Capítulo Trinta e Quatro
Bella PoV
Acordei com uma música baixa tocando ao longe, mas tão irritante que eu não consegui ignorar. Resmunguei comigo mesma e olhei para Edward.
— É o seu celular? – murmurei, passando a mão pelos olhos na esperança de abri-los.
— É. Pode voltar a dormir.
Suspirei e balancei a cabeça em discordância, me sentando. Ele deu de ombros e saiu. Suspirei alto quando ele saiu do quarto. Por que Edward tinha que ser lindo mesmo acabando de acordar?
Ainda estava pensando nisso quando ouvi outra música irritante, reconhecendo como toque do meu celular. Andei até meu quarto e atendi sem ânimo.
— O que é, Alice? Já passa da meia-noite. – reclamei.
Ela riu lindamente.
— Ah, vai valer a pena. Olhe, te liguei agora enquanto estou mandando mensagens pra Edward, porque queria falar com você sem ele por perto. Eu escrevi uma carta pra você, está no criado-mudo do seu quarto. – falou, animada.
Suspirei.
— Certo. – respondi, abrindo a gaveta. Havia um envelope e eu peguei a carta dentro. – Estou com ela na minha mão.
— Leia em voz alta. – ordenou.
— Alice, foi você que escreveu a carta, já sabe o que está escrito, por que quer que eu leia?
— Pra saber sua reação em cada parte, bobinha! Vá, leia logo!
Revirei os olhos e li. Com uma caligrafia bonita, estava escrito:
"Bella, querida. Eu sei que está se perguntando por que estou escrevendo e não falando pessoalmente. Simples: você me interromperia assim que eu começasse! Então leia até o final – e sim, isso é uma ordem.
Conheço você, Bella. Sei que acha que eu só conheço a 'Bella antiga', mas a verdade é que 'vocês duas' são idênticas, porque vocês são a mesma pessoa. E, okay, agora você não lembra de algumas coisas, mas você continua a mesma.
E, conhecendo você, sei com toda a certeza de melhor amiga que está apaixonada por Edward. Negue o quanto quiser, mas está. Não tive a oportunidade de conversar com você o quanto queria, então isso vai ser dito nessa carta mesmo.
Edward Cullen é o meu melhor amigo, mas vou tentar ser o mais objetiva o possível. Ele te ama, Bella. Ele te ama, e você o ama. Não poderia ser mais simples! Posso te VER dizendo que não, mas ele de fato ama você.
Vocês dois tiveram oportunidade de ficar juntos e pretendiam ficar. No dia que sofreu o acidente, estava indo até o escritório onde Jacob trabalha pra terminar com ele. Mas coisas aconteceram, e vocês não estão juntos agora.
Não sabe o quanto isso me deixa triste! Vocês são perfeitos um para o outro, e eu não agüento vê-los separados.
Amanhã, quando você acordar, faça um teste. Não tenha medo de chateá-lo, só diga a Edward que não gosta que ele te toque, ou algo assim. Ou simplesmente saia, deixando-o para trás. Ele te ama e quer te dizer isso, mas não encontrou a oportunidade. Pergunte a ele por que ele vive ao seu redor. Faça isso, por você mesma e por ele: dê a oportunidade para que ele se declare. Confie em mim, vai dar tudo certo. Jogue-o na parede e pergunte sobre seus sentimentos – ele não vai conseguir mentir.
Eu realmente espero que você tenha coragem de fazer isso. É para o seu bem. Amo muito você.
Alice."
Engoli em seco quando terminei de ler.
— E se ele não disser nada? Não disser que me ama? – falei, mordendo o lábio. Não tinha sentido negar que eu gostava de Edward, e eu nem pensei em fazer isso.
— Ele vai dizer, querida. Boa sorte, durma bem. Pode me ligar amanhã pra me dizer como foi?
— Sim, claro. Até mais.
— Até, lindinha.
— E... Alice? – hesitei.
— Sim?
Engoli em seco mais uma vez.
— Obrigada.
Ela riu.
— De nada. Sempre aqui pra qualquer coisa, okay? Te amo.
