Nome: Sparks
Autor: Skay Grey
Status: Em andamento
Tipo: Slash
Shipper Principal: Draco/Harry
Censura: NC18 - Imprópria para menores de 18 anos
N/A: ESSE CAPITULO NÃO FOI BETADO!
Sparks
Capitulo - 34
- Sim Anton, você pode tirar sua licença paternidade. A lei lhe garante isso não? – Draco disse pela milésima vez mas o jovem parecia tão nervoso que não conseguia escutar todas as palavras saídas da boca do loiro. – Informe Luize a respeito e, você já conversou com o departamento de recursos humanos? - Draco questionou como se estivesse negociando um de seus projetos apenas.
- Sim, o departamento pessoal sim. Mas a senhorita Diped ainda não senhor, mas vou faze-lo imediatamente. É que eu soube agora mesmo do nascimento do meu filho e só consegui informar o Hanno, do departamento pessoal e assim que voltar trarei os documentos necessários. – Anton respondeu prontamente.
Harry observava a cena do divã de braços cruzados sem dizer uma só palavra, esperando que Draco disse pelo menos uma palavra de felicitação pela chegada do primeiro filho de Anton ao mundo.
- Então é isso. Esta dispensado. Espero você daqui cinco dias sem falta. – Voltando sua atenção para os papeis o loiro fez um gesto com as mãos deixando bem claro que encerrara o assunto.
Quando Anton estava prestes a deixar a sala, o moreno se levantou e em seguida limpou a garganta, chamando a atenção de Draco.
- Parabéns Anton, mande minhas felicitações para sua esposa. Não se esqueça de trazer as fotos do garotão com toda a família para colocarmos no mural hein? – O moreno recomendou dando um forte aperto de mão no outro homem. Anton pareceu relaxar, sorrindo, mesmo que de maneira constrangida.
- Pode deixar senhor Potter... E... Obrigado. – O homem deixou a sala, sem conseguir dizer nada mas, realmente satisfeito com a atitude do moreno.
Quando a porta se fechou Harry reclamou sem rodeios:
- Custava ter dito algumas palavras parabenizando Anton e a esposa dele?
- Ele vai ficar cinco dias babando na esposa inchada e no bebê amarrotado. Só o fato de cumprimos a lei rigorosamente já é no meu ponto de vista uma forma de lhe dar os parabéns. – Malfoy resmungou, encarando Harry, colocando os papeis de lado.
- Eu não posso acreditar, sinceramente, que você disse uma coisa dessas! – Esbravejou Harry. – Alias, eu não posso acreditar que você pensa assim.
- Oh, você tem o coração muito mole, Harry. Não é meu filho, nem o seu. Eu se quer conheço essa tal de Amanda, por que daria os meus parabéns? – Draco franziu as sobrancelhas de forma interrogativa ainda encarando o moreno de forma intensa sem entender seu desapontamento. – Além disso, se eu fosse a tal de Amanda não teria nenhum filho com Anton. Com o cérebro limitado dele a perpetuação da raça humana ficará seriamente comprometida.
- Sábias palavras Draco Malfoy. – Harry cuspiu as palavras irritadiço. – É com esse comportamento mesquinho e extremamente insensível que você espera que as pessoas achem que você é um ser humano? Estou impressionado, de verdade!
Draco inspirou profundamente, olhando mortalmente para Harry. Não por que estivesse com raiva do moreno ou coisa parecida.
Estava irritado consigo.
As coisas mais simples e por tanto mais obvias escapavam sempre aos seus olhos frios.
Era extremamente difícil mudar seu modo pratico e insensível, - como Harry havia ressaltado – de uma hora para outra.
Draco levantou-se sem tirar os olhos de cima do moreno, contornou sua mesa, abriu a porta e chamou por Julia.
A moça saiu de sua mesa apressadamente, entrando no escritório de Draco na seqüência do mesmo.
O loiro sentou-se novamente, enquanto a moça sorria cordialmente para Harry Potter.
