36 Isso é o que se faz quando se ama

Snape se acordou, de novo acabou dormindo, alguém apertou seu braço, verdadeiro Harry! Volteou ao lado, o garoto suava e queixava-se ligeiramente, agora que ele pensava, o tempo tinha expirado, o jovem já deveria estar acordado, Snape começou ao mover.

–Harry se encontra bem?

Uma voz se escutava Harry estava abrindo seus olhos, quando ao fim pôde focar a situação, se deu conta da preocupada voz de Snape que perguntava seu estado, então o anterior tinha sido só um sonho?

Snape entregou os óculos, estava na habitação de para um momento, olho a seu professor de poções, este não se olhava jovem, mas suas mãos em seus ombros, se sentiam igual de cálidos, uma forte pulsada em sua cabeça o fez retorcer-se, os braços se aferraram com mais força puxando, o jovem só sentiu ser levado como uma princesa em braços por seu professor de poções.

Algo não estava bem, não esperaria a obter uma resposta do rapaz, só uma coisa se lhe pôde ocorrer e sem sequer perguntar, simplesmente lhe levaria a Madame Pomfrey.

Ou-ou

Harry foi deixado em uma das camas da enfermaria enquanto escutava ao maior gritar por ajuda como se alguém estivesse morrendo, o Griffyndor duvidaria de creem naquilo ainda que tivesse um corpo agonizante, após tudo é um ex -comensal, um malvado professor, um que se preocupava por ele? Por Harry Potter? De seguro continuava em seu sono se era assim possivelmente ninguém estivesse na enfermaria, então Snape se lhe acercaria, o beijaria e o tocaria e se sentiria muito bem e quiçá terminaria o que tinha iniciado em seu sonho anterior?

Harry esperou a ver que passava, via como Snape caminhava de um lado para outro, sorriu zombador, não tinha ninguém, que raro, pensou, viu como o pocionista se acercava, bem se isso ia passar era melhor não se resistir e se apressar, se tinha algo de sorte apareceria jovem como aquela vez.

Ele tomou desprevenido ao professor de poções pendurando de seu pescoço para beija-lo nos lábios, Snape estava mais que surpreendido.

–Mas que passa aqui!

Madame Pomfrey tinha aparecido Harry olho-a incrédulo e depois se percebeu de que estava beijando ao gorduroso de Snape, o soltou se fazendo o mais possível para trás, não estava sonhando, o tinha beijado, em verdade o tinha feito!

Snape recobrou o sentido de imediato –rápido revise.

Madame Pomfrey olhou a Severus preocupado e depois a um Harry aterrorizado, ao que parece não era a intenção de Potter o beija-lo ou sim? E se tinha dado esse beijo intencionalmente, então esperava-lhe uma longa noite.

Harry estava dormindo em uma das camas, Dumbledore estava esperando o reporte da mulher junto a Snape, ela apareceu, se deteve em frente a eles.

–Não há de que se preocupar, parece que o senhor Potter começou a ter vadias lembranças do passado, será algo confuso para ele, de modo que há que ter muito cuidado, deveríamos de ir buscando a melhor maneira de lhe dizer o de sua gravidez, nesses momentos lhe dei uma poção para dormir, estava bastante alterado pelo incidente de faz um momento. - olhou a Snape cuidadosamente por uns segundos, Dumbledore não passou por alto aquilo, então continuou –o melhor será que fique hoje, só para estar seguros de que não há problema.

Dumbledore pôs-se de pé, desejava enormemente saber qual era o suposto incidente e para isso precisava falar a sós com Severus –excelente. -disse fazendo uma pequena pausa –será melhor buscar a melhor oportunidade para lhe dizer, nós vamos Severus?

O pocionista pôs-se de pé

–Um momento Severus. - disse a feminina voz

Os dois voltearam –Passa algo? –Contestou Snape

–Posso falar um pouco contigo?

Snape assentiu –Albus irei contigo em um momento se nós desculpas.

Albus não o podia crer, teria que esperar para inteirar dos detalhes, isso em verdade era muito molesto.

Uma vez a sós foi Madame Pomfrey a primeira em falar –acho que no fundo sabia, só que me resistia ao crer, dentre todas as possibilidades, em verdade é você o outro pai?

Snape suspirou enquanto deixava-se cair –sabia que o entenderia com esse beijo, somente ao outro pai pode beijar sem que ocorra uma ameaça de aborto, não é assim?

Pomfrey assentiu –como é possível, Albus não sabe? Eu, não posso deixar passar por alto isto! É um dos professores, que passa com a ética? Nunca o esperei de ti Severus!

Snape pôs-se de pé, seu semblante era digno de um comensal, Madame deu uns passos atrás, em verdade que era ameaçante.

–Não duvide nem por um segundo de minha integridade. –Snape de deixou cair na cadeira cansado.

–Não vê que isto é difícil para minha também?

