EPÍLOGO

Três anos depois

EPOV

"Papai!", minha filha vem correndo em minha direção pelo quintal da nossa nova casa e eu me abaixo para pegá-la em meus braços.

"Ei minha princesa", eu a abraço e beijo seu rosto, matando a saudade. Acabei de voltar de viagem. Três dias longe da minha família é uma tortura. Eu tenho viajado muito menos agora do que quando conheci Bella.

Logo após Sophie nascer, eu encontrei um novo sócio: Sam. Na verdade, nos estudamos juntos e nos encontramos acidentalmente em Seattle depois de anos sem nos ver. Após conversa casual, o assunto de trabalho surgiu e um tempo depois nós nos tornamos sócios. Além da parceria profissional, ele e sua esposa, Emily, se tornaram verdadeiros amigos pra mim e pra Bella. Eles têm um filho de 5 anos, Evan.

"Você trouxe um presente?", minha menininha pergunta com os olhos fixos no embrulho em minha mão. Eu sorrio. Eu sempre trago algo para minhas meninas quando volto de viagem. Bella me recrimina, dizendo que vou deixar nossa filha mimada e mal acostumada, mas eu dou de ombros.

"Humm", eu coloco a mão no queixo. "Será que é pra você? Ou será que é para outra menina que vive nessa casa?"

Ela ri alto. Eu amo esse som.

"Eu sou a única menina aqui, papai. A mamãe não é mais menina".

"Tudo bem, você me convenceu", eu digo, entregando o presente. Ela o agarra e se senta na grama para abri-lo.

"Onde está a mamãe?", eu pergunto, surpreso por Bella não ter vindo me encontrar até agora. Geralmente, ela está na porta de casa junto com Sophie, me esperando chegar de viagem.

"No quarto", ela responde distraída.

Ela está bem? Eu me pergunto.

Levanto-me para entrar e vejo Alice nos olhando pela janela da sala. Não sabia que minha irmã estaria aqui.

Será que aconteceu algo?

Entro em casa rapidamente e abraço Alice, que sorri. Isso me acalma.

"Bella está bem?"

"Ela está bem, Edward. Foi se deitar um pouco e eu fiquei de olho na minha sobrinha", ela me informa. "Vá ver sua esposa", ela diz sorrindo. "Ela queria ficar te esperando, mas eu a convenci a descansar um pouco".

Eu aceno.

"Obrigado, Alice".

Passo no banheiro para lavar as mãos e em seguida entro em nosso quarto. Bella está de costas para a porta e sua respiração é calma. Ela deve estar dormindo. Silenciosamente, eu me aproximo e confirmo esse fato. Mas ela deve sentir minha presença, pois logo abre os olhos. Eles se fecham e abrem de novo.

"Ei", ela diz, com um sorriso surgindo em seu rosto.

"Ei meu amor", eu me deito ao seu lado e beijo seu rosto. "É bom estar em casa", eu digo. Enterro meu rosto em seus cachos, apreciando seu perfume. Eu perdi isso.

Ela ri. "Sim. É bom ter você de volta".

"Como vocês estão?", eu pergunto ao afastar meu rosto brevemente.

"Bem", ela responde. Eu arqueio uma sobrancelha e ela acrescenta. "Estamos bem, de verdade. Só me cansei um pouco porque dei uma geral no quarto da Sophie".

"Bella, você não deve fazer esforço", eu a repreendo suavemente.

"Não foi nada demais, Edward".

Eu suspiro, não querendo discutir.

"E você, meu filho, dando muito trabalho pra mamãe?", eu falo com o ventre da minha esposa, que abriga nosso filho. Acaricio sua barriga e o sinto mexer.

"Ele estava quieto hoje, quase não mexeu", Bella também acaricia sua barriga de sete meses.

"Estava com saudade da voz do papai?". Ele continua se mexendo, para meu deleite.

"Papai! Mama!", Sophie invade nosso quarto, eufórica como sempre. Essa menina parece filha de Alice nesse sentido. Não para nem por um momento!

"Mamãe, olha! Papai me deu", ela sobe na cama e exibe seu grande cachorro de pelúcia.

"Que lindo, meu amor", Bella responde, acariciando o cabelo de nossa filha. "Você já deu um nome pra ele?"

Ela pensa por alguns instantes. "Emmy!", ela grita, nos fazendo rir. "Ele é gande e fofo, igual tio Emmett", ela diz, tropeçando em algumas palavras ainda.

