N/A:

Owwwwn! Gente a fic tá acabando! *se mata com a faca da cozinha*

Só tem mais um cap e o epílogo! *chora arrancando os cabelos*

Bem, esse cap é gigante, lembram do 24? Pois é... eu suspeito que seja até maior! Então, simplesmente peguem seus lençinhos, e riam e chorem com esse capítulo! Em especial para vocês! ;)

Capítulo 34 – O julgamento.

Alice

- Sim... Ok... Sua ligação está sendo transferida.

- Ótimo. Dá para ir mais rápido? – Praticamente gritei no telefone.

Fiquei inúteis minutos ouvindo a nona sinfonia de Mozart, o cão Beethoven, ou quem quer que tenha feito á primeira, segunda ou qüinquagésima sinfonia de alguns dos músicos citados á cima.

Finalmente a minha ligação havia sido passada para a sala de Laurent.

- Laurent! – Gritei no telefone. – Finalmente você atendeu esse telefone.

- Desculpe, eu estava atendendo um paciente... O que foi Alice? Aconteceu alguma coisa com Bella?

- Não! Mas vai acontecer! – Eu disse nervosa, mas feliz ao mesmo tempo. Eu era 'expert' em sentir várias coisas ao mesmo tempo.

- O que vai acontecer?

- Ela vai recuperar os três meses perdidos!

- Como? Como você vai fazer isso?

- Nem eu e nem você. Mas o diário dela. Doutor será que você entende de "esconde-esconde" assim como você entende de psicologia?

- Acho que sim... Por quê?

- Então, o que você está esperando! O julgamento é hoje! Venha para cá agora!

Edward

- Oi meu filho, como você está?

- Estou bem mãe. – Respondi enquanto endireitava minha gravata.

- Eu te conheço. Você não está bem...

- Ok. Não vou ser mal educado e falar "por que perguntou, então?"

Minha mãe deu uma risada seca do outro lado da linha. Me olhei atentamente no espelho. O meu terno estava passado do jeito que deveria estar, e a gravata estava torta do jeito que deveria estar. Somente o meu cabelo estragava o meu visual de homem de negócios e advogado respeitado.

Mas algo do Edward modelo tinha que permanecer ali.

- Como você está vestido? Aposto que elegantemente, mas com o cabelo em total desarmonia! – Minha mãe falou quase me assustando. Como mãe sabia dos nossos pensamentos?

- Ok. Você sabe de tudo. Talvez o FANFICS TWILIGHT esteja certo quando diz que eu tenha que usar o meu charme perante ás juradas...

- Ouvi dizer que parece que não haverá juradas...

- Bem, se é assim, espero que não tenha nenhum marido dessas juradas. – Disse com um sorriso seco. Na verdade eu estava muito nervoso, mas eu estava fazendo de tudo para conseguir contornar isso. – Mãe eu já vou indo...

- A ok. Eu e seu pai chegaremos lá um pouco mais tarde. O nosso testemunho vai ser necessário?

- Acho que nesse primeiro bloco não. As testemunhas são só para o segundo, depois que eu apresentar a minha defesa.

- Ok. Eu realmente não entendo nada dessas democracias. É surpreendente o fato de você ser lindo e advogado ao mesmo tempo.

- Ok, mãe. Tenho que ir. Beijos. – Desliguei o celular e taquei dentro da maleta de couro estilizada.

- TANYA! – Berrei. Não ouve nenhuma resposta. – TANYA! – Chamei de novo. Onde que aquela cobra estava quando – em momentos raros – a gente precisava dela? Eu estava pensando seriamente em repetir uma vez em que coloquei sonífero na bebida dela e ela apagou durante o dia... Mas daí ela foi ao hospital e encontrou Bella lá e não foi uma boa idéia. Talvez aquilo hoje pudesse funcionar. Eu não queria que ela estragasse QUALQUER coisa.

Procurei impaciente pelo apartamento inteiro e O ser estava toda jogada no sofá da sala de estar, com uma tigela de pipoca na frente e morrendo de rir assistindo um filme de terror.

- Você não ouve não? – Disse prendendo meu relógio no pulso. Ela me ignorou e continuou gargalhando vendo o filme. Fui pegar alguns papéis que estavam em cima da mesinha de centro e vi que do que ela estava rindo.

Ela assistia "O chamado 2", e bem na parte em que a Samara escalava o poço para pegar Rachel. Com suas risadas, dava para imaginar que ela estava assistindo "Shrek 3" ou qualquer outro filme do tipo.

- Eu vou ao julgamento agora, e você está aí rindo? – Disse inconformado com a situação.

Ela voltou o olhar para mim pela primeira vez, como se tivesse notado minha presença.

- Isso é para você ver Eddie, que enquanto você sofre tudo isso aí, tem gente que vive a vida e é feliz.

- Você é louca... – Disse com horror.

- Não, não sou. Vá logo ao julgamento, perca bem, e volte para mim e para o pequeno Eddie!

Rolei meus olhos. Tanya não iria fazer nenhum mal no julgamento, ela estava ocupada o suficiente em rir de filmes de terror. Talvez fosse melhor deixar ela e sua loucura em paz. E também tinha o filho dela, ele não tinha culpa da mãe desequilibrada que tinha.

Saí do apartamento ainda ouvindo as risadas estrondosas de Tanya. Durante todo o percurso até o tribunal fiquei repassando tudo o que eu tinha que falar e fazer. Rezei internamente para que tudo desse certo e eu conseguisse tirar Bella dessa emboscada.

Lembrei da noite na última semana em que vira Bella pela última vez e que a dor tomara conta de mim. Aquela fora a última vez que eu a veria. E para sempre.

Eu teria que me acostumar com aquilo.

Cheguei ao tribunal e aquilo mais parecia um evento de moda do que um julgamento.

Tinham fotógrafos para todos os lados, fãs, seguranças, jornais, revistas. E foi um verdadeiro bombardeio o que eles fizeram para cima do meu carro.

Os seguranças me ajudaram a entrar em uma área reservada e eu consegui sair sem ser pisoteado por gente louca.

O tribunal de Chicago era um lugar grande e todo decorado no melhor estilo vitoriano. Ele existia há muito tempo, e era o mais tradicional de toda a cidade. Já havia ido lá várias vezes para defender clientes importantes, e nem esses clientes importantes recebiam tanta atenção como Bella estava recebendo. Ou o julgamento dela, tanto faz.

Existiam várias departamentos e salas que eram divididas por categorias. Cada sessão tinha um juiz responsável e um determinado assunto. Se a pessoa fosse julgada por roubo, por exemplo, ela iria para uma sessão separada das outras, e lá dentro ainda, ela iria á julgamento na sala que seguisse ao seu "grau de importância".

No caso de Bella, o julgamento seria na principal sala de todo o tribunal, onde todas as sessões poderiam ir, em caso de eventos importantes.

Eu sabia que toda essa atenção estava sendo dada devida á fama dela, porque do jeito que a justiça estava, se fosse qualquer outra pessoa ela teria uma pequena pena, em lugar fechado, e talvez nem o gato da casa dela soubesse o que havia passado com sua dona. E também aquilo poderia prejudicar Bella. Porque, aliás, a justiça não queria fazer feio, na frente de toda a imprensa, jornais e revistas, não só de Chicago, mas de todo país.

Cheguei à sala reservada para a defesa. Encontrei Jasper falando com Alice no telefone.

- Eu sei meu amor, eu sei... Ele não quer, sim... Ei, ele acabou de chegar, te ligo depois, certo? – Ele desligou o celular e colocou no bolso do paletó depois voltou-se para mim.

- Ei Jasper.

- Edward, o que é aquilo ali na frente? Eu quase fui massacrado por um bando de mulheres doidas!

Dei uma risadinha enquanto me sentava na cadeira de couro vermelho que tinha ali.

- Espero que você tenha vindo com seu protetor de partes íntimas... – jasper corou e mexeu nos cabelos, nervoso.

- Certo, não precisa ficar espalhando isso por aí.

- O que Alice queria...? – Perguntei tirando meus papéis da maleta.

- Bem, ela queria falar de Bella.

Fechei meus olhos ao vê-lo pronunciar aquele nome.

- Não me fale Jasper... – Disse sentindo o nó voltar á minha garganta. – Daqui a algumas horas eu tenho que estar cem por cento inteiro para conseguir falar com o juiz,...

- Eu sei, mas...

- Além do que eu tomei minha decisão. E ninguém vai mudá-la, certo? – Falei o olhando com o "chefe" não como o cunhado.

- Certo. Eu só pensei...

- Não pensou nada, Jasper. Agora vamos falar sobre o julgamento.

-

-

-

Bella

- Bella, onde você pode ter colocado o seu diário?

- Eu não sei Alice. E por que você não responde minhas perguntas? Eu não engoli a história que meus pais foram fazer compras, meu pai nunca acompanhava minha mãe em compras! E também não sei o que o doutor Laurent vem fazer aqui tão cedo! E por que você quer tanto esse diário! – Disse já ficando extremamente aborrecida.

Alice estava agindo muito estranhamente, e a sensação de que algo estava sendo escondido de mim, só crescia com o tempo.

- Bella, você não quer me ajudar, não? É para o seu bem!

- Que bem? Por acaso é para eu me lembrar de alguma coisa? Alice já se passou um mês desde que vocês vieram com essa história absurda, e eu já estou começando a achar que é tudo lorota!

- Bella! – Ela me olhou repreensivamente batendo o pé furiosamente no chão.

- É isso mesmo o que eu acho. Eu já estou cansada disso tudo! Eu quero voltar á trabalhar! Eu tenho os meus clientes e eles devem estar de cabelo em pé por minha causa. – Saí de lá espumando raiva. Deixei Alice no quarto e desci até a sala de estar na minha casa.