— Te amo mais. – respondi, sorrindo e ela desligou.
Respirei fundo, pensando em como ia abordar Edward. Mas lembrei que era de madrugada, era absurdo tentar isso agora. Eu ia dormir um pouco, pensar sobre o assunto e falar com ele de manhã. É isso aí.
Saí de mansinho do meu quarto e andei até o quarto de Edward. Estava totalmente desperta e sem sono e sorri quando o vi sentado na cama me esperando.
— Tudo bem? – perguntou ele.
Tudo perfeito.
Corei e ri baixo.
— Alice. – falei, sem necessidade de explicar mais. Aquele nome já era uma explicação por si só.
— É, entendo. – respondeu, e eu lembrei que Alice tinha dito que estava mandando mensagens pra ele enquanto eu falava, ou melhor, lia.
Nós deitamos de novo e eu estava inevitavelmente agitada. Quando Alice falou, pareceu tudo muito simples e por um momento eu tive certeza absoluta que Edward gostava de mim do modo que eu gostava dele. Mas agora, ao lado dele, ele parecia distante. Okay, estou sendo dramática; ele não estava distante. Só... normal – não parecia querer me agarrar e encher de beijos. Ele parecia... meu amigo.
Grunhi xingamentos para Alice em pensamento e me levantei, andando até o banheiro dele. Me perguntei se naquele armarinho havia algum remédio pra gripe que eu poderia tomar para facilitar meu sono, e então me lembrei do meu comprido. Eu estava sendo tão irresponsável com o remédio que Carlisle me mandou tomar... E argh. Por que eu não podia simplesmente pregar os olhos e dormir?
Andei pelo corredor escuro até meu quarto e peguei o comprido para engolir, sem nem mesmo tomar água – estava sem ânimo de descer as escadas. Voltei para o quarto e deitei ao lado de Edward, que dormia profundamente.
Se eu quisesse contar quantas vezes me levantei, seria impossível. Estava agoniada demais com a possibilidade de Alice estar errada e eu acabar perdendo a amizade da única pessoa que me entendia completamente. E me agüentava.
Cochilei várias vezes, mas quando acordava percebia que não tinha se passado mais de dez minutos. Comecei a ficar impaciente para o amanhecer chegar. Por fim, quando percebi que mais uma vez Edward tinha acordado por causa de minha inquietação, me levantei da cama e acendi a luz. Agora ou nunca.
Ele me olhou, confuso e preocupado, e então estendeu os braços, me chamando de volta para a cama. Minha garganta se apertou quando eu percebi a pura inocência em seus olhos.
— Bella... – chamou, se sentando na cama. Eu continuei parada, de pé. Suspirei, sem ânimo.
— Eu sei que é tarde, e sei que estou sendo chata. Desculpe. – falei, mordendo o lábio discretamente. Ele não me ama, ele não me ama. – Eu acho que vou ficar no outro quarto por hoje.
E com toda a coragem que eu não tinha, sentindo meu coração se apertar e o estômago revirar, fiquei de costas para ele e andei para a porta.
— Não, Bella. – ele pediu, com um traço de tristeza na voz.
Ele me ama! Ele me ama!
— Por quê? – pedi, esperando as palavras que eu mais queria ouvir.
Mas ele ficou em silêncio. Eu esperei alguns segundos, então saí do quarto.
Ele não me ama, ele não me ama...
Afundei no meu colchão, deixando meu rosto no travesseiro. Me encolhi de vergonha. Como eu pude pensar que ele me amava? Por quê fui acreditar em Alice? Era verdade que ela não era a primeira a dizer isso, mas eu não devia ter colocado isso à prova. Seria muito melhor se ele fosse pra sempre meu amigo do que se chateasse comigo.
Puxei a colcha sobre a cama e me encolhi mais, fazendo todo o esforço do mundo para não chorar.
— Porque eu gosto de dormir ao seu lado. – eu ouvi a voz dele, provavelmente na porta do meu quarto. Meu corpo todo ficou tenso. – Eu gosto de ficar perto de você, Bella.
