Notas da Autora
Sakura e Piccolo ficam surpresos, quando...
Durante esse tempo, a saiyajin...
Após anos, ela se surpreende, quando...
Capítulo 36 - A vida no Monte Paouz
"Um favor que ele não pode negar... Com exceção de um, que não posso pedir, eu tenho liberdade para pedir qualquer outro."
"Qual você não pode pedir?"
"A assimilação... É a única coisa que não posso pedir e mesmo sendo uma limitação, posso ter no futuro a necessidade de pedir alguma coisa. Nunca se sabe o que o futuro nos reserva."
"Entendo... Você foi esperto. Eu devia ter pedido algo. Como fui estúpida!" – ela fala mentalmente, amargurada, sendo que o seu rosto nada demonstrava.
"Azar o seu...". – Piccolo responde em tom de diversão, enquanto via a cauda dela se contorcendo de raiva na cintura.
"Eu sei."
Nisso, ele vê que os jornalistas sentam nas cadeiras e com o auxílio de uma espécie de escada pequena, o rei fala ao microfone:
- Hoje estamos reunidos para homenagear a heroína que nos salvou do rei dos demônios, Sakura, sendo que ela é neta do honorável Mestre de artes marciais, Mutaito. Portanto, receberá a maior honra que existe, a estrela azul. Para o avô dela, será dada uma medalha dourada. Para o jovem Piccolo que salvou a nossa heroína de um humano que é vergonhoso para nós, ele receberá a medalha dourada por honra e ordeno que o nome Piccolo seja desvencilhado do rei dos demônios. Não vamos continuar associando o nome, para prazer daquele demônio. Essa é uma ordem real.
- Por favor, Sakura, venha até aqui.
Nisso, ela se levanta e se aproxima, enquanto que vários flashes eram disparados.
Então, o rei faz um aceno e um jovem soldado traz uma bela caixa de madeira envernizada, entalhada com desenhos e cravejada de joias, que o rei abre, lentamente, pegando a medalha, para em seguida colocar na roupa da saiyajin, enquanto falava:
- Por favor, receba essa medalha azul como símbolo de nossa gratidão por ter nos salvado do rei dos demônios e essa outra medalha... – ele mostra uma medalha dourada ao público, para depois depositá-la na bela caixa envernizada com desenhos e cravejada de joias, para em seguida entregar para a jovem – É do seu avô. Ele foi um nobre mestre e é uma vergonha o que aconteceu com ele. Essa vergonha se estende a cada ser desse planeta.
- Eu agradeço a medalha.
- Gostaria de falar alguma coisa?
- Eu não sei o que falar. Eu dispenso.
- Entendo... Saiba que se precisar de alguma coisa, basta avisar-me. Fornecer o que necessita é o mínimo que posso fazer. Por favor, não hesite em pedir. Você e Piccolo tem passagem livre no castelo real. Além disso, juro que iremos encontrar os responsáveis e os faremos pagar por tais crimes. – nisso, ele se vira para o microfone e fala – Por ordem de seu rei, os crimes que March e os demais cometeram, serão considerados crimes hediondos e ordeno que a pior pena que existe em nossas leis sejam aplicadas a March, seus comparsas e aos assassinos.
Após ele falar, os flashes disparam, enquanto que Sakura voltava para a cadeira.
- Quero chamar o guerreiro Piccolo. Por favor, venha.
Nisso, Piccolo ergue-se com a costumeira face séria:
- Por favor, aceite essa medalha dourada por ter salvado a heroína mundial Sakura. Posso ter o prazer de entregar?
- Sim.
Nisso, ele põe a medalha na roupa dele e fala:
- Se o senhor precisar de algo, basta pedir. Assim como Sakura, possuí passagem livre no castelo real. Ajudar no que precisa é o mínimo que podemos fazer.
Ele consente com a cabeça.
- Por ordens de seu rei, o nome Piccolo será desassociado do nome do Rei dos Demônios.
Piccolo agradece e quando ia se sentar, o rei o detém e chama a saiyajin, que se aproxima, com ambos se entreolhando sem compreenderem a reação do monarca que fala, após eles ficarem juntos dele:
- Esses são os nossos heróis e iremos honrá-los!
Nisso, todos batem palmas e os dois ficam consternados, pois, não esperavam uma reação tão exacerbada deles e isso dura alguns minutos, até que o rei fala:
- Temos um banquete em homenagem a vocês.
- Infelizmente, temos que ir. Não podemos ficar. – Sakura fala, resistindo estoicamente a ideia de banquete, graças ao fato de se lembrar de que não gostava de estar junta dos humanos.
Piccolo fica surpreso com o ato da saiyajin, pois, para ela negar comida, é porque, de fato, detestava, demasiadamente, os humanos ao ponto de não desejar ficar rodeada deles.
