Cena extra 2 – Jacob e Victoria

Tradução: Ju Martinhão

Jacob estava acordado na escuridão antes do amanhecer e observava o peito dela subir e descer com cada respiração que ela dava enquanto estava dormindo. Ele podia sentir cada exalação, já que roçava sobre sua pele como a carícia de um amante. O calor do corpo dela, enrolado em torno dele, fazendo sua pele queimar onde quer que eles se tocassem. Ele quase podia sentir a impressão da mão dela onde estava contra seu peito.

Enquanto observava Victoria dormir, Jake voltou a pensar nos acontecimentos da noite, e nos últimos seis meses. Ele estava tendo dificuldade em acreditar que eles estivessem realmente aqui, juntos. Que, finalmente, o seu sonho estava se tornando realidade. Era por isso que ele estava acordado; ele estava com medo de adormecer e acordar para descobrir que realmente tinha sido só isso, um sonho. Ele esperou pacientemente por meses por ela, esperou que ela decidisse se valia a pena dar uma chance. Rasgaria seu coração se nada disso fosse real.

Precisando de garantia, sua mão levemente vagou sobre as costas dela, sua pele bronzeada contrastando fortemente com sua pele aveludada, de alabastro. Movendo-se para cima, ele pegou uma mecha do seu cabelo, maravilhado com a cor e maciez dele. Respirando fundo, ele saboreou seu cheiro, uma mistura de frésias e rosas. Ele também podia sentir seu cheiro nela, assim como o cheiro persistente da sua vida amorosa.

Quando ele olhou para ela, Victoria se mexeu e abriu os olhos lentamente. Jake prendeu a respiração para o amor e desejo em seus olhos azuis enquanto olhavam para os seus quase pretos. Com um leve sorriso, Victoria segurou lentamente sua bochecha antes de enterrar os dedos em seu cabelo curto e preto. Puxando sua cabeça para baixo em direção à dela, seus lábios se encontraram ansiosamente. O beijo foi lento e suave, paixão temporariamente na baía enquanto eles saboreavam a maravilha de estar juntos, nos braços um do outro.

Eles se afastaram lentamente, seus rostos apenas centímetros distantes. Victoria sorriu para a pura adoração no rosto de Jake.

"Oi." Ela sussurrou, seus dedos acariciando a testa dele enquanto olhava para seu belo rosto. Ele era o homem mais bonito que ela já tinha visto, acompanhado apenas pela sua bela alma.

Jake sorriu de volta, seus dentes brancos brilhando sob a luz fraca. "Oi, você." Cobrindo sua bochecha, seu polegar acariciou seu lábio inferior. "Feliz?"

Victoria beijou seu polegar, apreciando a forma como sua respiração ficou presa na garganta. Ela ainda estava chegando a um acordo com o poder que exercia sobre este homem incrível. Ela ainda tinha muito a aprender sobre como estar em um relacionamento amoroso, mas, neste momento no tempo, ela se sentia confiante de que Jake a ensinaria o que ela precisava saber.

"Mais feliz do que eu já estive." Ela respondeu.

"Eu te amo." Ele declarou.

"Eu... eu... acho, não, eu sei... eu... te amo... também." Ela disse lentamente.

O sorriso de Jake aumentou enquanto olhava para o rosto incerto dela. Ele podia entender sua hesitação em confiar esse sentimento entre eles depois de todas as dificuldades em sua vida, mas ele estava determinado que provaria a ela que ela poderia seguramente colocar seu coração e confiança em seus cuidados. Ele sabia que nunca a machucaria intencionalmente, ou ao seu filho, Robbie. Ele tinha o resto de suas vidas para mostrar a ela o quanto a amava.

"Eu prometo que você nunca se arrependerá de nos dar uma chance. Nunca se arrependerá de me amar." Ele prometeu.

"Acho que eu já sei disso." Ela respondeu. "Você tem me mostrado desde que nos conhecemos".

Jake assentiu lentamente, pensando naquele dia memorável.

~ O ~

Assistindo Bella se casar com Edward, Jake não podia deixar de sentir inveja. Não por causa de Bella; ela era sua melhor amiga e como uma irmã. Não, ele tinha inveja do amor óbvio entre eles, a pura devoção em seus olhos e vozes enquanto eles falavam seus votos. Ele estava feliz por Bella, ele não duvidava disso. Ele só queria o melhor para ela, e parecia que ela tinha encontrado isso em Edward e eles estavam aguardando ansiosamente pelo nascimento do seu bebê.

Ele queria o que Bella tinha. Alguém para amar e ser amado em troca. Alguém com quem começar uma família. Alguém que acabaria com a solidão que ele sentia durante a noite, sozinho em sua casa. Ele queria sentir essa conexão especial a alguém. Ele sabia que o amor assim existia; Bella e Edward eram a prova disso, assim como os pais dele. Ele só não sabia onde encontrá-lo.

Companhia feminina nunca foi um problema. Jake não era vaidoso, mas ele sabia que era atraente. Genética e cuidar de si mesmo significavam que as garotas estiveram se atirando para ele desde sua adolescência. E não havia como negar que ele havia tirado vantagem disso, não se negando parceiras de cama dispostas quando ele queria. Eventualmente, porém, isso havia cansado e ele se viu passando semanas ou meses sem um encontro sexual. Atualmente, fazia quase seis meses desde que ele dormiu com alguém e ele poderia dizer honestamente que não estava sentindo falta de sexo.

Talvez ele ainda não houvesse se recuperado da morte de Billy. A morte do seu pai lhe atingiu forte, mais forte do que ele esperava. Observar seu pai normalmente robusto batalhar seu câncer, vê-lo desaparecer a uma concha do homem que ele conhecia, tinha sido devastador. Jake sentia falta de falar com ele, rir com ele, até mesmo de pescar com ele. A emoção esmagadora que ele sentia era solidão. Apesar de Bella e suas irmãs, a solidão estava sempre lá. Jake não sabia realmente como pararia de se sentir desta forma. A única coisa que ajudava era o seu negócio, e ele estava gastando mais e mais tempo na oficina, não tendo nada pelo que ir para casa.

Enquanto a festa de casamento continuava, Jake se encontrou brincando com Bella e sua cunhada, Alice. Edward estava dançando com outra pessoa enquanto Bella fazia uma pausa, com os pés doendo de toda a dança. Aos quatro meses de gravidez, ela se cansava facilmente. Jacob viu os olhos dela cheios de amor enquanto observava Edward e se virou para ver com quem ele estava dançando.

Uau! Ele pensou quando a viu. A primeira coisa que ele notou foi a sua gloriosa cabeleira vermelho-ouro. Era longa e ondulada, caindo pelas suas costas, e Jake poderia imaginar enredar suas mãos nela. Em seguida, ele viu o rosto dela e sentiu uma sacudida de desejo correr através dele. Ela era a mulher mais bonita que ele já tinha visto. Ela o lembrava uma boneca de porcelana que sua irmã tinha quando criança. Pele lisa e de alabastro, completada por olhos azuis. Seus lábios como um botão de rosa imploravam para ser beijados. Ela parecia tão delicada; como se fosse quebrar se manipulada rudemente. Ele tinha que saber quem ela era.

"Com quem Edward está dançando?" Ele perguntou a Bella, arrastando o olhar dela do seu novo marido.

"Aquela é Victoria. Ela está vivendo com Carlisle e Esme e seu bebê, Robbie. Eu a mencionei, lembra?" Bella respondeu, olhando-o com curiosidade.

"Aquela é Victoria?" Bella assentiu. "Você não me disse que ela era tão bonita".

Claro que ele tinha ouvido falar dela. Ela esteve no jornal local quando seu ex-parceiro deteve Bella refém e tinha sido morto. Bella tinha posteriormente dito a ele um pouco do que tinha passado. Jake não podia acreditar que alguém quereria machucar alguém que parecia um anjo.

"Você gostaria que eu a apresentasse a você?" Bella perguntou com um sorriso conhecedor em seu rosto.

