Como prometi, aqui está!

Beijocas e não esqueçam de deixar seu comentário!


CAPITULO XXXIV

- Isabella? – Carlisle a chamou. – Perdoe-me! – pediu sinceramente e a jovem franziu o cenho. – Jamais deveria ter partido sem ter falado com você, cometi um erro terrível! E quase perdi você e Edward por isso!

- Não se culpe pelas minhas decisões equivocadas Carlisle! – Edward interveio. – Foram elas que nos levaram a isto, eu julgava estar fazendo o certo a mantendo segura longe de nossa influencia e, no entanto! – Isabella o olhou com o cenho franzido.

- Sinto muito por ter falhado com você! – Carlisle concluiu de frente para a jovem.

- Você não falhou comigo... Confesso que estou magoada e acho que falei demais, mas saiba que... Você ainda é um homem admirável, Carlisle, ao qual respeito e admiro! Só me prometa que... Se por acaso tiver que partir novamente... Por favor, me avise antes, se puder.

- Não iremos a lugar algum, filha, não sem você, Isabella!

-Bella! Me chame de Bella, está bem? – o vampiro sorriu meneando a cabeça.

- Quer que fiquemos com você? – perguntou visivelmente preocupado.

- Pode ir Carlisle, seus familiares estão lá... – disse se referindo aos Denali. - Não se preocupe comigo, e desculpe-me pelo que eu disse, se o magoei de certa forma, não foi minha intenção! – pediu o abraçando.

- Passou por muita coisa filha, está nervosa demais, acalme-se e escute seu coração Bella... – o vampiro lhe dizia segurando-a firme em seus braços, como um pai faria. – Escute o que ele tem a lhe dizer.

- Senti tanto sua falta Carlisle. – Bella voltou a chorar, agarrada a ele.

- Não fique assim filha, sei que é forte, olhe pra mim. – pediu carinhosamente e assim ela o fez. - Seu pai te ama Bella e está certo em querer protegê-la, converse com ele, não deixe isso ficar entre você e não brigue com seu pai por nós. – a jovem somente assentiu. – Agora, você e Edward precisam conversar e independente do resultado, saiba que sempre estaremos aqui pra você, filha. – as palavras de Carlisle deixaram Bella ainda mais emotiva.

- Não vai mesmo desaparecer de novo, vai? – disse fungando, o vampiro sorriu meneando a cabeça.

- Não Bella! Sei que é difícil pra você confiar em nós outra vez, mas como lhe disse, dou-lhe minha palavra de que jamais a deixaremos novamente. – Carlisle depositou um beijo terno em sua testa afastando-se.

- Faço minha as palavras de Carlisle! Me perdoa amiga e obrigada por me ajudar com este ai! – Alice disse apontando para Edward com a cabeça.

- Amigas são pra isso! – Isabella disse dando de ombros, mas Alice sabia que ela o havia feito por Edward, pelo amor que ainda sentia.

- Nos vemos depois, qualquer coisa me liga! – Alice disse a abraçando forte.

- Fique. – o olhar de Isabella era de suplica.

- Isso é entre vocês... É melhor ficarem a sós. – disse dando um beijo na amiga, que somente assentiu. "É com você agora meu irmão!"

- Tchau Jazz!

- Tchau Bella, se cuida! – novamente a jovem assentiu.

"Boa sorte Edward! Vai precisar irmão!" – disse mentalmente ao entrar no carro.

"Eles precisam se acertar!" - Alice deixou escapar o pensamento ao entrar no carro e Carlisle de certa forma mantinha seus pensamentos somente pra si.

Assim que o carro partiu, Isabella virou-se, Edward estava ali parado, mantinha-se afastado, mas seus olhos estavam fixos nos da jovem. Havia tantas perguntas às quais queria fazer, mas que direito tinha para interrogá-la? Pensava seriamente em cair sobre seus joelhos e implorar-lhe perdão.

Se desculpar com Alice não tinha sido tão difícil afinal, Edward tentava arduamente formar as frases corretas para começar sua confissão. Não foi a escassez de palavras que o mantinha em silêncio, mas a enormidade do erro que havia cometido, associado a uma boa dose de covardia, que simplesmente o impedia de falar.

