N/A: Nascimento ganhou como Melhor Oneshor e O casamento ganhou como Melhor Comédia na Premiação Potter Fics (ppfics. com [without os espaços])! Obrigado a todos que votaram \ô/
Capítulo 33 – Sempre
Gina acordou. Sentia sua cabeça pesada e seu corpo dolorido e, mesmo que precisasse, lutou contra a vontade louca de continuar dormindo e abriu os olhos. Aquele borrão vermelho que vira antes de desmaiar continuava à sua frente, a cada instante ficando mais nítido.
- Rony? – Colocou as mãos no chão. Capim. Tudo bem, aquilo era estranho – É você? Onde estou?
- Ei, calma, maninha – Disse Rony, sorrindo – Nós estamos em algum lugar.
- Nossa, já falei que você é muito esclarecedor?
- Eu sei, eu sei, não precisa ficar falando minhas qualidades em voz alta.
Gina riu. Surpreendeu-se ao notar que não lembrava mais do som de sua risada – e ela estava se referindo a normal, não a sarcástica -, de tanto tempo que não dava uma.
- Senti sua falta – Ela disse, em seguida dando um abraço apertado em Rony. Ele retribuiu o abraço – Isso não é normal, considerando que você é chato demais. Ninguém sente saudade de alguém assim.
- Falou a pessoa legal – Disse Rony sarcástico, mesmo não conseguindo esconder o riso.
- Fazer o quê, tem gente que nasce assim – A ruiva deu de ombros -, o que não foi o seu caso, infelizmente.
- Certas coisas nunca mudam – Gina ouviu uma voz feminina dizer.
Hermione estava encostada em uma árvore próxima aos dois. Também tinha um sorriso no rosto, embora Gina pudesse perceber um pouco de aflição em seu olhar. A garota se aproximou da amiga e abraçou-a.
- Mi! Saudades também! – Exclamou Gina – Ah, e sobre eu e o Rony... Bem, irmãos servem para brigar e provocar um ao outro, isso é um fato indiscutível.
Hermione deu uma risadinha e falou:
- É, nem eu sou capaz de querer discutir sobre isso. Ai, senti saudades também, muita. Mas tem alguém aqui que sentiu mais ainda, certeza.
A garota se afastou da amiga para deixá-la ver o dono de seu coração: Harry. Gina não se importou que seu corpo pudesse não aguentar seu próprio peso ou que pudesse ficar com tonturas depois, simplesmente levantou-se rapidamente e correu até Harry, se jogando em seus braços.
Harry a abraçava com tanta força que ela achava que suas costelas fossem quebrar ou algo assim, mas, no momento, o que importava é que ela estava de volta aos braços dele, um lugar em que se sentia mais segura do que em qualquer outro e que imaginara que nunca mais poderia voltar.
- Eu amo você – Harry sussurrou no ouvido dela - Amo você demais. Nunca mais faça isso comigo, por favor, eu não sei o que pode acontecer caso eu corra o risco de te perder de novo.
- Eu também amo você. Esqueça tudo o que aconteceu, apenas se foque no agora, pois estamos juntos e é isso que importa – E beijou-o.
Como sentir tantas emoções em um beijo só? Eles não sabiam a resposta, só sabiam o que sentiam: amor, paixão, saudade... Palavras não eram necessárias.
Gina chegou a ficar um pouco envergonhada por duvidar do amor de Harry, pois com um beijo, com um toque, com um olhar, com cada pequeno gesto, ele demonstrava um pouco seu amor. Ela poderia viver assim, apenas ficar ao lado dele pelo resto de sua vida sobrepunha qualquer luxo.
E depois do que pareceu uma eternidade, ou para alguns apenas alguns minutos, eles se separaram um busca de ar. Fitaram-se, felizes por estar um ao lado do outro novamente.
- Beleza, já deixei você se beijarem tempo demais na minha frente – Disse Rony -, provei até que meu estômago era mais forte do que eu pensava. Harry, por favor, você pode falar de uma vez aquilo que você disse que ia falar para a Gina?
Harry assentiu. Gina olhou confusa para o namorado, mas ele apenas acenou com a cabeça como se dissesse que era para ela esperar um pouco. Hermione falou:
- Eu vou tirar alguns feitiços em volta de nós, pois logo logo vamos sair. Vem comigo, Rony?
- Não, obrigado, Mione, vou ficar aqui.
Ela pegou a mão do ruivo, puxando-o, e deu um olhar mortal. (N/V: Já falei que o Rony é tapado o-o? Não? Então ta. O Rony é tapado (Y) )
- Não, Rony, você vem comigo – Disse ela.
Um olhar de compreensão veio até os olhos do garoto, só agora compreendendo que era para deixarem o casal sozinho.
- Ah! Vou sim!
E saíram. Gina riu com a falta de descrição do irmão, mas Harry permaneceu sério, um fato que não passou despercebido por ela.
- O que foi? – Perguntou desconfiada.
- Gina, nós encontramos a outra Horcrux, a taça de Hufflepuff. Estava no Gringotes, no cofre dos Lestrange – Ele explicou, ainda sério – Os objetos que estavam no cofre se multiplicavam caso você tocasse neles, então a sala aos poucos foi ficando cheia de metais. Eu peguei a taça com a espada de Gryffindor, só que Grampo, aquele duende que salvamos da Mansão Malfoy, pegou de nós a espada assim que ela caiu da minha mão, por não achar que fôssemos cumprir o trato de que a daríamos a ele caso nos ajudasse a entrar em Gringotes.
"Então a porta do cofre se abriu, fazendo todo o metal multiplicado ir para fora, só aí que os duendes perceberam que estávamos roubando o banco. Eu peguei a taça, correndo, só que então percebi uma pequena porta aberta do outro lado do cofre e decidi ver o que tinha lá. Era você que estava lá dentro".
A garota olhou para Harry, estática. Depois de alguns segundos de silêncio, tomou a palavra:
- Quer dizer que por todo esse tempo eu estive presa no Gringotes?! Nossa, eu nunca imaginaria isso. (N/V: Acho que nenhum de nós imaginaria... Tá, a Nin sim...)
- Muito menos eu – Admitiu Harry -, foi uma grande surpresa. Eu te peguei e saí do cofre, então houve uma confusão com o dragão que guarda o banco e o soltamos, subindo em cima dele rapidamente. Hermione ajudou o animal a destruir a parede do Gringotes e ele levantou voo e voou até um lago. Saímos de suas costas e nadamos até a margem, que é onde estamos no momento.
- Uau, isso explica o porquê de eu estar molhada – Mas a garota não chegou a comentar que só percebera isso agora – Bem, isso foi realmente incrível. O que vamos fazer daqui em diante? Eu ouvi a Mi dizer que iríamos sair daqui.
- Nós vamos, ou melhor, eu e Rony vamos – Antes que Gina pudesse protestar, Harry colocou levemente um dedo sobre sua boca – Assim que chegamos aqui, tive uma visão de Voldemort descobrindo que roubamos a Horcrux. Ele vai verificar o medalhão e depois ir até a Hogwarts, onde está a última Horcrux, como eu suspeitava.
- Eu entendi, mas por que só você e Rony vão?
- Porque vai ser perigoso – Gina ia protestar de novo, mas dessa vez Harry falou mais rápido – E não é que eu ache que você não pode cuidar de si mesma, longe disso, mas é que você foi sequestrada, não acho que esteja em condições de lutar, o que acho que pode acontecer. Eu sei que você não gosta disso, meu amor, mas eu quero, eu preciso te proteger.
Para sua surpresa, Gina assentiu. Só que, como suspeitava, ainda tinha algo para falar:
- Eu entendo, Harry, até concordo, só que não vou ficar parada aqui. Se só você e Rony vão, quer dizer que Hermione ficará comigo. Ela é inteligente e responsável e só me deixará ir atrás de você se ver que estou em condições para isso. Eu deixo você ir sem protestar se você confiar no julgamento de Hermione.
- Não entendi. Hermione dirá que você não está em condições agora, não vejo o que muda.
Gina bufou e tentou explicar com a maior paciência do mundo:
- Isso seria depois, Harry. Se o tempo passar, vocês não voltarem e a Hermione achar que eu posso ir, eu vou.
- Mas então você iria e...
- É isso ou eu vou com vocês agora.
- Tá! – Disse Harry em um suspiro – Como que você sempre consegue tudo o que quer?
- Eu não sou considerada a versão feminina dos gêmeos por nada, querido! – Ele piscou e deu um selinho nele, indo atrás de Hermione.
Harry suspirou e sentou no capim, esperando Rony chegar para aparatarem em Hogsmeade para em seguida irem para Hogwarts.
Gina andava de um lado para o outro, enquanto Hermione tentava, sem sucesso, ler Quadribol Através dos Séculos.
- Gi, será que dá para parar um pouco? – Perguntou Hermione, fechando seu livro de vez.
- Como?! – Respondeu Gina, escorregando as mãos pelo rosto - Já faz quase duas horas, Mione! E se a Batalha Final estiver acontecendo lá e a gente nem sabe? - Hermione ficou em silêncio – E, além do mais, você não está melhor do que eu. Está lendo Quadribol Através dos Séculos, sendo que nem sequer gosta de quadribol!
- Ah, mas a história é interessante e... – Vendo que não adiantaria argumentar, Hermione bufou e disse: - Vamos – Pegou o braço de Gina e a puxou para fora da barraca.
- Hã? Pra onde?
- Para onde é que você acha? Hogwarts! Vamos logo antes que eu caia em mim e veja que estou fazendo algo que não devia.
Gina assentiu, um pouco assustada com a reação de Hermione. Ajudou a amiga a colocar certos pertences em sua bolsa e as duas aparataram e Hogsmeade.
Havia um grande grupo de pessoas andando apressadamente pela vila, algumas tão apressadas que chegavam a trombar nas garotas, sem ao menos pedir desculpas.
- Mas o que está acontecendo aqui?! – Perguntou Hermione, chocada com a quantidade de pessoas presente.
- Ali! – Gina exclamou apontando para o Cabeça de Javali. De lá, centenas de alunos saiam – Vamos.
Elas correram até o bar, onde puderam ver o velho dono a ponto de explodir. Mesmo assim, elas precisavam saber o que estava acontecendo, e logo, portanto, Hermione perguntou:
- Er, com licença, senhor, mas o que está acontecendo?
- Weasley! Granger! – O velho exclamou, não conseguindo conter sua surpresa – Já era hora! Potter me falou que vocês poderiam vir. Venham, venham, vocês devem ir pela passagem do quadro da minha irmã, que leva diretamente para a Sala Precisa – Ele as empurrou sem cerimônia até o quadro.
Hermione ficou estática diante do retrato.
- Ei, espera aí, essa não é...? – Ela tentou dizer.
- É, é, Ariana. Eu sou Aberforth, a propósito. Agora vão!
Elas entraram no túnel pintado e viram que lá no fundo havia um ponto de luz. (N/S: Não vão para a luz, não vão para a luz! D:) Decidiram segui-lo, lá devia ser a Sala Precisa. Elas viraram um canto e logo adiante a passagem terminava. Subiram um pequeno lance de escada e abriram uma porta que era idêntica à qual tinha entrado.
