Capitulo trinta e cinco
Eles deixaram a pousada Cobblestone e entraram num turbilhão.
Draco encontrou o gerente logo quando o homem estava correndo pra fora do estabelecimento, usando o que parecia ser uma capa feminina roxa, dois números menor que ele, com pequenas rosas costuradas na gola. Ele tinha a varinha em punho e estava amaldiçoando alto.
Na rua, do lado de fora, os foliões de fim de noite estavam gritando e correndo em todas as direções. O gerente pegou um pote de tinta de seu balcão e jogou num senhor que estava correndo pela rua tão rápido quanto as pernas tortas dele lhe permitiam. A tinta voou pelo ar, perdendo o alvo mas deixando uma grande marca de exclamação na calçada do Cobblestone.
"Você me deve três noites, seu bastardo!" o homem gritou, balançando seu punho.
"O que está acontecendo?" Draco perguntou, Esquivando cuidadosamente do grande homem antes de colidirem.
"O que está acontecendo é que as pessoas estão achando que podem burlar uma dívida por causa de um pequeno Comensal da Morte, isso é o que tá acontecendo," o homem lançou, a capa batendo violentamente para mostrar um par de pernas finas. "É melhor os comensais pensarem duas vezes antes de visitarem essa parte de novo! É ruim pro negócio, é sim!"
Eles estavam fora da entrada agora e assistiram quando o pânico na rua aumentou gradualmente.
A marca negra estava visível, esfumaçada e brilhante, parecendo estar bem acima deles. Embora diante de uma boa inspeção, parecia ter originado mais pra dentro do distrito.
Hermione a encarou com horror. "Eu não acredito nisso! Como nós dormimos diante disso?"
Draco estava ainda mais pálido que o habitual. Ele observou a marca por um momento, com a mandibula tensa. "Eu não sei, mas nós estamos partindo agora."
Ele não precisava dizer-lhe duas vezes. Hermione pegou sua mão e o seguiu subindo a rua, em direção ao Beco Diagonal e um território mais familiar. Outras pessoas estavam fazendo a mesma coisa.
Um grupo de rapazes que pareciam e cheiravam como se tivessem estado rastejando em um pub, esbarraram nela, e por um minuto, Hermione foi carregada pelo menor fluxo de pessoas se movendo na direção contraria, ansiosos para dar uma olhada mais de perto da Marca.
Como um nadador preso na correnteza, ela deixou o grupo arrasta-la até que tivesse espaço o suficiente para fazer uma parada.
Hermione apenas evitou de cair na sarjeta, mas ela fez contato íntimo com uma parede de concreto. Uma criança pequena, com uns três ou quatro anos estava se segurando a um poste com os dois braços e chorando.
Por sorte, A mãe da criança apareceu pra fora da multidão, gritou com alivio e o pegou no colo.
Então era isso, Hermione pensou, isto era o tipo generalizado, de estrago público que Voldemort podia causar. Era igual a Copa Mundial de Quadribol, só que agora o caos tinha chegado na Grã-Bretanha mágica.
Draco rugiu o nome dela com tanta força que várias pessoas perto se viraram para olhar. O número de pessoas na rua parecia ter duplicado nos últimos cinco minutos.
"Aqui!" ela gritou de volta, sua voz perdida no barulho.
Ele a ouviu, só Merlin sabia como. Em segundos, ele estava lá; a puxando enquanto ela continuava virando para encarar a Marca.
Eles se mantiveram na calçada, na ponta dos prédios onde havia mais luz. Draco os levou para o primeiro beco que eles encontraram. Já estava enchendo com pessoas com o mesmo pensamento de desaparatar para a segurança de suas casas.
Ele a encarou, parecendo bastante ameaçador em sua seriedade. "Você pode desaparatar, ou você precisa do Flu?" Era uma pergunta justa para fazer a alguém que não tinha estado em um combate próximo com Comensais antes.
Ela estava abalada, mas ela não estava espantada o suficiente para se desmembrar. "Estou bem."
