sabendo que não poderiam tomar o desjejum juntos, como desejava, pois, em tese, ela está irada com ele e, portanto, brigaram. Seria estranho vê-los juntos, como se nada tivesse acontecido.
Então, a saiyajin sai do quarto, enquanto ele fica pensativo, pois, sabia os procedimentos para cadastro dos escravos em Bejiita, algo que Gine não gostaria que fizessem com elas.
Então, decide estudar os procedimentos mais atentamente, assim como as regras, procurando alguma brecha que pudessem usar a seu favor, para evitar alguns deles, principalmente um que aterrorizava Gine e que era a marcação a laser no ombro do escravo com o símbolo de Bejiita, evitando que ele fosse comercializado para fora do planeta.
Mesmo podendo pagar pelo adicional da anestesia, sua companheira não aprovaria impor tal sofrimento a elas, pois, mesmo com anestesia, seria um procedimento assustador para um filhote.
Suspirando, decide acessar o Banco de dados de Bejiita e usaria todos os meios possíveis para contornar tal procedimento, ou pelo menos, retardá-lo, pois, acreditava que havia alguma brecha que poderiam explorar e faria questão de encontra-la.
Longe dali, Gine suspira, enquanto terminava de comer, assim como beber água, pois, não apreciava as bebidas alcóolicas em seu planeta, sendo que aproveitou aquele momento para acessar o banco de dados do planeta, encontrando algumas orientações para ajudar na assimilação de linguagem, até que Kale surge.
Ao perceber a entrada dela, imediatamente, ela simula estar com raiva, ao mesmo tempo em que pausava a leitura de uma espécie de artigo que explicava uma forma de superar o bloqueio linguístico.
- O que houve, Gine? Por que está com raiva?
Então, ela explica, simulando ira, ao contar o que Bardock fez com os filhotes, pelos ferimentos que sofreu.
- Entendo... Bem, elas são inferiores e tem que aprender a não ousar ferir os superiores. Não condeno o que Bardock fez. – ela fala servindo-se de um pedaço de carne, dos vários, que preparou em uma travessa.
- Eu não! O que ele fez foi imperdoável! Não sei se vou poder perdoá-lo.
Kale suspira e fala:
- Bem... Não me surpreendo com a sua reação, pois, é diferente de nós e já nos acostumamos com isso. Mas, Bardock não é como você. Portanto, acho que devia relevar um pouco, pois, ele estava agindo como um autêntico saiyajin. Ademais, elas estarão em Bejiita e terão que aprender humildade e obediência irrestrita, ou terão problemas com os outros saiyajins. Elas tiveram com Bardock. E se fosse com outro saiyajin? Garanto que ele não foi tão violento com elas. Deve ter dosado a força, senão as teria matado. Se fosse outro, com certeza, iria mata-las no processo. Claro, pagaria uma indenização a vocês com o valor duplicado por cada escravo, além de ficar preso, pois, ele destruiu propriedade alheia. Portanto, por ele ter tido consideração para com você, acho que você poderia relevar.
Kale sacode a cabeça para os lados, ao ver a face de repugnância ao que ela falou e então, sorri:
- Não imaginava que você era tão ímpar... Não é a toa que atraiu Bardock. Você é rara. Isso, senão for a única exceção em nossa raça. Ao mesmo tempo, imagino o que deve ter sofrido por isso. – ela fala com uma face triste, pois, tinha alguma noção do que aconteceu a ela, ao ver que de fato, era completamente ímpar – Mesmo assim, peço para que não fique com tanta raiva dele, ainda mais após tudo o que fez por você. Claro, pode estar com raiva, agora, mas, não deixe essas esses animais inferiores ficarem entre vocês.
Então, ela termina de comer e coloca a louça para a máquina lavar, enquanto se afastava e falava:
- Bem, vou deixar vocês dois se entenderem... Asparakus foi insaciável na cama e pretendo continuar a nossa seção, até chegarmos a próxima missão.
Nisso, ela ri levemente ao vê-la ficar corada e sacode a cabeça para os lados, para depois falar com um sorriso:
- Você é mesmo única Gine.