Como Gina estava na frente de Hermione, acabou trombando com uma mulher de cabelo rosa chiclete (N/S: vou fingir que não li esse termo tão "globoalizado" numa fic tão boa!)(N/A: Eu nem pensei na novela ao escrever isso, pensei na cor rosa do Trident de tuti fruti XD) assim que entrou na sala. Gina olhou pediu desculpas ainda sem olha para o rosto dela, mas, assim que o fez, reconheceu-a imediatamente.
- Tonks! – A ruiva exclamou, abraçando a metamorfomaga.
- Nossa, Gina! – Disse a outra, correspondendo ao abraço – Que bom que você está bem! Remo me falou que você estava desaparecida, ele descobriu isso quando foi visitar Gui e Fleur no Chalé das Conchas.
- É, graças a Merlin tudo ficou bem. É uma longa história, eu te conto depois. E, para falar a verdade, eu só fui "achada" há poucas horas.
- O importante é que você está aqui, não é? – Tonks deu um grande sorriso e soltou-se de Gina para poder abraçar Hermione.
Uma velha bruxa com um chapéu roído de traças saiu da passagem e em seguida lacrou-a. As garotas nem tiveram tempo de pensar em perguntar qual era o nome dela, pois a porta da Sala Precisa foi aberta e Harry e Rony aparecerem levantando uma garota pelos braços.
- Soltem-me! Soltem-me! – A garota dizia, contorcendo-se na tentativa de se soltar deles.
- Eu já falei: você é menor de idade – Disse Harry -, tem que ir embora, é o mais seguro!
- Harry, solte-a – Disse Gina.
Harry obedeceu prontamente, mais pela surpresa em vê-la do que pela ordem em si. Rony o acompanhou.
- Uffa! – Suspirou a garota. Agora que dava para ver seu rosto, Gina percebera: ela era Victória – Obrigada, Gi, sério.
- Às ordens – Disse Gina, dando um rápido abraço na amiga.
- Tem que ser assim, controlar o nosso homem, porque, se não, eles só fazem burrada. Como exemplo o seu namorado, que já ia me levando embora de Hogwarts sem nem me ouvir.
- Um instante, vocês se conhecem? – Perguntou Harry.
Victória rolou os olhos.
- Não, nós acabamos de nos conhecer e descobrimos o nome uma da outra por meio de telepatia. (N/A: Tiradas ruleiam \ô/)(N/V: Ai, ai, eu sei que sou phoda, guardem os elogios para depois \ö/)(N/S: Adoro sarcasmo ao constatar o óbvio... estou sendo vítima disso cada vez mais ultimamente :P)
Gina segurou o riso, mordendo o lábio inferior.
- Nossa, desculpa – Harry disse, parecendo ofendido – De qualquer forma, você não pode ficar aqui. McGonagall disse que apenas os maiores de idade podem ficar, se quiserem.
- Harry, acho que ela é quem deve escolher se deve ficar ou não, independente da sua idade – Argumentou Gina, agora aproximando-se do namorando e colocando uma mão em seu ombro – Ela formou a nova AD junto comigo, Neville e Luna e luta extremamente bem, portanto, não a subestime.
- Ah, então ela é a tal de Vicky que você me falou?
- É, sou eu – Disse Vicky respondendo por Gina – Meu nome inteiro é Victória Castaldelli, mas pode me chamar de Vicky mesmo. Quer dizer, eu vi um apelido dia desses para o meu nome, que seria Tori, de VicTÓRIa, mas, como é provável que não pegue, pode ser o apelido anterior mesmo.
- Tudo bem – Disse Harry com uma pequena gargalhada – Eu... desculpe-me, então. É só que eu me sinto responsável por todas as vidas nesse castelo, já que eu sou quem deve acabar com isso, então eu só queria poupar mais uma vida, se é que você me entende.
- Entendo perfeitamente. Agora eu poderia até ir de boa vontade, mas não me sentiria segura deixando Neville aqui. Temo por ele.
Rony, que havia atravessado a sala e agora estava com um braço em volta da cintura de Hermione, perguntou, confuso:
- Por quê? Aconteceu alguma coisa com Neville? Nós o vimos assim que chegamos e ele estava bem!
- Não, é que ele é meu namorado – Disse Vicky, corando um pouco.
- Neville tem uma namorada? – Exclamou ele com um tom surpreso e ao mesmo tempo zombeteiro, que só fez Vicky corar mais ainda.
- Ronald – Disse Hermione em tom repreendedor, fazendo o namorado calar-se instantaneamente. (N/S: Faltou um beliscão na barriga ou um tapão no ombro 8D)
- Desculpa, Mione.
Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. Vicky olhava para o chão, assim como Rony. Hermione olhava pela sala, enquanto Gina e Tonks seguravam o riso. Harry era o único ali que pensava em como tirar todos da sala para a Sala Precisa se transformar e ele poder procurar o Diadema de Ravenclaw que, pelo que tudo indicava, Tom Riddle guardara ali. A senhora que não pronunciara uma palavra desde que entrara pela passagem do retrato de Ariana olhava fixamente para Victória e achou que já era a hora de quebrar o silêncio:
- Neville só me falou de você – Disse para Victória – nas poucas vezes que nos falamos nesses últimos meses. É um prazer conhecer a mocinha por quem meu neto está apaixonado.
- O-o prazer é meu – Disse Victória olhando rapidamente para a velha bruxa, mais envergonhada do que antes.
- Ah, Potter – Disse a Sra. Longbottom, sem hesitação, agora olhando para Harry - Você pode nos pôr a par do que está acontecendo.
- Estão todos o.k.? - perguntaram Gina e Tonks ao mesmo tempo.
- Até onde sabemos. Ainda tem gente indo para o Cabeça de Javali?
Ele sabia que a sala não poderia se transformar se ainda houvesse gente na passagem.
- Fui a última a atravessá-la — Respondeu a Sra. Longbottom. — Lacrei-a, acho insensato mantê-la aberta agora que Aberforth deixou o bar. Você viu meu neto?
- Está lutando - Informou Harry.
- Certamente - Disse a velha senhora, orgulhosa — Com licença, preciso ir ajudá-lo.
Com surpreendente rapidez, ela se dirigiu à escada de pedra.
- Eu vou junto! – Gritou Victória, sacando sua varinha e seguindo-a.
Harry olhou para Tonks.
- Pensei que você estivesse com Teddy na casa de sua mãe.
- Não aguentei ficar sem saber... - Tonks parecia aflita - Minha mãe cuidará dele... você viu Remus?
- Ele estava planejando levar um grupo de combatentes para os jardins.
Sem dizer mais nada, Tonks saiu correndo.
- Er, quem é Teddy? – Perguntou Gina.
- Filho de Remo e Tonks. Nasceu em março.
- Ah.
- Enfim, Rony destruiu a taça de Hufflepuff. Ele levou-a até a Câmara Secreta e destruiu-a com os dentes de basilísco – Ele apontou para os dentes, que agora estavam na mão de Hermione -Vou repetir para vocês o que disse para Rony: - Disse Harry - Sei como é o diadema e sei onde está. Ele o escondeu exatamente onde escondi o meu velho livro de Poções, aonde todo o mundo vem escondendo coisas há séculos. Ele pensou que fosse o único a descobrir esse lugar. E, como vocês já devem ter percebido, é a Sala Precisa.
- Calma aí um instante! - Disse Rony, com energia - Esquecemos alguém!
- Quem? - Perguntou Hermione.
- Os elfos domésticos, devem estar lá embaixo na cozinha, não?
- Você quer dizer que devíamos pôr os elfos para lutar? - Perguntou Harry.
- Não - Respondeu Rony, sério -, devíamos dizer a eles para dar o fora. Não queremos outros Dobbys, não é? Não podemos mandá-los morrer por nós...
Houve um estrépito quando os dentes de basilisco caíram em cascata dos braços de Hermione. Correndo para Rony, ela se atirou ao seu pescoço e beijou-o intensamente (N/A: Segundo minha amiga de Portugal, Penélope (aka Lepitas), é assim que está na versão portuguesa e, convenhamos, está bem mais bonito do que "chapou-lhe um beijo na boca")(N/S: Ou seja, isso é Português bom!). Rony largou a vassoura que estava carregando e retribuiu com tal entusiasmo que tirou Hermione do chão.
- Isso é hora? - perguntou Harry, timidamente, e, quando a cena não se alterou exceto por Rony e Hermione terem se abraçado com tanta força que chegaram a bambear, ele ergueu a voz: — Oi! Tem uma guerra rolando aqui! (N/S: Juro que ri muito com essa cena do Harry. Mais engraçado ainda é que ele fala "Oi" mesmo, em inglês! Kkk)
Rony e Hermione se separaram, ainda abraçados.
- Eu sei, colega - Disse Rony, com cara de quem acabara de levar um balaço na nuca -, então é agora ou nunca, não é?
- Deixa pra lá, e a Horcrux? — Gritou Harry - Você acha que poderia só... só segurar isso aí, até apanharmos o diadema?
- Certo... desculpe - disse Rony, e ele e Hermione começaram a recolher os dentes, os dois muito corados.
- E depois somos nós que nos beijamos em momentos críticos – Disse Gina para Harry, que sorriu.
- Cala a boca – Murmurou Rony empurrando um pouco a irmã com o ombro.
Ficou evidente, quando os quatro voltaram ao corredor de cima, que, nos minutos que tinham passado na Sala Precisa, a situação no castelo havia deteriorado seriamente: as paredes e o teto estavam sacudindo pior do que antes; a poeira enchia o ar e, pela janela mais próxima, Harry viu clarões verdes e vermelhos tão próximos à base do castelo que concluiu que os Comensais da Morte deviam estar na iminência de invadir o lugar. Olhando para baixo, viu Grope, o gigante, andando sem rumo e balançando o que lhe pareceu uma gárgula de pedra arrancada do telhado, urrando insatisfeito.
- Tomara que ele pisoteie meia dúzia deles! - Disse Rony, quando ouviram o eco de outros gritos muito próximos.
- Desde que não seja nenhum dos nossos! - disse uma voz; Harry se virou e viu Tonks, as duas brandindo a varinhas da janela adiante, já desfalcada de vários vidros. No momento em que olhou, Gina lançou um feitiço certeiro contra um grupo de combatentes embaixo.
- Boa menina! - Berrou um vulto que corria pela poeira ao encontro delas, e Harry viu passar Aberforth, seus cabelos grisalhos esvoaçando, liderando um pequeno grupo de estudantes - Parece que eles estão rompendo as ameias do norte do castelo, trouxeram gigantes aliados!
- Você viu Remus? — Gritou Tonks para ele.
- Estava duelando com Dolohov - Gritou Aberforth -, depois não o vi mais!
- Tonks - Disse Gina aproximando-se da mulher -, Tonks, tenho certeza de que ele está o.k... -
Tonks, porém, saíra correndo pela poeira no rastro de Aberforth.
- Vamos! - Harry chamou Gina, Rony e Hermione, e os quatro correram para o trecho de parede atrás do qual a Sala Precisa aguardava para satisfazer o desejo do seu próximo ocupante.
Preciso do lugar onde se esconde tudo, pediu Harry mentalmente e, em sua terceira passagem, a porta se materializou.