Jake poderia apenas assentir ansiosamente. Ele não conseguia tirar os olhos dela. Bella o guiou pela pista de dança e viu como ela interrompeu a dança de Edward.

"Victoria, eu gostaria de apresentar a você um dos meus melhores amigos, Jacob Black." Bella disse, dando ao seu novo marido uma piscadela manhosa.

Sem qualquer premeditação, Jake pegou a mão de Victoria e a levou aos lábios. Ele não conseguia se lembrar de alguma vez ter tocado uma pele tão suave como a dela. Ele assistiu, fascinado, como Victoria corou lindamente ao seu gesto. De perto, ela era ainda mais bonita, sua pele impecável. O coração de Jake estava trovejando em seu peito.

"O... Oi, Jacob." Ela disse, o nome dele fluindo sobre ele como uma carícia.

"Por favor, chame-me de Jake." Ele respondeu. "Você gostaria de dançar?" Ele perguntou, segurando sua respiração.

"Eu adoraria." Ela respondeu.

Não lhe dando tempo para mudar de ideia, Jake a levou pela multidão. A música era rápida e alta e não lhes deu realmente uma chance de conversar muito. Ele fez pequena conversa enquanto dançavam, deliciando-se com a risada dela. Ela admitiu que realmente não sabia dançar, Jake agarrou sua mão e a girou, fazendo-a rir enquanto ele fingia dançar muito mal. Música após música, eles continuaram dançando até que era hora de Bella e Edward irem embora.

Pouco depois da partida dos recém-casados, Victoria agradeceu a ele pela sua dança e pediu licença para ir alimentar seu filho e colocá-lo para dormir. Os outros hóspedes estavam indo embora e Jake não conseguiu encontrar qualquer desculpa para ficar em volta. Deitado na cama naquela noite, ele reviveu cada momento do seu tempo com Victoria.

Ele tentou recordar o que sabia sobre ela, o que não era muito. Ela tinha um menininho e esteve em um relacionamento abusivo. O pai do bebê estava morto, uma situação sobre a qual Jake estava cordialmente contente. Ela agora estava vivendo com os pais de Edward, que pareciam tê-la 'adotado'.

Quando ele pensou naquele bastardo a machucando, Jake pôde sentir os punhos apertando com raiva. A mulher estava grávida, pelo amor de Deus! Que tipo de idiota fazia isso? De repente, ele desejou que o bastardo ainda estivesse vivo para que pudesse bater nele completamente e deixá-lo saber como era. Jake duvidava que ele seria um cara tão durão quando confrontado com alguém maior do que ele.

Isso o fez se perguntar se Victoria algum dia confiaria em outro homem depois do que ela tinha sofrido. E se ela tivesse para sempre se virado contra os homens ou relacionamentos? Ela algum dia consideraria dar-lhe uma chance de mostrar a ela como um homem de verdade tratava uma mulher? Ela algum dia aprenderia a confiar novamente?

Jake pensou no filho dela. Ele só o tinha visto no final da noite, quando Victoria saiu para alimentá-lo. Ela ter um filho não o incomodava nem um pouco. Eles vinham como um pacote, e Jake estava bem com isso. Além disso, ele gostava de crianças e queria algumas suas um dia.

Pelas próximas semanas, os pensamentos de Victoria raramente saíam da sua cabeça. Seu rosto apareceria em seus sonhos. Se ele visse alguém com cabelo vermelho, ela viria à mente. Ele só queria vê-la de novo, mas não sabia se ela quereria vê-lo novamente. Jake nunca tinha se sentido assim antes; ansiando por uma mulher que poderia nunca sentir o mesmo.

Em desespero, ele foi ver Bella para buscar seu conselho. Bella conhecia Victoria e diria a ele diretamente se ele tinha alguma chance com ela. Como esperado, Bella lhe disse a verdade; ele teria seu trabalho cortado para ele, mas isso, se ele fosse paciente, esperançosamente Victoria veria que valia a pena dar uma chance a ele. O conselho de Bella era para ser amigo dela. Victoria tinha tido poucos e preciosos amigos em sua vida.

Quando Bella lhe perguntou alguns dias mais tarde se ele queria ir para a casa de Esme para o almoço de domingo, Jake agarrou a oportunidade. Sentado na parte de trás do carro de Edward, ele estava ridiculamente nervoso e teve de ignorar os sorrisos conhecedores de Edward. Depois de um tempo, até mesmo Edward sentiu pena dele e tentou fazê-lo relaxar. Jake sentia como se estivesse indo em seu primeiro encontro e estava apavorado que diria algo estúpido, ou, pior, que a assustaria.

De certa forma, ela o lembrava de um jovem veado ferido que Billy tinha encontrado quando Jake era um adolescente. O animal estava com muita dor, mas não deixava ninguém chegar perto sem uma luta primeiro. Ela deslizava para longe quando Billy tentava tratá-la. Lentamente suas feridas curaram enquanto Billy mostrava tremenda paciência. Cada movimento que ele fazia era lento e medido, querendo tranquilizar o veado que ele poderia ser confiável, não que a machucaria. Ao longo de várias semanas, Billy lentamente ganhou a confiança dela, até que finalmente foi capaz de entregar comida para ela. Ela até passou a segui-lo por aí quando ele estava por perto. Quando ela finalmente estava curada, Billy a libertou, algumas lágrimas em seus olhos. Surpreendentemente, porém, o veado frequentemente voltava, como se para ver Billy, antes de voltar para a floresta. Jake sabia que o pai conservava na memória esses momentos.

Jake decidiu seguir o exemplo de Billy. Ele seria o que quer que Victoria precisasse que ele fosse; amigo, confidente, babá. Talvez um dia... amante, namorado, marido. Jake sabia que estava nisto para o longo curso. Esperançosamente Victoria um dia sentiria o mesmo.

O almoço foi melhor do que ele esperava. Embora tímida e um pouco nervosa, Victoria tinha começado conversando e rindo com ele durante a refeição. Jake sabia que ele tinha sido propositalmente sentado ao lado dela e silenciosamente agradeceu aos outros pelo seu apoio. Que eles confiassem nele para fazer a coisa certa por Victoria o deixou tocado. Ele também conseguiu conhecer o pequeno Robbie e honestamente achou o bebê adorável. Era fácil gostar do rapazinho.

Jake estava fazendo Robbie sorrir enquanto o segurava e não notou o olhar no rosto de Victoria. Era um de prazer e surpresa. Ela não podia deixar de ficar afetada pela forma fácil e natural que este homem enorme e bonito brincava com seu bebê.

Victoria não podia negar que se sentia atraída por Jake. Como ela poderia não se sentir? Ele era impressionante. Alto, bem construído, e tinha um rosto que poderia ter enfeitado as telas de cinema. Quando sorria, todo o seu rosto se iluminava, seus olhos escuros enrugavam e seus dentes impossivelmente brancos se destacavam contra a sua pele cor de mel. Cabelo curto e preto complementava tudo.

A pulsação dela disparava quando ele olhava para ela e quando ele sorria, ela achava difícil respirar. Ela não podia deixar de se sentir nervosa em torno dele. Ele tinha um efeito tão forte sobre ela. Quando eles dançaram no casamento de Bella, ela se sentiu como uma adolescente novamente; ou pelo menos como ela imaginava que uma adolescente se sentiria. Sua própria adolescência não continha memórias agradáveis para ela. Ela nunca tinha tido a oportunidade de apenas dançar e desfrutar da companhia de um rapaz e apenas se deixar aproveitar a experiência. Jake foi um bom parceiro naquela noite, e a noite tinha passado rápido demais.

Agora ele estava aqui na casa de Esme e Victoria estava experimentando emoções misturadas. Por um lado, ela estava gostando da sua companhia, sua conversa a deixava à vontade. Ele provocou risos nela quando contou histórias do seu pai, que ele tinha perdido alguns meses antes. Ela não estava alheia aos olhares de aprovação dos outros na sala. Por outro lado, ela estava nervosa e assustada. Não tinha passado tanto tempo desde que ela tinha visto James morrer na frente dos seus olhos. Ela ainda tinha pesadelos com alguns dos espancamentos que ele tinha infligido nela.