- Vamos entrar, acredito que já chamamos muito a atenção dos vizinhos. – geralmente Edward gostava do sua ironia e seu sarcasmo desmedido, achava até engraçado, mas não naquele momento, não depois das coisas que disse. Ele a acompanhou até a porta mantendo certa distancia, Isabella entrou lhe dando passagem. – Sente-se. – disse indicando o sofá.

Naquele exato momento os sentimentos de Isabella eram completamente contraditórios, queria mandá-lo embora para nunca mais voltar na mesma proporção em que desejava se atirar em seus braços e implorar pra que ficasse... Queria abraçá-lo, beijá-lo até perder o fôlego e acima de tudo, queria senti-lo novamente... Cada ínfima partícula de seu ser o desejava arduamente. – Porque está aqui? O que mais você quer de mim Edward?

"Seria egoísmo dizer que quero tudo? Quero absolutamente tudo de você Isabella!" – o vampiro respondeu mentalmente. - Precisamos conversar. – foi o que conseguiu dizer.

- Conversar? Sobre o que exatamente? Sobre o pé na bunda que me deu? Ou talvez seja pelo modo como me tratou depois de... Talvez você queira conversar sobre sua ideia brilhante de ir até os Volturi e...

- Para com isso Isabella! Porque está agindo assim? Estava tão diferente em Volterra, o que ouve Bella? O que mudou? – disse tentando olhar em seus olhos. – Olha pra mim! – exigiu exaltado.

- Talvez porque a idiota aqui chegou a pensar que... – Isabella tinha a ínfima esperança de que ele de alguma forma a amava, isso até ver Tanya e aquela cena patética no aeroporto. - Porque fez aquilo Edward? Porque foi atrás dos Volturi? O que pretendia exatamente? – disparou sem deixá-lo falar. – Alice disse que estava transtornado, desesperado, mas por quê? Não faz sentindo algum pra mim.

- Por quê? Está me perguntando o porquê fui até os Volturi? –replicou. -Porque simplesmente não havia mais sentindo algum continuar neste mundo sem você! Porque nenhum de meus irmãos faria isso por mim... Porque a dor era tão insuportável que...

- Sentia-se tão culpado assim? – disse o cortando. – A ponto de arriscar a vida de Carlisle, Esme e seus irmãos? Como pôde ser tão egoísta Edward? Porque pelo que entendi, assim que Aro tocasse você...

- Ele tomaria conhecimento de todas as minhas lembranças. – concluiu por ela.

- E os Volturi descobririam que de certo modo se revelou a mim, que eu sabia da existência de vocês e acima de tudo saberia sobre mim, não pensou nisto?

- Eu não estava raciocinando direito, estava desesperado, eu havia acabado de perder a única coisa que importava em minha existência... Pensei que estivesse morta Isabella!

- Este é o ponto! Que sentido isto faz Edward, depois de tudo que me disse naquela clareira? Foi você quem me deixou está lembrado? Disse que nós... Que havíamos sido um erro... Que eu havia sido um erro! Você me deixou porque não sou boa o suficiente pra você! Fui apenas uma distração... Porque sua espécie se distrai com facilidade e...

-Sei que te magoei demais, que te feri, e não sabe o quanto me odeio por isto! Também sei que não sou digno do sacrifício que fez por mim, e pela minha família! Mas será que algum dia vai conseguir me perdoar, Bella? – os olhos castanhos encontraram os olhos negros e o vampiro deu um passo em sua direção. – Eu fiz tudo errado... Deixei para trás a coisa mais importante que aconteceu em minha existência sem sentido... Eu menti Bella... Estava assustado, com raiva de mim mesmo pelo que havia feito a você e...

- Mentiu? Como assim mentiu? Em que exatamente mentiu Edward? – por mais que tentasse era difícil acreditar nele.

- Em tudo! Menti quando disse que foi um erro... Que nós havíamos sido um erro... E quando disse que não era boa o suficiente pra mim... Oh Deus! Aquilo foi o maior tipo de blasfêmia a qual proferi... Menti porque acreditava que me afastando, você estaria segura, encontraria alguém que fosse digno de você e de seu amor, que compartilhasse de uma vida plena e feliz ao seu lado... Que lhe desse tudo o que eu não sou capaz por ser o que sou... Esta criatura desprezível... Afastei-me tentando protegê-la do monstro que sou e...

