Capítulo 34: Discussão

Severus teve que lhe dar uma poção para os nervos a Harry. Tinha tomado a notícia da pior das maneiras, e agora esperavam a chegada do Lord. Coisa que passou nesse mesmo instante.

— Que é o que te urge, Severus?

— Estão vivos! —Gritou Harry chegando ao lado de seu pai, com o pergaminho que não tinha soltado desde que leu os nomes dos meninos.

—Não entendo o que diz, Harry. —lhe disse sustentando dos braços.

—Isto é ao que se refere.

O Lord tomou o pergaminho, encontrando em seguida o que tinha transtornado a Harry.

—Averigua sobre os pais dos garotos, pode que seja uma coincidência.

— Coincidência?! —Gritou-lhe Harry — É que não vê o que diz?!

— Guarda silêncio, Harry! —Ordenou-lhe, sustentando dos braços —Se são teu pai e Evans os pais desses meninos, já veremos...

—Pois eu não me espero nada. —disse tomando o pergaminho das mãos de seu pai e saindo do despacho correndo.

—Maldito fedelho impulsivo. —disse Voldemort apertando os punhos — Segue-o, Severus, e encarrega-te de que não cometa nenhuma estupidez.

Severus saiu do despacho e quase correu às masmorras, seguramente Harry iria buscar sua capa de invisibilidade ou algo para sair do colégio. Foi quando dobrava uma esquina quando se chocou com ele de frente.

—Não te permitirei que saia neste estado. —lhe advertiu, sujeitando do braço sem lhe importar o que os alunos de outras casas ou cursos se tivessem detido a seu ao redor, desejosos de saber a nova briga do filho do Lord e seu diretor.

—Solta-me. —disse-lhe apertando os dentes — Esta seguindo as ordens de Voldemort.

—De fato sim. É estúpido que te queira lançar à rua por algo que quiçá seja um novo engano de Dumbledore.

— Preciso saber se é verdade!

— Pois não o permitirei! —Ante a vista de todos, Severus sustentou a Harry e literalmente lhe jogou ao ombro e caminhou em direção à masmorra.

— Baixa-me, Severus!

—Sou seu diretor, de modo que tem-me um mínimo de respeito. —disse-lhe chegando à sala comum e vendo a Draco nela, lendo um livro. — Draco.

— Que foi o que fez agora? —Perguntou chegando a seu lado.

—Draco, diga-lhe que me baixe. Tenho que sair do colégio.

O loiro elevou uma sobrancelha e viu quando seu padrinho deixou ao moreno no solo e o sustentou dos ombros.

—Não sairá desta sala comunal até que eu mesmo vinha por ti.

— É injusto! —Disse tratando de sair. — Importa-me uma merda o que todos digam, eu vou sair! Com ou sem tua autorização!

Se ia dizer algo mais, isso ficou no esquecimento ao sentir sua bochecha sendo golpeada por uma cachetada. Seus olhos abriram-se de maneira alarmante e olharam ao homem que lhe tinha atacado.

—Não volte a reclamar sobre uma ordem que se dê por seu bem.

—Golpeaste-me —disse-lhe aturdido — Atreveste-te a golpear-me.

—Ao que parece é a única maneira de controlar neste momento —girou-se para sair da sala comum — Todas e a cada uma das coisas que fazemos é para te proteger e tua atitude rebelde só te põe em perigo —Harry não dizia nada, só deixou cair uma lágrima — Quando ache que pode se comportar como o adulto que se supõe que é, voltaremos a falar. Combina-te com ele Draco, que ninguém lhe leve até que venha por ele ou em seu defeito, alguém do circulo interno.

Draco viu sair a seu padrinho, ao mesmo tempo em que as pernas de Potter decidiram deixar de sustentar seu corpo e caiu de joelhos, pondo suas mãos no chão. Acercou-se com cuidado e viu que o herdeiro do Lord tinha as bochechas banhadas em lágrimas.

Era um tanto perturbador ver-lhe assim. Desde que soube que é filho do Lord e depois do que passou na casa de seus supostos parentes, Harry se tinha voltado quase um bloco de gelo. Agora via que seu padrinho era, provavelmente, o único capaz de transtorna-lo dessa maneira.

—Põe-te de pé, Potter. —disse-lhe ajudando-lhe, para afastar das miradas dos outros membros de sua casa. Salvaguardando algo do maculado orgulho do garoto.

—Não. —lhe disse se soltando, enquanto acalmava suas próprias lágrimas — Se o diretor diz que não posso sair de aqui, pois aqui mesmo ficarei.

—Esta sendo estúpido. —disse negando com a cabeça — Se não vai sair da sala comum, então te senta em um dos cadeirões. Não quero saber que faria teu pai se se inteirasse.

