Capítulo Quarto

-Foi apenas um sonho sem sentido, querida. –ele tentou reconforta-la.

-Será? –ela sorriu tristemente- Eu sempre sinto a presença dela nos rondando, aquele quadro me magoa, o quarto intacto dela é uma afronta.

-Por que você nunca disse nada disso antes?

-Eu não sei. Eu acredito que tenha decidido respeitar seu espaço, suas lembranças... mas isso tudo começou a me afetar agora.

-Você também tem suas memórias. –ele objetou- Não negue que tem pensado bastante em Brandon agora que os Stark estão aqui.

Era verdade, mas Catelyn jamais consideraria a opção de amar a Brandon mais do que a Tywin. Era diferente, sequer se aproximava em importância. Tywin não preenchia seus vazios, apenas. Tywin era tudo o que ela mais amava, um pedaço de si mesma, e não um complemento. Doía saber que ele a via apenas assim.

-Você me ama, Tywin?

-Que pergunta tola, Cate! Você sabe que sim...

-Mais do que ama Joanna?

-Joanna está morta, não pense nela.

-Então você destruiria aquele quadro por mim? Você se livraria dele, agora que sabe que eu o odeio?

Tywin sentiu um impacto forte sobre o peito, imaginou o fogo consumindo a tela pintada menos de um ano antes da morte de Joanna. Durante muito tempo, enquanto amargava a viuvez, ele sentava-se diante do quadro e se entregava às recordações dela. O artista que a pintou conseguiu retratar cada traço com perfeição, mesmo o brilho que havia em seus olhos, a pequena curva de sua boca precedente a um sorriso... Era Joanna em tamanho natural, com um dos belos vestidos verdes, sua cor favorita, divina sob um sol de verão.

-Cate, isso não é necessário. Eu mantenho o quadro coberto, você não a verá se não quiser.

-Mas não se trata de mim, e sim de você. Você irá ver sua mulher sempre que quiser, e mesmo que me acuse de estar pensando sempre em Bran... eu não tenho uma imagem dele para venerar.

-Eddard Stark está aqui, desejoso que você ponha seus olhos sobre ele, que o enxergue, mesmo que ele seja incapaz de admitir isso até para si mesmo. Quão desonrado deve parecer um homem que cobiça uma mulher casada?

-E assim, você me autoriza a deixar que minhas lembranças se personifiquem na imagem de Lorde Stark? Você prefere me ver sonhando com outro homem a desfazer-se de um quadro?

-Eu jamais disse isso. Eu não quero que exista mais ninguém na sua vida ou na sua cabeça que não seja eu mesmo. –a simples ideia o deixava possesso- Mas eu não posso destruir a única imagem que eu tenho de Joanna. Cersei está morta agora, tudo o que seria semelhante a ela se foi.

-Você a ama mais do que a mim. –não foi uma pergunta- E ela está morta enquanto eu ainda estou aqui.

Ela saiu do quarto, deixando-o sozinho. Por mais que não fizesse questão de ter aquele quadro destruído, ver Tywin tão protetor em relação à mulher que ele amaria sempre, ainda que morta, feria como uma espada de lâmina cruel. Catelyn desistiu de pensar sobre o assunto, e tudo o que fez foi programar uma reunião do Pequeno Conselho para aquela noite, onde atualizaria a todos sobre os planos que vinha desenvolvendo.

Westeros precisava dela, e nesse ponto do inverno ela não podia pensar apenas nos seus sentimentos feridos.

Naquela noite, quando ela se sentou ao lado do marido, trazia uma serie de mapas nos braços. Antes de expor suas ideias e resoluções, ouviu como os membros do Pequeno Conselho contornaram os boatos surgidos com os acontecimentos da noite anterior. Mesmo que aquilo fosse ser motivo de falatório durante muito tempo, não passaria disso. Tywin estava enfurecido pelo modo como foi tratado pela guarda real, mas Lorde Varys se pronunciou em favor dos homens.

