– Será que você pode perguntar algo menos comprometedor? – Amy perguntou com um sorriso amarelo.
– Ok, ok. – ele riu. – Desculpa, mas acho que isso foi um sim. – ele parou para pensar – E você também gosta do outro primo?
– Não sei... – ela respondeu evasiva.
– Tá bom. Entendi. Tô sendo direto demais. A garota da história gosta do primo bonzinho?
Amy sorriu. Agora era mais fácil de responder. Era ilusório - Amy sabia disso - mas parecia que ela não falava da própria vida.
– No começo, a garota achava que ele era só um um amigo, mas depois, de repente, tudo parecia mudado... havia algo entre os dois que não havia antes. Ela não sabe o que sente por ele.
– Hummm... Ela não sabe ou fingi não saber? – ele perguntou. Amy não esperava aquela pergunta, muito menos vindo dele. A primeira reação de Amy foi de surpresa. Mas a segunda foi de raiva. Ele não tinha o direito de fazer uma pergunta como aquela!
– Você pareceu Pilar agora. – ela resmungou chateada. Não olhou para ele, mas olhava para frente com o rosto emburrado e os braços cruzados
– Amy, me desculpa. – ele pediu ainda rindo – Foi só uma brincadeira. – ele tentou se explicar, mas ela nem olhou para ele, continuou enfezada no seu canto. Até porque sabia que se olhasse para ele não iria resistir ao seu charme.
Ele levantou-se. Iria embora e a deixaria lá, sozinha? Mas ele não foi embora. Não. Ele não faria isso. Ele era diferente. Ele ficou frente à frente com ela e ajoelhou-se no chão de terra e lama, nem se importando se aquele ato sujaria sua calça ou não. Pegou em suas mãos e ela deixou-as serem levadas por ele, mas ela ainda tinha no rosto o semblante fechado. As mãos dele eram calejadas e quentes, mas ela sentiu conforto naquelas mãos maltratadas.
– Amy. Ei, Amy. – ele tentou chamar sua atenção – Amy? Amy, olha pra mim. – ele pediu. Amy resistiu, mas acabou sendo vencida por aquelas palavras ternas. Ela olhou e ele estava olhando para ela. No mesmo instante, Amy desmontou. Era impossível resistir aqueles olhos azuis-celestes e aquele sorriso. Ambos amáveis demais, afáveis demais, quase infantis, sem malícia alguma. – Desculpa, Amy. Eu sei que o que eu fiz foi muito indelicado. Foi uma brincadeira muito sem graça, e esse tipo de brincadeira não se faz. – ele falou sério – Você me perdoa?
– Tá. Você tá perdoado. – ela falou rindo.
– Obrigado! – Ele juntou as mãos dela - que estavam nas suas - e beijou-as. Depois levantou-se, com um sorriso glorioso no rosto, sentou-se ao seu lado e virando-se para ela, deu-lhe um beijo na bochecha. – Você é fabulosa! – ele exclamou felicíssimo enquanto ela sentia todo o seu sangue correr para suas bochechas.
Se Amy tivesse ação e coragem de lhe falar algo, diria "Você é que é fabuloso!", mas estava ainda em estado de êxtase, principalmente pelo beijo. Ele havia feito aquilo com uma naturalidade impressionante. Ele lhe achava mesmo fabulosa? Ela nunca se sentia assim, mas naquele momento pôde chegar perto. Principalmente pelo beijo.
Ela sorriu. Estava feliz. Sim, ele lhe deixava feliz. Então, em frações de segundos, se viu fazendo algo meio impossível para ela. Pulou em cima dele e lhe deu um abraço. Ele não reclamou, apenas retribuiu o abraço inesperado, um pouco impressionado com o ato da garota.
Ela afundou o rosto no cangote do garoto, inalando seu perfume verde como se estivesse respirando o ar campestre e todas as suas nuances maravilhosas. Apertou-o contra seu peito como se fossem se fundir em apenas um ser.
Ele também sentiu seu perfume delicado e sutil. Entendia porque Ian gostava dela. Ela era diferente de todas garotas que ele conhecia. Só esperava que ele gostasse mesmo dela porque ela não merecia sofrer por ele. Agora compreendia porque os garotos ficavam enfeitiçados por ela, - porque ele também estava - embora não soubesse qual era seu feitiço invisível.
Depois de voltar para seu estado normal - porque ela certamente não estava no seu estado normal - soltou-o num átimo. Ficou se achando uma tola por ter feito algo como aquilo. Ruborizou no mesmo instante.
– D-d-esculpa – ela gaguejou, fugindo dos olhos dele. – Foi uma imbecilidade minha.
– Não tem problema algum, Amy. Que besteira. – ele falou – Nós somos amigos. – ele disse num tom quase infantil enquanto passava braço por sua cintura e a trazia para perto. Ela descansou a cabeça no seu ombro, e ele, na cabeça dela.
– Obrigada. – ela agradeceu emocionada. – Você é realmente um bom amigo. – e voltou a afundar sua cabeça em seu ombro largo, mas logo em seguida levantou-a e voltou a olhar para ele. Ele também olhou para ela.
– Gosto de você, Henry. Você é diferente. – ela falou melíflua. Ele riu, claro.
– Obrigado por me chamar de esquisito. – ele brincou. Ela também riu dessa vez.
– Não quis dizer nesse sentido. Na verdade, o que eu queria falar é que você não é como os outros garotos, imaturos e egoístas, cheios de segundas intenções. Você é diferente. É amável e afável. – ela falou e ele pôde perceber a voz embriagada de emoção e, nos olhos, algumas lágrimas.
– Obrigado por ser meu amigo.
– Obrigada você por aparecer na minha vidinha sem graça. Você também é especial, Amy. – ela voltou a apoiar a cabeça em seu ombro e ele a beijou ternamente enquanto afagava seus cabelos.
Lá fora a vida seguia como de costume, mas para os dois o tempo havia parado.
Snif, snif :')
Que lindo! Fofo demais. Os dois. Ela e ele. Mas essa é a minha opinião e a de vocês?
Acharam legal, preferem o Henry, preferem o Ian, ficaram com raiva de mim, querem me matar ou matar a Amy, ou o Henry, ou o Ian que não faz droga nenhuma nessa história...? Que acharam? Deixem reviews fofas (ou não...) para mim!
Beijinhos e até o próximo capítulo!
