O Ed vampiro é da Meyer, o cego é da J. E a Lili e eu também estamos cansadas da Renee.
Capítulo XXXVI
BPOV
"O que você quer dizer com sobre a sua visão?" Perguntei, confusa enquanto o sono entorpecia minha mente.
"Eu não poderia mentir para ela e dizer que não há nada que eu possa fazer quanto a minha visão. Mas eu também não posso dizer a ela que realmente tem algo que eu poderia fazer." Ele murmurou. "Ela me odiaria ainda mais se ela soubesse que eu não fiz tudo que podia fazer para melhorar a mim mesmo por você."
"Edward, você não precisa melhorar!" Gritei, minha cabeça parecia querer estourar.
"Isabella." Ele disse calmamente meu nome, e depois beijou a minha testa. "Você pode pensar assim, mas tem algumas coisas em mim que eu poderia, sem dúvida, melhorar."
"Eu te amo do jeito que você é." Eu comecei a soluçar novamente. Parecia que tudo estava acontecendo de uma só vez.
"E eu te amo ainda mais por isso. Mas, Bella, eu não sei. Eu quero ser melhor pra você." Ele deu ombros e suspirou, mas eu percebi sua cara amarrada pelos seus pensamentos.
"Pra mim está tudo muito bom do jeito que está agora." Defendi, as lágrimas fluíam pelas minhas bochechas em intermináveis cascatas.
"Bella, não diga isso. Meu amor, você está tão cansada. Por que você não esquece isso um pouquinho, fica bem confortável aí, enquanto eu te preparo um chá?" Ele perguntou, lentamente, me empurrando de volta pro meu travesseiro.
"Não precisa fazer isso..." Resmunguei.
"Mas eu quero. Vai ajudar a sua garganta. Não vai ser nada bom se amanhã de manhã, caso você precise lidar com sua mãe, você ainda ter que lidar com uma rouquidão." Ele beijou minha testa carinhosamente.
"Quer que eu te ajude?" Me ergui um pouquinho enquanto ele saía da cama.
"Não, Bella. Relaxa. Eu sei onde está tudo, a não ser que você tenha mudado as coisas de lugar." Ele me tranquilizou.
"Não, ainda estão no primeiro armário em cima do fogão." Eu disse voltando a me deitar um pouco mais confortável. Peguei um dos meus travesseiros e abraçei bem apertado no meu peito. Senti a luz sendo apagada, eu estava tão cansada!
"Volto daqui a pouco." Ele disse com um pequeno sorriso e desapareceu pelo corredor escuro.
EPOV
Segui o trajeto em direção a cozinha e comecei a fazer o chá. Enchi a chaleira com água e coloquei-a sobre o fogão, no fogo alto. Fui até o armário e puxei um pacote de chá. Enquanto esperei a água ferver, tentei me manter ocupado até que tudo estivesse pronto. Inclinei-me sobre o balcão, apertando a ponte do meu nariz entre o dedo indicador e o polegar, dando um suspiro profundo para tentar acalmar meus nervos.
Minha mente estava ficando sobrecargada e eu sabia que com uma boa noite de sono isso seria resolvido, tanto para mim quanto a Bella. Pensei no que eu disse tanto para Bella quanto para sua mãe. Será que a mãe dele tinha razão? Eu não era bom o suficiente para ela?
É claro, que a Bella disse que eu era o bastante. Mas neste momento eu me sentia o contrário disso.
Pensei nessa cirurgia estúpida. Será que vale a pena? Será que valeria a pena deixar para trás os meus receios e, pelo menos, tentar isso por Bella?
Claro que valia! Bella valia tudo neste mundo. Eu poderia dar minha vida pra fazê-la feliz. O mínimo que eu podia fazer por ela, era ir ao médico e conversar com ele sobre isso. Além do mais, não estou inteiramente certo se na minha condição atual eu poderia ser um candidato pra cirurgia. Eu devia isso a Bella, pelo menos, devia marcar uma simples consulta no médico.