Agora se que a mulher não entendia –vê a enorme diferença de idades, Harry deveria estar com alguém de sua idade, a verdade é que esta gravidez é mais incomum do que crê, já que foi concebido quando eu tinha a idade de Potter.

Que acabava de escutar, isso não soava lógico, Snape olhou a decomposta cara da mulher, estava claro que não entenderia com tão poucas palavras –não se como demônios Harry viajou no tempo, o caso é que o fez e então o resto da história termina com um bebe em caminho, o entende?

Madame Pomfrey negava com a cabeça, e sem prévio aviso Severus recebeu uma boa bofetada proveniente de uma muito molesta fêmea, assombrado Snape olhava.

–Por que não se me informo de isto!? E eu que começava a duvidar de minhas capacidades, Severus se esta situação não melhora nem o melhor medimago conseguisse que essa criatura sobreviva, de modo que lhe peço de arranje o mais cedo sua situação com o senhor Potter.

Madame se encaminhou molesta a seu despacho se deteve antes de sair da habitação –só uma coisa mais, esta história não está nem cerca de terminar, ainda ficam três meses difíceis, de modo que lhe pedirei de novo, por favor aceite seus sentimentos pelo bem não só do bebê se não de Harry.

Snape se pôs de pé inesperadamente, se lhe via alterado –é fácil para todos me falar sobre isso, mas antes de saber a verdade pensava o pior de mim, não é assim? Eu não lhe convenho a Harry, ninguém pensa o oposto!

–Desde quando lhe importou o que pensem os demais? Se em verdade já não lhe ama lhe peço que faça o correto, mas se não é assim busque sua felicidade.

Com essas palavras em o ar Madame Pomfrey desapareceu da habitação, que significava aquilo? Como sanadora estava obrigada a fazer o melhor para seu paciente, mas não lhe pareceu que falasse dessa maneira, ao final ela também era como o resto, só o pressionando para que aceitasse a Harry, mas ele só se voltaria um ônus para Harry, por que ninguém compreendia que só para o melhor para Harry e seu filho? Potter sofreria ao início, mas, depois podia ser imensamente feliz com outro, bufo, claro que não ia permitir que qualquer João ninguém estivesse para perto de Harry e menos de seu filho!

Ou-ou

Ao dia seguinte não tinha passado nenhuma novidade, Harry recebeu alta justo a tempo para poder ir a suas classes, Hermione o olhou muito distraído, ultimamente seus dois amigos se comportavam raros, simplesmente não podia ignorar aquilo.

–Harry, se encontra bem?

O moreno olho-a um tanto incrédulo, então pareceu que a vida se lhe alumio ao ver a sua melhor amiga.

–Posso te fazer uma pergunta?

A castanha sorriu contenta –Claro que pode, adiante pergunte.

Harry pareceu duvidar um pouco estava buscando a melhor maneira de lançar a pergunta

–Me diga Mione, que se supõe que se faz quando duas pessoas se amam?

A garota ficou em branco, para depois tornar-se vermelho, talvez Harry queria falar de sexo entre homens ou algo pelo estilo? –A-a que te referes?

Harry deixou escapar o ar cansadamente –Sim, já sabe, como se supõe que deve ser um namoro, primeiro duas pessoas que gostam e decidem sair, e depois que segue? Como se supõe que se comportem?

Hermione respirou um tanto mais tranquila –bom, quando duas pessoas gostam é de normal, passar o tempo juntos, conversar de suas coisas, agarrar da mão, se beijar, já sabe, diga Harry nunca tinha estado no status de namorado?

Harry olho-a sereno –Draco é o primeiro, de modo que não sei como reagir, posso fazer outra pergunta?

A castanha não sabia se aceitar ou não, após todo temia que a conversa se tornasse acalorada –sim claro as que queira maldição por que tinha terminado fazendo essa contestação, estava segura que se arrependeria

–Tens estado apaixonada alguma vez? –disse sem mais rodeos.

Que classe de pergunta era essa? Talvez Harry estava duvidoso a respeito de Draco?

–Uma vez, de um muggle, era meu vizinho, foi um amor de crianças, depois seu pai obteve um melhor emprego, mudou-se e não o revi.

–E como sábia? Isso é por que acha que foi amor?

–Bom, já sabe, pensava muito nele, se não o via me punha triste e o melhor de tudo era estar junto a ele, me sentia protegida, feliz, essa sensação de calidez, creio que ainda que agora já não o amo, isso jamais o esquecerei.

Harry ficou muito pensativo, depois sorriu –obrigado, ajudou muito.

Granger não estava segura em que sentido o tinha ajudado, mas era bom o ver sorrir como sempre, agora só faltava averiguar por que seu outro amigo tinha cara de culpabilidade, e também de passagem saber quem era essa Amia, esse assunto não estava do todo limpo.

Harry ia a seu encontro com Draco, já o tinha decidido, o último que tinha passado com Snape não o podia apagar, sua cabeça, se não aclarava seus pensamentos ia terminar em algum manicômio.

