Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.
O dinheiro não traz felicidade. Me de o seu e seja feliz. :D
Ela é o cara.
.
Ovos crus até a morte!
Certa vez li em algum lugar que quando alguém arranja um relacionamento, geralmente corta contato com pelo menos um amigo, mas nunca esperei que esse alguém fosse Sango, e esse "pelo menos um amigo" fosse eu.
Inuyasha e eu estávamos a quase três minutos olhando aquela cabeça de lobo prateada segurando entre os dentes uma corrente com uma plaquinha pendurada, escrito "Q. 96" sem saber o que pensar.
_Por que o número não está simplesmente pintado como em todos os outros quartos? – Inuyasha me perguntou.
_Pra que a cabeça de lobo? – perguntei de volta.
Mais alguns segundos em silêncio, Inuyasha umedeceu os lábios.
_E então? – Questionou-me ainda com o olhar fixo na cabeça de lobo.
_O que? – Respondi igualmente com o olhar fixo na cabeça de lobo.
_Vai bater na porta ou não?
Pela primeira vez, meu olhar abandonou a cabeça de lobo para encará-lo.
_Por que eu?!
_Porque é sua culpa estarmos aqui. – ele também me olhou – Já esqueceu?
_Minha culpa uma ova, seu irmão que nos jogou na sarjeta! Bata na porta você!
_E eu por quê?
_Porque sua mão não vai cair se bater na porta.
_Nem a sua.
Parecia até que estávamos com medo de sermos mordidos pela cabeça de lobo grudada na porta, caso tentássemos bater.
Bem, enquanto Inuyasha e eu decidimos aqui sobre quem vai ou não bater na porta, por que eu não deixo vocês a par da situação? Tenho certeza que estão, no mínimo, um pouco perdidas.
Então por que não começamos pela minha situação com a Sango? É claro, se vocês não estiverem a fim de aturar minhas lamentações podem pular as próximas 1355 palavras.
Despois da traição de Sango, eu não fiquei ali para saber o que aconteceria simplesmente me desvencilhei dos braços dela e saí correndo sem olhar para trás.
E hoje faz exatamente 27 dias que eu sequer dirijo a palavra á Sango, caramba ela me traiu! Justo a Sango, em quem eu mais me confiava neste mundo todo me traiu, e por um garoto! Um garoto! Eu realmente nunca pensei que um dia algo sequer semelhante a isso pudesse acontecer.
E isso, é claro, não me deixou em um bom estado.
Por exemplo, eu comecei a comer mais ovos crus do que já tinha comido em toda vida, para ter uma ideia, naquele mesmo dia em que Sango revelou meu segredo, quando Inuyasha chegou ao quarto...
_Ah Higurashi fala sério! Cara para com isso! Ah cara! – dizia Inuyasha enquanto com uma mão segurava meu ombro e com a outra batia suavemente nas minhas costas, porque eu estava vomitando – Fala sério cara! Ah cara! O que foi que você comeu afinal?!
_O... – tentei dizer, mas voltei a vomitar – Ovos.
_Ovos! – ele repetiu incrédulo, dessa vez segurando-me pelos dois ombros – Estavam podres é? Quantos ovos você comeu afinal?
_12? 15? Realmente não sei. – tossi ajeitando-me trêmula, e fechando a tampa do vaso para dar descarga – E eles não estavam podres, apenas crus.
_Você comeu quinze ovos crus?! – ele gritou se levantando.
_Não grita. – choraminguei deitando minha cabeça na tampa do vaso – Estou com dor de cabeça.
Eu o ouvi suspirar e então senti meu corpo sendo içado para cima, ele colocou um de meus braços em volta de seus ombros e me levou para o quarto.
_Ovos. – resmungou – E eu pensando que você estava de ressaca.
_Eu não bebo. – neguei sentando na minha cama e vendo-o sair.
No principio achei que ele tinha me abandonado, e por que não faria isso? Se até Sango, que era minha melhor amiga desde sempre havia me traído, porque Inuyasha, que só me conhecia há uns poucos meses ficaria ao meu lado?
Mas então, para minha surpresa, alguns minutos depois ele retornou, carregando algumas torradas integrais – disse que era bom comer torradas depois de vomitar – deixou-as na mesa e foi ao banheiro para pegar uma toalha molhada com água gelada que usou para limpar meu rosto.
_Por que esta fazendo isso? – perguntei.
Ele apenas sorriu.
_Ei, hoje é você, mas amanha pode ser eu. E vou querer alguém para segurar meu cabelo.
Foi estranho, mas Inuyasha cuidou de mim, e não foi só dessa vez. Além dos casos de vômito – foram três ao todo – eu também tive um episódio de paralisia do sono, que ocorreu quatro dias depois da primeira vez que vomitei na frente de Inuyasha.
Acordei sem mais nem menos no meio da noite, mas não consegui abrir os olhos, ou mover-me, sentia como se houvesse alguma coisa em cima de mim, segurando-me, podia até sentir seu hálito em meu rosto, quis gritar... Mas não consegui!
Entrei em pânico, embora soubesse que isso não é o mais aconselhado num caso de paralisia do sono.