Victoria não poderia evitar um senso de auto-aversão ao jeito que ela tinha permitido que James abusasse dela como fez por tanto tempo. Que ela tivesse sido tão fraca assim para simplesmente se colocar com ele. Ele a fez se sentir tão inútil por tanto tempo, que era difícil acreditar que algum homem quereria estar com ela. Se um homem soubesse as coisas degradantes as quais James a tinha submetido, ele ficaria enojado.

Tendo vivido na casa de Esme por alguns meses agora, Victoria sabia que o amor, amor verdadeiro, existia. Não a desculpa lamentável para o amor que ela sentia por James. Era evidente a cada dia com esta família incrível. Carlisle ainda tratava Esme como sua noiva, apesar de estarem casados por mais de 30 anos. No início, Victoria tinha ficado tanto embaraçada quanto intrigada com as exibições abertas de afeto entre o casal. Agora ela estava acostumado a isso, achando cativante.

No entanto, a parte romântica há muito enterrada da sua alma queria um amor como o de Esme e Carlisle, ou como dos seus filhos. Ela queria se sentir amada e acarinhada. Ela simplesmente não acreditava que merecesse isso. Certamente um homem tão bonito como Jake não a quereria desse jeito. Ele poderia ter qualquer mulher que quisesse. Ele não quereria alguém que foi tão danificada e que tinha um filho.

Robbie, seu bebê precioso, era uma outra consideração. Sua consideração mais importante. Ela nunca permitiria que ele fosse submetido à violência que ela tinha sido. Ela preferia morrer a permitir isso. Ele era seu raio de sol, sua redenção. Tudo o que ela fazia agora seria para ele. Ela teria que confiar em um homem implicitamente antes que confiasse nele com seu filho.

Quando Jake foi embora, ele beijou sua bochecha e Victoria quase engasgou com a emoção da sensação que a percorreu com o toque dos lábios dele. Foi emocionante e assustador ao mesmo tempo.

Apesar das suas emoções confusas, Jake veio novamente alguns dias mais tarde, aparentemente para ver Esme, mas acabou passando a maior parte do tempo brincando com Robbie e falando com ela. Victoria não podia deixar de gostar de Jake, além de ser atraída por ele. Ele era um cara tão doce e adorável. Ele lhe contou sobre sua família e negócios e pareceu sentir que ela não estava pronta para falar sobre seu passado, pelo que ela ficou grata. Ele também nunca cruzou nenhum limite físico, ele apenas beijava sua bochecha quando ia embora. Ele fazia o mesmo com Esme, então ela não conseguia ler nada nisso.

Victoria precisava falar com alguém sobre Jake. Ela sentia que ele gostava dela como mais do que um amigo e isso a deixava nervosa. Bella era a melhor amiga dele, então parecia lógico falar com ela. Bella confirmou que Jake era uma boa pessoa e que ela poderia se beneficiar de ter um amigo como ele.

Para alegria de Jake, Victoria aceitou suas propostas de amizade. Com cuidado, nunca ultrapassando os limites, ele lentamente ganhou sua confiança. Ajudou que ele realmente veio a amar Robbie. Ele ficava ansioso para passar o tempo com Robbie quase tanto quanto com a mãe dele. O rostinho dele se iluminava quando Jake entrava na sala. Victoria não podia evitar que seu coração derretesse enquanto os assistia juntos.

No final de setembro, Jake convidou Victoria para ir até a reserva Quileute para uma festa de aniversário. Deixando Robbie com Esme, Victoria não podia deixar de se sentir um pouco nervosa. Sem Robbie, quase parecia como um encontro.

"Ei, o que foi?" Jake perguntou enquanto eles dirigiam.

"Nada. Eu só não estou acostumada a festas." Victoria respondeu.

Jake estendeu a mão e apertou a mão dela de forma tranquilizadora. "Relaxe, Vic. Você já conheceu um monte dos caras. Eu cuidarei de você." Victoria não poderia evitar a energia de prazer quando ele sorria assim.

Como prometido, Jake teve a certeza que ela tivesse um bom tempo. A festa foi ao ar livre e uma fogueira tinha sido acesa para mantê-los aquecidos. Tendo extraído leite suficiente para Robbie para várias amamentações, Victoria se permitiu algumas cervejas e estava dançando com Jake quando a música de repente mudou para uma balada mais romântica. Com suas inibições reduzidas, Victoria jogou os braços ao redor do pescoço de Jake e começou a balançar com a música.

O coração de Jake quase parou com as ações de Victoria. Ele sabia que ela estava tonta, mas não conseguiu se impedir de fazer o que ele queria fazer desde que a tinha visto pela primeira vez. Ele passou os braços ao redor da cintura dela e a puxou, suspirando de prazer quando suas curvas suaves pressionaram contra ele. Ele descansou o rosto contra o cabelo dela, respirando seu cheiro, e tentou desesperadamente não deixá-la sentir o que sua proximidade estava fazendo ao seu corpo.

Quando Victoria roçou os lábios contra seu pescoço, os braços de Jake apertaram, puxando-a firmemente contra ele. Seu coração estava martelando em seu peito e, quando Victoria olhou para ele, um sorriso sonhador em seus lábios, ele tinha que beijá-la.

Victoria sentiu como se um raio a tivesse atingido quando os lábios de Jake tocaram os dela. Eles eram suaves e quentes e roçaram lentamente ao longo dos dela. Ela não sabia se era a cerveja, a noite, ou se estava apenas cedendo ao desejo reprimido, mas ela abriu a boca e aprofundou o beijo. Com um pequeno gemido, Jake procurou entrada para a sua boca, perdido na sensação dela. Ele quis isso por tanto tempo. Alheio a qualquer um, a boca de Jake acariciou a dela, sua língua saboreando sua boca, devorando-a.

Victoria estava perdida em uma névoa de sensação. Sua pulsação estava acelerada e ela podia se sentir ficando molhada. Ela nunca soube que um beijo poderia ser assim. James sempre foi rude quando eles ficaram juntos pela primeira vez e, mais tarde, ele nem se incomodava. Ele simplesmente tomava o que queria.

As memórias fizeram Victoria se afastar com um suspiro, completamente sóbria agora. O que ela estava fazendo? Jake merecia coisa melhor do que ela. "Não, Jake!" Ela gritou enquanto se afastava dele. Sem pensar, ela se virou e se afastou da fogueira, tentando conter as lágrimas.

"Victoria, espere!" Jake gritou enquanto a seguia. Pegando sua mão, ele a parou e a virou. Eles estavam longe dos outros, apenas o luar dando qualquer luz. "Eu sinto muito. Eu não queria assustá-la." Ele suplicou.

"Por que você sente muito? Eu sou aquela que se jogou em você." Victoria respondeu.

"Não, eu sou aquele que foi longe demais. Eu simplesmente não pude me segurar. Você é tão bonita." Jake admitiu.

Victoria olhou para ele, seus olhos molhados. "Eu não sou bonita. Eu estou quebrada, danificada. Estou bem usada. Você é bom demais para alguém como eu".

Tomando o rosto dela em sua mão, Jake a forçou a olhar para ele. "Não se atreva a dizer isso sobre si mesma." Ele respondeu com raiva. "Eu não me importo com o seu passado. Você é uma pessoa e mãe fantástica, uma ótima amiga e você é boa o suficiente para qualquer um. Você merece apenas o melhor, Victoria".

"Você não sabe nada, Jake!" Ela chorou, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. "Você não sabe o quanto eu sou inútil".

"Então me diga." Ele suplicou. "Diga-me. Eu sou seu amigo, Victoria. Você pode confiar em mim com qualquer coisa e eu nunca vou julgá-la. Por favor, não me deixe de fora".