Cumprimento alegre como sempre ao igual que Draco.

Harry agarrou ar, sentindo que com isso também tomava algo de valor, e início com o plano –ouve, Draco.

–Sim? Disse o loiro não dando muita importância ao assunto

–Você eu e eu somos namorados, não é assim?

Draco olhou aos olhos –Não o duvides –disse algo mais atento.

Harry sorriu e se abraçou ao loiro sem dizer mais, ficou esperando, tinha calidez, não o podia negar, mas se sentia diferente, de alguma maneira não se sentia tão protegido, algo faltava, claro tinha beijado a Snape, mas não a Draco, onde estava o justo nisso?

Acercou-se para poder beijar ao loiro em os lábios, mas este volteou o rosto, Harry ficou gelado, tinha sido recusado? Talvez Draco não o tinha feito a propósito, ele tentaria de novo, se abraçou mais ao loiro subindo suas mãos tomo o rosto de Malfoy, tinha que beija-lo definitivamente o faria, se deteve ao ver a fria mirada azul acinzentado. –Que tenta fazer?

Definitivamente isso não acabaria em um beijo, se refugiou em o pescoço do loiro –se é meu namorado por que não posso te beijar?

Draco abraçou, isso se sentia mais como um pai, não, como um bom amigo –por que é parte da maldição, se te beijo algo terrível te pode passar, é por isso que é estado insistindo para que Severus possa a dissolver e então você e eu poderemos fazer coisas.

Ainda com aquilo resposta não estava do todo conforme –Que coisas?

Draco acercou-se a sua orelha –Coisas pervertidas.

O fato era que aquilo não lhe afetava de todo, talvez já não sentia nada por ele? Estava-se morrendo o amor? Não podia estar sentindo mais vontades de estar com Snape que com Draco, claro só era a confusão de ver a seu professor jovem, quiçá era pelo que fosse que estava fazendo quando ia a suas sessões, às vezes podia sentir a magia de Severus percorrendo em seu interior, talvez tinha uma espécie de transferência de energia que o fazia imaginar coisas, fosse o que fosse, o culpado de toda sua confusão sem lugar a dúvidas era Snape!

Harry separou-se de Draco –Hoje não poderemos estar juntos, preciso ir à biblioteca, não se importa verdadeiro?

Draco deu-lhe um beijo na testa. –Não se preocupe, se tem algo que fazer pode o fazer- então o loiro se despediu.

Harry ficou muito pensativo, a verdade era que não tinha que ir à biblioteca, era só que desejava estar só, tinha muitas coisas em que pensar, porque não importava que tão convincente era a resposta formulada em sua cabeça não terminava por ser suficiente.

Uma pessoa parou-se justo a um lado, podia jurar que sabia de quem se tratava, volteou só para se assegurar que não se estava voltando louco.

–Que se supõe que faz Potter!?

Harry olhou inocente, de que estava falando –A que se refere?

Snape elevou uma sobrancelha, por que se via tão molesto? –Por que anda por aí se exibindo por todo o castelo como uma qualquer!

Harry não tinha escutado essas palavras, simplesmente não as tinha escutado, por que de repente Snape se comportava dessa maneira? Parecia uma ex namorada ciumenta.

–De que fala? Draco é meu namorado e não vejo mais gente por aqui, de modo que acho que a palavra exibicionista está um tanto exagerada

–Não me responda senhor Potter, ou quer que baixe pontos a Griffyndor?

Harry agora sim que estava molesto, definitivamente não sabia por que estava tão confundido com respeito a Snape, se era um maldito gorduroso bastardo, desgraçado e quanto insulto mais se lhe pudesse ocorrer a alguém mais.

–Não vejo por que tenha que lhe dar explicações, Draco é meu namorado, é normal fazer coisas como essas, já que isso é o que se faz quando se ama!

Snape ficou mudo, seu rosto viu-se algo afetado, não suportava mais estar em frente a ele, não com essa cara, não discutindo, Snape não reagia, Harry viu a oportunidade e se retirou antes de que a seu professor se lhe ocorresse outro nefasto contra-ataque.

Ou-ou

Draco encontrava-se na sala comum de Slytherin, tinha sua cabeça metida em um livro, o chefe de sua casa acercou-se sem fazer o mais mínimo ruído

–Malfoy segue-me. –simplesmente ordenou, todos os estudantes se perceberam disso, mas ninguém disse nada.

Draco volteou ao ver, seguramente o principal tema a tratar era Harry, sinceramente já se estava cansando daquilo, jurava que em um dia destes ia atirar a toalha, bom assim diziam os muggles não? Pois o que fosse, já não estava disposto a escutar reproches de Snape, este definitiva seria o último!

Continua…

Nota tradutor:

Nossa e agora o que será que Severus vai fazer?

Vejo vocês nos reviews!