Caso estejam interessadas em saber, a paralisia do sono é uma sensação terrível, na qual você acorda, mas não consegue se mexer e nem falar, em casos mais extremos chega até mesmo a sentir uma presença hostil e sobrenatural, isso ocorre porque nossos músculos ainda estão dormentes, nosso cérebro ligou, mas eles ainda não, e o pânico nos leva a ter alucinações, como essas presenças sobrenaturais.
É que durante o sono o cérebro desliga-os para que não repitamos na vida real tudo que fazemos no sonho, claro que às vezes isso falha e ocorre o sonambulismo.
Dizem alguns que o stress é um dos principais causadores da paralisia do sono.
E de repente, senti uma puxada de dor em meu braço esquerdo.
_Ai! – consegui gritar, e, para meu alivio, voltei a conseguir mover-me também e sentei.
_Você estava tendo um pesadelo. – disse-me Inuyasha de pé ao lado da minha cama – Por isso te belisquei.
_Obrigado. – agradeci olhando-o com a respiração descompassada – Como sabia?
_Eu estava vendo TV, e ai escutei seu coração acelerar e você começou a feder a medo. Imaginei que teria algo errado.
É claro que durante esses dias Naraku não me deixaria em paz, já quem em vinte e quatro desses vinte e sete dias ele esteve me pressionando, e começo a acreditar que nem é por causa da irmã dele, e sim por puro sadismo, aquele cara gosta de sentir que tem os outros nas mãos.
E assim, eu cedi à pressão e liguei para mamãe.
_Kagome! – ela atendeu – Nossa, é meu aniversário e eu não sabia? Você e Sota ligando no mesmo dia!
_Sota também ligou?
_Ah sim, não tem nem duas horas, ele liga toda semana, embora nunca saiba direito que horas deve ligar, sabe o fuso-horário ainda o deixa bem confuso.
_Ah certo, ei mamãe... Eu estive pensando.
_Sim Kagome?
_É que uma... Garota aqui da faculdade reconheceu-me, e ela nem precisou fazer muito esforço para isso, sabe? – isso me fez pensar, que eu deveria ter usado ao menos uma barba falsa – E ela também quer ser modelo. Será que há algo que a senhora possa fazer por ela? É importante.
_Ah deixe-me pensar... – ela ficou um tempo quieta – Bem, eu andei procurando alguns pequenos serviços para você, sabe para que não perdesse a prática, e havia uma produtora procurando uma modelo para uma trilogia de comercias para uma empresa de cosméticos, mas eles recusaram você por ser muito bonita, e já ter algum... Reconhecimento.
Não acredito que ela esta tentando me arranjar trabalho mesmo a distancia!
_O que quer dizer com isso?
_Bem eles queriam alguém que ainda não fosse conhecida, para mostrar nos comercias como passo a passo, usando os cosméticos qualquer mulher pode tornar-se espetacular, ou qualquer coisa assim, mas disseram que se você fosse a garota propaganda o produto nunca venderia porque ninguém acreditaria que é graças a ele que você tem esse rosto. Por isso precisavam de uma garota mais comum.
Devo me sentir lisonjeada? Estou meio em dúvida.
_Ah certo...
_Mas vou procurar o contato deles para sua amiga. – prometeu – E te dou a resposta depois.
E até hoje nada.
No dia seguinte voltei a vomitar. Parecia que meu estomago não estava aceitando muito bem minha nova dieta da depressão de quatro ou cinco ovos crus diários, e isso somado a toda a agitação do treino que eu tinha acabado de acabar... Desta vez eu estava no vestiário.
Vomitei até quase virar do avesso.
Kouga e Kohaku – que ainda montavam guarda para mim do lado de fora do vestiário – ficaram muito preocupados comigo, mas depois de vomitar tanto eu só queria ir para o meu quarto dormir. É claro que achei um bruto exagero da parte deles quando colocaram meus braços sobre seus ombros e foram me levando para meu quarto meio me arrastando meio me carregando.
_Sério, gente não precisa de tudo isso. – afirmei enquanto era levada – Eu posso andar sozinha. Verdade.
_Eu só não entendo porque não nos disse que estava passando mal. – Kohaku comentou.
_Eu só vomitei um pouquinho, não é nada demais. – suspirei – Só o que acontece é que comi ovos crus demais.
_Eca.
Murmurou Kouga com o rosto esverdeando-se instantaneamente, provavelmente lembrando-se de quando o convenci a comer um ovo cru.
_Você esta assim... Por causa da minha irmã. Não é?
Kohaku perguntou-me. Olhei para ele sem saber dizer até que ponto ele sabia sobre a minha situação com Sango, e fiquei de coração partido, pobrezinho do meu doce Kohaku, sempre fica na linha de fogo entre Sango e eu.
_Talvez. – confirmei com os olhos fixos em meus pés.
_Ei Higurashi, por que está sendo carregado assim? – ouvi a voz de Inuyasha se aproximar por trás de nós – Levou alguma surra foi?
_Não. – Kouga respondeu em meu lugar. – Só andou vomitando no vestiário. Ovos crus.
