Glee e seus personagens não me pertencem.

youlightupmyway Bre - Falta quase nada para a Q descobrir a verdade. Tenho certeza que Rachie está lutando para voltar, vamos ter paciência. Eu acabei de ler o capítulo atualizado de OLIHTS, como sempre, Awesome! ;) Obrigada :)

EidrianVanBrown - A Quinn é uma fofa, Santana também, espero que este capítulo mate um pouco da ansiedade. :)

MillaAmorim - Mais um capítulo quentinho... A verdade está batendo a porta... ;)

Boa leitura à todos!

Desabafo

Os dias se passaram voando, Quinn continuava passando todas as noites com Rachel, ela lia pra ela, cantava, contava sobre cada novidade das crianças, inclusive sobre a primeira vez que Luke conseguiu pronunciar a letra R em meio a uma palavra e até ele mesmo se impressionou, repetindo a palavra quero várias vezes, Quinn ria ao contar isso para Rachel. Mas no fundo Quinn estava destroçada, tudo que ela queria era seu amor de volta, ela sabia que se Rachel não acordasse, sua vida nunca mais seria a mesma, e era por isso que ela brigava com quem quer que fosse defendendo que Rachel sobreviveria, ela tinha que acreditar nisso.

Shelby havia conseguido transferência do trabalho para Nova Iorque, mas já não podia passar os dias com Rachel, por isso Quinn muitas vezes deixava as crianças com a babá durante a soneca da tarde e corria para o hospital, estando de volta quando as crianças acordavam, nos finais de semana ela passava todo o tempo com Rachel, Santana e Sam ficavam responsáveis pelos bebês.

As coisas com Rachel estavam na mesma, os médicos já não davam nenhuma esperança, Hiram, Leroy e Shelby também haviam se conformado de certa forma, até Santana tentava se conformar que Rachel não conseguiria mais sair dessa, apenas Quinn acreditava que Rachel se recuperaria, ela não aceitava que as pessoas já se referissem a Rachel como se ela estivesse morta, e muitas vezes discutiu até com os pais da morena.

Sam era o único que compartilhava da mesma opinião que Quinn, ele tinha que acreditar, Rachel não podia deixá-lo com aquela bomba em mãos. Ele vinha visitar as crianças uma vez por mês e algumas vezes a cada quinze dias, ele sempre participou de todas as decisões, mas sutilmente deixava tudo sob o controle de Quinn. Puck que agora sabia de toda a verdade é quem apoiava o amigo, e tentava fazer Quinn aceitá-lo.

Os trigêmeos tinham acabado de completar dois anos, Quinn, Sam e Santana decidiram que não deveria passar em branco, mesmo que não fosse uma grande festa, as crianças mereciam ter seus dois anos comemorados. Estava tudo preparado, a festa seria na casa de Quinn com o tema de zoológico, já que as crianças eram fascinadas por animais, só não teria nada que lembrasse um Leão, porque Beth, quando recém nascida, se assustou com um leãozinho de pelúcia que ganhou de Sam e até hoje tinha trauma do animal.

Apenas os considerados família para as crianças estariam presentes, com exceção da família de Quinn que viria da Inglaterra especialmente para isso, Quinn não entendia a fascinação de sua mãe com as crianças, depois que Judy soube da situação de Quinn e viu as fotos dos trigêmeos, ela sempre fazia vídeos chamadas para vê-los e falar com eles, mal sabia Quinn que sua mãe estava desconfiando que os filhos de Rachel eram seus netos, ela ainda não tinha certeza, mas a desculpa deste aniversário serviria para tirar a prova.

Quinn estava sentada ao lado da cama de Rachel, ela segurava a mão da morena enquanto encontrava algum tipo de conforto, incrível como a mulher responsável pela dor que estava sentindo também era a única que poderia lhe consolar, mesmo que estivesse ali, deitada em uma cama de hospital, sem nenhum movimento.

Ela precisava falar com alguém, mas tinha de ser Rachel, e se a ligação delas era tão forte quanto ela acreditava, Rachel a ouviria, em todo esse tempo foram vários sonhos, elas nunca conversavam, mas Rachel sempre a confortava com abraços apertados e sempre a mesma frase, "Eu vou voltar logo, eu prometo, seja forte por nós."