-Eles agiram para proteger a vida da Rainha. Eles juraram com suas próprias vidas mantê-la a salvo, e foi isso que cada um deles fez. O senhor, Lorde Tywin, os treinou para isso.

-Senhor meu marido, eu tenho certeza que no fundo o senhor aprova as atitudes deles. Sandor Clegane, embora me assuste até os ossos, é fiel e leal e sabe como manter seus juramentos.

-Agora cada um de nós pode dormir tranquilo sabendo que mesmo que a ameaça seja o senhor, eles estarão prontos para agir por nossa Rainha. –Varys encerrou a questão.

Catelyn desenrolou o mapa que trouxera consigo, estendendo-o sobre a mesa redonda. Era uma representação politica e geográfica de Westeros, determinando onde ficavam todas as grandes cidades, e suas vilas mais importantes. Com uma pena e tinta vermelha fora traçada uma linha dividindo Dorne, no local onde o mapa se estreitava. As principais cidades dornesas foram circuladas com a mesma pena que traçou a linha. Ao observar o mapa, Lorde Stark sorriu.

-Mais uma Muralha para proteger o mundo dos homens, sua Graça?

-E cidades preparadas para acolhê-los caso a primeira Muralha falhe, Meu Senhor.

Desatou-se uma discussão imensa sobre gastos, inviabilidade, tempo de construção e sobre o ponto mais critico de toda a ideia.

-É Dorne! –Tywin disse categoricamente- Dorne não aceitará medidas assim!

- Uma nova Muralha? Feita de pedra? Isso é insanidade! –Kevan esbravejou.

-Cuidado, irmão. Você está se referindo à sua Rainha. –Tywin disse perigosamente, fazendo o homem se calar.

-Por quê tanto medo do Inverno, sua Graça? –Sor. Loras perguntou.

-E porque motivos não deveriam temê-lo, Sor. Loras? –ela rebateu- Lorde Stark, como estão as coisas no Norte?

-Será um longo inverno. –ele disse para começar- Temos provisões, abrigo para os vassalos dentro das Muralhas de Winterfell. Estaremos seguros. Mas se continuar como prevemos que continue, o Vale congelará e sabemos que o Ninho da Águia é um bom refúgio de verão, mas no inverno expulsa a todos os seus habitantes. Logo depois teremos Riverrun, pelo que eu soube, foram vistos lobos gigantes nos bosques do Tridente. Mas para falar especificamente sobre o Norte e sua necessidade de proteção... há relatos perturbadores. Homens da Patrulha da Noite tem desertado e chegado até Winterfell para receber a Justiça do Rei... quero dizer, da Rainha. Alguns vieram por vontade própria. Benjen, meu irmão, me escreveu falando sobre Outros. Caminhantes Brancos. Eu mesmo precisei abater um pequeno grupo de lobos que atacavam nossos rebanhos. Lobos Gigantes com seus filhotes. Eu trouxe suas peles de presente para a senhora e a princesa, sua graça. Este é de fato um inverno que se anuncia problemático.

-Qual sua opinião sobre a construção de uma nova Muralha?

-Eu acredito que não existam gastos em excesso quando se trata de proteger pessoas. E construir algo assim usando pedras não deve ser mais difícil do que fazê-lo com blocos de gelo. Seria uma precaução, talvez seja extrema, mas se a Muralha do Norte ceder, haverá um refúgio.

-Senhor meu marido? –ela dirigiu-se a Tywin, pedindo seu posicionamento sobre.

-Temos ouro para isso, se é o que deseja, Catelyn. Oberyn Matrell será um problema, ele ainda não veio ate aqui jurar-lhe lealdade. Se pudéssemos usar as terras da Tormenta... –ele traçou uma nova linha com o dedo, isolando uma parte de dos domínios de Stannis Baratheon- Fortificaríamos Ponta Tempestade, e ao invés de aumentar cidades em Dorne, no meio do deserto, fundaríamos novas em um local muito mais propicio. Seria inclusive, uma muralha bem menos extensa que uma feita em Dorne.