- Cala a boca! Como? Como você pôde Edward? Como teve coragem de sequer pensar em uma coisa destas? Com que direito decidiu isso por mim?- seu tom foi exaltado. – Droga! Agora sim estou com raiva de você... Muita raiva! – ela andava de um lado para outro esbravejando com as mãos cerradas em punho, respirando pesadamente. - VOCÊ TEM IDEIA DO QUANTO SUAS PALAVRAS ME MACHUCARAM? Você era a razão do meu mundo Edward! Eu confiei minha vida, meu coração e minha alma a você... E o que fez? Os jogou fora como se eu fosse um nada... FOI ISSO QUE EU ME SENTI, EDWARD... UM NADA!

- Me perdoa!

- Sofri o diabo tentando entender o que eu havia feito de errado? Tentando compreender o motivo pelo qual partiu daquela forma... Ou disse aquelas coisas horríveis... De início, aquilo não fazia sentido algum pra mim, não depois da noite que compartilhamos... Do modo como... Em fim... Mas depois do que disse na clareira, tudo fez sentido. – o vampiro franziu o cenho.

- O que? Como assim fez sentido?

- O que havia sido perfeito para mim, provavelmente tenha deixado a desejar a você! Com certeza devo ter frustrado suas expectativas e a experiência a qual compartilhamos somente o fez ver que... Mas não o culpo, imagino o quanto deva ser desagradável ter que se controlar a todo o momento... Cada movimento, cada ação, cada toque. No final Tanya estava certa o tempo todo!

"Tanya? O que Tanya tem haver com isso?" – se perguntou completamente perdido.

- Do que está falando? – Isabella sorriu meneando a cabeça.

- Sua 'amiga'... – disse dando ênfase ao 'amiga'. - havia me dito naquela mesma noite na biblioteca, mas eu não quis acreditar, na realidade, julguei ser veneno, já que estava obviamente enciumada, entretanto, Tanya estava certa!

- O que exatamente ela disse a você? - perguntou surpreso.

- Já não importa mais! – disse dando de ombros.

- Importa pra mim Isabella, me diga, por favor. – a jovem fechou os olhos suspirando audivelmente.

- Disse que não conseguia entender o que você viu em mim, tentou me alertar dizendo pra que eu não me iludisse... Que não haveria futuro para nós e que logo se cansaria de alguém como eu e ela tinha toda a razão, há de convir! – Edward mal podia crer nas barbaridades que ouvia. - Que um ser frágil como eu não tinha nada a oferecer a um vampiro como você! Oh sim, sem contar à revelação que me fez... - seu tom havia mudado, e a ironia estava de volta. – Não tem a menor ideia do prazer com que me disse que... – a jovem engoliu com dificuldade. – Que estava nos braços dela quando afirmou que não me amava, mas que não se importava pelo fato de estar comigo, já que tinha a eternidade para desfrutar de você! – um rosnado brotou no peito do vampiro, que se perguntava por que diabos Tanya havia feito aquilo? Agora tudo fazia sentido, toda aquela insegurança, aquela necessidade de Bella para que ele provasse o quanto a desejava... O quanto a amava.

- Porque não me contou?

- Porque mentiu pra mim Edward? Disse que seu envolvimento com ela havia sido há muitos anos e, no entanto estiveram juntos em Denali... E assim que despachou a "humana", o que fez? Correu para Denali, não é? – a voz de Isabella não passava de um sussurro no inicio e a jovem terminou quase aos berros.

- Minha família estava lá, precisávamos de tempo para nos instalar em outra cidade e...

- Talvez, mas ela estava lá a sua espera, não estava? Não ouse mentir pra mim novamente Edward, Tanya estava a sua espera no aeroporto... –novamente riu com escárnio. - A cena foi tocante tenho que admitir, e vocês formam um belíssimo casal! Sem diferenças, sem limitações, igualmente perfeitos e imortais! -o vampiro a olhou chocado, ela acreditava que ele estava com Tanya? Era isso? Isabella pensava que ele a havia deixado por Tanya? – Como você mesmo disse, mentiu pra mim, mentiu o tempo todo... Por quê? O que foi que eu te fiz pra você me magoar tanto?

