Notas da Autora

O filho de Kami-sama enfim revela alguns fatos e situações que descobriu dentre as suas meditações.

Nisso, Karin e Kami-sama descobrem que...

Capítulo 36 - Pikoli e a revelação

- Houve uma alteração na linha continua do espaço e tempo, sendo que repercutiu desde séculos atrás.

- Linha contínua do tempo e espaço, jovem Pikoli? – Karin-sama repete, olhando para Kami-sama que não compreende.

- Vejam, por favor.

Nisso, faz alguns movimentos com as mãos e suas antenas brilham, enquanto surge uma estranha esfera dentre as mãos dele e nisso, Kami-sama se inclina e Karin fica absorto, observando que era recriado o espaço, sendo que a criança namekuseijin fala com a voz um tanto etérea, surpreendendo ambos:

- Este é o universo e este planeta que irei focar-me, agora, é o antigo planeta dos arcosianos.

- Arcosianos?

- Uma raça alienígena mutante que sofreu uma mutação exacerbada, tendo surgido essa mutação, mais evidentemente, em seu príncipe, permitindo que pudessem sobreviver no vácuo do espaço, além de serem poderosos.

- Seria uma versão dos saiyajins, agravada pelo fato de sobreviverem no vácuo - Karin-sama comenta – e aposto que no quesito crueldade, nada devem para eles.

- Sim... Mas, não são guerreiros, apenas, a sua crueldade natural é exorbitante e quanto mais poderoso, mais cruel é e irei aprofundar-me nesse planeta e irão presenciar a mesma cena que presenciei e que selou o destino de centenas de raças. Inclusive a dos chikyuujins.

- Selou...

- O destino? – Karin completa o que Kami-sama inicialmente falara.

- Sim...

Nisso, eles notam um pequeno planeta de coloração violeta claro e conseguem ver pequenos pontos explodindo na superfície e nisso, Pikoli fala:

- Os arcosianos encontravam-se em uma intensa guerra interna. Reparem que esses pontos brilhantes representavam os choques de ataques de ki.

Então, um a um as explosões cessavam, e nisso, a visão da esfera ultrapassa a atmosfera como se adentrassem no planeta, até então visto do espaço e então, veem uma espécie de alienígena branco com uma cauda, tendo nos ombros e na cabeça uma espécie de camada lisa.

- É um arcosiano e tal como os saiyajins, possuíam várias transformações, embora que na época só tenham ascendido até a terceira forma deles.

- Terceira? Seria um super saiyajin 3? – Kami-sama pergunta estarrecido.

- Não. Só depois de cinco transformações, o poder chega próximo de um super saiyajin, isso se usarem 100% de seu poder dessa última forma. Mas, mesmo assim, há um abismo considerável no quesito poder dentre a última forma deles e o super saiyajin.

- Como sabe tanto sobre eles? E se existe esse poder, nunca ouvimos qualquer comentário por parte dos saiyajins. – Karin-sama comenta absorto.

- Por que eles não se encontraram... Ou melhor, por causa do que irei mostrar-lhes, eles não se "conheceram", digamos assim.

Karin-sama e Kami-sama se entreolhavam, tentando compreender o que Pikoli estava querendo falar, pois, sabiam que quando Kami-sama o gerou de um ovo, procurou dar o máximo de poder e habilidades a ele e que também estava surpreso pelo nível de seu amado filho.

Então, eles tornam a olhar a cena.

- Vou te matar, aberração!

Um arcosiano demente surge com os olhos saltando das órbitas, tamanha a insanidade que o tomava, deixando um campo de batalha no solo com muitos corpos, todos pertencentes a aquela raça, enquanto que o pequenino arcosiano lutava para se esquivar dos feixes de luz que irradiavam dos orbes do mais velho.

- Não vai escapar! – ele exclama e nisso, quase o alcança, quando outro adulto, na terceira forma, aparece na frente deste que estava na primeira forma.

- Morra!

Nisso, esse que apareceu na frente do mesmo, desfere um soco no rosto do perseguidor da criança e em seguida, o despedaça com uma esfera de energia.