- Julia, lembra do ultimo favor que lhe pedi? Aquelas compras pessoais? – Questionou Draco, indo direto ao ponto. Ele simplesmente ficava a beira do enfarte quando chamava uma de suas funcionárias e deliberadamente todas elas faziam questão de arreganhar os dentes na direção de Harry antes de qualquer palavra sua.
- Sim, me lembro perfeitamente senhor Malfoy. – Julia respondeu, com maior compostura. Draco parecia esgana-la com os olhos e ela entendera no mesmo instante por que.
Era nítido que ninguém além do loiro poderia mostrar um simples sorriso, por mais cordial e inocente que fosse na direção de Harry, isso com certeza fazia o humor de Draco piorar sensivelmente.
- Então, eu preciso de outro favor daquele. Vá em uma loja de bebês e compre uma cesta ou qualquer kit que tiver para recém nascido. É um menino. Pergunte a Luize o nome do filho de Anton e mande endereçado a criança, a esposa e para Anton com meus cumprimentos. Se tiver paciência e tato escreva o cartão mas, me traga para eu assinar. Siga o mesmo esquema de antes, isso significa que você esta livre para gastar o quanto for necessário e... – O loiro deu uma olhadela furtiva na direção de Harry que sorria satisfeito. – Depois eu lhe darei o resto do dia para descansar. Espero, como sempre, total discrição de sua parte.
- Claro. O senhor pode contar com o meu sigilo em todos os momentos. – Disse Julia contente ao pensar que uma tarde fora da empresa a faria relaxar um pouco. - Obrigado senhor Malfoy, é muita generosidade de sua parte. – Completou ela lançou-lhe um sorriso jubiloso deixando a sala rapidamente.
- Não lhe ocorreu que todos na empresa menos você sabem de cor o nome do menino? – Harry debochou, mesmo que estivesse feliz por Draco se esforçar para ser mais gentil.
- Se todos trabalhassem o mesmo tanto que eu trabalho, não saberiam. Estariam preocupados em manter as coisas funcionando perfeitamente por aqui sem que eu precisasse gritar e exigir um bom desempenho por parte deles o tempo todo. – O loiro revidou, levantando-se novamente, mexendo em uma de sua gavetas da mesa, retirando dois charutos e um objeto redondo para cortar a ponta, além de um zippo prata reluzente.
- O que você vai fazer com isso Draco? – Harry surpreendeu-se. Ele nunca abria as gavetas de Draco, mesmo por que o loiro fazia questão de deixa-las trancadas quando saia da sala. – Eu não sabia que você fumava!
- E não fumo. – Draco respondeu ainda um tanto mau humorado. – Mas se tem uma coisa que sei fazer é deixar as pessoas contentes. Eu sempre guardo charutos e boas bebidas para nossos investidores caso eu queria agradar de verdade. Vou atrás de Anton, dois minutos de conversa fiada e mais alguns tapinhas nas costas dele não vão me matar. – O loiro fez uma careta estranha como se não reconhecesse a própria voz. – Já que estou em uma fase de experimentar coisas novas, - Com a mão livre o loiro passou seus dedos gelados no rosto de Harry com bastante afeição sorrindo de forma amorosa. – vai ser uma boa oportunidade para saber que graça outras pessoas vêem nesses charutos.
- E se Anton tiver aversão a tabaco? – Harry perguntou cobiçoso, olhando entre os dedos do loiro.
- São charutos artesanais, primeira linha, os mais caros de toda Cuba, quiçá os mais caro do planeta.- Disse o loiro naturalmente. – Se ele quiser sentir a sensação de queimar lentamente sem remorso e gratuitamente o que equivale boa parte do salário dele, é melhor dizer que aceita e pronto. Além disso, parece que oferecer charuto ao pai da criança nessas ocasiões deixa a pessoa ridiculamente contente por ser uma tradição que eu não sei qual foi o idiota que criou. – O loiro deu um beijo rápido na boca de Harry, deixando a sala em seguida.