—Bem. —disse resignado. Sobretudo por umas gotas de rebeldia que ainda tinha em suas veias.

Caminharam juntos em direção à habitação privada de Harry.

Depois de que se soubesse a nova casa à que pertencia, lhe foi atribuída uma habitação privada junto à de Draco, quem também tinha esse privilégio desde o primeiro ano.

—Agora sim. Gostaria que me dissesse que merda foi o que passou, como para que te revelasse assim e meu padrinho terminasse te golpeando.

Um incômodo silêncio deixou-se cair na habitação, enquanto Harry perguntava-se que tanto do que tinha averiguado podia ser confiado ao loiro.

—Estão vivos, Draco. —disse-lhe ao tempo em que se deixava cair na cama e cobria seu rosto com suas mãos — Olha. —disse-lhe esticando a mão e com o papel ainda nesta.

Draco tomou o pergaminho e sentou-se na cama, ao outro lado de Harry e começou a ler.

—Vejamos —disse lendo — Sim, muitos novos para o próximo ano Dziban? Porque MEU primo estaria nesta lista?

—São os alunos que ainda não têm recebido educação, apesar de não ter a idade para entrar a primeiro ano.

—Oh, agora vejo. —disse entendendo. Passou a ler os demais nomes e compreendeu o por que desse estado alterado de seu colega. —Roxanne Potter e Dominique Potter.

E novamente esse silêncio pesado deixou-se cair no quarto. Só a respiração de ambos se sentia no lugar.

—Meu papai esta vivo, Draco.

—Quiçá não. —disse se pondo de pé — Lhe levarei este pergaminho a meu padrinho. Seguramente devem de precisar, e enquanto verei se posso averiguar algo mais, para que te mantenha quieto.

Draco viu como o moreno assentia e saiu da habitação, se encontrando com Nott afora, além de uns quantos mais.

- Não te separe desta porta, e que ninguém entre ou se abra. Tem maneira de escapar se ser visto. —obviamente a mensagem era clara. — Irei ao despacho do diretor por um segundo e voltarei o antes possível.

Draco sabia que podia confiar no tipo. Harry tinha-lhe "obsequiado" a Longbottom, que era a obsessão de Theodore Nott, pelo que praticamente vivia para servir ao filho de Voldemort. Draco estava seguro de que Nott seria o segundo em tomar a marca de Potter... ele seria o primeiro. Quando seu pai lhe disse que ele não tomaria a marca de Voldemort, como sempre creu, lhe disse também que tomaria a do filho deste. Ele pertencia às novas gerações de magos regentes do mundo, permaneceria junto ao futuro líder, seria parte de seu circulo interno. Estaria às ordens de Potter.

Saiu de suas cavilações quando chegou à gárgula que lhe levaria ao despacho do diretor. Subiu sem nenhum problema e encontrou-se com uma cena que não lhe surpreendeu para nada. Seus pais estavam aí, com Dziban de acoplado, mais uns quantos comensais e o mesmíssimo Lord Voldemort.

—Meu Lord. —Fez uma reverência ante Voldemort, como sempre faziam os partidários a sua causa.

—Draco. —chamou-lhe Severus, vendo-o parado na entrada —. Cri pedir-te...

—Sei-o, padrinho, mas não se preocupe, Nott esta vigiando a entrada e não sairá. Só vinha para te trazer isto, suponho que o precisassem.

Draco entregou-lhe o pergaminho a seu padrinho e depois se volteou para saudar a seus pais, sendo Sirius o mais entusiasta, como sempre.

—Draco Malfoy. —chamou-lhe o Lord e o garoto fez uma reverência em seguida — Teus pais partirão a uma missão de reconhecimento e você ficará a cargo de seu primo.

—Sim, meu Lord. —disse caminhando a onde estava Dziban e ambos saíam do despacho.

Levou-o pela gárgula e viu que poucos alunos tinham pelo lugar. Sustentou-o do braço e colou-o a seu corpo para reclamar imediatamente seus lábios.

Desde que conhecessem-se a princípios de ano, tinha-se visto em várias ocasiões, pela mesma razão que agora. Draco era algo bem como o guardião de Dziban, e isso acordou um instinto sobreprotetor em Draco, que pouco a pouco se transformou em paixão, a qual arrastou a Dziban no processo. Sendo o garoto temeroso do mundo e quase infantil que era o pequeno licantropo, não pôs maiores tranques aos avanços apressados de Draco, já que o garoto, já em seu segundo encontro, lhe tinha assaltado com um beijo e de há partiram em sua clandestina relação.

—Estranhe-te muito, Draco. —disse-lhe com esse sorriso limpo que tinha o garoto.

