Annabeth's POV

Logo após a porta do elevador em que Bryan ter se fechado, virei-me e segui pelo final do corredor. Eu havia deixado Bryan dar uma volta sozinho, achava que depois de tudo o que descobriu era o mínimo que merecia.

Cheguei à porta do meu quarto: 810. Passei o cartão pela fenda e a porta se abriu.

Para minha surpresa, o quarto era lindo! Não que o de Bryan não fosse, mas esse... Era lindo! Não era um quarto enorme, normal seria a melhor definição, mas todos os detalhes do quarto o transformavam em algo muito bonito de se apreciar. Meus olhos percorreram cada centímetro, analisando cada coisa, até que pararam na enorme cama King Size que se encontrava no centro do quarto. Meus olhos ficaram um pouco arregalados, e logo eu estava colocando o cabelo atrás da orelha, o que só podia significar uma coisa: eu estava nervosa.

Nervosa por que Annabeth? – eu me perguntava desesperadamente, tentando achar uma resposta decente.

Eu não estou nervosa. Só fiquei surpresa de ter uma cama dessas em um quarto que nem é de luxo.

Só isso? – novamente eu estava ali, pensando em como responder minhas próprias perguntas, perguntas essas desnecessárias.

Só isso, e não tem nada haver com o fato de que Percy vai dormir do meu lado nessa cama. Não mesmo! – tentei me convencer disso, mas logo suspirei, derrotada – A quem eu estou tentando enganar?! É claro que eu estou nervosa, e é claro que é por isso.

Mas por que isso? Você já dormiu ao lado de Percy, ontem mesmo vocês dormiram juntos no chalé de Poseidon.

Sim, isso era verdade, havíamos dormido juntos no chalé de Poseidon e não acontecera nada além de uns "amassos". Mas ali era diferente, não era um beliche de solteiro, era uma cama de casal, uma cama King Size, não queria nem pensar no que poderia acontecer ali.

Não pense então! Porque não vai acontecer nada de mais, vocês dois só tem 16 anos e só namoram a 1 mês, nada de mais vai acontecer.

Como eu queria acreditar nessas palavras, na verdade, ficava fácil pensar nelas quando Percy não estava tão perto. No entanto, eu sabia que assim que eu o visse, seria difícil me lembrar o que eu estava pensando, pois ficaria perdida em seus olhos verde mar, e muito provavelmente, nem lembraria meu nome. Sendo assim... Isso de não rolar nada, poderia ser um pouco complicado de manter.

Eu sei, eu sei, você deve estar pensando se essa realmente sou eu, e podem acreditar, sou eu mesma, um pouco diferente talvez, mas ainda sou eu. Diferente porque estou apaixonada, e acho que a maioria das pessoas ficam assim quando estão apaixonadas: perdem a razão.

Fui tirada de meus devaneios aos ouvir a porta do quarto sendo aberta. Virei-me, dando de cara com Percy, que trazia várias embalagens de lanches do Mc Donald's.

O Cabeça de Alga se atrapalhou todo em fechar a porta, porque estava com a mão ocupada.

Corri em sua direção, pegando um dos lanches antes que caísse e no chão.

- Se atrapalhou foi? – perguntei rindo enquanto fechava a porta.

- Sim! – disse ele também rindo enquanto colocava tudo sobre uma mesinha – Obrigado por não ter deixado cair nada no chão, seria uma bagunça.

- De nada cabeça de Alga. – disse eu enquanto colocávamos o lanche numa mesinha de centro.

- Você sabia que o restaurante iria estar fechado né? E que eu iria ao Mc Donald's.

Assenti, ele riu e me abraçou.

Em seguida cada um escolheu sua própria comida, deixando separada para Bryan também. Percy avaliou a enorme cama de olhos arregalados, mas sacudiu a cabeça e voltou ao normal. Logo depois sentamos juntos na cama.

- Annabeth, eu encontrei Bryan no elevador quando eu estava subindo, ele estava saindo e nos vimos. – disse Percy logo após comer um enorme pedaço de hambúrguer – Parece que ele não reagiu muito bem à notícia, não foi?