Enquanto ouvia ao apelo dele, ela se viu querendo contar-lhe tudo. Ela queria deixar a dor sair e compartilhar isso com alguém. Ela sabia que ele provavelmente se afastaria quando ela lhe contasse sobre o seu passado, mas ela imaginou que provavelmente doeria menos agora do que se ele se afastasse depois que mais tempo tivesse passado. Como arrancar um band-aid, doloroso, mas rápido.

"Podemos ir a algum lugar?" Ela perguntou. Ele sugeriu irem para a casa dele e ela o seguiu em silêncio, preparando-se para a sua rejeição. Ela apenas balançou a cabeça quando ele perguntou se ela queria uma bebida, incapaz de parar as mãos de nervosamente se torcerem juntas. Jake sabiamente sentou em frente a ela, sentindo que ela precisava da distância.

"Victoria, antes que você diga qualquer coisa, eu só quero que você saiba que nada que você diga vai mudar a forma como eu me sinto sobre você".

"Você não sabe disso. Você não sabe como tem sido a minha vida. A única coisa boa que eu tenho de 22 anos de vida é Robbie. Eu fiz coisas horríveis." Sua voz foi sumindo à medida que mais lágrimas caíam. Ela não conseguia olhar para Jake, não podia suportar ver o desgosto em seu rosto, que certamente estaria lá quando ela lhe contasse a verdade nua e crua.

"Diga-me, Victoria. Deixe sair. Você está segura comigo, eu prometo".

Respirando fundo, ela começou. "Eu não lembro da minha mãe. Ela era uma prostituta e viciada em drogas e teve uma overdose enquanto trabalhava em uma noite. Aparentemente, eu não fui descoberta por dois dias, com fome e na minha própria sujeira. Foi-me dito que eu estava abaixo do peso e negligenciada. Eu não fui encontrada imediatamente porque eu não chorei. Bebês que são ignorados tendem a não chorar, porque isso não adianta nada".

Jake não pôde evitar a raiva subindo enquanto imaginava o estado em que ela deveria estar. Suas mãos apertaram em punhos enquanto tentava manter suas emoções controladas.

"Eu fui colocada no orfanato e me mudei de casa em casa até que fugi com James quando tinha 16 anos. Algumas famílias foram realmente boas, mas eu tive que sair porque a mãe estava grávida, ou eles estavam se mudando de estado. Enquanto eu ficava mais velha e mais furiosa, eu também tornei mais difícil para eles quererem ficar comigo. Eu destruí algumas casas, roubei dinheiro e comecei a usar drogas com o dinheiro. Dependendo de onde eu estava na época, eu era ou espancada, ou devolvida".

"Eles batiam em você?" Jake perguntou, incrédulo.

Victoria riu cinicamente. "Estes eram os bons. Era preferível às alternativas".

"Quais alternativas?" Jake não tinha certeza se queria saber.

"Um dos pais adotivos era um pedófilo e gostava de nada mais do que me punir esgueirando-se no meu quarto à noite e me molestando. Outros preferiam sua própria forma de tortura; deixando-me na água fria no banho durante toda a noite no meio do inverno, por exemplo".

Jake podia sentir a bile subindo em sua garganta com o pensamento do sofrimento dela. Ele não queria nada mais neste momento do que encontrar esses bastardos doentes e matá-los, ou pelo menos mutilá-los para a vida. Ele se sentiu assassino. Tomando respirações profundas, ele tentou se acalmar por causa dela. "Você... você disse a alguém que essas coisas estavam acontecendo?"

"Sim, certo. Como se alguém fosse acreditar na garota que tinha uma reputação como a minha. Todos eles achavam que eu era uma vadia antipática e encrenqueira. Foi só quando algumas das outras crianças adotivas se queixaram que as autoridades tomaram conhecimento. Então era ir para outro buraco do inferno." Ela não disse nada por um tempo quando as memórias se tornaram muito dolorosas.

Jake queria tomá-la em seus braços e prometer que nada jamais a machucaria novamente, mas ele sabia que ela fugiria do seu toque neste momento. Ela estava muito sensível das memórias.

"Então, de qualquer maneira, eu conheci James quando tinha 16 anos. Ele parecia um deus para mim. Ele era gostoso, mais velho e parecia me querer também. Ele achava que os meus caminhos encrenqueiros eram engraçado e me incentivava. Ele até me mostrou novas formas de arrombar e entrar em casas e lojas. Depois de apenas algumas semanas, ele me disse que estava indo embora e que eu poderia ir com ele. É claro que eu disse sim. O que havia lá para fazer? Eu estava quase certa de ser presa em breve e ninguém dava a mínima se eu tinha ido embora, de qualquer maneira. Ele encorajava meu uso de drogas e eu estava chapada quando ele tirou minha virgindade".

Ele não sabia se realmente queria ouvir esta parte, mas Jake ficou quieto.

"Às vezes ele me machucava quando fazíamos sexo, mas eu não sabia de nada. Todas as minhas experiências de um tipo sexual eram dolorosas. Meu pai adotivo costumava me machucar, mesmo que ele nunca realmente me estuprou. James ficou mais rude ao longo das semanas, mas eu estava muito 'apaixonada' por ele para protestar. Eu imaginava que é assim para todos. Eu não tinha nenhuma amiga com quem comparar notas, nem nada. Poucos meses depois, ele me bateu pela primeira vez. Ele se arrependeu e culpou as drogas. Então ficou pior e pior. Ele quebrou meu maxilar uma vez".

Jake se levantou então, incapaz de conter sua raiva. Victoria parou de falar, mas ainda não olhou para ele. "Está tudo bem. Eu só preciso me movimentar um pouco." Ele explicou.

Eventualmente, ela continuou. "Nós mudávamos o tempo todo e seu vício em drogas piorava. Nós precisávamos de dinheiro, então ele invadia casas, arrombava lojas, assaltava pessoas; qualquer coisa para conseguir dinheiro. Não era o suficiente, então ele costumava... me usar." Ela parou, puxando respirações profundas, seus membros tremendo.

Sabendo o que estava por vir, Jake queria fazê-la parar, para não colocá-la através disso de novo, mas falar parecia catártico para ela de algum jeito. "O que aconteceu?"

"Ele... ele... fez eu... me... prostituir." Ela sussurrou. Jake queria chorar com a dor naquelas poucas palavras. "Ele me vendia para quem quisesse pagar por mim. Quando eu protestava, ele me batia. Mesmo quando eu fazia o que ele queria, ele ainda me batia. Eu odiava isso. Eu odiava suas mãos suadas e quentes em mim. Suas respirações em mim. O pior era quando James observava. Ele cobrava a mais por isso." Dando uma olhada no rosto de Jacob, ela viu raiva e assumiu que era para ela. Ela não ficou surpresa. As memórias a enojavam também.

"Eu pegarei uma bebida. Você quer alguma coisa?" Ele murmurou. Victoria assentiu, tomando um longo gole da cerveja que ele lhe deu.

"Quando eu fiquei grávida pela primeira vez, ele me bateu tanto que eu o perdi. Eu realmente nunca soube quem era o pai. Poderia ter sido qualquer um daqueles homens. Depois disso, eu não me importava com o que acontecesse comigo. Eu só queria morrer. Se James me dissesse para transar com um velho, eu fazia isso. Se ele me quisesse tendo relações sexuais com um casal de pervertidos, eu fazia isso. Eu me tornei a vagabunda que todos aqueles pais adotivos tinham assumido que eu fosse".

"Eu fiquei grávida novamente e algo aconteceu. Eu tinha algo pelo que viver novamente. Eu me recusei a ter mais relações sexuais com quaisquer estranhos. Eu ameacei ir à polícia se ele me obrigasse. Eu estava blefando, mas funcionou. Eu mantive a gravidez em segredo por tanto tempo quanto possível. Quando ele descobriu, ele foi para me bater, mas eu lutei de volta. Eu peguei uma faca de cozinha e ameacei matá-lo. Eu teria feito isso também. Eu não perderia este bebê. Ele acreditou em mim e deixou quieto. Ele ainda me batia, tentando me fazer perdê-lo, mas isso não aconteceu. Eu estava em modo de sobrevivência. Então nós acabamos em Forks e você sabe o resto. Eu amarei os Cullen para sempre pelo que fizeram por mim. Eu não sabia que pessoas como eles existiam. Eu não mereço a bondade deles, mas eu vou aceitá-la por causa de Robbie. Eu quero que ele tenha o que eu não tive".

