Capitulo 36
O dia amanhece em Princeton. Um enorme e quente sol iluminava a cidade. Quase não havia nuvens. O céu estava mais azul que o normal.
Na casa da doutora Cuddy. Jesse vai despertando aos poucos. E a visão em sua frente o faz sentisse nas nuvens. Ela estava em sua frente. Pouco dos cabelos sobre a face. Os quais ele delicadamente colocou para trás. Os seios estavam eriçados e a mostra por baixo do tecido de renda do sutiã. Como queria tocá-los. Senti-los. Foi descendo o olhar pelo tronco nu. A cicatriz da cirurgia era nítida, e por ser recente ainda encontrava-se vermelha. Aproxima uma das mãos e faz de conta que a toca na região. Desce mais o olhar e sente uma vontade enorme de tocar o tecido que escondia a região mais sensível do corpo dela.
Era difícil controlar as reações do seu corpo. Ela se mexe ainda dormindo. E vira-se para o outro lado da cama. Mais instintivamente encosta seu corpo ao dele puxando seus braços para o entorno da sua cintura. E sem querer acaba fazendo seus corpos ficaram na posição de cochinha. Foi quase como um ataque nuclear para o jovem. Teve que segurar sua masculinidade nessa hora. Era quase impossível segura-la depois de sentir a bunda dela contra "ele". Não sabia se o sentimento que sentiu era de arrependimento por ter permitido a aproximação ou de satisfação por ela se senti tão em paz nessa posição com ele. Resolve fechar os olhos e tentar relaxar para dormir novamente. O dia acabara de nascer. Ainda era muito cedo. Podia aproveitar esse momento único mais um pouco.
Luna acorda e sente os braços dele apertados em torno da sua cintura. Havia dormindo como uma pedra. Jesse sabia como acalmar os males que lhe afligia divinamente. Não demora a sentir o corpo dele contra o seu. Não era desagradável. Mas, era perigoso. Era seu melhor amigo. Já havia passado dos limites uma vez. Não podia deixar que sua carência afetiva tomasse o lugar da sua racionalidade. Era errado está ali com ele daquela forma. Como se fosse dois amantes. Não era justo com ela nem tão pouco com ele. Mas, não podia negar como seu corpo se sentia ao está assim com ele.
Sente o ar das narinas dele contra seu pescoço fazendo o calor entre suas pernas ia a mil. Como desejou que aquele homem ali não fosse seu querido amigo. E pudesse aproveitar a situação. Sua pele ardia, queimava. Não sabia como reagir. Como afastar. Sem ser notada pelo mesmo.
O tempo para racionalizar a situação estava passando. Tinha medo que sua excitação, seus desejos tomassem conta da sua mente. E fizesse algo que se arrependesse profundamente. Tenta se afasta sem mexer muito nele. Mas, quando consegue livrar os braços dele do seu corpo. Sente-o se mexer. Jesse acordou. Sente o tom delicado da voz dele. Ainda com vestígios de sono.
Jesse: Bom dia!
Respira fundo e vira-se dando de cara com o brilho dos seus olhos.
Luna: Bom dia!
Ele sorri. E a queimação vai a mil.
Jesse: Desculpa pelos modos.
Luna: Como?
Jesse: Estava lhe apertando. Não foi minha intenção te machucar.
Luna: Não estava me machucando. Não precisa se desculpar.
Jesse: Está melhor?
Luna: Sim. Obrigada. Quem deve desculpas sou eu. Tirei-lhe sua privacidade. Seu conforto.
Jesse: Hey. Para quer serve os amigos?
Luna sorri. Como queria beijar seus lábios. Teve-a durante a noite inteira em seus braços. Havia provado demais da droga. O vicio era evidente. Como a queria novamente. Como precisava disso.
Luna: Café?
Jesse: Leu meus pensamentos.
Luna levanta-se. E veste novamente a capa da camisola. Jesse reprimiu seu gesto. Era muito melhor poder vê-la dessa forma. Havia se acostumado com a maciez e com o contraste do tecido contra sua pele. Foi inevitável senti seu corpo reagi. Puxa um travesseiro tentando "esconder" as evidencias desse gesto. Luna estava tão mexida com a situação quanto ele. Precisava sair daquela área. Vai para a cozinha deixando-o sozinho com seus pensamentos.
