Notas da Autora

Enfim, chega a noite tão esperada para a Reconquista terráquea.

Enquanto isso, em uma sala do Templo, Pikoli e seu pai, Kami-sama, assim como Karin, se preparam para...

Capítulo 37 - Preparação

Após uma semana, o Torneio para decidir aquela que seria a imperatriz dos saiyajins estava prestes a terminar e somente havia restado duas oponentes, enquanto o imperador assistia em seu trono, a espécie de arena circular onde elas se enfrentavam.

Para não levantar suspeita, a filha de Sayuri, Yukiko, controlava ao máximo os seus poderes e manipulava o seu ki com maestria para poder sofrer danos compatíveis com o nível que julgavam que possuía.

Portanto, apesar de ser patética, de tão fraca que era a sua oponente, precisava usar estratégia contra ela para não desconfiarem, sendo que consegue, após enganar a sua oponente com um golpe, obrigando a mesma a se defender, erroneamente, enquanto mudava o ataque no último minuto, procurando acertar na área da nuca, quanto estica os seus dedos, tomando cuidado para não destroçar o pescoço da mesma e mata-la, pois, não era permitida morte dentre elas.

Nisso, o juiz proclama:

- Konato é a vencedora e, portanto, futura imperatriz de Bejiita 2.

- Incrível Kôkuo-sama... É a saiyajin mais poderosa e com certeza, dará herdeiros poderosos ao trono e a continuação de uma linhagem imponente e poderosa. – Nappa fala, humildemente ao lado do imperador.

Porém, este estava disperso, recordando-se de sua escrava cientista e ao perceber o quanto sua mente viajara até a chikyuujin, passara a sentir um intenso ódio e nisso, acaba acertando um servo que servia bebida ao lado deste, matando-o no ensejo, enquanto rosnava de ira, assustando os demais saiyajins presentes, pois era aterrorizante quando o mesmo ficava irado.

- Meu imperador...

Nappa balbucia apavorado, enquanto temia sofrer a ira de seu monarca, que nas últimas semanas andava consideravelmente descompensado e tendo ocasionais surtos, acabando por matar inúmeros escravos por causa disso.

Ao ver o que fez, Vegeta exclama:

- Escravo!

Nisso, um terráqueo, apavorado se prostra perante este, tremendo.

- Retire esse lixo daqui e sirva mais uma siev!

- Sim, mestre. – ele fala apavorado, enquanto procurava arrastar o corpo de seu conterrâneo dali.

Após algum tempo, o monarca fala:

- E os planos para erradicação dos mestiços? Eles já foram localizados? É impossível não existir mestiços, considerando o tempo que estamos nesse planeta patético.

- Estamos localizando todos e quando tivemos a localização deles, começaremos o plano de erradicação, Vegeta-sama.

- Ótimo... Há tempos proibimos os mestiços de terem algum emprego e de entrarem no exército. Mas, ultimamente, surgiu muitas uniões indesejadas desses vermes inferiores e de saiyajins, que aceitam sujar o seu sangue com os terráqueos. Ademais, há muitas reclamações de saiyajins, contrários a tal mistura e concordo com eles, agora.

- Estamos fazendo sem eles perceberem, conforme a vossa ordem.

- Hunf!

- Mas, temos um problema considerável, Vegeta-sama.

- Qual?

- Há boatos que seu braço direito e general se uniu a um desses vermes e a mesma está grávida.

- Creio que posso poupar alguns... Tudo o que menos preciso agora, é um levante de saiyajins com um poder considerável, tal como status... Quero a relação de todos os mestiços, junto de seus genitores e a partir disto, irei poupar alguns do massacre. O que não posso permitir é a quantidade de mestiços que aumenta a cada dia.

- Mais alguns dias e terá a lista em mãos.

- Estou pensando em esterilizar os terráqueos. Eles são fracos e patéticos. Temos outras raças alienígenas como escravos que aguentam o trabalho melhor que esses vermes.

- Uma excelente ideia, meu rei. – fala untuosamente.

- Posso dar alguma compensação com algum escravo exótico aos mercadores de escravos terráqueos... E se houver aqueles que acharem ruim, irão se arrepender do dia em que nasceram.

- Maravilhoso, Vegeta-sama. O senhor ira fazer quando?

- Alguns dias após a minha união... Afinal, preciso aproveitar essa saiyajin... Ela é linda. – ele fala olhando maliciosamente para a vencedora

Já na arena, a mesma exibia um sorriso vitorioso, disfarçando um sorriso maligno, pois, em breve conseguiria matar o imperador e assim, provocar o caos e desordem necessária para inutilizar os demais saiyajins, sendo que passara a sentir ainda mais ódio, quando a Restauração Terráquea descobriu o plano secreto do imperador de eliminar os mestiços e esterilizar os terráqueos, fazendo a ira dela aumentar e muito, assim como o desejo de erradicar os saiyajins do planeta.