"Tenho certeza que seu tio vai adorar a homenagem", Bella diz.

Sophie logo nos deixa de lado e começa a conversar com seu irmãozinho na barriga de Bella. Eu adoro vê-la assim: ela fala e gesticula, como se ele pudesse vê-la. Ela é tão esperta e danada pra idade que tem. Às vezes eu fico boquiaberto com as atitudes dela.

"Eu vou deixar você brincar com Emmy quando sair da barriga da mamãe, Will. Não o tempo todo porque...", ela continua falando sem parar. Eu me aconchego ao lado de Bella mais uma vez e nós curtimos a interação entre nossas crianças.

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Dois dias mais tarde, meus pais e nossos amigos estão reunidos em nossa casa. Vamos comemorar o terceiro aniversário da nossa menina no feriado de quatro de julho. Além da minha família, estão presentes Rose e Emmett, Mike e Jéssica, Hanna e Félix, Angela e Ben, Sam e Emily, os filhos dos nossos amigos e outros amiguinhos de Sophie, é claro. Alice e Esme me ajudaram Bella a organizar a festa. O tema é joaninha e a festa estilo pic nic.

É, também, uma oportunidade para alguns deles conhecerem nossa nova casa. Bella e eu decidimos nos mudar para Seattle, para ficar mais perto da minha família e, também, por causa do meu trabalho. O escritório da empresa que abri com Sam é aqui. Para não ter que continuar dirigindo de Port Angeles pra cá algumas vezes por semana, tomamos essa decisão.

Nossa casa fica entre a dos meus pais e a casa de Alice e Jasper. Isso me deixa mais tranquilo quando tenho que viajar, especialmente agora que Bella está grávida.

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BPOV

"Você está linda, meu amor", Edward diz ao me ver com o vestido vermelho que Alice me ajudou a escolher para a festa. Se dependesse dela, eu estaria usando uma fantasia de joaninha, idêntica a da minha filha.

"Obrigada, marido", eu me aproximo dele em nosso quarto e beijo seus lábios. Ele me segura pela nuca com uma mãe e a outra está em minha barriga.

"Vamos descer, antes que eu arranque esse vestido e te prenda em nosso quarto", ele diz sem fôlego, quando o beija termina. De mãos dadas, nós descemos as escadas até o quintal, onde estão nossos convidados que já chegaram. Eu os cumprimento e procuro nossa filha.

"Onde está Sophie?"

Edward me gira e eu a vejo no colo de Emmett, ao lado de Rose, com a pelúcia que Edward deu de presente há alguns dias atrás. Eu sorrio com a cena. Meus amigos são apaixonados por Sophie e eu os escolhi para serem padrinhos dela. Alice e Jasper serão os padrinhos de William.

Emmett descobriu seu lado paterno e está tentando convencer Rose a engravidar. Ela quer esperar mais um pouco, até estar financeiramente estabilizada.

"Tia Bella!"

Me viro e vejo Seth chegando com seus pais.

"Seth. Meu Deus, você está enorme!". Eu não o vejo há uns três meses e parece que ele cresceu muito. "Você já é um rapaz", eu beijo suas bochechas, fazendo-o corar.

"Oi Hanna", eu a abraço. "Félix".

"Oi Bella".

"Por favor, fiquem à vontade", eu digo.

"Olá Hanna. Félix. Seth", ele os cumprimenta e eu vejo minha filha se remexendo, querendo descer do colo do pai.

"Este é o presente de Sophie", Seth diz animado.

"Ela está lá com seus padrinhos", eu aponto o outro lado do quintal. "Pode ir lá. Ela ficará feliz ao te ver". Ele acena e sai correndo.

Mas tarde, todos estão aqui e eu agradeço a Alice e Esme pela ideia de contratar alguns animadores para a festa porque aguentar o ritmo da criançada não é fácil.

Estou sentado com Hanna, Emily, Esme, Ang, Jess e Rose em uma mesa. Converso com minha antiga colega de trabalho, enquanto as outras mulheres mantêm uma conversa paralela.

"Como estão os enjoos matinais?", eu questiono Hanna. Ela está grávida de três meses e vem sofrendo com esse incomodo da gravidez nessa fase. Graças a Deus, dessa vez e não sofri muito.

"Estou entrando no quarto mês e finalmente está melhorando", ela acaricia a barriga, que agora começa a aparecer mais.

"É um alívio danado", eu concordo.

"E Seth, como está reagindo?", eu questiono.