O furor da batalha morreu no instante em que cruzaram o portal e fecharam a porta às suas costas: tudo era silêncio. Estavam em um lugar do tamanho de uma catedral, com o aspecto de uma cidade, suas altas paredes formadas por objetos escondidos por milhares de estudantes que há muito haviam partido. (N/S: digo que só uma produção digna de Lord of The Rings + Star Wars para fazer algo digno do que é descrito para esse ambiente)
- E ele nunca imaginou que qualquer um poderia entrar? - Perguntou Rony, sua voz ecoando no silêncio.
- Ele pensou que fosse o único — Disse Harry — Azar o dele que precisei esconder uma coisa no meu tempo de Hogwarts... por aqui - acrescentou -, acho que é ali embaixo.
Ele passou pelo trasgo estufado e o Armário Sumidouro que Draco Malfoy consertara no ano anterior com desastrosas consequências, depois hesitou, olhando para cima e para baixo das alas de quinquilharias; não se lembrava para que lado deveria virar...
- Accio diadema! - Exclamou Hermione em desespero, mas nada voou pelo ar ao seu encontro. Parecia que, a exemplo do cofre em Gringotes, a sala não entregava os objetos com essa facilidade.
- Vamos nos separar - Sugeriu Harry aos amigos - Procurem o busto de pedra de um velho usando uma peruca e uma tiara! (N/S: Rowena Ravenclaw era um traveco?! oO) Está em um armário e, sem a menor dúvida, aqui por perto.
Eles saíram depressa pelas alas adjacentes; Harry ouviu os passos dos amigos ecoarem nas enormes pilhas de quinquilharias, garrafas, chapéus, caixotes, cadeiras, livros, armas, vassouras, morcegos...
- Em algum lugar por aqui — Murmurou Harry com os seus botões - Em algum lugar... algum lugar...
Ele foi se embrenhando no labirinto, procurando objetos que pudesse reconhecer de sua visita anterior à sala. (N/S: Olha minha gaita ali debaixo daquela comet 260! 8D) Sua respiração soava alta aos seus ouvidos e, então, a sua própria alma pareceu se arrepiar: ali estava, bem à frente, o velho armário com a superfície coberta de bolhas no qual escondera o velho livro de Poções, e em cima, o bruxo de pedra bexiguenta usando uma velha peruca empoeirada e algo parecido com uma antiga tiara descolorida.
Ele já estendera a mão, embora a três metros de distância, quando ouviu uma voz às suas costas:
- Pare, Potter.
Ele parou derrapando e se virou. Crabbe e Goyle estavam postados ali, ombro a ombro, as varinhas apontadas para ele. Pelo estreito vão entre seus rostos zombeteiros, ele viu Draco Malfoy.
Harry tentou enrolá-los para conseguir pegar o Diadema, mas não conseguiu. Logo, estavam lutando, e Gina, Rony e Hermione apareceram para ajudar Harry. Crabbe acabou lançando em excesso um feitiço que lançava fogo: não era um fogo normal; Crabbe usara um feitiço que Harry desconhecia (N/S: aposto que foi na cagada (Y) ): ao virarem um canto, as chamas se lançaram em seu encalço como se estivessem vivas, conscientes, decididas a matá-los. Então, o fogo começou a mudar, a formar um gigantesco bando de feras: serpentes flamejantes, quimeras e dragões se elevavam e baixavam e tornavam a se elevar, e os detritos de séculos com que se alimentavam eram arremessados no ar para dentro de suas bocas dentadas, jogados para o alto sobre pés com garras, antes de serem consumidos pelo inferno.
Malfoy, Crabbe e Goyle tinham desaparecido; Harry, Gina, Rony e Hermione pararam subitamente; os monstros de fogo os rodeavam, cada vez mais próximos, chicoteando garras, chifres e caudas, e o calor se tornava sólido como uma parede, sitiando-os.
- Que fazemos? - Gritou Hermione, sobrepondo-se ao rugido ensurdecedor do fogo — Que fazemos?
— Aqui!
Harry passou a mão em três vassouras de aspecto pesado na pilha de lixo mais próxima e atirou uma para Rony, que puxou Hermione para a garupa. Harry montou a segunda vassoura e, chutando o chão com vigor, eles levantaram vôo, passando ao largo do bico chifrudo de um raptor flamejante que tentava abocanhá-los. Gina ficou com a terceira. A fumaça e o calor estavam se tornando avassaladores: embaixo, o fogo amaldiçoado estava consumindo o contrabando de gerações de estudantes perseguidos, o resultado criminoso de experiências proibidas, os segredos de incontáveis almas que buscaram refúgio naquela sala. (N/S: o que um Marauder não faria com um material desses! Que Desperdício! T_T) Harry não via vestígio de Malfoy, Crabbe e Goyle em lugar algum: mergulhou o mais baixo que a coragem lhe permitiu sobre as monstruosas chamas errantes para tentar encontrá-los, mas não viu nada exceto fogo: era uma morte terrível... jamais desejara isso...
— Harry, vamos embora, vamos embora! — Berrou Rony, embora fosse impossível ver onde estava a porta naquela fumaceira escura.
Então Harry ouviu um débil lamento humano no meio da terrível confusão, do rugido das chamas devoradoras.
— É... muito... perigoso! — Berrou Rony, mas Harry fez meia-volta no ar. Seus óculos ofereciam aos seus olhos alguma proteção contra a fumaça, ele investigou a tempestade de fogo embaixo, procurando um sinal de vida, um membro ou um rosto que ainda não tivesse virado carvão como a madeira...
E ele os viu: Malfoy com os braços em volta do inconsciente Goyle, os dois empoleirados sobre uma frágil torre de escrivaninhas queimadas, e Harry mergulhou. Malfoy viu-o descendo, ergueu um braço, mas, no momento em que o agarrou, Harry percebeu que não adiantava: Goyle era pesado demais e a mão suada de Malfoy escorregou instantaneamente da dele...
— SE MORRERMOS POR CAUSA DELES, VOU MATAR VOCÊ, HARRY! (N/S: Coerência mandou lembranças!) - Vociferou Rony, e quando uma grande quimera flamejante avançou sobre os dois, ele e Hermione puxaram Goyle para cima da vassoura e subiram mais uma vez no ar, rolando para os lados, para frente e para trás, enquanto Malfoy escalava com mãos e pés a traseira da vassoura de Harry.
— A porta, vão para a porta, a porta! - Gritou Malfoy no ouvido de Harry, e o garoto ganhou velocidade, seguindo Rony, Hermione e Goyle através da crescente nuvem de fumaça escura, mal conseguindo respirar: a toda volta os últimos objetos ainda não queimados pelas chamas devoradoras foram parar no ar, enquanto as criaturas do fogo maldito comemoravam, atirando-os para o alto: taças, escudos, um colar cintilante e uma velha tiara descolorida...
- O que você está fazendo, o que você esta fazendo? A porta é para o outro lado! - Gritou Malfoy, mas Harry fez uma curva fechada e mergulhou. O diadema parecia cair em câmara lenta, girando e rebrilhando em direção à barriga de uma serpente a bocejar, então ele o capturou, enlaçando-o no pulso...
Harry fez nova curva quando a serpente se atirou sobre ele, empinou o nariz da vassoura e voou direto para o lugar em que, pedia ele aos céus, haveria uma porta aberta: Rony, Hermione e Goyle tinham desaparecido, Malfoy gritava e se agarrava a Harry com tanta força que chegava a machucá-lo. Então, através da fumaça, o garoto viu um trecho retangular da parede e apontou para lá a vassoura, momentos depois o ar puro encheu seus pulmões e os dois se chocaram contra a parede no corredor além.
Malfoy caiu da vassoura e ficou deitado de cara para baixo, arquejando, tossindo e engulhando. Harry rolou para o lado e se sentou, Rony e Hermione, ofegantes, estavam sentados ao lado de Goyle, que continuava inconsciente.
Gina apareceu em seguida, saindo da vassoura, cansada, e sentou ao lado deles.
- C-Crabbe - Engasgou Malfoy, assim que pôde falar — C-Crabbe...
- Sinto muito – Disse Gina fazendo um gesto negativo com a cabeça.
Fez-se silêncio, exceto pelos arquejos e tossidas. Então, uma série de fortes estampidos sacudiu o castelo e uma grande cavalgada de vultos transparentes passou a galope, as cabeças gritando sedentas de sangue sob os braços dos fantasmas. Harry se ergueu cambaleando depois que os Caçadores Sem Cabeça passaram, e olhou ao seu redor: a batalha continuava para todo lado. Ouviam-se outros gritos além dos emitidos pelos fantasmas em retirada.
- O que será que está acontecendo?
- E eu lá vou saber? - Indagou Rony, mas ele também se levantou, esfregando o peito e olhando para os lados - Vamos nos separar e procurar...?
— Não — Disse Hermione, levantando-se também. Malfoy e Goyle continuavam caídos e inermes no chão do corredor; nenhum dos dois tinha varinha - Ficamos juntos. Vamos... Harry, que é isso no seu braço?
- Quê? Ah, é...
Ele puxou o diadema do pulso e mostrou-o. Ainda estava quente, sujo de fuligem, mas, ao examiná-lo de perto, ele conseguiu entrever os dizeres minúsculos que havia gravados nele: O espírito sem limites é o maior tesouro do homem.
Uma substância semelhante a sangue, escura e resinosa, parecia vazar do diadema. De repente, Harry sentiu a coisa vibrar violentamente e se partir em suas mãos, e, quando isso aconteceu, ele pensou ter ouvido um leve e longínquo grito de dor, que não vinha dos terrenos do castelo, mas da coisa que acabara de se fragmentar entre seus dedos.
— Deve ter sido o Fogomaldito! - Murmurou Hermione, seus olhos cravados nos cacos do diadema.
— Desculpe?
— Fogomaldito é uma das substâncias que destrói Horcruxes, mas eu nunca, jamais, teria me atrevido a usá-lo, tão perigoso que é. Como Crabbe terá...?
— Deve ter aprendido com os Carrow — Disse Harry, sombriamente.
— Pena que não estivesse prestando atenção quando eles ensinaram a apagá-lo, pena mesmo — Disse Rony, cujos cabelos, como os de Hermione, estavam chamuscados e cujo rosto estava preto - Se não tivesse tentado nos matar, eu lamentaria a morte dele.
- Eu tentei salvá-lo – Disse Gina, dando de ombros.
— Mas vocês não percebem? - Cochichou Hermione — Isto significa que se pudermos apanhar a cobra...
Ela, no entanto, se calou quando berros, gritos e o inconfundível barulho de combate encheram o corredor. Harry olhou e seu coração pareceu parar: Comensais da Morte tinham penetrado Hogwarts. Fred e Percy acabavam de aparecer, recuando, os dois duelando com os homens de máscara e capuz.
Harry, Gina, Rony e Hermione correram a ajudar: jorros de luz voavam em todas as direções e o homem que lutava com Percy retrocedeu rapidamente: então, seu capuz escorregou e eles viram a testa alta e os cabelos raiados de branco...
- Olá, Ministro! — Berrou Percy, lançando um feitiço certeiro contra Thicknesse, que deixou cair a varinha e agarrou a frente das vestes, aparentando extremo embaraço — Cheguei a mencionar que estou me demitindo?
- Você está brincando, Percy! — Gritou Fred, quando o Comensal da Morte a quem ele dava combate desmontou sob o efeito de três Feitiços Estuporantes distintos. Thicknesse tinha caído no chão com espículos brotando por todo o corpo; pelo visto, estava se transformando em alguma forma de ouriço-do-mar. Fred olhou para Percy com prazer.