Harry sorriu tolamente para a porta aberta, suspirando. Draco Malfoy estava realmente disposto a mudar.
Claro que precisava de alguns toques as vezes mas, o que mais deixava Harry contente era a determinação do loiro em ser alguém melhor.
Distraidamente olhou por todo o escritório até perceber que a gaveta da mesa de Draco estava aberta, lhe despertando sua imensa curiosidade. Seria muito errado da parte dele se aproveitar de um vacilo do loiro mas, Harry não deixaria essa oportunidade passar em branco.
O moreno deu uma olhadela desconfiada em direção a porta aberta, antes de começar a bisbilhotar na gaveta disponível.
Dentro havia uma caixa de charutos caros aberta e quase intacta e mais uma porção de pequenos agrados como: isqueiros de prata, bombons, penas de luxo caríssimas mais uma série de outros artefatos esplendidos que serviam como pequenos presentes que o loiro mantinha sempre a mão.
Infelizmente, além desses artefatos algo a mais chamou a atenção de Harry: o celular de Draco e um cartão prata com marca de batom, em formato peculiar de uma boca feminina. No mesmo cartão contendo uma letra desajeitada mesmo assim graciosa o moreno pode ler:
Sempre soube que esse brilho maravilhoso que você possui além das incansáveis horas de trabalho ardo lhe traria o reconhecimento devido e finalmente o seu momento chegou!
Estou feliz e muito orgulhosa por seu sucesso!
Parabéns mais uma vez meu querido!
Harry largou o cartão na gaveta como se tivesse levado um choque. O cartão datava o dia do coquetel.
Pegou o celular do loiro com os dedos trêmulos, com o coração na boca prestes a conhecer o mundo. Sua cabeça começou a girar e seu estômago estava mareado.
O moreno não pensava em outra coisa se não na possibilidade de Malfoy o estar fazendo de idiota com toda aquela conversa de mudar de comportamento, de ter um relacionamento verdadeiro com ele e tudo mais.
Com medo do que poderia ver mexeu no aparelho, achando rapidamente o menu e depois os registros de chamadas.
Draco provavelmente não tinha o habito de apagar suas ligações, pois praticamente todos os registros tinham o mesmo numero e apenas três chamadas com o nome "Harry P."
Quem diabos era aquela pessoa misteriosa do cartão e por que raios Draco tinha colocado o seu numero como Harry P.? Se alguma vez na vida Draco tivesse a intenção de ser romântico, e não um traidor filho de malditos comensais poderia ter-lhe colocado um pseudônimo mais carinho ao menos!
Só havia dois números em todo o celular do loiro. Um era de Harry e o outro provavelmente da amante de Draco, pois o loiro não tinha se dado nem ao trabalho de nomear a pessoa na sua agenda telefônica como havia feito com o moreno.
Harry estava transtornado. Tão transtornado que nem se dera conta que jogara de qualquer jeito o celular dentro da gaveta, para depois se deixar cair desajeitadamente no trono do príncipe loiro, com a boca aberta com os lábios pálidos e trêmulos, assim como suas mãos e o resto do seu corpo.
Por um bom tempo o moreno ficou ali, sentindo a força do golpe que levara. Só despertou com a voz de Draco lhe chamando atenção.
- Você escutou o que eu disse? – Draco inquiriu preocupado, pegando levemente os dedos de Harry, afagando-os com suas mãos.
Lentamente o moreno voltou seu rosto na direção de Draco com os olhos desfocados de choque.
- Você esta bem Harry? O que aconteceu? – Draco insistiu e repentinamente o moreno arrancou sua mão com violência das mãos de Draco.
- N-ã-o-m-e-t-o-q-u-e. – Harry sibilou letra por letra entre os dentes com extrema dificuldade.
- Eu não entendo. Você quer por favor me dizer o que esta havendo? – Draco perguntou falsamente calmo, escondendo o espanto que sentira com a atitude de Harry.