Peguei o telefone e disquei o número da ECD, onde Jake trabalhava.

Uma mulher disse que ele não se encontrava. Bufei, e liguei para a casa dele. Ninguém atendia. E o celular só atendeu com três tentativas de minha parte.

- Alô?

- Jake é Bella!

- Bella? – Ele perguntou parecendo surpreso. Eu não estava ouvindo ele direito devido ao barulho que estava do outro lado da linha.

- Onde você está Jake?

- Eu...? Eu, Bella estou no meio de uma festa, não dá para falar agora...

- Uma festa ás 9 da manhã?

- Er... É uma Rave. Desculpe Bella tenho que ir, beijos. – ele desligou na minha cara. Jake nunca fizera isso.

E Jake nunca ia em Raves! O mundo estava perdido e estranho mesmo.

Sentei no sofá e ouvi o barulho de Alice remexendo no meu quarto, rolei os olhos e comecei a assistir TV. Fiquei rodando os canais até encontrar algum que não falasse do avião que desapareceu no Brasil, ou da gripe suína.

Edward

Algum funcionário do tribunal veio me informar que o juiz já estava na ante-sala. Suspirei controlando meu nervosismo, e peguei minha pasta me dirigindo até lá.

Para minha surpresa, o juiz na verdade, era juíza, e eu me surpreendi com isso. E com muita razão.

Ela era muito séria, e parecia que não tinha ficado abalada com meu ar sexy ou minha gravata torta. Ela estendeu a mão que eu apertei efusivamente.

- Sou a juíza Xarol. Está pronta sua defesa?

- Sim. – Respondi firme.

- Ótimo. – Ela respondeu.

Saí da ante-sala e fui para outro lugar onde tinha uma grande porta de carvalho daquelas que abre para masmorras. Outro funcionário indicou a hora que era para eu entrar e eu entrei.

Lá dentro fui bombardeado por fleches, microfones, e câmeras de vídeo. Continuei sem expressão e mais funcionários me indicaram onde que era para eu me sentar. Como se eu precisasse disso, logicamente.

Sentei calmamente, colocando a pasta em linha reta na mesa. Os fotógrafos e o pessoal da TV estavam em uma área reservada, mas mesmo assim eu me sentia "violado".

O tempo se passou, enquanto as pessoas iam entrando em seus lugares. Os jurados entraram e para minha tristeza, só havia uma mulher no total de sete.

Logo depois anunciaram a juíza Xarol e ela entrou com uma espécie de bata.

- Primeiramente peço que a mídia se mantenha em extremo silêncio, senão o acordo feito que deu a permissão para a entrada de vocês vai ser rompido. Estamos aqui hoje, para darmos início ao julgamento da senhorita Isabella Swan. A ré foi liberada da presença por motivos médicos. Advogado de defesa, Edward Anthony Masen Cullen. – Eu me levantei ao dizer meu nome, logo me sentei novamente. – Do outro lado temos um promotor federal que defenderá as idéias de ataque. James Bordot. – Um homem alto e loiro levantou do outro lado da sala e logo depois sentou. A juíza começou a apresentar os jurados, o escrivão. Explicou o que aconteceria resumidamente, os direitos, deveres. – Hoje, Isabella Swan será julgada pelos seus crimes, por falsas identidades ideológicas, omissão, engano público, e desmoralização do mundo da moda.

Quando a juíza falou a palavra "crime" confesso que me doeu. Eu não via Bella como uma criminosa.

- E o julgamento começa a partir de agora. – E a juíza bateu o martelinho na mesa, indicando que o momento para defender o amor da minha vida, havia começado.

Bella

Enquanto eu passava os canais, achei um que parecia que estava ocorrendo um julgamento. Tinha vários fotógrafos, e parecia que a imprensa toda de Chicago estava lá. Realmente deveria ser uma pessoa importante que estava sendo julgada. Talvez um artista de cinema como R. Kelly.

Como eu não queria assistir Titanic que passava em outro canal, muito menos desenhos animados, decidi por começar a assistir o julgamento. Um pouco de barraco que acontecia de vez em quando em lugares como esse, era sempre bom para melhorar minha auto-estima.

Edward

Aquele julgamento começou como todos. Já era para eu estar acostumado, mas era lógico que não se tratando de quem eu estava defendendo.

O homem que era meio que subsidiário da juíza começou a fazer um relatório dos "crimes". Falou do desfile, dos nomes, da reação das pessoas, e foi detalhando tudo. Senti vários olhares em mim – quer dizer, mais olhares ainda em mim – quando disseram meu nome ao participar do desfile.

Eu sabia que aquilo poderia causar problemas, caso dissessem que eu era cúmplice ou coisa parecida.

Depois de longos e monótonos discursos a juíza agradeceu o subsidiário, e chamou o promotor para expor seus argumentos.

Coloquei minha mão para baixo da mesa para evitar que os fotógrafos as vissem torcendo de raiva a medida que o promotor ia dizendo suas "idéias".

Ele disse de tudo, desde que o que Bella fez foi imoral e mesquinho, até dizer que talvez aquilo tenha levado o mundo da moda á falência, e que os modelos se sentiam ultrajados com aquilo. Não sei por que mais aquilo me lembrou muito o FANFICS TWILIGHT.

Ouvi vários "Ahhs", e "Ohhs" da platéia como se eles não vissem que aquilo era um monte de besteira. Eu acho até que se eu tivesse no lugar dele, mesmo não concordando, eu poderia expor argumentos melhores. Porém mesmo assim, eu sabia que minha posição não estava muito forte no momento. Mas eu só tinha duas opções hoje, que era ganhar ou vencer. Não me permitiria perder.

Bella

Eu sempre me entediava com o começo dos julgamentos. Com aquele monólogo chato que todos do júri faziam. Eu gostava mesmo da parte dos barracos e brigas conjugares.

Eu ainda não havia descoberto quem estava sendo julgado, ou por que. Só sabia que um promotor falaria no momento.

Fui até a cozinha e estourei uma pipoca no microondas. No andar de cima podia ouvir Alice andar para todo lado resmungando coisas do tipo. "Cadê aquele maldito diário?"

Rolei meus olhos e despejei a pipoca em uma tigela de vidro e voltei para a sala.

Antes que eu sequer pudesse me sentar no sofá, a campainha tocou.

- Oi Bella. Como vai? – Ele disse estendendo a mão.

- Oi... Quem é você? – Disse confusa.

- Eu sou Mike Newton. Não se lembra de mim?

- Acho que não estou me lembrando de muitas pessoas no momento... – Disse revirando os olhos.

- Eu soube. – Ele disse parecendo triste. – Ei, seus pais estão aí?

- Er... – Eu não sabia se podia confiar nele ou não, mas não vi nenhum mal nisso. – Não estão.

- Ótimo. Posso entrar?

- É... O que você é de mim mesmo?

Ele deu uma sonora gargalhada.

- Sou o chefe de sua mãe. Eu sou dono dos Smirks. – Ele disse com um sorriso.

- Ah, o chefe! Claro que pode entrar. – Disse abrindo a porta para ele. – É... Eu estava comendo pipoca, aceita?

- Claro. Assistindo filme? – Ele perguntou interessado.

- Não. Um julgamento.

- um julgamento? – Ele perguntou assustado.

- É... Parece de alguém importante e é melhor do que ver notícias repetidas em outros canais.

- Ah, com certeza. – Ele disse parecendo desconfortável.

- Minha mãe não demora á chegar, ela foi às compras. – Eu disse insegura.

- Ah sim. Eu posso esperá-la?

- Ah claro. – disse. Eu estava achando muito estranho aquela situação, mas ele era o chefe da minha mãe, eu não poderia impulsioná-lo porta á fora. – Ei, eu vou ali em cima um instante, fique á vontade. – Disse e subi rapidamente ás escadas, encontrando Alice mexendo em alguns livros no meu quarto.

- Ei Bella! Ouvi a campainha, é o Laurent?

- Não. – Disse sussurrando com medo de que o tal Mike ouvisse. – Alice você conhece algum Mike Newton?

- O QUÊ? – Ela gritou. Pedi para que ela se calasse rápido.

- Ei, fale baixo!

- Por que você perguntou isso Bella?

- Só me responda se você o conhece.

- Você se lembrou dele ou coisa do tipo...? Ok, ele é dono dos Smirks e... Tá mas agora me fale porquê que você está perguntando isso!

- Porque ele está aí embaixo. – Disse sussurrando.

- Aqui?

Assenti com a cabeça. Alice levantou as mãos á cabeça em um sinal de que ela queria pensar direito nas coisas.

- Ok. Vá lá embaixo e distraio-o, eu vou chamar Jasper...

- Jasper? – Perguntei assombrada.

- Bella você tem que confiar em mim, ok? Esse cara está fazendo muito mal, e eu acho que sei o que ele está fazendo aqui, e ainda por cima nesse horário.

- Ele é do mal? – Perguntei como uma criançinha no escuro.

- Ele fez coisas más... – Ela disse suspirando.

- Ok. – Disse ressentida de descer até lá de novo e distraí-lo. – Ah... A propósito Alice, esse livrinho preto que você está segurando é meu diário. Você o achou!

Edward

A juíza indicou que era minha vez de falar. Suspirei e tentei ignorar os olhares e câmeras cravados em mim.

- Edward Cullen, advogado de defesa, exponha seus argumentos á defesa de Isabella Swan.

- Bem... – Disse ajeitando a barra do meu paletó e tomando a coragem necessária. – Primeiramente, não estou aqui hoje para declarar que Isabella não fez nenhum crime, porque ela fez. – Ouvi vários murmúrios da platéia, mas tentei ignorar. – Mas digo que esses "crimes" têm justificativas concretas e plausíveis.