- Acha mesmo que a deixei por Tanya? – havia indignação em sua voz.

- É meio óbvio, não?

- Na realidade não! Tanya não tem nada haver com isso!

- Ora faça-me o favor!

- Isabella? – o tom do vampiro foi reprovador. – Os motivos que me levaram a me afastar de você, não tem nada haver com Tanya e sim com o que sou... O que fiz a você ao deixar o amor e o desejo falar por mim... Deus! Você estava toda marcada... Eu sempre disse, desde o inicio que eu não era bom pra você...

- Você me disse tantas coisas... Fez tantas promessas e, no entanto...

- Sei que falhei terrivelmente com você... Mas insisto que só me afastei por que naquele momento me parecia o certo a se fazer... Pedi... Não praticamente exigi que minha família se mantivesse afastada... –Edward levou as mãos aos cabelos os bagunçando ainda mais. – Droga! Eu só estava tentando mantê-la segura, longe de perigo e, no entanto...

- Segura? Longe de perigo? Eu já lhe disse uma vez e repito, eu decido o que é bom ou ruim pra mim... A única coisa de que eu precisava, era de você comigo, mais nada!

- Me perdoa... Me perdoa, por favor... Fui um estúpido ao acreditar que a magoando, seria mais fácil pra você me esquecer, encontrar alguém que...

- VOCÊ ERA O ÚNICO QUE EU QUERIA... - gritou socando o peito dele, tamanha raiva que sentia. – Você era tudo pra mim, absolutamente tudo... Como eu poderia encontrar alguém se você levou tudo quando me deixou? Não havia restado nada além de dor e sofrimento, nada! Você literalmente arrancou meu coração e o levou consigo naquele dia, deixando um buraco... Um vazio enorme...Eu me sentia vazia, oca por dentro... Nada mais fazia sentido, absolutamente nada! – o nó na garganta do vampiro era tão grande que o sufocava.

- Acreditaria se eu lhe dissesse que me sentia da mesma forma? – sua voz saiu embargada.

- É meio difícil de acreditar, uma vez que estava muito bem acompanhado, não? Porque eu duvido que sua "amiga" o tenha deixado só!

- Bella, por favor, acredite em mim, não há nada entre Tanya e eu! Sei que errei em ter omitido o fato de que... O que aconteceu em Denali daquela vez foi um erro! Jamais deveria ter acontecido... Eu estava confuso, não conseguia aceitar o fato de estar completamente apaixonado por você...

- Daí você foi lá e trepou com ela! – cuspiu furiosa.

- Sei que fui fraco, não deveria ter me deixado seduzir daquela forma!

- Mesmo assim voltou para Denali, para junto dela! Laurent me disse que estava lá e em muito boa companhia.

- Laurent?- Edward perguntou com o cenho franzido.

- Sim, Laurent! Ele esteve aqui em Forks, o encontrei na clareira quando finalmente havia encontrado coragem para voltar àquele lugar.

- Mas o que Laurent fazia aqui?

-Segundo ele, estava a minha procura! – Isabella disse dando de ombros.

- A sua procura? Para que? Por quê?

- Alice não te disse?

- Não! – a jovem bufou fazendo com que sua franja subisse.

-Victória, se lembra dela? – seu tom foi irônico.

- Como eu poderia esquecer?

- Pois é, Laurent ainda estava ligado a ela de certa forma, disse que o fato de estar com Irina não o impedia de fazer um favor a uma grande amiga. Segundo ele, Victória pensa que você matou James e quer vingança! – o vampiro estava completamente perdido.

- Por isso desaparecia simplesmente, jamais consegui pegar algo em sua mente que o relacionasse a Victória e... Aquele bastardo! – cuspiu furioso.

- Eu sei, Alice me disse! Talvez estivesse distraído demais com sua amiga para notar, não é mesmo? – Edward bufou revirando os olhos.