Pelo menos, era essa a sua hipótese para a negação dela.
O rei fica triste e fala:
- É uma pena... Muitos queriam conhecê-la e falar com você.
- Precisamos ir, não é, Piccolo?
- Sim.
Nisso, ele anuncia que eles precisavam partir e todos ficam tristes, até que eles começam a planar e com isso, se instaura um rebuliço entre jornalistas, fotógrafos e cameramans com todos procurando filmar o que conseguissem, assim como desejavam ter muitas fotos, enquanto que os jornalistas avançavam na ânsia de saberem mais sobre a heroína mundial, até que eles voam dali e o rei exclama, enquanto esperava que um dia, pudesse conversar com eles:
- Muito obrigado!
Distante dali, após meia hora de voo, ambos chegam ao Monte Paouz e ela mostra a medalha, assim como a que Piccolo ganhou, além da medalha destinada a seu avô, sendo que a saiyajin conta tudo o que aconteceu.
Então, Muten fala após se recuperar do fato de que ela negou comida, sendo um feito, até aquele instante, inconcebível:
- Para você recusar um banquete, significa que está com muito ódio dos humanos.
- Por aí... Estava falando com Piccolo e decidi evitar os humanos, assim como viverei no Monte Paouz para proteger os gatos.
- Depois de tudo... É o esperado.
- Já, você, deve partir em uma jornada. Você tem um sonho, que é se tornar um mestre tão grandioso quanto o meu jii-chan. O meu sonho já foi realizado.
- Sonho? – Piccolo pergunta, arqueando o cenho.
- Ter um adversário poderoso e sempre poder lutar contra ele. – ela responde, sorrindo, olhando para o namekuseijin - Inclusive, vou ficar treinando nessas montanhas, cujo acesso é difícil e fica há milhares de quilômetros da civilização mais próxima.
- Então... já vou indo, Sakura. Venho vê-la uma vez por mês. – ele a abraça.
- Obrigada.. Quero que você se esforce.
Antes dele, partir, o chikyuujin pergunta:
- Gostaria de participar do Torneio de artes marciais, no futuro? Piccolo também poderia participar. O que acha? Eu também vou participar.
- Torneio de artes marciais? – ela pergunta, arqueando o cenho.
- É um torneio onde será definido o guerreiro mais poderoso abaixo do céu. Ele irá substituir o Torneio de Mestres de artes marciais. Agora, todos podem se inscrever independente de serem de um doujou ou não, pelo que ouvir dizer.
A saiyajin e o namekuseijin se entreolham e ela pergunta, sorrindo:
- O que acha de participamos, de vez em quando?
- Parece interessante... Confesso que adoro ver os humanos, estarrecidos. – Piccolo fala com um sorriso de canto.
- Eu também acho divertido. – a saiyajin fala, enquanto sorria.
- Então, está combinado. Quando começarem o torneio, iremos participar. Ainda vai demorar alguns anos.
- Enquanto isso, vamos treinar bastante. – Sakura fala animada, com a cauda abando animadamente para os lados, pois, amava lutar.
- A única coisa chata, será lutar contra os humanos... Temos que ser absurdamente gentis.
- Bem... tem esse lado ruim. Mas, acho que ver as feições deles, já compensa. – a saiyajin fala pensativa.
- Bem... Vou indo. Até, imouto. – ele acena para ela, para depois dar um aceno com a cabeça para Piccolo que corresponde.
- Aonde você vai ficar, Piccolo?
- Por aí... Venho enfrenta-la todo o mês.
- Lembre-se! É uma promessa.
- Não tem como eu esquecer, Sakura.
Nisso, o namekuseijin parte dali, enquanto que a saiyajin acenava, para depois ver como os gatinhos estavam indo e fica feliz ao ver que eles se uniram para reconstruir as casas, usando as formas henge.
Ela tentou ajudar, porém, acabou derrubando uma parede e pede desculpas.
"De fato, sou boa em destruir coisas e não construí-las. Acho que é do meu sangue.",
Sakura pensa chateada e se afasta, decidindo ajudar no aspecto de erguer coisas, graças a sua força e não construir algo, assim como evitava tocar em tudo que pudesse quebrar, enquanto que a sua força e a técnica hikari no kenshin, se convertiam em substituídos para as ferramentas.
Após alguns dias, com todos ficando em sua casa até terminarem de consertar as casas deles, a líder dos gatos, Nya, uma vez que ela era filha do antigo líder da vila, que morreu alguns dias atrás, inaugurando o cemitério deles, descobre que falta material.
- Eu tenho o dinheiro que ganhei do torneio.
- Mas, é seu dinheiro e... – ela começa a falar, até que é interrompida por Sakura.