O problema é que Quinn passou a ouvir isso todos os dias, mesmo quando acordada, e ela estava começando a achar que estava ficando louca, Santana e Hiram já haviam insistido para que ela desse um tempo, descansasse, mas ela sempre ignorou. Muitas vezes durante a noite no hospital, ela acordava sentindo o aperto da mão de Rachel na sua, mas os médicos sempre diziam que era imaginação. Talvez ela estivesse enlouquecendo, mas se sentir e ouvir Rachel fosse loucura, ela não queria a cura, era a única coisa, além dos trigêmeos, que a manteve sã.

- Anjo, será que você vai cumprir com sua promessa, logo? Porque eu sinceramente não vejo a hora de poder olhar nos seus olhos novamente. – Quinn falava olhando para a morena que parecia dormir serenamente. – Fazem quase seis meses que eu venho aqui todas as noites ficar com você, provavelmente você não esperava que fosse a minha companhia, mas eu jamais permitiria que outra pessoa ficasse aqui, eu sei que pode soar possessivo, mas é a única forma que eu tenho de garantir que você está sendo bem tratada. – Quinn levantou e começou a caminhar pelo quarto.

- Eu sempre conto sobre seus bebês, o dia a dia deles, é uma forma de você acompanhá-los, eles são incríveis, Rae, sempre me surpreendem, eu estou fazendo de tudo para mantê-los bem, eu juro. – Ela respirou fundo. – As vezes eu os trago para vê-la, eles sentem sua falta, mas é difícil vê-los com medo de você não acordar.

Flashback On

- Mamãe, acorda... – Charlie pedia deitadinha ao lado de Rachel. – Você já dormiu muito. Você tem que cuidar dos bebês, Mamãe.. Acorda.

- Ei, Lil Baby, Mamãe não pode acordar agora, mas se você quiser, pode falar com ela, ela ouve tudo que você fala. – Quinn disse acariciando os cabelos da pequena moreninha.

- Mas se ela ouve eu, por que não responde? – Charlie perguntava brincando com a barra do lençol que cobria Rachel.

- Porque ela está se recuperando pra ficar boa e poder cuidar de você e dos seus irmãos.

- Tudo bem... – A garotinha sentou e colocou a mãozinha na bochecha de Rachel. – Mamãe, você tem que ficar boa logo, os trigêmeos tá com saudades e.. – A garotinha se abaixou para falar no ouvido da mãe e passou a sussurrar. - Mamãe.. Eu gosta da Mamma Quinn.. muito, mas os trigêmeos quer as duas mamães.. – Charlie esfregou os olhinhos cheios de lágrimas e estendeu os braços para Quinn que a pegou e a abraçou forte, limpando com dedos as lágrimas que haviam no rosto da menina.

- Lil Lamb, não chore, baby, mamãe vai ficar boa, eu prometo. – Quinn dizia a menina e a si mesmo, era uma promessa que Rachel tinha que ajudá-la a cumprir. Ela deu vários beijinhos no rosto de Charlotte até que ela estava rindo. Então Shelby entrou no quarto com Luke e Beth correndo em disparada em direção de Quinn.

Flashback Off

- Eu espero que você não fique brava comigo quando acordar, mas eles insistem em me chamar de Mamma, eu já tentei que me chamassem de tia, mas não há meios que os convençam, Shelby diz que é porque eu cuido deles como você cuida, então eles passaram a me ver como a Mamma, acho que isso é bom sinal, não é? Pelo menos você pode saber que cuido deles com a mesma dedicação que você tem.

Quinn parou olhando para a janela, o sol de Nova Iorque estava começando a aparecer e ela pedia para que aquele dia nascesse e trouxesse boas novas.

- Rae, você precisa me ajudar a cumprir a promessa que fiz a Charlie, precisa melhorar logo, você me prometeu isso, lembra? Eu estou sendo forte por eles, por você, mas eu não consigo ser forte por mim mesma sem você, eu sei que não estamos juntas, eu sei que você talvez não me ame, mas eu preciso saber que você está bem para o meu mundo entrar em órbita novamente. – Ela virou-se para onde Rachel estava deitada, a luz alaranjada do sol nascente refletia nos cabelos de seu Anjo e Quinn admirava a beleza que a morena retratava mesmo naquele estado.