Catelyn o encarou.

-O senhor acredita que seja mais viável fazer desse modo?

-Sim, com certeza. Há uma rota livre para Essos, caso tudo se complique.

-Alguém tem alguma objeção a fazer? –Catelyn perguntou.

-Apenas uma coisa... –Brynden Tully ergueu a mão, pedindo a palavra- E as fortalezas? Riverrun, Winterfell, O Ninho, Casterly Rock...?

-Devemos pensar em uma defesa também para nossas grandes cidades. Ou ao final do inverno, Westeros terá desaparecido. –Lorde Eddard murmurou- Invernos são cruéis e difíceis de se atravessar, mas no outono é onde descobrimos os reais danos. Se planejarmos apropriadamente, como jamais foi feito antes, talvez não seja impossível vencê-lo com um pouco mais de dignidade.

-Quanto tempo levaria para erguermos algo como isso? –Lorde Varys perguntou.

-Anos, mas esse não é o ponto. –Catelyn disse- Se neste inverno a nova muralha ainda não esteja plenamente operante, no próximo ela estará.

Para abonar a resolução da Rainha, na semana seguinte ao seu decreto para a construção de um refugio de inverno isolado por uma grande Muralha, chegaram relatos de Skagos, narrando o ataque de meia centena de Caminhantes Brancos, vindos do mar. Nadadores Brancos, como Tyrion chamou. Catelyn e Tywin olhavam um para o outro, ouvindo as palavras do mensageiro. Ambos pareciam temerosos. Quase trezentas pessoas perderam a vida nessa ocasião e o pânico dominava a parte mais ao Norte do Norte.

-Um ataque dessa magnitude numa ilha... –Lorde Eddard murmurou- Eu jamais vi um Caminhante Branco antes, mas ouvi todas as histórias e nenhuma delas se refere a ataques vindos do mar.

-O que eu devo fazer? –Catelyn perguntou olhando para os membros do Conselho.

-Guarnecer a Muralha.

-Ordenar que as obras da nova Muralha se iniciem imediatamente.

-Enviar soldados para o Norte, não apenas para a Muralha.

Ela anuiu com um aceno de cabeça, sentando-se e puxando papel e tinta para começar a redigir as cartas que teria que enviar.

-Lorde Stark, não podemos permitir que mais ninguém morra nas mãos desses monstros. –Tywin disse, encarando Eddard- Ordene que seus vassalos se refugiem em Winterfell.

-Imediatamente, sua graça. –e se retirou.

Quando o susto inicial passou e restaram apenas os reis na câmara do Pequeno Conselho, Tywin puxou a mulher para um abraço.

-Não, Tywin... –ela tentou resistir, ainda bastante ferida pelos acontecimentos recentes.

-Você parece estar precisando disso. –ele massageou seus ombros enquanto respirava o perfume dos cabelos dela- Você tem toda razão em proteger o reino do modo que pode. E suas ideias tem sido excelentes, apenas uma mulher seria cuidadosa assim.

-Oh, Tywin... –ela suspirou, passando os braços em torno dele e beijando seu pescoço- Eu estou com tanto medo...

-Você seria tola se não estivesse. Mas nós resolveremos isso. De acordo? –ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a encarou.

-Sim. –ela abriu um pequeno sorriso.

-Excelente. –ele beijou-lhe os lábios durante um curto espaço de tempo.- Eu fiz algo para você.

-Não tente me comprar. –ela advertiu- Nossa ultima discussão foi bastante grave.

-Eu fiz o que você pediu. Eu me desfiz do quadro de Joanna, enviando-o para Jaime. Eu não poderia destruí-lo, mas o enviei para longe.

