Memória XXXIV: Desconexos
Dono: Sirius Black
Música: Sonata Arctica – Shamandalie
Randômico. Simples e fácil. Arrastado. Meia noite.
Quantas vezes eu me senti daquele jeito por algo que não fosse comigo? Não. Acho que devo ter pensado errado. Foi comigo. Foi com ela. Minhas mãos agora estão tremulas. Talvez eu devesse prestar mais atenção ao que acontece ao meu redor. Por que não conversei com ela antes? Como eu havia sido fútil! E pensar que o silêncio dela era por minha causa. Egocentrismo maldito!
Ficarei careca se continuar metendo as mãos nos meus cabelos com essa frequência. Eu sou um babaca, mas para essa questão já existia resposta há muito tempo. A resposta que procura jaz em uma pergunta que eu ainda não fiz. Por medo, receio ou qualquer outra coisa que se pareça com o que estou sentindo.
O que eu devo fazer? Como diabos eu posso ajudar Marlene sem que a deixe mais ferida do que está? Eu posso passar a noite inteira pensando. Eu sei que Lily está lá embaixo consolando a Lene e que James vai subir em cinco minutos para perguntar o que eu estava fazendo que era mais importante do que estar com minha garota naquele momento.
Momentos assim, alguns de nós preferimos passar sozinhos. Mas seria covardia de minha parte deixá-la ao vento, apenas com seus próprios pensamentos. James não me afastou quando seus pais faleceram, mas também não parecia fazer questão de minha companhia. Isso apenas realça os pontos positivos e negativos de qualquer decisão que eu tomar.
A porta se abriu com um barulho estrondoso e James fez a pergunta pela qual já esperava.
— Eu simplesmente não consigo pensar em nada bom o suficiente para dizer. — Falei com a voz apagada ainda concentrado.
Ele suspirou e fechou a porta. Perguntei-me onde estavam Remus e Peter. Ao menos Moony tinha um dom, ou algo parecido na hora de consolar alguém. Mas, no fundo, eu sei que a Lene precisa de qualquer coisa, menos de um consolo. Eu sei como ela odeia esse tipo de atenção.
James ameaçou falar alguma coisa, mas eu me levantei e abandonei o quarto. Desci até o Salão Comunal, encontrando Lily, que voltava sozinha para o dormitório, me encarando com estranheza. Só restava a McKinnon.
Foi difícil manter minha vontade de descer quando a ouvi soluçar. Eu simplesmente não consigo aguentar essa... Tristeza. Respirei fundo e caminhei na direção dela, sentando-me ao seu lado no sofá espaçoso.
O que reinava ali era o silêncio, mas este era interrompido constantemente pelo soluçar contido dela, que conseguia rasgar meu peito. Eu levei uma de minhas mãos aos seus cabelos e ela recostou a cabeça em meu ombro.
— Eu daria qualquer coisa para não te ver assim. — Falei baixinho. — Eu não consigo nem ao menos imaginar como você possa estar se sentindo.
O que eu diria? O que poderia dizer além do óbvio?
— Eu te amo. — Falei simplesmente, dando-lhe um beijo no topo da cabeça. — E nós vamos passar por isso juntos.
Ela voltou o olhar para mim e me abraçou. Retribuí. Talvez não precisasse dizer mais nada. Talvez, por hora, bastasse estar ali.
N/A: Após algum tempo me adaptando à rotina escolar, estou de volta. Produções medianas que, ao longo do tempo, podem melhorar. Tudo depende de tempo e concentração. E, sinceramente, os dois parecem muito menos presentes. Se gostaram, deixem Reviews! Costumam ajudar!
Beast of Burden, voltei a postar "naquelas"... Ainda to enferrujado e, pra falar a verdade, nada melhor do que Sirius e Marlene para desenferrujar. Em breve posto mais!