Tentei mentir para mim mesmo. Na verdade eu sabia que eu estava apto a me operar. Eu sou saudável o suficiente para isso. Afinal o Dr. Tori não teria me dito nada no Natal, se eu não tivesse condições. Eu só não queria admitir isso para mim mesmo.
A culpa começou passar pelo meu corpo. Sentia-me egoísta e indigno. Mesmo com essa consulta, sabia que eu não iria me sentir melhor. E se eu confirmasse que poderia me operar será que eu faria isso? Quem não arrisca não petisca, é o que todos dizem. Então será que eu poderia sofrer um pouco já que tenho a possibilidade de ganhar algo bem maior em troca?
Eu sabia que fazer isso por Bella, era o motivo certo. Por ela, tudo valia a pena. Mas, ela nunca aceitaria isso. Teria que fazer isso por mim. Ela se odiaria, se eu passasse por tudo isso e não desse certo no final. Ela ia culpar a si mesma e eu não podia deixar que isso acontecesse.
A chaleira começou a apitar, e eu pulei pra fora do balcão. Gostaria de pensar mais sobre isso amanhã quando eu não estiver mais tão cansado. Também queria falar com Bella a respeito, e finalmente descobrir o que eu iria fazer. Com certeza, ela antes, iria querer resolver os problemas que aconteceram hoje à noite. Mas esperava que, pelo menos, eu conseguisse convencê-la a descansar um pouquinho primeiro.
Derramei a água na caneca, deixando o saquinho de chá dentro dela. Peguei o açúcar e coloquei um pouco e depois de uma mexida rápida, fiz o meu caminho de volta para o meu amor.
"Você deve deixar esfriar alguns minutinhos antes de beber." Eu disse a ela enquanto eu tentava não me queimar com o copo quente. Só que eu não recebi uma resposta de volta. "Bella?"
Coloquei o copo no criado-mudo e sentei na cama. Bella estava deitada o corpo meio jogado no colchão, relaxado, sua respiração profunda e suave. Corri minha mão por seu punho passando pelo seu braço esbelto, pelos ombros e seu pescoço até chegar nas bochechas. Elas ainda estavam úmidas com lágrimas, mas não havia nenhum fluxo de novas lágrimas. Eu suspirei enquanto acariciava seus lábios com meus dedos. Eles estavam puxados para baixo numa careta. Mesmo durante o sono, ela estava chateada.
Retirei minha roupa e deitei na cama com ela. Puxei os lençóis que nos rodeavam e a a trouxe-a para mais perto de mim. Ela se moldou no meu corpo, e um de seus braços deslizou pelo meu peito nu.
BPOV
Acordei com sensação de estar aconchegada e segura, e isso me surpreendeu um pouco. Me levantei um pouquinho e vi Edward. Ele era o meu salvador. A minha felicidade. Ele parecia tão tranquilo em seu sono. E estava usando apenas sua boxers, uma linda visão pra se ter logo de manhã. Afastei de minha mente todos os acontecimentos da noite anterior. Eu não quero ter que lembrar deles agora.
Eu não me importei se eu tinha acabado de acordar, e provavelmente estava fedida; afinal eu não tinha tomado banho quando cheguei do desfile. Se bem que ele também não tinha feito isso. Não fazia diferença.
Deslizei meus dedos por seu cabelo selvagem, tentando tirar uma mecha de cima de seus olhos, sem sucesso. Seu cabelo era como se tivesse vida própria. Bem, pensei com um sorriso. Era bom que os dois estivem sujos e de cabelo desgrenhados, o que valia mesmo é que estávamos juntos.
Tracei meus dedos sobre seus lábios. Eles se afastaram ligeiramente com meu toque. Seus lábios eram suaves e macios, quentes e acolhedor. Era simplesmente adorável. Me inclinei lentamente e beijei seu lábio inferior, trazendo-o em minha boca e sugando suavemente. Lentamente ele começou a beijar-me de volta. Seus braços se envolveram ao redor de minha cintura me puxando forte para ele. Ele gemeu na minha boca quando começei a deslizar meus dedos por seu peito nu.
