20 de outubro, Hogwarts, Aritmancia.
Sabe, eu descobri que essa coisa de ter namorado em tempo integral, que mora sob o mesmo teto que você não deixa muito tempo para escrever. Bom, eu até poderia dizer: "Hey, espera um pouco que eu quero escrever no meu diário!", e com certeza ele iria fazer alguma coisa de marotos e me deixar.
Mas o negócio é que eu NÃO QUERO fazer isso. James é como se fosse meu tesouro pessoal, e antes dele ser MEU, a gente já não desgrudava um do outro, agora então...
Eu acordei domingo pouco antes do meio-dia. Fiquei algum tempo na cama, olhando para o teto, só tendo certeza que todos os acontecimentos dos últimos dias eram verdade.
Quando estava suficientemente convencida - perceba que não é convencida. Eu não me convenço tão fácil de absurdos tão grandes assim e de golpes de sorte. Eu só me convenci que não precisava ser internada. Fui tomar banho - sem nenhum cuidado adicional com meu cabelo, perceba o GRANDE erro. Prendi tudo em uma trança que eu não confiei muito, mas deixei mesmo assim, perceba o GRANDE erro n° 2; vesti jeans, camiseta e tênis, perceba o GRANDE erro n° 3.
Então, quando eu vou descendo as escadas, vejo James olhando para as escadas onde EU estava e batucando na perna, já incomodado com minha demora - não que a gente tenha combinado dele me esperar ou algo assim. É que ele é perfeito e tudo o mais, então esse tipo de coisa acontece.
Na hora eu recomecei a subir as escadas, para dar um jeito no meu cabelo, colocar uma blusa que me favoreça mais, um jeans mais apertado, uma maquiagem leve... QUER DIZER, que tipo de jeito é esse de começar um namoro, parecendo uma refugiada de guerra?!
Mas ele me viu. "Lily!" Droga, droga, droga. Não me mexi. Dali ele não podia me ver e todo meu desastre.
"O-oi?" Ouvi ele se mexendo. Ele me veria. Ops. "Eu preciso buscar um casaco!" Comecei a subir a escada, correndo. Então, ele chegou. Me viu. De costas, mas viu. Ugh.
"Você é uma bruxa, por favor! Accio moletom!" O problema disso é que só existe uma saída. E são as escadas. Logo, o moletom veio pelas escadas. Onde EU estava.
Então, além de todo o minha aparência desastrosa, um moletom enroscou na minha cabeça e tentou me sufocar. Enquanto eu tentava me desfazer do moletom enfeitiçado, James se preocupou comigo - ele é um fofo, não? Quase me matou sufocada, mas é um fofo - e começou a subir a escada, que na hora virou um escorregador e soou aquele alarme horroroso.
Eu - com o moletom ainda na cabeça - escorreguei também e quando cheguei lá embaixo caí em cima de James e dessa vez eu que quase matei ele.
Nesse meio tempo, TODO mundo que estava na sala-comunal olhava pra gente. E eu era um monstro-com-cabeça-de-moletom-dando-risada. Sério, eu não conseguia parar de dar risada. Era mais forte do que eu. Eu podia ouvir Sirius e sua risada inconfundível, além de um ou outro comentário, tipo: "Essa é minha Red!"
E podia ouvir James rindo descaradamente, enquanto desenroscava o moletom. Eu não gosto de pensar muito no estado do meu cabelo logo que o moletom assassino saiu. Mas ele provavelmente não se importa muito, porque puxou o elástico que prendia minha trança e, sem cerimônia, deixou no chão. "Não sei pra que você prende o cabelo", reclamou, enquanto levantava e me oferecia a mão. Eu escondi um sorriso presunçoso. Hey, ele gostava do meu cabelo-pegando-fogo. Não podia ser tão ruim, afinal.
Antigamente, eu levantaria sozinha, obrigada. Mas hoje em dia... Agora os tempos são outros. Talvez eu comece a precisar de ajuda para levantar.
Em seguida, tive um daqueles momentos: "Alguém anotou a placa?". Num instante eu estava sentada no chão, no outro eu peguei a mão dele e estava em pé, depois James me rodou para mais perto dele e me segurou com o outro braço - onde ele aprendeu isso? Quer dizer, é uma coisa tão de filmes trouxas! - Então, James estava me beijando no meio de TODA AQUELA GENTE!