Ele assentiu, já com a varinha na mão. "Você conhece aquele pequeno espaço para um piquenique perto da estação de Hogsmeade?"
Ela conhecia o lugar. A maioria dos alunos de Hogwarts com idade para visitar Hogsmeade o faziam. Era uma pequena clareira despretensiosa ao lado do lago, procurada por ser uma combinação muito agradável sombreada e ensolarada.
"No três," ela sussurrou.
Eles aterrissaram juntos na localização combinada. Hermione primeiro, seguida de Draco.
Hogsmeade Green estava a uma caminhada de oito minutos atrás deles. Hogwarts aparecia à frente, além do lago e do famoso, limite de anti-aparição. Por impulso, Hermione olhou pro céu. Ela soltou um suspiro de alívio ao não notar nada mais adverso do que um bando de pássaros atravessando o lago.
Comparado com o barulho e o pânico de onde eles tinham acabado de deixar, a quietude do lago era surpreendente.
Hogwarts era um lar e no momento não havia nenhum outro lugar onde ela se sentia mais segura. Também era bem mais fresco que a Travessa do Tranco. Hermione esfregou os braços para expulsar o arrepio que tinha tanto a ver com a visão da Marca outra vez, quanto com o clima.
O olhar na face de Draco dizia que ele estava pensando em mais do que apenas a Marca. Ele puxou o cabelo para trás, ajeitou os ombros e começou a andar.
"Algo não está certo," Hermione disse.
"Além do fato de que nós vimos pessoalmente duas Marcas Negras em duas curtas semanas?" ele bufou. "Sim, algo definitivamente não está certo."
Ela andou um pouco na frente dele e estava no processo de prender seu cabelo. As mãos dela ainda estavam tremendo um pouco, então ela apenas conseguiu fazer um coque frouxo que parecia em perigo de se desfazer quase tão rápido quanto foi feito.
A base do pescoço de Hermione estava exposta, mostrando os pequenos cachos que se agarravam ao final da linha do cabelo. Havia uma fumaça de sujeira bem acima da gola de sua camiseta, sobre o osso de sua espinha e abaixo do começo de seus ombros. Poderia ter sido fuligem ou a sujeira do solo da Travessa do Tranco.
De qualquer forma, Draco não gostava de vê-la ali. Quase sem perceber, ele lambou o dedão e limpou o lugar.
Hermione fez uma pausa e virou-se para olha-lo com surpresa. "Você não acabou de fazer isso."
Ele parecia ainda mais surpreso que ela e encarou seu dedão como se ele tivesse acabado de pergunta-lo sobre o tempo. "Evidentemente, eu o fiz."
Era sábio aproveitar o momento enquanto ele ainda parecia particularmente desconsiderado, ela decidiu. "Você realmente precisa me dizer se essas duas Marcas tem a ver com o que Dumbledore falou com você em seu escritório. Eu não acredito em coincidências."
Draco fez um som de diversão. "Bom, por que não existe essa coisa de coincidência. É melhor você se acostumar com isso. Tudo acontece porque esta é a única maneira que pode acontecer."
"Ah é?" ela desafiou. Havia um discurso do tipo 'moral da história' chegando, Hermione pensou.
"Você sabia, eu acho que eu fui o primeiro aluno que Potter conheceu antes de vir a Hogwarts? Eu não tinha percebido quem o imbecil era na época. Eu falei com ele de novo no trem para Hogsmeade, provavelmente antes mesmo de vocês dois se conhecerem. Eu o fiz uma oferta de ser amigos. Você sabe o que ele me respondeu?" ele perguntou, retoricamente.
Ela balançou, cuidadosamente curiosa com a linha que ele estava indo.
"Ele disse que podia escolher sozinho quem eram as pessoas certas para fazer amizade. Me deu um olhar como se eu fosse uma escoria na sola de seu sapato."
Havia uma incrível quantidade de amargura em sua voz. Hermione estava surpresa com o quanto ele pensou no incidente.