Nós não precisamos dizer nada um para o outro, só precisavamos fazer. Ele me puxou pra cima dele, minhas pernas indo para ambos os lados de sua cintura. A mão dele estava apenas começando a encontrar o seu caminho por baixo de minha blusa, quando ouvi uma batida na porta.
"PUTA MERDA!" Gritei, mais alto do que eu deveria. Olhei para o relógio. Eram sete da manhã, cedo demais para isso, especialmente num domingo. Só podeia ser uma pessoa. Tinha a certeza que Alice não estava em casa nesta manhã e fiquei feliz por isso. Ela não precisava ouvir a briga, que certamente, estava prestes a acontecer.
"Você quer que eu atenda?" Edward perguntou suavemente enquanto passava seus dedos pela minha bochecha.
"Não, fique aqui." Disse, e desci de cima dele. Eu estava decente usando um moletom e camiseta. Que se dane, se tais roupas pareciam ruins para minha mãe. Ela que vivesse com isso. Eu abri a porta rápido, sem nem mesmo perguntar pra ter certeza de quem era. "O quê é?" Rosnei.
Minha mãe estava péssima, eu diria até que muito mesmo. Bom, eu pensei comigo mesmo. É isso que ela merece. Era muito ruim pensar assim, mas eu ainda estava com raiva.
Ficamos num desconfortável silêncio, nos encarando. Ela deslocou seu pé no portal antes de finalmente falar olhando para seus pés. "Quero te pedir desculpas."
"Quê?" Perguntei surpresa.
"Posso não gostar do seu namorado, ou até mesmo do fato de você estar namorando, mas eu não deveria ter vindo aqui só para estragar seu Dia dos Namorados. Foi muito mesquinho e infantil." Ela murmurou.
Eu podia ver que ela estava começando tremer por conta do frio. A temperatura tinha caido vários graus em menos de dez horas. Eu suspirei e fiz um gesto para que ela entrasse, fechando a porta atrás de mim e logo em seguida me encostando contra ela. Renne não se virou para me olhar. "Sim, foi muito infantil. Mãe, eu posso cuidar de mim mesma. Edward pode fazer o mesmo. Você nem conhece ele, como você pode odiá-lo tanto! "
"Porque, ele te levou pra longe de mim." Ela sussurrou, virando o rosto, mas ainda a olhar para o chão.
"Ele não me levou para longe de você, mãe. Eu é que vim pra faculdade. Eu cresci. Agora você tem o Phil. Eu não pirei quando você decidiu ficar com ele. O que? Você acha que eu nunca iria namorar na minha vida? Ia virar freira? Ou será que você ia me afastar de todos os caras?" Perguntei-lhe de volta, só que ela decidiu argumentar mais ainda.
"Você não tinha namorados no colegial."
"Sim, no colegial. O que então? Acha que eu iria voltar pra você depois da faculdade? "
"Bem..." Ela começou.
Eu suspirei pesadamente, cortando-a. "Mãe, NÃO. Eu não teria voltado mesmo que você implorasse. EU QUERO TER MINHA PRÓPRIA VIDA."
"Eu sei disso. Eu poderia te ajudar, para que você tenha sua própria vida e-"
Mais uma vez eu a cortei antes que ela continuasse com aquela baboseira. Fiquei de frente pra dela e agarrarei seus ombros. "Não. Eu não teria voltado pro Arizona pra brincar de ser a sua mamãezinha outra vez! Caramba, será que você não pode ficar somente com o Phil, ou algo assim?"
Ela não olhou pra mim, o rosto dela se virou abruptamente do meu. Parei e percebi então o verdadeiro problema.