- Protesto! – O promotor levantou-se. Isso era hora de "protesto"? – Excelência, o advogado de defesa está afirmando que crimes têm justificativas.

- Protesto negado! – A juíza disse olhando-o reprovadamente. – Deixe-o para a ocasião das testemunhas. Continue Senhor Cullen.

- Isabella Swan foi levada á burlar sua identidade. Ela não tinha consciência que era um crime, e acabou aceitando as propostas de uma determinada pessoa, porque essa pessoa a fez acreditar que era para seu bem e servia ás coisas que ela procurava. Obrigada meritíssima. – Me sentei novamente. Era uma argumentação muito curta, mas era necessário. Eu deixaria o ataque para na hora das testemunhas, se eu falasse muitas coisas, ou fizesse acusações, eu poderia ser julgado por isso, e o promotor James poderia armar um contra-ataque facilmente.

A juíza aceitou o meu pequeno discurso e deu início á entrevista ás testemunhas.

O escrivão se preparou com mais rolos de papéis, enquanto o segurança entrou fazendo o juramento em frente á juíza.

- Chame tuas testemunhas, senhor Cullen. – Ela falou.

Levantei-me e chamei. – Senhora Esme Cullen.

Minha mãe chegou nervosa, e fez o juramento com o segurança. Ela sentou-se no banquinho e eu me aproximei dela.

- Senhora Esme. O que você tem a dizer sobre Isabella Swan?

- Ela é uma menina linda. Não só exteriormente como interiormente também. Ela trabalhou como diarista um tempo lá em casa, e eu confesso que minha casa nunca ficou tão limpa. – Ela deu uma risadinha.

- Você acha que ela tenha feito a falsificação das identidades por vontade própria e aceitando que era um crime?

- Ah não, não! Ela era muito direita. Ela estava muito abalada emocionalmente na época, foi um período difícil para muitas pessoas, um período em que você não controla muitos seus atos. –Ela olhou para mim e eu desviei o olhar.

- PROTESTO! – O maldito James gritou de novo. – A testemunha é mãe do advogado! Pode ser cúmplice ou pode ter combinado o que falaria!

- Com licença... – Minha mãe interrompeu se mostrando lívida, porém controlada. – Eu posso ser mãe dele, mas nem por um decreto eu viria aqui mentir sobre algo ainda mais em um julgamento!

- Agora eu protesto! – Disse me dirigindo á juíza. – O promotor está caluniando a testemunha.

- Protesto aceito. –A juíza falou. – Se controle senhor James, ou teremos que retirá-lo. – Ele se sentou bufando.

Fiz mais algumas perguntas para minha mãe, tudo correspondente ao caráter, integridade, e suas opiniões sobre Bella. O promotor não quis entrevistá-la.

Depois chamei uma ex-patroa dela, chamada Jéssica Stanley que falou bem dela também, apesar de ficar maior tempo arrumando o cabelo do que respondendo as perguntas.

Algumas pessoas que trabalharam com Bella, amigos, colegas, vizinhos foram também. Era a parte em que eu provava o caráter dela.

O promotor também fez algumas perguntas, só que sem sucesso. Eu já estava ficando com raiva dele.

As testemunhas foram indo e vindo, mas nada muito relativo. A bomba ainda estava por vim.

Vi Jasper pelo canto do olho sair da sala rapidamente. Se fosse alguma ligação de Alice ou coisa do tipo, eu o mataria depois.

Bella

- Ei, você se importa que eu mude de canal? – Mike perguntou depois de algum tempo em silêncio.

- Ah... Pode mudar. – Eu disse. Eu estava ficando nervosa com sua presença ali, ainda mais sabendo que ele era do "mal".

A campainha tocou e eu quase pulei da cadeira. Mike olhou rapidamente e eu fui abrir. Era Laurent e Jasper.

- Ei, vocês dois! – Disse sorrindo aliviada.

- Onde ele está? – jasper perguntou baixinho. Mostrei com a cabeça onde Mike estava e eles entraram. Alice desceu as escadas rapidamente olhando tudo.

- Ei Mikey! – Jasper disse se aproximando dele.

- Jasper! – Ele perguntou surpreso. – O que faz aqui?

- Essa pergunta era eu que deveria te fazer! – Jasper o pegou forte pelo braço. Ele tentou revidar, mas Laurent também foi para cima dele e domaram-no.

- Ei o que vocês estão fazendo? – ele gritou.

- Você acha mesmo que vai ficar se escondendo aqui na casa de Bella? Você sabia que estava sendo procurado para o julgamento! Agora você vai até lá nem que fosse á força...

- Ei, não! Vocês devem estar me confundindo com alguém, eu...

- Você está se aproveitando dela mais uma vez. Agora que ela não lembra mais de você. Você...

- JASPER! – Alice gritou. Ele olhou e depois olhou para mim. Ele parou de falar na hora.

- Desculpe, desculpe... Vamos Laurent, vamos levá-lo daqui. Tem alguém que quer muito de ver, Mikey!

Laurent e Jasper levaram-no porta á fora e eu fiquei ali com a boca aberta.

- Alice...? O que foi isso?

- Você já vai entender Bella. Eu espero. – Ela disse mostrando o diário que ela trazia em suas mãos. – Mas vamos esperar Laurent...

- Tanto faz. – Disse revirando meus olhos. E voltando á minha TV e á minha pipoca. Alice subiu de novo e eu voltei para o canal do julgamento.

A legenda dizia que o advogado de defesa estava entrevistando ás testemunhas.

O advogado estava de costas, mas aquele cabelo...

Comi um toquinho de pipoca, quando de repente o advogado se vira. E eu avisto o cara do hospital e daquele dia na janela da cozinha. O tal cara Edward Cullen.

Edward

Eu já estava ficando estressado com a súbita sumida de Jasper.

A juíza mandou o promotor falar e revidar se ele quisesse. Mas é claro que ele aceitou.

- As testemunhas são insuficientes, elas mostram um "caráter" e responsabilidade que não nos deixam provas que ela "não" cometeu os crimes por ato impensado. – ele se sentou novamente, e eu suspirei. Eu achava que teria que usar o que eu não queria usar. Eu havia ido pronto ao julgamento em todos os sentidos, mas eu ainda nutria esperanças de que eu não tivesse que usar outros termos que poderia tanto me incluir, quanto expor de mais as pessoas, inclusive Bella. Mas se isso fosse realmente necessário, eu usaria sem nenhum receio.

- Bem promotor James, você tem alguma testemunha?

- Sim, excelência. –Ele disse com um sorriso de canto. – Mas eles ainda não chegaram, mas são extremamente importantes, garanto.

- Tão importantes que não podem seguir o horário da sessão?

- Desculpe, meritíssimo. Tenho certeza de que há uma boa razão para isso. – Ele sorriu. Verme!

Ah como eu queria ir lá e acabar com a cara dele. Que testemunhas ele iria arranjar? Aquilo não era um julgamento para ver quem era o culpado ou inocente, era para ver se somente Bella era culpada e inocente!

A juíza então propôs um intervalo de vinte minutos. Se as testemunhas não chegassem ao prazo indicado, elas seriam suspensas.

Saí da sala – ou masmorra- pela mesma porta de carvalho que eu havia entrado. Lá estava a maioria das testemunhas que eu usei a meu favor. Meu pai foi o primeiro a vir falar comigo.

- Edward, como que estão indo as coisas? Bella tem alguma chance?

- As chances não são boas no momento. – Disse mexendo em meus cabelos.

- O que você quer dizer com isso? – Minha mãe perguntou passando seus braços ao redor dos meus ombros.

- Eu vou ter que dizer tudo mãe... Eu não posso desperdiçar as coisas por vergonha, ou medo. É a vida de Bella que está sendo julgada.

Uma lágrima escapou dos olhos de minha mãe e eu a abracei não querendo que ela chorasse.

- Filho... – Ela sussurrou no meu ouvido. – Eu estou triste em ver você nesse estado por Bella. Mas eu também quero o bem dela. E sei que isso é o certo. Mas Bella é muito sortuda em ter você fazendo isso por ela. Não é qualquer um que se submete ao que você está fazendo. Defendendo ela mesmo ela nem se lembrando de você.

- O que sua mãe está querendo dizer, Edward... – Meu pai disse mais alto e todas as pessoas presentes na sala se viraram para olhar para mim. – É que não só eu e sua mãe temos orgulho por você. Todos aqui presentes temos orgulho de você, filho. Hoje você provou para todos do que o amor é capaz.

Fiquei emocionado com aquelas palavras de meu pai, e logo todos começaram a bater palmas. Vi Jake, Emmet, meus pais, os pais de Bella, e todos que estavam ali para defender Bella junto comigo batendo palmas, e concordando com as palavras de meus pais. Eu sabia agora que não estava sozinho.

Bella

- ALICE! – Gritei rapidamente. Ela desceu as escadas como um foguete ainda segurando o diário nas mãos.

- O que foi Bella?

- Alice! Olha ali na TV, olha! –Ela olhou e seus olhos cresceram assustadoramente. Ela correu e desligou a TV.

- Por que você fez isso? – Perguntei.

- Você não deveria estar vendo esse julgamento...

- Mas... Aquele ali era aquele homem, o que disse que me amava que estava no hospital...

- Por isso mesmo, Bella.

- Mas por quê? ALICE! Saia da frente agora dessa TV! Eu já estou cansada nesse um mês que estou aqui sem ter minhas perguntas respondidas! Eu estou cansada dessa sensação de que todo mundo me esconde alguma coisa! Estou cansada desse maldito diário! E de vocês me dizerem que eu esqueci algumas coisas! E por que vocês não me dizem o que é? Quanto tempo vocês vão esperar para me revelar? QUANTO?