"Sim, eles são pessoas maravilhosas. Mas você está errada. Você merece a bondade deles. Você merece que coisas boas aconteçam agora. Você merece... o amor." Jake disse suavemente.

Victoria balançou a cabeça. "Não... Eu não mereço. Você não ouviu o que eu acabei de dizer? Eu roubei, menti, usei drogas, me prostituí. Eu estou usada. Você deveria ter nojo de mim." Ela gritou, cobrindo o rosto com as mãos enquanto começava a soluçar.

Ele não podia aguentar mais. Ele se levantou e foi para o lado dela, envolvendo os braços em torno dela, tentando confortá-la. Ela se encolheu um pouco, mas não protestou, perdida demais em sua tristeza. Inconscientemente, ele a embalou enquanto ela chorava, sussurrando palavras suaves. Demorou quase dez minutos antes de ela se acalmar. Quando ela percebeu que os braços dele estavam ao seu redor, ela tentou se afastar, mas Jake não a deixaria.

"Fique, baby. Está tudo bem, eu só quero te abraçar." Ele a acalmou. Quando ele sentiu que ela estava calma o suficiente, ele falou. "Victoria, eu quero que você saiba que nada, absolutamente nada, do que você me disse me faz pensar de forma diferente de você. Você nunca poderia me enojar. Você não foi responsável pelo que aconteceu com você. Por nada disso. Você era a vítima em tudo isso. Que você sobreviveu a tudo isso e ainda é a pessoa que você é, é notável e um crédito para você".

"Jake, eu não sei com quantos homens eu dormi. Como você pode querer ficar perto de mim quando você sabe disso?"

"Você foi forçada a fazer isso." Jake respondeu. "Você foi espancada e surrada. Você não poderia lutar de volta. Você não tinha família, nenhum suporte. Ninguém poderia ter resistido ao tipo de coerção que ele usava. Mas você se levantou contra ele por causa do seu bebê. Você estava determinada a fazer o melhor para ele, e isso prova que você é uma pessoa boa. Você poderia ter ficado e se colocado com ele, colocando Robbie em perigo, mas você finalmente aproveitou a chance".

"Só porque Bella e Edward me incentivaram a obter ajuda." Interrompeu Victoria.

"Sim, e você poderia ter recusado a ajuda deles, mas não o fez. Eu sinto muito, sinto muito mais do que eu posso dizer, por todas as coisas horríveis que você passou. Se eu pudesse limpar tudo, eu faria isso em um piscar de olhos".

Victoria olhou em seus olhos escuros, assombrada novamente com o quanto ele era lindo. "Por quê? Eu sei que você é meu amigo, mas..."

"Victoria, eu não vou mentir para você. Eu quero ser mais do que apenas seu amigo. Eu quero ser seu amigo, amante, namorado, parceiro. Eu quero tudo com você." Ele não pôde deixar de notar a maneira como ela encolheu ligeiramente para trás com as suas palavras e seu coração afundou, mas ele estava determinado a ser o que quer que ela precisasse que ele fosse e, se fosse apenas como um amigo, então isso teria de ser suficiente, não importa o quanto ele ansiasse por mais.

"Mas, mais do que qualquer coisa, eu quero que você saiba que eu sempre estarei aqui para você. Se você pode somente me ver como um amigo, então eu aceitarei isso. Eu só quero estar na sua vida, na vida de Robbie, de qualquer maneira que eu puder".

Afastando-se dos seus braços, Victoria instantaneamente se sentiu mais fria, mais solitária. Ela olhou para ele com os olhos vermelhos e inchados de lágrimas. "Eu... eu... não sei se eu posso lhe dar mais. Eu quero." O coração de Jake pulou novamente antes das suas próximas palavras. "Eu quero. Mas eu... não... sei... se eu algum dia confiarei em um homem novamente. Depois de todos aqueles homens..."

Jake pegou a mão dela na sua. "Não é sempre assim. Eu quero lhe mostrar como deve ser entre um homem e uma mulher. O quanto pode ser especial entre duas pessoas que se preocupam com o outro." Ele podia ver a dúvida nos olhos dela.

"Eu quero o que os Cullen têm, mas estou apavorada. Eu não posso me machucar desse jeito de novo. Pelo amor de Robbie".

"Victoria, o que quer que aconteça entre nós, eu vou lhe prometer uma coisa." Victoria olhou em seus olhos, muito sérios e sinceros. "Eu nunca, jamais, vou machucá-la intencionalmente. Eu nunca, e jamais, levantei a mão para uma mulher e, certamente, não levantarei para você. Eu sempre serei seu amigo e cuidarei de você e Robbie, de qualquer maneira que você quiser. Eu a ajudarei a lutar contra seus demônios e a apoiarei, o que quer que você faça com a sua vida. Eu espero, eu rezo, para que um dia você veja o seu próprio valor e acredite que nós poderíamos ser incríveis juntos, mas eu não forçarei. Se você algum dia sentir que está pronta para mais do que amizade, eu estarei esperando. Eu esperarei para sempre, Victoria".

As lágrimas escorriam pelo rosto de Victoria e ela sentiu um pedaço da sua alma quebrada e golpeada se reparar em silêncio. Mesmo sem perceber, ela envolveu os braços em torno de Jake e sentiu os dele em torno dela, segurando-a firmemente. Ela se sentia tão segura nos braços dele, e uma parte dela sabia que podia confiar nele, mas uma parte maior ainda estava com muito medo.

Eles ficaram sentados assim por muito tempo e Jake sentiu quando Victoria adormeceu. Suas mãos estiveram gentilmente esfregando suas costas, sentindo a tensão escoar lentamente para fora dela. Ele olhou para baixo e viu seu rosto, mais suave em seu sono, as memórias desaparecidas por agora. Ele debateu se deveria acordá-la e levá-la para casa, mas decidiu deixá-la dormir.

Cuidadosamente, ele a pegou e a levou para o seu quarto e a colocou na cama. Ela não acordou quando ele tirou seus sapatos ou a colocou debaixo das cobertas. Jake subiu na cama e a puxou para mais perto, envolvendo seus braços de forma protetora em volta da sua cintura. Esta poderia ser a única vez que ele algum dia a teria em sua cama e ele queria ficar acordado e saborear a experiência, mas ele também sucumbiu ao sono.

~ O ~

As coisas mudaram entre eles depois daquela noite.

Victoria não poderia deixar de ver Jake como um homem desejável agora, em vez de apenas um amigo platônico. Ela esteve atraída por ele antes, mas depois daquele beijo e acordar envolvida em seus braços em sua cama na manhã seguinte, o sentimento foi intensificado até o ponto onde ela começou a ter sonhos eróticos com ele. Saber que ele queria a mesma coisa tornou isso pior.

Eles passavam todo o seu tempo livre juntos agora, juntamente com Robbie. Observá-lo com seu bebê a fez querê-lo ainda mais. A primeira vez que ele tinha tirado a camisa para cortar alguma lenha, ela tinha sido incapaz de parar o suspiro deixando seus lábios. Ele era o cara mais gostoso no qual ela já tinha colocado os olhos. Ele era como uma escultura, exceto que ele era carne quente e sangue. Seus dedos coçaram para traçar cada um dos recortes em seu peito e abdômen. Sua boca, na verdade, salivou com o pensamento de correr sua língua sobre cada centímetro. Nem mesmo James, no início, teve esse efeito nela. A cabeça dele se virou enquanto ela o encarava e ela não pôde deixar de corar para o pequeno sorriso conhecedor no rosto dele. E ela nunca corava.