"Você está tendo problemas com o Phil?" Eu perguntei, tentando fazer com que ela olhasse em meus olhos. Ela se recusou a isso. "É esse o verdadeiro motivo de você está aqui?"
"NÃO...!" Ela disse depressa demais.
"É sim, ou pelo menos parte dele. Se você estivesse feliz com seu marido, não estaria aqui na noite passada. Você estaria lá com ele. E então, vocês estão brigando desde quando? Antes ou depois que eu começei a namorar o Edward? "Pressionei.
"Nós não estamos brigando." Ela mentiu mal.
"Para de mentir pra mim mãe! Você é um péssima mentirosa, assim como eu. Quando foi que tudo isso começou?" Eu pedi, querendo respostas.
"Nós estamos bem..." Ela disse suavemente, olhando somente para seus pés.
"Ah, tá certo então, entendi. Então eu acho que você está agindo como uma vaca por nada, não né?. "Disse bem alto, abusando do meu sarcasmo. Odeio ter que me referir a ela dessa forma, mas era exatamente assim que ela estava agindo. Comecei a voltar pro meu quarto, mas Renee me parou, me puxando pelo ombro. "Tudo bem, começou bem antes de você vir pra Louisiana. Mas, eu não estou falando dos meus problemas e sim sobre você." Ela tentou se defender.
"Por favor, mãe. Você realmente acha que eu acredito que você tenha vindo até aqui só por que não gosta do meu namoro? Você tem é medo de ficar sozinha. Você e Phil vão se divorciar?"
"Eu... Eu não sei. Talvez." Ela deu ombros e sentou no sofá.
"Eu sei que você está num momento dificil, mas você não pode criar novos problemas só pra se manter ocupada. Mãe, eu não estou pedindo pra que você goste do Edward, realmente não. Mas, pelo menos tentar dar a ele uma chance." Fiquei onde eu estava, não olhando para ela quando falei. De algum jeito doía no meu coração implorar tanto por isso.
"Me desculpe... Eu sei que a culpa não é dele. Mas, ainda assim... " Ela deu ombros.
"Tudo que eu te peço é que pare com isto. Pare de agir assim. Ele é um homem bom. Ele faz de tudo pra me fazer feliz, e eu sou. Sinceramente, eu sou muito feliz ao lado dele. E eu não quero ele longe de mim."
"E nós vamos ter que dividi-la não é?" Ela disse dando um sorriso tristonho.
"Sim". Afirmei rápido. "Eu quero que você faça parte da minha vida. Afinal, você é a minha mãe. Só que Edward, é a minha outra metade."
"Você o ama, não é?" Ela virou o rosto para mim, seus olhos brilhavam pelas lágrimas.
"Sim."
"Desculpa." Ela começou a soluçar alto. "Eu sei que você não pode me perdoar por tudo que eu fiz. Estou tão arrependida! Eu não devia ter te tratado desse jeito."
Eu andei um pouquinho pra ela e lhe abraçei pelos ombros. "Não mãe. Eu não vou te perdoar, não por enquanto. Me descupe. Quem dera eu pudesse. Vai levar tempo pra que eu consiga esquecer. Mas, isso não significa que eu vou te abandonar durante esse período."
"Eu entendo." Ela fungou. Fechei os olhos e beijei o topo da cabeça dela.
"É cedo e você deve estar cansada. Foi dificil encontrar um hotel na noite passada?" Eu perguntei enquanto me sentava no sofá ao lado dela.
"Não tanto como eu achava. Estou hospedada no Ramada off, perto do aeroporto. "É o tipo de periferia da cidade e um dos locais menos aprazíveis da cidade, então não ficou cheio no Dia dos namorados."
"Ah ..." Eu disse enquando pensava no aeroporto. "Quando você vai voltar?"
"Já está tentando se livrar de mim?"
"Mãe ..." Eu ri. "Fala sério vai, quando?"
"Eu só comprei a passagem de ida." Ela suspirou. "Eu não sei quando vou voltar."