"Você está mesmo brincando, Percy... acho que nunca ouvi você brincar desde que era..."
O ar explodiu. Eles estavam agrupados, Harry, Gina, Rony, Hermione, Fred e Percy, os dois Comensais da Morte a seus pés, um estuporado, o outro transfigurado: e, naquela fração de instante, quando o perigo parecia temporariamente contido, o mundo se cindiu. Harry sentiu que voava pelo ar e tudo que conseguiu fazer foi agarrar com todas as forças aquele fino pedaço de madeira que era a sua única arma, e proteger a cabeça com os braços: ele ouviu berros e gritos de seus companheiros, sem esperança de saber o que acontecera com eles.
Então, tudo se resumiu em dor e penumbra: ele estava quase soterrado pelos destroços do corredor que sofrera um terrível ataque: o ar frio o fez perceber que aquele lado do castelo explodira e a sensação pegajosa na face lhe informava que estava sangrando profusamente. Ouviu um grito terrível que arrancou suas entranhas, expressando uma agonia que nem fogo nem maldição poderiam causar, e ele se levantou, tonto, mais assustado do que se sentira naquele dia, mais assustado talvez do que já se sentira na vida...
E Hermione tentava ficar em pé entre os destroços, e havia uma mulher e três homens ruivos no chão e que estavam juntos quando a parede explodiu. Harry segurou a mão de Hermione e seguiram, cambaleando e tropeçando, sobre pedras e paus.
- Não... não... não! - Alguém estava gritando - Não! Fred! Não! - Percy sacudia o irmão, Rony estava ajoelhado ao lado deles, enquanto Gina estava sentada, olhando inexpressivamente a cena, como se não estivesse acreditando no que estava vendo. Os olhos de Fred estavam muito abertos e cegos, o fantasma de sua última risada ainda gravado em seu rosto. (N/V: NÃO, FRED, NÃO! Não morre nãaaoo!)
O mundo acabara, então por que a batalha prosseguia, o horror não silenciara o castelo, e cada combatente não depusera suas armas? A mente de Harry estava em queda livre, girando descontrolada, incapaz de apreender o impossível, porque Fred Weasley não podia estar morto, o testemunho dos seus sentidos devia ser mentiroso... (N/V: Não, não, não *choralitros* Eu odeio essa parte da história *choramillitros* Why ??)(N/A: Tipo, o ex marido da JK chama Jorge. E, quando eles se separaram, ela teve que criar a filha dela sozinha, o que foi muito foda. Então, pra se vingar do Jorge, indiretamente, ela fez o Fred morrer, pra, pelo menos, o Jorge da história sofrer /NOT)(N/S: É a única morte de RdM que não absorvi por completo, sério .-.)
E, então, um cadáver entrou pelo rombo na fachada lateral da escola e feitiços voaram contra eles vindos da escuridão, atingindo a parede atrás de suas cabeças.
- Abaixe-se! — Gritou Harry, ao ver que outros tantos feitiços cortavam a noite: ele e Rony agarraram Gina e Hermione ao mesmo tempo e as puxaram para o chão, mas Percy se deitara sobre o corpo de Fred, protegendo-o de dano maior, e quando Harry gritou "Percy anda, temos que sair daqui!", ele balançou a cabeça.
- Percy! - Harry viu uma trilha de lágrimas marcar a fuligem no rosto de Rony, quando ele segurou os ombros do irmão mais velho e puxou-o, mas Percy não se moveu – Percy, você não pode fazer nada por ele! Vamos...
Hermione gritou e Harry, virando-se, não precisou perguntar o porquê. Uma aranha monstruosa do tamanho de um automóvel compacto estava tentando trepar pelo enorme rombo na parede: um dos descendentes de Aragogue viera participar da luta.
Rony e Harry gritaram juntos; seus feitiços colidiram e o monstro foi rechaçado, suas pernas sacudiram freneticamente, e ele perdeu-se na escuridão.
- Ela trouxe os amigos! - Harry alertou os outros, correndo o olhar pelos muros do castelo, através do buraco que os feitiços tinham aberto: mais aranhas gigantescas vinham subindo pelo lado da construção, libertadas da Floresta Proibida por onde deviam ter penetrado os Comensais da Morte.
Harry lançou Feitiços Estuporantes contra as invasoras, derrubando o monstro que as liderava em cima das companheiras, fazendo-as rolar fachada abaixo e desaparecer. Então, mais feitiços voaram sobre a cabeça de Harry, tão perto que ele sentiu seu ímpeto despentear-lhe os cabelos. (N/V: Mais do que já são? Sinto muito, mas Not.)
- Vamos sair, AGORA!
Empurrando Gina, Hermione e Rony à frente, Harry se inclinou para agarrar o corpo de Fred por baixo dos braços. Percy, percebendo o que Harry estava tentando fazer, soltou o corpo e ajudou-o; juntos, abaixados para evitar os feitiços atirados contra eles, os dois tiraram Fred do caminho.
- Aqui - Disse Harry, e o colocaram em um nicho onde antes estivera uma armadura. Ele não aguentaria olhar para Fred nem um segundo além do necessário e, se certificando de que o corpo estava bem escondido, saiu ao encalço dos dois amigos e da namorada. Malfoy e Goyle tinham sumido, mas no fim do corredor, que agora se enchia de pó e destroços de alvenaria, de vidros das janelas há muito estourados, ele viu muitas pessoas avançando e recuando; se eram amigas ou inimigas, ele não saberia dizer. Dobrando um canto, Percy soltou um fortíssimo berro "ROOKWOOD!", e correu em direção a um homem alto, que perseguia uns estudantes.
- Harry, entra aqui! — Chamou Hermione.
Ela puxara Rony para trás de uma tapeçaria. Pareciam estar lutando e, por um delirante segundo, Harry achou que estavam se beijando outra vez; então viu que Hermione estava tentando impedir Rony de correr atrás de Percy.
- Me escute... ESCUTE, Rony!
- Quero ajudar... quero matar Comensais da Morte...
Seu rosto estava contorcido, sujo de poeira e fuligem, e ele tremia de fúria e pesar.
- Rony, nós somos os únicos que podemos pôr fim a isso! Por favor... Rony... precisamos da cobra, temos que matar a cobra! - Disse Hermione.
Harry, no entanto, sabia o que Rony estava sentindo: capturar outra Horcrux não lhe traria a satisfação da vingança; ele também queria lutar, castigar as pessoas que tinham matado Fred, queria achar os outros Weasley.
- Hermione está certa, Rony – Disse Gina – Eu quero matar esses Comensais mais do que tudo nessa vida, quero vingar o meu irmão, mas sei que a única forma de fazer isso, resolvendo o problema de uma vez, será matando Voldemort.
- Nós lutaremos! — Disse Hermione. - Teremos que lutar para chegar à cobra! Mas não vamos perder de vista, agora, o que devíamos estar f-fazendo! Somos os únicos que podemos pôr fim a isso!
Ela estava chorando também, e enxugava o rosto na manga queimada e rasgada enquanto falava, mas inspirou profundamente mais de uma vez para se acalmar e, sem largar Rony, virou-se para Harry.
- Você precisa descobrir onde Voldemort está, porque a cobra está com ele, não? Faça isso, Harry... espie a mente dele!
Por que isso era tão fácil? Por que sua cicatriz estava queimando havia horas, querendo lhe mostrar os pensamentos de Voldemort? Ele fechou os olhos quando Hermione mandou, e, na mesma hora, os gritos e estampidos e todos os ruídos dissonantes da batalha foram abafados até se tornarem quase inaudíveis, como se ele estivesse longe, muito longe dali...
Harry estava parado em uma sala arruinada, mas estranhamente familiar, o papel descascando nas paredes e todas as janelas fechadas com tábuas, exceto uma. O fragor do assalto à escola soava indistinto e remoto. A única janela destapada revelava clarões distantes junto ao castelo, mas dentro da sala estava escuro, exceto por uma solitária lâmpada a óleo.
Ele, ou melhor, Voldemort, falava com Lúcio Malfoy. Lúcio implorava pela vida de Draco, mas Voldemort nem se dera ao trabalho de pensar no caso. Por fim, mandou Lúcio chamar Severo Snape.
Com um ofego, Harry se retirou e abriu os olhos; no mesmo instante, seus ouvidos foram assaltados por guinchos e gritos, os choques e estampidos da batalha.
- Ele está na Casa dos Gritos. A cobra está com ele, tem uma espécie de proteção mágica em volta. E ele acabou de mandar Lúcio Malfoy buscar Snape.
- Voldemort está sentado na Casa dos Gritos? - Exclamou Hermione, indignada - Ele não... ele não está nem lutando?
- Acha que não precisa lutar. Acha que vou procurá-lo.
- Mas por quê?
- Ele sabe que quero as Horcruxes... está mantendo Nagini junto dele... obviamente eu terei de procurá-lo para me aproximar daquela coisa...
- Certo – Falou Rony, aprumando os ombros — Logo, você não pode ir, se é o que ele quer, o que está esperando. Você fica aqui e cuida da Hermione, e eu irei pegar...
Harry interrompeu-o.
- Vocês dois ficam aqui. Irei com a Capa da Invisibilidade e voltarei assim que...
O quarteto começou a discutir, cada um querendo ir sozinho atrás do Lorde das Trevas pelos seus próprios motivos. Eles só pararam quando chamaram pelo sobrenome de Harry e dois Comensais da Morte achavam-se parados ali. Começaram a duelar e logo Hermione disse para Harry vestir a capa, porém ele atirou a capa sobre os quatro.
Eles desceram a escada seguinte e toparam com um corredor repleto de combatentes. Parvati enfrentava Travers, enquanto Dino travava uma luta com Dolohov.
Harry, Gina, Rony e Hermione ergueram imediatamente as varinhas, prontos para atacar, mas os adversários zanzavam para aqui e para ali de tal modo que, se eles disparassem feitiços, era grande a probabilidade de ferir um aliado. Ainda em posição, esperando uma oportunidade para agir, ouviram um guincho agudíssimo e, erguendo os olhos, Harry viu Peeves que sobrevoava a cena, disparado, despejando vagens de Arapucosos nos Comensais da Morte, cujas cabeças eram subitamente engolfadas por túberas verdes que se mexiam como gordos vermes.
— Irque! (N/S: Juro que quase corrigia isso para "Iraque" durante a betagem! XD)
Um punhado delas batera na capa sobre a cabeça de Rony; as raízes verdes e pegajosas pararam absurdamente no ar enquanto ele tentava sacudi-las fora.
— Tem alguém invisível lá! — gritou um Comensal da Morte mascarado, apontando.
Dino tirou partido da momentânea distração do Comensal e derrubou-o com um Feitiço Estuporante; Dolohov tentou retaliar, e Parvati lançou contra ele um Feitiço do Corpo Preso.
— VAMOS EMBORA! - Berrou Harry, e ele, Gina, Rony e Hermione seguraram a capa mais junto do corpo e saíram correndo de cabeça abaixada entre os combatentes, escorregando um pouco nas poças de sumo de Arapucosos, em direção à escadaria de mármore do saguão de entrada.