- Você não tinha por que mentir, afinal, eu nunca lhe pedi nada que não fosse a verdade ou uma chance! Mas você não mentiu não é Draco? Você omitiu. Eu deveria saber, esse tipo de atitude é bem de quem tem o sangue frio. – O moreno riu pela garganta, um som completamente anormal que fez os pelos da nuca de Draco se eriçarem. – Céus, como eu sou patético! PATÉTICO!
Ainda aturdido Draco olhou ao seu redor rapidamente e quando Harry se levantou para tomar distancia dele como se tivesse nojo por estarem no mesmo ambiente é que o loiro se lembrou de ter deixado sua gaveta aberta, notando só agora que ela parecia levemente revirada.
Os olhos do loiro se arregalaram minimamente voltando-se na direção de Harry com mais atenção.
- Você mexeu na minha gaveta, Harry? – Com toda calma do mundo o loiro perguntou pausadamente, contendo a raiva que sentia por ter sua privacidade invadida.
Draco suspirou longamente, apertando os olhos.
Então era isso? pensou o loiro, quase sorrindo por Harry protagonizar aquela cena dantesca.
- Se você se acalmar, - o loiro tentou argumentar com a voz segura e controlada. – Podemos conversar sobre o que você acha que viu.
Harry estava na porta de seu escritório tomando distancia de Draco quando sentou-se no sofá sem condições de manter o peso do corpo sobre suas pernas, antes que desabasse.
- Conversar? Eu não vejo por que temos que conversar algo, ficou tudo muito claro para mim Draco, muito claro. – Revidou Harry amargamente, tentando reunir um pouco de dignidade enquanto tentava controlar os nervos e a voz ao mesmo tempo que falhava sensivelmente em ambos.
Na mesma velocidade que o alivio por desvendar o mal entendido o invadiu o deixou. Draco sabia que Harry não escutaria mais nada que ele dissesse a menos que ele forçasse a situação.
Não estava acostumado a crises de ciúmes, pois nunca se preocupou e deu tanta atenção ou afeto a alguém como vinha dando a Harry nesses últimos tempos, portanto a paciência de Draco começara a dar sinais de abandono enquanto o desespero a descrença e por que não dizer; a raiva por ser julgado tão erroneamente, acenava em sua direção.
Com o pouco de calma que lhe restara, Draco abriu um pouco mais a gaveta, pegou o cartão de Lesly e seu celular. Considerando o comportamento do moreno, esses eram os únicos artefatos na gaveta capazes de despertar aquela reação extrema em Harry.
Harry estava sentado no divã sem conseguir mexer um músculo se quer.
Draco arrastou a cadeira com uma mão enquanto segurava o cartão e o celular com a outra.
Quando sentou-se de frente para o moreno, lamentou por ver aquele rosto tão belo e meigo tingido de magoa e raiva.
Os anos de solidão pesaram no coração de Draco como pedras no fundo de um lago, sufocando sua voz por um momento.
- Eu, - A voz do loiro parecia fraca e cansada, assim como suas feições tristes, como se cada pergunta e acusação nos olhos de Harry, cada uma delas, entalhasse os anos e os dessabores de Draco de uma vez só em sua pele de neve. Limpando a garganta, o loiro se forçou a ser mais contundente.
- Eu não... - o loiro olhou o cartão e Harry reagiu, remexendo-se incomodamente no divã, fungando como se o simples fato da pele de Draco tocar o papel pudesse ferir os olhos do moreno de algum modo.
- Eu não tenho nada a explicar a respeito desse cartão. - Draco conseguiu dizer, com a voz partida. - Se você tivesse lido com atenção o que esta escrito entenderia que não há nada mais do que votos de sucesso nele. Você olhou essa marca de batom e aliou isso aos meus defeitos. Foi só isso que você fez. – O loiro alisou os cabelos pesadamente, soltando o ar lentamente. – Você pode me dizer o que tem de sexual, de traição, omissão ou qualquer sentimento vil que possa ferir seus sentimentos e seu orgulho, nesse cartão? Eu o olho e só consigo ver palavras de apoio e de parabéns pelo meus recentes êxitos profissionais. Há algo de errado em ser bem sucedido ou reconhecido por isso?