"Bem. Ele é um amor de menino e nós tentamos mostrar o tempo que o bebê não vai mudar nada. Ele continuará sendo amado, não vai perder seu lugar...essas coisas. Acho que é normal ele ter um pouco de ciúmes, mas ele está aceitando bem".

"Que bom".

"E você? Tem passado bem?", ela pergunta.

"Essa gravidez está sendo ainda mais tranquila que a de Sophie. Ultimamente tenho ficado um pouco mais casada, mas só isso".

"Você é sortuda, Bella", Ang palpita. "A minha gravidez foi difícil e até hoje eu penso duas vezes se quer passar por tudo mais uma vez. Se dependesse de Ben, nós já teríamos uns quatro filhos".

Nós rimos.

"Félix está tão animado com esse aqui, que já fala nos próximos".

Eu sorrio, me lembrando que Edward também se sentiu assim. Pouco depois de saber da minha primeira gravidez, ele disse que queria mais, que gostaria que nossa menina tivesse irmãos. E dessa vez, a gravidez foi planejada. Nós conversamos e decidimos que estava na hora, não querendo que a diferença entre as crianças fosse grande.

Eu olho para meu marido agora, conversando descontraidamente com várias pessoas. Nem parece que ele sempre teve aversão às festas, reuniões...qualquer lugar com muitas pessoas. Ele ainda é assim, mas não quando estamos entre amigos. Os meus amigos se tornaram amigos dele, também. E a família dele, seus pais e irmã, se tornou verdadeiramente a minha família.

Eu vejo o quanto ele mudou nos últimos anos. E eu acho que ser pai contribuiu muito pra isso. Aliás, não foi apenas ele. Acho que eu também mudei, amadureci. Não vou dizer que nossa vida é perfeita porque não é. Nós brigamos como todo casal.

E minha linda filha me tira do sério mais vezes do que eu posso contar. Ela é uma espoleta...tão pequena e já é sapeca demais. Mas eu me considero uma pessoa muito abençoada por ter essas pessoas ao meu lado...todo eles, meus amigos e minha família. Especialmente Edward e Sophie é claro.

E agora meu menino. William. Will.

Edward é um marido e um pai tão atencioso. Ele nos mostra todos os dias que nós duas –agora nós três – somos seu mundo inteiro. Eu sinto o seu amor em cada pequeno gesto diário: como, por exemplo, preparar o café da manhã e me servir na cama; me surpreender com ingressos para alguma peça de teatro ou filme que ele sabe que eu vou gostar; deixando um bilhetinho todos dias na cama, quando sai antes que eu acorde, dizendo que me ama e que estará pensando em mim o dia todo.

Os olhos de Edward encontram os meus, de repente. Eu o estive encarando todo esse tempo. Ele se afasta dos amigos e vem em minha direção, chegando à nossa mesa.

"Preciso roubar minha esposa por um momento", ele diz e me ajuda a levantar.

"Está se sentindo bem?", ele pergunta assim que entramos na sala de casa, vazia nesse momento.

Eu aceno. "Estou bem. Você queria falar sobre o quê?"

"Huh...nada. Você estava me olhando de um jeito...fixamente...eu pensei que você poderia estar sentindo alguma coisa".

Eu sorrio.

"O que?", ele questiona.

"Estou ótima. Eu estava te encarando porque pensava em nós, nossa família. Tudo isso. Estou feliz".

Ele sorri agora e me abraça.

"Bom! Isso é tudo o que eu quero...você feliz. Sempre", ele diz. "Você não está cansada? Pode deitar um pouco se quiser, eu tenho certeza que todos vão entender", ele sugere.

"Eu já disse que estou bem, Edward". Isso não mudou, ele continua superprotetor e mandão durante a gravidez. Ele se preocupa com tudo. "Eu prometo que se me cansar, eu subo para nosso quarto". Isso parece aplacar sua preocupação momentaneamente.

"Vamos voltar, então", eu digo, puxando-o pela mão. "Acho que podemos cantar parabéns agora", ele sugere e eu aceno.

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Algumas horas mais tarde, os convidados já se foram, exceto Alice e Esme, que me ajudam a ajeitar a casa.

"Eu nem sei como posso agradecer a vocês. Foi tudo perfeito", eu digo a minha cunhada e sogra.

"Imagina, Bella", Esme responde. "Minha netinha merece a melhor festa. Ela amou tudo, não parou de correr e brincar nem por um minuto".