Catelyn sorriu. Não era o suficiente, não para sanar a magoa deixada pela revelação dele, mas significava algo. Ele não a amaria como amava uma mulher morta, mas Catelyn não conhecia nada vivente na terra, com exceção dos filhos, que ela amasse mais do que a ele. Parecia injusto que aquilo não fosse inteiramente reciproco.

Mesmo a história que ela narrou, sobre seu sonho, fora algo armado para fazer com que ele se sentisse mal a respeito de Joanna. Catelyn não podia definir quem ordenara que um dragão a incendiasse, mas duvidava muito que se tratasse de alguém que morrera tantos anos antes. Acreditava que a pessoa no seu sonho fosse Daenerys Targeryan, mas não tinha como afirmar. Ela apenas não pode deixar passar a oportunidade de usar o poderoso nome de Joanna contra ela mesma. Sequer sentiu-se mal por uma atitude tão desonrosa. Sabia que um sonho não significava nada para Tywin, mas se ela podia fazer-se de vitima utilizando alguma vantagem, ela o faria.

A verdade era que durante aquela semana difícil, onde os dois mal trocaram palavras e toda a atenção fora direcionada aos visitantes do Norte, Catelyn revivia constantemente o momento em que a voz de Tywin confessava seus verdadeiros sentimentos sem saber que ela o escutava. Esquivou-se de cada toque, de cada beijo, de todas as tentativas de intimidade que ele lutava por estabelecer com ela...

Aquilo era exaustivo de inúmeras formas. E ali, junto a ele, sentindo seus lábios colados aos dela, percebia que não podia ter tudo, e que como dissera a Cersei certa vez, não havia competição quando sua oponente estava morta. Era seu corpo que ele tocava, era com ela que ele convivia, dormia e acordava todos os dias.

Catelyn se sentou na mesa e o puxou para junto de si, prendendo-o no meio das pernas. O olhar dele era capaz de fazer com que ela se derretesse completamente, principalmente quando ambos beijavam-se daquela forma. Ignorando o fato, ou apenas não dando importância alguma, de que estavam na câmara do Pequeno Conselho, eles lutavam contra as próprias vestes, erguendo saias e abrindo cintos, unindo-se num só embalados por um sonoro e avassalador gemido de completo prazer. Então nenhum deles tinha consciência de mais nada, apenas da necessidade de seguir se movendo, ainda que sobre a mesa onde ela estava colocada de costas, houvessem mapas, tinteiros e pergaminhos.

A porta, certamente, não estava trancada, e eles não se importavam com isso. Nada que não estivesse intimamente relacionado aos dois, importava. Quando Tywin atingiu seu ápice, sentiu as pernas perderem as forças. Recuou ate uma cadeira, as calças desabotoadas e o corpo completamente suado, mesmo num dia frio como aquele. Catelyn, ofegante, apenas abaixou as saias e ocupou a cadeira exatamente ao lado do marido. Ele segurou sua mão, beijando-a delicadamente.

-Alguém pode ter visto o que fizemos aqui. –ela comentou.

-Não foi errado. Foi, na verdade, extremamente bom.

-Sim! –ela riu baixinho, encaixando o rosto no pescoço dele- Devemos nos recompor, você está bem suado.

-E você muito despenteada. –ele acariciou seus cabelos- Cate, nós devemos entrar num consenso aqui.

-Sobre?

-A confiança que temos nos sentimentos um do outro.

-Eu ouvi você dizer a Tyrion que jamais me amou ou irá me amar, em detrimento de Joanna, e mesmo que ela atormente meus sonhos, você se recusa a bani-la de sua vida. Eu jamais lhe dei motivos para insegurança, Tywin, talvez apenas na ocasião do casamento de Cersei, mas naquele ponto da minha história, eu ainda estava profundamente enlutada por Bran. Eu sei que sou digna de sua confiança, eu o amo inteiramente. Mas você não corresponde do mesmo modo, e eu não posso força-lo a isso. Então eu concluo que não exista um consenso aqui.