Assim que a vê sumir do seu campo de visão. Levanta. A "excitação" era nítida. Reprimiu-se pelo gesto. Antes de qualquer coisa ela era sua melhor amiga. E de modo algum queria agir de uma forma que a ofendesse. Mas, era tudo muito irracional. Não conseguia mais controlar suas emoções e desejos. Sofria calado por seus sentimentos não serem correspondidos. Vai até o banheiro que havia nas proximidades do seu quarto, toma uma demora e fria ducha. Precisava acalmar seus "ânimos" e adormecer a dor em seu peito.
XXXX
A cafeteira já havia terminado seu trabalho. Mas, a jovem estava perdida em seus pensamentos encostada a pia da cozinha. A cena dessa manhã ainda martelava em sua mente. Lutava contra o desejo que sentia. Tentava agi com a lógica. É tirada desse mundo paralelo pelo som grave da voz dele. Sorri timidamente.
Jesse: No mundo da Lua?
Os cabelos molhados deixavam algumas gotículas escorrer pelo peito nu. O mesmo estava trajando apenas uma bermuda, nada de camisa, e aquela visão a fez sentisse mais perdida. Instintivamente fecha a capa da camisola.
Luna: Fiz café e torradas.
Jesse: O cheiro está muito bom.
Ela ia sair para tomar uma ducha e trocar de roupa. Ele a segura gentilmente. Fazendo-a vira-se e encarar seus olhos. Aquele brilho ainda estava neles.
Jesse: Vai dar tudo certo.
Luna: Tudo certo?
Jesse: Hoje no teste!
Luna: Claro. O teste!
Já tinha se esquecido do seu outro grande dilema. Se o mesmo não tivesse lhe lembrado.
Luna: Será que minha mãe se lembra dele?
Jesse: Bem. Possa ser que eles tenham dito uma longa noite. Melhor tentar falar com ela para lembrá-la.
Luna: Ótima idéia.
Luna vai até a sala deixando o amigo a encher uma enorme xícara com café. Pega o telefone sem fio e disca o numero do celular da mãe, mas a mesma não atende. Tenta o celular do House, nada. Busca em uma agenda que havia no cômodo o telefone da casa dele e tenta novamente estabelecer contato.
XXXX
Lisa Cuddy encontrava-se perdida em seus braços. Havia adormecido sobre o corpo dele. Já havia despertado tinha alguns minutos, mas forças para sair daquela posição lhe faltavam. Sentia cada músculo do seu corpo dolorido. Haviam exagerado a dose na noite anterior e em boa parte da madrugada. Sentia-se como se um caminhão tivesse passado por cima dela. Mas, nenhuma dor colateral tirava o brilho e o prazer que sentiu em seus braços. Pra ela o tempo poderia parar. Mas, infelizmente o mundo continuava a todo vapor. Escuta o som irritante do telefone dele. Quis com o restante das forças que lhe restava reprimir o ruído, mas a racionalidade falou mais alto. Com dificuldade levanta, de modo que não o acordasse, e sai em direção à sala onde o aparelho estava.
Cuddy: Alô.
Luna: Mãe?
Cuddy: Honey. Algum problema?
Luna: O House está bem?
Cuddy: Sim. Não precisa se preocupar.
Luna: Não estou preocupada. É que. Temos que ir a NY. O teste. Esqueceu?
Cuddy realmente tinha se esquecido desse compromisso. Reprimiu-se pelo ato.
Cuddy: Sorry. Aconteceram tantas coisas nesse meio tempo. Estou indo para casa. Conversamos melhor quando chegar.
Luna: Ok. Até mais.
Cuddy desliga o telefone e sente as mãos quentes dele de encontro a sua pele fria. Um sorriso escapa entre seus lábios. Sente os lábios dele tocar a região do seu pescoço fortemente, num ardente e delirante beijo. Com certeza a região ficaria roxa mais tarde.
House: Fugindo de mim?
Cuddy: Jamais.
House: Quem era ao telefone?
Cuddy: Nossa filha.
House: Algum problema? As crianças tocaram fogo na casa sem os adultos presentes?
Cuddy deixa uma gargalhada soar no ambiente.
Cuddy: Sabe que essa sua observação pode ter duplo sentindo né?
House: Está falando sobre o fato daquele garoto "comer" nossa filha com os olhos?