Alice trazia lágrimas nos olhos e pela primeira vez eu a vi em um estado frágil. Seu pequeno corpo estava contorcido.

- Bella... – ela grunhiu.

- Não, Alice! Me diz o que está se passando! Me diz quem é aquele homem! Me diz por que eu choro á noite sem saber o verdadeiro motivo, me diz por que eu fico trancafiada nessa casa sem poder colocar meus pés para fora... Me diz!

- Bella, não faça isso...

- Eu tomei minha decisão, Alice... O que quer que eu tenha para saber, eu quero saber. Você e nem ninguém tem o direito de me dizer o que fazer, e opinar coisas em minha vida!

- Ok, Bella...

- Do que esse julgamento fala? Quem está sendo julgado? E por que o homem está ali nele? – Perguntei em um só fôlego. Alice estava em um estado deplorável, mas o meu emocional estava muito agravado para eu me sentir chocada com isso.

- Bella... – Ela ligou a TV e se afastou um pouquinho permitindo que eu vesse as imagens. – Esse julgamento fala de uma pessoa que se tornou importante para a mídia recentemente, mas que foi enganada e acabou sendo levada á cometer um crime sem saber na verdade que era um crime e que poderia piorar as coisas para ela... Durante um tempo, ela conseguiu esconder isso, mas um dia quando ela relembrou um grande trauma da vida dela, ela desmaiou e foi ao hospital, os tablóides viram e acabaram descobrindo que aquela modelo famosa assumia outra identidade. Então essa modelo foi levada á julgamento.

- E... – Não sabia o que aquilo tinha haver comigo. – O que aconteceu com ela?

- O desmaio que ela teve foi uma maneira que a mente dela teve para apagar as memórias de tudo. Porque a mente protege as pessoas em determinadas partes da vida, só que dessa vez ela "apagou" três meses da vida da pessoa. E ela não se lembra o que ela fez quem ela é, ou como está. – Aquilo estava começando a me assustar.

- E o julgamento acontece mesmo ela não sabendo?

- Acontece. – ela disse com um suspiro.

- E onde está essa modelo?

Alice hesitou um pouco depois ela falou. – Aqui.

- Aqui? Você?

- Não Bella. Você. Aquele julgamento ali não é meu, é seu! Você é a modelo. Você que perdeu a memória.

Eu fiquei sem fala. Eu não sabia que era algo tão assim que estava sendo escondido de mim. Mas... Não era possível. Não tinha nexo. Eu modelo? Eu acusada de crimes? E que crimes?

Fiquei cerca de cinco minutos calada enquanto Alice me olhava impacientemente.

- E... – Engoli em seco. – O que aquele homem é? Por que ele está ali no meu julgamento?

- Bella, aquele homem é Edward Cullen, meu irmão, ele foi seu patrão durante dois anos, e cinco meses atrás você e ele começaram a ter um... Relacionamento.

- Eu e ele? Não é possível!

- Mas foi. E agora Bella, embora você não se lembre dele, embora você nem ligue para ele, e embora ele esteja sofrendo mais do que ninguém com essa situação, ele está lá. Como seu advogado de defesa. Tentando te tirar de tudo isso, para você poder manter-se á salvo de novo.

Edward

Estava na minha décima xícara de café já, e não agüentava mais esperar. Eu queria ir lá e resolver tudo. De uma vez por todas.

O celular não era permitido onde eu estava por isso eu tinha que ficar cada vez mais impaciente sobre o paradeiro de Jasper.

As maiorias das testemunhas que já haviam feito suas partes foram para a ala onde era permitido o público ficar. Na sala só restaram os pais de Bella, e mais algumas pessoas.

Cinco minutos depois do meu pensamento, Jasper chegou empolgado e corado, parecendo que tinha vindo de uma maratona.

- JASPER! – Gritei assim que eu o vi. – Eu estou que nem um louco te esperando, e você some sem nem dar satisfações!

- Desculpe chefe! – Ele disse sorrindo.

- E por que você está sorrindo?

- Você vai sorrir também e muito quando eu mostrar quem eu achei por aí.

- Quem você achou por aí? – Disse já achando que não era ninguém importante.

Jasper fez um sinal para que eu esperasse, e depois voltou junto com o Laurent trazendo, nada mais nada menos, do que Mike Newton.

- Ora, ora, ora... – Disse sorrindo. – Depois do soco você fugiu mesmo, hã? Mas que pena que é capturado bem na hora do julgamento!

- Edward... – Ele disse entre dentes. – Você vai me pagar por essas coisas que você tem feito. Você não sabe do que eu sou capaz. Você não sabe.

- Tanto eu sei... – Disse pegando no colarinho dele. – Que é por isso mesmo que você está aqui hoje...

- Edward segura a bola... – Laurent assegurou. – Você não vai querer que ele entre lá com um olho roxo.

- Claro. – Disse o soltando.

- É VOCÊ! – Charlie, o pai de Bella, gritou logo quando viu Mike. – Seu canalha! Seu desgraçado! Todo esse tempo! E você!

- Eu o quê? – Mike disse rindo. – Eu que estuprei sua filha...? Sim, fui eu mesmo.

- E todos esses anos... – Renne se aproximou com lágrimas nos olhos. – Você foi meu chefe, eu tinha respeito por você. Em pensar que eu até queria que minha filha se envolvesse com você.

- Pra você ver... Mas confesso que não me lembrava dela... Sabe de nove para vinte há uma grande diferença? Vamos dizer, que com ela uma grande diferença. – Eu e Charlie fomos para cima dele, mas Laurent e Jasper nos seguraram.

- Mas uma vez que você fala isso, Newton... – Disse apontando o dedo para a cara dele. – Você está morto.

- uiii! – Ele disse levantando as mãos com um sorriso zombeteiro. – Estou esperando...

Fui para cima dele de novo, mas dessa vez foi o próprio Charlie que me segurou.

- Não adianta Edward. Com um soco a dor é momentânea, passa e cura. Com a justiça, a cicatriz é para a vida inteira.

Bella

Eu sentei chocada na poltrona da sala enquanto Alice me trazia um copo d'água.

Eu bebi com as mãos trêmulas.

- Eu te disse que não era bom você saber... Bella, se você perder a memória para sempre a culpa vai ser minha. O Laurent pediu paciência...

- Calma Alice... Calma... – Disse falando aquilo mais para mim mesma. A ficha ainda não havia caído completamente.

- Bella... – ela murmurou sentando-se ao meu lado no sofá e acariciando meus cabelos gentilmente. – Como você está se sentindo, amiga?

- Eu... – Engoli em seco e bebi mais um copo d'água. – Eu... Não consigo acreditar nisso. Não pode ser verdade. Eu e meu patrão? Juntos? A gente não combina tanto em questões físicas, quanto econômicas! Eu não me imagino e ele juntos, eu não consigo imaginar nós dois como um... Casal.

- Eu te entendo... – Ela continuou acariciando meus cabelos. – Mas é verdade. Agora que você já sabe... Talvez você já possa ler o seu diário.

Eu olhei para o livrinho preto que ela trazia nos braços. – Eu tenho medo... Não parece ser eu...

- Você só vai descobrir como três meses mudam a vida de uma pessoa. – Eu peguei o diário calmamente nas mãos. Ele parecia assustador agora para mim.

- Está tudo aqui?

- Não sei. Eu não quis olhar. É seu. Sua privacidade. Mas acho que você escreveu o que te é mais importante, e você vai descobrir que você não se lembra disso.

- Que é ele...?

- É, Bella. É ele.

Assenti calmamente. Eu não tinha forças para revidar ou achar que aquilo era maluquice. Com o diário eu poderia provar que eu estava certa, ou simplesmente ter que acreditar no que Alice havia dito.

Subi para o meu quarto e sentei na cama calmamente tentando controlar minha respiração descompassada.

Abri o diário e a primeira coisa que eu vi foi uma data de seis meses e meio atrás.

Falava do meu trabalho como diarista nas casas, o meio tempo no shopping, e os meus sonhos da faculdade de medicina. Isso eu me lembrava... Mas logo depois veio uma notinha em especial que estava destacada em vermelho sangue.

"23/12/2008

Minha vida tem mudado completamente esses dias. Não sei como explicar exatamente isso. Por isso vou relatar tudo a partir desse ponto, como se fosse um novo diário. E que vou chamá-lo de "Depois de Edward Cullen".

Edward

O julgamento começou novamente e o promotor avisou que as testemunhas já haviam chegado. Para minha grande surpresa, a testemunha de James, era uma mulher com uma barriga de grávida, cabelos louros acetinados e ondulados, um corpo que já fora de modelo, e olhos maquiavélicos. Tanya.

Os fotógrafos ficaram endoidecidos e começaram a tirar fotos sem parar. Tentei controlar minha reação e me chutei mentalmente por ter achado que ela ficaria em casa assistindo ao Chamado 2, e por não ter dado sonífero para ela.

Ela olhou intensamente para mim com um sorriso zombeteiro nos lábios e se sentou na área das testemunhas, fazendo o juramento para o segurança.

O promotor foi o primeiro a fazer as perguntas.

- Senhorita Tanya, Isabella era uma boa diarista?

Ela deu um risinho. – Não! Devo admitir isso... Ela sempre foi muito desleixada, relaxada, e não fazia os serviços direito. Sempre via uma poeira em todo lugar em que eu passava. Acho que ela sujava ao invés de limpar.

- É verdade que ela dava em cima de seu noivo, aqui presente, Edward Cullen?