- Não me serve para nada. Eu vivo com o que a montanha me proporciona e inclusive, penso em fazer alguma horta. Espero que ao menos, eu consiga fazer algo assim. Não me importo com outras coisas. Portanto, esse dinheiro não terá utilidade para mim.
Todos os gatinhos se entreolham e concordam com a cabeça, até que um deles fala:
- Muito obrigado.
- Eu gosto de ajudar vocês. Façam uma lista do que precisam, pois irei dar o dinheiro para comprar. Não se preocupem com o transporte. Eu cuido dessa parte. Além disso, irei escoltar quem for comprar o material.
Ela fala, ao ver que eles tinham medo dos humanos, até que respiram aliviados e comemoram.
Rapidamente, a chefe da vila, com a ajuda dos demais, faz uma lista do que precisam e alguns se prontificam a irem comprar os materiais.
- Eu não pensei em algo...
- O quê? – Nya pergunta.
- O certo seria todos irem comprar. Nem que fosse para ficar próximo dali. Afinal, vocês se mudaram, recentemente e as feras podem tentar ataca-los.
- Bem... todos podemos voar e os bebês serão levados por suas mães. Infelizmente, não são muitos bebês.
Todos ficam tristes e ela fala:
- Meus pêsames.
- Então, vamos todos.
Nisso, Sakura e mais oitenta gatos adultos, além de algumas crianças e bebês de colo voam dali, para a próxima cidade que ficava há milhares de quilômetros dali, após ela encontrar uma imensa pedra.
Usando a sua técnica hikari no kenshin, corta a mesma, duas vezes, transformando-a em uma espécie de bandeja imensa feita de pedra maciça, sendo bem grossa e pede para os gatinhos sentarem em cima do mesmo, para não se cansarem e eles fazem isso.
Então, chegam à cidade mais próxima dali, após uma hora de voo e as pessoas ficam abismadas, quando observam vários gatos e uma jovem, sendo que eles caminham até uma espécie de armazém.
Alguns gatos entram, enquanto que Sakura ficava fora do estabelecimento com os outros, esperando que eles comprassem o que precisassem, assim como alguns equipamentos.
Então, a loja empilha madeiras e outros itens, além de algumas ferramentas, sendo que pedem para colocar em cima da pedra e mesmo estranhando, eles fazem o que foi solicitado, sendo que não era muita coisa, pois, estavam apenas consertando as casas.
Os homens tiveram que colocar os materiais com a ajuda de um trator.
Enquanto isso, vários agtos surgiam com sacolas, pois, comprarem papel e outros materiais que precisavam, em outra loja, próxima dali.
Após as máquinas colocarem os materiais de construção, eles ficam estarrecidos ao verem que Sakura erguia como senão fosse nada, com os gatinhos sentando em cima dos materiais, para depois a saiyajin voar dali e após ela partir, os moradores da vila reparam na cauda.
Então, ocorre um murmúrio dentre eles, com as pessoas da vila percebendo que a heroína mundial que recebeu a medalha azul, a maior honra que pode existir, esteve na vila deles e o que vendeu o material, lamenta o fato de não ter percebido isso, pois, teria feito um desconto generoso, além de fornecer alguns materiais de graça, enquanto ficava surpreso ao ver que ela não usou a fama dela para conseguir algum favorecimento e isso o fez admirá-la mais. Inclusive, os outros também sentiam admiração frente a este fato.
Quando a saiyajin volta para as montanhas, ela ajuda no que pode, tomando o devido cuidado para que não possa fazer nada para destruir algo, para não atrasar o conserto das moradias e após semanas, as casas e a escolinha de transformação estão consertadas e eles voltam a vive normalmente, pois, vivam da terra e da pesca, sendo que o Monte Paouz proporcionava tudo o que precisavam e somente saíam dali para ir a alguma vila, caso precisassem de outros materiais, que eram obrigados a comprar.
Enquanto isso, a uchyuujin fica feliz ao ver que Luap brincava com os seus amigos que sobreviveram à perversidade humana.
Quanto às feras, Sakura matou várias delas, até que eles passaram a evitar a vila, além de ter ensinado sobre o ki para eles, juntamente com as artes marciais.
Claro, o ki deles era fraco, mas, o suficiente para tornar as transformações deles mais fortes, ao ponto de conseguirem se defender, com o tempo, de todos os predadores.
Todos os meses, Sakura enfrentava Piccolo, na sala especial de Kami-sama, para depois voltar a defendê-los.
Após anos, eles podiam se defender por si mesmos e as feras já não se aproximavam mais. Mesmo assim, mantinham uma vigilância constante, enquanto idolatravam Sakura, que era tida como a heroína deles.