_O que, de novo? – Inuyasha passou por nós para abrir a porta do quarto – Será que você não aprende mesmo a lição Higurashi?
_Não é de propósito. – defendeu-me Kohaku, me ajudando a entrar no quarto, mas Kouga precisou me soltar porque é claro que não passaríamos os três ao mesmo tempo pela porta. – É como um TOC. Ou algo assim.
_Não achar melhor irmos buscar algo para beber? – Kouga sugeriu, enquanto Kohaku punha-me sentada na cama.
_É uma boa ideia. – Kohaku concordou – Espere aqui, vou pegar um pouco de chá de gengibre para você.
_Chá de gengibre? – Kouga indagou quando Kohaku começou a se afastar de mim – Você parece até a minha avó falando.
_E o que você sugere então? – questionou passando por ele.
_Água gelada é claro! – respondeu Kouga o seguindo.
_Não. – negou Kohaku – Isso só vai provocar mais vômito!
_E o que mais Higurashi tem pra vomitar? – as vozes iam se afastando – Só se for o próprio intestino.
_Temos que dar chá... – insistia Kohaku.
Mas ai Inuyasha fechou a porta e parei de ouvir as vozes deles.
_Você tem ideia do quanto você é esquisito Higurashi? – perguntou vindo sentar ao meu lado.
_Do que está falando?
_É que a maioria dos caras simplesmente enche a cara quando termina com a namorada. – ele tirou um batom de chocolate do bolso e ofereceu metade a mim.
No final acabei pegando no sono, mas Inuyasha me disse que Kohaku e Kouga ainda voltaram para me ver, história essa que as duas garrafas em cima da mesa – uma de chá de gengibre e outra de água – confirmaram.
Uma semana depois, voltei a vomitar, não foi tanto quanto das ultimas vezes, e desta vez achei que estava sozinha no quarto, mas quando sai do banheiro encontrei Inuyasha sentado na cama com o notebook no colo.
_Já pensou em parar de comer todos esses ovos crus? – perguntou me oferecendo um chiclete.
_Já parei. – me sentei do lado dele e aceitei o chiclete. – Esses foram os de anteontem.
Ele me olhou desconfiado, mas não disse mais nada.
Para ser sincera eu ainda estou comendo, um ou dois ovos crus por dia, mas o que eu podia fazer? Deu pra ver nos olhos dele que se eu falasse a verdade ele ia me internar em algum hospital para desintoxicação.
E por fim antes de finalmente chegarmos ao dia de hoje, e a razão para o irmão de Inuyasha ter nos "despejado" e agora estarmos de malas e tudo em frente ao quarto 96, que tal darmos uma olhadinha no que aconteceu trinta e sete horas antes?
Era quarta-feira, e o relógio havia acabado de marcar 21h00min, mas Inuyasha já estava esparramado em sua cama, para lá do décimo quinto sono, acontece que na noite anterior ele havia ficado acordado a maior parte da noite estudando, ou vendo filmes, depende do ponto de vista – acontece que ele jura que aqueles filmes "300" o um e o dois, foram recomendados pelos professores dele – e depois durante o dia, não ficou um minuto sequer parado, corre dessa aula para aquela, faz este trabalho entre essa e aquela, pesquisa aquilo, estuda isso, vai para o treino... De forma que na primeira oportunidade ele simplesmente desabou na cama e entrou em coma, enquanto eu estava sentada á mesa comendo meu jantar instantâneo e usando o notebook dele, evitando ao máximo olhar para o lado – mesmo pelo canto do olho – o motivo vocês logo saberão, com ventilador de teto ligado no máximo, porque embora o verão ainda não tivesse chegado, ele já batia com toda força à nossa porta. Foi quando alguém, literalmente desta vez, bateu na porta.
_Já vai. – respondi me levantando.
Fui até a porta, com os olhos fixos na maçaneta. Não olhe para o lado Kagome. Não olhe para o lado!
_Sim? – atendi.
Juro, eu podia esperar que qualquer estivesse batendo na porta – até o Barney! – qualquer um mesmo, menos Sesshoumaru, o meio irmão de Inuyasha.
Ele inclinou a sobrancelha ao me ver.
_Você aqui?
Meu sangue congelou. Ai Buda ele me reconheceu. Rápido Kagome, pense rápido!
_Hã... Sim, eu. – falei com uma encenada expressão confusa – Desculpe. Conhecemo-nos?
Ele me olhou fixamente, como se estivesse tentando ler meus pensamentos, mas ai, de repente, pareceu decidir que isso não era importante.
_Vim falar com Inuyasha.
Anunciou indo logo entrando no quarto. E junto com ele também entrou uma mulher de uns trinta e tantos anos, que usava roupas formais e cabelos escuros presos num coque.
Meu rosto ficou vermelho e começou a pinicar sentindo a vergonha alheia, quando os dois pararam no meio do quarto e viram Inuyasha dormindo todo esparramado em sua cama usando somente uma cueca Box vermelha.
Sim, era por isso que eu estava evitando a todo custo olhar para o lado.
Afinal tenho pudor, não vou ficar olhando para um garoto dormindo de cueca.