"Isso é bom." Eu disse depois de um minuto. "Quer dizer, o fato de você não saber quando vai embora. Sem ter pressa pra voltar para casa. Fique mais um dia ou dois para que possamos passar algum tempo juntas. Faça isso! Pode ficar e conhecer melhor o Edward."
"Ele não é tão ruim, eu acho. Ele merece essa chance." Ela disse enquanto me entregava o pequeno celular prata dele. Eu apertei-o entre meus dedos enquanto falava.
"Dê a ele uma chance, mãe. Eu não teria brigado tanto com você se ele não valesse a pena... " Eu sibilei, olhando nos olhos dela.
Ela me deu um pequeno sorriso, mas uma profunda tristeza preenchia os olhos castanhos dela. "É, eu acho que sim."
EPOV
Estava deitado na cama há muito tempo, sentindo a falta de Bella nos meus braços. Eu me sentia meio que um presidiário trancado aqui dentro. Eu não sabia dizer há quanto tempo eu estava sem a presença dela, mas algo me dizia que essa conversa ia demorar e não ia acabar bem.
Decidi ficar no quarto de Bella até que ela precisasse de mim ou que Renee tivesse ido embora. Eu não queria que a situação ficasse ainda pior, caso a Renee descubra que eu dormi aqui essa noite.
Eu levantei da cama e finalmente vesti minhas roupas, deixando meus óculos de lado. Me sentei no colchão encostando as minhas costas na cabeceira e enfiando minha cara entre minhas mãos. Esfreguei os dedos pelos meus olhos enquanto pensava em algumas coisas.
A primeira e a mais importante coisa que se passou na minha mente era a culpa que sentia em meu peito. Culpa por deixar Bella sozinha lá fora entregue aos leões enquanto eu me escondia aqui feito um covarde. Mas, fiquei inseguro se de fato eu ajudaria ou iria atrapalhar, então preferi esperar até ser chamado. Me senti mal por não ser o homem que Bella precisava em vários aspectos. Ela merecia alguém melhor do que eu.
Pensamentos sobre a minha visão voltaram pra minha cabeça. Eu não tinha certeza de como eu me sentia quanto a isso. Estava frustrado por não saber o que fazer. Sim, eu quero. Não, eu não quero. Não sabia mais o que queria!
Sei que a Bella não se importava com isso e iria me amar, e nada mais importava. Queria encontrar uma solução pra isso, e por outro lado também não.
Percebi que estava bastante quieto lá fora. E a Bella ainda não tinha voltado, mas também não gritava. Sinceramente, não sabia qual das opções mais me preocupava. Mordi meu lábio enquanto considerava minhas opções. Eu podia somente esperar aqui ou talvez sair e verificar com ela estava. Bella podia estar lá sozinha e chorando e eu não queria isso. Ela não gostava de chorar na frente dos outros. Mas se ela estivesse, era meu dever confortá-la. Decidi então arriscar.
Sai de cima da cama dela e caminhei calmamente até o final do corredor. As vozes calmas das duas mulheres passaram pelos meus ouvidos e assim parei para ouvir.
"Me desculpe ... Eu sei que a culpa não é dele. Mas, ainda assim..." Pude ouvir a tristeza em sua voz e me senti mal pela Sra. Dwyer.
"Tudo que eu te peço é que pare com isto. Pare de agir assim. Ele é um homem bom. Ele faz de tudo pra me fazer feliz, e eu sou! Sinceramente, eu sou muito feliz ao lado dele. E eu não quero ele longe de mim." Bella disse com voz tão decidida que roubou meu fôlego. Era incrível o jeito que ela me defendia ali.
"E nós vamos ter que dividi-la não é?"
"Sim". Bella disse com confiança. Ela parou por um instante antes de continuar a falar. "Eu quero que você faça parte da minha vida. Afinal, você é a minha mãe. Só que Edward, é a minha outra metade."