Comi um pedaço do meu sanduíche antes de responder.

- É cedo para dizer, ele disse que precisava de um tempo, para pensar, muita informação na cabeça, foi o que ele disse. Para ser honesta, eu até pensei em segui-lo, estava com medo que fizesse alguma besteira.

- Besteira? – perguntou Percy.

- É, não sei Percy, algumas pessoas não ficam bem após descobrirem que foram meio que "enganadas", mesmo quando é para seu próprio bem.

Continuamos a comer, na minha cabeça repassava a conversa com Bryan. Será que fora mesmo certo contar tudo para ele só agora? Será que não deveria ter contado no mesmo dia em que descobri? Me colocando no lugar dele... Eu não gostaria de que omitissem algo importante, como a situação dele era.

Havíamos terminado de comer em silêncio, sentia que Percy me avaliava.

- Ele vai pensar bem e se dar conta de que a mãe dele só o protegeu.- disse Percy se aproximando de mim, parecia ter ouvido minha mente, ou no mínimo, visto em meus olhos – Você não precisa ficar se culpando por não ter contado antes, Quíron pediu que esperasse, sua mãe pediu que esperasse, você só os obedeceu. E você também fez certo em dar um tempo para ele pensar, é o mais correto a ser feito, deixar ele refletir.

Percy segurou minha mão, era incrível como conseguíamos ler as emoções um do outro apenas pelo olhar. E era incrível também como só o fato de ele segurar minha mão já me havia acalmado, como só de olhar para seus olhos eu havia esquecido de tudo.

Mas eu sou uma filha de Athena, e havia a missão, as ameaças de Phobos, a história de Bryan, a misteriosa profecia que dizia que a espada era amaldiçoada. Tudo!

- Eu sei Percy, mas estou preocupada, não só com o Bryan, com tudo. Para começo de conversa: temos uma missão, da qual nem sabemos por onde começar.

- Nós vamos conseguir, sempre conseguimos. Estarmos juntos é o que importa.

Olhei para Percy, estávamos frente a frete, encostei minha testa na dele.

- Isso se Phobos não nos matar ou nos separar primeiro. – disse eu, os olhos cheios de lágrimas. Não era típico de mim chorar, mas eu havia chegado no meu limite aquele dia. Não tínhamos pistas do que iríamos enfrentar pela frente, nem se iríamos conseguir completar a missão, parecia que a cada passo que dávamos estávamos sendo vigiados, tanto pelos deuses como pelo o que queria acabar conosco. Mas o que mais me aterrorizava não era a missão em si, e sim as ameaças de Phobos, parecia que ele estava fora de controle, e mesmo eu sabendo que poderíamos dar um jeito, o medo ainda me perseguia.

- Essa foi a visão que ele te mostrou não foi? De nós nos separando.- disse Percy olhando em meus olhos, os dele mesmo pareciam tristes – Nunca vamos nos separa Annabeth Chase! Eu te amo. Ele não vai matar nenhum de nós ok? – disse Percy secando uma lágrima que havia escorrido, enquanto colocava uma das mechas do meu cabelo atrás da orelha.

Pensando bem... Percy tinha razão, tínhamos que dar um jeito de passar por cima de certos medos... O que iria requerer bastante tempo para que eu pudesse pensar em algo. Esfreguei meus olhos, impedindo que as lágrimas caíssem.

- Ok, Cabeça de Alga! – respondi colocando uma de minhas mãos em seu cabelo e diminuindo a distância entre nós - E eu também de amo Perseu Jackson!

O beijo começou delicadamente, de forma que eu estava saboreando seus lábios, que pareciam ter o gosto da água salgada do mar, ao mesmo tempo que possuía algo doce, que me viciava. Meus dedos entrelaçavam o cabelo de Percy, enquanto as mãos dele seguravam meu rosto. Mas o beijo foi se aprofundando, ficando mais rápido e urgente, de forma que as mãos de Percy foram para minha cintura, e a minhas percorreram sua nuca. Sua boca seguiu para meu pescoço, fazendo um caminho de ida e volta até os meus lábios, deixando um rastro de fogo por onde passava, isso só fez com que meu coração pulasse mais dentro do peito.