Funguei, sem conseguir evitar. Esperei que ele falasse mais alguma coisa, mas quando ele só se aproximou e tocou-me, eu virei o rosto para ele. Eu precisava magoá-lo e estava sentindo vontade de chorar só de pensar nisso, mas falei o que devia falar. Eu necessitava de alguma reação dele a mim.
— Eu não consigo, Edward. – falei, forçando indiferença. – Eu não gosto de dormir com você ao meu lado.
Ele deu um passo pra trás como se tivesse levado um soco. Minha garganta se fechou totalmente, e eu respirei fundo para não chorar. Sua expressão era de dor, e eu não consegui me agüentar. Ele não merecia aquilo. E só sua expressão de desespero por eu mentir sobre não gostar de ficar ao lado dele tinha sido uma boa amostra de seus sentimentos. Ele podia não ser loucamente apaixonado por mim, mas me amava. Como um amigo, pelo menos, eu tinha certeza.
— Você não... – comecei, sem saber as palavras certas. Resmunguei comigo mesma e me sentei na cama, olhando para ele com toda a seriedade que pude reunir. – Você não sente?
— Sinto o quê? – fez ele, confusão tomando conta de seus olhos.
Como eu poderia dizer? Hesitando, levantei a mão para tocá-lo. Ele não se afastou e eu afaguei seu rosto de leve, tentando manter minha expressão neutra. Edward se aproximou um pouco mais de mim e eu cobri sua bochecha com a palma da minha mão.
Eu devia estar com o sorriso mais idiota do mundo. Corei, mas não voltei ao modo não-estou-dando-a-mínima.
— Eu honestamente não estou entendendo nada. – murmurou ele, e meu sorriso só aumentou, me fazendo corar mais.
Peguei sua mão e o puxei de leve para que ele sentasse ao meu lado na cama, Edward ainda com confusão estampada no rosto.
— Sobre minhas perguntas, eu acho que tenho uma. – declarei, um pouco animada.
— Fala. – sussurrou ele.
— Você me disse que nós já nos beijamos e eu estou curiosa... Quando foi? Não consigo conceber a imagem de ter sido enquanto estava com Jacob. – falei, me segurando para não quicar na cama. Era impossível imaginar Edward me beijando enquanto eu tinha namorado, não era uma ação típica dele. – Quer dizer, não é que eu não consiga acreditar, mas... Não consigo conceber a imagem de você fazendo isso.
— Bem... – fez ele. – Na verdade, foi enquanto você o namorava.
Corei fortemente.
— Oh. Eu não esperava essa resposta. – murmurei.
Um segundo se passou, enquanto eu absorvia essa informação. Edward tinha me beijado enquanto eu namorava. Ou eu o tinha beijado enquanto namorava Jacob. Nós tínhamos... um caso? Alice disse que tivemos a chance de ficar juntos – era isso que ela queria dizer? Eu ia terminar com Jacob, certo? Então... eu beijei Edward e terminei com Jacob? Ou eu terminei com Jacob porque estava cansada de esconder o nosso.., caso? Ou eu...
— Por favor, não pense que foi algo pensado anteriormente.
Okay, possibilidade de termos um caso excluída.
— Quer dizer, nós não maquinamos nada, simplesmente... hã, aconteceu. – continuou Edward.
Então eu acho que eu beijei Edward e ia terminar com Jacob. Minha mente viajou para o dia que eu acordei do coma, quando meu "namorado" me implorou para voltar... Eu tinha terminado com ele?
Continuando nas memórias de quando acordei, me lembrei dos sonhos absurdos que eu tinha com Edward... E do que ele me falava no sonho. De repente, tudo se encaixou.
— Eu não ligo.
— Não liga para o quê?
— Pra nada. Eu não ligo para o seu namorado, não ligo se você tiver que ir embora cedo... Eu só... quero você.
— Não foi apenas um beijo, não é? – questionei, com um sorriso começando a surgir em meu rosto.
— Não. – ele respondeu sem hesitar. Tentei explicar melhor.
— Quer dizer... Não foram só beijos. – insisti.