Toparam com Draco defendendo-se um Comensal da Morte. Harry estuporou um Comensal quando passaram: Malfoy olhou para os lados, sorridente, procurando o seu salvador, e Rony deu-lhe um murro por baixo da capa. Malfoy caiu para trás por cima do Comensal, a boca sangrando, completamente pasmo.
— E essa é a segunda vez que salvamos sua vida hoje à noite, seu filho-da-mãe de duas caras! - Berrou Rony.
Havia mais gente duelando por toda a escada e o saguão, havia Comensais da Morte para qualquer lugar que Harry olhasse: Yaxley, próximo às portas de entrada, dava combate a Flitwick, um Comensal da Morte mascarado duelava com Kingsley. Estudantes corriam em todas as direções, alguns carregando ou arrastando amigos feridos.
Berros de terror cortaram o ar: os combatentes se dispersaram, tanto Comensais da Morte quanto Hogwartianos, e jatos de luz vermelha e verde foram lançados no meio dos monstros atacantes, que estremeciam e se empinavam, mais pavorosos que nunca.
- Como vamos sair? — Berrou Rony, mais alto que a gritaria geral, mas, antes que Harry, Gina ou Hermione pudessem responder, foram empurrados para o lado: Hagrid desceu trovejando, brandindo seu florido guarda-chuva rosa.
- Não machuquem elas, não machuquem elas! — Berrava.
- HAGRID, NÃO!
Harry esqueceu todo o resto: saltou de baixo da capa e correu abaixado para evitar os feitiços que iluminavam todo o saguão. Saiu gritando pelo nome de Hagrid, tentando impedi-lo de fazer alguma burrada.
Por sorte, Grope surgiu correndo pela quina do castelo; só agora Harry percebia que ele era, na realidade, um gigante nanico. O monstro gargantuano, que tentava esmagar gente nos andares altos, olhou para o lado e soltou um rugido. Os degraus de pedra vibraram quando ele se voltou pesadamente para o seu pequeno parente, e a boca torta de Grope se abriu, deixando à mostra dentes amarelos do tamanho de tijolos; então eles se atiraram um ao outro com a selvageria de leões.
O quarteto voltou a correr. Quando estavam a meio caminho da Floresta, foram barrados novamente: eram dementadores. Nenhum dos quatro conseguiu produzir um Patrono descente. A varinha de Harry tremeu em sua mão, fazendo-o quase acolher com prazer o oblívio que chegava, a promessa do nada, da ausência da emoção...
Então, uma lebre, um javali e uma raposa prateados sobrevoaram as cabeças de Harry, Gina, Rony e Hermione: os dementadores recuaram ante a aproximação dos animais. Mais três pessoas emergiram da escuridão para se postar ao seu lado, as varinhas em punho, continuando a conjurar Patronos: Luna, Ernesto e Simas.
- Certo - Disse Luna em tom de incentivo, como se estivessem de volta à Sala Precisa e aquilo fosse simplesmente uma prática de feitiços para a Armada de Dumbledore — Certo, Harry... vamos, pense em alguma coisa feliz...
— Alguma coisa feliz? - Disse ele, a voz quebrada.
— Ainda estamos todos aqui - Sussurrou ela —, ainda estamos lutando. Vamos, agora...
Houve uma faísca prateada, depois uma luz vacilante, então, com o maior esforço que já lhe custara, o veado irrompeu da ponta da varinha de Harry. Ele avançou em um meio galope e agora os dementadores realmente se dispersaram e logo a noite amornou, mas os sons da batalha circundante agrediam seus ouvidos.
— Nem sei como agradecer a vocês — Disse Rony trêmulo, dirigindo-se a Ernesto e Simas —, vocês acabaram de salvar...
Com um rugido e um tremor de terra, outro gigante se precipitou da escuridão vindo da Floresta, brandindo uma clava maior do que qualquer um deles.
- CORRAM! — Tornou Harry a gritar, mas eles não precisaram ouvir a ordem: todos se espalharam na hora certa, pois o pé descomunal da criatura baixou exatamente no lugar em que tinham estado parados. Harry olhou para os lados: Gina, Rony e Hermione continuaram a segui-lo, mas os outros três tinham voltado à luta e desaparecido de vista.
- Vamos sair da linha de fogo! - Berrou Rony, quando o gigante tornou a girar a clava e seus urros ecoaram pela noite nos terrenos da escola, onde clarões vermelhos e verdes continuavam a iluminar a escuridão.
- O Salgueiro Lutador - Disse Harry - Agora!
De alguma forma, ele emparedara as emoções em sua mente, confinara-as em um pequeno espaço para o qual ele não podia olhar agora: pensamentos sobre Fred e Hagrid, e seu medo por aqueles que amava, espalhados dentro e fora do castelo, todos precisariam esperar, porque eles tinham que correr, tinham que chegar à cobra e Voldemort, porque era, como dizia Hermione, a única maneira de acabar com aquilo...
Ele correu velozmente, acreditando que, de certa forma, poderia ultrapassar a morte em si, ignorando os jatos de luz que voavam pela escuridão à sua volta, o ruído do lago quebrando como o mar, e os rangidos da Floresta Proibida, embora fosse uma noite de calmaría. através dos jardins que pareciam ter, eles mesmos, se rebelado, Harry correu mais veloz do que jamais o fizera na vida, e foi ele quem viu primeiro a grande árvore, o Salgueiro que protegia o segredo em suas raízes com ramos que cortavam como chicotes.
Com a respiração ofegante, Harry desacelerou, rodeando os ramos socadores do Salgueiro, examinando na escuridão o seu grosso tronco, tentando localizar o nó único na casca da velha árvore que a paralisava. Gina, Rony e Hermione o alcançaram tão sem fôlego que não conseguiam falar.
- Como... como vamos entrar? - Ofegou Rony - Poderia... ver o lugar... se ao menos tivéssemos... Bichento...
- Bichento? — Chiou Hermione, dobrada, segurando o peito - Você é um bruxo ou não é?
- Ah... certo... é...
Rony olhou em volta e em seguida apontou a varinha para um graveto no chão e disse:
- Wingardium Leviosa! - O graveto ergueu-se do chão, girou no ar como se uma rajada de vento o apanhasse, então disparou certeiro contra o tronco entre os ramos do Salgueiro Lutador que balançavam agourentamente. Cravou direto em determinado ponto junto às raízes, e imediatamente a árvore se imobilizou. (N/S: Nunca jogue xadrez com Rony Weasley. Nunca jogue dardos também!)
- Perfeito! - Ofegou Hermione.
- Esperem.
Por um lento segundo, ouvindo os choques e estrondos da batalha que enchiam o ar, Harry hesitou. Voldemort queria que ele fizesse aquilo, queria que ele viesse... estaria levando Rony e Hermione para uma armadilha?
A realidade, porém, pareceu assediá-lo, simples e cruel: o único modo de progredir era matar a cobra, e a cobra estava onde Voldemort estava, e Voldemort estava no fim do túnel...
- Harry, vamos com você, entre logo aí! - disse Rony, empurrando-o para frente.
Harry se espremeu pela passagem de terra oculta pelas raízes da árvore. Estava muito mais apertada do que da última vez que penetraram ali. O túnel tinha o teto baixo: eles precisaram se dobrar para atravessá-lo quase quatro anos antes, agora não havia opção exceto engatinhar. Harry entrou primeiro, a varinha iluminada, esperando encontrar barreiras a qualquer instante, mas não havia nenhuma. Eles se moveram em silêncio, o olhar de Harry fixo na luz oscilante da varinha que empunhava.
Por fim, o túnel começou a se inclinar para o alto e Harry viu adiante uma fresta de luz. Hermione disse para Harry pôr a capa. Com dificuldade, ele puxou a Capa de Invisibilidade por cima do corpo e apagou a luz da sua varinha.
Ali, na Casa dos Gritos, Voldemort falava com Snape, que estava muito perto de onde Harry estava escondido. O Lorde das Trevas questionava sobre a Varinha das Varinha não funcionar perfeitamente com ele e Snape dizia repetidas vezes que não sabia o porquê que isso acontecia e que poderia buscar Harry para seu mestre.
- Milorde... me deixe ir até o garoto...
- Durante toda essa longa noite, de vitória iminente, estive sentado aqui - Disse Voldemort, sua voz pouco mais do que um sussurro - pensando, pensando, por que a Varinha das Varinhas se recusa a ser o que deveria ser, se recusa a agir como a lenda diz que deve agir para o seu legítimo dono... E acho que sei a resposta.
Snape ficou calado.
- Talvez você já saiba, não? Afinal, você é um homem inteligente, Severo. Você tem sido um servo bom e fiel, e eu lamento o que terá de acontecer.
- Milorde...
- A Varinha das Varinhas não pode me servir corretamente, Severo, porque não sou o seu verdadeiro dono. A Varinha das Varinhas pertence ao bruxo que matou o seu dono anterior. Você matou Alvo Dumbledore. Enquanto você viver, Severo, a Varinha das Varinhas não pode ser verdadeiramente minha.
- Milorde! — Protestou Snape, erguendo a varinha.
- Não pode ser de outro modo – Replicou Voldemort- Tenho que dominar a varinha, Severo. Domino a varinha e domino Potter, enfim.
E Voldemort cortou o ar com a Varinha das Varinhas. Ela não afetou Snape, que, por uma fração de segundo, pareceu pensar que sua execução fora temporariamente suspensa: então, a intenção de Voldemort se tornou evidente. A jaula da cobra girava no ar, e, antes que Snape pudesse dar mais do que um grito, ela o envolvera, a cabeça e os ombros, e Voldemort falava em linguagem ofídica.
- Mate.
Ouviu-se um berro terrível. Harry viu o rosto de Snape perder a pouca cor que lhe restava, embranquecer, e seus olhos negros se arregalarem quando as presas da cobra se cravaram em seu pescoço, pois não conseguira repelir a jaula encantada para longe, seus joelhos cederam e ele caiu ao chão.
- Lamento - disse Voldemort, friamente.
O Lorde das Trevas virou-se para sair; não havia tristeza alguma nele, remorso algum. Estava na hora de deixar a casa e assumir o comando, com a varinha que agora lhe obedeceria perfeitamente.
Apontou-a para a jaula estrelada que continha a cobra, e ela se elevou, afastando-se de Snape, caído de lado no chão, o sangue esguichando dos ferimentos no pescoço. Voldemort saiu imponente da sala sem sequer olhar para trás, e a grande cobra acompanhou-o flutuando em sua enorme esfera protetora.
De volta ao túnel e à sua própria mente, Harry abriu os olhos: fizera sangrar os punhos mordendo-os na tentativa de refrear seus gritos. Agora ele olhava pela pequena fresta entre o caixote e a parede, observando uma bota tremendo no chão.
- Harry! — Sussurrou Hermione às suas costas, mas ele já apontara a varinha para o caixote que bloqueava sua visão. O objeto se ergueu uns três centímetros no ar e se deslocou sem ruído para o lado. O mais silenciosamente que pôde, ele se guindou para dentro da sala.
Não sabia por que estava fazendo aquilo, por que estava se aproximando do homem moribundo: não sabia o que sentia ao ver o rosto branco de Snape e os dedos tentando estancar o sangue no ferimento do pescoço. Harry tirou a Capa da Invisibilidade e olhou do alto para o homem que odiava, cujos olhos arregalados encontraram Harry ao tentar falar. Harry se curvou sobre ele; Snape agarrou a frente de suas vestes e puxou-o para perto. Um gargarejo rascante e terrível saiu da garganta do professor.