Porém, naquele instante, ocultava suas reais intenções com uma máscara de felicidade e de júbilo, enquanto sentia seu ódio pelo imperador, crescer exponencialmente.

Ademais, ela sorria e muito internamente, pois o imperador nem desconfiava que aquela noite, a Restauração enfim iria atacar e todos os mestiços infiltrados estavam esperando a ordem para a execução do plano, tal como aqueles escondidos, prontamente preparados para um ataque em massa, após a ação de cientistas para ajudar na batalha contra os saiyajins, para livrar a Terra deles.

Longe dali, Kakarotto, Suno e Chichi almoçavam e a jovem guerreira pergunta:

- Hoje foi o torneio para escolha da imperatriz. Achei que ia ao evento.

- Estou preocupada em deixa-la sozinha, ainda mais que está esperando a nossa cria. Preocupo-me em deixa-las desamparadas. Afinal, tomei conhecimento que está havendo uma indignação em massa de saiyajins que repudiam aqueles que se uniram a terráqueas e que odeiam igualmente os mestiços. Tenho medo que ousem fazer algo. Por sorte, pude tirar essas semanas de "folga".

Chichi sorri frente à preocupação de seu companheiro e Kakarotto fala, após algum tempo:

- Vegeta ainda está descompensado... Ele está lutando de uma forma "diferente" do que normalmente luta. Tentei arrancar algo dele, mas, foi infrutífero e apenas me rendeu alguns disparates e ofensas usuais.

- Então, está preocupado com ele?

- Sim... Por mais que seja um bastardo cretino, é meu amigo e rival de longa data.

- Não ouviu nenhum murmúrio ou algo assim do motivo?

- O pior que não ouvi... Aliais, notei que os outros saiyajins de alto escalão tem evitado conversar em minha presença. – ele comenta, pensativo – Não sei... Mas, é essa a impressão que eu tenho.

- Pelo menos eles não estão te destratando.

Suno comenta aliviada, enquanto sentindo-se imensamente feliz, pois, graças ao dinheiro de Kakarotto, os cientistas descobriam a cura de sua doença e agora, a fórmula do medicamento é disponibilizada a qualquer um que esteja doente.

- Nem ousariam... – nisso, ele ri – Afinal, tem amor a vida.

- Isso é verdade. – Chichi comenta sorrindo.

- É mesmo! Hoje você tem consulta com o ginecologista! – Kakarotto exclama, batendo a mão na testa.

- É hoje? – ela arqueia o cenho.

Nisso, seu companheiro fala todas as datas para os próximos meses, deixando-a boquiaberta, pois ele fizera questão de memoriza-las e nisso, o scouter dele apita.

- É uma chamada? – Chichi pergunta, curiosa.

- Não, o alarme do meu scouter, caso eu esquecesse a data. – ele fala satisfeito com o alarme, enquanto se levantava – Vou leva-la voando até lá, pois, voo mais rápido.

- Calma Kakarotto... Precisamos lavar...

- Isso fica para depois. Vamos.

- Por que esse desespero? – ela arqueia o cenho.

O saiyajin fica sem jeito e nisso, Suna fala, enquanto este acenava as mãos para não falar, enquanto a companheira dele se virava para a amiga:

- Ele ficou assim, após ler um livro sobre gestantes e digamos que não apreciou os perigos que nos terráqueas passamos, quando ficamos grávidas devido à exigência exacerbada em nossos corpos pelo bebê em desenvolvimento.

- Verdade? Está com medo? – nisso, ela sorri, comovida pela preocupação dele.

- Sim, Chichi... Fiquei apavorado com as mudanças que seu corpo sofreu e irá sofrer, assim como as exigências que ele enfrentará na gestação. Por isso, quero o acompanhamento com o ginecologista.

Então, ambas o acompanham e nisso, ele voa com uma em cada braço em direção a capital, pois, não podia deixar Suno sozinha, pois, soubera de alguns casos de ataques a escravos libertos e tinha receio do que poderiam fazer em sua ausência.

Após horas, à noite caí na Terra, com Goku e Chichi já tendo se retirado para o quarto, enquanto que distante dali, no Tengoku, os cientistas ajeitavam o composto para inutilizar os saiyajins puros, garantindo assim a dificuldade deles em defender-se.

Já, os mestiços estavam posicionados e prontos para a ordem de ataque, assim como os infiltrados que estavam aguardando a ordem para eliminar os seus companheiros de equipe ou colegas saiyajins puros, usando seus poderes escondidos há anos.

No palácio, Yukiko, sobre a identidade forjada de uma saiyajin pura, Konato, se dirigia aos aposentos reais, enquanto controlava a sua ira, pois, teria o momento propício para assassinar o imperador graças a forma super saiyajin 5 que dominara com exímio e igual excelência.