Eu não escrevi errado. Foi isso mesmo. Praticamente toda grifinória estava ali (o tempo não estava bom para ir aos jardins, e o almoço estava para sair). E eu não tenho culpa se minha reação foi puxá-lo para mais perto. Quer dizer, é do homem da minha vida que estamos falando. Certas coisas são mais fortes que nossa vontade - não que minha vontade fosse outra coisa.
Não tenho exatamente certeza sobre quanto tempo se passou. Eu sei que grifinória em peso assistiu, assobiou, deu gritinhos e bateu palmas. Quando acabou, James estava com um sorriso abusado no rosto.
Eu bati no seu ombro de leve, enquanto me ajeitava e ele colocava o braço ao redor da minha cintura. "Você planejou isso!"
Ele riu. "Eu não poderia planejar uma coisa tão absurda dessas nem se fosse Merlim!" Ele me entregou o casaco. Era o moletom dele. É claro que eu estava doida para vestir, mas ele não precisava saber disso, precisava? "O mérito é todo seu."
"Você está realmente achando que eu vou desfilar por aí com seu casaco? O que vão pensar de mim?" Ele deu um sorriso malicioso.
"Que você tem dono, ora." Ele apanhou bem mais dessa vez, enquanto andávamos em direção às poltronas perto da lareira.
"Eu... Eu vou fazer você passear por aí com um casaco MEU, James! Assim também vão saber que você tem dona!"
Ele me desafiou. "Ok. Se você quiser que seu namorado passeie por aí parecendo uma garota."
"É golpe baixo, e você sabe disso!", reclamei.
"Hey, oi pra você também, Lily!"
Eu olhei rapidamente para Sirius. "Ah! Oi, Sirius." E virei para James de novo. Ouvi Sirius bufar, rindo. "Olha, eu tive dezessete anos de liberdade. Não é agora que eu vou passear por aí tendo dono." Fiz uma careta.
James joga muito melhor do que eu. Fato. Não posso fazer nada contra isso. "Não acha que é um pouco injusto, já que eu só tive quinze anos de liberdade?"
Como ficar com raiva DISSO? Sério, eu até tentei. Mas é impossível. Vesti o moletom. Ah, Deus, eu adoro aquele moletom. "Eu só fiz isso porque eu gosto muito do seu moletom, ouviu? Não tem nada a ver com o que você disse."
Ele sorriu. Se tivesse escrito MENTIRA na minha testa não teria ficado mais óbvio. "Aham. Sei." E me beijou.
"EW! Por favor, tem crianças assistindo aqui!" James se virou para Sirius, rindo.
"É melhor se acostumar, Padfoot. Eu não estou nem aí para as crianças."
"Pelo menos no almoço, tenham um pouco de respeito. Uma cena dessa pode ser um trauma para um garoto de onze anos tentando comer alguma coisa."
Eu ri, e avistei Lene entrando, e Mary logo atrás. James continuava falando com Sirius, mas eu tinha me desligado. Mary abriu a boca num "O" enquanto Lene apontava nós dois. Fiz um gesto positivo. "Er, me desculpem, mas um assunto urgente de garotas me chama."
"E você vai me abandonar aqui?" Eu olhei para ele e sorri maldosa.
"Vou." Sirius riu alto. Mas eu não posso fazer nada. A irmandade feminina me gritava. É instinto básico e natural. Antes sequer de namoros, estava reunião com as outras fêmeas do clã.
James não deixou barato. Me puxou para um beijo que quase, QUASE me fez esquecer dessa coisa toda de instinto básico e natural da irmandade feminina.
Fala sério. Eu praticamente precisei de dois segundos para me lembrar quem eu era. Antes que ele usasse essa tática comigo de novo, escapuli. Do lado de fora da torre, estava Sam. Nós rimos e gritamos e tudo o mais que se é esperado fazer. Mary e Lene - que tinham visto toda a cena do beijo - estavam histéricas.
E todas nós ficamos mais histéricas ainda com a história da escada. Todas queriam ter visto. Mas ainda sim eu guardei para mim mesma a opinião que elas vão ter mais chances de ver isso de novo.