Fiel à sua palavra, ele não pressionou por mais do que ela estava preparada para dar. No entanto, ela se tornou mais e mais consciente de cada toque, cada olhar que ele lhe dava. Sua pele formigava quando tocava a dele, e tremia quando ele colocava o braço em volta dos seus ombros. Ela se encontrava sonhando acordada sobre os lábios dele, lembrando como era a sensação deles contra os dela. Ela não podia deixar de inalar seu perfume limpo e masculino quando ele beijava sua bochecha. Sua pulsação corria e ela se encontrava respirando com dificuldade quando ele estava perto.

Conversar com Esme ajudou. Esme a encorajou a confiar nela e que nenhum assunto estava fora dos limites. Precisando entender esses sentimentos, Victoria trabalhou até ter coragem de perguntar a Esme sobre o que ela considerava ser uma relação sexual normal. Esme sabia sobre o passado dela e entendeu o que Victoria estava perguntando.

"O que você sabe sobre o sexo é apenas uma caricatura do ato. Realmente não deve ser sequer chamado assim. Eu desejo que você nunca tivesse experimentado isso. Mas, entre duas pessoas que se preocupam com o outro, o sexo pode ser a experiência mais maravilhosa que você jamais terá. Com a pessoa certa, você pode experimentar o prazer que está fora deste mundo".

"É assim que é para você e Carlisle?" Victoria perguntou, já sabendo a resposta.

Esme sorriu timidamente. "Sim. Quando Carlisle e eu estamos juntos, eu esqueço todo o resto. Mas não é apenas sobre o prazer; é sobre a proximidade que nós sentimos, a conexão. Ele fornece a âncora que nos mantém estáveis, mesmo quando as coisas ao nosso redor estão indo mal. E eu não gostaria nada mais do que ter você experimentando isso com alguém." Tomando a mão de Victoria na dela, Esme continuou. "Eu sei que Jacob gostaria de ser essa pessoa para você. Eu vejo como ele olha para você, a devoção nos olhos dele".

Victoria assentiu, seus olhos úmidos. "Eu estou com medo, Esme".

Tomando-a nos braços, Esme a balançou gentilmente. Parecia como um abraço de mãe. "Eu sei, querida. Como você poderia não estar? Mas você quer ser uma prisioneira de James pelo resto da sua vida? Ou você quer experimentar uma nova vida maravilhosa para você e Robbie? James a machucou o suficiente, não deixe a memória dele continuar machucando você. Você não encontrará um homem melhor do que Jake para ajudá-la a lutar contra essas memórias. Dê-lhe uma chance. Dê a si mesma uma chance. Eu sei que não será fácil, mas valerá muito a pena. Eu quero que todos os meus filhos sejam felizes, e eu a considero um dos meus filhos agora".

Victoria abraçou Esme. "Eu amo você, Esme".

"Eu também te amo, querida. Eu estarei aqui a cada passo do caminho, se é isso que você precisa. Todos nós estaremos".

As palavras de Esme continuaram correndo pela sua mente ao longo das próximas semanas. Ela decidiu começar a dar passos de bebê. Ela e Jake estavam assistindo a um filme juntos uma noite enquanto Esme e Carlisle tinham saído. Ela estava encostada contra Jake e podia sentir o calor irradiando dele. Ela olhou para o seu perfil, admirando sua força, e sentiu o desejo de beijá-lo, de sentir aqueles lábios novamente. Antes que ela pudesse se acovardar, ela estendeu a mão e tomou o queixo dele em sua mão, virando seu rosto para o dela. Ela podia ver a mistura de confusão e desejo nos olhos dele antes de ele abaixar seu rosto para o dela.

Foi como um choque de eletricidade passando por ela quando seus lábios se encontraram. Jake apenas esfregou os lábios contra os dela, deixando-a marcar o ritmo. Victoria logo precisava de mais e pressionou suas bocas mais firme, abrindo os lábios e hesitantemente passando a língua sobre o lábio inferior dele. Ela sentiu mais do que ouviu seu gemido de aprovação, e todo o pensamento fugiu quando a língua dele tocou a dela. O beijo continuou e continuou, e seu corpo estava pesado com o desejo.

Então, isso é o que é um beijo de verdade, ela pensou. Ela decidiu que realmente, realmente gostou disso. Ele tinha gosto de menta, coca-cola e Jake. As mãos dele estavam amassando seus ombros enquanto ela enfiava as dela pelo seu cabelo curto e preto.

Eventualmente, eles se separaram, ambos sem fôlego da corrida inebriante. Jake descansou sua testa contra a dela. "Victoria?"

Ela sabia o que ele estava perguntando. Ele não puxou seu braço em torno dela quando ela se recostou e pegou sua mão livre. "Jake, eu... quero ser mais... do que sua... amiga." O sorriso dele era lindo. "Eu ainda estou com medo, mas eu quero... tentar".

"Eu estou tão feliz, Victoria. Eu sei que você está com medo, mas nós podemos ir devagar. Você pode definir o ritmo. Eu prometo que não forçarei. Você pode parar quando quiser. Eu farei tudo por você, você sabe disso".

Victoria assentiu. "Nós... nós podemos nos beijar... mais um pouco? Eu realmente gosto... de beijar você." Ela perguntou timidamente.

O rosto de Jake irrompeu em um sorriso encantado. "A qualquer momento que você quiser me beijar, é só pedir. Eu realmente, realmente gosto de beijar você também".

Com uma risadinha, ela se lançou sobre ele e eles passaram a meia hora seguinte se beijando. Por mais que desejasse, Jake não a tocou em qualquer lugar íntimo, mas ele estava satisfeito com os beijos por enquanto. Ele cuidaria da sua ereção massiva quando fosse para casa.

Aquela noite pareceu liberar as comportas na mente de Victoria. Ela passou a tomar a pílula, já tendo recebido um atestado de saúde limpo de Edward. Nas semanas que antecederam ao Natal, as coisas ficaram cada vez mais acaloradas entre eles. Jake pensou que gozaria em suas calças a primeira vez que ela lhe pediu para tocar seus seios. Ele alegremente os massageou, amando seus gemidos excitados em seu pescoço enquanto ela chupava sua pele.

Eles evoluíram para ele tirando sua blusa e sutiã e realmente a provando. Victoria nunca tinha experimentado o prazer que recebeu dele chupando seus mamilos. Ela não podia deixar de se esfregar nele, sentindo sua dureza contra ela.

Ele era tão amoroso e cuidadoso com ela e sempre parava quando ela experimentava um ataque de pânico, por mais difícil que deva ter sido para ele.

Uma semana antes do Natal, Victoria teve uma epifania. Jake tinha chegado, como de costume, e depois de desfrutar de um beijo longo e quente de olá, ele pegou Robbie, girando-o antes de beijar sua bochecha e segurá-lo perto. Enquanto ela observava, Jake fechou os olhos e esfregou o rosto na cabeça do bebê, um sorriso em seu rosto. Naquele instante, Victoria soube que estava apaixonada por Jake. Realmente apaixonada. Este sentimento era mais forte, mais profundo e mais poderoso do que qualquer um que ela já sentiu. Qualquer outra consideração voou pela janela. Ela o amava e o queria em sua vida para sempre. Ela estaria perdida sem ele.

Jake abriu os olhos e viu o olhar no rosto dela. Havia surpresa e admiração, mas, o mais importante, ele viu o amor em seus olhos. Ele sentiu vontade de chorar de alegria, mas não disse nada. Quando ela estivesse pronta para dizer a ele, ela diria. Ela já tinha chegado tão longe.

~ O ~

Era véspera de Natal e eles estavam passando juntos na casa dele. Jake estava fazendo o jantar e tinha arrumado a mesa para um jantar romântico para dois. Eles almoçariam com os Cullen no dia seguinte, então esta era uma oportunidade de passar algum tempo sozinhos.