Claro que eles tinham alguns aparelhos, graças ao fato de venderem seus artesanatos a um comerciante de uma cidade distante dali, que nunca viu a saiyajin, pois, ela ficava oculta, observando os gatos, garantindo assim que nenhum mal acontecesse a eles.
Eles tinham algumas tevês, colocadas em lugares públicos com horários definidos, assim como outros equipamentos para todos poderem usar, tal como máquina de lavar roupa.
Muten aparecia mensalmente e sempre chamava Sakura para uma batalha e ao contrário dos outros humanos, ela não o humilhava, além de dosar e muito a sua força.
Distante dali, no templo de Kami-sama, o mesmo estava em uma sala imensa, rodeada de símbolos que brilhavam e a sua frente jazia sete esferas incandescentes, sendo que cada uma tinha diferentes estrelas laranja, cujo contorno não estava definido, sendo que no centro delas havia um altar e uma pequena estátua de dragão esguio, dentro de uma espécie de uma redoma fechada com uma tampa de vidro e o mesmo parecia começar a reluzir, enquanto era projetada a sombra de um dragão imenso que ocupava a sala toda.
Naquele instante, o Deus da Terra estava recitando palavras em seu idioma natal, apesar de não saber que era um alienígena também, pois, veio quando era muito pequeno para a Terra, fugindo dos eventos cataclísmicos de seu planeta natal, sendo que seus pais lhe enviaram a Terra para salvá-lo.
Eles iriam busca-lo, senão tivessem sido atingidos pelo cataclismo violento que tomou Namekusei.
Mister Popo olhava fascinado, assim como estava orgulhoso, por Kami-sama dar vida a sua criação que era um dragão, talhado em pedra.
Afinal, Kami-sama dava vida ao que Mister Popo criava.
Além disso, ele falou que em seis meses, ele iria terminar a criação das Dragon Balls, sendo que Kami-sama revelou que iria usar Shenron para conseguir algumas informações, para as dúvidas que o afligiam.
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AGE 498
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Vinte e três anos depois, a saiyajin está fazendo vários exercícios, quando Piccolo surge, juntamente com aquele que considerava como um irmão, sendo que sabia que de vez em quando, eles lutavam entre si, sendo sempre uma batalha amigável, enquanto Piccolo evitava feri-lo.
De fato, ela olhava a sua vida atual e vivia como uma eremita, sendo que ao pensar nisso, não consegue deixar de se lembrar de Karin, o sennin das Terras de Karin.
Descobriu que tal vida não a irritava, uma vez que treinava sempre, assim como lutava, ora contra Piccolo, ora contra Muten ou contra ambos. De certa forma, gostava de estar na natureza e sempre tinha as lutas contra Piccolo e seu irmão na sala especial de Kami-sama, onde havia um imenso espaço em branco e com uma alta gravidade, sendo que isso quebrava a monotonia, enquanto que a saiyajin sentia uma felicidade imensa nesses momentos, principalmente contra o namekuseijin.
Após se recuperar, sempre pedia para ele aumentar o peso de suas roupas e ficava treinando por um mês inteiro para depois lutarem.
Nisso, se recorda de que algumas vezes, tiveram uma batalha extra, quando ela assumia a forma oozaru nas noites de lua cheia, pois, Muten e Piccolo queriam testar os seus poderes perante ela, que controlava perfeitamente a sua forma e podia dosar os seus poderes, apenas usando os punhos, enquanto que eles nunca ganhavam, conforme o esperado.
Além disso, eles faziam isso em um desfiladeiro e ás vezes, os gatos assistiam, sendo que no início, observavam tudo em um misto de medo e de admiração.
Porém, conforme eles viam a transformação, o medo sumia e dava lugar somente a admiração, além de perceberem o fato, que as metamorfoses dela, quase que regulares, fizeram a maioria esmagadora das feras que viviam naquela região fugirem, ajudando ainda mais a protegê-los de feras, além de aumentar a oferta de alimento, inclusive para o apetite monstruoso de Sakura, principalmente após um gasto imenso de energia.
O local que usava para metamorfosear era bem afastado e inacessível aos olhares humanos, mesmo com a forma oozaru dela, sendo imensa, evitando assim chamar a atenção, mesmo que o Monte Paouz ficasse há centenas de quilômetros da vila mais próxima, enquanto que não rugia, para não chamar a atenção.
Naquele instante, a saiyajin fazia exercícios intensos, quando sente dois kis familiares e avista no céu, Piccolo e Muten se aproximando, estranhando o fato deles aparecerem, pois, faltava ainda uma semana para a lua cheia.
Então, para de fazer os exercícios e sorri, enquanto falava animada, após eles pousarem na sua frente:
- Piccolo! Nii-san! Que surpresa. O que fazem aqui?
