A Lei da Sexualidade por Rakina

Tradução: Rebecca Mae
Beta-reading da tradução: Ivich Sartre


Capítulo Trinta e Sete: Aniversariante

Ponto de Vista do Harry:

"Acorde, aniversariante!" Sirius berra no meu ouvido. Então acordo, rápida e desconfortavelmente, e olho para ele.

Remus ri. "Ele está começando a parecer Snape, não acha, Sirius?"

Eles devem estar alegres, porque Sirius não explode com o comentário, e responde com um beliscão apenas, que faz Remus rir ainda mais. Umas batidas na janela e eu pulo para deixar a coruja parada ali entrar.

"Tetchy!"

A coruja de Severus entra, impaciente como sempre, e eu quase arranco sua perna quando ela pousa na mesa. Tomo o pergaminho e tento não tremer. É só um pedaço de papel, não deveria me afetar como um feitiço das pernas presas! A parte da frente do pergaminho diz "Virgem, leia o bilhete antes de abrir". Viro o pergaminho de todo jeito, mas não vejo nada. Então rompo o lacre e um objeto rígido envolto em veludo cai. Então é isso que eu não devo abrir antes de ler o recado...

Feliz aniversário, meu doce de rapaz. Você sabe que seu presente especial será dado mais tarde, hoje, mas até lá quero que tenha algo meu. Por favor, use e lembre-se do que eu disse. Estou esperando com impaciência vê-lo amanhã de manhã, já que não posso pensar em outra coisa além do que estaremos fazendo mais tarde. Envio meu infindável, mas desvalorizado amor.

Capricórnio.

Tomo o pacote de veludo azul que envolve algo rígido e vagamente arredondado. Desfaço o nó que o prende e vejo o embrulho se abrir, revelando um anel. É prateado e bastante simples, seu desenho é o de uma serpente, que morde a cauda. Ouroboros, um antigo símbolo de ressurreição, o ciclo da vida e da morte, pelo que eu sei.

Onde eu devo usar? Tem algum tipo de tradição bruxa para o dedo correto a se colocar?

"Sirius, qual é o melhor lugar pra usar isso?"

"Deixa eu dar uma olhada, Harry", ele diz. "Nem preciso perguntar quem mandou, suponho. Fez testes contra feitiços?"

"Não, é claro que não!"

"Bom, então eu testo!" Ele tenta alcançar o anel, mas eu mantenho minha mão curvada ao redor dele. "O que é isso, Harry!", ele diz. "Não vou estragar seu anel, só conjurar alguns feitiços. É seu presente afinal."

Relutantemente, abro a mão e ofereço o anel para ele, que o toma e observa de perto por algum tempo, então grunhe ao passar a varinha várias vezes, murmurando feitiços que nem tento escutar. Não sei o que ele espera achar aí.

"Bom, tem alguma coisa nesse anel", ele diz. "Mas não dá pra saber o quê. Provavelmente é arte das trevas e você não deveria usar até descobrir. O Snape provavelmente está tentando te influenciar através disso."

"Influenciar? Sirius, em menos de 24 horas, ele vai me capacitar! Vai me influenciar bastante quando isso acontecer, tenho certeza que você já percebeu. Dificilmente vai precisar de um anel pra isso."

"Você ainda não está na cama dele, pode muito bem mudar de idéia. Talvez isso seja algum tipo de seguro macabro que garante que você não desista!"

"E talvez eu esteja completamente farto da sua atitude!", eu disparo, estendendo a mão. "Dá o meu anel. Agora!"

"Harry…" Sirius começa, mas o que quer que ele fosse dizer é engolido pelo estalo de um trovão. O anel voa através do ar e cai sobre o dedo médio da minha mãe estendida, onde começa a se ajustar. Acho que isso responde a pergunta sobre onde eu deveria usar. O metal é morno, mas, fora isso, não tem nada de diferente. Pergunto a Severus se tem algum feitiço ou significado especial quando o vir. Junto com o nome de Tetchy, que é algo que eu gostaria de saber. Rio com a bizarra justaposição desses dois fatos.

"Vou para a cama", digo aos dois. "Estou realmente cansado." E, para minha surpresa, estou. Quaisquer outras corujas com cartas, bilhetes ou presentes podem esperar até de manhã.