Naquele momento eu só queria ficar com Percy, só queria tê-lo o mais perto possível, eu precisava dele, para sempre, eu queria ele, precisava dele na minha vida.

Por impulso subi para o colo de Percy, do qual a boca ainda percorria o caminho pescoço/boca, enquanto eu o puxava pela gola da camisa para mais perto de mim. Seus braços apertaram ainda mais minha cintura.

Ainda levada pelo momento, passei minhas mãos por sob sua camisa, meu coração martelou ao sentir o calor de seu corpo se espalhando pelas minhas mãos. Os lábios de Percy voltaram a encontrar os meus, durante o beijo intenso mordisquei seu lábio inferior. A mão de Percy passou por debaixo da minha blusa, me puxando mais para si, e isso fez com que perdêssemos o equilíbrio, Percy caiu de costas e eu cai por cima dele.

Nos separamos para podermos respirar, mas não só para isso. Eu... Eu não estava pronta para dar um passo daqueles, ainda não.

- Percy! – eu disse ao mesmo tempo em que ele falava: "Annabeth".

Sorrimos juntos, para logo depois olharmos um para o outro, tão intensamente que até esqueci do fato de estar por cima de Percy.

- Acho melhor esperarmos. –disse Percy – Não que eu não queira... Você sabe, fazer amor com você, mas...

Percy ficou vermelho, e pude me sentir da mesma forma.

- Mas precisamos pensar mais sobre isso. – disse eu – É um passo muito importante, fora que precisa de... Proteção. E somos muito jovens.

Ele assentiu, sabíamos que a situação não envolvia apenas isso, havia mais: nossos pais, a situação em que nos encontrávamos e o lugar. Não que o hotel fosse feio, como eu disse antes, era lindo, mas eu sempre imaginara algo mágico, especial. Pode parecer bobo, mas era algo único, e eu queria lembrar para sempre, mas não queria ficar lembrando daquilo para sempre se fosse ali, naquele quarto, num dia em que havíamos levado avisos de minha mãe e ameaças. Por mais que eu amasse Percy e soubesse que ele era a pessoa certa, eu ainda era a filha da deusa da sabedoria, sabia que todas as ações tinham consequências, ainda mais quando essas ações não eram planejadas.

Sai de cima de Percy, que voltou a sentar na cama. Me olhando, ele não parecia desapontado com o fato de termos parado, algo que os garotos de sua idade fariam, ele parecia realmente pensar o mesmo que eu.

Perseu Jackson é um cavalheiro, quem diria! – disse minha consciência – Um cavalheiro com pegada, mas mesmo assim, cavalheiro.

Sacudi a cabeça e saltei da cama, ficando de pé.

- O que vai fazer? – perguntou Percy quando viu que peguei minha mochila – Vai sair?

Revirei os olhos.

- Não Cabeça de Alga, vou apenas tomar um banho. – disse eu entrando no banheiro e fechando a porta atrás de mim.

Sai do banho frio enrolada numa toalha. O banho frio não tinha sido tanto pelo clima, já que o quarto tinha ar condicionado, o banho frio fora mais por causa de OUTRO tipo de calor...

Era engraçado como um bom banho era capaz de relaxar e fazer você esquecer dos problemas, pena que essa sensação não continua quando você sai do banho.

Após vestir o necessário, fui em direção a minha mochila, procurar meu short doll que estava perdido em algum canto dela. Enquanto isso fiquei pensando em onde Bryan estaria, tá, confesso que só uma parte bem pequeninha pensava isso, pois uma outra enorme pensava em Percy.

Comecei a ficar estressada, havia mexido na mochila inteira e nada. Resolvi tirar tudo dela para achar meu objetivo, e mesmo assim eu não a encontrei, mas eu tenho certeza que a coloquei aqui...

Em seu lugar achei uma camisola vermelha de renda, com uma abertura na perna.