- Desde que você me deu um celular só me ligou três vezes e para o outro numero Draco? Quantas vezes você ligou Draco? Você consegue me responder? Aposto que o numero é da mesma pessoa do cartão. – A voz de Harry parecia difícil, alongada, como se tivesse que percorrer um terrível caminho de sua garganta para a boca.
- Também não vou me desculpar por isso ou ficar me justificando. Não tem sentido algum. – O loiro balançou a cabeça, visivelmente abatido. – Se querer ter uma vida ao seu lado fazendo de tudo para que isso aconteça não é mostrar e provar os meus sentimentos por você, eu não sei o que mais te convenceria. Eu lhe disse, desde de sempre que não sou de palavras que sou de atitudes e pelo visto você não entendeu o que isso quer dizer. Eu não vou de maneira alguma afirmar o tempo todo que estou com você o quanto te quero, isso não é preciso por que venho provando para você e ao mundo a cada minuto que passo na sua companhia o quão envolvido e comprometido eu me sinto. Se você se concentrasse pelo menos um pouco no que estamos vivendo de maravilhoso não tomaria uma atitude tão precipitada. Quando digo o que estamos vivendo de maravilho eu não me refiro a sexo por que isso eu poderia conseguir em qualquer lugar de quem eu bem entendesse, facilmente. Quando digo estamos vivendo eu falo de um relacionamento mais complexo que exige mais de sua percepção e da minha. Se você estivesse atento aos pequenos detalhes teria plena certeza de que só há uma pessoa na minha vida e no momento essa pessoa é você, Harry. Ou pelo menos era.
As pupilas do moreno se arregalaram por um momento, transparecendo em um lampejo todo o pânico que Harry sentia com a simples hipótese de perder Draco para sempre.
- Você pretende me deixar? – Nem Harry entendia sua pergunta. Alias, não entendia como a situação havia voltado contra si. Em um momento ele estava furioso se sentindo enganado e no outro com culpa e medo. Mas Draco tinha razão: ele começara a esbravejar e ofender sem ao menos saber o que significava tudo aquilo.
- Você já se deu conta de como as palavras arruinam tudo de bom que as ações proporcionam? Você acaba de me perguntar se eu vou te deixar como se eu tivesse demonstrado isso. Eu não lhe dei motivo algum para que você ficasse inseguro a essa maneira. Você simplesmente mexeu nas minhas coisas, não me perguntou nada, me insultou, e se eu não tivesse a cabeça no lugar de entender o que te levou a isso nem me escutado você teria, pois quando eu entrei aqui era nítido que você estava a procura de uma briga. Agora você me pergunta se eu vou deixa-lo? Você que me rejeitou a alguns minutos atrás e não foi com palavras, foi com ações. Eu acariciei sua mão e você me insultou e me rejeitou sem vacilar.
Quem começou com isso, Harry? Quem queria ou teria terminado tudo se não você mesmo por seus motivos?
Draco era convicto em suas palavras e mais do que nunca parecia profundamente magoado com tudo embora seu tom de voz continuasse o mesmo do começo ao fim da conversa entre eles.
- Se você resolver que não me quer, por qualquer motivo que seja, espero que você vire as costas e seja homem suficiente para nunca mais voltar atrás por que eu estou realmente muito cansado de correr em círculos sem conseguir ter você de verdade. Se você quiser mesmo abrir mão de mim Harry não vou impedi-lo, não vou força-lo fazer parte da minha vida por que isso não é um relacionamento verdadeiro. A escolha é toda sua. Eu sei exatamente o que quero, eu sei que quero você, e é vergonhoso admitir que nunca quis tanto nada na minha vida como eu o quero mas eu esperava que você tivesse consciência disso por eu demonstrar claramente tudo o que estou falando a cada minuto do dia, nos últimos dias desde quando deixei você entrar na minha vida...
