Original Title: Eternity(www (ponto)fanfiction(ponto)net/s/5251060/1/Eternity)
By: LisaLovesCurry(www(ponto)fanfiction(ponto)net/u/1936036/LisaLovesCurry)
Disclaimer: Não tenho os direitos de "Twilight", Stephenie Meyer que tem.
Eternidade
Eternity
2005: Estranhos
PV de Jacob
Antes de ir dormir, Billy me pediu para comprar leite. Mas, ao invés de La Push, fui até Forks – digo, eram apenas algumas milhas de distância, e a noite estava boa para dirigir: limpa, finalmente. Além disso, sempre havia a possibilidade de encontrar Bella, embora fosse esperança demais às dez da noite. E não que eu pudesse dirigir sozinho, mas outro surto de crescimento fazia com que eu parecesse alto o bastante para dirigir, mais velho também. E, hey, com Billy sendo bom amigo do Chefe Swan, não é como se eu fosse entrar numa tonelada de problemas se eu fosse pego... desde que Charlie fosse a pessoa que me parasse e não outro policial.
Cheguei bem à cidade, comprei o leite, e quase na metade do caminho de volta ouvi o barulho do pneu estourando. Imediatamente, senti a parte de trás do carro começar a balançar. Praguejando, parei no acostamento e fiquei quieto por alguns segundos, considerando minhas opções. Ligar para Billy estava fora de questão, sem contar que ele me mataria se soubesse, não que fosse possível ele me ajudar. Harry ou Sue provavelmente viriam me pegar, mas, de novo, eles me matarem era um problema, e eu não tinha também um celular. Estava começando a chover, e como estava seco quando saí, eu não tinha um casaco, o que deixar a ideia de andar não muito atraente. Não havia um guarda-chuva no carro também, e comecei a ponderar se conseguiria ver bem para tirar o pneu e trocá-lo sozinho quando um carro parou atrás de mim.
"Merda," murmurei, imaginando um carro da polícia parando para me ajudar (e depois me prender). Eu me virei para olhar, e fiquei surpreso de ver uma Mercedes preta.
"Whoa, uma S55 AMG," sussurrei, tentando não babar. Não me levem a mal, eu gosto do meu carro, e assim que ele funcionar, vou deixá-lo melhor, e o antigo sedan do Billy era bom, mas o carro atrás do meu era do tipo que eu daria meu fígado para ter. Talvez não um fígado, mas alguns dedos da mão ou do pé. Era péssimo que as concessionárias só aceitassem pagamento em dinheiro.
Saltei do carro e fiquei logo molhado, e depois um homem e uma mulher saíram da Mercedes – ambos tiveram o senso de vestirem os casacos, e a mulher segurava uma sombrinha. Quando chegaram perto, vi que a sombrinha era grande para cobrir nós três, o fato que me fez pensar em querer ter ficado no maldito carro por mais um segundo. Pelo menos eu não ficaria ensopado.
"Precisa de uma ajuda?" O homem perguntou. "Vimos que o pneu estourou."
Levou um segundo para eu perceber que esse cara devia ser… muito pálido e de boa aparência, mas mais velho que os meninos que vi no baile de Bella… devia ser Dr. Cullen e a senhora Cullen, esta com a sombrinha.
"Obrigado," disse, sorrindo ao imaginar como a expressão de Billy ficaria quando eu contasse quem me ajudou a trocar o pneu. "Eu me perguntava como conseguiria prender os parafusos com a chuva."
Enquanto eu pegava o macaco, o Dr. Cullen voltou para o carro dele e pegou uma lanterna. Não pareceu que ele demorou muito, e ele mal se molhou ao voltar, o que me fez querer ter mesmo colocado um casaco.
"Eu sou Jacob Black," falei para a senhora Cullen quando ele estava distante. "Vocês devem ser os Cullens, certo?"
"Sim," ela disse com um sorriso. "Você tem mesmo idade para dirigir, Jacob?"
"Hmm," disse, ajustando o macaco para não olhar para ela. "Não?"
A senhora Cullen riu. "Não se preocupe, não vamos contar. Apenas tome cuidado."
Quando o Dr. Cullen voltou, ele pediu à esposa para segurar a lanterna, e com a luz e a sombrinha, levou um décimo do tempo que eu teria levado trabalhando sozinho no escuro e na chuva para tirar o pneu e colocar o reserva. Levou uns cinco minutos para começarmos e terminarmos, e depois os Cullens desejaram boa noite e foram embora. Eu agradeci uma dúzia de vezes e acenei enquanto eles iam embora, mas, ao voltar para casa sozinho, pensei no que havia acontecido com mais cuidado.
Pode ser um estereótipo, mas não penso que uma pessoa que tem uma Mercedes seja do tipo que consegue consertar o próprio carro. Se você tem dinheiro para comprar uma S55 AMG, então tem dinheiro para pagar alguém para consertar os freios, por exemplo. Mas o Dr. Cullen sabia o que estava fazendo. Na verdade, ele se mexia mais rápido que eu trocando o pneu. Isso era um pouco estranho. E, sinceramente, quantas pessoas parariam para ajudar? Eu podia ser um assassino psicopata para os Cullen, mas eles pararam, e sem se preocuparem com o perigo: uma estrada escura, pessoa que não conheciam, mais alto que eles, um carro que vale mais que minha casa... talvez nada disso tivesse passado pela cabeça deles, e obviamente eu não era um bom ladrão de carros, já que nem notei a estranheza da situação até passar. Mas, ainda assim, foi estranho.
A coisa toda era confusa, mas não ruim. Foi bom sentir que eu estava certo, que toda essa coisa que Billy pensa sobre os Cullen são apenas superstições idiotas. Mas como ele pode acreditar nessas histórias? Sim, os Cullens eram estranhos, os filhos deles também, mas essas histórias já não haviam morrido? Digo, no instante que conversamos com eles, você tem a impressão que eles são boas pessoas – talvez um pouco irritante por causa da aparência, mas não são sinistros. Apenas uma boa família… que não tinha aparência ou agia como as pessoas mais normais. Decidi não contar a Billy sobre o que aconteceu, não porque ele tiraria as chaves de mim ou me colocaria de castigo por uma semana (com muita sorte, ele dormiu durante esse meu tempo em Forks). Por mais que fosse grato aos Cullens por me ajudarem e discordasse das ideias insanas de Billy a respeito deles, eu tinha que admitir... eles eram mesmo um pouco estranhos.
N/T: obrigada pelo incentivo, pessoal! :)
Próximo capítulo sai na segunda, dia 30! :D Até lá!