Cuddy: "Nossa filha"?!
House: Ela não é?
Cuddy sorri e o pega de surpresa ao beijá-lo delicadamente nos lábios.
House: Vamos voltar pra cama!
Cuddy: Bem que gostaria.
House: Nada lhe impede do contrário.
Cuddy: Tenho que ir a NY com a Luna.
House: Hum. O teste é hoje!
Cuddy: E você tem que ir cuidar dos seus pacientes!
House: Pra isso que tenho aqueles três serviçais.
Cuddy: Hum. Então pode pegar meus pacientes da clinica hoje!
House a olha seriamente. Cuddy deixa outra gargalhada ecoar no local.
Cuddy: Havia me esquecido desse compromisso. Então não cancelei meus pacientes. Mas, meu adorável doutor House pode cuidar deles pra mim, né?
Cuddy passa as mãos em torno da cintura dele encostando seus corpos.
House: "Adorável"? O que aconteceu com aqueles outros adjetivos?
Cuddy dar um soco de leve no ombro dele.
House: O que vou ganhar em troca?
House coloca suas mãos em trono da cintura dela, encostando ainda mais seus corpos.
Cuddy encosta seus lábios bem próximo ao ouvido dele e sussurra.
Cuddy: Sei que vai pensar em algo até a noite.
Agora é a vez dele sussurra em seu ouvido.
House: Que tal um ensaio agora?
Cuddy ri novamente.
Cuddy: Bem que gostaria, mas preciso antes recuperar cada músculo do meu corpo.
House esboça em sua fase uma fisionomia preocupada.
House: Machuquei-te?
Cuddy toca gentilmente sua face.
Cuddy: Não. Claro que não. É que ontem ao quebrar nosso recorde pessoal, acho que distendi alguns músculos. Nada que um bom banho frio não resolva.
House: Sorry. Não tinha intenção de...
Cuddy coloca as mãos sobre os lábios dele.
Cuddy: Psiu! Está me vendo reclamar? Relaxe. Essa dorzinha chata, nem se compara ao prazer que senti ontem à noite e durante boa parte da madrugada. Tudo valeu à pena!
House sorri e beija-lhe delicadamente.
House: Bem vindo ao meu mundo! Vou te preparar um bom banho de banheira!
Cuddy: Honey. Melhor tomamos uma ducha lá em casa. A Luna está ansiosa. Não quero deixá-la mais aflita.
House bufa, mas aceita.
House: Ok. Ok. Vamos nos vestir.
Só agora a médica se dar conta que ambos estavam do jeito que vieram ao mundo.
XXXX
Luna estava há minutos enrolando com aquela torrada. Já tinha tomando um delicioso e demorado banho. E havia vestido uma calça jeans clara e uma camiseta estilo pólo azul claro que ressaltava os azuis dos seus olhos. Jesse olhava para seus olhos. Mais azuis que o normal. E tomava a dose diária do seu tóxico. São tirados dos pensamentos paralelos pela entrada do House e da Cuddy na cozinha.
Cuddy: Bom dia!
A médica estava radiante. A felicidade era nítida em sua face. Luna vira-se e encara a mãe. A fisionomia da jovem era de preocupação. A agonia do teste havia retornado com toda força.
Luna: Até que fim!
House: Bom dia pra você também!
Jesse: Ela está nessa aflição desde ontem.
Cuddy: Relaxa vai dar tudo certo. Vou tomar uma ducha, um café rápido, tenho que passar no hospital para encaminhar uns papeis e partimos para NY vamos chegar no horário que marquei com a Flora não se preocupe.
House já ia seguindo atrás da Cuddy quando a Luna falou:
Luna: Ok. Mas, nada de banho a dois. Please! Sei bem aonde esses banhos chegam!
Cuddy quase se engasga. House e Jesse riram da fisionomia de surpresa da médica.
Luna: Não sou mais nenhuma criança mãe! E vocês dois nem são muito discretos.
Cuddy: . Nada de banho a dois hoje.
A médica some da visão dos três deixando-os a rir da situação.
XXXX
Mãe e filha estavam em um dos metrôs que faziam o percurso Princeton- New York. Luna encontrava-se aérea. Cuddy percebe a aflição da filha.
Cuddy: Vai dar tudo certo?
Luna: Como?
Cuddy: Vai passar nesse teste. Acredito em ti!