A mulher pigarreou.
_Talvez devêssemos voltar outra hora?
_Outra hora estarei ocupado. – Sesshoumaru respondeu – Acorde-o.
_Eu? – perguntou a mulher ao seu lado.
_Não. – ele olhou-me por cima do ombro – Você.
_O que? – com os olhos arregalados olhei de um lado para o outro – Eu? Como assim eu?
_Apenas acorde-o de uma vez.
_Hã... Ok. É, tá certo, vou acordá-lo. – Passei reto por entre eles e coloquei minhas mãos nas costas de Inuyasha para sacudi-lo. – Ei Inuyasha! Ei Inuyasha!
Em resposta Inuyasha virou-se de lado, encolheu-se numa bola e colocou o travesseiro em cima da cabeça.
_Inuyasha! – chamei pegando o travesseiro – Acorda Inuyasha!
Ele resmungou uma série de palavras inteligíveis, das quais eu pude identificar apenas "Vai", "Ver" e "Esquina". Comecei a bater nele com o próprio travesseiro.
_Inuyasha depois você dorme, o seu irmão está aqui!
Ele voltou a mudar de posição, ficando assim de costas para mim.
Olhei para trás e lancei um sorrisinho constrangido a Sesshoumaru e a mulher que o acompanhava.
_Só um momentinho, por favor.
E decidida que agora era hora de apelar, dei a volta correndo na cama, e parando em frente à Inuyasha usei as mãos para tampar sua boca e nariz. Por dois segundos nada aconteceu, e cheguei a pensar que Inuyasha tinha algum poder oculto de respirar por outro lugar que não fossem a boca ou o nariz, mas então ele começou a se agitar, sacudiu a cabeça de um lado para o outro, e as mãos afastaram as minhas de seu rosto.
Ele sentou-se ofegante segurando firmemente os meus pulsos.
_Higurashi! – exclamou – Qual o seu problema afinal?!
_Seu irmão está aqui. – respondi.
_O que? – na mesma hora ele virou-se. – Sesshoumaru o que esta fazendo aqui?!
Sesshoumaru respondeu em uma única palavra:
_Rin.
E acho que foi ai que ele notou a mulher parada ao lado de Sesshoumaru, porque ficou vermelho da cabeça aos pés, e eu posso dizer com toda certeza que foi da cabeça aos pés, e cobriu-se com o travesseiro.
_Mas que invasão é essa?!
_Invasão nenhuma. – Sesshoumaru respondeu – Essa... Pessoa. Deixou-nos entrar.
Inuyasha me olhou zangado, neste momento eu procurava por uma calça para ele no guarda-roupa.
_Qual o seu problema afinal? Não viu que eu não estou vestido?!
_Eles que já foram entrando! – defendi-me jogando a calça em sua direção – Não tive culpa!
_Caramba da pra olhar pro outro lado mulher? – ele disse se levantando para vestir a calça.
A mulher girou os olhos. E respondeu indiferente:
_Garoto, eu poderia ser sua mãe!
_Minha mãe é mais bonita. – Inuyasha resmungou abotoando a calça e fechando o zíper – Quem é ela Sesshoumaru? O que vocês querem?
_Esta é Sato Mayume, da secretaria da universidade. – Sesshoumaru apresentou. – Viemos tratar de negócios.
Mais tarde Inuyasha me explicou que aquela visita surpresa que Rin nos fez foi para constatar se o quarto dele era tão ruim quanto ele dizia, e a resposta foi sim, ele é ainda pior, então ela convenceu, ou obrigou sei lá, Sesshoumaru a vir até aqui.
E eu também entendi que "Viemos tratar de negócios" foi apenas um eufemismo que Sesshoumaru usou para "Viemos despejar vocês temporariamente.". Acontece que ele foi até lá somente para avisar que devíamos abandonar o quarto em 40 horas e deixá-lo desocupado por nove dias, porque ele seria repintado, e dedetizado, uma central de ar também seria instalada, e o chuveiro concertado – chega de água gelada. Uhu!
A universidade não se opôs em nada, porque tudo sairia do bolso de Sesshoumaru.
Apesar de ter sido temporariamente despejada, por um lado fiquei feliz, porque isso significa que Inuyasha não vai mudar de quarto.
Claro que ter sido despejado não foi, particularmente, um grande problema para Inuyasha, já que menos de doze horas depois Kohaku veio me procurar quando eu ainda tomava café da manha.
_A senhorita tem lugar para ficar? – perguntou-me.
Olhei-o confusa, segurando um biscoito a meio caminho de minha boca.
_O que?
_Inuyasha procurou Miroku para perguntar se podia ficar uns dias conosco, porque o quarto dele vai passar por umas reformas. E a senhorita é colega de quarto de Inuyasha.
_Ah. – falei – Bem na verdade eu estava pensando...
Em nada.
Dez horas depois e eu ainda não tinha ideia do que fazer, não tinha para onde ir, estava brigada com Sango, e mesmo que não estivesse não poderia ficar com ela, primeiro porque garotos são proibidos nos quarto femininos, e eu estou me passando por garoto, segundo por causa de Kikyou, e por mais gentil que Kohaku fosse, a ideia de pedir para ficar com ele por uns dias nem me passou pela cabeça, afinal o seu colega de quarto é Miroku, e dele quero manter distancia.