- Leve... isso... Leve... isso...
Alguma coisa além do sangue vazava de Snape. Algo prateado, nem gás, nem líquido, jorrou de sua boca, ouvidos e olhos, e Harry percebeu o que era, mas não sabia o que fazer...
Um frasco materializou-se no ar e foi empurrado em suas mãos por Hermione. Harry recolheu a substância prateada com a varinha. Quando o frasco se encheu e Snape pareceu exangue, ele afrouxou o aperto nas vestes de Harry.
- Olhe... para... mim - Sussurrou o bruxo.
Os olhos verdes encontraram os negros, mas em um segundo alguma coisa no fundo dos olhos de Snape pareceu sumir, deixando-os fixos, inexpressivos e vazios. A mão que segurava Harry bateu no chão e Snape não se mexeu mais.
Harry permaneceu ajoelhado ao lado de Snape, simplesmente contemplando-o, até que, de súbito, uma voz aguda e fria falou tão perto que ele se pôs de pé com um salto, o frasco bem seguro na mão, pensando que Voldemort tivesse voltado à sala.
A voz do Lorde das Trevas ressoou nas paredes e no chão, e Harry percebeu que o bruxo estava se dirigindo a Hogwarts e a toda a área vizinha, para que os residentes de Hogsmeade e todos que ainda lutavam no castelo o ouvissem tão claramente como se estivesse ao lado deles, bafejando-lhes na nuca, à distância de um golpe mortal.
"Vocês lutaram", disse a voz, "valorosamente. Lord Voldemort sabe valorizar a bravura.
"Vocês sofreram pesadas baixas. Se continuarem a resistir a mim, todos morrerão, um a um. Não quero que isto aconteça. Cada gota de sangue mágico derramado é uma perda e um desperdício.
"Lord Voldemort é misericordioso. Ordeno que as minhas forças se retirem imediatamente.
"Vocês têm uma hora. Dêem um destino digno aos seus mortos. Cuidem dos seus feridos.
"Eu me dirijo agora diretamente a você, Harry Potter. Você permitiu que os seus amigos morressem por você em lugar de me enfrentar pessoalmente. Esperarei uma hora na Floresta Proibida. Se ao fim desse prazo, você não tiver vindo ao meu encontro, não tiver se entregado, então a batalha recomeçará. Desta vez eu participarei da luta, Harry Potter, e o encontrarei, e castigarei até o último homem, mulher e criança que tentou escondê-lo de mim. Uma hora."
Ambos, Rony e Hermione, sacudiram a cabeça freneticamente, olhando para Harry. Gina apenas segurou forte sua mão.
- Não dê ouvidos a ele - Disse Rony.
- Tudo dará certo — Acrescentou Hermione, irrefletidamente - Vamos voltar ao castelo, se ele foi para a Floresta precisaremos pensar em um novo plano...
Ela olhou para o corpo de Snape e voltou correndo ao túnel. Rony seguiu-a. Harry recolheu a Capa da Invisibilidade tornou a lançar um olhar a Snape. Não sabia o que sentir, exceto choque pela maneira como fora morto, e a razão alegada...
Eles voltaram engatinhando pelo túnel, calados, e Harry ficou em dúvida se Gina, Rony e Hermione ainda conseguiam ouvir o eco das palavras de Voldemort em sua cabeça, como ele.
Você permitiu que os seus amigos morressem por você em lugar de me enfrentar pessoalmente. Esperarei uma hora na Floresta Proibida... uma hora...
Pequenos embrulhos pareciam coalhar o gramado em frente ao castelo. Devia faltar pouco mais de uma hora para amanhecer, mas estava um breu. Os quatro se apressaram em direção aos degraus de pedra da entrada. Um tamanco solitário, do tamanho de um pequeno barco, se achava abandonado ali. Não havia sinal de Grope nem do seu atacante.
O castelo estava anormalmente silencioso. Não havia clarões agora, nem estampidos, nem gritaria. As lages do deserto saguão de entrada estavam manchadas de sangue. As esmeraldas continuavam espalhadas pelo piso ao lado de pedaços de mármore e lascas de madeira. Parte do balaústre fora destruído.
- Onde estão todos? — Sussurrou Hermione.
Rony saiu à frente para o salão principal. Harry parou à porta.
As mesas das Casas tinham sido retiradas, e o salão estava lotado. Os sobreviventes formavam grupos, abraçando uns aos outros. Na plataforma, os feridos recebiam atendimento de Madame Pomfrey e seus auxiliares. Firenze estava entre os feridos; seu flanco sangrava e ele se agitava deitado, incapaz de se levantar.
Os mortos estavam enfileirados no meio do salão. Harry não viu o corpo de Fred, porque a família o rodeava. Jorge estava ajoelhado à cabeça do irmão gêmeo; a Sra. Weasley se deitara sobre o seu peito, o corpo sacudindo, o Sr. Weasley acariciava os cabelos dela e as lágrimas desciam em cascata pelo seu rosto.
Sem dizer palavra a Harry, Rony e Hermione se afastaram. Rony se juntou a Gui, Fleur e Percy, que passou o braço pelos ombros do irmão. Quando Hermione se aproximou do resto da família, Harry pôde ver com clareza os corpos ao lado de Fred:
Remus e Tonks, pálidos e imóveis, a fisionomia plácida, aparentemente dormindo sob o escuro teto encantado.
O salão principal pareceu fugir, se tornar menor, encolher, quando Harry recuou tonto do portal. Não conseguia respirar. Não conseguia suportar a visão dos outros corpos, saber quem mais morrera por ele. Não conseguia suportar a idéia de se reunir aos Weasley, não conseguia olhar em seus olhos, pois se ele tivesse se sacrificado em primeiro lugar, Fred talvez não tivesse morrido...
Ele deu as costas e subiu, rápido, a escadaria de mármore. Lupin, Tonks... ele ansiava por não sentir... desejava poder arrancar seu coração, suas entranhas, tudo que estava gritando dentro dele...
O castelo estava completamente vazio; até os fantasmas pareciam ter se reunido ao funeral coletivo no salão principal. Harry correu sem parar, apertando o frasco de cristal contendo as últimas lembranças de Snape, e não desacelerou até alcançar a gárgula de pedra que guardava o gabinete do diretor.
"Senha?"
— Dumbledore! – Disse, sem pensar, porque era quem ele ansiava por ver, e, para sua surpresa, a gárgula se afastou revelando a escada circular que protegia.
Quando, porém, Harry irrompeu pelo gabinete, encontrou-o mudado. Os retratos pendurados a toda volta estavam vazios. Nem um único diretor ou diretora ficara para vê-lo: pelo visto, todos tinham saído voando, atravessado os quadros que se alinhavam pelo castelo, para poder ter uma boa visão dos acontecimentos.
Harry olhou desesperado para o quadro deserto de Dumbledore, diretamente atrás da cadeira do diretor, e lhe deu as costas. A Penseira de pedra estava no armário onde sempre estivera: Harry carregou-a para cima da escrivaninha e despejou as lembranças de Snape na grande bacia com a borda de runas. Fugir para a cabeça de outro era um alívio abençoado... nada que mesmo alguém como Snape tivesse lhe deixado poderia ser pior do que os seus próprios pensamentos. As lembranças giraram, branco-prateadas e estranhas, e Harry já ia mergulhar, quando uma mão pequena e quente segurou seu ombro.
- Gina, o que...?
- Eu estava do seu lado – Ela disse – e você começou a correr. Tudo que eu pude fazer foi correr atrás de você.
- Você devia estar com a sua família – Harry disse, virando-se para olhar a Penseira, a fim de não encará-la.
- Você é família, Harry, isso é um fato indiscutível. Minha mãe te considera um filho assim como considera a mim e a todos os meus irmãos.
- Duvido muito, depois do que fiz.
- Do que você fez? Harry, você fez de tudo que estava ao seu alcance para matar Voldemort. E isso ainda vai acontecer. Só faltam a cobra e o próprio cara de cobra.
- Eu não sei, Gina. Eu sinto de que podia ter feito alguma coisa para salvar todos que morreram.
Gina suspirou, consciente de que aquela conversa duraria um bom tempo.
- Vamos olhar as memórias do Snape, então você mata Voldemort, e depois nós continuamos essa sessão de terapia, sim?
Harry concordou e, juntos, os dois mergulharam na Penseira.
Finalmente, a verdade. As memórias de Snape revelavam tudo: que ele que dissera a Lílian que ela era uma bruxa, que ele fora apaixonado por ela até o dia da sua morte. Que, por ela, implorou a Dumbledore que a protegesse e, quando sua amada morreu, virou um espião duplo. Ele protegera Harry durante todos os anos em que ele estivera em Hogwarts, porque era filho dela. Que Dumbledore pedira a Snape para matá-lo, pois já ia morrer mesmo, por ter usado o anel de Slytherin em ambição às Relíquias da Morte, mas fora prejudicado ao usá-lo, pois o anel, além de uma Relíquia, era uma Horcrux.
Se essas notícias já seriam capazes de chocar muita gente, a principal não deixava por menos: Harry tinha uma parte da alma de Voldemort em seu corpo. Na noite em que Lord Voldemort tentou matar o garoto, quando Lílian pôs a própria vida entre os dois como um escudo, a Maldição da Morte ricocheteou em Voldemort, e um fragmento da alma dele irrompeu do todo e se prendeu à única alma sobrevivente na casa que desabava, ou seja, Harry. Essa parte era a que dava a Harry o poder de falar com as cobras e de entrar na mente de Voldemort, de sentir seus sentimentos. Por isso, Harry deveria morrer e Voldemort era quem deveria matá-lo.
- Então é assim? – Sussurrou Gina ao tirar a cabeça da Penseira, mas sem olhar para Harry - Tudo que nós passamos e você vai lá e simplesmente morre?
- Eu... – Disse Harry, segurando o queixo de Gina para fazê-la olhar para ele - Gina, você sabe que não é escolha minha, certo? – Ela virou o rosto de volta à Penseira, parecia que não queria olhá-lo.
- Quem está culpando você aqui?! Eu só estou inconformada, apenas inconformada. Porque, claro, é super normal criar, preparar um garoto normalmente, para que no fim ele morra! – A fúria dela era tão grande que fez os quadros da parede tremerem.
I dreamt I was missing, you were so scared
Eu sonhei que estava desaparecido, você estava tão assustada
But no one would listen, cause no one else care
Mas ninguém iria escutar, pois ninguém mais se importava
After my dreaming I woke with this fear
Depois do meu sonho eu acordei com esse medo
What am I leaving when I'm done here
O que eu estou deixando quando eu morrer?
Harry viu que não poderia fazer nada em relação à Gina e muito menos ao fato de que deveria morrer. Sentou-se no carpete do escritório e, sem nem avisar, puxou Gina para o seu colo.
- Harry, eu não quero que você morra – Disse Gina com o rosto encaixado no pescoço do namorado.
- Nenhum de nós quer – Falou Harry, afagando os cabelos ruivos dela.