"É verdade", eu respondo. E agora seu pai está dando banho nela, para que ela não pegue no sono antes de se limpar.

"Foi um prazer, Bella", Alice diz. "Pode contar conosco sempre. Eu mal posso esperar pelas festas do eu afilhado Will", ela diz animada.

Edward desce as escadas e diz que nossa filha quer que eu conte uma história antes dela dormir.

"Já vou", eu digo. Despeço-me delas e de seus maridos antes de subir as escadas, com Edward atrás de mim. Sempre querendo nos proteger...

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"Você quer que mamãe conte uma história, querida?"

Sophie acena e eu vejo que seus olhinhos estão lutando pra permanecer abertos.

"Você gostou da sua festa?", eu pergunto enquanto escolho um livrinho.

"Aham", ela resmunga sonolenta, me fazendo rir.

"Que bom, meu anjinho", eu beijo sua testa e me deito ao seu lado. Eu tenha certeza que amanhã ela ficará o dia todo falando sobre a festa, sobre o que gostou...tudo.

"Era uma vez..."

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"Ela já dormiu?", Edward pergunta quando entro em nosso quarto.

"Eu não li nem duas páginas do livro e ela já estava apagada", eu rio.

"Não é pra menos, ela se esbaldou hoje", ele diz. "Eu preparei a banheira pra você relaxar um pouco".

Me aproximo e ele me recebe e seus braços.

"Obrigada, amor".

"Vamos, eu te ajuda a entrar. E me chame quando quiser sair".

Eu aceno.

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Eu visto uma camiseta de Edward após o banho - é o que acho mais confortável pra dormir ultimamente – e me deito ao seu lado. Ele larga o controle da TV, que estava em suas mãos. Eu me aconchego em seu peito e nós ficamos em um silêncio confortável. Confesso que estou cansada do dia e, mesmo com banho relaxante, eu não sinto o sono chegar.

Edward se mexe e me tira de seu peito, colocando-me suavemente com as costas contra o colchão. Ele se inclina e fuça meu cabelo e nuca garganta com seu nariz.

"Você está muito cansada?"

Eu sorrio, sabendo o que ele quer saber: você está muito cansada para o sexo?

"Não", eu respondo sorrindo. "Eu quero você".

"Eu sempre quero você", ele responde.

Eu afasto minhas pernas e ele logo se posiciona entre elas, pairando sobre meu corpo, mas segurando seu peso. Beijando minha pele e falando palavras de carinho, ele me deixa cada vez mais excitada.

"Vamos tirar essa camiseta", ele diz e me ajuda a tirar a única peça de roupa que visto. "Eu quero sentir seu corpo. Todo. Eu amo seus seios, ainda mais na gravidez", ele sussurra e toma um deles em sua boca, acariciando o outro com as mãos.

"Huumm", eu gemo de prazer.

"A porta está trancada?", eu consigo perguntar, mesmo em meio às nossas atividades.

"Sim", ele responde após soltar meu mamilo, mas logo volta à tarefa. Nós aprendemos a lição logo que Sophie começou a andar e empurrou nossa porta aberta – que estava apenas encostada – quando estávamos fazendo amor.

"Como você quer?", ele pergunta enquanto desce umas das mãos até minha entrada.

"Ohhh", ele me provoca com seus dedos. "Você atrás de mim", eu digo e me viro de lado na cama. Meu marido se posiciona atrás de mim, mas não me penetra imediatamente. Seus dedos me sondam, deixando-me ainda mais molhada pra ele, enquanto sinto sua boca em minha nuca. "Por favor, Edward".

Ele guia sua ereção e me enche lenta e completamente.

"Ahhhh", nós grunhimos juntos.

Nós fazemos amor lentamente, sem pressa. Eu gosto dessa posição. A única desvantagem é não poder beijar os lábios dele. Especialmente grávida, eu não consigo virar meu rosto sem contorcer a barriga. Mas ele compensa ao beijar e sugar minha pele...minha nuca, a garganta, a pele logo abaixo do ouvido. Edward conhece cada cantinho do meu corpo. Ele sabe o que eu gosto, sabe como despertar meu prazer de modo indescritível.

"Eu te amo, minha Bella", ele murmura em meu ouvido, aumentando os movimentos, e não muito tempo depois nós sucumbimos ao prazer.

Satisfeita, eu permaneço nos braços do homem que possui meu coração e adormeço pacificamente.

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Aí está o epílogo. Desculpem a demora ;)

Bjos,

T. Darcy