_Pode ficar conosco também se quiser. – ofereceu solicito – Eu posso te ceder a minha cama...
_Não Kohaku. – ergui a mão – Sério, está tudo bem, eu tenho onde ficar.
Com certeza mentir tão deslavadamente para alguém tão gentil quanto Kohaku não é um pecado leve a se pagar, mas o que mais eu poderia fazer? Não queria preocupar Kohaku.
_Verdade? – ele inclinou a cabeça de lado.
_Claro! – respondi com um sorriso – Além do mais quatro num quarto só ficaria muito apertado, não é?
_Acho que sim... – ele concordou – E onde é?
_O que?
_O lugar que vai ficar por esses dias.
_Ah... – eu não tinha pensado nisso.
Olhei em volta a procura de alguma ideia, mas Kohaku logo percebeu a farsa, e suspirando sentou-se a minha frente.
_Não precisa mentir só para não me deixar preocupado. – afirmou – Afinal pense comigo, como vou ficar mais preocupado? Sabendo que não tem onde dormir, ou encontrando-a dormindo na sarjeta?
Por dois segundos fiquei sem palavras.
_Mas eu realmente tenho onde dormir! – afirmei logo em seguida.
Ai que Buda não permita que após a minha morte o rei Enma seja tão cruel comigo quanto estou pensando que mereço por mentir tão descaradamente para alguém aparentemente tão puro quanto Kohaku. Sério, parece até um pecado mortal!
_E onde é? – ele insistiu.
Foi ai que Kouga apareceu – sério todo esse pessoal parece ter um talento nato só para brotar do chão – acho que ele estava na mesa ao lado, porque apareceu pro trás do meu sofá – eu estava numa daquelas mesas perto da janela, tipo lanchonete dos anos setenta em que o assento é um único sofá que rodeia boa parte da mesa – passou o braço em volta de meu pescoço e disse:
_Comigo é claro!
Parecendo meio na duvida, Kohaku franziu o cenho e, talvez querendo saber se ouviu certo, repetiu:
_Com você?
_Higurashi falou comigo, mas acho que minha resposta não foi muito clara, porque não funciono direito de manhã. Desculpe por isso. – ele mostrou o polegar erguido para Kohaku – Não precisa se preocupar, vou deixar Higurashi bem à vontade, na verdade tenho certeza que ficara muito confortável, pois não tenho colga de quarto.
Como se tivesse recebido um choque, e dos fortes, desvencilhei-me de Kouga e imediatamente afastei-me dele.
_Como assim você não tem um colega de quarto?
Kouga cruzou os braços sobre o apoio do sofá e deitou a cabeça sobre eles.
_Eu até tinha nas duas primeiras semanas do ano retrasado quando comecei a estudar aqui. – ano retrasado? Isso significa que ele está no terceiro ano! Eu não tinha ideia! – Jackotsu, cara bacana, um ou dois anos mais velho, acho, bem organizado, alegre... Um pouco excêntrico também.
_E o que aconteceu? – Kohaku perguntou, dando voz a minha curiosidade.
Kouga suspirou.
_Odeio admitir, mas acho que basicamente fui criado como um herdeiro mimado. Então simplesmente ofereci... Uns dois meses da minha mesada a Jackotsu, para ele se mudar.
Pisquei.
_E ele aceitou?
Kouga ergueu a cabeça e me olhou curioso.
_Aceitou. Ué. Usou um terço do dinheiro para comprar um apartamento de classe média aqui perto e dar entrada no carro. O resto investiu numa poupança, acho.
_Com um terço do que você ganha em dois meses ele comprou um apartamento e deu entrada em um carro?! – perguntei de queixo caído.
Kouga olhou para cima, passando a mão na nuca.
_Espera, ele só deu entrada ou pagou adiantados os cinco primeiro meses também? Eu não consigo lembrar.
E também parecia não fazer ideia de que, pelos meus cálculos, para pessoas comuns – como Kohaku e eu – ele havia oferecido uma verdadeira fortuna a esse Jackotsu.
_Mas e depois? – Kohaku indagou, chamando a atenção de Kouga.
_Hã? Como assim depois?
_E no segundo semestre? E no ano anterior? E neste ano? Não voltaram a te dar um colega de quarto?
_Ah, isso. – compreendeu. E rindo um pouco explicou: – Bem, menos de uma semana depois meus pais descobriram tudo. Até agora não sei como. E foram falar com Jackotsu, para pergunta-lhe quanto ele iria querer para... Cuidar de mim. Isso segundo as palavras deles.
Acrescentou rapidamente, de bochechas coradas.
_Cuidar de você? – Kohaku perguntou – Como se você tivesse cinco ou sete anos de idade?
_É. – Kouga suspirou – Então desde então, três vezes por semana Jackotsu aparece, limpa e arruma todo o meu quarto, troca os lenções de cama, traz a roupa limpa, leva a suja, e o que mais precisar. Meus pais também fizeram umas... Digamos. Doações generosas.