Então, ela sai e a deixa sozinha, enquanto que sente raiva por Bardock ter inventado a mentira, embora compreendesse o motivo.
Porém, senão tivesse inventado a mentira, não precisaria ouvir tais palavras cruéis sobre os escravos e as concepções de sua raça perante eles.
Claro, sabia que todos os saiyajins pensavam assim. Mas, saber era uma coisa, ouvir, era outra coisa diferente.
Porém, após pensar por algum tempo, enquanto preparava a comida delas, descobre que teria que conviver com tais comentários, ainda mais que tinha as duas filhotes.
Porém, era complicado aceitar de imediato, pois, as amava como filhas. Pelo menos era o sentimento que definia, conforme pensava nelas, assim como adorava ficar na companhia delas.
Então, saí da cozinha, determinada a aceitar o que falavam delas, pois, não havia escolha, embora que odiaria tais comentários, sabendo que não poderia mudar a visão de sua raça perante as demais raças.
Portanto, somente restava lidar com essas opiniões cruéis a seu ver, embora fossem esperadas, considerando a cultura de Bejiita.
Nisso, chega na porta de seu quarto e suspira uma última vez, para depois sorrir, ao imaginar que ficaria várias horas com elas.
Segurando a bandeja com uma mão, digita a entrada da porta em seu scouter, confirmando a senha e entrando, sendo que elas ainda estavam dormindo, juntinhas, abraçadas aos bichinhos de pelúcia.
Cuidadosamente, ela ajeita a comida na mesa, assim como as canecas com água, sendo que pegou uma espécie de jarra e colocou água, para depois sentar ao lado da cama e afagar carinhosamente ambas.
Após alguns minutos, elas acordam e sentam, se espreguiçando, até que Gine beija maternalmente a cabeça de cada uma delas e pergunta, enquanto exibia seu costumeiro sorriso:
- Vamos comer? Devem estar com fome.
Elas se entreolham e então, Gine fala, fazendo o movimento de mão em frente a boca e falando:
- Comer.
Ela faz os gestos mais algumas vezes e fala ao mesmo tempo, até que uma delas repete com dificuldade:
- Comer. – e repete o gesto, sendo que a com orelhas de lobo observava atentamente a amiga.
Gine consente com a cabeça e fala:
- Sim.
A outra repete hesitante, enquanto consentia com a cabeça.
- Sim. - ela relaxa ao ver o imenso sorriso maternal de Gine.
Então, a saiyajin se levanta e se aproxima da mesma, para apontar para os pratos e falar:
- Comida.
Repete o gesto algumas vezes, até que a com orelhas de gato repete o termo, conformes elas se aproximavam:
- Comida.
- Sim. – ela fala consentindo.
As kiba-jins sentam e Gine pega o copo dela com água e vira na boca, falando:
- Beber.
Então, a com orelhas de gato, repete o gesto e fala:
- Beber.
E assim se segue, com Gine ensinando as palavras conforme apontava para os objetos e então, ela aponta para si mesmo e fala:
- Gine.
Então, aponta para elas e repete o gesto, até que cada uma delas aponta para si e fala:
- Yue. (lua em chinês). – a com orelhas de gato fala, timidamente.
- Tsuki. (lua em japonês). – a outra kiba-jin, com orelhas de lobo, fala animada.
- Yue? Tsuki?
Gine repete, apontando para cada uma que consente e falam, em usino:
- Sim.
Então, a saiyajin sorri, sendo correspondida por elas e fala, ao apontar para o banheiro. Mais precisamente, a espécie de banheira:
- Banho.
- Banho. Sim. – a com orelhas de lobo fala.
Gine notou que Yue parecia tímida e recatada, sendo que Tsuki parecia mais determinada e expansiva.
Então, elas tiram a roupa, dentro do banheiro e entram na banheira que Gine preparou com água quente e um sabonete que encontrou no local.
Então, acessa o seu scouter e contata Bardock.
Naquele momento, ele estava terminando de pesquisar alguns dados interessantes, que poderia usar a favor de ambos, quando o aparelho dele apita, e reconhece uma ligação de sua companheira e atende, pausando a leitura do documento que estava acabando de ler:
- Gine? O que foi?