- S me disse que você e Sam não estão juntos, mas realmente não foi o que me pareceu naquele dia em LA, vocês pareciam uma família linda e feliz. – Ela tamborilava os dedos na moldura da janela. – Eu me culpo por ter aparecido naquele dia em sua casa, se eu não tivesse ido até lá, você estaria bem com seus filhos e não aqui, nessa maldita cama. – Quinn passou a chorar.

- Rae, eu queria tanto que fossem meus filhos, eu os amo como se realmente fossem, algumas vezes eu me pergunto se você está aí por tanto tempo porque eu estou morrendo de medo de você levá-los para longe de mim, eu realmente estou com medo que isso aconteça, mas nunca, em nenhuma remota hipótese é o que eu desejo, eu só espero que você me deixe conviver com eles, eles são tão especiais. – A loira sentou novamente segurando a mão de Rachel e fazendo carinho com o polegar,

- Eu fiz as contas, você engravidou com certeza quando ainda estava comigo.. – Ela fungou. – San, me garantiu que você não me traiu, mas não vejo outra explicação lógica, eu já pensei em tantas coisas, talvez tenha sido uma única vez, talvez tenha sido um caso passageiro, não sei, já cheguei a pensar que ele te forçou... Eu juro que se foi isso, ele nunca mais vai saber como é a luz do sol, Anjo, eu te prometo... Mas eu acho que se fosse isso, Santana já teria o esmagado com as próprias mãos, e provavelmente você não o aceitaria em sua casa, além do que, Sam não parece esse tipo de covarde. – Ela deu um meio sorriso. - Ele vem pelo menos uma vez por mês visitar você e as crianças, ele os ama muito, dá pra perceber, eu me pergunto como ele consegue ficar tanto tempo longe, talvez seja orgulho de macho, ele tem que manter tudo no lugar para quando você voltar, é o que penso. – Quinn estava tão entretida em pensamentos que não sentiu o fraco aperto que Rachel deu em sua mão.

- Anjo, eu ainda te amo tanto, cada dia mais, é tão irritante, porque eu sei que vou me machucar quando você acordar e me rejeitar novamente, mas não consigo tirar você do meu coração e da minha mente, você está impregnada em mim. – Ela se ajeitou na cadeira beijando a mão de Rachel. – Eu queria ter te ouvido naquele maldito dia, mas eu estava tão machucada, eu só queria te sentir mais uma vez, te mostrar o quanto te amava, mesmo que eu tenha me arrependido no momento em que me dei conta do que tinha feito, eu não queria que você se sentisse como uma vagabunda, e se eu te passei isso, espero que me perdoe, nunca foi minha intenção. Eu te amo demais, eu estava tão magoada, eu queria te mostrar como era estar comigo, mas provavelmente só fiz você ter certeza de que não sou eu quem você vai querer passar o resto da vida. – Ela viu que derramava lágrimas na mão da morena e limpou com a outra mão. – Me perdoe, Anjo, por tudo. Santana e Sam disseram que você veio a Nova Iorque para falar comigo, eu fico me perguntando o que você queria, eu nem merecia mais qualquer consideração sua. – Ela olhou no relógio e viu que já eram sete horas da manhã, ela precisava ir para verificar se tudo estava correto para a festa de dois anos dos trigêmeos em sua casa mais tarde.

- Anjo, eu tenho que ir, hoje é a festa de comemoração do aniversário de dois anos dos bebês, eu sei que você deveria estar presente, mas não queríamos deixar em branco, eles estão tão empolgados, quando saímos daqui na quinta, eu disse a eles que deviam pedir de presente ao Papai do Céu que você acordasse, e eu acho que eles fizeram, porque Santana me disse que na hora de dormir, quando foram fazer a oração, ela ouviu algo do tipo. – Ela se levantou. – Ah, Luke diz que agora já é crescido e pode assistir Tartarugas Ninja, eu disse que ele vai ter que esperar você decidir, ele fez um bico igual ao seu, as vezes eles me lembram tanto você, meu coração dói tanto. – Ela acariciou os cabelos de Rachel. – Eu te amo tanto, Rae. – Ela selou os lábios com os de Rachel, e não percebeu que o monitor cardíaco da morena oscilou, então ela se despediu e foi embora.