Luna: Obrigada mãe. Isso significa muito pra mim.
Luna segura uma das mãos da mãe e aperta fortemente. Trocam um sorriso cúmplice. Mas, o olhar da garota ainda era de aflição.
Cuddy: Aconteceu alguma coisa?
Luna: Em relação a quer?
Cuddy: Sinto que há algo te incomodando.
Luna: Me conhece tão bem assim?
Cuddy: Somos muito parecidas. Às vezes quando olho nos seus olhos me vejo neles.
Luna: Se somos tão parecidas como diz. Preciso realmente desabafar. Não com minha mãe, mas com minha amiga.
Cuddy se aproxima mais. O metrô não estava vazio, mas as poltronas das duas ficavam no ultimo vagão, e estavam distante da maioria das pessoas. Tinham um pouco de privacidade.
Cuddy: Claro Honey. O que tanto lhe aflige?
Luna: Fora o medo de fracassar nesse teste.
Cuddy ia falar algo, mas pelo olhar da filha, resolve esperar e ouvir a continuidade do desabafo.
Luna: Acho que cometi um grande erro ontem.
Cuddy: Erro?
Luna: Acabei indo "dormir" como o Jesse.
Cuddy: Vocês transaram?!!!
Luna: Não dormir, sexo, dormir de deitar com ele.
Cuddy: Ah. Mas, pelo que já ouvir isso era comum entre vocês. Já flagrei vocês assim no hospital.
Luna: Só que dessa vez aconteceu algo...
O metrô chegou ao destino. Mas, as duas continuaram o bate papo em direção ao taxi e do taxi para o restaurante.
Cuddy: O quer?
Luna: Uma coisa nova.
Cuddy: Coisa??
Luna: Deixa tentar explicar. Hoje de manhã quando acordamos. Estávamos dormindo de cochinha. Como dois velhos amantes. E senti que o Jesse estava como posso dizer, "animado".
Cuddy: Excitado?!
Luna: Exato. E podia me sentir, ofendida, ou ficar chateada. Afinal somos amigos, mas não fiquei. Gostei de está assim com ele.
Cuddy que caminhava com a filha em direção a mesa que o garçom havia apontado. Olha nos olhos da filha. Era uma sensação nova ser uma referencia. Aquela jovem confiava em seu julgamento. Ser mãe era algo novo e temeroso. Respira fundo. E senta-se á mesa. Não demoraria para sua velha e tão querida amiga aparecer e precisava acalmar o coração da Luna.
Cuddy: Isso é normal. São jovens. Bonitos e saudáveis. É mais do que aceitável que sintam desejos um pelo outro.
Luna: A culpa é minha. Não deveria ter pedido para "dormir" com ele.
Cuddy: Por que pediu?
Luna: Estava sem sono. Preocupada com hoje. E o Jesse sempre consegue acalmar os males que me afligem.
Cuddy: Então acordaram bem juntos. E o Jesse "excitado".
Luna: Não só ele.
Cuddy: Sentiu-se atraída pelo Jesse.
Luna: Sexualmente. Faz tempo que não... Você sabe... E o Jesse é um jovem muito atraente.
Cuddy: Não houve crime. Não há culpados. Só precisam saber como lidarem com isso agora.
Luna: Nada foi dito sobre isso hoje de manhã. Ele não tocou no assunto. Então fiz de conta que nada ocorreu.
Cuddy: Precisam conversar. Sempre é a melhor saída.
Luna: É tem razão. Não quero complicar as coisas. Somos amigos. E não quero perdê-lo.
Cuddy: Filha. Tem certeza que esse sentimento pelo Jesse é apenas amizade?
Luna: Claro! Somos como irmãos!
Cuddy: Nunca teve um irmão. Não pode saber se o que sente por ele é amor de irmão.
Luna: Mais fomos criados juntos como irmãos. Sempre tivemos um ao outro. É claro que é amor de irmãos!
Em matéria de teimosia Luna era idêntica ao pai. Era como se tivesse discutindo com seu querido House. Ia argumentar mais. Fazê-la entender que sentia amor, paixão pelo jovem Jesse. Que se fosse amor de irmão não sentiria tanta atração por ele. Mas, avista a velha amiga adentrar no local. Sorri e acena para a mesma.
Cuddy: É a Flora!