O mesmo encontra-se ofegante e com um ferimento muito sério no seu tórax, enquanto sentia que sua a vida se esvaia a cada minuto. Em seu pescoço, repousava um colar com um símbolo. O símbolo real daquele planeta que entrara em uma intensa e violenta guerra interna em busca de poder e para eliminar o pequeno arcosiano, o príncipe, que possuía o maior poder dentre a sua raça, além de ter nascido com a habilidade de sobreviver no espaço, indefinidamente, sem limite de tempo, ao contrário dos demais, sendo uma mutação dentro da raça que incentivara ainda mais a revolta.

O filho, chorando, tenta se aproximar do pai, mas, este faz um gesto vigoroso para ele se afastar e fala, entre golfadas de sangue.

- Fuja meu filho... Voe pelo espaço. Apesar de ser um príncipe sem reino, é poderoso e, portanto, ficará bem. Apenas desejo que seja feliz. Não há futuro para você nesse planeta morto. Seu papa sempre irá se orgulhar de você.

- Papa, não... Não vou sem o senhor. – o príncipe insiste.

- Vá, Cold! Pelo menos, você deve sobreviver, meu filho. O papa agradece e muito por ter tido você.

- Papa!

- Vá, Cold! Não posso segurá-los por muito tempo! – ele exclama olhando para o filho.

Então, o filho deste vê um feixe vermelho transpassar a cabeça de seu pai, sendo que este não se esquivou a tempo e desesperado, vê surgir outro arcosiano, extremamente ferido, mas, com um olhar insano para o jovem príncipe que tenta fugir.

Porém, é acertado por um feixe dos olhos do outro adulto e nisso, ele cai sem vida rumo ao solo, assim como o seu assassino que caí em queda livre, morrendo, antes que seu corpo tocasse o chão devido à quantidade de sangue arroxeado que perdera.

Nisso, a espécie de globo gerado pelo jovem namekuseijin, muda de coloração, interrompendo a cena, embora ainda brilhasse.

- Fico triste por essa criança... Mas, o que ela tinha de tão especial?

- Era para ter sobrevivido, tou-chan. Também não entendo porque o pai dele não percebeu o arcosiano atrás dele... A menos quê...

- "A menos o quê", jovem Pikoli? – Karin pergunta, preocupado, enquanto via o jovem namekusei pensativo, como se tivesse descoberto algo.

- Depois, explicarei... Primeiro, devo continuar a mostra-lhes qual seria o destino a ser seguido e como a morte de apenas uma criança influenciou um universo inteiro.

Fazendo alguns movimentos, o globo se expande, reluzindo imensamente, fazendo todos serem envolvidos por este brilho incandescente e quando abrem os olhos, encontram-se em um local branco com o jovem namekuseijin de pé, em frente a eles sem a esfera.

- Onde estamos filho? – Kami-sama questiona.

- Em uma representação da minha mente através do globo que conjurei... Será mais rápido, além de que, no mundo exterior, só terá se passado um minuto, apesar de passarmos um tempo considerável nesse lugar.

- Então, serão memórias longas? – Kami-sama pergunta após digerir a extensão dos poderes de seu filho, imaginando como seriam as novas Dragon Balls que ele estava criando.

- Venham... – nisso, segura a mão do pai e o conduz até uma espécie de portal, aberta pelo mesmo, sendo ambos seguidos por Karin.

No mundo exterior, na mesma sala de outrora, após um minuto de brilho intenso que irradiava continuamente, o mesmo cessa, irrompendo-se subitamente e revelando Kami-sama com os olhos arregalados, assim como Karin, enquanto Pikoli estava cabisbaixo.

Após alguns minutos, Kami-sama é o primeiro a quebrar o silêncio imperioso que cobrira aquela sala:

- Aquele monstro verde... É um androide, né? E aquele monstro rosa...

- Sim... Já não existem. Mas, existe um mal ainda pior, espreitando nas sombras a espera de uma chance. Um grande mal que surgiu da alteração do continuo espaço-tempo. Majin Buu e Cell podem se considerados insignificantes perto desse "grande mal"...