Sorri para mim mesmo enquanto eu lembrava que esta era a mulher que eu iria me casar um dia. Ela seria minha esposa e eu estaria a seu lado eternamente.
"Você o ama, não é?" Pela sua voz percebi que ela tinha lágrimas, a tristeza era evidente. Ela estava exausta.
"Sim." E isso foi tudo que a Bella disse, mas não tinha nenhuma duvida no seu tom.
Trouxe a minha mão até meu rosto e limpei uma lágrima de perto do meu olho. De novo eu parecia uma menininha emotiva, que chorava só porque o amado retribuia o seu amor. Só que, eu estava tão cheio de amor por essa garota que achei que pudesse explodir.
"Desculpa". Renee agora chorava alto, meio engasgada tentando respirar entre a fala. "Eu sei que você não pode me perdoar por tudo que eu fiz. Estou tão arrependida! Eu não devia ter te tratado desse jeito."
Agora fiquei surpreso e me perguntei internamente o que foi que eu tinha perdido dessa conversa. Bella certamente iria me contar tudo mais tarde.
Decidi que era hora de parar de escutar e voltar para o quarto dela. Afinal ela estava bem, acertando as coisas com sua mãe. Eu rastejei de volta para cama e me deitei.
Devo ter cochilado porque eu estava sendo acordado pelos mais suaves e deliciosos beijos. "Edward, acorda amorzinho."
"Oi..." Murmurei, levando meus dedos até as costas dela.
"Minha mãe voltou para o hotel para dormir mais um pouco. Eu estava pensando se... Bem, talvez assim, caso você pudesse... "Ela gaguejava, tentando achar confiança pra falar. Passei meus dedos por suas bochechas, tentando acalmar seu nervos.
"Sim?"
"Você esta disposto a ir jantar com a minha mãe e eu hoje a noite?" Ela disse, bem rápido, como se não fosse mais fácil perguntar de sopetão.
"Você quer que eu vá?" Simplesmente perguntei a ela enquanto eu pegava uma mecha de seu cabelo e colocava atrás da orelha.
"Sim."
"Então, eu vou. Tem certeza que essa é uma boa idéia?"
"Sim, eu acho que sim, ela prometeu se comportar. Se ela está decidida a não te odiar, então ela vai ter, pelo menos, a chance de conhecer você. " Ela disse dando um grande suspiro e deitou a cabeça no meu peito.
Ficamos ali deitados num profundo silêncio por um bom tempo e eu me perguntei se ela tinha voltado a dormir. Apertei um pouco meus braços envoltada sua cintura para me certificar.
"Edward ... nós precisamos conversar."
Olá lindas!
Nossa nem deu tempo de falar nada no último capítulo pq postei na pressa. Esse aqui já era pra ter saído há um tempinho tb mas eu tô meio atolada com umas coisas aqui e já de antemão aviso que o próximo capítulo demorará um pouquinho mais =/
mas não fiquem tristes.. eu espero voltar já com 2 ou 3 capítulos na sequência, que tal? Eu tô resolvendo umas pendências aqui e me enrolo para conseguir betar o capítulo a tempo o que não dá certo pq sempre acabo sentando aqui 2-3 da manhã e fico morta. Então combinemos assim? EU tenho postado um capítulo por semana; essa semana próxima eu não posto capítulo e na outra eu volto com 3 capítulos. Combinado? E isso me dá mais tempo de trabalhar na sequencia de Blind, cs sabem, né? Eu e Lili já estamos traduzindo a continuação e esse tempinho vai em ajudar a dar uma adiantada por lá.
Acho que no mais é isso. Não em xinguem, vai valer a pena ;)
Nos vemos em CR amanhã. Beijocas e todo mundo indo pro ex-verdinho. Batemos 500 reviews no último capítulo. Lili e eu ficamos MEGA viadas *batecílios* OBRIGADAÇO!
Então vamos lá.. 3, 2, 1...