Depois de toda a insônia na noite passada, durmo demais durante a manhã. Vai ver foi o licor matador da senhora Black. Talvez devêssemos tentar afogar o retrato dela com ele, talvez a megera não acordasse tão facilmente.

"Vamos, Harry, acorde e brilhe !" Remus me acorda de um jeito muito mais calmo (e afetado) que o de Sirius.

"Mnh?", eu digo.

"Albus e Severus estarão aqui logo e uma pilha de cartas e presentes chegou por coruja!"

Droga! É a manhã do meu aniversário! Levanto da cama como um gato escaldado e corro para o banheiro, entrando em pânico diante da possibilidade de não estar pronto quando eles chegarem. Preciso do café da manhã também, antes de irmos, porque estou morrendo de fome!

Apesar da pressa, demoro no chuveiro, quero ficar bem limpo para Severus. Ele é sempre assim. Estranho que, por tantos anos, eu tenha pensado nele como seboso. E é bem verdade que o cabelo dele parece bem oleoso nas aulas de Poções. Vai ver são os vapores ou coisa assim, mas quando ele está sozinho comigo, parece tudo muito bem. Acho que eu posso julgar isso melhor que pessoas como o Ron, porque sou eu e não eles que passam seus dedos e puxam esse cabelo.

Merda! Fiz de novo! Minha mente correu pra Severus e meu desejo por ele e minha mão correu pro meu pênis e, de novo, eu começo a apertar e acariciar minha subitamente excitada e desesperada ereção. Não dá pra esperar, é mais rápido terminar logo com isso do que fazer descer. Então me encosto na parede do chuveiro, pego um sabonete e aprumo as mãos. A água morna me deixa tranqüilo enquanto subo e desço tocando toda a extensão. Gemo com o prazer enquanto as terminações nervosas ao longo do meu corpo parecem entrar em curto-circuito.

Minha mão esquerda envolve meu saco, toco e peso e aperto devagar, é muito bom. Enquanto a direita se move, acima e abaixo, apertando e soltando. Meus quadris ondulam pra trás e pra frente de acordo com o ritmo da minha mão... Ah... Bem aí, bem quando eu envolvo minha glande com os dedos, uma sensação tão intensa, tanta sensibilidade. A água morna cai sobre meus ombros, gentil ao deslizar pelos meus quadris.É como ficar sob uma cachoeira morna, contra uma pedra, com Severus me provocando, me tocando, e então ele se ajoelha e chupa. Ooh, Severus, eu quero tanto. Aqui e agora, por que eu tenho que esperar? Tenho dezesseis, Severus... Vem e faz!

Minhas mãos vão mais rápidas, mais rudes. Quero que ele me agarre com desejo, quero todo esse poder pra mim. Ele pode me tocar, me chupar, entrar em mim...

Meus quadris aceleram, minhas investidas, desesperadas, perseguindo meu orgasmo. Um toque final, gemo, grito, rebolo. Meu sêmen explode e é tudo muito rápido, já que a água o lava embora do meu corpo.

Olho pra baixo e quero chorar. Não sei por quê, é bobo... Vou vê-lo logo e é estúpido pensar que estou desperdiçando tempo assim. Vamos ficar juntos, hoje, apesar de todo mundo que desaprova. Eles não importam – só Severus e eu, e Dumbledore, que entende. Graças a Deus que o ancião sábio do mundo bruxo supera o resto deles, graças a Deus que ele consegue ver além de diferença de idade ou do passado de Severus.

Termino meu banho apressadamente, escovo os dentes e ponho um pouco do Apanhador. Visto roupas casuais trouxas para a viagem até a estação.

Calças escura e uma camisa azul marinho, cuja estampa diz "Quem procura acha" em letras brancas. É um presente de Hermione e não sei dizer se ela achou engraçado ou esperto. É uma cor legal até.

Checo se tudo que preciso está na minha mochila. Só vou ficar durante a noite, de acordo com Sirius, mas coloquei um pouco mais de roupas mesmo assim. Acho que Severus aprovaria isso de pensar um pouco além. Coloco minha escova de dentes e a de cabelo dentro e levo a mochila até a cozinha.


N/B: Tan tan tan tan!!!