So if you're asking me I want you to know
Então se você está me perguntando, eu quero que saiba:
Eles ficaram quietos, apenas aproveitando a companhia um do outro, quando Harry resolveu quebrar o silêncio:
- Gina, só quero que saiba que, durante todos esse anos, você foi a minha maior força. Você foi a primeira e a única pessoa que disse que me amava e isso teve uma importância imensa para mim. Então, por todo esse tempo em que você me fez feliz, quero que você seja feliz também, para o resto de sua vida. É o mínimo que posso desejar depois de tudo que passamos.
A garota afastou-se de Harry e virou-se para fitá-lo.
- Amo você, Harry – Disse ela – Disso eu nunca tive dúvida. Só não sei como vai ser depois de... você sabe. Acho que vou te amar pra sempre – Ela terminou de falar com um sorriso triste.
When my time comes forget the wrong that I've done
Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi
Help me leave behind some reasons to be missed
Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades
Don't resent me, when you're feeling empty
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Keep me in your memory, leave out all the rest
Mantenha-me em sua memória, deixe todo o resto
Leave out all the rest
Deixe todo o resto
- Não posso deixar de dizer que gostaria que fosse assim, mas sei que é muito egoísta da minha parte. Você é muito bonita, Gina. Muito inteligente, muito legal. Muitos caras ficarão aos seus pés e um deles alcançará seu coração. Você ficará bem sem mim.
- Ficar bem sem você? Harry, conta outra! É mais provável que eu fique vegetando por aí.
Harry suspirou, levantando-se. Ajudou Gina a se levantar também. Os dois ficaram frente à frente. Harry colocou suas mãos sobre as de Gina e olhou-a profundamente, como se quisesse decorar cada parte do seu rosto.
- Isso não é verdade – Disse Harry – Você é a minha Gina, lembra? A minha Gina vai seguir em frente, não vai perder sua vida por causa de um namorado que teve na adolescência. Ela vai encontrar um cara que vai amá-la como ela merece e ela o amará de volta. A minha Gina vai casar em um lindo vestido branco com o mesmo por quem ela se apaixonou anteriormente, o cara mais sortudo do mundo, por assim dizer. E ela terá muitos filhos, os filhos que eu nunca pude dar. Minha Gina será muito feliz, você não acha?
- Ela vai tentar – Disse Gina, já não conseguindo conter as lágrimas que teimavam em cair.
- Essa é a minha garota! – Disse Harry, meio sorrindo, e beijou-a.
Aquele era um beijo diferente de todos. Era o mais desesperado, o mais triste. A certeza de que nunca mais tocariam os lábios um do outros os fazia querer prolongar o beijo mais e mais. Mas, como tudo na vida, ele teve um fim.
Separam-se, abraçados, e encostaram suas testas. Tanto as lágrimas de Gina quanto as de Harry eram visíveis, mostrando o quanto eles não queriam se separar.
Don't be afraid of taking my beating. I've shared what I made
Não tenha medo de tomar minha batida. Eu compartilhei o que fiz
I'm strong on the surface, not all the way through
Eu sou forte na superfície, não através do caminho todo
I've never been perfect, but neither have you
Eu nunca fui perfeito, mas nem você foi
- Gina, eu sei que não deveria, mas gostaria de fazer um pedido – Disse Harry, baixinho.
- Diga, meu amor – Disse Gina, mais baixinho ainda.
- Apenas peço que se lembre de mim. Sabe, como o garoto que te amou mais do que tudo nesse mundo. Sei que nunca fomos perfeitos e que eu posso não ter sido o namorado ideal, que posso ter cometido muitos erros...
So if you're asking me I want you to know
Então se você está me perguntando, eu quero que saiba:
- Harry, está tudo bem, sério.
- Não, eu preciso terminar. Eu preciso que, ao pensar em mim, você tenha uma imagem boa. Eu preciso... preciso que você lembre de mim.
- Mas eu vou, Harry, eu nunca poderia esquecê-lo.
When my time comes forget the wrong that I've done
Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi
Help me leave behind some reasons to be missed
Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades
Don't resent me, when you're feeling empty
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Keep me in your memory, leave out all the rest
Mantenha-me em sua memória, deixe todo o resto
Leave out all the rest
Deixe todo o resto
Harry sorriu, embora não tivesse terminado:
Forgetting all the hurt inside, you've learned to hide so well
Esquecendo todo a dor que você aprendeu a esconder tão bem
Pretending someone else can come and save me from myself
Fingindo que alguém pode chegar e me salvar de mim mesmo
I can't be who you are
Eu não posso ser quem você é
- Sei que posso ter te machucado, mesmo sem querer, com algo que fiz ou falei, mas você sempre escondeu suas mágoas tão bem, só para não me preocupar. Eu posso ser O Escolhido, mas ser a namorada d'O Escolhido foi um fardo muito grande e não tente esconder isso de mim.
- Er, foi. Mas, Harry, isso é algo que eu quis fazer. Você não tem que se desculpar por nada.
When my time comes forget the wrong that I've done
Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi
Help me leave behind some reasons to be missed
Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades
Don't resent me, when you're feeling empty
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Keep me in your memory, leave out all the rest
Mantenha-me em sua memória, deixe todo o resto
Leave out all the rest
Deixe todo o resto
- Tudo bem, tudo bem. De qualquer forma, peço que esqueça tudo isso e apenas pense que tudo que estou fazendo é por você, para que você possa viver em um mundo em paz. Promete?
- Eu prometo.
- E, se por algum momento, você se sentir sozinha, mantenha-me em sua memória e deixe todo o resto, pois eu sempre estarei com você.
- Sempre?
- Sempre.
"Harry Potter está morto. Foi abatido em plena fuga, tentando se salvar enquanto vocês ofereciam as vidas por ele. Trazemos aqui o seu cadáver como prova de que o seu herói deixou de existir.
"A batalha está ganha. Vocês perderam metade dos seus combatentes. Os meus Comensais da Morte são mais numerosos que vocês, e O-Menino-Que-Sobreviveu está liquidado. A guerra deve cessar. Quem continuar a resistir, homem, mulher ou criança, será exterminado, bem como todos os membros de sua família. Saiam do castelo agora, ajoelhem-se diante de mim e serão poupados. Seus pais e filhos, seus irmãos e irmãs viverão e serão perdoados, e vocês se unirão a mim no novo mundo que construiremos juntos."
Era o que Voldemort dizia, calando os jardins e o castelo. Harry apareceu, morto, nos braços de Hagrid. Em seguida, vária pessoas gritaram; os piores gritos foram de Rony e Hermione. Gina, porém, não teve reação: ela sabia, bem antes de todo mundo, que Harry iria morrer.
Aquele era o fim precoce de algo que poderia ter sido eterno, e ela sabia muito bem disso. Virou-se, dando uma última olhada no corpo imóvel de Harry, e começou a caminhar pelos corredores de Hogwarts, que um dia presenciaram aquele amor que ela ainda sentia forte dentro de si.
Ao fundo, Gina ouvia Neville gritar palavras que ela não entendia e nem tinha vontade de entender. Seu mundo caíra, mas ela tinha que continuar. Ela esqueceria sua dor e seguiria em frente, por Harry. Apenas por Harry. Porque ela o amava e sempre o amaria.
Forgetting all the hurt inside, you've learned to hide so well
Esquecendo todo a dor que você aprendeu a esconder tão bem
Pretending someone else can come and save me from myself
Fingindo que alguém pode chegar e me salvar de mim mesmo
I can't be who you are
Eu não posso ser quem você é
I can't be who you are
Eu não posso ser quem você é
"E eu era forte, porque era isso o que ele precisava que eu fosse. E eu era compreensiva, porque ser qualquer outra coisa, seria egoísmo.
Eles o chamavam de Escolhido, aquele destinado a destruir Voldemort, mas para mim, ele era Harry. Eles também o chamavam Menino-Que-Sobreviveu, apesar do fato que ele nunca pudera viver livremente.
E eu o amava e continuaria a amá-lo enquanto esperava por ele, e amaria-o até o dia de minha morte. E se ele morresse naquela guerra, visitaria seu túmulo todos os dias e deixaria flores e meu coração sobre a terra gramada. Nunca amaria outro, e quando eu morresse, faria com que me enterrassem ao seu lado, e todos saberiam que Ginevra Molly Potter morrera apaixonada.
Eles o chamavam o Menino-Que-Sobreviveu...
... pode me chamar de a Garota-Que-Amou..."
Trecho traduzido por Gisele Weasley da fic In The Words Of Ginevra Molly Potter (Nas Palavras de Gina Molly Potter, é o título traduzido), capítulo 12, parte final. Autor: thejealousone
N/V: Vamos lá, então !
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o/
o
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EEEEE MACARENA
Ta, sério -.-'
Gente, tá acabando *snif* Eu nem consigo acreditar quando escrevo/falo/leio isso *chorarios*
Essa fic é tão perfeita que se alguem me perguntasse qual a minha parte favorita, eu não conseguiria dizer só uma. E, Nin, não pense que eu falo da boca pra fora, por saber que tu vai ler isso. As merdas que o Harry e o Rony falam, as tiradas da Gina e da Vicky, a Mimi sempre dando lição de moral em geral, a falta de jeito do Neville, a baixitude do Wilian, as viagens da Luna. Tudo isso foi fundamental para a fic se tornar o que é agora! Um sucesso!
Agora que a fic tá acabando, eu espero que você possa escrever mais fics que façam o mesmo sucesso que a DUJD! Por que, aí, eu posso comentar (de verdade, não como eu fazia. Juro que aprendo a comentar direito, só pra poder comentar nas suas fics *piscapisca*) em todas as outras fics legais que vc faz \o/
Tipo a Marininha Potter é tipo Fanfictionalmente conhecida o-o Ta, por quem lê fics de HP. (Cara, se vocês vissem o tanto de palavras que o Word considerou erradas aqui...)
Nin, gatinha, eu te adoro [abraço (N/A: Na verdade, ela me ama. Só que às vezes diz que me adora, só pra me ver deprimida )
"- Eu amo você – Harry sussurrou no ouvido dela - Amo você demais. Nunca mais faça isso comigo, por favor, eu não sei o que pode acontecer caso eu corra o risco de te perder de novo.
- Eu também amo você. Esqueça tudo o que aconteceu, apenas se foque no agora, pois estamos juntos e é isso que importa – E beijou-o."
Gente, eles são muito gatos, juntos *o* Fofo + fofa = Fofos² (jácalei)
"- Um instante, vocês se conhecem? – Perguntou Harry.
Victória rolou os olhos.
- Não, nós acabamos de nos conhecer e descobrimos o nome uma da outra por meio de telepatia."
Cara, já disse que a Vicky (mim) é PHODA? Não? Então tá... Mim ser phoda *-------*
Ta, chega de N/V , já cansou --'
N/S: O que posso dizr desse capítulo [risca] além dos muitos erros [/risca]... Foi simplesmente demais! Muito bom mesmo! Agora deu para notar o quanto está "De Um Jeito Diferente"! E essa mudança de foco para a Ginny é algo muito bom... Mas vou deixar a análise crítica de lado porque a Mari pode explodir de tanto o ego inflar, e sei que teve coisa sem premeditação aí! xD Enfim, o capítulo foi muito bom, principalmente pelo tom, pela música usada (Linkin Park FTW!) e o bom encaixe do trecho da tal fic! Muito bom mesmo! É uma pena ver DUJD acabando, mas é um grande prazer ver que ela vai terminar de forma grandiosa, com um trabalho de primeira! Fico feliz em poder dizer que tive uma pequena participação nisso com meus serviços de beta e "pitaqueiro" de plantão!