Distante dali, no Tengoku, os cientistas estava preparando-se para ligar uma espécie de máquina com uma saída virada para baixo, enquanto havia um contêiner com uma substância arroxeada, desenvolvida após anos de pesquisa.

- É isso, Tights-sama! Estamos preparados. – um cientista fala.

- Mais alguns minutos... – ela fala, olhando para um elogio, pois, haviam sincronizado um ataque maciço e súbito, que juntamente com a fórmula, auxiliaria ainda mais a vitória deles.

- Fiquem a postos! – Tenshinhan exclama para o seu pelotão, assim como os demais líderes de outros esquadrões, como Kuririn, Chaoz e Yamcha.

Nisso, todos os mestiços gritam em usino como forma de guerra, enquanto se preparavam, tanto fisicamente, quanto mentalmente, para matarem os puros e qualquer um que ousassem enfrenta-los, sendo que receberam ordens de poupar aqueles que haviam se unido a terráqueas, desde que não ousassem enfrenta-los.

- A libertação da Terra desses monstros começará hoje! Enfim, nos livraremos deles e de toda a sordidez e maldade! E vocês serão os salvadores desse planeta! – Kuririn exclama e nisso, um frenesi de palmas irrompem dos meio saiyajins.

Enquanto isso havia centenas de robôs parados, esperando a ordem, assim como um a frente deles, cuja aparência era imponente, enquanto estes esperavam as ordens de seus criadores e que agiriam em conjunto com os mestiços, tendo sido programados com a ordem de eliminar somente os puros, sendo que tinham um radar embutido neles para diferenciar puros de mestiços. Ademais, eles seriam a linha de frente de batalha, além de terem uma bomba em seu corpo. Caso fossem derrotados, iriam explodir automaticamente, levando quantos saiyajins conseguissem consigo.

Com medo que os androides se rebelassem contra os criadores, Tights e os demais cientistas, criaram códigos na mente dele e linhas de comando, eliminando qualquer chance de questionarem suas ordens, ao aniquilarem o lado humano deles, sendo que estes poucos androides pertenceram ao Dr. Gero, antes e através dos experimentos dele, detectaram um perigo que ele não vira, na época e por isso, alteraram os androides, eliminando qualquer tentativa de revolta dos mesmos.

Tights e os demais cientistas não quiseram cria androides e somente desenvolveram robôs, pois, eram contra usarem uma base humana, já que ia contra os seus princípios. Por causa disso, que os poucos androides, cinco, eram aqueles que Dr. Gero desenvolveu e cuja base deles, forneceu ideias e uma excelente base para a criação de robôs igualmente poderosos.

Já, dentro do Tengoku, em uma sala imensa, as novas esferas estavam quase prontas e Kami-sama notou que elas eram grandes, além de que eram uma mescla de verde e azul, sendo que as estrelas eram douradas e estas reluziam e não as esferas.

- Incrível as suas Dragon Balls, meu filho!

- Este Pikoli fica feliz de ter superado o senhor.

- Concordo com o seu honorável pai, jovem Pikoli... É simplesmente fantástico!

- Em torno de meia hora irei termina-las e poderemos realizar o desejo. Com certeza, ele irá realiza-lo, sendo algo necessário, para assim impedirmos que este ser termine o seu despertar. – o jovem namekuseijin fala preocupado.

- Pikoli... Eu...

Kami-sama fala balbuciando, enquanto sentia-se triste e Karin compartilhava da tristeza dele, pois, o sacrifício seria imenso. Porém, ele era Kami-sama e essa era uma das prerrogativas do Deus da Terra. O sacrífico de sua felicidade em prol da salvação não só da Terra, como do universo.

- Eu entendo, tou-chan... Estou orgulhoso de ter sido o seu filho e saiba, que mesmo que este Pikoli não exista mais, irei sempre estar com você.

Nisso, ele termina a criação das esferas e corre para abraçar seu genitor que vertia lágrimas de dor.

Karin ficava triste, enquanto olhava as esferas consolidando-se por si só, pois, era a fase de fixação, por assim dizer, conforme fora explicado a ele e que este processo, poderia demorar meia hora, senão mais.

O que eles iriam fazer era segredo e não falaram a Tights, pois, perceberam o quanto ela estava tomada pelo desejo de vingança e, portanto, corria o risco de não ouvi-los e também, não sabiam se de fato, o novo Shenron que surgiria da criação das Dragon Balls, sendo que estas foram fundidas com as antigas, para aumentar o poder do dragão, realmente conseguiria realizar o que almeijavam.

Afinal, se não tivesse o poder necessário para realizar o desejo, a Terra somente vivenciaria, assim como o universo, um breve período de paz com a vitória da Reconquista terráquea, antes que este ser surgisse para clamar o que era seu por direito, sendo que um arrepio se espalhava pelo corpo de Karin frente a tal pensamento.