Esse tá meio curto, mas espero que não interfira na qualidade. :)

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Harry – 15 anos – Cabeça de Javali – Lily's POV

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Se você já passou por uma situação aonde você esteja orgulhosa, apreensiva e nervosa ao mesmo tempo, saberia exatamente como eu estava me sentindo quando Harry se sentou na mesa do Cabeça de Javali e fechou os olhos, pronto pra iniciar a idéia mais estúpida e brilhante da sua vida. E James... É... eu não estava falando com ele, ele deixou isso acontecer. Tudo bem, eu tinha concordado, mas por que ele tinha enchido o saco. Eu me odiava no momento quase no mesmo tanto quanto odiava ele. Não que ele estivesse se importando muito, ele sabia que eu iria voltar a falar com ele em alguns dias.

- Então – disse Harry – quantas pessoas irão vir?

- Meia dúzia de pessoas – Hermione respondeu. Eu olhei pra ela semicerrando os olhos e voltei a encarar a porta. James tentava esconder o sorriso ao me ver naquela situação, mas estava pulando por dentro. Não demorou e a porta abriu, deixando entrar um pouquinho mais que meia dúzia de pessoas.

Neville Longbottom, Dean Thomas, Lavender Brown, as gêmeas Parvati e Padma Patil, Cho Chang com sua amiga Marieta, então Luna Lovegood (uma nova amiga de Harry que eu partirculamente, amava), Kate Bell, Alícia Spinnet, Angelina Johnson, Colin e Denis Creevy, Ernesto MacMillam, Justino Finch-Fletchley, Anna Abbott, , Antonio Goldstein, Michael Corner e Terence Boot. Ginny e um outro garoto loiro, os gêmeos Weasley e Lino Jordan.

- Wow! – James gargalhou.

- Meia dúzia de pessoas – disse Harry – meia dúzia de pessoas?

- Acho que a idéia ficou um pouco popular – ela disse constrangida.

Todos os alunos se sentaram enquanto bebiam cerveja amanteigada recente comprada com uma vaquinha. James foi até o balcão e olhava invejoso pra um Whisky de fogo.

- Cara, eu realmente queria um desse. – ele resmungou.

Não podia culpá-lo. Eu também queria.

- Hum... bom, vocês sabem por que estão aqui. Hum... bom, Harry aqui, teve a idéia...

Harry olhou pra cela censurando-a.

- Ok, eu tive a idéia, que seria bom se as pessoas que quisessem estudar Defesa Contra As Artes Das Trevas, e quero dizer, realmente estudar, sabem, e não as bobagens que a Umbridge está fazendo com a gente. Bom, eu pensei que seria bom se nós, bom, nos encarregássemos de resolver o problema – ela olhou pra Harry. Eu estava atrás dele e James ouvindo de longe, do balcão. – Com isso, eu quero dizer aprender a nos defender direito, não somente em teoria, mas praticando realmente os feitiços...

- Mas acho que você também quer passar no N.O.M. de D.C.A.T. não é? – perguntou Michael Corner.

- Aff cala a boca – grunhiu James.

- Claro que quero. Mas, mais do que por isso, quero receber treinamento em defesa adequado porque... porque... Por que Lord Voldemort retornou.

A maioria dos alunos ali presentes se encolheram, ou resmungaram, ou gemeram ou qualquer outro tipo de reação possível. Suspirei e rolei os olhos. Para nós era tão comum e para eles era tão... assustador. tanto a pronúncia quanto a situação em si.

- Ah por favor! – disse James rindo. – Na boa? Hermione já tinha meu respeito, agora, mais do que nunca!

Eu sorri.

- Bom, esse é o plano, se quiserem se juntar a nós... precisamos resolver como vamos..

- E cadê a prova de que Você-Sabe-Quem retornou? – perguntou o loiro desconhecido.

James cerrou os olhos pra ele assim como eu.

- Bem, Dumbledore acredita que sim... – começou Hermione.

- Você quer dizer que Dumbledore acredita nele – o menino indicou Harry com a cabeça e James deu um passo na direção do menino.

- James... – falei.

- Quem é você? – Ron estourou.

- Zacharias Smith – ele disse

Ouve uma certa confusão.

- Olhe – Harry cortou se levantando e fazendo todos ficarem quietos. – o que me faz afirmar que Você-Sabe-Quem retornou? Eu o vi. Mas Dumbledore contou a toda a escola o que aconteceu no ano passado, e, se você não acreditou nele, não irá acreditar em mim, e eu não vou perder a tarde tentando convencer ninguém.