- Acredite ou não eu mal fiquei em Denali... Era insuportável ter que aturar os olhares reprovadores de Rosalie, a indiferença de Alice, ela nem sequer dirigia a palavra a mim. O tempo e que passei em Denali fiquei trancado em meu carro, tentando arduamente não sucumbir à vontade incontrolável de voltar e implorar o seu perdão... Por isso fui para o Canadá, me isolei em uma cabana nas montanhas, com a desculpa de ir atrás de Victória, mas eu não tinha nada... Não sabia nem por onde começar a procurá-la!

- Você? Caçando Victória? – o tom descrente de Isabella fez com que o vampiro estreitasse o olhar.

- Precisava ocupar minha mente com algo, senão enlouqueceria! Sentia tanto sua falta que... Como disse, precisava de algo que me impedisse de voltar e...

- Sendo assim... – Isabella o cortou. - Você acabaria voltando pra cá, pois Victória estava aqui, atrás de mim!

- Victória voltou?

- Sim, esteve na cidade, em La Push, na reserva... Houve várias mortes na floresta e meu pai foi averiguar o que havia de errado, foi no dia em que... Você sabe. – o vampiro somente assentiu. – Jake ficava comigo praticamente o tempo todo, mas naquele dia, eu pedi pra que fosse atrás daquela desgraçada. Eu temia pelo meu pai e pelas pessoas da cidade e da reserva.

- Entendo!

- Mas ficar sozinha foi um erro terrível! As lembranças vieram e com elas a dor... Aquele era o único lugar onde eu me sentia em paz, chegava a ficar durante horas a fio, sentada ali no topo, simplesmente olhando para aquela imensidão de água... Mas naquele dia em especial a dor estava insuportável... – a jovem mordeu o lábio inferior desviando o olhar.

- Por isso resolveu saltar? Mesmo me prometendo que jamais faria algo impensado?

- Você me prometeu que seria pra sempre e, no entanto! – retrucou atravessado. –Em fim, Victória estava de olho no meu pai, e quando o atacou, Harry interveio e acabou morrendo...

- Como?

- Teve um ataque cardíaco, ao que parece Victória o lançou longe e... Ela estava de olho em meu pai, ela o queria!

- Pra que? Porque não veio atrás de mim, se seu objetivo era se vingar?

- Porque Laurent disse que ela queria um parceiro por outro! Victória acredita que me matar de alguma forma afetará você e... Aquela desequilibrada me odeia, porque segundo ela, você matou James por minha causa!

- E onde está Laurent? Pelo que vi na mente de Irina, parece que ele sumiu.

– Laurent está morto! O bando o matou naquele mesmo dia, na clareira.

- O que? Mas por quê?

- Porque ele havia matado antes de nos encontrarmos, tinha os olhos vermelhos como rubis... E Laurent tentou me matar. - disse dando de ombros.

- Como assim tentou matá-la? – um rosnado brotou em seu peito e Edward tinha os punhos cerrados e o maxilar travado.

- Disse que meu sangue era mesmo irresistível e que me faria um favor, que seria rápido e indolor, uma vez que Victória me torturaria até o fim, no exato momento em que ele ia me atacar, Jake e o bando apareceram e Laurent fugiu para a floresta fechada, e só pude ouvir seus gritos. – novamente a jovem deu de ombros, sem se importar.

- Porque não reagiu? Porque não fez com ele o que fez com James? Porque não reagiu Isabella? – exigiu furioso.

- Porque Laurent não ameaçava ninguém além de mim! Porque na realidade ele me faria um favor, acabando com aquela dor insuportável, só por isso!

- Não acredito nisso! – praticamente rugiu andando de um lado para outro. – Como pude pensar que ficaria segura sozinha? Victória, Laurent, os lobos... Sem contar o vampiro que se diz seu guardião... E mesmo depois de toda a dor que lhe causei, ainda se arriscou indo até Volterra... Eu sou mesmo um ser miserável e... Cometi um erro terrível, arrisquei sua vida, a coloquei em risco constante... – Edward havia disparado a falar, e Isabella Mac conseguia compreender tamanha a velocidade com que as proferia. -Fiquei assustado com o que fiz á você aquela noite, sempre soube que eu não era o melhor pra você Bella... Uma criatura tão linda e tão perfeita como você não merecia compartilhar a vida com alguém como eu... Precisava te deixar livre pra que encontrasse alguém que pudesse amá-la sem te machucar...