— Não. – admitiu, suspirando. Eu corei, mas meu sorriso só cresceu.
— Eu sei. – assenti.
— Como é? – ele me encarou e eu corei mais.
Respirei fundo. Pra quê mentir agora que ele finalmente estava sendo honesto comigo?
— Eu sonhei com isso. – falei. – Quando eu estava em coma, sonhei com isso. Assim que acordei e te vi... Não sei se lembra, mas eu quase tive uma parada cardíaca. – ri baixo, mas Edward continuava parado, me olhando meio em choque.
— Você... você sonhou com nós dois juntos? Por que não me contou?
Eu podia responder milhões de coisas mal educadas, mas decidi apenas explicar meu ponto de vista.
— Sinceramente? Achei que era apenas um sonho sem noção. Depois que você disse que nós já tínhamos nos beijado, eu até pensei na possibilidade de ter acontecido o que sonhei, mas... Como eu poderia simplesmente perguntar se nós já tínhamos dormido juntos?
— O que você quis dizer antes? O que eu não sinto? – ele mudou de assunto.
Mordi o lábio com força, hesitando. Não queria me abrir antes de ter certeza do que ele sentia. O que eu tinha dito antes não o tinha estimulado a "se declarar", e eu teria que tentar outra tática agora.
— Quando eu perguntei isso ontem foi com outra intenção, mas agora eu quero saber tudo. – comecei, sentindo-me frustrada por ele não expressar nada em seu rosto quando eu disse isso. Desviei o olhar. – Eu não entendo, Edward. Às vezes você é tão lindo e carinhoso e fofo comigo... e então se afasta e fica tão frio... Estou confusa. Você não é muito claro e foge das minhas perguntas... ou pelo menos fugia... Mas... de verdade, em todos os sentidos...
— Vá direto ao ponto. – pediu ele. Suspirei e assenti.
— Você me ama?
Um segundo se passou. Eu me encolhi, corando, mas estava disposta a obter a resposta que queria. Agora que eu tinha começado, iria até o fim – nem que fosse pra receber apenas um balde de água fria.
Resolvi explicar melhor.
— Você disse ontem que me ama. Mas eu preciso saber... Como você me ama? Como sua amiga, sua irmã de criação? Alguém que você gosta de proteger?
Edward olhou em meus olhos com uma expressão decidida.
— Eu... eu te amo de todos os jeitos, em todos os sentidos. Você é a mulher mais incrível que eu já conheci. Eu gosto de conversar com você, de ficar ao seu lado. – falou, e eu senti minha garganta começando a fechar. Incrivelmente, de um jeito bom. – Mas naquele dia que nós ficamos juntos, naquele único dia que você foi minha... Foi o melhor dia da minha vida, Bella. Eu não consigo apagar as melhores memórias que tenho, e a cada segundo que estamos juntos, eu sempre quero mais.
Oh minha santa Alice. Ele está se declarando. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu nem tentei escondê-las.
— Só que, ao mesmo tempo, eu não quero te forçar a nada. Eu te amo, e sempre vou te amar, mas não precisa me dizer nada. Só me deixe continuar perto de você, e eu juro que vou me comportar e não ficar insistindo nesse assunto nunca mais.
Eu pisquei, confusa. Uma lágrima correu por meu rosto e Edward me encarou com desespero.
— Por favor, não chora. – praticamente implorou, passando a mão em minha bochecha delicadamente e apagando o vestígio daquela lágrima. – Por favor, não fique triste.
Eu balancei a minha cabeça com força, sem acreditar.
— Eu não estou triste, Edward. – seu bobo, completei mentalmente.
— Você está...? – ele falou, confuso.
Ri de leve, mordendo o lábio. Não podia acreditar que ele tinha dito tudo aquilo pra mim.
— Eu estou feliz. E um pouco emocionada. – admiti, corando um pouco. – Edward, eu... Eu gosto de você. De verdade.
Gostar é pouco.
— Você não imagina o quanto eu queria que isso fosse o suficiente. – falou, dando de ombros. – Se importa se eu ficar aqui com você? Prometo que não vou passar dos limites.