- Só o que Dumbledore nos contou ano passado foi que Cedric Diggory – (Um arrepio passou pelas minhas costas) – foi morto por Você-Sabe-Quem, e que você trouxe o cadáver de volta a Hogwarts. Ele não nos deu detalhes. Não nos contou exatamente o que aconteceu e como Cedric foi morto, acho que todos gostaríamos de ouvir...

- Se você veio ouvir, exatamente, como Voldemort mata alguém, eu não vou poder ajudá-lo.

Eu fiquei séria, mas James caçoou.

- Poderia ter voltado pra casa sem essa, bem feito. – ele exclamou.

Rolei os olhos rindo.

- Não quero falar sobre Cedric Diggory, está bem?

Todos ficaram quietos, desta vez, incluindo o pai.

- Então – recomeçou Hermione – se quisermos realmente fazer isso, teremos que...

- É verdade – interrompeu uma garota fazendo todos a encararem – que você é capaz de produzir um Patrono?

Correu um murmúrio de interesse quando ela disse isso, e então eu pude notar no olhar de Harry que disso, era uma das coisas que ele mais se orgulhava na vida.

- Sim – disse Harry.

- Um Patrono corpóreo?

- Você conhece Madame Bones? – Harry perguntou.

- Minha tia. Então... é verdade mesmo? Você conjura um patrono em forma de veado?

- Cervo – James rosnou e eu ri.

- Conjuro.

- Caramba Harry – exclamou Lino – eu não sabia disso!

- Mamãe disse a Ron pra não espalhar, disse que Harry já tem problemas o suficiente.

- Verdade – disse Harry.

Depois de confusões, brigas e ajeitações, eles começaram a escrever os nomes numa lista, em um pergaminho, como prova de que participariam do grupo. Muitos hesitavam, mas ninguém discordou. Ao menos, não em público.

- Isso vai ser divertido – disse James enquanto nós cinco voltávamos para o castelo.

- É perigoso.

- Eu gosto do perigo – disse ele andando mais pra frente do restando do grupo.

Eu ri e rolei os olhos. É, ele tinha certeza... nossa briga não duraria. Houve muito tempo que eu vivia odiando James, mas a partir do momento que aprendi a amá-lo, esqueci como era ficar brava com ele. Era cativante e impossível.

- É – falei – e eu gosto de você.

- Seria estranho se não gostasse, afinal, somos casados Sra. Potter – ele disse andando de costas e sorrindo pra mim.

Dei um tapa no topo de sua cabeça e as mechas de desalinharam, como sempre. Acompanhamos os dois até que tivessem entrado na sala comunal, mas então James não entrou comigo na sala comunal.

- Aonde está indo? - perguntei.

- Nos terrenos de Hogwarts...

- Para...?

- Sempre quis fazer sexo em alguns lugares exóticos...

- JAMES POTTER! - exclamei gargalhando.

- Eu estou brincando, estou brincando! - ele riu - estou indo lá por que... sei lá.. por que quero. Algum problema? - ele brincou rindo.

Ele retornou até os terrenos. Estava nevando com o que fazia o antigo gramado verde se tornar se sentou e me puxou delicadamente com ele. Sorri e passei meus braços ao seu redor.

- Sabe Lily? - ele me disse - brinco demais, mas sei que é coisa séria isso... Harry como professor... é perigoso com que Dolores descubra e acabe expulsando ele, e lá, naquela maldita casa dos Dursley, Harry não tem proteção, e com Voldemort de volta, tudo só vai piorar...

- É por isso que estou tão preocupada - falei - se Harry for expulso, ele não estará protegido... ele precisa ficar em Hogwarts.

- Eu sei... Queria poder conversar com Sirius... - ele disse - sei lá... você pode conversar com a sua melhor amiga... eu não...

- Oh James... - falei - eu sei que é difícil... mas tudo vai ficar bem...

- Lils? - ele me disse olhando pro lago.

- Sim?

- O que vai acontecer quando nosso filho tiver 17 anos?

Hesitei em responder essa.

- Ele provavelmente irá atras de Voldemort e tentará matá-lo, ou esperará com que Voldemort venha até ele.

James brincou com as minhas unhas e passaram-se quase 10 minutos antes dele falar de novo.

- Eu demorei tanto pra conseguir ficar junto om você, e meu filho não pode passar um ano de vida conosco. Por que a gente? Por que a nossa família não poderia ser normal?

Eu ri. James sempre me alegrava da depressão com piadinhas, então, era minha vez.

- Por que nós somos os Potters...

Ele riu.

- É... nós somos os Potters...

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Eaí? Ficou bom? Bom espero que tenham gostado!
Angel -