- É que elas vão tomar banho. Então, caso queria entrar, tem que esperar um pouco.
- Tudo bem. Fez bem em avisar, provavelmente, iria falar com você daqui a pouco. Mas, prefiro aguardar, pois, quero confirmar alguns dados.
- Dados?
- Digamos, que quanto ao procedimento de marcação a laser nelas por serem escravas, consegui encontrar uma brecha, que podemos usar a nosso favor. Claro, não impede que isso irá acontecer algum dia com elas. Ou melhor, se formos obrigados a isso. Mas, podemos protelar por um tempo considerável, para que quando formos obrigados, elas já terão mais confiança, pelo menos para você, assim como irão compreender a nossa língua, facilitando a comunicação.
- Sério, Bardock? – a voz Gine está carregada de emoção e felicidade – É uma notícia boa. Claro, seria excelente se elas não precisassem disso, mas, se conseguirmos protelar, será melhor.
- Quanto a coleira que elas irão usar...
- Não gostaria que elas fossem até a Central de Identificação e Registro de escravos para ver a violência e crueldade de nossa raça. Já basta o que viram no planeta delas.
- Bem, teremos que ir, de qualquer jeito. Porém, quando ao check-up médico que elas têm que fazer, pode ser particular. Eu ouvi dizer que se fizer na Central, embora de graça, será ruim, pois, eles são consideravelmente brutos e não se importam com o pudor delas. Acho que você concorda que seria traumatizante. Já pago, e sendo uma fêmea, será melhor, pois, poderemos definir como ela irá proceder com elas. Claro, é caro, mas...
- Eu pago com prazer! – ela se adianta, extasiada, por poderem limitar ao máximo o que vão fazer na central.
- Eu pago. Você já gasta com a nossa casa.
- Então, pagaremos os dois, meio a meio. – ela fala convicta.
Prevendo que geraria uma discussão sem fim e que ela estava esperando uma cria de ambos, ele suspira e fala aborrecido:
- Tudo bem... Será metade para cada um.
- Somos um casal e dividiremos tudo. – ela fala, sorrindo.
- Vou passar a propriedade delas para você, quando formos cadastra-las em Bejiita, já que considera ambas como filhas.
- Tudo bem.
- Bem, era só isso que queria falar. Vou estudar mais um pouco, assim como irei criar um plano para conseguirmos protelar e driblar alguns procedimentos. Acredito que em três horas, terei tudo pronto.
- Não é melhor você comer? Poderia aproveitar o fato que todos os demais estão em seus quartos. Ou melhor, seria dizer, estão juntos de seus companheiros. Kabbage está dormindo, pelo nível de ki dele e os gêmeos estão lutando um contra o outro, como sempre, na área de treinamento.
Nisso, a barriga de Bardock ronca audivelmente e Gine ouve do outro lado e fala, com censura:
- Não é bom você ficar sem comer, Bardock. Dê um tempo na pesquisa e coma. Aí, depois, você volta a pesquisar.
- Ok.
- Agora vou preparar o banho delas. Até.
Então, a ligação é encerrada e ele pausa as pesquisas em seu scouter, pra depois retornar as mesmas, sendo que separou uma prancheta holográfica para escrever o seu plano, assim que voltasse do desjejum e terminasse a pesquisa.
Após definir todos os pontos e estratégia, iria destruir a prancheta para que não houvesse nenhuma prova de seus planos.
Então, Gine ajuda as mesmas a se banharem, sendo que continua falando o nome das coisas, com elas rindo levemente, enquanto pareciam se divertir, sendo que Gine ria também, até que terminam o banho e ela ajuda a seca-las, para depois elas colocarem a mesma roupa, enquanto a saiyajin tentava conversar ao usar gestos para o que queria falar.
Após horas, com Gine ficando feliz ao ver a capacidade de aprendizado delas, assim como participou de algumas brincadeiras, percebe que elas estão com fome e sai para a cozinha, trancando o quarto atrás de si, após falar que traria comida, com elas entendendo parcialmente o que ela queria falar.
Então, quando chega na cozinha, vê Kabbage, mau humorado, comendo, sendo que decide sentar na outra ponta, para comer, até que se surpreende, quando ouve o comentário dele.