Espero ansiosamente pelos momentos finais de DUJD! Até a próxima!
Abraços d'O Pedro, aquele outrora conhecido como "Shimbo Walker", hoje apenas o Sr.S! =D
N/A: Eu chorei muito escrevendo a parte final. Primeiro, na escola, escrevendo no meu caderninho. A Vicky, que senta do meu lado, olhou pra mim e falou: "Marina, tô com dó de você oO'". Depois, aqui em casa. Primeiramente, o capítulo chamaria-se "Deixe todo o resto", que é a tradução da música usada, Leave Out All The Rest, do Linkin Park. Mãs, esse negócio de "sempre" encaixou tão bem que eu achei melhor mudar. O trecho colocado no final é da fic In The Words of Ginevra Molly Potter, como dito anteriormente. Eu recomendo a todos. O único problema é que a Gisele só traduziu até o capítulo 15 (e faz muito tempo que ela não atualiza), então o resto (vai até o 22) vocês teriam que ler em inglês. Pra quem não domina a língua, é uma pena =/
Ah, e pra quem quiser saber, a fic ainda tem mais dois capítulos mais o epílogo. O último capítulo tem uma parte pronta que, OMG, é demais! E, não, não fui eu quem escreveu, por isso que estou elogiando, não me acho tanto /z [risca] Me acho sim, só não falo para não parecer metida[/risca]
AAAAAH, e eu conheci a Danda Jabur, velho *-----* Vamos fazer um encontro dos fãs da DUJD, pra vocês ficarem me idolatrando e talz? *-* (até parece /z).
Explicações sobre o Gringotes (caso alguém venha me questionar): Assim, a Gina foi escondida num tipo de pacote, sakas, tipo a bolsa da Mione, que parecia pequena, mas era enorme por dentro. E, claro, o cofre era da Belatriz, ela podia entrar e sair. Greyback, bom, se ele tivesse a chave, qual seria o problema? Uma autorização e panz e o cara já está lá dentro (y) Também, não foi tanto tempo que ela ficou lá. E, como o povão se revezava e às vezes ficava sem visitá-la, não levantava suspeitas.
Agradecimentos: A Vicky, por procurar a letra de Leave Out All The Rest (mesmo que tenha esquecido de pegar a tradução /z) e tenha me convidado pra ir na casa dela, e tenha me cedido o notebook pra eu poder pegar o trecho da In The Words Of Ginevra Molly Potter (embora eu tenha feito isso e depois ido pra sala jogar DJ Hero :B [viciante esse jogo, PQP, vou ter que comprar *o*]).
Sophie Potter Malfoy: "Amei! Excelente!" Uou, valeu *o* Bjss e continua comentando
thamiresbr: Para add uma fic aos favoritos, é só clicar no botão de review e, quando for mandar, selecionar o "add this fic to favorites" (você tem que estar logada), mais ou menos isso. Pra você portar, é só seguir os passos lá. Tipo, baixa o documento da fic no Document Manager. Beleza, aí clica em New Story, e por aí vai. É só ir clicando nos links que dizem que é pra você clicar. Qualquer dúvida, é só usar o tradutor ;)
Aí está a resposta de onde a Gina estava (y)² Fazer suspense é o que há \ô/
Que bom que adorou o bônus ^^ Vixi, normal em fic D/G o Harry ser cem por cento dumal... ou cem por cento tapado /z Bjss e continua comentando
Raluxna Miramai: Obrigada pelos parabéns ^^ Verdade, o tempo voa... Hm, compreendo por que você não comentou antes *carinha amarela pensante* Bjss e continua comentando
Carolzynha LF: Aí está a resposta de onde a Gina estava (y)³ "q momento fofis" Que bom quer você achou isso *-* Obrigada pelo "feliz niver" em relação a DUJD ^^ Bjss e continua comentando
ingrid albuquerque: Que bom que achou o cap bônus bonito ^^ É, está acabando mesmo =/ Mas você está certa, ainda tem alguns caps pela frente, não há motivos para chorar (ainda) ;) Olha, sobre o "gozar" eu não sei, mas fico feliz que tenha aproveitado a leitura e aprendido com ela ^^ Bjss e continua comentando
MasterIlusions: Tava bom o panettone? Como eu sou enjoada, fresca etc, nem gosto –q Putz, muito bom saber que você gosta dos novos shippers e ainda mais que você gostou do capítulo bônus ^^ Bjss e continua comentando
Malu Rodrigues: Olha, o Wil está em São Caetano do Sul e mora no Jardim São Caetano. Vem pra cá e tenta matar a Vicky pra depois poder ficar com ele '-' Obrigada pelos parabéns ^^ "Tio Voldie pedófilo =O" [8-|: Pedofilia só é considerada quando o indivíduo abusado tem 14 anos ou menos v.v] "Eu era vegetariana na fic também *o*" Of course, um horse #podre Aí, ó, um cap a menos para ansiar ;) Bjss e continua comentando
Manu Monny: Obrigada pelos parabéns ^^ Nunca achei que chegaria sequer a seis meses, imagina um ano?! Que bom que gostou do cap bônus ^^ Torre de Astronomia é o que há (66' Bjss e continua comentando
Anne Lee B: Wilian conquistando corações /z Ele é gatinho, eu acho ;) E engraçado –q Mas a Vicky já disse na minha N/A que ele é dela, então você tem é que concorrer com ela ;-;
Um ano \ô/ Se tivesse terminado, acredite, eu estaria muito mal. Ah, e abandonar, nunca! Continuei ;) Vício é legal, dependendo da coisa em que se está viciada :B Bjss e continua comentando
danda jabur: É, é, você ganhou ¬¬' Explicações sobre o cofre dos Lestrange na minha N/A ^^
"Estou realmente me perguntando porque ainda fiquei chocada quando vi a flaa da vicky.." Você ainda tem muito a aprender, filha v.v
Sacanear o Snape é legal -q E ele não tem nada de divo *foge da Paty* Mentira, ele é divo sim .
"O garoto não teve dificuldade para alcançar seus lábios" imaginei com poderia se ele tivesse... Imagina só o cara pulando pra alcançar os lábios da garota? Ou então na ponta do pé enquanto a garota ia se abaixando... muahaha" Eu pensei em fazer ele subir em um degrau ou pegar um banquinho, mas aí ia ser sacanagem /z
Six é mara, I know, mas eu achei que, tipo, era justo vocês saberem como Neville e Vicky e Wilian e Malu ficaram juntos (y) Valeu pelos parabéns ^^ Notinha emo é pra chorar mesmo –q
O Fred não vai morrer não, já morreu /lixa T/G traumatiza, fato. "Rony e Hermione juntos de novo" *hunf* quem liga? Lixa*" [2]! Se o borrão vermelho fosse menstruação ia ser engraçado, tipo: "AAAAH, eu tô sangrando! *corre pela sala em círculos* Ei, pera aí, está saindo de mim... *silêncio* Alguém tem um absorvente?" –qq
Really, garota popular tem que ser gostosa. Ou, ao menos, tem que ser uma princesa ou salvar a vida do presidente *a que lê muito Meg Cabot*
Meow, nem eu lembro onde estava a dica /z *procurando no arquivo* Ok, não achei essa dica não oO' Bjss e continua comentando
Matydf Evans Cullen: Eu não penso que colar é ruim! Como que você acha que eu passei de ano? –q Tá, nem tanto, mas eu colei bastante ano passado (y) Voldie pervêia (66' É, cap 32 foi tenso mesmo, fato indiscutível v.v
Sinceramente, eu acho que fiz muito bem em criar Neville/Vicky, porque, como você já disse, eles são muito fofos *-* Que bom que achou o bônus lindo, essa era a intenção \ô Everybody together (8) Sobre o momento pérvo: não me conti –q Às vezes esqueço que pirralhos leem minha fic... "A enviar um som: "Use Brinks para momentos de brincadeira. Brinks, a camisinha que não te deixa na mão" -qq Bjss e continua comentando
Natalia Hastenreiter ': "cara a melhor fanfic que ja li" *surtando* Meow, em sinto, tipo, A ficwriter quando me falam isso *o* Opa, claro que continuo, não abandonaria essa fic por nada! [risca] Talvez por um milhão de dólares, mas, anyway...[/risca] Quando você diz que queria ler minhas outras fics, seria as que eu ainda vou fazer? Porque, tipo, eu tenho a Nascimento e a O casamento (tem Protetora também, mas é muito ruim, não recomendo). Bjss e continua comentando
Uchiha-Math: E Aeh Math! Opa, Hentai? Join to the club! Normal, o lugar que a Gina estava era meio impossível de descobrir –q² Se você está triste com o fim próximo, imagina eu? Já estou arranjando uma corda para me inforcar –n Viciou? Atóooron *-* Bjss e continua comentando
Boncompagni: Infelizmente, eu demorei =/ Fazer o quê, neah? Eu queria viver no pc, mas a vida social me chama –q Really que é a melhor fic de HP que você já leu? Que honra *--* Agradeço, de coração. Bjss e continua comentando
Baloline: "mas gostaria de mais aparições das outras personagens (Rony, Míope, Fred&Jorge - Adoro eles, etc)." Míope –qqqq Há mais aparições do Rony sim, embora eu não possa dizer o mesmo de Fred e Jorge, sorry =/ Do Míope, claro, ele é o principal 'dik Muitas pessoas dizem que gostam da "minha" Gina. Só que, tipo, ela não é minha, eu não a inventei, em termos de personalidade. Ela é a Gina que eu vejo nos livros de HP (y) Obrigada, inspiração nunca é demais (y) Isso, deixe recadinhos \ô/ Bjss e continua comentando
Carla W. Black: Ah, de boas. Quer dizer, a DUJD não ganhou, mas pelo menos nenhuma concorrente (fic H/G) ganhou também ^^ Normal, o lugar que a Gina estava era meio impossível de descobrir –q E aí, curtiu o que eu fiz com a música? Bjss e continua comentando
aninhaakaulitz: Er, não. A Malu é uma pessoa muito ocupada, sabe, então fica difícil dos nossos horários baterem. Mas postaremos logo logo ^^ Que bom que ama meu trabalho, fico feliz :) Bjss e continua comentando
GakuenAlicefan27: Obrigada, eu faço o meu melhor ^^ Ah, que bom. Eu tento ser engraçada –q "Ótima fic!" AEAEAE \ô/ Bjss e continua comentando
Baby P: Demorei, mas postei ^^ Aí está a resposta de onde a Gina estava (y) Bjss e continua comentando
Stefanny Potter: O FF não aceita, hm, sites, então seu msn não apareceu (y) Anyway, eu já te add, peguei seu msn no seu perfil ^^ Bjss e continua comentando
Liloo Potter: Ah, tudo bem, antes tarde do que nunca ^^ Tia JK[risca]iller[/risca] é assim: mata um tanto de personagem pra depois pular 19 anos da história, pros fãs morrerem do coração (y) Também amo a Gin *faz coração com a mão* Que bom que acha a fic ótima \ô/ Bjss e continua comentando
Espero que o carnaval de vocês tenha sido ótimo!
Bjss,
Marininha Potter