-O que é isso? – me perguntei.

Junta com a mesma achei um bilhete:

Querida Annabeth

Você deve estar se perguntando como essa linda camisola foi para ai né? Sabemos que quer muito nos agradecer por tirar aquela coisinha que você chama de pijama da sua mochila, mas não se preocupe, fizemos isso por puro prazer de ajudar, ou atrapalhar, como preferir.

Esperamos que use.

Com todo carinho e amizade

Connor e Travis Stoll.

PS1: Tivemos ajuda do chalé de Afrodite.

PS2: Não queira nos matar.

Pude sentir a raiva me dominando. Aqueles dois seres haviam entrado no MEU chalé, mexido nas MINHAS coisas e ainda queriam que eu não os matasse. Até parece, ele iriam ver logo, logo o que dá ficar mexendo com a filha de Athena.

Mentalmente xinguei-os até não poder mais, lançando pragas em grego antigo de todos os tipos.

- Está tudo bem ai Annabeth? – perguntou Percy depois de ouvir alguns de meus xingamentos – Quer ajuda?

- Não! – gritei rapidamente – Não precisa!

Envergonhada olhei novamente para a camisola. Eu não vou usar isso, não mesmo.

Revirei tudo na minha mochila, e há não ser que eu quisesse dormir de calcinha e sutiã, a melhor coisa era a camisola de renda.

Argh! Esses irmãos Stoll vão me pagar, há se vão.

Com um pouco de muita raiva vesti a camisola, me olhando no espelho logo em seguida.

Ok! Tenho que admitir, ela era bonita, e não era transparente, o que já era um começo. Mas aquela abertura do lado da perna esquerda... Bem, me entenda, eu sou namorada de Percy, eu o amo, no entanto, usar aquela camisola que as filhas de Afrodite escolheram para mim, sendo que ele veria, me deixava sem graça.

Protelei mais um pouco dentro do banheiro, verificando se não poderia vestir outra coisa. Olhei meu relógio, eu estava ali há quase 20 minutos, tinha que sair do banheiro, antes que Percy decidisse entrar para saber o que estava acontecendo.

Por um momento, antes de abrir a porta, desejei que ele estivesse dormindo, mas assim que a abri, reparei que Percy estava muito acordado, sentado na cama girando a caneta que virava Contracorrente na mão.

Meu plano era ir silenciosamente para seu lado, me envolver o mais rápido que pudesse no colchão, porém a porta fez barulho quando eu a encostei, o que fez Percy olhar diretamente para mim.

Ao me olhar Percy, que estava na beirada da cama, caiu.

Joguei minha mochila de lado e fui ajudá-lo a se levantar.

- Tudo bem Percy? – perguntei, por um momento me esquecendo de meus trajes.

- A-A-A-Annabeth! – ele gaguejou – Você está muito...

- Indecente? – sugeri.

- Linda! – ele disse me olhando – Mas eu não sabia que você tinha roupas de dormir tão... Hum... Assim.

Ele disse ASSIM, como quem diz SEXY.

- Nem eu sabia, foi mais uma pegadinha dos irmãos Stoll.

Ele me olhou dos pés a cabeça, parecia não ter ouvido uma palavra do que eu disse, estava com a boca escancarada.

- Fecha a boca Cabeça de Alga! – disse eu.

Ele sacudiu a cabeça.

- Hum?

Resolvi provoca-lo um pouco, me aproximei lentamente dele e disse em seu ouvido:

- Está babando por mim Cabeça de Alga?

Ele me olhou novamente, assentindo com a cabeça, parecia nem conseguir falar.

- Acho melhor eu tomar um banho beeeem frio!- disse ele após visualizar a abertura da perna- É melhor eu ir logo, antes que acabe fazendo alguma loucura.

Cai na gargalhada enquanto Percy pegava suas coisas e ia para o banho. Assim que ele fechou a porta, peguei o Laptop de Dédalo, me cobri com uma colcha e comecei a pesquisar sobre a espada de Athena, mas eu também pensava em como Percy ficara babando por essa roupa de dormir.