_Suborno. – falei. – Propina.
_Pois é, mas não usamos esses termos. Em fim, a universidade ficou tão agradecida com a generosidade dos meus pais que concordaram em não me atribuir mais nenhum colega de quarto pelo resto do meu curso. Também me deixaram ficar no mesmo quarto desde que comecei a estudar aqui, sendo que o normal seria um quarto diferente a cada ano.
_Ah, a mana chegou. – Kohaku comentou se levantando, ele lançou-me um olhar de desculpas – Já vou indo.
_Tudo bem. – sorri, mas assim que ele se foi, encarei Kouga seriamente.
_O que?
_Quanta corrupção. – censurei.
Ele suspirou.
_Corrupção não. Apenas uma... Troca amigável de favores.
Suspirei. Com todos esses privilégios que o nome e dinheiro de sua família trazem, me pergunto se Kouga realmente sabe o que é ser um bolsista... De qualquer forma devido ao seu histórico – o que? Acharam que eu tinha esquecido que ele é um atrevido e que já me beijou duas vezes sem permissão? – eu, de forma alguma, dividiria o mesmo quarto que ele por nove noites seguidas sem um cão de guarda, por assim dizer.
_Ah, por favor, Inuyasha!
Implorei algumas horas depois enquanto jantávamos, acho que ele estava tentando garantir que eu parasse de me entupir de ovos crus, porque estava cansado de me aguentar vomitando.
_Não.
Ele respondeu em tom entediado, devia ser a sétima vez já que eu perguntava isso a ele, enquanto mexia sem muito interesse em sua comida, acho que o fiz perder o apetite, e vocês sabem que isso não é coisa lá muito fácil, o que significa que sim, eu posso ser insuportavelmente chata quando quero.
_Mas por que não? – reclamei.
_E por que eu iria? – ele retrucou.
_Vamos lá Inuyasha! – insisti – Não me deixa sozinho lá!
_Afinal qual o seu problema? – perguntou apoiando o rosto numa mão.
Por baixo da mesa torci as mãos com força.
_É que... Tenho dificuldade em me adaptar a ambientes estranhos.
Isso não é de todo uma mentira, mas de qualquer forma aquilo pareceu chamar a atenção dele.
_Como é?
_Lembra quando nos conhecemos? Brigávamos por qualquer coisa.
_Lembro. E dai?
_Bem claro que boa parte disso foi culpa da sua implicância fora de série. – ajeitei a franja que me caia sobre os olhos – Mas eu também estava na defensiva, é um hábito meu, se me encontro em um local estranho entro automaticamente na defensiva.
Mas só se o ambiente se mostrar hostil, o que, tenho certeza, é tudo que Kouga não será só que Inuyasha não precisa saber dessa parte.
Na verdade, além do dia em que conheci Inuyasha, só uma vez eu me coloquei na defensiva, foi quando eu tinha sete anos, eram as férias de inverno e mamãe tinha me levado para um ensaio fotográfico, mas eu me recusei a ficar de saia e blusa de alcinhas em frente a um fundo pintado de um lugar tropical para bater as fotos, quando a temperatura estava -5°C!
_Dá pra ver que é mesmo uma amadora. – ouvi uma das outras modelos dizer, acho que tinha uns doze anos.
_Uma garotinha mimada. – respondeu a outra, com dez ou treze anos, fica difícil saber com toda aquela maquiagem – Pensa que só porque é um pouquinho mais bonita que a média já pode dar uma de estrela.
Minha resposta? Duas bolas de neve bem dadas, uma naquele rosto cheio de maquiagem da segunda garota, a outra no cabelo cheio de laque da primeira garota, o problema foi o escândalo que elas fizeram por uma bobagem dessas.
Acabei não batendo as fotos, mamãe ficou zangada, muito zangada mesmo, disse que eu tinha de ser mais profissional, que era natural que as outras meninas estivessem com inveja por eu ser bonita e mais um monte de bla, bla, bla.
Claro que o fato de que naquele dia eu havia ganhado o segundo lugar num concurso de soletrar da TV – no qual a escola tinha me colocado antes das férias – e mamãe nem ter ligado foi uma força importante que também impulsionou aquelas bolas.
_Então você sabe soletrar? Que bonitinho. – ela falou quando foi me buscar no estúdio – Mas vamos embora, ou nos atrasamos para a sessão de fotos.
A minha frente Inuyasha ainda brincava com sua comida.
_E o que isso tem haver comigo? – ele me olhava entediado – Você já conhece o lobo, não vai ficar na defensiva.
É justamente por conhecê-lo que estou na defensiva.
_Mas o ambiente é estranho! – argumentei – Você foi obrigado a me suportar porque a reitoria impôs assim, mas se o Kouga se chatear comigo... Pode muito bem me por pra fora. E aí fico sem ter onde dormir. Mas se talvez você estivesse lá... Bem talvez tendo algo familiar por perto eu ficasse mais seguro.
Isso sem contar que Kouga não vai tentar nada se o Inuyasha estiver por lá, mesmo que ele não saiba que esta sendo meu escudo.