-Você ouviu aquilo? –ele sentiu-se livido.

-Sim, eu ouvi. E sei que aquilo não significa que você não me ame, apenas que não me ama o bastante.

-O bastante para que? –ele perguntou- Você acha que eu não seria capaz de morrer por você? Que eu não a amo desesperadamente?

-Eu não sei, eu só sei o que eu faria por você. E há uma lista muito pequena de coisas que eu não faria. E todas elas relacionam-se com a segurança dos nossos filhos, mas de resto...

-Joanna me deu filhos, me fez feliz, me completou, foi tudo o que eu quis na vida desde os dez anos de idade, despertava em mim coisas que não encontravam espaço antes, e me deixou abruptamente. E eu ainda sofro por isso. E se eu pudesse fazer com que isso fosse diferente, com que ela não precisasse morrer antes de mim, eu faria.

-Ainda que implicasse em nunca termos nos envolvido?

-Sim. –ele sabia que poderia estar gerando mais problemas do que soluções com aquele discurso- Mas tudo isso aconteceu, ela se foi e eu fiquei só. Brandon morreu e você ficou só. E quando nos casamos e construímos essa vida plena da qual desfrutamos, eu tive certeza de que tudo acontece com um proposito. Eu amo você, eu mataria, morreria ou guardaria um luto eterno caso a perca. Eu lutarei por você, mesmo no mais profundo abismo, mesmo que isso me leve ao inferno. Porque eu a amo, a amo como não imaginava que conseguiria após sentir-me assim com Joanna. E se você espera que nada mais exista no meu coração a não ser você, eu lamento, mas eu nunca fui capaz de expulsar minha primeira esposa do meu peito e tem funcionado muito bem ter ambas comigo, memorias e realidade. Eu lamento se você espera algo diferente, mas se todo amor que eu sinto não é o suficiente, eu não sei mais o que fazer.

Catelyn recusava-se a ouvir mais. Ficou de pé, aturdida por tantas informações, e retirou-se da câmara do Pequeno Conselho. Tywin observou a mulher saindo, compreendendo que estava em sérios problemas agora. Não a seguiria, não faria mais nada para conter os danos. Passaria, ele confiou, e enquanto isso ele precisava assegurar-se da única forma que conhecia.

-Lorde Stark! –chamou, quando viu o homem deixar o gabinete do meistre, onde tinha ido despachar ordens a Winterfell.

-Sua graça.

Tywin se aproximou o bastante para que sua voz não precisasse ser proferida em alto volume. O nortenho o encarou com bastante coragem no olhar, talvez esperando por aquilo, consciente de seus olhares inapropriados.

-Você vai me escutar e irá gravar o que eu tenho a dizer. –Tywin começou com um tom perigoso, cortante como uma adaga- Certa vez um homem cobiçou minha mulher, eu prometi a ele que se sua atitude continuasse, eu arrancaria seus olhos e o obrigaria a comê-los. Eu cumpri minha promessa, acrescentado seu par de bolas no cardápio. Não pense que você e Petyr Baelish são diferentes para mim. Aquela mulher me pertence, e embora não se acredite que seja possível, eu a amo e faria qualquer coisa por ela. E se eu sentir que você está ultrapassando os limites, eu não terei piedade. Nenhuma.

-Eu não quero nada com sua esposa, Tywin Lannister. Não do modo como você imagina.

-Não é o que parece. –Tywin categorizou- Eu estou apenas deixando-o saber que Catelyn é mulher demais para seus olhos, e que talvez seu irmão pudesse ter feito dela metade do que ela é agora. Mas ele morreu e ela é minha, e será até o fim. Nem que para isso eu mate qualquer um que se interponha no nosso caminho, e você está no topo da minha lista. É apenas um aviso, na próxima vez que eu venha até você, assegure-se de ter uma espada bem afiada em mãos.