Ela ficou silenciosa por um momento. E então, ela deu de ombros. "Você provavelmente agiu como um idiota."
"Este não é o ponto," ele insistiu, levantando um dedo para enfatizar. "Não é coincidência e sim destino. É quase apropriado que Potter me conhecesse primeiro para que ele pudesse descobrir qual lado do espectro se situar. As pessoas gostam de extremos porque isso é reconfortante. Eles estabelecem padrões e limites. Tenho certeza que Potter colocou em sua pequena cabeça, depois daquele primeiro encontro, que ele estava no outro lado da escala, tão longe de mim quanto metaforicamente possível. Ele gosta assim. Voldemort também, eu imagino."
Por algum motivo, Hermione não tinha gostado de ouvir isso. Ela sempre achou que ele era o tipo de pessoa 'que se dane você, eu faço meu próprio destino'. Esta versão do Malfoy era muito fatídica.
Talvez ele tivesse sangue de vidente nele. Videntes eram as pessoas mais depressivas que alguém podia conhecer.
Exceto Sybil Trelawney, é claro. Essa mulher era apenas louca.
"Eu não concordo," ela admitiu.
"Você não precisa," ele respondeu.
"Harry não tem um osso tendencioso em seu corpo." Curiosamente, Hermione sabia que isso não era verdade, logo que ela disse.
"Se te conforta pensar isso," Draco disse, friamente.
"Porque você não gosta tanto dele?"
"Porque você o defende tanto?" ele lançou pra ela, forte o suficiente que ela ficou surpresa.
Hermione abriu a boca para responder, mas a fechou. Ela supôs que ela realmente defendia bastante o Harry. Mas apenas porque Malfoy parecia fazer sua missão de vida pessoal maldar seu amigo sempre que possível.
Draco estreitou os olhos pra ela, como se tivesse chegando a uma lenta e estranha conclusão. "Você tem sentimentos por ele." Era uma declaração que ele não parecia gostar de fazer.
"É claro que eu tenho. Nós somos amigos desde que tínhamos onze!"
Ele bufou. "Sua paixão não vai a lugar nenhum. Potter não pensa em você como mais que amiga," ele disse, como se estivesse dando a ela o melhor conselho de sua vida.
Ela piscou, quando o entendimento veio tarde, como sempre, quando Malfoy estava implicado.
Ele era um completo idiota as vezes.
"Espere. Nós não estamos falando da mesma coisa, estamos? Eu não estou apaixonada por Harry, seu idiota."
Deus, ela detestava quando ele se afastava sempre que ela ficava argumentativa. Era o auge da grosseria. A irritação que ela sentia era além de duradoura. Machucava ser dispensada por ele.
"Eu te odeio quando você faz isso," ela murmurou. Era uma exclamação rebelde, mas privada. Não era suposto pra ele ouvir.
Ele ouviu, porém. Ele sempre a ouvia.
Draco cruzou os braços. "Você não é inconstante? Amor ou ódio, Granger, qual dos dois? Meia hora atrás, você estava gritando o primeiro no meu ouvido."
Ela não seria provocada pelos seus exageros selvagens e irritantes. Ao contrário, ela manteria sua dignidade e olhou pra ele por cima de seu nariz.
"Você é tão imbecil as vezes, Draco Malfoy."
"Ah, mas apenas porque você me faz ser um," ele anunciou com certa luxuria. Ele trotou e puxou-a para dentro de seus braços. Ela suspeitava que fosse sua maneira de se desculpar por ser rude.
"Solte," Hermione disse.
Ele sorriu. "Nunca."
E então ele levantou o queixo dela com os nós dos dedos e lhe deu o beijo mais lento, mais gentil que ela já tinha ganhado dele. Era tudo muito incomum e inquietante.
Ele não era de beijar gentilmente. Beijos gentis, suaves, de borboleta não eram muito de Draco. Ele beijava como ele insultava, com força e em ocasiões, cruel. Ele normalmente a beijava como se quisesse deixar uma marca em mais do que apenas sua pele.