_Você é realmente um cara muito estranho.
_E você não me diz outra coisa, além disso, já tem mais de três semanas. – retruquei.
_Se ele te colocar para fora. – Inuyasha colocou um hachi na boca e desviou o olhar – Tenho certeza que o Miroku e muito menos o Kohaku, não vão se importar de te deixar ficar lá por uns d...
_Não vou ficar mais perto do que o estritamente necessário de Miroku! – afirmei firmemente, batendo a mão na mesa, mas quando percebi o que tinha dito corei e tentei concertar – Digo... Quatro em um quarto só ficaria muito apertado. E como Kouga não tem colega de quarto...
Ainda mastigando a ponta do hachi Inuyasha me olhou pelo canto do olho.
_Entendi.
_Então você vai? – animei-me.
_Não.
E foi assim que todas as minhas esperanças caíram por terra.
_Por que não?
_Porque não é problema meu. – ele levantou-se.
Agarrei sua camisa quando tentou passar por mim.
_Vamos lá Inuyasha, você me deve essa!
Ele arqueou uma sobrancelha.
_Como exatamente eu te devo alguma coisa?
_Ora seu ingrato, eu lavo, e passo para você desde o primeiro dia, provavelmente cozinharia também se não comêssemos aqui!
_Te pago outro dia então. Porque só o cheiro daquele cara me dar dor de cabeça.
Ele tentou se afastar, mas agarrei sua camisa com ainda mais força.
_E se eu arranjar um encontro com Kikyou para você?! – sugeri desesperada, as palavras, por alguma razão, amargas em minha boca – Olha que eu conto pra Kagome que não quis me ajudar!
Inuyasha parou.
_Está falando sério?
Eu sorri, mas tinha vontade de chorar, meus hormônios estão um pouco fora de controle, acho que por esses dias já devo ter uma visita.
_Sim estou! – falei – Falo com Kikyou e...
_Não. – ele virou-se – Vai mesmo contar pra Kagome que não quis te ajudar?
_Vou. – afirmei sem saber que importância aquilo tinha pra ele – Na verdade, vou fazer a sua caveira para ela.
Inuyasha trincou os dentes.
_E que diferença faz? Ela não quer mais me ver, de qualquer forma.
Distraidamente o larguei.
_Como assim? O que te faz pensar assim?
_Não a vejo a mais de um mês. – ele respondeu. Ops. – Ela por acaso já voltou para casa?
_Hum... Sim. – falei, estou me tornando muito mentirosa esses tempos... Acho que é influencia da roupa. – Mas vai voltar ainda muitas vezes para cá, assinou um contrato então... Acho que domingo ela já deve ter voltado.
Um pequeno fato interessante que me lembrei agora: é cientificamente comprovado que homens mentem mais, mas as mulheres mentem melhor.
_Muito bem. – ele concordou – Vou para a toca do lobo com você Higurashi, mas nem pense em dizer qualquer coisa de ruim de mim para sua irmã.
Aquilo me deixou tão indescritivelmente feliz que sem pensar duas vezes eu pulei em Inuyasha e o abracei.
_Valeu Taisho! Valeu mesmo!
_Saí pra lá Higurashi! – exclamou me afastando.
_Foi mal. – dei um sorriso amarelo.
_Tá, mas que não se repita. – ele respondeu sem virar-se.
E isso me levou a um questionamento: Qual o problema dos homens com demonstrações de afeto entre eles? É sério, se duas garotas se abraçam, ou trocam alguns beijinhos carinhosos – estou falando das bochechas! – ou até se dão as mãos, tudo bem, mas dois homens? Nem pensar!
Quero dizer, já parou pra pensar no tipo de abraço que eles dão? É aqueles acompanhados de tapas tão fortes nas costas que uma eu já teria vomitado os pulmões.
Mas deixando minhas divagações sem sentido de lado, que tal voltarmos ao presente?
_As minhas mãos estão ocupadas. – afirmei – Bata você!
_E que culpa eu tenho de você ter trazido tudo o que tinha? – ele devolveu – São apenas uns dias Higurashi, você não vai se mudar, pra que trouxe tudo isso?
Realmente, eu tinha trazido todas as minhas coisas, exceto a minha cama.
_Porque não quero voltar e encontrar tudo fedendo a inseticida e tinta.
Isso sem contar o fato de que não quero correr o risco de alguém acidentalmente encontrar minhas roupas intimas femininas, na minha ausência.
Inuyasha girou os olhos de forma exasperada.
_Mas se é por isso que vamos passar mais de uma semana fora! Você não está achando que eles vão levar todo esse tempo ajeitando o quarto né? Também são uns dias a mais, pro quarto arejar e sair o cheiro.
_Não me interessa, eu...
_Achei que você só vinha mais tarde. – ouvi Kouga dizer. – Se soubesse que vinha agora tinha arrumado um pouco as coisas.
Olhei para trás e o vi parado logo ali, usando roupa de academia e uma toalha em volta do pescoço.
_Você nem sequer estava... – constatei – E nós aqui parados igual a dois idiotas pra saber quem batia na porta.