- Não diga sandices! Você era tudo pra mim Edward, tudo... Eu nunca quis outro a não ser você! Você foi a melhor coisa que me aconteceu, era o meu anjo, o meu amor e a razão da minha vida... Como pode pensar que eu fosse querer outro em minha vida depois de tudo que compartilhamos? Porque foi tão fácil pra você me deixar? – o vampiro riu com escárnio.

- Te deixar, foi à coisa mais difícil que fiz em toda a minha existência e a pior sem sombras de duvidas... - Edward hesitante tocou o rosto de Isabella. - Será que um algum dia vai conseguir me perdoar por todo o mal que te fiz? – a jovem tinha o queixo trêmulo, o olhar mais intenso e brilhante do que nunca. – Eu não estava com ela, Bella, não estava com Tanya eu juro... - Edward caiu de joelhos diante dela que ficou tensa.

- Edward...

- Eu te amo, te amo minha feiticeira... Perdoa-me Bella, por favor, diz que me perdoa... – implorou entre soluços de joelhos diante dela. – Me perdoa por lhe dar razões para pular de um penhasco, por arriscar sua vida e seu segredo ao ir para a Itália. Por literalmente jogá-la para aquele maldito lobo... Pela mentira, a maior de todas. Por propositadamente quebrar seu coração... Por te amar demais e ainda não ser suficiente. – Isabella o envolveu em seus braços, Edward passou seus braços ao redor dela, afundando o rosto pouco abaixo de seus seios sussurrando outro 'me perdoa!'.

- Hey! Olhe pra mim... - pediu afagando os cabelos acobreados com carinho. – Eu tentei de todas as formas odiá-lo por tudo que me fez, e falhei em todas... Não houve um só dia durante esses meses que eu não desejasse vê-lo, poder tocá-lo, ouvir sua voz... – Isabella se ajoelhou diante dele para a surpresa do vampiro. – Eu... Eu te amo seu vampiro idiota! E nada do que faça ou diga irá mudar este fato! Consegue compreender? – em um átimo a mão de Edward estava em sua nuca e seus lábios nos dela, na tentativa de beijá-la, mas Isabella se afastou. - Não! – sua voz não passou de um sussurro.

- O que... O que houve? Não consegue me perdoa, não é? – Edward disparou confuso, ainda a mantendo em seus braços.

- Só acho que será pior quando você... E se você mudar de ideia novamente e decidir me deixar outra vez? – ele sorriu a apertando ainda mais contra si.

- Isso não vai acontecer minha feiticeira, jamais cometerei o erro de me afastar de você, a não ser que não me queira a seu lado, sendo assim respeitarei sua decisão e me manterei afastado, te observando de longe.

- Por quê?

- Porque eu te amo, porque você é tudo pra mim Isabella, absolutamente tudo! – Será que algum dia conseguirá me perdoar?

- Seus olhos estão tão negros, há quanto tempo não caça? – perguntou mudando completamente de assunto, seus dedos deslizavam hesitantes pelo rosto de Edward.

- Um mês pra mais, nãos sei ao certo. – respondeu dando de ombros.

- Achou mesmo que eu me envolveria com outra pessoa depois do que vivemos? – Edward piscou algumas vezes confuso, somente ela tinha a capacidade de deixá-lo assim, completamente perdido.

- O que?

- Como pôde pensar algo assim depois de tudo que compartilhamos naquela noite? Você me fez sentir coisas as quais jamais sonhei ser possível sentir... – disse traçando os lábios do vampiro com seu polegar. - Em nenhum momento você me machucou, Edward, minha pele é muito sensível ao toque, e desde criança que convivo com hematomas, qualquer pancada ou apertão fica roxo!

- Mas...

- Shhh... Me escuta! – exigiu tocando seus lábios, o impedindo de falar. – O que me feriu de verdade foram suas palavras... As coisas terríveis que disse depois de termos nos amado daquela forma... Porque foi amor, eu pude sentir.