A história de ter dono fez Mary se indignar, mas só no começo. Nem o feminismo de Mary foi mais forte do que o pequeno discurso dele. Eu contei tudo, a cena na biblioteca, Luke - mais gritos revoltados -, minha fuga para o dormitório dele... tudo.
Depois, fomos almoçar, e eu voltei para James, que realmente não teve pena nenhuma dos garotinhos de onze anos. Não que eu me importe, também. Eles precisam aprender o que é ser um namorado legal, desde pequenos.
No fim, eu estou fazendo uma caridade para as garotinhas de onze anos, educando os futuros namorados delas.
Fomos depois buscar Remus na enfermaria. Quando ele viu o braço de James ao redor da minha cintura - eu fico feliz que ele goste disso tanto quanto eu - falou: "Há! Boa, James! Quanto você pagou para Lily participar do teatro?"
Eu fiquei vermelha, mas ele nem se alterou. "Nem vem, eu sei que Wormtail veio fofocar as novidades para você antes do almoço, Moony."
"Eu estava achando que ele tinha sido subornado também." A coisa toda rendeu mais algumas demonstrações públicas da novidade.
Mais tarde, fomos para aquela faia à beira do lado, território dos marotos. Lene e Mary também ficaram lá, mas Sammy não conhece direito os marotos e preferiu ir com o namorado dela pra outro lugar.
Eu estava meio que morrendo de inveja da liberdade dela de ir para outro lugar. Mas, ok. Esperei. Afinal, eu realmente gostava dos marotos. E era divertido estar com eles.
Mas é ÓBVIO que era mais divertido estar com James. Dã. Mas no fim da tarde eu fui salva. Em uma demonstração pública do nosso namoro - nada muito exagerado, eu sou uma vaca com certa dignidade ainda. Não vou ficar me agarrando com meu namorado na frente de todos meus amigos. Mas Sirius pareceu entender que a vontade era realmente me agarrar com meu namorado, então fez uma careta e disse: "Vocês dois, por favor, vão procurar um lugar longe daqui." E foi o que nós fizemos.
Quando fui dormir - depois das onze - eu até olhei pra você e quis escrever. Mas eu estava tão exausta que foi bater a cabeça no travesseiro que eu comecei a dormir.
E hoje, quando desci, James estava me esperando de novo. Eu gosto disso. Ter a certeza que existe alguém esperando por você.
Durante os intervalos de aula, de vez em quando alguém cruzava comigo e me dava os parabéns pelo namoro. Povo maluco, é o que eu acho. "Hey, parabéns pelo namoro. Sempre achei que vocês combinavam!"
Um ou outro me disse: "Ah, eu sabia que você negava os convites dele só porque já gostava dele." E eu me pergunto: EU SOU TÃO ABSURDA ASSIM? Negar um convite porque gosto dele?! E ainda outros: "Ah, amor e ódio são sentimentos muito próximos..."
Eles deviam cuidar da vida deles, isso sim. Mas, bem, não é como se a gente estivesse se esforçando para esconder noso namoro. Os esforços de James vão na outra direção, pra ser mais exata.
E na verdade, eu SEI que todas as demontrações públicas de afeto têm a ver com o fato que Hogwarts inteira sabia que eu recusava os convites dele há anos. E que ele deve ficar todo feliz com TODO mundo sabendo da fofoca.
Mas sabe de uma coisa? Eu não ligo que ele fique me exibindo por aí. Porque eu também estou exibindo ele por aí. Eu até gosto, pra ser sincera. E além do mais, amor não é ceder, ou algo assim?
Eu, por exemplo, cedi minha aula de Aritmancia inteira escrevendo; é uma boa aula para escrever, James não está aqui. Ele me tira a atenção. Não de propósito. É que às vezes eu tenho vontade de olhar pra ele, só pra ter aquele sentimento gostoso de "Uhu! Ele é MEU!"
Porque ele é. Então... UHU!
Mais tarde, Hogwarts, Cozinha.
Estou esperando James chegar. Nós estávamos vindo para a cozinha, pegar alguma coisa para comer depois da ronda, mas Filch quer resolver um problema de um relatório dele que não seguiu as normas (tinta preta e não azul). O zelador chato me dispensou, então eu vim para cá, e pedi uma seleção daqueles muffins maravilhosos.
Tem de baunilha, de chocolate puro, misto com dois tipos de chocolate, e de mirtilos. Muito melhor que torta de mirtilos, apesar da torta também ser gostosa.