Se passaram alguns minutos, eu bebia um copo d'água enquanto olhava para a tela do laptop, não achara nada sobre a espada até agora, estava pensando em desligar o aparelho quando Percy saiu pela porta do banheiro.

Engasguei com a água ao visualizar Percy, vestido apenas com uma cueca boxer branca.

Meus olhos ,sem minha permissão, percorreram seu tórax, descendo em direção ao abdômen e seguindo para um volume no meio das pernas... Voltei a olhar para cima quando cheguei nessa área. Podia-me sentir vermelha feito um tomate.

- Engasgou? – perguntou Percy se sentando ao meu lado puxando a colcha para si.

Olhei meio assustada para ele.

- Cadê o resto de suas roupas? –perguntei – Não vai me dizer que os Stoll também fizeram uma pegadinha com você.

Eu não estava reclamando da visão que eu estava vendo, maravilhada muito mais provável, só ficara surpresa.

- Não fizeram nada disso, só quis ser solidário a você. – disse ele se aproximando e olhando a tela do laptop.

Eu sorri.

- Só você mesmo Jackson! – disse eu, e cochichei em seu ouvido – E saiba, você também é muito lindo!

Eu corei ao dizer isso, mas sorri.

- Você é que é linda! – disse ele me dando um selinho.

- O que seria de você sem mim ,hein, Jackson?- disse eu sorrindo e brincando com ele.

- Na verdade, eu não seria nada. – disse ele – Pois, tenho impressão que sem você, eu já estaria morto.

- Disso eu tenho certeza! Sem mim você não estaria vivo Jackson, os monstros já teriam acabado com você a muito tempo.

Ele riu.

- Ah! Mas você também estaria morta se eu não existisse. – disse ele se sentando mais próximo de mim.

- Se está se referindo ao episódio de Atlas, pode sabe que se você não existisse, eu nem estaria lá para começo de conversa. – disse eu fingindo estar brava.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Quem disse que eu estava falando disso? O que eu quero dizer é que sem a minha ilustre pessoa você estaria sem chão.

- Vai sonhando. – disse eu revirando os olhos.

- Ah é? – Percy aproximou sorrateiramente de mim.

- O que você vai fazer? – perguntei com uma pontada desesperada, conhecia aquele olhar travesso.

Ele se aproximou, começando a fazer cócegas em minha barriga. Eu não conseguia para de rir.

- Pa-Pa-Pare! – eu disse em meio as gargalhadas.

- Não, não, não! – disse ele.

Eu sabia que ele ia continuar me fazendo rir, eu podia pará-lo, mas eu não queria, estava me divertindo muito.

Mas Percy parou, alguém estava batendo na porta do quarto.

- Quem será? – perguntou Percy.

Revirei os olhos.

- Deve ser Bryan querendo comer Percy!

Ele assentiu, levantou da cama, vestiu suas calças jeans e abriu a porta, me encolhi no colchão, não queria que Bryan me visse daquele jeito.

Era o próprio Bryan que estava na porta.

- Quer seu lanche Bryan? Se quiser é só...

- Não é nada disso! Vocês precisam vir comigo! – disse o Bryan, o que quer que fosse, achei que devíamos ir.

- Fazer o que Bryan? – perguntou Percy – São três e meia da manhã.

- É importante, acho que descobri algo que pode nos ajudar na missão, está no porão do hotel.

- O que é? – perguntei sem sair debaixo do colchão.

- Não tem como eu explicar! – disse ele, os olhos azuis pediam para que fossemos com ele – Vocês tem que vir comigo.

Percy e eu trocamos olhares, assenti.

- Bryan, nós vamos trocar de roupa, espere no corredor. – disse eu.

Bryan assentiu e Percy fechou a porta.

Peguei minha mochila, entrei no banheiro e coloquei novamente a roupa de mais cedo.

Estava ansiosa para saber o que Bryan iria nos mostrar, eu sentia que podia mesmo nos ajudar na missão, mas ao mesmo tempo, eu sentia que novos mistérios surgiriam.