Era uma mudança prazerosa. Hermione não precisava ser convencida. Ela tremeu quando a língua dele roçou delicadamente contra a sua. A pressão dos lábios dele alternava entre leve e ainda mais leve, os lábios dele lambiam e mordiam e sugavam os dela. Ele gemeu em sua boca quando ela puxou na parte de trás da camisa dele e correu a palma da mão na parte baixa de suas costas, amassando os músculos lá.
Hermione descansou a bochecha contra o peito dele e ficou feliz ao sentir e ouvir as batidas violentas do coração dele.
Era um final um tanto romântico e talvez calmo para a pequena discussão deles.
Isto até que soltou os apertos de suas calças e empurrou a mão dela pra ele.
Ele era completamente sem vergonha. Hermione achou que ela nunca seria capaz de aguentar esse comportamento tão vulgar, mas então porque ela estava respirando mais pesado agora e se inclinando pra ele.
O que passou foi uma rápida lição em como acaricia-lo, como fazer um punho e masturba-lo bem do jeito que ele gosta. Sempre rápida para aprender, ela logo o tinha soluçando contra a sua testa.
Intimidade física com Draco ainda era novo pra ela. Ele não estava programado para se sentir envergonhado ou tímido, o que era bom. Ela provavelmente se sentia tímida o suficiente para os dois juntos.
Era aterrorizador pensar no quanto ela se importava com ele, com Draco. Pelo rapaz complexo, volátil, respirando quente contra seu cabelo. Primeiras impressões não serviam de nada quando se tratava de analisar Draco.
Requeria-se paciência e insistência.
E talvez uma garrafa de uma bebida forte.
Portas, ela decidiu. Era disso que ele era feito. Muitas portas, cada uma abrindo para um sentimento diferente ou parte dele que ele gostava de manter tão guardado quanto possível. Era o jeito dele de lidar. Portas iriam se abrir, com sua persistente tentação e ela se maravilharia com ternura inesperada ou sua sinceridade. Da mesma forma, portas iriam se fechar.
"Pare," ela cuspiu de repente e retirou sua mão. O suspiro dele a disse que suas ações tinha quase o desfeito.
Ela levantou a cabeça para que pudesse olhar pra ele. As pálpebras dele estavam quase fechadas.
"Como você pode me fazer todo tipo de pergunta pessoal e então quando eu sequer tento me aproximar um pouco de você, você arranca minha cabeça?"
Ele suspirou. Uma porta se abriu por trás de seus olhos. "Potter me deixa com ciúmes. Também o faz Weasley. Merda, Bichento sentado no seu colo provavelmente me deixaria com ciúmes. Sinto muito por ter sido uma besta agora, mas te garanto que vai acontecer de novo. Com frequência, tenho certeza."
Que merda de desculpas. Hermione rolou os olhos. "Você é uma besta oitenta por cento do tempo."
"E os outros vinte por cento?" ele perguntou, os lábios arrastando no canto dos dela. Hermione respirou na pergunta.
"Você está excitado," ela anunciou e ganhou sua risada livre.
Ela podia sentir o peito dele tremer e bebeu o barulho delicioso como areia seca do deserto numa chuva torrencial.
Como diabos eles chegaram a isso? Eles estavam discutindo destino e coincidência a menos de dez minutos atrás.
"Pergunte e eu prometo que não vou arrancar sua cabeça fora." A voz dele estava rouca, indulgente.
"Malfoy, nós estamos no meio de uma emergência," ela lembrou, deixando algum agravo escorrer em sua voz. "Nós deveríamos estar nos apressando para o castelo para informa-los."
Não ficar parada tendo relações sexuais através de conversa.
Ele se esfregou contra ela e ela podia sentir o calor dele através das camadas de roupa. "Eu acredito que a emergência foi evitada quando eu removi seu pequeno punho apertado da minha pessoa."