Já faz uns quinze minutos, então ele deve estar pra chegar.
Depois, Hogwarts, Cozinhas.
Zelador chato. Velho irritante. Sua doninha enrugada e azeda. Seu homem maldoso e do lado negro da força... JAMES CHEGOU! Ah, finalmente. "Você demorou... O que Filch queria?"
Ele fez uma careta. "Ah, ele só queria perturbar. Mas daí, quando eu fui pegar um tinteiro preto na minha mochila, e deixei cair um pergaminho... coisa dos marotos."
Fiz minha melhor expressão de pena, apesar de estar me corroendo de curiosidade. Mas acho que o certo é ficar com pena e não curiosa. "O que aconteceu?"
"Ah, o pergaminho tem um feitiço muito bom, Filch não vai conseguir descobrir. Mas ele ficou enchendo durante um tempo antes de me liberar. 'Na época que eu podia pendurar vocês pelos tornozelos...!' O triste é que era um mapa completo de Hogwarts. Provavelmente nunca mais vou fazer um igual esse. Provavelmente ninguém nunca fez um mapa tão bom."
Eu o abracei. "É uma pena." Ele fez uma cara de coitado para mim, e eu sorri. Então, seu olhar caiu nos muffins sobre a mesa. "Hey, quer um? Eles sempre me animam!"
Mas ele fez uma careta. "Você gosta de... muffins?" Eu me afastei para olhá-lo nos olhos. "Quer dizer, são tão... sem graça."
"Você está chamando meus muffins de SEM GRAÇA?!"
Ele me olhou assustado. "Claro." Então um elfo apareceu com uma bandeja de waffles. James pegou um. "Isso sim é comida. Prove um."
Fiz uma expressão de nojo para aquela bolacha doce sem graça com uma meleca doce por cima. "Ew. Não. Isso é tão... americano."
"Pelo menos é bom. Tem sabor!"
"Muffins são bons! E tem um sabor mais refinado do que esse treco!"
"Para quê todo esse preconceito com americanos? Eles sabem se alimentar, pelo menos!"
"Ew! Comer essa coisa no café da manhã é saber morrer aos poucos, e não se alimentar!" Esperei pela resposta, mas ele só me olhou durante uns segundos antes de rir. Eu fiquei mais irritada ainda. "O que foi?"
"Já pensou como essa história é engraçada? Nossa primeira briga: discussão sobre muffins e waffles."
Eu ri também. É por isso que eu amo ele tanto. James sempre vê o lado positivo das coisas. E eu sempre fico neurótica com tudo.
Nossa primeira briga, nossa discussão sobre muffins e waffles me mostrou uma coisa: Nós nos completamos.
N/A: Ok, eu sei que estou um dia atrasada. Vocês foram maravilhosas, girls! (Teve uma review masculina. Ok, você também foi maravilhosO!) 32 reviews. Nem tenho palavras para descrever quão feliz eu fico com o esforço de vocês. Eu tenho orgulho de dizer que tenho as leitoras mais legais do fandom ;)
Mas acontece que... não sei explicar bem. Sabe quando você tem uma taça de sorvete maravilhosa, daquele que custa os olhos da cara (tipo um Häagen-dazs que é mais caro do que o grama de ouro) e quer comer tudo de uma vez? Mas ao mesmo tempo, você sabe que se comer, vai acabar. E não vai ter mais. É essa sensação que eu tinha. Quanto mais eu chegava perto do fim do capítulo, mais eu sentia que SM ia acabar (apesar de ter um epílogo). E eu ficava enrolando com o capítulo.
