Epílogo
Farewell
Havia lendas, mais antigas do que qualquer um conseguia se lembrar, de que, um dia, no Mundo havia existido Magia.
Os homens modernos, obviamente, não acreditavam. Magia, diziam eles, pertencia a contos de fadas, histórias infantis e livros para crianças.
Havia rumores, antigos rumores, daqueles que não se comentavam em companhia decente, de que aqueles que não possuíam Magia haviam expulsado os Mágicos, e aqueles que ficaram para trás, haviam morrido. Uma chacina, feita pela ignorância, intolerância e preconceito, o ódio surgido do medo do que não se entende.
Mas nada disso, hoje em dia, eram mais do que histórias contadas como filmes de terror, do dia em que milhares de pessoas amanheceram mortas, por culpa dos que não conseguiram viver em paz com as suas diferenças. Eram contadas como aquelas histórias do ditador que mandara matar pessoas apenas por serem de raças diferentes, ou das guerras que – diziam – um dia terem assolado o que hoje era o Grande Deserto Árabe, da época quando lá, diziam os antigos, ainda havia vida.
A verdade era que há mais de um milênio nenhum tipo de magia existia naquele universo.
O castelo de Hogwarts virara ruínas, e então pedras, e então pó, e então nada.
O tempo passara, e a história da Grande Guerra fora esquecida e enterrada, parte por vergonha, parte porque nunca, ninguém explicara o que havia acontecido.
Mágica, dizem os adultos, não existe, repetindo infinitamente as palavras de Vernom Dursley para um garotinho para quem a Mágica fora a sua maior e eterna salvadora.
Só que dessa vez, era a mais pura realidade.
Mágica não existe.
Não mais.
-x-
Havia rumores da Grande Sombra naquele mundo, sempre havia tido. Daquele que fora o Maior Defensor desse mundo, o criador, até, diziam aqueles que se chamavam antigos, a Grande Sombra que começara este mundo e então desaparecera na pele do Salvador. Do garoto de olhos verdes e sorriso fácil, da Lenda que todos conheciam, respeitavam e passavam de geração a geração.
Havia paz.
Constante, eterna e plena. A paz imposta pela raiz daquele universo, pelo medo que já havia acontecido antes. A História do Novo Mundo nunca fora esquecida. Todos sabiam como haviam parado ali, como seu mundo fora feito, como o ódio havia corroído as pontes entre duas espécies tão semelhantes.
Aquele povo era feliz, próspero e contente. Havia fartura, compreensão, e paz. Seus números haviam se multiplicado, crescido e se espalhado pelo Mundo, culturas diferentes surgiram, criaturas novas foram descobertas, batalhas, por vezes, travadas, mas nenhuma durava muito.
As lendas do que o ódio era capaz de fazer não permitiam.
Às crianças, à noite, eram contadas histórias de batalhas enormes pela paz, contos inebriantes do Menino-Que-Sobreviveu e do Castelo de Hogwarts, histórias que eles sabiam ser verdade, pois o Castelo ainda estava lá, embora ninguém habitasse nele.
E à noite, por vezes, alguns juravam ver as luzes acesas, sons de riso, e música, e canções tocadas até o amanhecer. E na floresta ao lado do castelo, eles juravam ver um menino, cabelos negros rebeldes, olhos verdes brilhantes, e seu companheiro, tão claro quanto a neve, olhos cinza penetrantes, de mãos dadas, lado a lado, entre risos, e amor, e paz.
A lenda dizia que, ao morrer, Flamel havia presenteado a Pedra Filosofal ao Menino-Que-Sobreviveu. E que ele, até hoje, olhava pelo Mundo que havia ajudado a criar, ao lado de seu companheiro Draco. Dizia também, que a cada vez que uma guerra ameaçava surgir, era possível ver o mesmo menino, sem riso desta vez, olhos brilhando em vermelho em torno dos campos de batalha, jurando defender o Mundo Mágico.
Mas isso tudo, diziam eles, eram lendas, não vendo o riso surgir nos olhos dos meninos a cada vez que as ouviam repetidas.
Pois talvez, a morte fosse apenas a próxima aventura.
Mas Harry e Draco ainda não estavam prontos para ela.
Nova fic Drarry postada: http : / / www . fanfiction . net / s / 6761837 / 1 / (retirem os espaços)