- Sim, foi amor... O mais puro e derradeiro Bella... E eu pude senti-lo em cada toque, cada beijo em cada olhar.

- Eu te amo Edward e não tem ninguém neste mundo ou em algum outro que faça isso mudar, mas isso não significa que voltarei pra você. – o vampiro a olhou confuso.

- Não?

- Não!

- Não consegue me perdoar pelo que fiz, não é? – Isabella pôde sentir a dor em cada palavra.

- Não seja absurdo! – o repreendeu. – O perdoei no momento em que te vi na entrada daquele castelo!

- Mas então...

- O fato de tê-lo perdoado, não significa que vou voltar pra você... Apesar de te amar mais que tudo, eu não consigo confiar em você, Edward, consegue compreender? – doeu ouvir aquilo, mas Edward só tinha a si mesmo a culpar, fora suas decisões equivocadas que os levaram aquilo. Engoliu com dificuldade o nó que se formara em sua garganta.

- E isso significa? – sua voz não passou de um sussurro.

- Significa que começaremos de novo... – e lá estava o cenho franzido. – Como amigos, e caberá somente a você reconquistar a minha confiança... "E o meu amor, seu vampiro idiota!" - Topa?

- Somente amigos? – disse fazendo careta e Isabella pela primeira vez riu descontraída.

- Por ai, um amigo especial, muito especial ao qual eu amo muito!

- Ama? –Isabella somente assentiu, Edward sorriu novamente infiltrando sua mão pelos cabelos dela encontrando sua nuca, e desta vez a beijou de forma avassaladora, de inicio Isabella tentou resistir, mas acabou se rendendo ao amor, a paixão e acima de tudo a falta que sentia de seu vampiro.

- Você é minha amiga... Meu amor... A mulher da minha existência, Bella – dizia pontuando com beijos. – E farei o que você quiser, prometo que reconquistarei sua confiança, assim como seu amor, vai ver. – a intensidade em seu olhar ao proferir tais palavras fez com que Isabella estremecesse em seus braços. - Vai voltar pra mim Bella e quando isso acontecer, será pra sempre meu amor, eu juro!

"Sinceramente eu espero que sim!" – a jovem respondeu mentalmente completamente derretida, mas em nenhum momento demonstrou. Seria humanamente impossível resistir a ele, mas precisava dar uma lição naquele vampiro de uma figa e esperava contar com a ajuda de todos para fazê-lo. Quanto a Tanya? Isabella preferiu acreditar na versão de Edward, mesmo porque a verdade viria à tona, mais cedo ou mais tarde.

- O que foi? Porque ta me olhando assim?

-Nada! Acho melhor você ir caçar.

- Tá me dispensando?

- Tenho muitas desculpas a pedir, a começar pelo meu pai... Você precisa caçar, quero vê-lo ostentando aqueles olhos cor de mel que eu tanto adoro. – disse depositando um beijo em seu rosto, próximo a sua boca.

- Isso significa que vamos nos ver de novo?

- Provavelmente, tenho algumas coisas pra resolver, e acredito que você também. Minha vida esteve estagnada nestes meses e tenho muita coisa pra acertar.

- Converse com seu pai em primeiro lugar, não deixe essa coisa crescer entre vocês.

- Perdi a cabeça e acabei desforrando tudo sobre ele. – lamentou.

- Ele está sentido, mas a ama, Charlie tem suas razões Bella, não se indisponha com ele por nós, por mim. - ela assentiu e Edward lhe deu um beijo na testa, relutante em deixá-la.

- Não se preocupe, vou ficar bem! – a jovem lhe assegurou ao levá-lo até a porta, novamente ele beijou-lhe a testa e correu em direção à floresta.

Bella subiu para seu quarto e se jogou na cama, havia muitas desculpas a pedir, primeiro pro seu pai, depois Jake, Sue, Seth e Leah. E ainda havia a conversa com Lucian, soltou um longo suspiro levantando-se, pegou em meio à bagunça do seu quarto a chave de sua caminhonete. Iria para a delegacia, precisava resolver as coisas entre ela e seu pai.

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Minhas belezuras, vem outro em seguida! Pra começar bem o final de semana!