Enquanto dirigiam de volta para a casa dele, Victoria pegou sua mão e sorriu timidamente para ele. Jake levantou a mão dela e beijou as costas dela e colocou suas mãos entrelaçadas no colo. Victoria se inclinou para trás e suspirou alegremente. Esme tinha assegurado que Robbie ficaria bem se ela quisesse passar a noite, dando-lhe uma piscadela insolente. Victoria avisou a ela que provavelmente aceitaria a oferta.

Jake tinha se superado com o jantar, admitindo que a sobremesa tinha sido fornecida por Bella, que tinha doado o cheesecake para o que considerou uma boa causa. O vinho os estava fazendo se sentirem leves, e com a música suave ao fundo, era cena madura para a sedução. Se fosse alguém diferente de Jake, ela poderia ter pensado que era o motivo dele, mas ela sabia melhor. Jake era honrado acima de tudo. Ele só queria fazer a noite especial para ela. Ela não poderia amá-lo mais por isso.

Depois do jantar, eles sentaram em seu sofá, beijando-se gentilmente por um tempo. Victoria amava beijar. Ela poderia fazer isso felizmente durante todo o dia, mas apenas com Jake. Ele era tão bom nisso. Ele poderia dar lições, embora ela chutaria a bunda de qualquer garota se tentassem. Jake era dela. E era hora de deixá-lo saber.

"Jake?"

"Hmm?" Ele respondeu, beijando sua nuca, fazendo-a gemer baixinho quando a língua dele lambeu a pele delicada.

Afastando-se, ela pegou seu rosto em suas mãos e olhou profundamente em seus olhos negros. "Jake, eu preciso te dizer uma coisa".

"O que é, baby?"

Victoria se emocionou ao ouvir o tom carinhoso. "Jake, eu quero você. Você todo. Eu quero fazer amor com você. Esta noite. Eu nunca 'fiz amor' antes e eu quero que esta noite seja a minha primeira vez".

Ele fechou os olhos e engoliu em seco. Ele precisava manter o controle de si mesmo agora. "Você tem certeza? Eu não fiz tudo isso a fim de seduzi-la".

"Eu sei e, sim, eu tenho certeza. Você é o homem mais maravilhoso e bonito que eu já conheci e, embora eu realmente não o mereça, eu quero estar com você mais do que qualquer coisa que eu jamais quis".

Com isso, Jake a pegou em seus braços e a levou para seu quarto, seus lábios nunca deixando os do outro, exceto para respirar. Ele seguiu quando a deitou gentilmente em sua cama, pressionando seu corpo contra o dela, deixando-a saber o quanto ele a queria também.

"Eu vou adorá-la esta noite. Eu acabarei com todas as memórias ruins que você já teve e eu a amarei do jeito que você deve sempre ser amada. Até que meu rosto seja o único que você sempre associará com fazer amor".

Enquanto ele falava, suas mãos começaram a vagar sobre o corpo dela, sentindo cada curva e colocando beijos em cada centímetro de pele nua que pudesse encontrar. Olhando em seus olhos, ele lentamente começou a desabotoar a blusa dela, beijando a carne recém-revelada. O peito dela subia e descia rapidamente e ele quase podia ouvir seu coração batendo de emoção.

Gemendo quando os lábios dele encontraram o material do seu sutiã, ele continuou indo para baixo até que cada botão foi desfeito. Ele não abriu a blusa ainda, ao invés disso, ele delicadamente traçou um dedo para cima e para baixo da faixa de pele exposta, do seu estômago para a sua garganta e seguiu isso uma vez mais com a língua.

Victoria sentiu cada nervo saltando em resposta às ações dele e sentiu como se seu coração fosse explodir da sua pele, e ele não tinha sequer exposto seus seios ainda. Beijando os lábios dela de novo, a mão dele afastou o material, de modo que seu sutiã preto coberto de renda fosse visível. Ela sabia que Jake amava seus seios, que eram maiores agora do que antes de ela ter Robbie.

Jake prendeu a respiração quando ela foi revelada a ele. Ele tinha visto os seios dela antes, tinha até os provado, mas era diferente esta noite. Hoje à noite, ninguém pararia até que eles estivessem saciados.

"Você é tão bonita, baby." Ele sussurrou reverentemente. "Tão pálida, como alabastro. Tão macia." Seu dedo traçou ao longo da borda do sutiã, provocando-a.

"Toque-me." Ela implorou, seu sexo pesado e pingando de desejo.

Desenganchando o fecho frontal, ele empurrou os bojos para trás, expondo seus seios gloriosos. Macios e pálidos, eles eram cobertos por mamilos rechonchudos rosa pálido. Jake estava tão malditamente duro que doía. Seus polegares suavemente sacudiram os picos, sentindo-os ficarem ainda mais duros. Ele precisava prová-los como precisava de ar. Massageando um, ele traçou o outro com a língua antes de soprar sobre ele, em seguida o tomou em sua boca e chupou.

"Oh Deus, isso é bom." Ela ofegou, agarrando seu cabelo e o ancorando contra o seu peito.

Por vários minutos, Jake apenas brincou com ela, movendo-se entre cada pico, mordiscando e chupando. Victoria estava, inconscientemente, esfregando seus quadris, buscando alívio para a dor entre suas pernas.

Eventualmente, Jake deixou seus mamilos super sensibilizados e começou a beijar e lamber todo o caminho até seu abdômen, até chegar ao botão da calça jeans. Antes de desfazê-lo, ele sentou e tirou sua camisa e calças, permanecendo apenas em sua cueca, que estava esticando as costuras da sua massiva ereção.

Victoria não pôde deixar de lamber os lábios enquanto o observava. Ele era além de lindo. Ele era a perfeição. Sua pele lisa e bronzeada parecia boa o suficiente para comer. Incapaz de resistir, suas mãos se moveram para os ombros largos dele, amassando a pele antes de se mover pelo seu peito. Seus dedos brincaram com os mamilos dele e ela ouviu seu gemido suave. Seus dedos foram para baixo, traçando cada recorte, inconscientemente o provocando enquanto ela continuava lambendo os lábios quando alcançou sua braguilha.

Puxando as mãos dela com um sorriso gentil, Jake deitou em cima dela, fundindo suas peles. Ambos suspiraram de alívio com a sensação e Jake a beijou vorazmente, seus dedos roçando os lados dos seios dela. Ele estendeu a mão para a calça dela e puxou o zíper e serpenteou a mão para dentro. Ele passou o dedo sobre as bordas da sua calcinha, recebendo respirações ofegantes dela.

"Você está realmente certa sobre isso?" Ele perguntou mais uma vez.

Victoria assentiu. "Sim, maldição! Eu preciso de você".

Jake não pôde evitar a risada que o deixou com o desespero dela. Ele se sentia com cerca de dois metros de altura sabendo que ele a tinha assim, e eles não estavam sequer na metade do caminho ainda. Sentando-se em suas panturrilhas, ele puxou a calça jeans dela para baixo e para fora, deixando-a deitada ali em apenas sua calcinha de renda preta.

"Porra, você é gostosa." Ele explodiu. Ele teria de exercer todo o seu controle esta noite.

"Assim como você." Ela riu, espantada. Ela nunca riu durante o sexo antes. Então, novamente, ela nunca tinha tido razão para isso.

Os lábios dele vagaram pelas pernas dela, encantado com a suavidade da sua pele. Ele se moveu para cima e beijou cada quadril antes de acariciar seu sexo. Sua calcinha estava encharcada. Ele tinha feito isso com ela, ele pensou com orgulho.

Olhando para ela com os olhos vidrados de desejo, ele puxou a calcinha, revelando-a toda. Ele pensou que tinha morrido e ido para o céu. Ele olhou admirado quando abriu as pernas dela. Sua delicada boceta cor de rosa brilhando, era enquadrada por uma pequena faixa de pêlos loiro morango.

"Oh baby, você é a perfeição." Ele respirou. "Eu preciso prová-la mais do que eu preciso de ar".

Victoria mordeu o lábio nervosamente. James odiava fazer isso, então ela não tinha muita experiência com essa parte do sexo. Mas Jake estava olhando para ela como se fosse sua própria máquina de doces, e ela sentiu outro jorro de umidade.