"Draco-"
"Dane-se Hogwarts por um minuto. Me entretenha."
Ela suspirou. "Qual sua cor favorita?"
"Não tenho uma."
"Qual sua comida favorita?"
"Você," ele disse e mordeu o lóbulo de sua orelha.
"Você alguma vez dormiu com Pansy Parkinson?"
Isto arruinou o momento. Ele a encarou cômico. Ela tentou não abrir um grande sorriso. "O que? Eu já te disse que não. Deus, não!"
"Você alguma vez quis?" ela perguntou, o encarando.
Ele tomou uma irritante quantidade de tempo pra pensar. "Não particularmente, mas um homem deve sempre reconsiderar suas opções num momento de... seca."
Ela beliscou o braço dele por ser descarado e então se tornou mais séria. "O que o Ministro queria com você no escritório do Dumbledore? Cada vez que você não me responde, eu continuo imaginando o pior..."
Draco apenas a encarou, completamente surpreso com o fato de que ele não conseguia mentir. Ele tinha completa intenção de mentir pra ela, é claro. Pelo seu próprio bem.
Não era como se ele não pudesse inventar uma história decente, era apenas que qualquer mentira que ele formulasse em sua mente não passaria pelos seus lábios. O que merda ele deveria dizer? Eu não posso te dizer sobre minha missão de espionagem para o Ministério por que você vai achar que meus motivos são abastecidos por cobiça e egoísmo?
E de verdade, não o eram? Ele não estava seriamente considerando trair a confiança de seus amigos para ganhar um pouco de flexibilidade do Ministério sobre sua herança pendente?
Que grande estupidez que agora, quando ele realmente queria que ela ficasse com ele, ele não fazia ideia de como mantê-la. Ele temia o julgamento dela tanto quanto temia a sua segurança, caso ela fosse queimada pela informação sensível. Ela iria partir. Ela iria voltar aos seus formidáveis sentidos; o calor em seus olhos castanhos quando ela o olhava iria desaparecer, substituído por um olhar de pena.
Havia algo muito errado com ela por ama-lo e ele tinha medo que qualquer doença mental que ela estava sofrendo no momento iria se curar se ela fosse apresentada a prova inabalável de seu coração preto.
Então Draco não disse nada.
Hermione, enquanto isso, não estava impressionada com o que ela imaginava ser a óbvia falta de confiança dele nela. Ela removeu os braços dele rigidamente de sua cintura.
"Esqueça," ela murmurou e continuou em frente. "Eu não vou lhe perguntar de novo."
Ele estava prestes a chamar por ela, para dizer algo calmante, algo um pouco apologético, mas ele se parou. Um ligeiro barulho e chiado no chão chamaram sua atenção.
Era um bocado de plantas presas entre duas rochas consideráveis. Plantas gordas e saudáveis que tinham a sorte de não serem vistas no dia das aulas de jardinagem de Lupin. A coisa estava nervosa pelos seus passos se aproximando.
Algo chegou a ele, então.
"Granger, onde você diria que a primeira marca foi lançada? Não muito a sul da estufa, certo? Nós estávamos indo pro sudeste."
Hermione olhou para ele. "Sim. Isto foi o que eu disse a Dumbledore."
Draco parecia estar pensando. "Weasley e Millicent estavam conosco. A maioria dos outros permaneceram perto da estufa porque estava muito quente para fazer qualquer trabalho."
"Um, exceto Harry e Blaise, eu acho. Eles seguiram em direção ao Salgueiro lutador."
Draco levantou uma sobrancelha nesta notícia. "E o são Potter não tinha nada a dizer?"
"Se Harry tivesse visto algo, ele teria dito," Hermione franziu a testa. "Assim como Blaise. Você viu o olhar no rosto dele. Uma leve brisa teria o lançado ao chão, estava assim de assustado."
"Eles ficaram juntos o tempo todo?"
Ela o olhou com suspeita. "Eu imagino que sim. Eu poderia perguntar a Harry," ela disse. "Ou você poderia perguntar a Blaise."