Se eu me importo? Limites?
— Edward! – o repreendi rindo quando percebi. Ah, Deus. Ele acha que não gosto dele!
— O quê? – fez ele, inocente.
— Deus, Alice está certa, você é mesmo muito desligado. – murmurei pra mim mesma. Suspirei, balançando a cabeça. – É claro que não me importo se ficar aqui, quero que fique.
Ele gemeu, com uma expressão sofrida. Hesitei.
— Por que disse antes que não? – perguntou, seus olhos tristes e com dor. Arfei. – Por favor... eu vou entender se disse que quer que eu me afaste, mas não brinque comigo. É cruel.
Arregalei os olhos, em choque. De onde ele tinha tirado essa ideia?
— Eu não estou brincando com você, Edward. – expliquei.
O silêncio se instalou entre nós pesadamente enquanto Edward me encarava, seu cenho franzido e os lábios apertados numa linha reta.
— O que você quer de mim, Bella? – pediu, frustração óbvia em suas feições.
Haviam tantas coisas que eu podia dizer a ele, mas escolhi minha prioridade no momento.
— Quero que você pare de falar um pouco e me beije. – respondi, sustentando seu olhar.
Ele hesitou.
— Não me tente. – resmungou, e eu não pude deixar de rir.
— Cala a boca, Edward. – briguei implorando.
Me aproximei mais dele, apoiando-me em seu ombro enquanto me inclinava em sua direção. O tempo todo sendo atentamente analisada por aqueles olhos verdes magníficos. Eu não conseguia entender o que ele estava esperando de mim – e, se ele estava esperando que eu recuasse, era melhor ele desistir. Porque eu não ia.
Estava quase tocando-o quando percebi que ele engoliu em seco. Hesitei por um curto segundo e então Edward terminou com a distância entre nós.
E eu explodi.
O beijo começou calmo, mas eu precisava de mais. Era incrível ter Edward me beijando daquele jeito lento e sedutor, mas eu estava quase pegando fogo de excitação. Toquei seus lábios com a língua e então nossas bocas se atacaram ferozmente, como se nossas vidas dependessem disso. Eu senti suas mãos acariciando meu couro cabeludo e me arrepiei, soltando um murmúrio de deleite.
— Droga, Bella. – Edward resmungou com seus lábios ainda nos meus enquanto paramos por um segundo para respirar. – Você vai me deixar louco.
— Seria justo. – ofeguei. – Já que eu sou totalmente louca por você.
Me remexi desajeitadamente, deitando na cama e puxando-o para mim. Ele mal estava me tocando enquanto nos beijávamos, e eu resmunguei impaciente, empurrando-o e deitando meu corpo sobre o dele.
— Bella... – ele gemeu, tentando não nos deixar tão juntos, e eu entendi imediatamente o motivo.
Senti minha boca ficar seca quando senti o quão excitado ele estava. Pude ver em seu rosto um certo constrangimento, mas eu estava extasiada demais para tentar deixá-lo menos embaraçado.
— Wow. – sussurrei, sentindo meu rosto corar de prazer. Ele estava daquele jeito por minha causa. Wow.
Voltei a beijá-lo antes que acabasse dizendo alguma bobagem constrangedora e instintivamente angulei meu corpo ao dele, segurando um gemido em minha garganta.
— Bella... – ele falou, empurrando-me para longe dele, deixando apenas seu tronco encostado no meu. – Pare com isso.
Corei violentamente.
— Você não... me quer? – murmurei, engolindo em seco.
Edward me analisou por um segundo e então deu um minúsculo sorriso.
— Não seja boba, é claro que eu quero você. – ele respondeu, suspirando e pegando minha mão distraidamente, começando a mexer em meus dedos com carinho enquanto falava. – Eu só quer fazer a coisa certa dessa vez, e não simplesmente me deixar levar. Quero te levar pra jantar, fazer planos... Eu quero ficar com você, Bella.
Um sorriso apareceu em meu rosto antes que eu percebesse. Coloquei a mão no rosto dele, afagando sua bochecha.