Seu aceno foi todo o convite que Jake precisava antes de mergulhar, inalando o cheiro dela. Espalhando seus lábios com os dedos, ele delicadamente passou a língua de um lado para o outro.

"Oh meu Deus!" Victoria gritou. Quando ele fez isso de novo e de novo, ela se tornou delirante com o prazer. Ela não pôde impedir os gemidos que saíam da sua boca enquanto ele fazia coisas incríveis para o seu corpo.

Jake sentiu que poderia felizmente ficar aqui pelo resto da sua vida, banqueteando-se com ela. Ela tinha gosto de ambrosia e ele lambeu cada gota de umidade. Ele teve que segurar os quadris dela para baixo quando ela começou a se debater. Ela gritou quando ele enfiou a língua dentro dela, sentindo seu calor. Em seguida, ele se moveu para cima e chupou sua protuberância em sua boca enquanto inseria dois dedos dentro dela.

"Porra! Oh Deus!" Ela gritou, seus dedos enterrando em seu couro cabeludo. "Eu vou gozar, Jake".

Ele tirou sua boca dela apenas o suficiente para instigá-la. "Faça isso, baby. Goze para mim. Deixe-me mostrar a você como um homem de verdade ama a sua mulher." Ele voltou para a sua tarefa de boas-vindas.

Victoria estava gemendo continuamente agora, perdida em uma névoa de prazer. O prazer que ela não sabia que existia. Quando ele mordeu delicadamente seu clitóris enquanto o chupava, Victoria se perdeu.

"Oooohhhhh!" Ela gritou, seus quadris empurrando na boca dele enquanto onda após onda de intenso prazer percorria seu corpo. Ela nem percebeu que estava apertando a cabeça dele com suas coxas.

Jake a acariciou através do seu orgasmo, em êxtase que ele a tivesse feito perder o controle. O corpo dela lentamente acalmou e suas coxas relaxaram seu aperto. Victoria se recostou, atordoada. Todos esses anos, isso era o que ela esteve perdendo. Ela honestamente não tinha percebido que seu corpo era capaz de tanta sensação e prazer.

Movendo-se pelo corpo dela, Jake deitou em cima dela, com os olhos brilhando. Victoria olhou para ele, aturdida.

"Eu não sabia." Ela sussurrou sem fôlego.

"É apenas o começo." Ele respondeu, beijando-a avidamente.

Apesar de ter acabado de experimentar seu primeiro orgasmo momentos antes, o beijo e as mãos de Jake logo a tinham pronta para mais. Desta vez, porém, ela o queria dentro dela. Ela queria experimentar um orgasmo com o corpo dele a consumindo. Suas mãos se moveram para baixo e começaram a puxar sua cueca. Os lábios de Jake deixaram os dela e ele se moveu para ajudá-la.

Victoria prendeu a respiração quando ele foi revelado a ela. Ele era grande. Deliciosamente grande e duro. Ela podia ver seu pau pulsar de excitação.

"É lindo." Ela nunca pensou que algum dia acharia um pênis tão bonito, mas o de Jake era. E o dele lhe daria prazer, não dor e humilhação, como ela havia se tornado acostumada.

Jake sorriu. "É tudo para você. Você me deixa duro assim. Deus, eu quero estar dentro de você".

"Então faça isso. Eu quero sentir você se movendo em mim".

Gemendo, Jake se posicionou sobre ela, sua ponta apenas tocando seu núcleo ardente. Apoiando-se nos cotovelos, ele olhou para o rosto dela, uma parte dele incapaz de acreditar que eles estavam realmente aqui.

"Eu te amo." Ele exalou enquanto gentilmente se inseria dentro dela.

Victoria engasgou, com as palavras dele e as sensações incríveis que ele estava lhe dando enquanto a enchia. Quando ele estava totalmente dentro dela, ele parou. Ambos saborearam o prazer da sua união. Victoria sentiu como se a solidão de uma vida fosse apagada.

Lentamente no início, Jake começou a se mover dentro dela e logo eles estavam incoerentes com prazer enquanto seus corpos se moviam, como se tivessem feito isso por toda a sua vida.

"Baby, oh, baby. Você é incrível." Ele conseguiu dizer enquanto seus quadris empurravam para dentro e fora dela.

"Oh... Deus. Oh Deus. Mais forte. Por favor." Ela respondeu sem fôlego. Seus dedos estavam cavando na bunda dele, querendo-o tão profundamente quanto possível. Suas pernas estavam envolvidas em torno da cintura dele e era difícil dizer onde ela terminava e ele começava.

"Baby, você está perto?"

Ela assentiu. Ela podia sentir a tensão proveniente de onde eles estavam unidos ficando mais e mais apertada.

Jake sentiu que explodiria a qualquer segundo. Ele não sabia como durou tanto tempo. Ela simplesmente era muito fodidamente boa. Sua pele estava vermelha e tinha uma leve camada de suor. Seus lábios se separaram quando ela engasgou com cada impulso. Ele nunca esqueceria esta noite enquanto vivesse.

Porque ele não poderia evitar, ele tomou sua boca com a dele, sua língua imitando o que seu corpo estava fazendo com ela. Quando ele se afastou, as palavras explodiram novamente.

"Eu te amo. Muito, demais".

Por um segundo, eles pareceram suspensos no tempo; em seguida, a bobina estalou. Victoria jogou a cabeça para trás enquanto gritava de prazer quando seu orgasmo explodiu através dela. Este foi ainda mais intenso do que antes, e ela estava lutando para respirar enquanto espasmos destruíam seu corpo.

Ele sentiu o instante em que o corpo dela se soltou. Ele sentiu as paredes internas apertarem em seu pau, antes de apertar ritmicamente. Era demais e Jake gritou quando se derramou dentro dela, empurrando loucamente enquanto tentava extrair cada gota de prazer que ele podia.

Não querendo esmagá-la, ele os rolou para o lado, ainda juntos. Victoria escondeu o rosto em seu pescoço, incapaz de conter as lágrimas.

Jake inclinou a cabeça dela para cima, alarmado. "Baby! Eu te machuquei? Oh Deus, eu não tive a intenção de machucá-la." Ele tornou-se frenético.

Victoria balançou a cabeça, querendo que ele se acalmasse. "Não, Jake. Não, você não me machucou. Não. Eu apenas nunca esperei... isso. Foi muito... muito mais." Ela olhou para ele. "Apenas me veio que eu poderia ter passado toda a minha vida e nunca experimentado algo tão... incrível, e isso me fez chorar." Inclinando-se, ela o beijou suavemente. "Obrigada, Jake. Obrigada por arriscar uma chance comigo. Por não desistir de mim".

"Eu nunca desistiria de você, baby. Eu te amo." Ele respondeu, acariciando seu rosto.

Ela sorriu de volta para ele. "Eu sei que tenho um longo caminho a percorrer antes que eu seja inteira de novo, mas eu confio em você e sei que você ficará ao meu lado".

Jake assentiu. "Sempre. Juntos, nós podemos superar qualquer coisa".

Victoria não pôde evitar o bocejo que a deixou. Jake gemeu quando puxou para fora dela. Não demoraria muito antes que ele a quisesse de novo, mas, por enquanto, ela precisava dormir.

"Vamos, baby, vamos dormir. Nós temos o resto das nossas vidas para resolver tudo".

Com seu corpo enrolado em torno dela, Victoria se sentiu completa. Nada poderia machucá-la enquanto estivesse nos braços dele. Seus olhos caíram com o cansaço, mas ela se lembrou que não disse a ele que o amava também, mas, de alguma forma, ela achava que ele já soubesse. Quando acordasse, ela diria a ele.

Eles tinham o resto das suas vidas, afinal.


Então, acho que Jake e Victoria mereciam ter sua história contada também...

O epílogo está sendo traduzido pela Ju e assim que ela me mandar eu posto, ok?

Beijo,

Nai.