"Mmh," foi tudo o que ele respondeu.
Eles estavam chegando ao fim da trilha e ao começo de uma gigante samambaia antiga. O céu sobre eles, já estava tomando um tom lavanda. A vista do castelo e suas responsabilidades associadas com ele fizeram o estomago dela doer com nervosismo. Ela se perguntou quão longe a notícia da segunda marca negra tinha ido.
"Malfoy, espere um segundo."
Haviam várias coisas que não era de jeito algum o forte deles, mas Hermione pensou que timing estava no topo da lista.
Ele assistiu enquanto ela removia a varinha, apenas o respondendo quando ele a deu um olhar de crítica. "Nós não hm, ah... é que eu não usei, ou fiz, nada... antes."
Um pouco da tensão dele desapareceu. Era bom que ele podia quase ler a mente dela porque sob circunstancias comuns, a explicação meio tremida dela deixava muito a desejar.
"Você quer dizer contracepção? Porque você hm-ah não disse nada?" ele provocou. "Vem cá."
Ela bateu em sua mão. "Eu posso fazer sozinha. Eu apenas queria faze-lo agora antes que fossemos mais longe." O pensamento de lançar o feitiço dentro do castelo parecia muito com manejar uma camisinha sob os tetos de seus pais.
O feitiço não era difícil, mas de uma perspectiva emocional, era uma grande coisa pra ela. Ele a acharia tola se ela admitisse este fato, embora.
"Me dê aqui. Eu já o fiz antes."
Hermione levantou uma mão. "Me poupe dos detalhes. Você provavelmente irá me dizer que você é tão especialista que pode até o fazer sem varinha."
"Nem tanto," ele respondeu, o canto de sua boca subindo levemente. "Você não precisa soar tão acusadora. Fique parada." Antes que ela pudesse protestar, ele passou sua varinha sobre o abdômen dela e disse o encantamento necessário. Havia um respeito em sua voz que ela estava feliz e surpresa sobre.
Uma sensação gelada passou por sua barriga. Era desagradável, mas ainda melhor que a poção azeda que ela tinha tomado na Mansão Malfoy. Isto também era mais discreto. Ela não podia contemplar ir até Madame Pomfrey para uma dose da poção mencionada anteriormente.
"Era isso?" ela perguntou, piscando pra ela mesma. O gelo desapareceu rapidamente.
"A versão masculina é um pouco mais envolvida," ele informou.
Hermione levantou uma sobrancelha. "Como vocês homens continuam dizendo. Como você planejou nos colocar pra dentro ao mesmo tempo sem acordar ninguém? As porta não estarão destrancadas até as seis da manhã."
Ela supôs que eles podiam esperar. Não ficaria escuro por muito tempo, mas a samambaia podia providenciar um bom esconderijo. Draco estava espremendo os olhos na escuridão, não parecendo muito incomodado pelo recente problema deles.
"Ali perto da entrada."
Hermione se levantou na ponto dos pés para olhar sobre os ombros dele, já que ele estava no caminho e não havia nada além de arbustos em volta e atrás dela. Isto era o que tinha se tornado a vida dela - Esquivando-se com Draco Malfoy em arbustos.
"É Snape!" ela teria reconhecido a postura do homem e as vestes mais pretas que o preto em qualquer lugar.
Ele parecia estar encarando a escuridão, como se estivesse a desafiando a produzir qualquer coisa remotamente mais assustadora do que ele.
"Você sabia que ele estava na patrulha da entrada nesta hora?"
Ele a respondeu saindo dos arbustos. Hermione fez menção de segura-lo mas o perdeu por alguns centímetros e um sorriso.
"Psst! Malfoy! Onde você está indo?" Snape iria vê-los!
A resposta de Draco não foi totalmente asseguradora. Era, no entanto, novidade pra ela.
"Fique ai. Eu vou dizer olá para o meu padrinho."
29/11/2017