- Mas, temos super saiyajins 4 e uma que irá ascender de nível, em breve. Na guerra, eles não irão morrer facilmente, mesmo que enfrentem Kakarotto, por exemplo. – Kami-sama comenta esperançoso.

- Não posso mostra-lhes o mal. Apenas vi uma pequena parte dele e apavoro-me até hoje.

- Mas, e os meio saiyajins? Não ajudariam a Terra? Após derrotarem os saiyajins? – Karin pergunta.

- O problema, não são eles não ajudarem. O problema é se eles conseguirão. Afinal, esse ser foi "formado" pela própria dimensão e irá reivindicar o começa dela frente à desordem absoluta que impera nesse universo, assim como sempre foi feito em um interminável ciclo, a menos que o rompermos de uma vez por todas.

- Reivindicar? Interminável ciclo? – Kami-sama se apavora.

- Isso mesmo, tou-san... – Pikoli fica pensativo, ate que suspira e estende a sua mãozinha – Toquem e vejam por si mesmos, o pequeno fragmento deste mal que me assusta.

No mesmo instante que tocam as mãos tremulantes do pequeno namekuseijin, ambos, Karin e Kami-sama a soltam, encontrando-se aterrorizados, lutando para acreditar que tal ser existia, pois parecia surreal demais.

- Falo mal, por não haver melhor definição... Pois, não há quaisquer resquícios de piedade ou compaixão, assim como de qualquer outro sentimento. Ou melhor, há um. Reverter o universo a um equilíbrio conforme a visão do mesmo e que compreende o extermínio de toda a vida e de toda a existência, regredindo o universo a não existência de seres vivos.

- Mas... Mas... O que podemos fazer? – Karin-sama questiona, enquanto que Kami-sama está em choque.

Nisso, Pikoli brilha e eles notam que o globo desaparece, assim como o mesmo flutua no chão, como se estivesse em transe, até que a claridade irrompe e ele parece despertar.

- Filho, o quê?

- Agora é tarde demais para fazerem algo... Arquem com o seu destino. – uma voz irrompe na sala, mas, não pela audição deles, mas, através do coração dos mesmos como se uma garra comprimisse o coração deles.

Eles enfim compreendem o quanto são menos do que insetos perante tal ser, enquanto sentiam que ele irradiava seu desejo de extermínio para todo o universo como um manto de escuridão.

- Não se preocupe, tou-san... Há um modo de impedi-lo.

- Qual? – Karin questiona, agoniado.

- Fazer certo universo existir... Ou melhor, seria dizer. Fazer o mesmo seguir um curso igualmente benéfico, pelo menos, para o mesmo. Se fizermos isso, ele não existirá. Afinal, ele é causa e consequência, digamos assim.

- E qual seria o ideal?

- Esse. – ele fecha os olhos e os outros fazem o mesmo, compreendendo então o que queria fala-lhes.

- Na verdade – Pikoli fala após alguns minutos, abrindo os olhos. – a realidade deve ser sacrificada em prol do bem maior, digamos assim, garantindo assim as congruências de fatores para que essa esperança possa surgir. Pois, mesmo que a Restauração Terráquea ganhe, o universo, não só os terráqueos, encontrarão o seu fim por esse mal. Isso é inevitável, a menos que revertemos isso.

- Entendo... Não temos escolha. – Karin comenta.

- Mas, filho, se fizer isso, você... Nós... Quer dizer... – Kami fala com o coração na mão.

- Não há escolha. Certos sacrifícios são necessários. Mesmo em prol de algo que em tese não existiria... É um destino, irrevogável. – Pikoli abraça o pai que começara a chorar, enquanto o abraçava.

- Destino... Uma palavra com tantos significados... – Kami-sama fala em meio a sua dor.

Karin fala cabisbaixo, pois, sabia em seu íntimo que não havia escolha, sendo necessária tal deturpação da realidade e sem sombra de dúvida, deveriam fazer o destino seguir um rumo benéfico, custasse o que custasse.