//Muffim chorando// (Se quiser pular esse parágrafo, sinta-se à vontade. É muito emo e triste, mas eu não vejo como não escrever isso.) Foram nove meses, oito dias e algumas horas. Não sei pra que eu vou fazer essa metáfora, mas é o tempo de uma gravidez. Talvez exista algum bebê nascendo agora que foi concebido no dia primeiro de abril de dois mil e oito. Eu sempre digo que Simplesmente Muffin é como se fosse meu bebê. E eu uma mãe de primeira viagem, que sofreu dois abortos espontâneos, antes desse aqui. Como explicar a importância disso para mim? Como contar todas as vezes que eu ri com a Lily, que eu dei gritinhos com o James e quis fazer ele se declarar logo? Eu não sou o Roberto Carlos, mas...foram tantas emoções... Uma centena de vezes a Lily disse algo que eu diria, confessou algo que eu sentia e não explicava para ninguém. Outras vezes, eu chegava em casa triste com uma amizade, um amor... E a Lily servia de voz para minha tristeza. 2008 foi um ano feliz, mas foi um ano difícil. E eu não sei se teria suportado tudo isso sem essa fic pra me acompanhar. Teve horas que eu chorei por não saber que caminho seguir, e então eu me agarrava com todas minhas forças a esse ponto de razão no meio da tristeza. Existe uma razão para que cada vez que eu digo como vocês são importantes para mim. Eu não quero competir com ninguém, não quero poder erguer a voz para dizer "Hey, eu tenho tantas reviews e você não!". Mas é que nas horas que eu não sabia o que fazer, eu abria a página de reviews e relia tudo. Então eu fechava os olhos e pensava: "Poxa, eu sirvo pra alguma coisa. Existe alguma coisa nesse mundão para mim." Cada vez que algum de vocês dizia: "Eu ri com a Lily hoje!", eu pensava que eu tinha feito alguém sorrir. Eu tinha levado alegria para alguém. Eu tinha utilidade. Eu nunca disse isso pra ninguém, mas eu tenho a impressão que estive à beira de uma depressão no meio do ano. Quem leu Lua Nova, se lembra da Bella falando que faltava um pedaço dela, que ela não conseguia respirar às vezes, e se abraçava para ver se a dor iria embora. Eu já fiz isso. Eu já me abracei apertado, chorando e pedindo pra tudo isso passar. E... Simplesmente Muffin, a Lily, suas Reviews... Elas foram meu Jacob. Cada vez que eu lia uma palavra de vocês, eu me sentia viva de novo. Isso tudo foi meu refúgio do mundo. Vocês foram para mim o que o Jacob foi para a Bella. Vocês seguraram as nuvens lá no alto, quando elas tentaram me sufocar. Eu não teria palavras para expressar toda a gratidão que eu sinto nesse momento. Simplesmente Muffin foi uma das coisas mais importantes de toda minha vida. Tudo que eu aprendi aqui, com a risada de vocês, seus puxões de orelha, a sensação que eu fazia alguma diferença... não pode ser colocado em palavras. Eu aprendi a não me envergonhar dos meus erros, e que esses erros podem nos levar a um acerto. Que eu não preciso fazer tudo perfeito, porque perfeição enjoa; eu só precisava ser boa o bastante. Eu aprendi a correr atrás dos meus sonhos, porque quando eu comecei, eu nunca esperei toda essa repercussão. Eu só sonhei, sem acreditar. Mas quando eu decidi que sim, a minha Lily podia ser pelo menos um pouco famosa, então eu corri atrás.
E aqui estou eu, no fim da linha. E agora eu preciso pular desse trem para embarcar no outro. Por mais que eu queria de um jeito que quase dói fazer uma continuação, eu sei que preciso seguir meu caminho fora da internet, e não daria conta de escrever um livro, escrever Midnight Sun e escrever a continuação de SM. Eu preciso pular para a realidade, escrever uma história SÓ MINHA, correr atrás de uma editora. Porque Simplesmente Muffin me mostrou que eu preciso acreditar em mim mesma para os outros acreditarem. Eu preciso correr atrás e CRIAR a oportunidade, não esperar ela bater na minha porta embalada pra presente. Esses foram ensinamentos que eu já ouvi muito, já li muito. Mas aqui eu vivi, e não existe dinheiro no mundo que pague isso.
Meu muito obrigada a todos vocês que me ensinaram tanta coisa. A todos vocês que mudaram minha vida de um jeito tão bom. Não tenho mais como expressar minha gratidão. Eu amo todos vocês - aqueles que ajudaram no meu sonho, que comentaram, que favoritaram, que leram, ou que só clicaram no link - como se fossem uma extensão dessa minha filha que é Simplesmente Muffin... Porque, como dizem por aí... Amor de mãe não divide, multiplica
Beijos
Muffim.
PS: A gente se vê no epílogo ^^ E me desculpem por não responder às reviews, mas eu não sei se conseguiria fazer isso agora.