Ela hesitou um pouco mais assentiu. – Sim... – Ela fez uma cara triste. – toda vez que ele chegava do trabalho ela subia um pouco mais a saia, prendia melhor o cabelo e ia para o banheiro retocar a maquiagem. Como se resolvesse alguma coisa é claro.

A platéia começou a murmurar horrores até que a juíza colocou ordem.

- Como modelo o que você acha que isso causou em você?

- Protesto! – Levantei-me. – A pergunta está confusa, e mal formulada.

- Protesto aceito. James refaça sua pergunta.

- Claro meritíssima. Quero dizer, Tanya, você como modelo como se sentiu com o crime de Bella envolvendo todo o mundo da moda?

- Ah... – Ela murmurou e pensou um pouco. – Eu fiquei extremamente abalada com tudo isso. Você sabe que eu estou grávida, e ela foi para me substituir. E quando Tom lançou aquele jogo e disse que alguém estava com nome falso. Eu já sabia que era ela. Lógico. Ela sempre se mostrou péssima comigo, e achava tudo àquilo bem do feitio dela. E foi isso, ela mostrou que o mundo da moda não tem credibilidade, respeito, só sabe andar para lá e para cá nas passarelas sem nada por trás, uma magia, um sentimento. Ela realmente jogou o nome na lama de todos os modelos e envolvidos com a moda do mundo! E eu me sinto como uma líder deles, e falo em nome de todos.

- Obrigado meritíssimo. Foi tudo. – James falou com um sorriso.

A juíza chamou minha vez e eu me levantei. Tanya me encarava com um sorriso "angelical".

- Senhorita Tanya... – Comecei. – Na conversa com o promotor James, você disse que Isabella não era uma boa diarista... Então por que você continuou a recebê-la em sua casa mesmo não gostando dela?

Tanya ficou meio abalada depois ela respondeu calmamente.

- Eu não conseguia outra diarista. A empresa que contrata á ECD, não tinha diarista para o dia de sábado disponíveis, só ela. E eu acho que vocês já sabem o porquê.

- Certo. A senhorita disse também que quando soube do jogo de Tom, você sabia na hora que era dela que se falava. Mas a senhorita não deveria ter reconhecido primeiramente pela imagem dela? Quero dizer... Você não a teria reconhecido?

- Não... Hmm... Ela estava muito diferente.

- Se ela estava muito diferente, como que a senhorita soube que ela estava ali no meio? E logo soube que era ela de quem Tom Banner se tratava?

- PROTESTO! O advogado de defesa está coagindo á testemunha.

- Protesto aceito. Senhor Cullen, se controle. Tem mais perguntas?

- Só mais uma meritíssima. – Sorri e me voltei para Tanya. – Senhorita Dennali, se a senhorita já sabia que Danille Sparkle era Isabella Swan, e dos "crimes" que ela havia cometido. Por que a senhorita ficou todo esse tempo sem denunciá-la para a polícia? Não podemos levar a crer que a senhorita era cúmplice, no momento em que guardou a informação do crime para si?

- PROTESTO! – Mas já era tarde demais. Sorri. Eu já havia feito o estrago.

Voltei para minha mesa satisfeito. Eu sabia que não tinha salvado Bella, mas pelo menos tinha prejudicado Tanya.

- Tenho que confessar... – A juíza falou de repente. – Que nunca vi essa cena antes. Quero dizer, um noivo interrogando a noiva e deixando-a na parede sem respostas. O mundo realmente mudou.

Sorri. – Você nem faz idéia do que pode acontecer em três meses na vida de uma pessoa... –Murmurei para mim mesmo.

Bella

Eu sabia que o que eu estava lendo era verdade. Porque eu me lembrava das anotações anteriores, e a partir daquele ponto de seis meses atrás é que eu não me lembrava.

"- O Sr. Cullen me contratou e eu tenho o prazo de três horas para limpar todo o apartamento. E eu prometo que em três horas isso aqui estará pronto, e eu terei ido embora.

- Sr Cullen, Sr. Cullen... Minha filha, quem é o dono dessa casa é ele, mas quem manda nele, sou eu! Conseqüentemente eu mando na casa também, e nas diaristas que aqui trabalham também! Como você ousa?

- Senhora eu não estou querendo replicá-la de modo algum. Só quero fazer meu trabalho, senão eu não termino no prazo!

Tanya me olhou com desdém, mas cedeu. – Vá logo, então... Menina xucra.

E se afastou abanando o rabinho e se dirigindo ao quarto."

"Cinco minutos depois a campainha toca. Quem poderia ser? Vou atender. E quem me aparece! O meu patrão Mike Newton! Poxa, o que ele fazia aqui?"

- "Mas... – falei tentando ser a mais educada possível. – Eu vou sair com meus pais...

- Não Bella, você vai comigo..."

"- Oi Bella. – Edward me cumprimentou. – Desculpe por Tanya. Você está tão... diferente. – Foi a única coisa que ele conseguiu dizer...

Eu ri timidamente."

"- Você quer dizer... que você pretende fazer outro evento, como se fosse uma outra fashion week? Duas fashions week por ano?

- Exato! Só que esse ' segundo' evento seria com outro nome... E eu não tinha nome igual para ele, mas hoje me deram uma inspiração!

- Quem?!

- Ela... – E ele apontou para mim, hein?!"

Então havia sido aí que tudo tinha começado. Em um jantar, a mesma mesa, e as mesmas pessoas que mudariam minha vida para sempre.

Edward

Senti o chão se abrir e por pouco eu não saí do meu lugar. Fui impedido por Jasper quando ele percebeu meu movimento involuntário.

A nova testemunha. Tom Banner! A última vez que o vira fora quando ele me procurou no apartamento ainda em NY e disse que sairia de cena que já havia feito tudo. Mas ele estava ali no julgamento! Para incriminar Bella com sua influência e seu poder. O estrago que ele havia já feito não era o suficiente. Ele tinha que aparecer por lá.

O promotor fez várias perguntas e Tom disse de pé junto que Bella o procurou querendo crescer na carreira, e disse que somente mudando o nome, ele não quis aceitar, mas concordou e no dia do desfile fez o jogo porque se redimiu de seu erro. O depoimento dele dizia basicamente que Bella era culpada.

Ele sorriu largamente para mim ao sair da sala, e eu já estava que nem uma panela de pressão.

As próximas testemunhas eram minhas. Mas antes que os pais de Bella entrassem, eu precisava realmente começar aquele julgamento. Pois ele não havia começado. Eu teria que expor todo o jogo, enfrente ás câmeras, enfrente á juíza, porque eu sabia que só as testemunhas não seriam o suficiente para salvar Bella daquela encrenca.

Levantei-me e pedi á juíza um momento para argumentos de defesa.

- Senhor Cullen esse momento já passou...

- Eu sei excelência. Mas é fundamental que seja agora, foge um pouco dos parâmetros de um julgamento, mas acho que esse julgamento não está em total seguindo todas as regras.

A juíza ficou pensativa por um momento, mas acabou assentindo. Levantei-me e suspirei.

- Como todos sabem, eu indiretamente, diretamente e de todas as maneiras possíveis estou envolvido nessa história. Por isso eu vou contá-la da maneira que aconteceu. Não vou falar nesse momento como o advogado de defesa, mas como eu mesmo, sem máscaras e sem títulos. Vou contar uma história para vocês.

Bella

Fiquei chocada ao ver o que havia acontecido com minha vida em míseros três meses. Eu havia me esquecido de tudo isso.

As páginas do meu diário corriam pelos meus dedos e eu não conseguia parar de ler. Desci as escadas lentamente, e vi que Alice não estava lá.

Calmamente sentei no sofá e estendi o diário nas minhas pernas. Liguei a TV no canal do julgamento e olhei aquilo com outros olhos. Aquele era o meu julgamento, eu ainda não sabia o que eu havia feito para estar sendo julgada, mas eu já sabia que era sobre mim que eles falavam.

Vi Edward Cullen com outros olhos. Era realmente possível que eu tivesse me relacionado com ele? Amado ele? Segundo o diário, ele era meu ar, meu tudo, minha essência e minha razão.

Ouvi ele se levantar e encarar a juíza.

- Como todos sabem, eu indiretamente, diretamente e de todas as maneiras possíveis estou envolvido nessa história. Por isso eu vou contá-la da maneira que aconteceu. Não vou falar nesse momento como o advogado de defesa, mas como Edward Cullen. Vou contar uma história para vocês. – Ouvi sua voz na TV. Uma voz forte, grossa, sexy.

Ele contaria a nossa história. A história que eu lia nesse momento no diário. Enquanto ouvia o que ele relatava, eu acompanhava tudo com precisão junta ás páginas do meu diário. Era a história relatada por dois pontos de vista ao mesmo tempo. Eu o entendia agora, ao mesmo tempo em que eu me achava, em um lugar onde ele esperava por mim.

Edward

- Há cinco meses. – Comecei. – Em um jantar nos Smirks que todos conhecem, Tom Banner conheceu Isabella Swan, e se interessou por sua beleza, e ofereceu á ela um papel de modelo em novo evento que seria uma nova fashion week. Bella não aceitou e ficou por isso mesmo. Confesso que comecei a me aproximar dela, e a me interessar, mesmo tendo uma noiva. Durante quase duas semanas fiquei atrás dela e acabou que nos entendemos e voamos para Paris. Lá tivemos um desentendimento, e ela voltou para os EUA sem ninguém saber de seu paradeiro. Descobri no mesmo tempo que Tanya, minha noiva estava grávida. Mas isso é dispensável. – Todos começaram a falar indignado, eu continuei. – A questão meritíssima, é que nesse período em que Bella ficou nos EUA, ela tentava fugir de mim, porque ela não queria que eu a encontrasse, pois ela tinha ódio de mim devido ao nosso desentendimento em Paris. Bella entrou em um estado ruim de depressão e acabou que "do nada" surgiu Tom Banner oferecendo uma viagem á ela para o Caribe. Ela foi com a mãe e quando voltou Tom fez a mesma proposta para ela do dia dos Smirks. Bella quis recusar, mas a mãe soube que o pai, Charlie, havia sofrido um acidente em Forks, Washington e estava entre a vida e morte, e para salvá-lo precisaria de muito dinheiro.