_Nós? – e só então ele notou Inuyasha ali comigo – Ah, cara de cachorro, que faz aqui? Achei que ia ficar com o Kohaku e o Miroku.
Com as mãos nos bolsos Inuyasha encolheu os ombros.
_Pequena mudança de planos, Miroku esta com a irmã do Kohaku, então as coisas não devem estar exatamente... Em paz, por lá.
Pensando bem, até que ele tem razão, eu não tenho certeza se Kohaku já sabe do relacionamento da Sango com o Miroku, que foi a causa do nosso rompimento – tanto o namoro de mentira quanto a amizade verdadeira – mas eu não gostaria de estar por perto quando ele descobrisse.
_Por mim tanto faz então. – Kouga tirou as chaves do bolso e destrancou o quarto. – Mas eu só estava esperando por um hóspede então você vai ter que se arranjar pra dormir cara de cachorro, mas por mim, pode dormir até na banheira.
Ele tem uma banheira?
_Feh.
Fez Inuyasha entrando – de muita má vontade – no quarto 96, eu entrei logo atrás.
E no momento que me vi dentro do território do lobo, eu percebi que de nada havia adiantado trazer um cão de guarda, eu havia caído em sua armadilha, e agora dificilmente conseguiria escapar dela.
*.*.*.*
Pronto desde 01/06/14, finalmente, eu e essa minha mania de anotar tudo!
Eu confesso, quando fiquei sozinha em casa coloquei o dedo na garganta e tentei forçar o vômito, mas não deu certo, a comida parecia presa em meu estômago, tossi, tossi, e nada saiu, passei mal e tive dor de cabeça o resto do dia.
Mas mudando completamente de assunto... Caramba, esse capitulo foi ficando tão grande que tive que o dividi em três partes! O.O
Respostas as review's:
Priscila Cullen: Bem, pra ser sincera, devia ter sido neste aqui, mas como expliquei neste pequeno comentário logo acima de "respostas as review's" o capitulo acabou ficando tão grande que o dividi em três partes. ^^'
Agome chan: Jura? KKKKKK a minha mochila costumava ser assim antigamente também!
Vai tirando o cavalinho da chuva, ele não vai mudar de quarto não – KKKKK – Sesshoumaru veio com outra solução!
Pois é, quando cai a lágrima da Kagome, dá mesmo vontade de pegar ela no colo e ficar ninando a menina.
ThaliCarvalho: Bem é que a Sango não pensou muito no assunto, foi assim supetão.
Tranquila que ele não muda de quarto não, já deu pra perceber que pra onde a Kagome vai ela arrasta ele junto né? Haha Kouga já gastou uma grana pra não ter que dividir o quarto com ninguém, embora, como vimos, ele não fique particularmente incomodado com a Kagome (lobo sabido não é?).
Kikyou desistir? Não, só há uma maneira de fazê-la desistir...
Belle: Verdade, não da pra prever os movimentos de uma mulher apaixonada, tranquila, se ele pensar em abandonar o Higurashi sozinho "ele" vai e conta tudo para a "irmã", e sabemos que Inuyasha não quer isso!
Marieta100: Bem, foi interação Inu/Sota o bastante para você? ^^ D. Izayoi... Ainda estou pensando em uma próxima aparição para ela. Não se preocupe, só estavam os três lá mesmo.
Yogoto: Exatamente por isso que estou afastando cada vez mais ela da Sango, não percebeu? ^^ Quanto mais ela se afasta da Sango, mais ela interagi com Inuyasha e mais próxima do Inuyasha fica! Sabe que eu nem tinha percebido que sempre termino com uma treta? KKKK
Kiaraa: Bem, e será que você adivinha quem será a próxima pessoa que vai descobrir? ;)
joh chan: Antes de mais nada queria te agradecer pela review em "A absoluta Eudaimonia", aparentemente você foi a única que deu uma chance a esta oneshort, já que todas logo que viram que era da Kikyou simplesmente passaram direto... Algo realmente triste, porque em minha opinião foi uma das minhas oneshort's mais bem trabalhadas, enfim, parece que é a história da trilogia de "Peça de um quebra-cabeça" tudo de novo.
Agora sim, vamos lá a sua review de Ela é o Cara!
Sango que maldade, magoou a Kagome e a joh chan! Ou será que a maldade foi minha por ter escrito? *pensativa*
Você é do contra, simples assim! KKKK
Ranika: Ah sim, se não o que seria de minha bela historinha de comédia se não tivéssemos um final feliz depois?! ^^
Bem, já que você esta tão ansiosa, vou te dar um pequeno SUPER spoiler: eles vão começar a se beijar a partir de um capitulo que pretendo chamar de "O ataque da coelhinha da lua!".
Você não foi intrometida, a começar porque sou eu que me exponho desse jeito na internet, obrigada por suas palavras gentis.
EllenChaii: Violência não faz o estilo da Kah... Por isso ela fugiu. Parabéns, que você e seu celular sejam felizes!
carol-bombom: Uma semana? Não, nossa Kagome é bem mais dramática que isso! Tente um mês.