Draco voltou-lhe a beijar, quiçá com mais impulso que antes. Era incrível a paixão que o garoto acordava nele, ao o sentir quase como um infante, uma descrição bastante "doente" por sua vez, mas que certamente lhe encantava. Dziban tinha o encanto de um menino, com um corpo espetacular e ademais maior que ele. Em seu interior, Draco sabia que faltavam muitíssimos anos para que Dziban madurasse completamente, aprendesse da magia, de seu poder, de sua ascendência familiar, e não sabia se em algum momento poderia se converter em um dos comensais de Potter, mas ele estaria aí com ele.

—Será melhor que vamos com Potter. Não é bom o deixar com novatos neste momento. —Dziban assentiu e seguiu o caminho que seu casal lhe indicava.

No despacho do diretor as coisas estavam mais acalmadas. Severus permaneceria em seu lugar, enquanto Lucius e Sirius encarregavam-se das averiguações pertinentes ao caso. Iriam a Búzios, no Brasil um país de Sudamérica, onde tinham residência os meninos de sobrenome Potter que apareceram no pergaminho de solicitação de inscrição.

— Que pensa disto Severus? —Perguntou o Lord, enquanto permanecia olhando por um dos grandes janelas que tinham no lugar.

—Acho que isto pode ser obra de Dumbledore. Quiçá nunca morreram e o velho se encarregou de ocultar.

—É o que penso, mas não quero que meu filho tenha contato com eles, enquanto não saibamos a que nos temos que ater. —disse volteando-se, para encarar aos demais — Partam agora mesmo, Lucius e Sirius.

Ambos assentiram e se despediram com uma reverência, para depois se dirigir à lareira e dali à mansão Malfoy. Deviam começar a mover as influências de Lucius para poder entrar e sair de uma boa quantidade de países pela via ilegal. Seria impossível fazê-lo mais rápido se esperavam acesso dos ministérios muggle.

—Manda a preparar a bagagem que precisaremos para a viagem. —lhe disse Lucius, assim que puseram o pé na mansão — Irei ao despacho a comunicar-me com Bíter.

— Por que com essa cadela? —Disse-lhe com mau tom. —Morre-se por que a meta na cama.

—E é precisamente por isso que é capaz de cumprir com a cada coisa que lhe peça. —sorriu de lado ao se dar conta de quão zeloso estava Sirius — Mas sabe que não o farei.

—Isso espero, Malfoy, por que se só chega a ocorrer pensar nisso, te juro que não me volta a tocar.

Lucius sorriu de lado antes de atrair a seu amante e beija-lo com ferocidade.

—Vê a fazer o que te disse, Sirius, enquanto eu me encarrego de nossas visas de viagem.

Sirius angustiou os olhos, dantes de ir-se em direção à habitação que compartilhavam desde faz meses. Não sabiam quantos dias demorariam em completar sua missão. Conquanto, Búzios não era um lugar muito grande, não tinham direção fixa a buscar. Ademais, Severus disse que quiçá se encontravam aí por férias, já que seus horários e estações climáticas eram diferentes nesses lados do mundo.

Encarregou-se de pedir-lhe a um elfo que ordenasse uma mala para Dziban, a qual mandariam a Hogwarts. Já em férias falaria com seu filho das perversidades que lhe poderia fazer a seu primo. Oh, se, por que ele sabia muito bem que seu filho estava seduzindo ou já em uma relação com seu inocente sobrinho. Tinha que falar muito seriamente com ele, por que ademais Remus se tinha comunicado faz um par de semanas com eles, para lhes informar que os tratamentos aos que Régulus se estava submetendo para que o fluxo de sua magia voltasse, estavam muito avançados, e que tinha esperanças de voltar com seu filho dantes do início das próximas classes de Hogwarts. Não queria ter que entregar a seu irmão a seu filho em bandeja de prata para cortar suas partes íntimas por ter tocado indevidamente a Dziban. Porque esperava que seu filho tenha controlado seus hormônios e não lhe tenha levado já à cama... e que não o fizesse agora que ficaria a cargo do garoto por quiçá quanto tempo.

Girou-se ao escutar a porta da habitação abrir-se e por ela apareceu seu amante.

— Já? —Disse-lhe elevando uma sobrancelha e pondo suas mãos em suas quadris. — Tão rápido ajudou-te essa zorra?

—De fato sim. Ainda que devo-lhe um jantar em um caro restaurante ao que não poderás assistir.

Lucius sorriu de lado ao ver a cara de asco que pôs Sirius e fechou a porta depois de se. Ia ter que "se sacrificar" lhe fazendo o amor a seu casal, para que estivesse mais relaxado à hora de apresentar com essa mulher, que lhe entregaria os papéis necessários para viajar por Flu, através de vários países para chegar a Brasil.

Continuará…