Jake entrou no tribunal e relatou o dia precisamente para a juíza, depois Charlie e Renne entraram no tribunal e confirmaram a história do acidente de Charlie. Eu continuei meu discurso.

- Devido á isso, Bella acabou aceitando, tanto porque queria o dinheiro para o pai, como queria mostrar á mim que ela não era uma "empregadinha" somente. O que ela não sabia era que ela não era somente isso para mim. Tom sabendo de tudo propôs para ela que ela mudasse de nome, e isso tardaria que eu a achasse. Ela assentiu devido ao estado dela, e achando que não haveria mal nenhum naquilo.

- Durante dois meses ela se preparou e fez de tudo para que eu não a encontrasse. Até que chegou o momento inevitável em que teríamos que nos encontrar no desfile chamado Bella's Week, cujo nome Tom não mudou mesmo não tendo nenhuma Bella como modelo.

- Tom armou um teatro, que ficamos sabendo que iria acontecer na última hora. Logo depois descobrimos que era uma armação. E depois de tanto tempo longe um do outro, nós nos reencontramos bem no meio da passarela, tendo que interpretar Romeu e Julieta. Durante algumas semanas os jornais publicaram que aquilo parecia realmente real, e na verdade era. Foi tudo uma estratégia de Tom para conseguir impressionar as pessoas.

- Mas aquilo não havia sido o bastante. Ele lançou um "jogo" em que as pessoas teriam que descobrir quem era a Bella homenageada do desfile, e disse que alguém ali estava com nome falso. Bella e eu ficamos extremamente chocados. Eu sabia que Bella estava sobre identidade falsa, afinal era Danielle Sparkle ali, para todos os casos. E eu logicamente sabia quem era ela.

- Tom veio me procurar uma vez no meu apartamento em NY e disse que estava indo embora, e que já havia feito tudo o que tinha para fazer. Eu perguntei á ele o porquê que ele fazia aquilo e ele me respondeu que era vingança. Sendo que eu ainda não sabia do que era.

O porteiro do prédio de NY chegou e falou que realmente vira Tom e entrar no meu apartamento e sair instantes depois.

Continuei meu relato. – Bella então teve que ficar disfarçada todo esse tempo desde o desfile, pois havia começado uma caça para achar a tal Bella. Um dia eu estava acertando velhas contas com Mike Newton, que está aqui presente... – Ele entrou sendo escoltado por dois seguranças e ficou ali de cara emburrada. Eu o encarei vitorioso. – Essas contas envolvendo Bella. Saiu nos jornais, e alguns tablóides ficaram vendo a cena. Acontece que Bella também viu em seu disfarce, e acabou desmaiando, porque relembrou algo que sua mente havia apagado de sua memória.

- Os tablóides viram e descobriram finalmente quem era Isabella! E a partir daí a notícia se espalhou e marcaram a data do julgamento que estamos aqui hoje. –Suspirei. – Bella não pode estar aqui hoje, devido ao desmaio que teve, que acabou levando-a á esquecer o que acontecera com ela desde de o dia do jantar nos Smirks.

Bella

Tudo o que ele falara era verdade. Tudo o que Edward falara estava ali em meu diário relatado ao meu ponto de vista. Desliguei a TV já achando que era o suficiente. Eu precisava de um tempo para pensar para refletir.

Agora eu já sabia de tudo o que havia me acontecido nesse tempo todo. Agora eu entendia o que estava me acontecendo no presente. Entendia o dia no hospital, a surpresa de Alice ao reconhecê-la, o dia na janela da cozinha, os meus pais, sua ida á Washington, Jake e sua "rave", eu entendia tudo.

Mas uma coisa me faltava.

Eu sabia que havia amado Edward Cullen, eu li isso. Mas eu agora no meu presente eu não o amava. Eu não havia recordado minha memória, eu havia lembrado parcialmente pelo o que eu havia escrito. Não era como se aflorasse de repente em meu coração o sentimento de novo por ele, me faltava isso ainda.

Larguei o diário e sai pela primeira vez aspirando o ar puro e o sol da cidade de Chicago. Alice não estava á vista, mas seu carro estava lá. Peguei as chaves em cima da mesinha de centro e dirigi até um lugar que parecia que havia sido importante. Eu precisava refletir, e eu tinha certeza que Alice entenderia a questão do carro depois.

Edward

A platéia estava sem fala agora. Todos estavam assombrados, surpresos, confusos. E eu estava tendo dificuldades para continuar aquilo. Estava ficando pesado até para mim, e eu não via a hora de me livrar daquilo e ir embora.

- E agora eu estou aqui como advogado novamente, para fazer uma denúncia contra Mike Newton, que aos treze anos estuprou uma garotinha de nove anos, e a deixou traumatizada para sempre. Foi à descoberta desse fato, que levou Bella á perder sua memória temporariamente.

Nem mesmo a juíza conseguiu controlar as pessoas. Elas começaram a xingar Mike, dizer coisas horríveis e os fotógrafos estavam descontrolados.

Entraram algumas testemunhas que Mary, a detetive, havia arranjado para provar o que Mike fizera. E foi provado á culpa dele.

- NÃÃÃO! – Mike gritou no meio da multidão. – Isso não é verdade! Vocês estão me caluniando! Vocês sabem que eu sou? Eu sou dono do maior restaurante dessa cidade!

- Você pode até ser o dono do melhor e maior restaurante dessa cidade... – Uma mulher baixa vestindo roupas formais e com um atirador de pregos nas mãos entrou do nada no meio da multidão. Aquele julgamento já estava uma bagunça e tenho certeza de que a juíza já nem tentava amenizar mais a situação. – Mas tenho certeza de que nas horas vagas você é um grande canalha estuprador! Meritíssima, eu tenho provas que ESSE homem, estuprou o total de cento e cinqüenta e duas crianças e adolescentes ao longo desses anos. Que toda sexta e sábados á noite ele leva ao seu apartamento todos os tipos de pessoas! – A detetive Mary falou vitoriosa.

Até eu fiquei assombrado com aquilo. Um maníaco? Um pedófilo? Até para Mike aquilo era muita coisa. Dei um joinha para Mary que sorriu mostrando seu atirador de pregos.

- ORDEM! ORDEM! – A juíza berrou. Demorou alguns instantes até que a juíza conseguisse que todos ficassem quietos. – As provas são mais do que suficientes, Mike Newton será condenado á cento e cinqüenta e dois anos de prisão, cada ano por cada criança violada.

- NÃO! – Ele berrou.

- Mike Newton, você tem o direito de dizer suas últimas palavras em liberdade...

- Certo ok! Mas vou dizer que não sou só eu o culpado e que merece ir para a cadeia!

- Do que você está falando? – A juíza exclamou, e eu olhei aquilo tudo atônito.

- Eu não vou para a cadeia sozinho e ser culpado de tudo! Eu tenho uma declaração a fazer! – Ele disse alto e rindo estrondosamente. – TANYA DENNALI! Ela era minha cúmplice, de dois anos para cá ela sabia do meu "vício" e me arranjava crianças todo final de semana! Ela chegou a participar uma vez de uma de minhas "sessões".

Tanya? Não podia ser! Ela...? Estupradora de criançinhas junto com Mike?

De repente várias pessoas começaram a gritar. – PEGUE ELA! – Olhei para trás e vi Tanya tentando fugir por entre a multidão, mas ela foi agarrada por um fã louco.

- Cara, eu sempre fui seu fã, eu sempre! Como você é linda.

- ME SOLTA, SEU IDIOTA! – Ela gritou batendo nele com as mãos. Mas Jasper foi mais rápido e a pegou levando-a para frente da juíza. Ela continuava se debatendo, e a juíza olhou ela com extrema frieza.

- Você, além de mostrar falso testemunho no julgamento, ainda assim comete esses crimes? – A juíza disse com rancor e nojo.

- Não fui eu! Esse homem está me difamando!

- Meritíssima, acho que ela está certa... Ela está grávida, não é melhor... – Disse tentando não piorar as coisas para meu filho. Eu já me preocupava com ele possuindo uma mãe desequilibrada, agora ainda mais com a mãe se debatendo como louca.

- HAHA! – Mike riu estrondosamente. – E você acha mesmo que esse filho é SEU? HAHA! Um dia quando não tinha nenhuma criançinha, eu e Tanya decidimos brincar um pouquinho. O noivo dela não dava as contas, e há algum tempo nem tocava nela. HAHA! Você nunca desconfiou do tamanho da barriga dela? Ela nem quatro meses tem! Ela já tem cinco meses e meio de gravidez! E ela te enganou esse tempo todo!

- O QUÊ? – Gritei. – Meritíssima, retiro o que eu disse. Pode fazer o que quiser com ela...

- Ed, não faça isso comigo. Lembre de nossos momentos juntos, de tudo o que vivemos de tudo o que passamos. Eu errei, eu sei, mas foi porque eu te amo.

- E é porque eu me amo que eu estou te deixando sem nada agora, Tanya. Uma vez eu te disse que era para você ir para o inferno, enquanto eu ia para o céu. Agora eu repito a mesma coisa. Mas te digo, vá para a cadeira com Mike, vocês se merecem, enquanto eu fico aqui fora, livre de você. FINALMENTE! – Sorri, mas uma dor correu o meu peito ao me lembrar que eu não poderia ir ao céu, pois o céu era onde Bella estava. Só que não mais para mim.