Talvez o simples fato de Draco admitir que não desejava mais nada além de Harry em sua vida tivesse feito o moreno cair em si voltando atrás em sua acusações infundadas, chocando-se imediatamente de cara com a realidade.
Sem esperar por mais uma palavra o moreno se lançou vorazmente sobre Draco o beijando faminto como se não fizesse isso a dias e estivesse quebrando um longo e sofrido jejum.
Draco não o repeliu e com a mesma intensidade correspondeu aos beijos e as caricias de Harry.
- Eu te amo Draco, eu te amo tanto, eu nunca vou te deixar. Sei que isso é louco e recente mas, eu realmente o amo. – Murmurou o moreno, e todo o corpo do loiro reagiu as palavras em forma de promessas. O choque foi tão grande que Draco se afastou buscando por ar.
Quando Harry fez menção de se levantar e dizer algo Draco colocou dois dedos sobre os lábios do moreno, o silenciando, em seguida o loiro deu-lhe um beijo calmo nos lábios tranqüilizando-o.
Então Harry se levantou, atento nas reações de Draco, notando que havia algo entre eles que acabara de se instalar. Ainda de olho em Draco, sem saber como proceder exatamente Harry ficou em silêncio.
Harry abriu e fechou a boca duas vezes completamente perdido, quando ele estendeu sua mão para tocar o rosto de Draco. O loiro beijou a pontinha de seus dedos carinhosamente antes de dizer:
- Eu preciso de uns minutos, você pode me deixar só por um momento?
Harry anuiu sem acrescentar nenhuma palavra. Deixou a sala pela porta por onde Julia os deixara completamente feliz.
Draco nunca chorava. Não chorava quando era garotinho, não chorava em sua adolescência, tão pouco se lembrada de ter chorado já adulto.
Draco se lembrava perfeitamente de estar em pé, estranhamente imóvel vestido totalmente de preto, entre os caixões de Narcisa e Lúcios, e mesmo que o sofrimento agudo estivesse estampado em sua face os olhos de Draco estavam absolutamente secos, quase áridos. Ele não conseguira derramar uma gota d'água de seus olhos pelo falecimento do seus pais.
Mas, naquele instante, sentado a sua cadeira percebeu o quão longe ele fora ao se deixar apaixonar-se daquela maneira por Harry. Gostar, amar, ou envolver-se doía muito mais do que imaginará.
Draco parecia inabalável com um busto belíssimo de marfim. Os olhos fixos nas próprias mãos tensas e apertadas em punho.
Se não fosse pela expressão de dor profunda e pelo brilho excessivo em seus olhos marejados, ele duvidaria de si mesmo que estava prestes a desabar.
Draco nunca chorava. Nunca. Draco não era feito para desmoronar ao sinal de uma crise, qualquer que fosse o dilema. Se estava a beira de derramar lagrimas e de um colapso nervoso é por que Harry Potter conseguia sempre o impossível. Tanto para o melhor, quanto para o pior.
N/A: Nossa! Poxa vida hein? Wwwwoooowwww! Kkkkkkkkkkkk... Então, feliz ano novo! Muito obrigado ao pessoal que colocou a fic em alerta, que esta acompanhando, lendo, postando seus comentários! Isso me da um frio na barriga imenso. Bom, mais um capitulo que tive que tirar do baú por que o laptop quebrou e a fic estava todinha nele! O email me salvou mas, pensa no trampo que vai dar colocar as coisas em ordem de novo? Kkkkkkkkkkkkk... Relaxem pessoal eu já postei a metade da estória e agora é ler, alterar e postar o restante. Vou repetir de novo: esta terminada a fic, já escrevi todos os capítulos até o final da estória, a zica é postar o restante e não pifar meu computador de novo! PLEASE? Beijos para todos!
*Skay Grey*