— Você é tão fofo. – falei, rindo baixinho. Ele revirou olhos sorrindo. – Então vamos dormir, não é? – murmurei com um bico.
Ele riu.
— Sim. – concordou. Eu suspirei e então Edward saiu de perto de mim, levantando.
O encarei em choque.
— O-onde você vai? – gaguejei, me levantando também. Olhando pra mim com confusão, ele franziu o cenho de leve.
— Dormir. – respondeu simplesmente.
Abri a boca, e então mordi o lábio com força. Se ele queria dormir, por que não aqui?
— Dorme aqui. – pedi, constrangida. Ele passou a mão pelos cabelos, um tanto irritado.
— Achei que você não gostasse de me ter por perto. – falou, se afastando mais.
O encarei, sem entender. E então subitamente me lembrei do que eu tinha falado antes. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu me joguei em cima dele, abraçando.
— Ah, Edward! – choraminguei, abraçando sua cintura. – Eu não quis dizer aquilo, me perdoa!
Funguei baixo, levantando o rosto que antes estava escondido em seu peito para encará-lo.
— Não quis dizer aquilo. – repeti, murmurando. – É claro que gosto de ficar com você, não importa onde ou fazendo o quê! Ah, meu Deus, me sinto tão culpada!
Edward fechou os olhos, trincando os dentes sem muita força, parecendo frustrado.
— Se não quis dizer, por que disse? – perguntou calmamente. Funguei de novo, lágrimas quase sendo derramadas.
— Eu queria que você ficasse bravo comigo. – admiti, corando. – Eu precisava que você reagisse a mim! Você é sempre tão... medidor dos atos, calculando cada movimento... Eu só queria que você fosse espontâneo e... eu sei lá. Desculpe. Eu nunca vou dizer algo do tipo de novo, é a maior mentira que eu podia ter inventado.
— Não faça isso de novo. De verdade, é muito cruel. – pediu, e eu só me senti pior. Assenti e ele riu, se aproximando pra me beijar.
E por mais que eu imaginasse mil outros jeitos de terminar o fim de semana, eu não pode pensar em nenhuma opção melhor do que aconteceu. Talvez porque aconteceu. Não importava – aquela madrugada domingo/segunda tinha sido o melhor dia da minha vida.
...
Oii chuchus! Devo dizer que amei as reviews de vocês! Vocês são tão passionais quando o assunto é esse casal! Rsrsrs
Então... fui só eu que reparou que o assunto paternidade do filho da Bella nem foi mencionado? Hmmm... Onde será que isso vai dar, hein?
Bom, vou direto pras reviews!
Danipires Eita, calma! Postando já, não roa suas unhas que isso é feio! SHUAHaHUSAHSUHAUSAHSHUAHUSAHU
Mari Calma, eles vão ficar juntos! Rsrs
Caaca Opa, vamos com calma aí! Sim, me aniversário foi maravilhoso, incrível e totalmente inesquecível. Recebi parabéns da minha DIVA Jodelle Ferland, ganhei uma festa surpresa... Foi MUITO bom. O simulado não foi tão bom assim, mas tudo bem... Rsrs. NÃO ARRANQUE SUAS TRIPAS FORA, por favor! :O' Postando já :D
Beta Que bom! Pq eu sou corinthiana ROXA!
Amanda :D Tbm acho os dois lindos! :P
Priiiii Obrigada :D Sim, super mãos da Alice nisso! MANO, quanto a sua carta... Nem te conto que eu tenho TRÊS rascunhos dela e ainda não consegui escrever inteira! Sério! Eu juro que vou mandar um dia, sério mesmo! Rsrs
Bia Olha... então vc vai ter que esperar alguns capítulos para confirmar suas suspeitas... E, se a Bella emprestasse o Edward pra alguém, seria pra mim u-u' HSUAHUSHUAHUSHAHSHUAHUSHAS
Okaaay, digam-me o que acharam do ponto de vista da Bella! No próximo capítulo teremos a nossa querida Bella finalmente abrindo seu coração para amado!
Beijinhos, meninas!