Ela encontraria outro cara, outro alguém, que ela amasse que ela se lembrasse. E ela nunca teria que se preocupar em me esquecer, pois ela já tinha o feito.

- Ed, você ficou pálido de repente cara, aconteceu alguma coisa? – Jasper perguntou.

- Estou bem, estou bem. – Garanti á ele. – Só estou meio abalado, com essas informações.

- É... – Ele disse sorrindo. – Quem diria que de um julgamento para Bella, iriam ser outros os condenados.

- Isso aqui ainda não acabou Jasper... Bella ainda não foi considerada inocente. – Disse suspirando. Sentei-me de novo na cadeira enquanto o mundo explodia ao meu redor. Tanya e Mike foram levados pelos os seguranças e eu fiquei ali esperando o momento em que a juíza desse a conclusão.

Bella

Estacionei meu carro numa estrada no mesmo local onde havia um banco de pedra no meio de duas árvores grandes, e no fundo alguns laranjeiras.. Segui a trilha e ao longe já ouvia o barulho da cachoeira. Chegando lá encontrei a paisagem mais bonita do que eu descrevera no meu diário. Molhei meu rosto na água da cachoeira e observei os peixinhos dourados nadando para lá e para cá.

Deitei na grama, e fiquei observando o sol e as nuvens. Eu sentia que conhecia aquele lugar. E isso era diferente de ter lido. Eu sabia. Eu sentia.

Edward

Foram levados exatamente vinte minutos para o tribunal voltar em ordem novamente. Nem os seguranças davam mais conta do recado. Pessoas de outras sessões entraram para ver o espetáculo, fotógrafos invadiram a área restrita e a juíza já estava arrancando os cabelos.

- ORDEM! Isso daqui não é hospício, é um julgamento!

- AHHH... Acabei de me lembrar de um fato, meritíssima. – Disse me levantando e sorrindo. Todos ficaram quietos novamente em busca de mais carnificina.

- O que foi agora senhor Cullen? Quantas pessoas a mais vão ser levadas para cadeia?

- Só mais uma, excelência.

- Fale logo então, eu preciso de meus comprimidos. – Ela disse enxugando o suor da testa.

- Bem... Eu também quero dizer que TOM BANNER, é quem deveria estar em um hospício. Eu tenho relatos que há cinco anos ele freqüentou um hospital psiquiátrico em Louisiana, ele foi diagnosticado com uma doença chamado Mal de Vingança. Ele, astuto como era, conseguiu lidar com os psiquiatras, e todos acreditaram que ele havia se recuperado. Ele veio para Chicago e se tornou o tão famoso Tom Banner, gerenciador de eventos do mundo da moda. Exercendo sua influência sobre todos, e não deixando ninguém saber de seu passado em Louisiana. Porém, ele provou que nunca se recuperou e se tratou realmente, ao lançar o jogo contra Isabella Swan. Ele queria vingança, agora eu não sei do que.

Ele é um doente mental meritíssima.

Todos começaram a falar assombrados. Aquele julgamento seria a notícia do ano com certeza.

- Você tem provas disso? – A juíza falou assombrada e parecendo que teria um ataque cardíaco a qualquer momento.

- Tenho documentos de um dos psiquiatras dele no hospital, e também tenho o próprio psiquiatra que tratou dele aqui nesse julgamento.

Nesse momento, Laurent entrou na sala, e falou para a juíza como fora o tratamento de Tom há cinco anos. Disse que sabia quem ele era, mas por ética profissional mantivera silêncio sobre seu ex-paciente, mas quando viu o que ele fazia, e o que acarretou á mim e a Bella, ele resolveu falar, achando que era a melhor coisa.

A juíza estava já assombrada com tudo aquilo. – Senhor Cullen, tudo bem que ele tem problemas psiquiátricos, isso foi provado. Mas todos nós sabemos que isso não é motivo de cadeia e nem punição...

- NÃO É? – Olhei para trás rapidamente olhando para o grupo de pessoas que entrava em fila no tribunal. Os fotógrafos foram á loucura e quase tiveram seus filhos ali mesmo. – Se não é suficiente, meritíssima, vamos dizer aqui algumas coisinhas sobre Tom Banner!

Estava ali nada mais nada menos do que os modelos mais famosos do mundo. A maioria deles participou da Bella's Week.

- Mas o que é isso? Virou um circo isso aqui? – A juíza gritou.

- Somos as novas testemunhas, meritíssima. – Uma modelo falou. – Já que a prova que nossa colega Edward conseguiu não foi necessária, viemos aqui falar um pouco de nossa vida. Os tempos doentios que passamos a subordinação, e o poder que Tom exercia sobre nós.

- ONDE ESTÁ TOM? – As pessoas começaram a gritar. Começou uma gritaria de pessoas pedindo por ele: TOM, TOM, TOM!

A juíza mandou buscá-lo, mas os seguranças não o achavam em lugar nenhum.

- ELE FUGIU! – Gritou um dos seguranças.

- O quê? Jasper vamos atrás agora!

- Chefe você quer mesmo ir? Outras pessoas vão! Você tem que ficar aqui!

- Você tem razão. – Suspirei. – Eu nunca pensei que isso fosse acontecer em um julgamento.

- É chefe, vivendo e aprendendo. – Ele disse batendo em meu ombro rapidamente.

Depois de uns dez minutos, alguns seguranças vieram dizendo que ele tinha pegado um helicóptero e fugido.

- ORDEM! ORDEM, senhores! – A juíza pediu. – Se ele fugiu não é necessário de mais provas! Ele é culpado. E vai ser caçado a partir de agora pela CIA, ONU, FBI...

- E claro por nós. – Um homem falou. Ele também era modelo. – Alexander, pegue nosso jatinho particular e sobrevoe toda essa área! Vamos achar Tom, querendo ou não! – Os modelos começaram a sair rapidamente do tribunal antes que fossem massacrados pelos jornalistas. Coitados, eles teriam o maior furo da existência deles.

- Edward, você fez um excelente trabalho... Você não quer assumir o trabalho de Tom? – Um dos funcionários de Tom veio me cumprimentar.

- Ser gerenciador dos eventos? – Perguntei surpreso. – Ah... Isso não é para mim...

- Talvez Danielle, quer dizer, Bella aceite... O que você acha? Precisamos de alguém confiante nisso...

- Eu não sei. – Disse abaixando a voz. – É melhor perguntar á ela.

-Eu irei então. Muita sorte. –Ele piscou e saiu junto com os outros modelos.

- ORDEM! ORDEM! – A juíza gritou. – seguranças! Chamem todos os seguranças do prédio, e tirem todos daqui! Inclusive os jornalistas! Só quero Edward Cullen, o promotor, e os familiares!

Cinco minutos depois vários seguranças vieram e foram dispersando o povo. Depois de mais um tempo ainda, o silêncio reinou na sala do tribunal. Os subalternos da juíza davam alguns medicamentos em um copo d'água para ela, enquanto o escrivão escrevia furiosamente em sua máquina.

- Por favor, eu preciso de dez minutos com o júri. – Ela pediu e se retirou da sala com o grupo de sete jurados.

Eu mofei na cadeira. – Isso não acaba nunca?

- Não vejo a hora de sair daqui também... – Jasper disse, o celular dele tocou e ele atendeu.

- Oi amor. Você viu o que aconteceu aqui? Onde você está? Você quer vir aqui, agora? Eu não sei pode... Acho que não vão deixar!

- Mas é claro que pode! – Alice apareceu na sala do tribunal segurando o telefone nas mãos. – Meu charme é infalível para os seguranças! –Ela disse sorrindo. Jasper largou o telefone no chão, e saiu correndo em direção á ela. Parecia aqueles filmes que tudo acontece em câmera lenta, enquanto os dois corriam na direção um do outro.

- Eu senti tanta sua falta, Jasper! – Ela disse o beijando apaixonadamente. No meio do tribunal, com pessoas olhando, ótimo... Tinha que ser Alice.

- Eu também meu amor, eu também! Não vejo a hora de sair daqui e ir embora com você!

-Jasper, eu tomei minha decisão. Eu quero me casar com você, agora, sempre, forever! Você me entende? Eu quero casar agora, amanhã, depois, não sei! Só quero que você fique para sempre ao meu lado. Você aceita?

Jasper ficou surpreso depois a abraçou e a rodopiou no salão. – Claro que sim, mas eu que deveria estar te pedindo. – Ele ajoelhou-se e pegou uma caixinha do paletó. – Alice, eu carrego essa aliança comigo desde que eu e você nos conhecemos, eu sempre quis tentar ter coragem, mas eu sempre adiantava com medo que você não me aceitasse. Mas eu agora eu tenho a certeza. Alice quer casar comigo?

Ela já estava um poço de lágrimas. – Claro que sim, meu amor! Claro! – Ela ficou o beijando desesperadamente. – Edward! – Ela gritou meu nome. – Você viu, eu fui pedida em casamento no meio de um tribunal! Era meu sonho! – Revirei meus olhos para ela, mas eu estava feliz pelos dois. Com um pouco de inveja admito, por eu não ter alguém com que pedir para casar.

- Você tem que provar o smoking branco que Edward usou no desfile. E eu, claro, vou usar o vestido lindo que Bella usou! – Ela gritou feliz.

A juíza e os jurados voltaram á sala e ficaram olhando a cena estupefatos. Depois a juíza suspirou e disse. – Acho que um pedido de casamento é normal aqui agora, perto do que aconteceu há poucos minutos.

- Cuidado para não virar moda juíza! – Alice gritou ainda abraçada com Jasper.

Todos nos sentamos em nossos lugares e ficamos esperando a decisão do júri.

Minha mão estava fria, e minha pressão já estava abaixando consideravelmente.

Eu queria que aquilo fosse o mais rápido possível.

Bella

O vento açoitava meu rosto e meus cabelos. Fechei meus olhos tentando absorver tudo àquilo que estava acontecendo ao meu redor.

De repente as imagens começaram a surgir em minha mente.

"- Você é tão perfeita, Bella... Você tem certeza que é real? – Ele perguntou me olhando nos olhos, enquanto eu mordiscava uma maça.

- Sabe... Eu estava me perguntando à mesma coisa. – Ele revirou os olhos e pegou a maça e mordeu.

- Você é muito absurda, Bella..."

"- Você me mata ainda Bella, quase estragou meus planos...

- E porque não estragou ? – Fiz cara de magoada.

- Porque... – Ele veio enquanto beijava meu rosto. – Você é minha Bella. E merece o melhor momento para você. Eu te amo.

- Eu te amo, lindo... – suspirei. – Meu lindo."

Abri meus olhos lentamente e vi um passarinho azul pousar perto de mim. Sorri agraciada e tentei pegá-lo com as mãos. Mas ele fugiu.

E estava certo. Ele era livre, ele não ficava nas mãos de ninguém, ele era independente e feliz.

Assim eu também tinha que ser. Comigo mesma. Com minha mente. Pensei brincando com um pedaço de folha. Minha mente havia feito eu me esquecer dos momentos mais duros da minha vida, mas também dos melhores. Havia me feito esquecer-me da pessoa mais importante, e dos momentos mais importantes. Mas agora eu queria ser livre para poder me lembrar do que eu quero fazer, e sofrer do jeito que tem que sofrer.

Agora eu me lembrava de tudo. O amor por Edward corria de novo em minhas veias, e só agora eu sabia que verdadeiramente ele nunca tinha saído dali.

Era por ainda alguma parte de mim me lembrar de quem ele era que na noite no hospital eu chorei sem nem saber o motivo. Por isso que todas as noites eu ficava esperando por alguém, ou alguma coisa, e chorava mais uma vez.

Agora tudo fazia sentido... E eu me lembrava de tudo.

Deitei na grama fresca, e passei minhas mãos pela minha barriga. As lágrimas começaram a brotar dos meus olhos ainda mais. Eu não estava engordando de tanto comer, eu estava grávida!

Eu havia me esquecido até disso, e como eu mesmo tinha me permitido? Eu poderia ter lutado contra minha mente, lutado para permanecer na realidade. Mas eu simplesmente ignorei tudo o que acontecia ao meu redor, enquanto a melhor parte da minha vida ia se esvaindo das minhas mãos.

- Um filho, - Murmurei engolindo em seco. – Um amor, e uma vida em três meses, agora eu me lembro, e não vou deixar isso escapar. – Passei minhas duas mãos por minha barriga e comecei a acariciar. – Por nada.

Edward

A juíza se sentou em seu banquinho, mas depois se levantou, junto com os outros jurados.

Ela se aproximou de mim e sorrindo me deu um beijo na bochecha e apertou minhas mãos.

- Foi um prazer imenso conhecer alguém como você, Edward. – Ela disse. – Se você não mudou a vida de todos os julgamentos, você mudou a deste. Isso não é mais um julgamento normal, é mais uma prova de amor. E das boas.

Eu sorri agradecido, beijei a palma da mão da juíza que enxugou as lágrimas. Ela se afastou um pouco e pegou uma pilha de papéis.

- Hoje, várias testemunhas vieram aqui, várias coisas aconteceram aqui, e vários sentimentos e emoções tomaram conta de todos nós. De um modo especial, em mim. Tenho certeza de que não vou olhar a vida mais do mesmo jeito que eu olhava principalmente os relacionamentos. Eu que sempre achei que o amor não valia para nada, só trazia sofrimento e dor... Agora eu sei que o amor é muito amor do que tudo até as conseqüências que ele traz. – Ela engoliu em seco e continuou. - Eu e o júri ficamos conversando lá dentro, não da condenação em si, mas das nossas vidas e de nossos relacionamentos. – A juíza sorriu para um homem do júri que sorriu de volta para ela carinhosamente.

- O que Xarol quer dizer... – Um dos jurados falou. – É que aqui foi mais do que provado que Isabella Swan não mereceu estar sendo julgada. A mídia fez tanto alarde em volta de tudo isso, que fez isso se tornar uma tremenda bola de neve. Só que essa bola de neve não engoliu Isabella, engoliu as pessoas más que engoliam vocês.

- A decisão Edward, é simplesmente, que Bella foi absolvida! E desejamos que ela recupere a memória e possa ver o que você fez por ela hoje. – A juíza falou e as lágrimas continuaram brotando de seus olhos.

- Quer dizer...? – disse tentando controlar as lágrimas que insistiam em cair. – Que eu consegui?

- Você conseguiu meu irmão! – Alice disse me abraçando. – Você conseguiu tirar ela dessa! – Ela disse sorrindo e gargalhando. Jasper veio me abraçar também, e logo um pequeno grupo estava naquele abraço. Os pais de Bella, meus pais, Jake, Alice, Jasper, Emmet, a juíza, os jurados, Mary, e todos aqueles que torciam para que Bella saísse daquela.

Eu havia conseguido! Eu finalmente poderia deixar Bella em paz. Agora ela tinha a oportunidade de recomeçar a vida dela, sem nenhuma ficha criminal ou status a impedindo. Ela poderia fazer o que quisesse com quem quisesse. E onde quer que eu esteja eu estaria feliz por ela. Por que quem ama quer a felicidade do outro, e eu a amava mais do que tudo.

Desvencilhei-me do abraço grupal ainda com lágrimas nos olhos, e sem ninguém perceber fui em direção á porta de entrada. Com uma última olhada eu vi todos sorrindo, se cumprimentando, rindo felizes. Eu sorri tristemente. Eu os amava muito. Todos eles. Mas era a melhor coisa... Eu tinha que me afastar dali, para o bem de todos e o meu próprio.

Sai da masmorra e fui até o corredor vazio devido ao trabalho dos seguranças, peguei meu celular e disquei o número do aeroporto.

Respirei fundo e esperei a ligação ser atendida.

- Boa-tarde aqui é do aeroporto internacional de Chicago!

- Boa – tarde. Eu queria adiantar minha viagem para Paris para hoje.

- Hmm... Acho que não temos mais lugar no próximo vôo.

- Você pode checar isso para mim?

- Claro. – Esperei pacientemente um minuto. – Temos uma última vaga no vôo executivo para o vôo das três da tarde, você acha que consegue chegar á tempo?

- Tempo suficiente. Obrigado. – Desliguei o celular.

Bella

Eu não podia mais esperar. Edward estava fazendo um grande sacrifício por mim. Uma verdadeira prova de amor no tribunal... Eu tinha que dizer á ele que eu me lembrava dele, e que queria passar o resto dos meus dias ao seu lado. Não me importando resultado de julgamento ou qualquer coisa parecida! Eu somente o queria ao meu lado! Ele, nosso bebê e eu. Como uma verdadeira família deveria ser.

Levantei rápido do gramado, dei uma última olhada na paisagem e saí correndo sorrindo pela trilha.

Saí em alta velocidade com o carro em direção ao tribunal. Eu o encontraria e diria para ele tudo o que se passava por minha cabeça. Eu daria minha prova de amor também.

Edward

Consegui passar despercebido pela multidão que se formava na frente do tribunal e fui até meu apartamento.

Encontrei a TV ligada e uma tigela de pipoca espalhada no chão. Peguei tudo aquilo e joguei pela janela. Não me atrapalharia mais. Nada de Tanya em minha vida. Nunca mais! Depois de tanto tempo com ela, eu estava livre! Finalmente!

Peguei minha mala e coloquei a maioria das minhas roupas e utensílios pessoais.

Eu compraria tudo quando chegasse a Paris. Lá eu constituiria uma nova vida, uma vida diferente.

Olhei pelos armários e gavetas para me certificar que eu não esquecia nada, até que uma foto caiu aos meus pés. Peguei rapidamente e meus olhos encheram de lágrimas novamente. Uma foto minha e de Bella em Paris de frente para a Torre Eiffel.

Coloquei a foto junto ao meu coração e respirei fundo. Dei um leve beijo na foto e a deixei em cima da cama.

Eu precisava me acostumar.

Saí do apartamento e rumei até o aeroporto. Deixando todo meu passado para trás, e tentando esquecer, assim como Bella, dos melhores meses, e das melhores pessoas de minha vida.

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Eu confesso que chorei escrevendo o final desse capítulo! A confusão do julgamento e o toque de humor foram propositais para que não tivesse tantas lágrimas assim... *abana*

Como eu recebi várias propostas muito bacanas de melhor fim, eu decidi mesclar as idéias. Peguei as partes boas daqui e da li e fui fazendo. Ainda tem mais de Tom e Tanya, garanto ;)

DEIXEM REVIEWS E DIGAM O QUE ACHARAM! E aaah, eu estou em clima de despedida, to quase chorando aqui gente!

FANTASMAS APAREÇAM E DEIXEM UMA AUTORA FELIZ! :D

Agradeço aElise Garcia, Bibi, Dani, Vitoria Sheba, Vitoria Sheba, Bells C, Ana Carolina P.!

Que comentaram no último capítulo! Eu vou sentir saudades de vocês! *se descabela*

Tchau gente, até o próximo cap!

Beeijos,

Com amor.

Nat.